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"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Mário Castrim, pseudónimo de Manuel Nunes da Fonseca, foi jornalista, escritor e pioneiro na crítica de televisão, onde ficou conhecido pelo seu humor cáustico, morreu em 2002 aos 82 anos

Nõ há fome que não dê em fartura: «a Câmara Municipal recebeu hoje não uma, mas três notificações»!..

Via Notícias de Coimbra

Mafalda Azenha, vereadora da autarquia da Figueira da Foz.
«A Câmara Municipal recebeu hoje não uma, mas três notificações: a original que decorreu do decretamento da providência cautelar, há mais de uma semana, pelo TAFC e que ainda não tinha chegado à autarquia litoral do distrito de Coimbra; uma outra notificação, idêntica à primeira e com os mesmos pressupostos; e uma terceira relacionada com a acção principal do processo interposto em tribunal pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), concessionária do espaço.

“Foi uma nova notificação, uma vez que a outra [a original] ainda não tinha chegado. Mas hoje chegaram as duas, pelo correio”, disse Mafalda Azenha.»

Obra do Cabedelo e a transparência...

Alguém conhece algum sítio onde seja possível acompanhar  o que está a ser feito?

A Figueira continua a ser um concelho onde funciona o estado de direito...

Tribunal suspende posse administrativa do parque de campismo do Cabedelo

"A Câmara da Figueira da Foz foi notificada, esta manhã, pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra sobre a suspensão da tomada de posse administrativa do parque de campismo do Cabedelo, prevista para amanhã.
A medida surge da providência cautelar requerida pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, concessionário do equipamento.
O requerimento cautelar foi deferido na semana passada, como o DIÁRIO AS BEIRAS adiantou, em primeira-mão. No dia 22, a juíza titular do processo deu indicações para que a citação fosse enviada, à Câmara da Figueira da Foz e à administração portuária, com carácter de urgência. Contudo, a citação só chegou hoje à autarquia.
Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, os advogados do concessionário requereram, esta semana, o envio urgente da notificação, através de correio expresso. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, a vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Ana Carvalho, adiantou que a autarquia vai recorrer e exigirá ser indemnizada, pelo concessionário, caso saia vencedora da contenta judicial. Entretanto, suspendeu a posse administrativa."

A insustentável leveza da autarquia figueirense: a Figueira deixou de ser um concelho onde funciona o estado de direito?

A Providência Cautelar existe?
Existe, como se pode ver aqui.

O Tribunal Admnistrativo e Fiscal de Coimbra mandou citar em 23 do corrente os intervenientes.
A citada Câmara Municipal da Figueira da Foz continua a proceder como se não existesse uma Providência Cautelar, isto é, a Entidade Requerida Município da Figueira da Foz hoje, dia 31, no jornal Diário as Beiras continua a afirmar que até ontem não foi citada pelo Tribunal e mantém a posse administrativa do parque de campismo marcada para amanhã.

Tudo isto é, no mínimo, muito estranho. Mais estranho ainda o facto do presidente da Câmara, continuar a prestar declarações sobre outros assuntos (ainda ontem o jornalista Lino Vinhal conversou com o Presidente da Câmara Municipal Carlos Monteiro) e, sobre a questão do parque de campismo, desapareceu para dar o palco à vereadora Ana Carvalho.
Já agora uma informação: "O Tribunal determinou a repetição da citação das Entidades Requeridas mediante o envio dos respetivos ofícios pelo Tribunal durante a parte da tarde do dia de ontem – 30/07/2020 – de forma a que possam ser distribuídos pelos CTT durante o dia de hoje".

"O Estado corresponde a uma comunidade de cidadãos politicamente organizada, mas também a uma estrutura organizada de poder e acção — que se manifesta através de órgãos, serviços, relações de autoridade. Tal estrutura organizada destina‑se a garantir a convivência ordenada entre os cidadãos e manter a segurança jurídica. O Estado consegue fazê‑lo porque regula vinculativamente a conduta da comunidade, ou seja, cria normas e impõe a conduta prescrita, inclusivamente a si próprio. Neste sentido, a estrutura organizativa a que chamamos Estado deve obediência ao direito — isto é, cria direito e vincula‑se a ele —, não sendo outro o sentido da expressão «Estado de direito».
Não existe, portanto, a ideia de poder legítimo sem a ideia de direito, pois o direito legitima o exercício do poder, na medida em que o controla e modera. Por isso, a expressão «Estado de direito» significa que o exercício do poder público está submetido a normas e procedimentos jurídicos (procedimentos legislativos, administrativos, judiciais) que permitem ao cidadão acompanhar e eventualmente contestar a legitimidade (leia‑se: a constitucionalidade, a legalidade, a regularidade) das decisões tomadas pelas autoridades públicas."

Perante isto, o que, no mínimo, devemos esperar de um político?
Que seja modelar no comportamento ético e moral, pelo menos quanto às referências paradigmáticas que eles próprios aceitam e respeitam.
Hipoteticamente, um político  não deve ser desonesto, mentiroso compulsivo ou aldrabão impenitente. Creio que ninguém discordará deste imperativo.
Mas, infelizmente, como sabemos, existem em barda e em modo corrente, transformados até em modelos de virtudes negativas
Também por culpa nossa? Por cinismo? Por contemporização pública, ou condescendência assimilada?

É nosso dever metermo-nos nalguns sarilhos

«Poucos dias depois da sua morte, é tempo de ponderar seriamente sobre as palavras de John Lewis, que aos 25 anos liderou a manifestação pelo direito de voto dos negros, em Selma, no Alabama, no tristemente conhecido Domingo Sangrento: 
“A minha filosofia é muito simples. Quando vês algo que não está certo, que não é justo, diz alguma coisa, faz alguma coisa! Mete-te nos problemas, nos bons problemas, nos problemas necessários!”.
É simples, de facto, o critério para agirmos, e, por isso, quando é preciso defender o certo e o justo, é nosso dever metermo-nos em sarilhos.

Quem não o fizer, terá de se avir com a sua cobardia.»

Via Diário as Beiras

E novidades?..



PS...

Cantanhede reabilita palheiros e casas gandaresas em Ançã, Tocha e Febres

«A Câmara de Cantanhede anunciou ontem que vai avançar com novas áreas de reabilitação urbana (ARU) nas freguesias de Ançã, Tocha e Febres, preservando “símbolos da identidade concelhia”, como os Palheiros da Tocha ou as casas gandaresas.
A ARU corresponde, segundo a presidente da autarquia, Helena Teodósio, “à área territorialmente delimitada que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas, dos equipamentos de utilização coletiva e dos espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, designadamente no que se refere às suas condições de uso, solidez, segurança, estética ou salubridade, justifique uma intervenção integrada, através de uma operação de reabilitação urbana aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor de reabilitação urbana”.
Na freguesia de Ançã, a autarquia pretende requalificar os principais arruamentos, a zona envolvente à Capela de S. Bento e a Zona Ribeirinha de Ançã.
Quer também “promover a reabilitação do tecido urbano degradado e funcionalmente desadequado”, com o incentivo aos proprietários no âmbito dos benefícios fiscais permitidos pala definição da ARU.
Em Febres, o destaque vai para as requalificações do Mercado e envolvente e da Praça Florindo José Frota.
No espaço da Junta de Freguesia será feita a adaptação para o Museu do Ourives Ambulante, “valorizando esta actividade que projetou tão longe o nome desta terra”.
Destaque ainda para a requalificação do património edificado, nomeadamente da clássica Casa Gandaresa, ‘ex libris’ da sub-região da Gândara, e para e outros imóveis de qualidade arquitetónica. Esta prevista ainda a requalificação e ampliação do equipamento de ensino da Escola Básica de Febres.
Na Tocha, vai ser feita uma intervenção no Largo Central, onde funciona a feira, e na Lagoa dos Teixoeiros, “promovendo a sua capacidade turística e de educação ambiental”.
Também a zona envolvente ao Hospital Rovisco Pais vai ser requalificada, “promovendo este equipamento como uma importante referência nacional, bem como recuperar a sua área residencial capaz de oferecer uma resposta às necessidades sociais de habitação, quer da região, quer dos cuidados de saúde e de apoio à pessoa com deficiência ali prestados”.
Finalmente, na Praia da Tocha, vai ser feita nova intervenção na Avenida Marginal. A aposta passa, sobretudo, pela “reabilitação do património edificado da arquitetura popular dos Palheiros da Tocha, criando esta imagem de marca para este aglomerado turístico”.
A intervenção vai ainda beneficiar a Biblioteca, o Núcleo de Arte-Xávega, os passadiços e os apoios de praia.
A Zona de Expansão Norte vai ser dotada de “espaços públicos de qualidade e excelência”, nomeadamente através da construção de um parque urbano central com equipamentos de recreio e lazer, aliado à envolvente natural da zona e aos equipamentos já existentes (Parque Desportivo da Praia da Tocha).
A autarquia pretende ainda apostar no surf como fator de atração de visitantes. Outra prioridade na praia será “responder à procura da 2.ª habitação e de oferta de alojamento turístico, quer pela conclusão da unidade hoteleira ‘pré-existent’, quer por outro tipo de alojamento de cariz sustentável e natural, por exemplo Eco Resort”.
“Com estas intervenções, temos a certeza de que estamos a preparar o futuro e a melhorar as condições de vida das populações”, concluiu a presidente da câmara.»
Via Notícias de Coimbra

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Temos de acreditar: é o que nos ajuda a viver...

A Figueira-da-Foz vê adiada, para 2021, uma obra no seu Porto no valor de 17 milhões de euros. Será realmente apenas um adiamento? O jornalista Lino Vinhal conversou com o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro.
Cliquem aqui para ouvir.

A VERDADE

PSD exige demissão imediata da administração portuária da Figueira da Foz

«O presidente da concelhia do PSD da Figueira da Foz, Ricardo Silva, exigiu hoje a demissão imediata da administração portuária local, acusando-a de incompetência e irresponsabilidade no processo das obras estruturais previstas, que foram adiadas para 2021.

“A administração de Porto da Figueira da Foz tem de ser imediatamente demitida. Ficámos a saber que a obra do porto não avançou porque não incluíram a avaliação de impacte ambiental. Isto é de uma total irresponsabilidade e incompetência que prejudica a cidade e a região”, disse à agência Lusa Ricardo Silva.
A candidatura da obra de aprofundamento da barra, canal de acesso e bacia de manobras do Porto da Figueira da Foz, promovida pela administração portuária (APFF), não cumpriu as condições de acesso aos fundos europeus, nomeadamente a documentação obrigatória a nível ambiental, impedindo a sua aprovação, revelou o programa Compete2020.
A agência Lusa questionou o Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (Compete2020) sobre os motivos que levaram ao não financiamento da intervenção no porto da Figueira da Foz e, em resposta escrita, aquela entidade disse que decidiu “não aprovar” a candidatura submetida pela administração portuária por esta não incluir a avaliação de impacte ambiental, obrigatória para que o processo possa ser avaliado e financiado.
O líder concelhio do PSD argumentou ainda que o presidente daquela autarquia do litoral do distrito de Coimbra, Carlos Monteiro (PS), que preside igualmente à assembleia geral da APFF, “também tem responsabilidades e não pode ficar de fora” desta questão e “deve também ele diligenciar junto do primeiro-ministro, António Costa, para que demita a administração do porto”.
“Este adiamento também é fruto da falta de influência política de quem governa a Câmara Municipal da Figueira da Foz e do receio que tem de enfrentar o Governo socialista”, acusou Ricardo Silva.
O também vereador da oposição no executivo municipal lembrou, por outro lado, que o projeto passou por um protocolo entre a administração portuária e privados utilizadores do porto comercial, “que esteve mais de nove meses há espera de uma assinatura do Governo”, acabando por ser formalizado em abril de 2019, altura em que a então ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, anunciou a obra, prevista para se iniciar no final desse ano e estar concluída em 2021.
A obra, de cerca de 17 milhões de euros, “é financiada em cerca de 50% [do valor total] pelo Compete2020 e os restantes 50% pela APFF e entidades privadas”, afirmou Ricardo Silva.
Já a informação prestada pelo programa Compete2020 situou o financiamento estimado europeu em cerca de 9,4 milhões de euros, 85% do investimento elegível de 11 milhões de euros.
“Esta administração portuária mostra que desvaloriza o envolvimento de privados numa obra pública, que nela investem por ser uma obra estruturante. Não há nenhum caso no país de empresas privadas a contribuírem para obras públicas, só mostra que reconhecem o valor do porto da Figueira da Foz, que exporta 70% da sua movimentação de carga”, argumentou.
Para além de recordar que a obra permitirá o acesso de navios com maior calado e de maior dimensão face aos atuais, o líder concelhio social-democrata evidenciou que os trabalhos iriam permitir maior segurança à barra da Figueira da Foz “também para embarcações de pesca e de lazer” e atenuar os efeitos da erosão costeira nas praias a sul, já que os sedimentos retirados do rio no âmbito dos trabalhos (cerca de 780 mil metros cúbicos) seriam depositados no mar em frente à praia da Cova.
“Adia-se a proteção costeira e volta-se a adiar uma intervenção na barra. Desde o naufrágio do [arrastão] Olivia Ribau [em outubro de 2015, que vitimou mortalmente cinco pescadores] muito foi prometido e praticamente nada foi ainda feito. Se voltar a morrer uma pessoa que seja por mais este adiamento, a responsabilidade é do Governo e da administração do porto”, avisou Ricardo Silva.
Ouvido pela Lusa, o presidente da autarquia da Figueira da Foz considerou “perfeitamente extemporânea” a exigência de demissão da administração portuária.
“É extemporâneo com os dados que nós temos. A administração do porto fez tudo aquilo que estava ao seu alcance”, alegou Carlos Monteiro.
De acordo com informações que disse possuir, indicou que o Estudo de Impacte Ambiental “foi entregue, mas depois foram pedidos novos dados [pela Agência Portuguesa do Ambiente, que coordena a comissão de avaliação] e não conseguiu ser finalizado pelo protelar de prazos devido à pandemia de covid-19 e ter sido pedido um novo estudo” relacionado com arqueologia subaquática, afirmou.
Carlos Monteiro disse ainda que quando a autarquia percebeu que os fundos adstritos à obra do porto da Figueira da Foz “iriam ser alocados a outros projetos, porque não era possível concluir os procedimentos e a decisão ia no sentido de não alocar fundos a uma obra cujo concurso ainda não podia ser lançado”, contactou o ministro das Infraestruturas e Habitação “que garantiu o financiamento necessário para os trabalhos se iniciarem em 2021”, ano em que deveriam estar terminados, se tivesse sido cumprido o projeto inicial.»
Via Notícias de Coimbra

São João de Deus, rua...

Câmara mantém "posse administrativa no Cabedelo agendada para sábado"!..

Providência cautelar do Cabedelo foi deferida no dia 22

Via DIÁRIO AS BEIRAS

Era para breve, mas foi adiada para 2021, porque "não foram cumpridas as condições de acesso aos fundos europeus"....

Em Aveiro é assim: cordão dunar entre a praia da Barra e a da Costa Nova vai ser estabilizado

"Após a assinatura do protocolo celebrado com a Agência Portuguesa do Ambiente (APAmbiente) para a “Recuperação e Estabilização do Cordão Dunar entre as Praias da Barra e da Costa Nova”, foi, anteontem, lançado o procedimento concursal para a empreitada, com um preço base de 373.187,99 euros e um prazo de execução de quatro meses.
“Esta acção encontra-se enquadrada no Plano Litoral XXI”, como “prioridade média na tipologia de acção Protecção Costeira em Zonas de Risco, e no POC Ovar-Marinha Grande (Plano de Ordenamento da Orla Costeira), como nível 2”, com o objectivo, sublinha a Câmara de Ílhavo, “de proteger o litoral e contrariar o recuo da linha de costa, através de várias intervenções. Nestas estão incluídas a ligação dos passadiços entre as praias da Barra e da Costa Nova, numa extensão de aproximadamente 1.236 metros."

Via Diário de Aveiro

Na Figueira é o que sabemos: Obra de 17 milhões de euros no porto da Figueira da Foz adiada para 2021

«Em causa está a intervenção de aprofundamento da barra, canal de acesso e bacia de manobras do Porto da Figueira da Foz, para passar a permitir o acesso de navios mercantes com maior calado e de maior dimensão face aos actuais.
Os trabalhos, que incluem ainda o alargamento do cais comercial, demolição de dois antigos molhes interiores e deposição das areias dragadas nas praias a sul, foram anunciados em abril de 2019 pela então ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, para começarem nesse mesmo ano e terminarem em 2021, mas foram agora adiados com a realocação dos fundos europeus do programa Compete2020 que lhes estavam destinados.»

Acta da reunião  camarária de 19 junho de 2019, página 21.
Afinal, "a obra no porto da Figueira da Foz, que foi adiada para 2021, não cumpriu as condições de acesso aos fundos europeus, nomeadamente a documentação obrigatória a nível ambiental, impedindo a sua aprovação, revelou o programa Compete2020.
A agência Lusa questionou a autoridade de gestão do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (Compete2020) sobre os motivos que levaram ao não financiamento da intervenção no porto da Figueira da Foz e, em resposta escrita, aquela entidade disse que decidiu “não aprovar” a candidatura submetida pela administração portuária, por esta não incluir a avaliação de impacte ambiental."

Mais uma, que era para breve...a palavra mágica do presidente Monteiro..., foi adiada...
Em 29 de Janeiro passado, de visita ao Porto de Aveiro, Pedro Nuno Santos, o Ministro das Infraestruturas dizia-se “confiante” na concretização dos projectos apresentados pela administração portuária. “Temos consciência do potencial de desenvolvimento do Porto de Aveiro”.

A Figueira está preparada para tudo, em segurança...

"Vamos beber o drink de fim de tarde", disse a Ministra da Cultura aos jornalistas!
Se fosse na Figueira, este, seria o local indicado...

"associação criminosa"

Isto promete... E muito...

Obra de 17 milhões de euros no porto da Figueira da Foz adiada para 2021

«Em causa está a intervenção de aprofundamento da barra, canal de acesso e bacia de manobras do Porto da Figueira da Foz, para passar a permitir o acesso de navios mercantes com maior calado e de maior dimensão face aos actuais.
Os trabalhos, que incluem ainda o alargamento do cais comercial, demolição de dois antigos molhes interiores e deposição das areias dragadas nas praias a sul, foram anunciados em abril de 2019 pela então ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, para começarem nesse mesmo ano e terminarem em 2021, mas foram agora adiados com a realocação dos fundos europeus do programa Compete2020 que lhes estavam destinados.
"O estudo de impacte ambiental estava atrasado e os fundos disponíveis foram realocados pelo Governo a projetos com mais maturidade. Mas há o compromisso do ministro [das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos] de em 2021 haver financiamento", disse à agência Lusa Carlos Monteiro, presidente da Câmara da Figueira da Foz.
Do lado da Comunidade Portuária da Figueira da Foz - cujos operadores e empresas privadas financiam parte do projeto - o momento é de "grande preocupação" face ao adiamento da obra, que só deverá arrancar no ano em que devia estar terminada.
"A Comunidade Portuária está muito preocupada com todo este atraso. Esta obra é estrutural para o porto e para toda a região Centro", afirmou Paulo Mariano, vice-presidente daquela entidade.
O empresário lembrou que o projeto proposto pela ex-ministra Ana Paula Vitorino passava pela participação "inovadora" das empresas privadas que utilizam o porto localizado na foz do rio Mondego (como as papeleiras Navigator e Celbi ou os dois operadores portuários), que "foram chamadas a investir quase cinco milhões de euros e disseram `presente`", em conjunto com a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) e a componente de fundos europeus.
"É uma obra fundamental para os que usam o porto e para os que venham a usar. E transversal a toda a atividade portuária, seja a marinha mercante, a pesca ou a navegação de recreio, vai dar mais segurança à barra", enfatizou Paulo Mariano.
Também José Couto, presidente do Conselho Empresarial do Centro (CEC), entidade que agrega 43 associações empresariais, classificou a intervenção como "importantíssima para o porto da Figueira a para a região", questionando porque é que ainda não avançou.
"Em lado nenhum há empresas privadas a contribuir como aqui. Porque há um conjunto de empresas que reconhecem o valor do porto da Figueira da Foz, resolveram contribuir para esta obra e o seu contributo não está a ser valorizado", lamentou o presidente do CEC.
Já a presidente da APFF, Fátima Alves, argumentou que o adiamento se fica a dever a uma "reprogramação dos fundos do Compete2020" sem, no entanto, esclarecer os motivos específicos que levaram a essa decisão.
"Não estamos preocupados que a obra não se faça. Estamos a fazer um `delay` [adiamento], mas continua a haver todo o interesse, quer da administração portuária, quer do senhor ministro [das Infraestruturas] que as obras se façam", disse Fátima Alves.
Questionada sobre o calendário preconizado pelo anterior Governo socialista, aquando da assinatura dos protocolos, em abril de 2019, que apontava o início dos trabalhos para o final desse ano, a presidente da administração portuária respondeu que "não são coisas assim tão claras".
Aludiu, nomeadamente, ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA), "que só em fevereiro [deste ano] foi concluído", e cuja consulta pública, prevista para terminar a 30 de março, acabou por ser estendida até 14 de maio "com a prorrogação de todos os prazos" devido à pandemia de covid-19.
A agência Lusa consultou os documentos disponíveis no portal Participa em sede de consulta pública do EIA e constatou que a mesma esteve aberta até 14 de maio e, desde essa data, mantém-se "em análise", não estando ainda encerrada.
Confrontada com esse dado, Fátima Alves revelou que a APFF recebeu a 23 de junho da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma proposta de Declaração de Impacte Ambiental, "com parecer favorável condicionado, que está a ser avaliada".
"São condicionantes muito ligadas ao património arqueológico subaquático", precisou.»

A fábrica de tachos da JS....

"É a primeira vez que o novo administrador da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) trabalha em hospitais. Formado em Ciência Política e Relações Internacionais, o socialista Pedro Ruas tem sido nomeado para gabinetes autárquicos e ministeriais de executivos PS desde os seus 27 anos, tempos de jota. Este mês, aos 40 anos, troca a chefia de gabinete da secretária de Estado da Igualdade, Rosa Monteiro, para ser vogal executivo de um hospital e com funções na área financeira.
Não é exemplo único. Com ou sem experiência, praticamente um terço dos ex-membros das cúpulas da JS desde 2002 têm feito carreira através de nomeações socialistas, seja na administração pública ou em gabinetes ministeriais. Foi a essa conclusão que a SÁBADO chegou ao analisar as listas do secretariado nacional da jota desde 2002."

Pensamentos de verão

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Adeus velha Europa!.. 3

"A Praça da Europa bem podia ter sido desenhada de outro modo aquando da sua construção. Situada num local privilegiado, mesmo tendo como vizinho o Porto Comercial, que deveria ter sido instalado na outra margem, usufrui da presença do rio a seus pés e de um horizonte largo e aprazível. Assim como ficou é um deserto asfaltado, onde apenas dois jardinzinhos trazem algum verde e a harmonia da Natureza.
Como trazer pessoas a visitar um sítio tão inóspito e incaracterístico? Difícil, muito difícil. As pessoas não apreciam ver-se “plantadas” no meio do nada. Daí talvez a pergunta formulada. O que fazer então? Já aí vi iniciativas de desporto sénior e em 2019, se a memória não me está pregando partidas, o assinalar do Mês de Abril, prevenção contra os maus tratos infantis, sob a égide da CPCJ do concelho. Iniciativas pontuais.
Mas vi também, por anos seguidos, algo muito agregador e interessante naquele sítio único: A Feira das Freguesias, que daí se mudou para a Praça do Forte, hoje João Ataíde, sem nunca eu ter percebido a razão. O sítio é bem menos aprazível, apesar de mais baixo. A proximidade do mar traz frequentemente ventos fortes, como sucedeu na última edição.
O acesso é também mais difícil. Idosos ou mães com crianças podiam com rapidez e comodidade ser deixados junto à Feira, em frente à Câmara Municipal. Lá em baixo, é bem mais difícil, principalmente para os primeiros. E o facto do espaço da Praça da Europa ser mais pequeno dá um aconchego que a nova localização não propicia. Apetecia fazer o “redondel” de todas as freguesias, espreitando as iguarias e a decoração. Na Praça do Forte não apetece nada.
A primeira impressão para quem chega é que estamos no meio de nenhures, passe o possível exagero. Veria com muito agrado o regressar das freguesias àquele local aquando das festas concelhias, que hão-de regressar mesmo que demorem. No resto do ano, a proliferação de iniciativas com todas as faixas etárias: desporto, dança, música, nem que para tanto se instalem protecções contra o vento. Assim, abandonada, não está bem a Praça da Europa, não está bem!"
Via Diário as Beiras

"A autarquia da Figueira da Foz promoveu hoje, a partir das 11:00, uma sessão de esclarecimento destinada a jornalistas sobre a situação do parque de campismo"...

«O município da Figueira da Foz anunciou hoje que pretende efectivar a posse administrativa do parque de campismo do Cabedelo, agendada para sábado...
No entanto, a Câmara Municipal admite vir a ser obrigada a suspender a posse administrativa, devido a uma providência cautelar interposta pelo concessionário do espaço e que terá sido aceite pelo Tribunal Administrativo de Coimbra, decisão da qual o município ainda não foi notificado.

Nós não temos conhecimento de que foi aceite. Somos parte directa, parte interessada, somos a contraparte da Federação, somos nós, em primeiro lugar, que temos de ser notificados da decisão do juiz e só essa é que vincula o que fizermos daqui para a frente”.
A partir do momento em que somos notificados, não pode ser feita [a posse administrativa]. Fica suspensa até à data em que for decidida de mérito a providência cautelar”.
Ana Carvalho explicou ainda que o procedimento de posse administrativa envolverá a presença de “várias equipas de funcionários” camarários e o recurso a uma empresa de segurança contratada pelo município.
“Vamos mudar as fechaduras todas, vamos ter seguranças à porta”, declarou, acrescentando que o município irá “tomar conta” da portaria do parque de campismo, bem como do café/mercearia existente nas instalações, sendo que o processo envolve, igualmente, a inventariação de “tudo” o que se encontrar no interior. Além disso, os campistas que saírem não poderão voltar a entrar.
“No fundo, ficamos responsáveis pelo espaço”, precisou Ana Carvalho.
Questionada sobre a decisão de efectivar a posse administrativa a um sábado, numa das praias mais concorridas do concelho, na margem esquerda do rio Mondego, junto ao qual se situa o parque de campismo do Cabedelo, a vice-presidente frisou que o município já esperou “tempo suficiente”.

Confrontada com a providência cautelar, interposta pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP), concessionária do parque, Ana Carvalho reiterou que a Câmara Municipal ainda não foi notificada da decisão, admitindo, no entanto, que caso o venha a ser, a posse administrativa será suspensa.
“Nós não temos essa informação [de que o tribunal tenha aceite a providência cautelar]. Se formos citados formalmente pelo tribunal e atempadamente, não tomamos posse administrativa. Se não formos, iremos tomar”, reafirmou.
“Mas sem uma notificação, a Câmara não tem maneira de se pronunciar sobre a mesma”, disse a vice-presidente.»

Preocupação original: a propaganda...

Originalidades autárquicas figueirenses!
"A autarquia da Figueira da Foz promoveu hoje, a partir das 11:00, uma sessão de esclarecimento destinada a jornalistas sobre a situação do parque de campismo."

Será que a crise provocada por este assunto, está a afectar a saúde mental dos autarcas do executivo figueirense?..
Ao menos podiam ter transmitido em directo. Certamente que, no País, haveria resmas de jornalistas atentos. Seria um pico de audiência...
Presumo que "a situação do parque de campismo", depois desta sessão de esclarecimento, continue bem...
Proponho que a próxima sessão de esclarecimento promovida pela CMFF, destinada aos jornalistas, aborde o seguinte tema: oportunismo: a mais poderosa de todas as tentações!*

Antes que seja tarde: 
* O contributo, sincero e desinteressado até pode ser meu, contudo a ideia já nos foi deixada por Agostinho da Silva há muitos anos.

Dia 1 de Agosto de 2020... (2)

Coisas verdadeiramente importantes

Tem 93 anos e muitas histórias de vida, umas quantas vividas neste local onde faz campismo há dezenas de anos.
Quando fizer 100 anos vai pagar um leitão aos amigos. Eu estou convidado. Tenho é de aguentar 7 anos.

Se for por diante, a atitude prepotente de sua excelência, o presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, de encerrar o Parque de Campismo Foz do Mondego, vai ser responsável e vai carregar para sempre o ónus de prejudicar definitivamente um local e pessoas com alma. 

O Cabedelo detém uma ambiência especial,  em que nos elevamos, convivemos e comungamos  com a mãe natureza. 
Quero e vou continuar por aqui. É por aqui que pretendo permanecer na companhia do meu Amigo Surrécio.
Há lugares em que nos sentimos completos, dada a sua beleza. 
Há lugares onde temos a sensação de plenitude, onde nada mais precisamos para nos sentirmo-nos em paz connosco e com o que nos rodeia.

Dia 1 de Agosto de 2020...

O Tribunal Administrativo de Coimbra aceitou a providência cautelar da Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo (FPCM) sobre o parque de campismo do Cabedelo. Com aquela acção, o concessionário tenta travar a posse administrativa do equipamento, pela Câmara da Figueira da Foz. 
A autarquia vai recorrer. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, a propósito da decisão do tribunal, o presidente da FPCM, João Queiroz, afirmou: “Achamos que o presidente [da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro] está a ser muito intransigente, mas o nosso objetivo sempre foi negociar”. concluiu: “Pode ser que, agora, perante esta situação, reconsidere [a decisão de avançar com a posse administrativa]”.
“Vamos avaliar o que está na providência cautelar e vamos rebatê-la, se for possível, e cumprir as diretrizes [legais]”, afirmou Carlos Monteiro.

Recuemos, uns dias. 6 de Julho de 2020 
"Da minha, parte acabou", afirmou Carlos Monteiro. E acrescentou: "Se entretanto não saírem, no dia 1 de agosto, estão as máquinas a entrar [no parque de campismo para o demolirem]".
E agiu em conformidade. A obra do Cabedelo tem uma nova empreitada. Mais, 32 874,13 euros.

"Dia 1 o parque passa para a câmara."Os campistas vão ter de sair a 1 de Agosto", disse o presidente...
Quem conhece a história do Cabedelo, sabe que o Parque de Campismo Foz do Mondego, surgiu para repor a ordem e a legalidade num local onde o campismo já existia há muitos anos, mas de forma clandestina e selvagem. 
Tal, foi feito a pedido de um executivo liderado pelo Partido Socialista.
32 anos depois, um presidente de câmara, que não foi eleito, mas ascendeu ao cargo por sucessão, membro do mesmo Partido Socialista, pretende retirar do local a FPCM (quanto ao parque de campismo penso que algo acontecerá. Aguardemos...)
Espero, como figueirense, é que, a acontecer, a expulsão não passe por uma atitude autoritária, déspota e selvagem.
Do meu ponto de vista, quem foi colocado no terreno para ajudar no ordenamento territorial, dar dignidade ao Cabedelo e acabar com uma situação clandestina e selvagem vir a ser jogado borda fora não dignificaria em nada a Figueira.

Porque as demolições estão na ordem do dia na Figueira...

terça-feira, 28 de julho de 2020

A comédia que está a evoluir para tragédia, vai ter, em "breve", novos capítulos...

Folheto divulgado pela Câmara Municipal da Figueira da Foz (estava hoje a ser distribuído no Cabedelo)

Nesse dia 6 de Julho de 2020, em reunião de câmara:

"Da minha, parte acabou", afirmou Carlos Monteiro. E acrescentou: "Se entretanto não saírem, no dia 1 de agosto, estão as máquinas a entrar [no parque de campismo para o demolirem]".


Isto, podia ser uma comédia. Poder podia, mas,  está a evoluir para tragédia...
"...os seus proprietários vieram há 32 anos ordenar o que estava desordenado. Apesar de precisar de uma nova imagem (nunca ninguém disse o contrário) neste momento ainda é a zona do Cabedelo mais organizada. Basta, no local, olhar em redor. Ao dia de hoje faltam precisamente 3 dias para o executivo da Câmara Municipal tomar o parque de campismo como seu e pergunto: o que vão dizer ao Raúl, à Albertina, à Sónia, ao Robalo, ao Carlos, à Graça, à Celestina, ao Fabrício, ao Gonçalo, à Denise, à Telma, à Nelia, à Lena, ao José e ao Paulino? São estas as pessoas que vão perder o emprego. Não têm nada para lhes dizer? Além de quererem avançar no auge da época abalnear."

Adeus velha Europa!.. 2

"Uma vez que, na sequência da questão proposta na semana passada, continuamos na Baixa, vale a pena considerar, telegraficamente, três ideias-chave na abordagem do binómio pessoas-cidade, neste caso da Figueira:
1. o espaço urbano deve entender-se enquanto naturalmente propício a uma constante reestruturação, a qual pode ser dirigida estrategicamente ou seguida casuisticamente pelas autoridades competentes;
2. nos últimos dez anos, assistimos ao surgimento de novas centralidades, criadas pela proliferação de superfícies comerciais, erigidas na periferia;
3. no mesmo período, a cidade perdeu população residente e visitante, em geral, sendo notória a menor fruição dos espaços na Baixa, quer na época “baixa”, quer na “alta”, que dura cada vez menos dias.
Ora, levar gente à Praça da Europa está dependente do que se pretende para o concelho, para a cidade, para a Baixa, e só uma política global estratégica, a qual defina claramente o que se pretende alcançar nos próximos vinte anos, que recursos humanos e financeiros se alocarão e que ações se vão empreender, o poderá alavancar.
O que está a ser feito para dotar a Figueira de acessibilidades ferroviárias compatíveis com um desenvolvimento sustentado e sustentável? Para quando a resolução do problema que é, cada vez mais, o areal urbano, de forma a aproximar a cidade do mar ou este da cidade? E a Zona Industrial do Pincho, vai continuar no papel, ou como promessa eleitoral sempre adiada? E a verdadeira solução para a Serra da Boa Viagem? E para o Cabo Mondego? E para o Cabedelo? E para as Lagoas? E quando terminarão as incontáveis fases das inexplicáveis alterações das desgraçadas obras?
Trabalhar, de facto, para responder a estas questões, infelizmente recorrentes, é a solução para levar gente à Praça da Europa…, e à Baixa…, e ao Bairro Novo…, e a Buarcos…
Mas parece que há quem prefira pintar uns muros e umas sarjetas, ou prometer que é tudo para breve – enfim, “tásse” bem!…"

Via Diário as Beiras

O mar enrola na areia...


Entre o "manda quem pode" e o "obedece quem deve", "só sei que não vou por aí"...
Na Figueira, conseguem ouvir a rebentar alguma coisa? 
Eu consigo: as ondas do mar.

A vida não é só feita de f (efes)... 
Importantes, são todas as nossas faltas de vontade.  A começar pela falta de vontade em saber quem nós somos, quem és tu e o que fazes, a falta de vontade em conhecer verdadeiramente as amizades e os amores, as ideias e os clamores.
E, sobretudo, a falta de vontade em viver a vida.

Escutai o rebentar da onda do mar. 
Na Figueira, a maioria vai acreditar que a sua vida não está melhor, mas a Figueira está muito melhor. 
Não acreditam? Lá para de Outubro de 2021, depois do verão, verão o resultado da votação!
Vai ser reconfortante comprovar, mais uma vez,  que o concelho segue o seu caminho e que as pessoas nem por isso... 
Lá vamos cantando e rindo. Levados? Levados, sim.

Se o exemplo vem de cima...

Isto só pode acabar tudo bem... (só não me apanham lá por causa da vertigem...)

“Estávamos muito receosos se as pessoas iam entrar. Fomos surpreendidos, durante o fim de semana. Tivemos como clientes emigrantes, mas também médicos, professores, agentes das forças de segurança e outras profissões, o que nos anima”, realçou o empresário Luís Paulo Fernandes...
Via Diário as Beiras

Covid 19: Figueira 51 casos

"Os dados, concelho a concelho, são agora apenas publicados uma vez por semana. Na área da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra (CIM-RC), o registo da semana passada dá conta de um crescimento residual em cinco municípios e de um aumento significativo (11 por cento) no concelho da Figueira da Foz."

"Momentos Monteiro"

Na Figueira, há  quem trabalhe muito. Nomeadamente, quem exerce funções na área da propaganda. Trabalha-se muitas horas por dia.  Escolher  os temas da propaganda, fazer contrapropaganda e desinformação bastante profissionalizada, dá trabalho. Muito trabalho mesmo...
Já governar, é uma tarefa residual. Estudar os assuntos, identificar e resolver os problemas prioritários, implementar um planeamento, fazer qualquer coisinha por um território que está numa crise profunda, seria outra conversa. Daria trabalho, muito trabalho. 
A "pandemia", que é tratada como uma desculpa útil, vai continuar a ter as costas largas.

Já toda a gente percebeu, que o poder na Figueira incorpora todos os dias na sua agenda um pretexto, que tem como objectivo ou a propaganda directa de si próprio,  ou uma resposta às críticas. Todos os dias, insisto, todos os dias, a narrativa da propaganda desenrola-se aos nossos olhos como se fosse uma notícia, quando é apenas um puro tempo de antena. Se estivéssemos num concelho em que a comunicação social se regesse por critérios jornalísticos, como não há qualquer conteúdo informativo, o presidente limitava-se a  falar para os peixes. Ou, então, as suas declarações seriam tratadas no âmbito do puro conflito político e seguidas de uma resposta nos mesmos termos noticiosos da oposição.

Mas cá pela santa terrinha, os "momentos Monteiro" são tratados como matéria informativa e noticiosa e passados com reverência. 
Para o actual executivo, já se percebeu há muito,  esta é a verdadeira "saída para a crise": aparecer, mesmo que a anunciar coisa nenhuma, a fazer coisa nenhuma, a não ser propaganda. Propaganda, que todos pagamos, via os nossos impostos.

Se, um dia, por curiosidade alguém fizer a reposição e análise destes "momentos Monteiro", vai dar-se conta que isto é apenas montagem. A cuidada preparação do local onde são permitidas as câmaras, o controlo absoluto do plano do cenário a filmar para que não haja ângulos incómodos ou perguntas impertinentes que estraguem o objectivo: a acção de propaganda. 
Ninguém questiona. Jornalistas formados numa escola de espectáculo e marketing, acham normal passar propaganda em vez de darem notícias.

Não vemos a realidade: as obras, o estádio municipal, a piscina praia,  planos apertados da praia da Figueira, do Bairo Novo, das casas da Esplanada Silva Guimarães, do "mamarracho" que está a ser construído nas muralhas do Forte de Santa Catarina, do barco do sal a navegar, do Edifício O Trabalho.  Não vemos quase nada, porque na Figueira quase nada há para ver. 
Os anúncios de boca de iniciativas e obra sucedem-se uns aos outros. Os prazos para a sua execução são sempre para «breve»
O barco para o Cabedelo continua em terra. Mas, isto, não é de agora: o aeródromo na zona industrial, tinha desenhos com avionetas e nunca nenhuma levantou de lá voo. A linha do oeste continua parada no tempo. À da Beira Alta aconteceu pior: arrancaram-lhe os carris.

Mas, voltando aos últimos quase 11 anos: espreme-se e sai quase nada...
Quando uma coisa não corre bem, é rapidamente relegada para o esquecimento para que apenas a memória das boas imagens perdure.
Poucas coisas revelam melhor esta ausência de governação do que estes "momentos Monteiro".
Daqui a um mês temos as férias aviadas. Os figueirenses que saíram de casa retornam tão cansados quanto partiram. Esta é a natureza das férias modernas, mas ainda vai demorar algum tempo até que as pessoas se apercebam que é assim.
Deixo-vos, via Município da Figueira da Foz, com um filme propaganda. Bem conseguido, tendo em conta o objectivo...

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Campanha de verão para promoção (dos políticos) da Figueira...

Covid-19

"Haverá algo que melhor ajude a perceber o carácter de alguém que a sua capacidade para se aproveitar de uma tragédia em proveito da sua agenda pessoal e ideológica?"

Adeus velha Europa!..

"O que fazer da Praça da Europa? A minha sugestão é não fazer nada, para já. Há tantas coisas para resolver, desde acessos dignos às praias até à renovação das casas da habitação social, pintura de passadeiras, passando pela plantação de árvores e melhoria dos espaços verdes, ordenamento do caravanismo, construção de ciclovias urbanas e ligação às freguesias,…etc.
A Praça da Europa pode esperar.
Duas palavras ainda sobre a Praça da Europa nesta singela crónica. O local é demasiado nobre para estar tão mal tratado, é um dos poucos nichos na cidade com ampla vista para o rio. E aqui reside o desafio que deveríamos abraçar, como ligar a urbe ao rio, como permitir que haja proximidade entre as pessoas e a água salobra do rio. Está tudo por fazer na ligação da cidade ao rio, simplesmente é pobre e distante.
Outra ideia forte para a Praça centra-se na sua utilização como palco para exibição artística. Um local onde fossemos ver o que há de novo. Poderia mesmo ser um sítio de “informação e protestos”, colocando-se tarjas efémeras relativas à vida social e política, bem enquadradas sem tapar a vista para o rio.
Algo terá que ocupar a Praça nos próximos anos, afinal é um espaço central concebido numa outra época e que manifestamente perdeu folgo."

Via Diário as Beiras

Cabo Mondego, na Figueira da Foz...

«Cabo Mondego: um monumento natural “poluído” por uma indústria ao abandono...
"Algo não está bem" na paisagem. Quem o diz é Janine Barreto, o fotógrafo que dedicou três anos a registar o local. Se, por um lado, a beleza natural do Cabo Mondego é de "cortar a respiração" – sendo mesmo considerado um monumento natural –, por outro, a paisagem está repleta de edifícios industriais inúteis, inestéticos e abandonados. Até quando?»

"Parque das Gaivotas", Figueira da Foz...

Os problemas que temos na Figueira, na sua esmagadora maioria, têm origem, não no facto de o poder ser demasiado forte, mas de o poder ser demasiado fraco.
É pena o poder utilizar a escassa capacidade de execução, não para transformar a miserável realidade, mas para transformar a Figueira num mero parque de diversões. 
Quanto ao mais interessante, a foto do Pedro Agostinho Cruz: está ao nível a que já estamos habituados neste jovem, mas talentoso e reconhecido fotógrafo.
A mim, fez-me parar para poder olhar com atenção, respirar fundo e tomar balanço para o resto do dia. Obrigado Pedro por este momento de rara beleza.
Quanto ao resto, a sensibilidade que conduz sempre ao bem, à justiça, à fraternidadesó pode vir da beleza das artes - neste caso a fotografia.