.

"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Para o OUTRA MARGEM, a personalidade do ano de 2008 foi você, caro leitor e contribuinte...

Para o OUTRA MARGEM, a personalidade do ano 2008 não foi Barack Obama, Cavaco Silva, Paulo Bento, Cristiano Ronaldo, José Sócrates, ou Pinto da Costa!...
Foi Você, caro leitor, caro eleitor, caro contribuinte!...
Você, precisamente, Você, QUE NÃO É MEDIÁTICO, mas que, forçosamente, tem de contribuir, é muito importante para o País, que não o trata como um mero algarismo: trata-o como nove algarismos, que é quantos tem o seu número de contribuinte.
Você, caro e sofredor pagador de impostos, é a personalidade do ano 2008.
Saiba porquê?..
Veja aqui.

Mas, não deixe de saudar 2009: há champanhe e camarão em saldos.

X&Q542


Os botes da minha Terra

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Frente de mar na Cova-Gala

Mais fotos aqui

A sul do quinto molhe, entre a praia da Cova e a Praia do Orbitur, estão a desaparecer centenas de toneladas cúbicas de areal.
As zonas litorais são complicadas de gerir, mas não se pode esperar para ver, há que prevenir.
“No caso da Figueira da Foz, a erosão costeira a sotamar dos molhes é, indubitavelmente, devida à retenção da deriva litoral pelo molhe norte. É-o, também, devido à diminuição progressiva, desde o século XVIII, do caudal sólido debitado pelo rio Mondego, diminuição essa provocada pelas múltiplas intervenções efectuadas na bacia hidrográfica, no rio e no estuário.
Os grandes problemas existentes no troço a sotamar da barra localizam-se precisamente nas zonas de implantação dos núcleos urbanos (Gala, Costa de Lavos, Leirosa), o que comprova, uma vez mais, que "só existem verdadeiramente problemas de erosão costeira quando o litoral está ocupado". Aliás, os núcleos urbanos referidos são relativamente recentes. Foi apenas este século que se verificou grande expansão destas povoações e, principalmente, das suas frentes oceânicas (em zona de risco muito elevado).”

X&Q540


Os botes da minha Terra

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Barbearias...


Recordar um Lutador

Na foto sacada daqui, Joaquim Namorado (o da esquerda),
num colóquio com Manuel da Fonseca e Piteira Santos



Ao fazer a minha visita, habitual e diária, ao aldeia olímpica tive conhecimento que “faz hoje 22 anos que um grande, enorme coração deixou de bater. Um coração feito de ternura, de solidariedade, de generosidade.”
Foi o coração do Poeta Joaquim Namorado, com quem tive o privilégio de conviver durante anos na redacção do Barca Nova, um Poeta para quem a poesia foi sempre uma máquina de produzir entusiasmo.



Façam ruínas
do que me afirmo,
espalhem ao vento as cinzas
do que sou:
na parcela mais remota do que fui
estou.

Dizem que foi Joaquim Namorado, para iludir a PIDE e a Censura, quem mascarou de “neo-realismo” o tão falado “realismo socialista” apregoado pelo Jdanov...
Entre muitas outras actividades relevantes, foi redactor e director da Revista de cultura e arte Vértice, onde ficou célebre o episódio da publicação de pensamentos do Karl Marx, mas assinados com o pseudónimo Carlos Marques. Um dia, apareceu na redacção um agente da PIDE a intimidar: “ó Senhor Doutor Joaquim Namorado, avise o Carlos Marques para ter cuidadinho, que nós já estamos de olho nele”...
Joaquim Namorado, considerava-se um figueirense de coração e de acção. Cidadão que teve uma vida integra, de sacrifício e de luta, sempre dedicada à total defesa dos interesses do Povo. Nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por iniciativa do jornal Barca Nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem, que constituiu um acontecimento nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da cultura e da democracia portuguesa. Na sequência dessa homenagem, a Câmara Municipal da Figueira, na altura presidida pelo eng. Aguiar de Carvalho, instituiu um prémio literário, que alcançou grande prestígio a nível nacional.
Santana Lopes, na sua fugaz passagem pela Figueira, como Presidente de Câmara, decidiu acabar com o “Prémio do Conto Joaquim Namorado”. Mas, não acabou com a mensagem que o Lutador de toda uma vida legou:

No tempo em que os animais falavam
Liberdade!
Igualdade!
Fraternidade!

aF39


Os botes da minha Terra

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal imobiliário na Cova-Gala...



Para ver melhor clicar em cima da ilustração
...apesar de adiado, há-de ser quando o autarca puder!...

Era para ter ido dia 15 passado, segunda-feira, a votos na reunião de Câmara...
Por imponderáveeis, “foi retirado da agenda da sessão camarária, nesse dia, pelo eng. Duarte Silva...”
Sendo assim, já não foi dia 22 à Assembleia Municipal ...
Mas, como no calendário, o Natal acontece todos os anos ("uma das mais significativas alterações introduzidas ao Plano de Urbanização da Figueira da Foz (PUFF), na proposta agora em discussão pública, é a reclassificação, como solo urbanizável, do sector da Zona Industrial da Gala a norte da EN 109 . Este sector é designado por “Unidade de Zonamento” 28 (UZ 28) . No PU ainda em vigor, no artigo 47º do seu Regulamento, aqueles terrenos estão incluidos no “Espaço Urbanizável para fins industriais “ designado por UZ 19.
O artigo 65º do Regulamento agora proposto fixa os parâmetros urbanísticos do aproveitamento imobiliário a promover. De entre estes parâmetros, cabe destacar :
- indice de construção bruta máximo de 0,7
- os edificios podem ter um máximo de 7 pisos!...;
- se houver alguém que queira construir por lá uma espectacular unidade hoteleira (quem diz uma, diz várias, porque não?...) , poderá fazê-la com qualquer coisa como 17 ou 18 pisos...
Em linguagem de pão-pão-queijo-queijo, o que se propõe, fundamentalmente, é que fique permitida “uma operação urbanística” nos terrenos classificados como de uso industrial, do antigo e agora encerrado estabelecimento industrial Alberto Gaspar SA . De caminho, a UZ 28 passa também a incorporar os terrenos de outras instalações industriais, umas já desactivadas ( Foztreilas, Mendes & Monteiro...) e um par de outras em acentuado estado de degradação. Se estou bem recordado, este últimos terrenos foram adquiridos, nos finais dos anos 70, em regime de direito de superfície, com a finalidade exlusiva de se destinarem à instalação de estabelecimentos industriais.
"), fica a pergunta: Janeiro, próximo, será o mês da solução final?..

X&Q532


Os botes da minha Terra

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Que sorte ter nascido português


O meu dia de Natal acabou de ser salvo pela mensagem televisiva do primeiro-ministro, Eng. José Socrates.
Se não tivesse escutado atentamente não ficaria a saber que lhe devemos "a descida das taxas de juro dos empréstimos à habitação".
Tendo pela frente uma conjuntura difícil, o primeiro-ministro deixou um apelo, dizendo que é precisamente nestes momentos "que se espera de todos uma atitude de confiança, uma capacidade de entreajuda, um sentido de responsabilidade solidário".
Pode contar comigo senhor primeiro-ministro. Que sorte ser português...

Os botes da minha Terra

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Hoje é noite de Natal, haja esperança

Estamos na noite do dia 24 de Dezembro de 2008.
Por esta hora, as famílias encontram-se reunidas à volta do bacalhau, acompanhado com batatas, couve portuguesa, cenouras e ovos. Tudo, regado generosamente com bom azeite. Depois, será a sobremesa…
A esta hora, também quase toda a minha família está reunida na casa da minha mãe.
Por compromissos profissionais, tenho de estar bem longe de casa nesta noite que dizem ser a mais especial do ano.
Vou experimentar dois sentimentos aparentemente antagónicos: por um lado, estou triste, pois gostaria de estar na Gala com os meus; por outro, estou optimista, pois tenho saúde e tenho trabalho.
No Portugal contemporâneo não é coisa pouca. Portugal está a mudar e nem sempre para melhor.
Mas, hoje é noite de Natal. Haja esperança.
E continuem a acreditar que os sonhos se podem tornar realidade.
Bom Natal

Quem quer tramar Lídio Lopes?


X&Q545


Os botes da minha Terra

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tempo de Natal

Foto Pedro Cruz
Inventámos este Outra Margem, no essencial, para nos divertirmos.
O importante, nas linhas que escrevemos, nas fotografias que publicamos ou nos vídeos que editamos, não é ter sempre razão.
O importante, e isso temo-lo conseguido, é ter a sensação de companhia no que aqui vamos publicando.
De saber que somos analisados, não necessariamente por muitos, mas por aqueles que realmente gostam de passar, seja qual for a motivação, por este Outra Margem, uma e outra vez.
E é por isso, pela companhia que fazemos e pela companhia que nos fazem, que tem sentido desejar a todos um bom Natal.

De New Bedford para o mundo


João Norte, mais um covagalense na blogosfera a partir de New Bedford.

Um abraço, Feliz Natal, Bom Ano e votos de felicidades para o teu os olhos de quem está fora.

X&Q543


Ponte dos Arcos ...

Os botes da minha Terra

sábado, 20 de dezembro de 2008

Grupo Desportivo Cova-Gala



Escolinhas” obtêm a primeira vitória.

Ver aqui.


_________

Juvenis sofrem derrota caseira.

Ver aqui.
________


Futsal feminino:

Bruscos 16 - Cova-Gala 0

__-


Seniores empatam.

Ver vídeo aqui.

Crónica aqui.

Passagem do testemunho no Centro Social da Cova e Gala


Na passada quarta-feira, dia 17 de Dezembro de 2008, a freguesia de S. Pedro viveu um acontecimento importante: discretamente, como foi sempre o seu percurso de vida, o Pastor João Severino Neto deixou de ser o Presidente da Direcção do Centro Social da Cova e Gala e passou o testemunho a Joaquim Manuel Gomes Afonso.

Recorde-se, que “em 1960, João Severino Neto foi nomeado pela Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal, Pastor da Igreja Evangélica da Figueira da Foz. Isso implicava ter de prestar assistência pastoral a pequenas comunidades presbiterianas existentes em aldeias circunvizinhas, como a Cova e Gala, duas aldeias situadas a três quilómetros a sul da Figueira, ali logo ao remate da Ponte dos Arcos. Nessa altura, e estamos a falar dos anos 60 do século passado, Cova e Gala eram duas terras de pescadores completamente abandonadas pelos poderes. Ao iniciar o seu trabalho nestas localidades o Pastor João Neto tomou conhecimento dos inúmeros problemas sociais e económicos que atormentavam a vida da população. E tomou consciência de outra coisa: se a Igreja Presbiteriana queria cumprir a missão tinha de actuar corajosamente. E foi o que fez."

Foi assim que nasceu o Centro Social da Cova e Gala, que tem como fins principais e primários desenvolver acções do âmbito da segurança social, nomeadamente nas áreas comunidade, família e população activa, Infância e Juventude, Terceira Idade, Invalidez e reabilitação. Como fins secundários desenvolve acções no âmbito da educação, da saúde, da agricultura e do trabalho.

Como covagalense, aproveito para deixar uma palavra de sincero agradecimento, ao Homem e Pastor da Igreja Presbiteriana, João Severino Neto, pelo trabalho social desenvolvido ao longo de mais de 40 anos na Cova-Gala.
A terminar este breve apontamento, fica uma palavra de incentivo e o desejo das maiores felicidades a Joaquim Afonso e para toda a sua equipa.

X&Q540


Os botes da minha Terra

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

E a vida começa a sorrir ...

Foto descaradamenre sacada daqui
... "o Zé do Bloco, nas próximas eleições, vai ser Helena Roseta"!...
E já há quem ande preocupado...

Arremesso do sapato do ano

Os botes da minha Terra

Carta ao Pai Natal


Bom dia, Pai Natal, vou ser breve e frontal, acabei de acordar, fiquei a matutar, mas acho que não é sonho, o que vivi durante o sono...
“O que está à vista de todos, mesmo em época de Natal, não é a essência gananciosa da natureza humana, que essa existe e é normal. É, antes, a constatação de que as instituições só existem no pressuposto de uma natureza humana puramente gananciosa. Quem lida com as instituições dos mercados financeiros comporta-se como se só os puramente gananciosos tivessem hipótese de sobrevivência... Esta utopia neoliberal está a desfazer o tecido social e a moral...”
Agora que acordei, ouve a minha prece, Pai Natal.
Ao chegares às chaminés do meu país, Pátria desafortunada, sem euros, Terra da má sorte, sítio de oferendas e de prebendas dadas sem qualquer critério, que perpetuam uma tradição, caduca, reaccionária, clerical, que tu representas pai do natal, peço-te que a data do Natal seja referendada, pois, mesmo num estado economicista e liberal, o Natal pode ser celebrado quando o homem quiser.
Ouve Pai Natal.
Como tu, tenho já uma certa idade e no ventre a mesma proeminência... Se te portas mal, não leves a mal, mas para o ano quero ser eu o Pai Natal.
Portanto, vai fazendo as malas. Desocupa a Lapónia.Tem lá paciência Pai Natal, mas isto, por cá, anda mesmo muito mal...