sexta-feira, 22 de maio de 2026

Ventura não quer oposição

Dentro do Chega a coragem de enfrentar, de dizer que não, não existe. 
Tal não se conquista com os votos: é uma questão de carácter. 
Talvez, por isso, haja poucos heróis: os heróis não têm respeitinho, têm atitude.
Imagem via Jornal Público (para ver melhor clicar na imagem)

Fogos em Portugal "têm um salvador, um culpado e um herói"

Na conferência "Incêndios Florestais: O Fogo Está A Mudar - E Nós?", que se realizou no CAE - Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz e foi promovida pela papeleira Navigator, Ribau Esteves defendeu que, em Portugal, o negócio do fogo, que marca a má notícia, tem de passar a ter menos importância do que o negócio da floresta, a boa notícia, na sua opinião. "Arranjámos um salvador, mas que não vai funcionar. Mas, para manter a história bonita e o palco marcado pela má notícia, nós temos um culpado e temos um herói. Qualquer telenovela se alimenta infinitamente se tiver um salvador, um culpado e um herói". "E esta história tem um salvador, que é o Bupi [o Balcão Único do Prédio, que permite registar e identificar terrenos rústicos], tem um culpado, que é o eucalipto, e tem um herói, que é o bombeiro. E aqui está o exercício base que faz com que, sistematicamente, a má notícia esteja no palco e o negócio do fogo tenha mais importância na comunicação e no peso político, porque não é assim na sua dimensão económica que tem o negócio da floresta", vincou Ribau Esteves. 
Num discurso incisivo e crítico de mais de 25 minutos, repleto de ironia e de sarcasmo, o presidente da CCDRC notou que, em Portugal, "há uma coisa que não falta, há uma coisa que sobra, sobra planeamento", elencando uma série de planos existentes. "A maior parte dos planos estão feitos para quem os fez, para fazer um visto na 'checklist' das obrigações legais e não exatamente para ser um instrumento que nos permite gerir melhor aquilo que justifica o planeamento e a base de assento da floresta, que é o território, voltamos sempre ao território", considerou o também antigo autarca de Ílhavo e de Aveiro. 
Sobre o território, Ribau Esteves apontou, então, o Bupi como o "salvador da pátria", explicando porque é que "com tantos planos em cima deste território" Portugal não consegue "parar ou reduzir, a um nível baixo, a incidência dos fogos" florestais. 
"Arranjámos um salvador, chama-se Bupi. Entendemos que o problema, afinal, é nós não conhecermos o cadastro, ou melhor, não conhecermos os donos do cadastro, não conhecermos os proprietários [dos terrenos rústicos]. E, então, vamos resolver o problema com o cadastro feito e a caracterização de quem é dono de cada uma coisa", afirmou. 
"Já toda a gente percebeu que não vamos conseguir", enfatizou Ribau Esteves, estimando que o país atingirá, "talvez, na média (...) pelos 50%" de cadastro rústico realizado. Essa percentagem, alegou, deriva do facto do financiamento da operação do Bupi, por via do "famoso PRR", o Plano de Recuperação e Resiliência, estar a meses de terminar. "A grande questão continua a ser o que é que o Estado faz, o que é que nós conseguimos, como país -- o tal 'nós' do lema da conferência [de hoje] - fazer para agir sobre os tais 50% [de proprietários] que vamos continuar a não conseguir saber quem é", manifestou. 
Na sua intervenção, Ribau Esteves fez ainda uma curiosa dissertação sobre a denominação 'fogos rurais' - que passou, há anos, a ser usada -- e que se recusa a utilizar. "Eu sou engenheiro zootécnico, sou das ciências agrárias, e nunca vi nenhuma couve, nenhuma abóbora, nenhuma alface a arder", ironizou o presidente da CCDRC, dizendo que a explicação para a nova denominação lhe foi transmitida por um técnico da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais: afinal, foi "uma coisa de marketing para tirar a dimensão negativa e a culpa de que o fogo é sempre da floresta". "Eu não adiro a isso. É importante saber que o fogo é na floresta, é na floresta de pinheiro, é na floresta de eucalipto, ou dizermos aquilo que nos envergonha a todos: é que a maior parte da área ardida, sistematicamente, ano após ano, é nos territórios abandonados, é fogo de mato. E dá um bocado a noção de terceiro mundo a um país, se nós dissermos a verdade, e chamarmos 'fogos de mato' dá um ar horrível, mas é a verdade objetiva", declarou.

"Governo acelera reversão do legado do PS em seis áreas-chave"

"É evidente: a maldade, a crueldade são inventos da razão humana, da sua capacidade para mentir, para destruir" -  Citação de José Saramago

Imagem Expresso
«De inversões e continuidades se fazem as reformas de Luís Montenegro.
Primeiro-ministro defende que “mais importante do que discutir se é ou não reformista é fazer”. Objectivos das grandes políticas têm passado muito pela inversão do caminho seguido pelo PS.
Nos executivos de Luís Montenegro, há uma inversão de caminho clara em sectores-chave. 
Na habitação, o Governo foi célere a mudar de rota, desde logo, revogando medidas como a contribuição extraordinária sobre o alojamento local ou a possibilidade de arrendamento coercivo de imóveis devolutos do Mais Habitação do PS. O foco do executivo passou a ser o de estimular a construção e criar incentivos fiscais e de financiamento para aumentar a oferta. Para os jovens, o Governo apostou na criação de uma garantia pública na concessão de crédito ou isenção de imposto de selo ou IMT na compra da primeira casa. 
Já na saúde, o plano do executivo também alterou o azimute que vinha do anterior executivo, reformulando e retirando competências à direcção executiva do SNS. Com uma ministra especialmente visada pelas oposições, as reformas em curso passaram pela reorganização das urgências no âmbito regional e, mais recentemente, por um novo regime parao INEM. Os pontos mais sensíveis - e que são uma inversão face ao modelo do PS - ainda não foram aplicados, mas estão anunciados: novas parcerias público-privadas (PPP) e a revisão da Lei de Bases da Saúde (uma linha vermelha do PS para viabilizar o Orçamento do Estado em vigor). Na fiscalidade, a baixa de impostos é uma das marcas que Montenegro faz questão de sublinhar sempre que pode. Se, no caso do IRS, o PS já tinha começado uma trajectória de alívio, o executivo da AD deu um passo adiante com a actualização dos escalões e o alargamento do modelo IRS Jovem. No IRC, fruto de negociação com o PS, não conseguiu logo implementar a descida dos 21% para os 19% (que estão actualmente em vigor). Ainda assim, o plano do executivo é o de chegar à taxa de 17% em 2028.»

Não se preocupem, isto continua a "ser o normal a meio dos mandatos"...

"Um ano após as últimas legislativas, socialistas lideram com 33,4% das intenções de voto. Coligação de Governo cai para terceiro lugar, com 23,2%, embora em empate técnico com o Chega (23,5%)."

Começa a dar frutos a estratégia de Luís Montenegro, Hugo Soares, e Leitões Amaros desta vida, ou isto é normal a meio dos mandatos?


Inauguração do monumento aos bombeiros: "Lídio Lopes sonhou, a Assembleia Municipal quis e Santana Lopes fez a obra" - e a malta pagou

"Ontem foi um dia bom" para todos.  Lídio Lopes o meu presidente"depois de 16 anos", "viu concretizado um Sonho". A malta pagou "cerca de 60 mil euros". Foi uma verba muito bem gasta. O monumento é da autoria do escultor António Charneca, que também esteve presente na inauguração. 

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Portugal é um bom exemplo, mas é apenas mais um ...

"A desconfiança mata a democracia.
Já era suficientemente mau termos pessoas normais no poder − eu prefiro homens e mulheres anormalmente bons a liderar o País e as instituições −, mas agora temos, digamos, pessoas abaixo do normal".

Há mais de três décadas que Gonçalo Cadilhe viaja e escreve sobre as suas viagen

 Revista Visão

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Nem tudo é mau: animem-se

 Assim se vê a força do CDS/PP!..

(Não é todos os dias que é eleito o presidente do condomínio fechado)

A draga e o assoreamento da barra

"A draga será utilizada em regime de aluguer e com um contrato de 18 meses, podendo ser renovado por períodos iguais. Terá uma renda mensal de 135 mil euros – com tripulação, manutenção e combustíveis incluídos - , que deverá ser paga pela Administração do Porto da Figueira da Foz, Comunidade Portuária da Figueira da Foz, setor das pescas e Município da Figueira da Foz."

Nota de rodapé.

Outra Margem, 29 de Janeiro de 2013. Passaram mais de 13 anos.
"José Nunes André, é um geógrafo e investigador universitário e  tem vindo a monitorizar a acumulação de sedimentos através de três perfis transversais, elaborados numa faixa de dois quilómetros de comprimento no areal entre a Figueira da Foz e Buarcos."
Em 5 de Março de 2012, há mais de 14 anos, li a seguinte notícia"tem dado uma média de 40 metros ao ano de crescimento da praia. E a sul [dos molhes do porto] temos o reverso da medalha, as praias estão a recuar assustadoramente. As praias da Cova Gala e da Leirosa recuaram 15 metros num ano".
De acordo com o investigador, o ritmo de crescimento do areal da Figueira da Foz é, atualmente, superior ao verificado aquando da construção original do molhe norte, nos anos 60 do século passado.
A praia, explicou na altura (conforme dei conta neste blogue), cresceu cerca de 440 metros até à década de 1980 e, a partir daí, nos últimos 30 anos, a acumulação de sedimentos reduziu de intensidade e praticamente estabilizou.
No entanto, com a obra de prolongamento do molhe - concluída no verão de 2010 -, o areal voltou a crescer e, em 2012, apresentava 580 metros de largura máxima entre a marginal e a orla marítima, segundo as medições feitas por José André.
Este geógrafo recordou que, por ocasião da obra, o período estimado de crescimento do areal foi estabelecido em 12 anos. Segundo os dados de que dispunha, e a manterem-se os valores observados, o prolongamento da praia iria ocorrer "apenas em seis, sete anos, até que as areias contornem o molhe".
O crescimento da praia em largura representa ainda, segundo o geógrafo, uma acumulação anual de 290 mil metros cúbicos de areia na faixa estudada, o equivalente a 290 mil toneladas.

Lourenço Silva, presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde: "“o principal princípio que defendemos é a salvaguarda do bem-estar dos vilaverdenses. Qualquer decisão tomada deve colocar, em primeiro lugar, a qualidade de vida da população, a segurança, a saúde pública e o equilíbrio da nossa comunidade"

Via Diário as Beiras

"O processo de licenciamento foi retomado e, ao que tudo indica, a contestação à fábrica, por parte da Junta de Vila Verde, também. O executivo da junta, à semelhança do antecessor, sustenta que a sua luta é, também, em defesa dos interesses de todos os figueirenses. Entretanto, o presidente da Junta de Vila Verde convocou uma reunião aberta ao público para o dia 26 deste mês, pelas 21H00, na sede da junta.


Licenciamento

Decisões da Agência Portuguesa do Ambiente e da Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) foram determinantes para a suspensão da atividade da unidade da Bioadvance na Salmanha, em 2025, na sequência da forte contestação que surgiu na Figueira da Foz. Por sua vez, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal suspendeu o estatuto de Potencial Interesse Nacional, o que a CCDRC já havia feito. Entretanto, o processo foi reformulado e revisto e a empresa obteve, este ano, o licenciamento. Apesar das tentativas, não foi possível obter declarações da Bioadvance.

Investimento PIN

A Bioadvance dedica-se ao fabrico de biocombustível a partir de óleos alimentares usados. A empresa, com sede em Pombal, investiu cerca de 27 milhões de euros nas instalações da Figueira da Foz, em terrenos da administração portuária, e obteve o estatuto de projeto com Potencial Interesse Nacional (PIN). Durante a fase que esteve a funcionar, os vilaverdenses queixavam-se dos maus odores, mas também manifestavam receios sobre os efeitos na saúde e no ambiente. O Ministério do Ambiente, que agora aprovou o licenciamento, em 2025 mandou suspender a atividade da fábrica."

Manda "bocas"?..

Conforme demos conta ontem, foi inaugurado o sintético de Maiorca, que veio melhorar as condições que permitem a prática desportiva dos cerca de 60 atletas inscritos, entre a formação e a competição, do Grupo Desportivo de Maiorca.
Na edição de hoje do Diário as Beiras, li a pérola abaixo. 
Sinceramente: espera-se mais de um representante do Estado a que pertencemos, e que já está no poder desde Setembro de 2021...


quarta-feira, 20 de maio de 2026

Sintético do Grupo Desportivo de Maiorca está inaugurado

 Via Município da Figueira da Foz


Verallia investe 20 milhões de euros na Fontela

Multinacional do setor do vidro labora há 39 anos na freguesia de Vila Verde

"A fábrica de garrafas e frascos de vidro da Verallia Portugal, instalada na Fontela, no concelho da Figueira da Foz, investiu recentemente cerca de 20 milhões de euros, recorrendo a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

De acordo com nota enviada ao DIÁRIO AS BEIRAS pela empresa, os investimentos foram aplicados em áreas como a reconstrução de um forno, nos sistemas de monitorização e controlo de consumos energéticos, em novas arcas de recozimento, na otimização das redes auxiliares do processo (ar comprimido e ventilação) e motores elétricos e soluções de iluminação mais eficientes.

“A Verallia está profundamente comprometida com a sustentabilidade, a redução da pegada ambiental e a promoção de uma verdadeira economia circular”, afirma ainda nota recebida pelo jornal."

Deve ser apenas uma "gripe" passageira...

 Daqui

"Lamentamos informar que o jantar-convívio marcado para o próximo sábado, dia 23 de maio, na Freguesia de Maiorca, foi cancelado."

Licenciamento Bioadvance: Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional do Centro e da Agência Portuguesa do Ambiente deram luz verde

Notícia Diário as Beiras: a Bioadvance, unidade de fabrico de biocombustível com atividade suspensa desde 2025, por ter as licenças ambientais recusadas pelo Ministério do Ambiente, reformulou o processo de licenciamento, que segue para consulta pública.  De acordo com uma fonte do jornal, "o processo de licenciamento da unidade instalada na Salmanha, na zona portuária da Figueira da Foz, já obteve luz verde da Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional do Centro e da Agência Portuguesa do Ambiente."
1 de Julho de 2025a unidade de biocombustíveis da empresa portuguesa BioAdvance instalada no porto marítimo da Figueira da Foz não possui estudo de impacte ambiental e não pode funcionar, disse a ministra do Ambiente e Energia.
“Uma empresa não pode laborar sem um estudo de impacte ambiental positivo”, sublinhou no dia anterior Maria da Graça Carvalho, na Câmara da Figueira da Foz, onde presidiu à assinatura do contrato de alimentação artificial de praia no troço costeiro a sul do concelho (Cova Gala – Costa de Lavos).
A governante respondia desta forma ao presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, que na sua intervenção falou do facto de aquela unidade ter estado a laborar com pareceres positivos de vários organismos públicos e de ter recebido financiamento e obtido empréstimo bancária para a sua construção, mas não possuir as licenças necessárias.
A BioAdvance, sediada no concelho de Pombal (distrito de Leiria), onde possui uma unidade mais pequena, instalou-se junto ao terminal de granéis líquidos do porto da Figueira da Foz, depois de uma candidatura aprovada ao “Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial – Verde” e do projeto ter sido reconhecido com o estatuto de PIN – Projeto de Interesse Nacional.
A empresa, que investiu aproximadamente 27 milhões de euros na unidade, pretende produzir anualmente 20 mil toneladas de biodiesel a partir de óleos alimentares usados, bem como quatro mil toneladas de glicerina.
No entanto, a falta de licenças levou as autoridades competentes a suspenderem o estatuto de projeto PIN e à elaboração de um auto de notícia para a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, além de muita contestação de autarcas e população, que acendeu o debate político na Figueira da Foz.
“A nossa orientação política é do maior rigor em relação a estes projetos e de ouvir as populações e os autarcas, porque é impossível ter projetos desta dimensão que não sejam aceites pelas populações e autarcas e que tenham impactos negativos no ambiente e difíceis de mitigar”, afirmou na altura a ministra Maria da Graça Carvalho.
A titular da pasta do Ambiente e Energia disse que a responsabilidade atual é da APA, que “vai ter de se debruçar e decidir se o projeto tem ou não estudo de impacte ambiental”.
“Se não há estudo de impacte ambiental, a empresa não está aprovada. A legislação portuguesa precisa de um estudo de impacte ambiental positivo”, vincou a ministra, remetendo a decisão para a APA.
Aos jornalistas, o presidente da APA, Pimenta Machado, disse que o empresário ainda não tinha conseguido finalizar o processo, que dura há vários meses, sem se alongar em mais comentários.»

"Luís Montenegro elogia competitividade de Monção e pede aos jovens para ficarem em Portugal"

OUÇAM O LUÍS, PELA VOSSA SAÚDE

Para o governante, a região oferece "um fator de competitividade enorme e não há muitos lugares na Europa e no mundo que o possam oferecer com tanta consistência".

Juventude: "estudem, metam esses cérebros a produzir, arrebanhem aqueles 1000 euros por inteiro e rezem aos santinhos por uma carinha que vos permita casar e arranjar alguém para dividir a despesa do T1 antes dos 35. 
Paguem impostos até rebentar enquanto vão assistindo à destruição do SNS e da escola pública. Passem o dia parados nas filas de acesso aos grandes centros enquanto queimam gasolina ao preço da Alemanha.
Juventude. Não esbanjem o vosso talento para lá de Monção. Ainda se arriscam a ter uma vida como a do Luís, sem precisarem de avenças, e isso seria uma chatice."