terça-feira, 10 de março de 2026

Seguro a cumprir a palavra dada...

Às 11:00, cumprindo o horário previsto, o novo Presidente da República esteve em Mourísia, no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, aldeia  cercada por chamas em 2025, e que visitou no verão passado – incluindo desta forma o interior no programa alargado da sua posse.

A visita à aldeia de Mourísia revelou um presidente da República qcumpridor da palavra dada e que não branqueia a propaganda de Luís Montenegro de prometer ajudas e depois não cumprir.
A determinação em honrar a  palavra revelada no primeiro dia de funções é um sinal de esperança.

Pretextos e razões para a subida dos preços dos combustíveis

Via Diário de Notícias

"Os preços dos combustíveis voltam a subir de forma escandalosa, arrastando uma previsível escalada geral dos preços, fazendo aumentar o custo de vida e ameaçando degradar ainda mais as já difíceis condições de vida do povo português.

Ouvimos dizer que o aumento dos preços dos combustíveis é o preço a pagar por uma guerra feita para levar a democracia ao Irão. Querem ainda convencer-nos de que esse aumento de preços é inevitável e resulta de uma relação supostamente científica entre a oferta e a procura que sustentaria o equilíbrio de mercados que funcionam livremente.

O problema é que não é nada assim.

A guerra não se destina a levar democracia a lado nenhum. O aumento de preços dos combustíveis não é inevitável, nem resulta directamente de quaisquer equilíbrios económicos. Muito menos os mercados são entidades abstratas que funcionam equilibrada e livremente.

Não há como construir uma democracia bombardeando o povo que se diz querer libertar para esse objectivo. E a agressão dos EUA e Israel ao Irão não tem na sua essência qualquer motivação democrática. É o controlo político do Médio Oriente e a apropriação dos seus recursos naturais que está em causa em função das ambições de domínio hegemónico dos EUA e Israel à escala regional e global.

A agressão dos EUA e Israel ao Irão implica, obviamente, graves perturbações no fornecimento internacional de petróleo e seus derivados. Essas dificuldades devem ser mais um (não o único, nem o principal, mas mais um) dos muitos argumentos que justificam a exigência do fim da guerra e da desestabilização que os EUA e Israel têm levado a praticamente todos os povos daquela região.

Mesmo neste contexto, a subida dos preços dos combustíveis não é inevitável. Ela resulta em boa parte do aproveitamento que os grandes grupos económicos do sector energético, particularmente as petrolíferas, estão a fazer desse conjunto de circunstâncias para fazer aumentar os preços e, assim, aumentarem os seus já escandalosos lucros bilionários.

Fazem-no usando o poder que têm para fixar os preços a seu bel-prazer, sem qualquer consideração pelos impactos económicos e sociais gerais dessas decisões.

Fazem-no sabendo que contam com um poder político maioritariamente submisso aos seus interesses, que não oferece resistência aos seus intentos, antes encontra forma de a eles se acomodar, transferindo até para o Estado e os cofres públicos parte dos seus impactos financeiros.

Fazem-no comprovando que os mercados não são entidades abstratas, são sim uma realidade concreta que resulta da composição de poderosos interesses económicos e financeiros que se movem exclusivamente pelos objetivos da multiplicação dos lucros e da acumulação de capital.

Fazem-no sabendo que, aproveitando hoje os pretextos para aumentar escandalosamente os preços e os seus lucros, não mais farão regressar à base aqueles preços, mesmo que desapareçam os pretextos hoje utilizados.

Regular, tabelar e fixar os preços dos combustíveis é, claramente, a solução que se impõe por dever democrático de defender os interesses do povo e o desenvolvimento nacional."

Vale do Pranto: "José Manuel Fernandes e Santana Lopes reuniram-se com representantes de agricultores e piscicultores"

Há anos que naquela região do Sul do concelho da Figueira da Foz, a água salgada junta-se à água doce, por alegada falta de manutenção dos diques, o que tem criado problemas à produção de arroz e gerado o protesto dos orizicultores do Vale do Pranto. 

Via Diário as Beiras - para ler melhor clicar na imagem

Presidente Seguro, ontem, no discurso de posse como Presidente da República

Baixo Mondego: A14 e canal de rega preocupam o Partido Comunista

 Via Diário as Beiras

segunda-feira, 9 de março de 2026

Creio que já vos disse antes: ... há piadas que se fazem sózinhas:

"Câmara de S. Vicente, na Madeira, à beira da implosão política. Presidente da autarquia - uma das três conquistadas pelo Chega nas últimas autárquicas - concentra agora todos os pelouros. PSD já se afirma preparado para eleições intercalares"...


Ora bolas Dona Ana Abrunhosa, deitou a autoridade democrática do PS no caixote do lixo da democracia...

 Via Público

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Morreu Carlos Simpatia



No dia 25 de abril de 1974 tinha 20 anos de idade. 
Vivia na Cova e Gala, uma Aldeia bisonha, cinzenta, deprimida e triste.

O dia 27 de Abril de 1974, na Figueira, foi “uma loucura, extraordinária”.
Foi talvez o momento mais vibrante da democracia figueirense. 
Foi único - nunca vi tanta gente na Rua a manifestar-se. 
Nunca vi manifestação tão genuína, tão forte, tão festiva, tão alegre e tão intensa no nosso concelho.

Foi nesse dia que conheci Carlos Simpatia, a segurar na Bandeira Nacional ao lado Cistina Torres, uma Grande Mulher: forte, talentosa, corajosa, resistente e próxima dos outros e da vida.

Carlos Simpatia morreu hoje.
Que descanse em paz.
Sentimentos à sua família.

Adeus e obrigado Marcelo!

Bem vindo Seguro
Promete ser um Presidente "presente, exigente e livre".
Tem pela frente desafios enormes: nomeadamente, o trânsito na A8...

Efeitos da depressão Kristin

Via Diário as Beiras: "Posto dos Correios instalado na sede da junta de freguesia está desligado da rede desde 28 de janeiro".

- (para ver melhor clicar na imagem)


domingo, 8 de março de 2026

O "passadismo" do "passismo" vai continuar a ser alimentado por este PSD de Montenegro?..

Poucas coisas são suportáveis no espaço mediático.
Ventura, segundi li vai dar (mais) uma entrevista numa televisão.
Curiosamente (ou talvez não), esta no dia em que Seguro toma posse como o novo PR.
Ventura já devia andar a sentir-se preocupado ao ver Passos a ocupar lhe o espaço mediático.
Passos esteve na AEP e ali pediu ao seu ex-líder de bancada parlamentar reformas.
Não disse quais nem explicou como.
Apenas lhe interessa que percebamos a mensagem que quer passar: isto assim não pode continuar.
Ultimamente,  não parou de abrir e encerrar conferências, fazendo os encantos dos nossos comentaristas de turno e permitindo-lhes especular sem pontas de qualquer evidência sobre o que estará a passar pela cabeça de Passos.
Montenegro, precipitado e sempre receoso de que alguma sombra lhe possa retirar fogo fátuo, mordeu o isco e desafiou o seu ex-líder para um duelo em congresso antecipado para Maio. 
Enfim, tudo isto é uma maldição que se abateu sobre nós.
Para atenuar e por razões profiláticas, aconselho a leitura da crónica de José Pacheco Pereira (“A sombra de Passos”) publicada ontem no Público.
Encontrará quase tudo que interessa ter presente,
“Seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo”
O que não vai acontecer porque Passos, agora, quer que dele se fale e que a sua alegada aura possa ser assim alimentada para efeitos do que der e vier. 
Triste fado o nosso.
E ainda temos o Ventura.
E o Trump...

Fica a crónica de José Pacheco Pereira, "A sombra de Passos".
«Passos Coelho deixou uma herança maldita no PSD, mais funda do que se pensa: o abandono da identidade social-democrata, que mal ou bem tinha sobrevivido até Cavaco Silva. O Governo Passos-Portas-troika foi mais do que um Governo de “necessidade” imposta, foi uma experiência de engenharia social que só não foi mais longe devido às limitações que o Tribunal Constitucional colocou à governação e ao falhanço da tentativa de mudar o programa do PSD que foi entregue à direita radical. Foi isso que significou “ir além da troika”.
Muitas das ideias que hoje estão encarnadas no Chega e na Iniciativa Liberal foram aplicadas pela governação de Passos, em particular a colocação como alvo da austeridade da classe média que tinha ascendido da pobreza pela acção do Estado. Este processo de elevador social era um elemento fundamental do pensamento de Sá Carneiro, e correspondia à tradição social-democrata e à doutrina social da Igreja, a de que o funcionamento do capitalismo e do mercado não eram eficazes no combate à exclusão e à injustiça social, que devia ser uma função garantida por um Estado com um programa que olhasse para a desigualdade e para as suas raízes. O último momento em que o PSD fez uma séria tentativa de aplicar este programa social-democrata foi o Plano de Erradicação das Barracas, com Cavaco Silva.
Mas, como sempre acontece, Passos deslocou o PSD para uma direita radical, atacando a função pública, colocando os “jovens” contra os seus pais e avós com a ideia de uma “justiça geracional”, atacando os sindicatos e retirando direitos aos trabalhadores, privatizando tudo o que pôde, parando apenas quando o travaram, como aconteceu com a Caixa Geral de Depósitos, e fazendo pagar a austeridade aos sectores da sociedade que tinham recentemente saído da pobreza, num processo que tenho classificado como o de “pai lavrador – filha professora primária – neto universitário”. O bloqueio do elevador social em Portugal, como noutros países da Europa, foi um dos factores do ascenso do populismo e da extrema-direita após a crise financeira da banca, que acabou por ser paga por aqueles que nenhuma culpa tinham da ganância que a motivou. Schäuble, um dos seus autores, reconheceu que errou e pediu desculpa, cá nada disso aconteceu.
Mas as políticas moldam os partidos e o PSD nunca mais foi igual. Os discípulos de Passos que não foram para o Chega nem para a Iniciativa Liberal – e muitos foram – estão hoje à frente do PSD, da direcção do partido ao grupo parlamentar. Mas são, de facto, menos “reformistas” no sentido de Passos (e, diga-se de passagem, do Chega), porque são mais tacticistas e perceberam o desgaste eleitoral do Governo Passos-Portas-troika na base eleitoral do PSD, perdendo a juventude para a Iniciativa Liberal e os mais velhos ou para a abstenção, ou para o Chega.
Porém, com ou sem “linhas vermelhas” e “não é não”, é à direita que hoje o PSD está confrontado com a diluição das suas fronteiras sociais-democratas. Essas fronteiras já tinham soçobrado em vários momentos, nas regiões autónomas e na competição com o Chega no mais perigoso tema da imigração. Embora a questão da imigração seja real e tenha havido muitos erros na governação socialista e na incapacidade de reconhecer que havia aqui um “problema”, o modo como Montenegro e o Governo a defrontaram significou um upgrade do discurso do Chega que, a partir daí, dominou a agenda política, e foi o melhor serviço que foi prestado ao Chega. A combinação de uma declaração solene do primeiro-ministro em horário nobre com a rusga hipermediática na Rua do Benformoso, o complemento da declaração dramática de Montenegro, foi sem dúvida o factor mais relevante na ascensão do Chega, que viu a sua visão estrutural da imigração impor-se pela acção do Governo.
Passos está aqui em completa sintonia com a dinâmica do Chega e o Portugal que daqui sairia seria o da direita radical, do Vox a Trump, uma espécie de institucionalização de uma guerra civil como a que já hoje se passa nos EUA
A sombra e a motivação para o frenesim declaratório de Passos, que não tem outro sentido senão um regresso, não se sabe muito bem como, são o chamado “pacote laboral”, a “reforma” que está presente por detrás das suas declarações sobre o falhanço reformista do Governo. Não é por acaso que o “pacote laboral” é a motivação de Passos, embora o alcance da sua acção seja mais vasto. O primeiro passo de Passos é a pressão para um acordo parlamentar de fundo entre o PSD e o Chega e a Iniciativa Liberal, e qualquer acordo sobre a legislação laboral é sempre um acordo de fundo. Depois, esse acordo que daria a maioria às políticas da direita radical mostraria quem manda em Portugal, revelaria a irrelevância da esquerda, a começar pelo PS, e abriria caminho para outros acordos, a começar pelo Tribunal Constitucional e na revisão da própria Constituição. Passos está aqui em completa sintonia com a dinâmica do Chega, e o Portugal que daqui sairia seria o da direita radical, do Vox a Trump, uma espécie de institucionalização de uma guerra civil como a que já hoje se passa nos EUA.
Por isso, o pessimismo da inteligência deve ser nestes dias mais forte do que o optimismo da vontade. Se esse optimismo se dirigir para o combate duro a este caminho, será bem-vindo. É também por isso que seria bom que Passos desse passos para entrar a todo o vapor na política partidária de uma forma mais transparente do que o alimento cínico do sebastianismo."»

Diesel sobe 19 cêntimos e fica mais caro do que a gasolina

 UMA INFLACÇÃO DE TRUMP

sábado, 7 de março de 2026

Montenegro luta pelo poder e receia a crise


"... o país aproxima-se de maio com uma pergunta no ar: saber se estamos perante um simples episódio de turbulência política ou perante o início de uma nova fase na vida política portuguesa. Entretanto, como tantas vezes acontece em Portugal, a política discute o poder enquanto o país espera pelas soluções."

Isto não é inventado, pois não?!..

Via Correio da Manhã

Polémica na Câmara de Lisboa: militante do Chega com império clandestino
Nomeada por Moedas para os Serviços Sociais da câmara arrenda casas com condições indignas a imigrantes ilegais. É namorada do vereador do Chega.

"A vogal da administração dos Serviços Sociais da Câmara de Lisboa, Mafalda Livermore, tem um império de habitação clandestina, revelou esta sexta-feira a RTP. A militante do Chega, que assumiu funções em dezembro de 2025, nomeada por Carlos Moedas, é suspeita de arrendamento de vários imóveis com poucos metros quadrados em condições indignas, sem contrato e a dezenas de imigrantes ilegais. O valor médio das rendas ronda os 600 euros. Estas são pagas a Sílvia Paixão, militante do Chega e amiga de Mafalda Livermore. A funcionária da câmara justificou que alguns dos imóveis foram passados a terceiros que gerem agora os espaços e que não tem dados sobre os números de inquilinos.Mafalda Livermore está também a ser investigada pelo Ministério Público por usurpação de funções, por suspeita de dar aconselhamento jurídico sem ser advogada. De recordar que a sua nomeação também foi polémica por ser namorada do único vereador do Chega na autarquia de Lisboa, Bruno Mascarenhas."

Maiorca: concurso público para a reabilitação do Palácio Conselheiro Branco foi publicado em Diário da República

 Via Diário as Beiras

Reposição da sinalização em curso

"Está em curso a reposição da sinalização danificada pela depressão Kristin no concelho da Figueira da Foz, com uma equipa do Município da Figueira da Foz e uma empresa contratada. 
A mão de obra externa custa cerca de 50 mil euros. Por sua vez, a compra de nova sinalização tem um valor próximo dos 110 mil euros. 
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, ontem, o vereador Manuel Domingues frisou que foram danificadas e destruídas “muitas centenas” de estruturas de sinalização na via pública. Em nome da segurança rodoviária, apontou o autarca, a reposição da sinalização, iniciada logo a seguir ao temporal, deu prioridade aos sinais de trânsito de proibição e obrigação. Neste momento, está a ser reposta a sinalização direcional.
 “Agora, sim, é essencial [trabalharmos] nas questões da sinalização direcional”, frisou Manuel Domingues. Por falta de material e mão de obra no mercado, ressalvou o edil, os trabalhos deverão prolongar-se por mais três semanas. 
As freguesias de São Julião, Buarcos, Tavarede, São Pedro e a Costa de Lavos e a Praia da Leirosa foram as zonas mais afetadas pelo impacto da passagem da depressão Kristin nos sinais de trânsito e demais sinalização. 
No total, entre equipamentos, edifícios e espaços públicos, a Câmara da Figueira da Foz soma estragos provocados pela intempérie no valor de quatro milhões de euros."

Teatro e música na Casa do Paço

Via Diário as Beiras: "Próximos espetáculos da parceria realizam-se nos dias 13 e 14 deste mês".


sexta-feira, 6 de março de 2026

Ricardo Silva crítico com responsáveis políticos do PSD

Via Diário as Beiras

"...desde a presidente da CIM Região de Coimbra e presidente da Câmara da Cantanhede e da Distrital social-democrata, Helena Teodósio, até a deputados e eurodeputados, por ainda não se terem deslocado ao Porto da Figueira da Foz, que se depara com o assoreamento da barra."