sábado, 15 de agosto de 2026
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Comemoração dos 105 anos do Grupo Musical Carritense
O programa inclui a atuação do Oris Ensemble e do Ensemble Vocal Alquimia.
... "inovação, tecnologia e economia azul"
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Isto não se inventa...
Notícias da matriz ideológica conservadora e liberal, ligada ao humanismo cristão
"Empresas que fecharam portas, negócios falidos, gente no desemprego, gente no lay-off, gente sem subsídio de desemprego, mortes aos milhares, gente afectada, física e psicologicamente, para o resto da vida, ensino à distância, anos lectivos irremediavelmente comprometidos e perdidos, empresas de transportes, públicos e de mercadorias, a laborarem abaixo dos 50%, mas o conservador liberal e humanista cristão, António Pires de Lima, líder da Brisa, quer uma compensação financeira do Estado, ler: de todos nós, os que faliram, os que foram obrigados a ficar em casa, os que foram para o desemprego, os que foram para o lay-off, os que não foram à escola, os que não circularam nas auto-estradas, geridas pela empresa que lidera, e que por causa disso não recebeu portagens. Que nome se dá a isto a isto?"A DUPLA HERANÇA MONTEIRISTA, COMO PRESIDENTE DE CÂMARA SUBSTITUTO E COMO ADMINISTRADOR DO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ
... a ruína do edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira vai a concurso públicoVia Díário as Beiras: "O edifício, em avançado estado de degradação, é constituído por dois pisos e tem uma área de implantação de 495 metros quadrados. O anúncio, já publicado em Diário da República, avança que o contrato de concessão terá um prazo de 22 anos, sem possibilidade de prorrogação.Administração
portuária
mantém
processo da
nova marina
atlântica."
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Festival do Chouriço (inteiro ou às rodelas) em Quiaios
terça-feira, 11 de agosto de 2026
A ruína do edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira vai a concurso público
UMA DUPLA HERANÇA MONTEIRISTA: COMO PRESIDENTE DE CÂMARA SUBSTITUTO E COMO ADMINISTRADOR DO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ
Serviço público: por ser verdade e para que conste, "ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante, uma esplanada e um café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis".
Hoje aquilo que o Porto da Figueira da Foz, "abriu concurso público para concessão não é mais o edifício no Cabedelo", mas uma ruína à espera de ser demolida!..
"A Administração do Porto da Figueira da Foz lançou um concurso público para a concessão de uso privativo de um edifício localizado na praia do Cabedelo, destinado à exploração de um estabelecimento de restauração e bebidas.
“Figueira da Foz: Memória e futuro”
O Município da Figueira da Foz, através do Arquivo Fotográfico Municipal, acaba de lançar a oitava edição do concurso de fotografia que promove desde o início do século.
Este ano o desafio para os concorrentes é olhar o território figueirense sob o mote “Figueira da Foz: Memória e futuro”.
As candidaturas abrem no próximo dia 19, coincidindo com o Dia Mundial da Fotografia. O prazo para envio das fotografias decorre até às 23H00 do dia 19 de outubro.
Nuno Melo vai processar Ventura, Frazão e “24H” porque não quer “viver num lamaçal sem ética”
Conflitos internos na extrema-direita?..
Nuno Melo nas jornadas Parlamentares dos grupos parlamentares PSD e CDS-PP.Nuno Fox
Via Expresso
"O ministro da Defesa Nacional anunciou, ontem, segunda-feira, que vai processar judicialmente o presidente do Chega, André Ventura, o deputado Pedro Frazão por declarações destes responsáveis políticos baseadas numa notícia acerca da aquisição de três fragatas a Itália por €3,9 mil milhões. Vai processar também o jornal online “24H”.
Numa entrevista à SIC-Notícias realizada ao fim da tarde, depois de o seu ministério ter feito um comunicado, Nuno Melo justificou a iniciativa contra o adversário populista de direita radical: “Num país decente, as pessoas e as entidades não têm que ser forçadas a viver num lamaçal sem ética, sem valores, em que as pessoas são ofendidas, em que é posto em causa o seu bom nome, só porque o Chega inaugura a moda e depois os outros têm que lhe seguir o critério. Peço desculpa, mas comigo não”, atirou o ministro da Defesa, desafiando Ventura e Frazão a não se esconderem atrás da imunidade parlamentar.
“Espero que o André Ventura e o Pedro Frazão não se acobardem atrás da figura da imunidade parlamentar”, antecipou Nuno Melo, uma vez que esta figura existe exatamente para os políticos não se processarem mutuamente por difamação. “Espero que sejam os primeiros. Não é tirar a pedra e esconder a mão. É responder por aquilo que dizem, como homens que são”, enfatizou o ministro."
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Carlos Rabadão foi o último presidente do Instituto Politécnico de Leiria

"Carlos Rabadão foi presidente da Junta de Quiaios de 2010 a 2013. No campo partidário, o militante do PSD foi, ainda, deputado à Assembleia Municipal da Figueira da Foz, candidatou-se à liderança da Concelhia da Figueira da Foz social-democrata e integrou a comissão de honra do candidato do partido à Câmara da Figueira da Foz em 2021, Pedro Machado. Nos últimos anos, desde 2022, porém, focou-se na elevação do instituto a universidade".
Ontem a Praia da Tocha ficou mais pobre: "morreu um homem do mar vítima de um trágico acidente quando fazia aquilo que mais gostava”
Partiu um dos seus homens do mar. Um pescador, uma figura emblemática da Praia da Tocha e uma parte viva da história da Arte Xávega.
José Maria Estrela, de 85 anos, foi a vítima mortal de um atropelamento que envolveu um trator de Arte Xávega. O acidente aconteceu ontem, ao início da tarde, no areal da Praia da Tocha.
"Com ele partiu muito mais do que uma vida. Partiram memórias de madrugadas junto ao mar, redes puxadas pela força dos braços, pedaços de redes que foram feitas e emendadas por ele, histórias contadas na areia, sacrifícios e uma tradição que estes homens souberam transmitir de geração em geração.
Porque homens assim não pertencem apenas às suas famílias. Pertencem à memória de uma comunidade, à identidade de uma terra e à história de um povo.
Ontem, a Arte Xávega perdeu um dos seus rostos e a Praia da Tocha uma das suas figuras."
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| Foto: Isidro Dias |
Os seus elementos identificativos são inúmeros, começando pela embarcação – fundo chato, proa em bico elevado, decoração simples. Também a rede possui características próprias, sendo constituída pelo saco (onde se acumula o peixe) e pelas cordas, cuja extensão varia conforme a dimensão da rede e dos lances. A companha, variável, era, na generalidade composta por 8 homens: o arrais, à ré; 3 remadores no banco do meio, os "revezeiros", os que "vão de caras pró mar", 2 no banco da proa e outros tantos no "banco" sobre a coberta; embora esta disposição não fosse rígida, labutavam, tantas vezes estoicamente, num remar vigoroso e cadenciado, a caminho dos lances dos lances que lhe davam o sustento.
Noutros tempos, quando a pesca era sustento de muitas famílias, a chegada do saco a terra era saudada com entusiasmo, se vinha cheio (“aboiado”), ou com tristeza, se vinha vazio (“estremado”). O peixe era posteriormente tirado para os xalavares (tipo de cesto), a fim de se proceder à sua venda. A lota era na praia. A licitação do peixe era feita com o tradicional “chui” – sinal que o peixe foi arrematado pela melhor oferta.
A rede era, assim, lançada de acordo com os sinais de terra e mar, a cerca de 300 braças da praia e ocupando uma extensão de cerca de 200 metros de largura. Cada lance, tinha a duração de hora e meia para a permanência da rede na água, e meia hora para a alagem (puxar a rede). Na borda d’água, estavam os camaradas de terra, para o alar da rede. Com um ritual próprio, lento e cadenciado, dois “cordões humanos” puxavam as cordas dos dois lados – mão esquerda agarrada à corda junto ao pescoço, braço direito estendido.
Agora tudo é diferente e menos penoso.
Os remos, que davam andamento ao barco, foram substituídos pelo motor fora de borda. No areal, as redes vão sendo recolhidas com a ajuda de tractores. Antigamente este trabalho, penoso, estava reservado a junta de bois e aos homens.
Em condições por vezes bastante difíceis, estes antigos homens do mar, tentam amealhar alguns cobres que lhes melhorem a parca reforma que obtiveram depois de uma vida longa de trabalho e de sacrifícios noutras pescas e noutros mares.
Citando o Professor Alfredo Pinheiro Marques, um grande defensor e lutador desta causa, «a Arte de Pesca de Arrasto para Terra é um tipo de pesca muito específico, muito especializado e bastante diferente (pois, na sua aparente simplicidade, é muito mais heroico e muito mais difícil e perigoso do que julgam os que nada sabem de mar), e que por isso não pode ser comparado com qualquer outro tipo de pesca praticada em qualquer outro litoral oceânico do mundo inteiro. É mesmo muito diferente, e muito mais impressionante, em coragem e em esforço, do que os próprios modelos originais mediterrânicos da “Xávega”, islâmica, andaluza e algarvia, que lhe estiveram na origem há muitos séculos atrás, mas que entretanto já se extinguiram (ao longo do século XX), e que já não existem hoje em dia (no século XXI). A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, característica dos litorais portugueses da Ria de Aveiro e da Beira Litoral (hoje, legalmente, dita “Arte-Xávega”), é uma arte que nos nossos dias ainda continua a ser praticada por muitas centenas de homens e mulheres, desde as praias de Espinho até à Praia da Vieira de Leiria, e actualmente com o coração na Praia de Mira (depois de, outrora, ter irradiado sobretudo a partir das praias do Furadouro, Torreira e Ílhavo), e é uma das realidades mais impressionantes, mais autênticas e mais simbólicas — e, por isso, mais importantes — daquilo que continua a ser, ainda hoje, Portugal: um país dividido entre o Passado e o Futuro, um país sempre adiado, e sempre sem conseguir descobrir o seu caminho, entre a tradição que não consegue manter e a modernidade que não consegue construir. Um país sempre mergulhado no seu subdesenvolvimento secular e na sua insustentabilidade económica. Mas que, nem por isso, pode ou deve sacrificar os mais autênticos e verdadeiros exemplos da sua identidade nacional e da sua cultura secular em nome de quaisquer cegas burocracias estatais normalizadoras, ou de quaisquer imbecis aculturações televisivas, ou de quaisquer bizantinismos “culturais” “modernizadores”, ignorantes das verdadeiras tradições e identidades locais.»
A arte xávega da Praia da Tocha foi distinguida em 2023 pelos Prémios Europeus do Património Cultural/Prémios Europa Nostra, atribuídos pela Comissão Europeia, ao abrigo de um projeto de investigação promovido pela Câmara Municipal de Cantanhede.
domingo, 9 de agosto de 2026
sábado, 8 de agosto de 2026
A figura da semana na política figueirense para o Campeão das Províncias
CLÁUDIA ROCHA: "Agora, com a nova redistribuição de competências, Cláudia Rocha emerge como a vereadora com maior amplitude de intervenção no Executivo municipal. A lista é longa. Tão longa que quase exige uma pausa a meio. Nas mãos de Cláudia Rocha ficam áreas que mexem com a imagem pública da cidade, com os grandes eventos, com a economia, com o turismo, com os trabalhadores municipais, com a transformação tecnológica dos serviços e com boa parte da relação quotidiana entre a Câmara e os munícipes. Da cultura ao desporto, dos mercados ao parque de campismo, dos recursos humanos às novas tecnologias, há poucas dimensões da vida municipal onde a sua assinatura não possa vir a ser necessária. Santana Lopes mantém sob a sua responsabilidade as Finanças e o Orçamento, o Planeamento, o Ordenamento do Território, os Projectos e Obras Estruturantes, a Protecção Civil, os Assuntos Jurídicos, a Ciência e o Património. A Cláudia Rocha entrega uma parte substancial do rosto visível e do funcionamento interno do Município. Não é propriamente uma divisão entre quem manda e quem executa. É antes a criação de um eixo político em que a presidência define a rota e a vereadora parece ficar encarregada de conduzir uma parte considerável da viagem. A redistribuição também torna mais evidente a diferente cotação política dos elementos do Executivo. Enquanto Manuel Domingues perdeu várias competências, Cláudia Rocha aumentou significativamente a sua área de influência."
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
A novela Luís Neves explicada aos pequeninos...
Nota de rodapé.
Citando Eça.
“É extraordinário! Neste abençoado país todos os políticos têm «imenso talento». A oposição confessa sempre que os ministros, que ela cobre de injúrias, tem, à parte os disparates que fazem, um «talento de primeira ordem»! Por outro lado, a maioria admite que a oposição, a quem ela contantemente recrimina pelos disparates que fez, está cheia de «robustíssimos talentos»! De resto todo o mundo concorda que o país é uma choldra. E resulta, portanto, este facto supracómico: um país governado «com imenso talento», que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado! Eu proponho isto, a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentem uma vez os imbecis!”.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Pensões: para já, o Governo parece estar às escuras
«É verão, estamos em Agosto, mas este não costuma ser um mês completamente descansado no Ministério das Finanças. Os trabalhos preparatórios do próximo Orçamento do Estado já terão arrancado. Por esta altura, reúnem-se dados macroeconómicos e tendências que tentam antecipar para que lado as coisas estão a ir e saber o que se consegue fazer ainda até ao final do ano.
Em 2026, a ideia ainda paira no ar - ao contrário do alívio no IRS, que já foi afastado -, mas faltarão certezas sobre a margem orçamental para um aumento extra nas pensões. Um dos sinais mais reveladores dessa falta de certeza é a ausência de comentário a alguns indicadores mais positivos que têm sido conhecidos.
O Governo optou por desinvestir no SNS: a morte do SNS está anunciada
Uma das grandes conquistas do 25 de Abril de 1974, o acesso à saúde, devemo-la ao socialista António Arnaut, contra os votos e a política vontade do PSD e do CDS.
Sempre houve quem minasse por dentro o SNS, dado que as clínicas privadas precisavam de mais “clientes”.
Como sabemos, o PSD, juntamente com o CDS, votou contra a chamada “lei Arnaut”, quando ela foi levada ao Parlamento, onde foi aprovada com os votos favoráveis do PS, do PCP, da UDP e do deputado independente Brás Pinto. Na base da recusa da direita esteve o facto de o texto consagrar um SNS “universal e gratuito”.
O PSD viria, em 1990, embalado pela maioria absoluta cavaquista, a fazer aprovar uma nova Lei de Bases da Saúde em que introduzia a palavra “maldita” para a esquerda: “privado”. Cavaco fez questão de deixar expresso que os cuidados de saúde seriam prestados em articulação com o sector privado – o então primeiro-ministro colocava no terreno a pretensão de abrir vários sectores da economia à iniciativa privada e a saúde não foi exceção. A seu lado esteve o CDS. Do outro lado da barricada estavam os “vencedores” de 1979.
Os "clientes" passaram a utentes, ou doentes, para o SNS. Evidentemente que um serviço de saúde capaz só se pode desenvolver com meios.
A segunda-feira passada marca um ponto de viragem nos cuidados de saúde em Portugal: o primeiro centro de saúde, financiado pelo Estado, mas gerido por privados, entrou em funções. A Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras, passou oficialmente a ter gestão privada, encarregando-se de prestar cuidados de saúde primários a 5.463 utentes.
Portugal: o País das roulottes é negócio imobiliário
"Cerca de metade do investimento estrangeiro em Portugal é feito na área do imobiliário (hotéis, apartamentos, etc). Isto responde à questão de "como é que os portugueses aguentam os preços das casas?". A resposta é: não aguentam. E também deita um pouco por terra a narrativa de que o capital estrangeiro tem pouca influência no mercado habitacional. Como se lembrarão certamente, há dois anos que nos garantem que o problema da habitação são os paquistaneses que vivem ao monte no Martim Moniz."
Por um lado temos um mercado selvagem que nos dizem que se auto-regula e estimula a concorrência. A tal que, em teoria, beneficia o consumidor.
Um mercado onde os estrangeiros já perceberam que há uma margem de lucro imensa e onde os portugueses, que resistem, vão acomodando prestações eternas no orçamento mensal.
Por outro lado, vamos dizendo aos portugueses que viver em atrelados não será assim tão mau. Estamos a caminhar a passos largos para aqueles parques de roulottes, que os americanos colocam nas periferias, para a malta que não entende como o capitalismo selvagem e o mercado livre os pode ajudar a subir na vida.
O Estado, liderado pelo Luís dos 55 imóveis, vê tudo isto sem nada fazer. Sem sequer tentar meter um travão na especulação, investir no parque público ou taxar, na mesma ordem de grandeza, as mais valias criadas em ambiente especulativo.
Calma, estou a mentir...o Luís arranjou umas rendas moderadas até 2300 euros. Não quero ser injusto.
Bendito Luís Neves dos tanques e do Breaking Bad de Barcelos, que vai fazendo de escudo para toda a merda que este governo varre para debaixo do tapete."
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Há empresas que nunca perdem
Cabedelo: como espaço público de eleição, não era uma mercadoria. Era um património natural comum que foi destruído
Uma intervenção urbana, como a que aconteceu no Cabedelo, não deveria significar uma perda da genuidade do local, mas sim uma melhoria social e estética. Só que, deveria ter acontecido o que não aconteceu: na obtenção deste desiderato era necessária a participação da comunidade local nas discussões e intervenções a serem implementadas.
O que esteve em causa, dada a capacidade de ilusão que as obras provocam na sua passagem, desprendidas da vivência e do quotidiano das pessoas que aí vivem, foi a liquidação do Cabedelo como o conhecemos.
Como dizem Borja & Forn, em Políticas da Europa e dos Estados para as Cidades, "o maior desafio do planeamento urbano contemporâneo é aumentar o potencial competitivo das cidades no sentido de responder às procuras globais e atrair recursos humanos e financeiros internacionais. Mas, de acordo com vários exemplos que temos assistido, o planeamento tem sido feito à margem da cidade, com total esquecimento das pessoas que ocupam e vivem nesses espaços."
O Cabedelo, como espaço público de eleição, não era uma mercadoria.
Foi um património natural comum que foi destruído.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Cabedelinho, uma praia especial...
Em reportagem realizada ontem no Cabedelinho, o DIÁRIO AS BEIRAS encontrou Sabine Seidowsky e Bert Seidowsky, residentes em Quiaios, freguesia da margem norte da Figueira da Foz que tem duas praias oceânicas - Praia de Quiaios e Praia da Murtinheira. No entanto, o casal germânico prefere a Praia do Cabedelinho, na margem sul da cidade, “porque não tem ondas e a água é calma, como se fosse uma imensa piscina”, frisou Bert Seidowsky.
Sugestão de leitura: Classes, Política. Política de Classe
Chegados a Agosto de 2026, poucas coisas nos permitem manter a velinha do optimismo acesa.
Cito Pedro Marques Lopes.
"Os políticos continuam a gerar uma enorme falta de confiança nas instituições do Estado e isso é o maior fator de degradação de uma democracia. Perde-se essa confiança quando se permite que um deslumbrado ministro ponha em causa a carreira de milhares de estudantes através de um processo gerido de forma manifestamente incompetente e continue a liderar um Ministério da Educação; que ministros e ministras mostrem a cada dia que não têm qualquer vocação para o cargo. Degrada-se a democracia quando o primeiro-ministro estabelece um padrão ético que faz com que olhemos para os ministros e representantes do Estado como uns rapazes que podem olhar pela vidita como qualquer empresário de moral duvidosa."
Este, é um problema que nos afecta, enquanto cidadãos de um país que tem o nome de Portugal. Mas não é um problem novo. Tem a ver com a classe política que nos tem governado e é um dos problemas básicos que a democracia que temos não conseguiu resolver.
Na Índia, o caos nos exames acaba em demissão
“Quando chegarmos a setembro, teremos provavelmente o mesmo elenco governativo”.
Podem dar-se as voltas que se quiserem com o caos dos exames naconais em Portugal: porém, o que aconteceu e está a acontecer não é um problema técnico, nem informático. É um problema político muito sério, da total responsabilidade de um ministro e do governo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Como diria o outro, "correu tudo bem, excepto o que correu mal"...
"Exijo saber tudo o que diz respeito à prova do meu filho. Os anexos, a cadeia processual por onde passou, quero saber tudo. É uma questão de justiça. Não quero que o meu filho seja beneficiado, mas ele não pode ser vítima desta grande trapalhada", diz ao CM Paulo Duarte, pai do aluno de Viseu que teve 4,3 (em 20 valores) na prova de Português, mas apenas referente a cerca de um terço do exame. O resto (dois terços) desapareceu e ninguém do Ministério đa Educação sabe onde está.
A Figueira, o "turismo do espectáculo", o poder local, os empreendedores e o que está por planear e realizar.....
Se a meteorologia não interferir com as estatísticas, Agosto será um mês perto da lotação esgotada.
A hotelaria e a restauração da Figueira da Foz, para além do verão, têm outras duas épocas altas intercalares – a passagem de ano e a Semana Santa, a segunda com elevada quantidade de turistas espanhóis, como manda a tradição."
É assim em Cabo Verde, Angola, Brasil e Portugal. E também na Figueira.
Problemas locais.
1. Será que o poder político conhece de facto, na óptica do orgão decisor, quais são os verdadeiros problemas do turismo na Figueira?
2. Será que o poder político figueirense tem capacidade para resolver os problemas que o desenvolvimento do sector acarreta?
A Figueira foi considerada a partir do início do século 20, um paraíso, principalmente por turistas espanhóis. Um pouco mais tarde, nos anos 50, para além da Figueira as grandes estâncias turísticas eram as praias de Cascais e Estoril. O Algarve era ainda um deserto inexplorado com poucos habitantes residentes e que tinha nas actividades ligadas ao mar a sua fonte de sustentação - pesca, indústria conserveira e exploração das salinas. No interior a agricultura e a pecuária ditavam a dimensão do escasso orçamento familiar.
Aos poucos a região começou graças às suas excelentes condições naturais e climáticas a entrar no roteiro de viajantes e turistas do mundo inteiro. Começam a surgir hóteis de luxo para a época e inicia-se um fluxo migratório do Norte do País para o Algarve com vista a estabelecerem-se na região, quer na abertura de restaurantes, quer na exploração de hóteis.
Aos poucos a região vai percebendo que o turismo é uma actividade com retorno económico. Com base nesta percepção vai-se adaptando à actividade.
É nesta altura que acontece o primeiro erro histórico: a região deixou desde muito cedo que fosse o turismo a ditar o desenvolvimento e não o desenvolvimento da região a potenciar a actividade turística. Aos poucos a região foi-se internacionalizando e copiando alguns dos piores exemplos em matéria de urbanismo e ordenamento do território, quintiplicando a sua capacidade hoteleira e de restauração, mas começando a diminuir os padrões de qualidade que caracterizaram a região nos anos 50. Locais inóspitos como Armação de Pera ou Quarteira ficaram transformados em autênticas urbes sem qualidade e esteticamente reprováveis. Começa a surgir o fenómeno do time-sharing e das vendas de apartamentos, a construção civil apoiada pela expansão da capacidade hoteleira torna-se na segunda actividade da região superando o comércio. É precisamente na década de 80 que se cometem os maiores atentados a sustentabilidade do meio ambiente.
Se, por um lado, a região recebia milhares de turistas, por outro lado era ponto assente que não tinha criado as infra estruturas de base consentâneas com uma actividade motor de toda uma região. Pela primeira vez, o termo sazonalidade entra nos dicionários económicos e nem mesmo a entrada de Portugal para a CEE com consequente aumento da exploração da actividade em 1986 foi capaz de o eliminar.
A região fica perto do pleno emprego no Verão, contudo o número de pedidos de subsídio de desemprego dispara no Outuno.
Voltando à Figueira.
O tecido empresarial do concelho continua a mostrar a forte influência do turismo no desenvolvimento local.
Contudo, ainda estarão por aproveitar algumas vantagens que a Figueira possui.
Por isso, apostar demasiado no "turismo do espectáculo", mostra que a Figueira é uma urbe pouco planeada, desorganizada, sem sustentabilidade e com fracas noções de estratégia de desenvolvimento.
Numa altura em que até o Algarve sofre concorrência de mercados mais atraentes, por um lado, e, ao mesmo tempo, recebe visitantes que outrora preferiam países hoje marcados pelo terrorismo, é importante pensar – algo difícil – na estratégia que a Figueira quer para o futuro, mas, sobretudo nos meios que se vão utilizar para alcançar os fins desejados.
Torna-se decisivo definir se os empresários ligados ao turismo figueirense querem continuar a apostar no turismo da forma que está a ser feita, ou se querem em sintonia com o poder político, introduzir algo inovador - Planeamento.
Muito há a disciplinar.
As autarquias, como sabemos, são os verdadeiros responsáveis pelo desordenamento do território - os orçamentos municipais são equilibrados através da cobrança do IMI (Imposto Municipal de Imóveis), daí terem sido autorizadas construções em altura, em locais onde nos respectivos PDM´s constavam áreas para moradias ou espaços verdes.
Muito está por ser feito.
Na Figueira, alguém sabe quais os sectores económicos que mais teriam a ganhar com uma colagem ao turismo?
Se forem produzidos produtos ou serviços para o turismo, se os mesmos forem de qualidade, seriam certamente utilizados por consumidores fora da região e durante todo o ano.
E aí sim, o Multiusus teria um papel fulcral.
A Figueira tem de se convencer de uma coisa: o produto turístico que tem para vender não é único no mundo.
O sol nasce em todo o lado.
Portanto, o factor decisivo é outro: aquilo que a Figueira for capaz de oferecer, para além do sol, para atrair o turista.
Será o "turismo do espectáculo"?
Na Figueira, em 2026, quem tem poder para intervir nestas questões, se não puder ou souber estar ao alcance dos desafios, limite-se a deixar fazer aquilo que sempre se fez: Turismo.





















