domingo, 10 de maio de 2015

Palavras inacabadas sobre a minha nova foto do blogue

Já andava farto da imagem do homem da bicicleta.
Ontem, por mero acaso, a minha sobrinha Beatriz tirou-me esta foto.
À noite, via facebook, a Beatriz, por brincadeira, enviou-ma.
Ao olhar para a fotografia, pareceu-me que estava fiel à minha actual anatomia e decidi dar-lhe utilidade.
Imagino, desde já, os comentários: “este gajo não está na moda! Devia de ter vergonha. E juízo”...
É assim, porém, com esta roupa, simples que me sinto bem.
As pessoas, eventualmente, não têm a mesma opinião.
Aliás, pouco me importa a opinião dos outros. Sempre foi assim a minha vida.

É por isso que, hoje neste espaço, muitas vezes preenchido com futilidades, decidi publicar mais uma: o meu eu actual - despretensioso e no real.
Ao olhar, consigo ver os defeitos. Tenho, um dia destes de pensar na forma de os triturar com gentileza, mas com eficácia. Contudo, esta putativa solução, por enquanto, é apenas um horizonte com pernas, que corre como certas coisas que nos acontecem nos sonhos, que nunca conseguimos apanhar, porque nos estão sempre a fugir até acordarmos.
A minha identidade – vejo isso nitidamente ao olhar para a foto - nada é diferente da de muita gente que conheço.
Não percebo – penso que nunca vou perceber – aqueles que dizem que não entendem a vida. A minha, entendi-a sempre:  é simples, transparente e preza a verdade como um louco.
Por vezes, ao olhar para certas figurinhas que por aí andam a pavonear-se com alarde e empáfia, chego a admitir que sou louco e que fugi de um qualquer hospício, com as bochechas encarnadas, quase a explodirem e a enraivecer, por não conseguir que saiam as palavras adequadas para esclarecer toda aquela malta, ela sim, maluca de todo, que durante cerca de 40 anos tem votado no “arco do poder”.

A fotografia, tirada ontem pela Beatriz, é fiel à minha actual anatomia.
Posso não estar na moda, mas não tenho vergonha disso.
Sinto-me bem com este rosto e com esta roupa.
As pessoas, no entanto, podem não ter a mesma opinião.
Pouco me importa a opinião dos outros.
Este espaço, cheio de futilidades, vai continuar a ser, mais do que uma luz, apenas uma sombra no meio do imenso escuro que nos rodeia.  

4 comentários:

Anónimo disse...

Abraço camarada estás um jovem.
A bicicleta dá-te uma forma do caraças.

Lérias disse...

Bom dia Agostinho;
Fotos?! Cada um coloca a que quer e ninguém tem nada com isso.
Sou visitante do teu blog mais ou menos dia sim dia não e parece-me que sei a mensagem que pretendes passar com essa tua nova "foto da capa".
Deves saber, pela tua experiência de vida e até porque tens família que trabalha com fotografa, que: "uma foto deve falar por si".
Só para te dizer que na minha modesta opinião a tua capa com aquela foto da ponte dos arcos pode concorrer a qualquer concurso sobre a mais bela página de blog. Aquela foto define o titulo do teu blog sem mais palavras.
Abraço

Indio da Gala disse...

Olha o Tó estás a ficar feio e velho meu esquece um pouco a politica e dedicate as gajas e é enquanto a verga levanta.

Antonio Agostinho disse...

ao índio da gala:

Tenho os olhos cansados e o corpo dorido. Tenho a boca magoada e as mãos feridas. Mas o meu coração tropeça na lama que tu és e sorri.
A silhueta do teu rosto e a montanha de estupidez, que é o teu pensamento, escusava de vir desaguar aqui – o que tinha acontecido se eu quisesse...
E depois?..
Seria justo ficarmos privados da tua demente mente e do teu velho corpo?
Vou terminar o comentário por aqui.
Importante, é olhar para a Aldeia, que está a sonhar com o verão - gosto de ter o optimismo e progresso no pensamento.