Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

quinta-feira, 14 de maio de 2015

AO- oh, oh!..

Sobre um acordo, mesmo que seja ortográfico, é meu entendimento, que a sua aceitação passa por uma convergência de, pelo menos, duas vontades. 
Neste caso concreto a minha é diferente - diverge. 
Li, ouvi e vi que o AO passou a ser obrigatório. 
Li, ouvi e vi, que quem não escrever segundo os ditames do novo AO, desde ontem, passou a escrever com erros. 
Vou continuar a errar até ao fim dos meus dias.
Entre escrever com erros oficiais e escrever com erros pessoais, vou continuar a preferir a segunda opção.

3 comentários:

A Arte de Furtar disse...

A partir de hoje deixo de ser uma pessoa que escreve correctamente e passo a ser mais uma que dá erros ortográficos. Lamento, mas o Acordo Ortográfico é uma estupidez. Gostava de saber quanto ganharam os que o redigiram.

Por aqui se vê que inteligência e nível académico não andam de mãos dadas (alguns dos que "trabalharam" o AO90 eram professores universitários).
E já que os que no governo (deste e dos anteriores) me obrigam a usar o AO90, quero dizer que podem ir direitinhos para o cesto da gávea (em português antigo: para o caralho).

PS plágio de um texto de Jorge G. Silva, que não conheço, mas subscrevo.

Rui Monteiro disse...

Sobre este tema:
Egito não existe.
Existe Egipto (português), Egypte (francês), Egipto (espanhol), Egiptujo (esperanto), Egypt (inglês), Ägypten (alemão), Egitto (italiano), Aígyptos (grego antigo), Aegyptus (latim).
Entenderam?

Em alternativa, peço para ser brasileiro. Ou angolano. Ou moçambicano. Ou são-tomense. Ou cabo-verdiano. Ou guineense. Ou timorense. Radicalmente, considero a hipótese de emigrar para Zanzibar.

A Porto Editora também vai passar para acordês o Herberto Helder?

Anónimo disse...

Sobre este tema era só dar ao srs da ideia do acordo ortográfico com um gato morto nos olhos até ele miar.