quinta-feira, 11 de junho de 2026

Concretizou-se o que esperava

 ... : fechou a Casa Rádio

E se a moda pega e se estende a outros cantinhos deste nosso querido Portugal....

É caso para dizer: ORGANIZEM-SE!..

"PSD Setúbal apresenta preocupações urgentes ao executivo camarário".

Traduzindo: "o PSD apresenta ao PSD o que o executivo apoiado pelo PSD está a fazer mal e quer respostas imediatas do PSD que afinal apoia o mal que o PSD em Sétubal está a fazer aos munícipes"...

"Se não for reunido o número mínimo de 250 cooperantes, que poderá ser menor se os aderentes forem grandes consumidores, a instalação da plataforma não avançará"

Via Diário as Beiras: "O município cedeu cerca de seis hectares no Vale de Murta para instalação de painéis fotovoltaicos".

A PSU e a perseguição ideológica aos pobres

Via Público

"Incentivar o regresso destes beneficiários ao mercado de trabalho não se consegue com castigo ou com medidas repressivas. Não tenham dúvida: os números da pobreza e da exclusão social vão disparar."

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Deve voltar a ser criada uma entidade municipal de turismo?


Carlos Beja
, "velho. Irremediavelmente velho. Mas lúcido e com boa memória.

...  a Figueira da Foz sempre motivou uma certa dose de ciúmes e inveja de cidades limítrofes. Não foi por acaso que as pressões para mudar a Zona de Jogo para Leiria ou Coimbra aconteceram. Como não foi por acaso que a sede da Região de Turismo Centro, de que fui o primeiro presidente, com rotatividade prevista entre a Fig. Foz e Coimbra, desapareceu para parte incerta. Como ainda não foi por acaso que, tendo a Sociedade Figueira da Praia adquirido o Hotel Internacional para a Escola Hoteleira, esta foi, por artes mágicas, parar a Coimbra, restando-nos uma Escola Profissional.

Criar uma empresa como já existiu não nos parece a melhor solução."

terça-feira, 9 de junho de 2026

Novidades? Já nem na Figueira. Regresso de Santana ao PSD, "está quase"...

Santana Lopes, ontem no NOW
"Questionado sobre um eventual regresso à militância no PSD, que abandonou há cerca de oito anos, admitiu que a decisão pode estar iminente, coincidindo com o seu aniversário no final de junho. «Sim, eu diria que estou quase», disse, sublinhando que o regresso é uma opção interior séria e que várias circunstâncias se estão a conjugar."
Como diria o outro, "estava escrito nas estrelas"
Quem quer andar na política, "não pode excluir, hoje em dia, nada. 
Nem na política, nem na vida"
Possivelmente, penso eu que não percebo nada de política, lá pelo PSD "já deve haver uma série de pessoas cheias de nervos".

Vítor Gaspar, ministro das finanças, do governo de Passos Coelho/Troika, em todo o seu esplendor

Depois de 12 anos no FMI, aproveita a reforma – e a paz de espírito – em Portugal, país que acredita ter mudado

"Portugal abandonou a situação anormal criada pelos dias madrugadores de Abril"

A aversão aos “malandros do rendimento mínimo”

"Não há narrativa com mais sucesso neste País do que a de pôr pobres contra pobres"

Via jornal Público (para ler melhor clicar na imagem)

segunda-feira, 8 de junho de 2026

A herança da liderança de João Portugal

Socialistas pedem a Carneiro que suspenda eleições no PS/Coimbra e apontam ilegalidades.

Via Diário as Beiras
"Militantes do PS, incluindo o histórico António Campos, pediram hoje ao secretário-geral socialista que suspenda as eleições para a federação de Coimbra, denunciando “violação dos estatutos”, pagamento “massivo de quotas”, “ativação de sindicatos de votos” e cadernos eleitorais nulos. 
Numa carta enviada a José Luís Carneiro, à qual a agência Lusa teve acesso, António Campos, Américo Batista (que é candidato a estas eleições para o PS/Coimbra) e Rui Moreira Claro denunciam “violações grosseiras dos estatutos e do regulamento internos” e consideram que isso torna “inviável a realização do ato eleitoral agendado para o próximo dia 20 de junho”. “Razão pela qual se solicita ao camarada que imediatamente decrete a suspensão do mesmo, e seu adiamento, com a depuração dos Cadernos, nos termos estatutários, e a imediata participação ao Ministério Público – atenta a circunstância de se tratar de obrigação legal – dos elementos referentes ao pagamento massivo de quotas — por ser ilegal – para aferição das eventuais atividades de âmbito criminal, e dos seus agentes, tudo em nome da Democracia, Transparência e, finalmente, da Declaração de Princípios do PS”, defendem. 
Segundo estes socialistas, para as eleições internas para a distrital do PS/Coimbra – à qual concorrem ainda Pedro Coimbra e Vitor Batista – tem-se “assistindo ao pagamento massivo de quotas em determinadas secções e concelhias”, com casos de “aumentos de pagamentos na ordem de 300%, face ao recente ato de eleição do secretário-geral”. “Ora, os pagamentos massivos, e as afirmações sigilosas de camaradas que assumem que lhes pagaram as referidas quotas, e que apenas receberam telefonemas a indicarem onde votar, demonstram um fenómeno de adulteração das eleições por parte de algum, ou alguns dos candidato, com o intuito claro de defraudar as regras internas, e o livre exercício da cidadania e militância, além de impedir o debate e alternâncias decisivas para uma saudável democracia interna”, acusam. 
De acordo cm estes militantes, trata-se de “ativação de sindicatos de votos, que visam assegurar que apenas os detentores de muito poder económico, poderão opor-se em fenómenos eleitorais internos”, indicando que esta situação “tem maior expressão nas três maiores concelhias” e “numa outra em que é militante e originário um candidato à liderança da Federação”
“A situação relatada e reportada ao dia 03 do corrente mês (e notícias existem do agravamento da situação) apenas é possível por os cadernos eleitorais e de militantes se encontrarem em contravenção total com o disposto no Regulamento de Militância e Participação”, avisam. De acordo com esta carta enviada a Carneiro, está prevista “a suspensão dos militantes com mais de dois anos de quotas por pagar, e que, depois de regularizado o seu pagamento, apenas 60 dias depois, poderá constar do recenseamento interno”, o que dizem que não acontece nos atuais cadernos. “Ora, tais quotas estão a ser massivamente pagas, e a serem considerados como militantes e com plena capacidade eleitoral, quem, por força regulamentar, não o pode ser”, condenam.
Para estes militantes “mais grave” é constarem dos cadernos “militantes com mais de quatro anos sem pagamento de quotas”, que deveriam “estar fora do recenseamento”
“Quer isto dizer que os Cadernos de Militantes recenseados é absolutamente nulo, por inclusão de quem, nos termos estatutário ali não podia constar, e também por conferir direito de voto a quem apenas 60 dias apôs a regularização da sua situação contributiva, poderia exercer tal direito”, sintetizam. 
António Campos, fundador do PS e próximo do ex-líder e Presidente da República Mário Soares, foi secretário de Estado em três Governos e deputado em várias legislaturas."

"... envelhecer em Portugal depende cada vez mais do que se tem e do que não se tem"

Via Público.  Para ler melhor clicar na imagem.

domingo, 7 de junho de 2026

Deve ser sardinha que vem vestida com fato de gala....

 "Sardinha no pão a três euros nos Santos Populares".

Imagem: daqui

Nota de rodapé.
Nas lotas nacionais a sardinha tem saido entre 1 e 3 euros por quilo.
Estamos a voltar ao tempo em que uma sardinha tinha de ser para três?
("Uma sardinha nunca deveria ser para três", é mais do que uma metáfora sobre comida. É sobre tudo aquilo que se reparte ao limite por quem já pouco tem para repartir. É a pobreza no prato, na casa fria durante o inverno, na caixa de medicação que fica por comprar, na recusa constante aos convites, no isolamento de quem se afasta em silêncio.
Esta é a pobreza escondida, aquela que vive ao nosso lado, mas que nem sempre conseguimos ver.)

É disto que o povo gosta: comer, música e animação!

"De 8 a 24 de junho, vivem-se as tradicionais Festas da Cidade e do São João na Figueira da Foz, com dias cheios de animação, música, tradição e muita alegria!"
Em termos de animação, o povo come o que come, porque gosta desta comida.
Nada, porém, acontece por acaso: durante décadas e décadas, o pimba foi alimentado, de norte a sul do país, por autarquias do CDS, PSD, PS e CDU.
Foi um investimento e peras. 
Há quem diga (que não eu, que não tenho estudos para afirmar tal coisa) que isto  poderá roçar o financiamento ilegal.
O certo, porém, é que o sucesso tem sido enorme.
O povo come - pudera, os espectáculos são (aparentemente) à borla.
Os políticos do momento, dão o que o povo sempre gostou: pão e circo.
Todos - eleitores e eleitos - ficam contentes e felizes. 
Que interesse tinha na Figuiera, por exemplo, ter sido retomado um festival internacional de cinema de autor, ou um festival de música clássica dirigido por Sequeira Costa? 
Isso são coisas elitistas e pouco apelativas para um povo educado para evitar pratos de mais difícil digestão.
Interessa é manter e promover o glamour do pimba. 
Ao povo o que o povo gosta.
Ainda existem histórias com finais felizes: ... e, assim (há lá coisa mais bonita?) todos vamos ser felizes para sempre!

Passos perdidos (continuação)

Ressentimento e desespero

"Chega a ser espetacular vê-lo falar de reformas com um ar de quem está a revelar o terceiro segredo de Fátima sem dizer uma palavra sobre como essas coisas se levam a cabo.

Passos Coelho quer mesmo muito que continuemos a dar atenção às suas palavras. Dizer que Montenegro é imobilista aceita-se; imitador de populista e político postiço, vá que não vá; chamar-lhe prostituto sem carácter já é capaz de estar ligeiramente para lá das marcas."

sábado, 6 de junho de 2026

16% não falam de política para evitar conflitos

Sondagem do ICS/ISCTE sobre polarização mostra que um em cada quatro portugueses detesta as pessoas com ideias políticas opostas às suas. 

Mais de 40% dos portugueses olham para simpatizantes do Chega como “ameaça” real ou “moral".

Apoiantes PSD: Chega muito pior do que o PS.

SIMPATIZANTES DO PS SÃO QUEM TEM MAIOR DIFICULDADE EM LIDAR COM A OPINIÃO OPOSTA — EM PARTICULAR COM AS DO CHEGA.

Os dados da sondagem ICS/ISC TE/GfK feita para o Expresso e SIC mostram sinais de um fenómeno que se espalha por outros países, mas que tem consequências pro fundas: quando os cidadãos deixam de conseguir lidar com as opiniões diferentes numa democracia e as divergências entram na esfera mais pessoal, criando uma polarização que, além de política, começa a ter consequências sociais: “A polariza ção afetiva assenta numa lógica de nós versus eles, feita de uma identi ficação com um grupo de pertença e de rejeição dos outros grupos, em elação aos quais se desenvolvem estereótipos e preconceitos, suscitando reações emocionais negativas”.

São cada vez menos, mas há quem tenha necessidade de fazer desta vida uma prestação feliz

Diário as Beiras: "Fátima Trigo foi reconhecida e homenageada pela Confederação Portuguesa das Colectividades pelo trabalho desenvolvido em prol da comunidade"

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Pimenta no cu dos outros, para ele é refresco...

PERCEBEM?

"O primeiro-ministro do Governo que quer recorrer à bufaria, criar um canal de denúncias para comunicar situações de fraude no recebimento de apoios do Estado, é o mesmo primeiro-ministro, do mesmo Governo que, recurso atrás de recurso, tenta por todos os meios esconder da opinião pública, dos eleitores, os serviços prestados, os clientes, e ao saldo das contas bancárias da empresa "familiar" Spinumviva."

Anatomia de um golpe inconstitucional PSD/Chega/Aguiar Branco

"Estamos perante uma golpada que torna muito claro que o regime democrático corre um perigo muito sério." 
Opinião de António Filipe

Troiadelos...

Em 2017, em toda a costa figueirense, apenas uma pequena parte se mantinha razoavelmente incólume à pressão e especulação urbanísticas induzidas pelo turismo. 
Refiro-me, à faixa litoral a sul do Mondego, entre o Cabedelo e o Campo de futebol.
Era ainda possível aí fazer férias em comunhão com a Natureza e frequentar boas praias, sem os inconvenientes das urbanizações selvagens. 
Por conhecermos o triste destino da restante costa figueirense, devemos manter-nos atentos e vigilantes. 
Recordo que o Cabedelo nunca tinha tido Bandeira Azul. E bem. Era o único pedaço de Paraíso imaculado  da costa figueirense  que ainda nos restava.
Entretanto, algo mudou. Ficámos a meio caminho. Mas, o objetivo estava lá: quem não tinha categoria para usufruir dum espaço nobre foi para o olho da rua.
Agora temos aquela coisa deserta na maior parte do ano.
O trabalho que havia a fazer foi feito por um executivo de maioria absoluta do Partido Socialista.
E assim se foi abrindo o caminho ao Portugal/2026.
O texto acima não serve para nada. Foi apenas para chamar a atenção para texto "a praia dos ricos" de José Eduardo Martins, Advogado, ex-secretário de Estado do Ambiente, publicado no jornal Expresso.

"Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Há vinte anos, o litoral alentejano entre Tróia e Melides (sim, com a Comporta e o Carvalhal a ocuparem o meio) foi palco de uma operação cuidadosamente planeada para condicionar a fruição destes 40 quilómetros de costa. Sob a bandeira dos PIN (Potencial Interesse Nacional), grandes grupos imobiliários obtiveram de Pinho e de Sócrates a luz verde para urbanizações de enorme dimensão, erguidas numa das mais sensíveis áreas protegidas do país.
O argumento invocado foi sempre o mesmo, o do turismo de qualidade, do investimento estrangeiro e da criação de emprego. A alternativa óbvia: recuperar as áreas já degradadas ao longo da costa não permitia a entrada nos paraísos pristinos da zona.
Em vez disso, entrou-se de bulldozer pela área protegida adentro, a fim de cavar infraestruturas que viriam a ficar mais de uma década abandonadas. O que ninguém se deu ao trabalho de explicar foi aquilo que verdadeiramente se congeminava e agora se executa: uma fronteira invisível a separar os que podiam e os que não podiam ir à praia.
Falo disto com conhecimento de causa, pois tenho casa em Grândola há muitos anos e sou testemunha direta do que se foi passando. Como tantos outros, fui aos poucos perdendo a paciência para frequentar estas praias, não por falta de vontade, mas por acumulação de obstáculos, sendo o escândalo dos preços a face mais visível de uma atmosfera crescente de exclusão que metade da sinalética pelo caminho nem sequer se dá ao trabalho de disfarçar.
Essa fronteira tornou-se, nos últimos dois anos, escandalosamente visível.
Foi o Expresso quem primeiro o revelou, no ano passado, ao dar conta de que 80% dos acessos ao areal, nos 45 quilómetros entre Tróia e Melides, se encontravam condicionados ou bloqueados por empreendimentos privados.
As dunas, integradas no domínio público desde que D. Luís assim o determinou em 1864, encontravam-se fisicamente cercadas por propriedade privada, entre cancelas, muros e a estratégica ausência de caminhos públicos. A resposta do Estado revelou-se algo tímida, resumindo-se a sinalização obrigatória e a promessas de novos acessos.
Vieram depois os preços, com cafés a cinco euros, espreguiçadeiras a valores de resort na Côte d'Azur e produtos a quantias que excluem as famílias portuguesas de classe média, tudo isto numa praia pública, num bem do Estado. O Governo reagiu com uma portaria de preços máximos, medida necessária, mas insuficiente face à escala do problema.
Já agora, quando vos vierem dizer que sobre o concessionário recaem muitas obrigações (lembro que fiscalizar o cumprimento do acesso de todos os banhistas às suas casas de banho seria, garanto-vos, uma boa ideia), imaginem só que eram donos do único café da vossa terra…
Chegámos agora aos chapéus de sol, a propósito dos quais a APA se viu obrigada a emitir uma norma técnica para esclarecer que os banhistas podem colocar o seu próprio chapéu à frente das concessões. Uma norma a esclarecer o que a lei nunca tinha proibido, mas tristemente necessária porque a prática, tolerada, tinha criado a aparência de uma apropriação que a concessão obviamente não permite, mas que na areia funciona tão bem como uma cancela alta.
Sabemos, no fundo, o que verdadeiramente sucede, pois aqueles que pagam a espreguiçadeira a peso de ouro querem sentir-se nas Maldivas, já que são as Maldivas que pagam, e anseiam por afastar da vista os chapéus foleiros e as sungas do povo. Já aqueles que as vendem precisam de enxotar os pobres, e é mesmo disso que se trata, sob pena de se esvair a sensação de Hamptons e de se perderem as vendas dignas do Mónaco.
Desta vez, porém, a reação foi diferente, mais rápida, mais firme e mais definitiva do que nas polémicas anteriores, e nisso não deixa de haver significado. Parece que começamos finalmente a perceber quão intolerável é, no século XXI, que estes abusos continuem a verificar-se sobre um bem que pertence a todos os portugueses.
Três polémicas a obedecerem a uma única lógica, a da privatização silenciosa e gradual do maior areal português, levada a cabo não por decreto, mas por urbanizações aprovadas onde jamais deveriam ter existido, por concessões atribuídas sem acautelar o interesse público, por sinalética equivocamente conveniente e por décadas de não-fiscalização. A lei nunca cedeu porque o domínio público hídrico é inalienável e imprescritível. Quem cedeu foi a vontade política de a fazer cumprir.
O problema de fundo é o de que aquela faixa de litoral foi, de facto, entregue a um turismo de luxo que exclui os portugueses, e a sua superação exige a revisão das concessões, a abertura efetiva dos acessos e a coragem política de dizer com clareza o que aconteceu.
A praia é pública, sempre o foi, e está na hora de o Estado se mostrar mais forte do que as pífias elites que sempre encontram maneira de o convencer de que aquilo que é nosso lhes pertence."