terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Atenção ao sinal

Fonte: PÚBLICO

«Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, vox populi dixit
A realidade actual é feita de extremos económicos, com alguns (poucos) extremamente ricos e muitos no limite da pobreza (“10% das famílias mais ricas tem mais de metade da riqueza total em Portugal“). 
É este o estrume onde crescem as raízes do populismo. Que tem o apoio dos imensamente ricos e os votos daqueles que pouco têm, o que não deixa de ter a sua dose de ironia.»

Ajudas às Associações do Porto...

 

COVID-19: casos estão a aumentar

Na Figueira, conforme edição de hoje do Diário as Beiras, a sitiução é esta: 


A Direcção-Geral da Saúde, ontem, como tem feito nas últimas segundas-feiras, divulgou o relatório de incidência de casos de Covid-19 por 100 mil habitantes em todos os concelhos do país, desta vez com o acumulado de casos entre 5 e 18 de Janeiro. Na região estamos assim:

Humildade ("Humilde é a erva dos caminhos... Todos a pisam.") *

"No rescaldo das Eleições Presidenciais do passado dia 24 de Janeiro de 2021, a Comissão Política do CHEGA Figueira da Foz, após uma análise cuidada dos resultados obtidos pelo candidato a Presidente da República, André Ventura apoiado pelo CHEGA, o referido orgão, foca-se agora nas as próximas eleições Autárquicas de outubro de 2021, o presente órgão local deixa a seguinte análise e compromisso para com todo o Concelho da Figueira da Foz:
O CHEGA, irá apresentar-se nas próximas Autárquicas como uma alternativa válida, sólida e coerente ao executivo Socialista que governa o nosso Concelho desde 2009. 
Iremos apresentar um programa autárquico diversificado, pretendendo implementar soluções que permitam melhorar substancialmente a vida dos munícipes e de todos aqueles que, apesar de não residirem, contribuem para o desenvolvimento social e económico do Concelho. O nosso programa irá incidir no vetor da economia e seu desenvolvimento, no vetor social, educacional,segurança, turístico e acima de tudo, na modernização do concelho, em especial das zonas deslocadas do chamado “Centro Urbano”. 
O CHEGA acredita que irá superar a votação que obteve nas presidenciais, reforçando assim o seu papel de relevo no plano Politico-Partiidário."
Querem ver que, esse grande socialista, que é o "nosso" Presidente da Câmara, vai acordar sobressaltado... 
Sempre ouvi dizer que nunca se deve dormir à sombra da bandalheira… 
Desculpem, da bananeira.
* O título, é um poema de Joaquim Namorado.

DISCUSSÃO PÚBLICA | Proposta da 5.ª alteração à 1.ª Revisão do PDM da Figueira da Foz

 Via Município da Figueira da Foz 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Sou apreciador de uma boa piada...

Paulo Freitas Lopes a sair da casca...
No Chega aplicam o nome literalmente. Chega de inventar... 
Vamos, mas é ver o que outros já inventaram... 


"A foto é de 1943 e foi sacada daqui
Na altura, vivia-se em plena II Grande Guerra. 
Aqui, neste cantinho à beira-mar plantado imperava o desemprego, o medo, o racionamento, a miséria e a fome. 
Éramos gente cabisbaixa, vencida e resignada, entregue a um destino sem sentido e ferida na sua dignidade. 
Valia o altruísmo de alguns a quem doía a visão da fome e da miséria. Estávamos em 1943 em plena Cova num local que alguns, porventura, ainda reconhecerão. 

Hoje, que temos de novo "o regresso da sopa dos pobres como modelo social", outros,  reconhecerão o mesmo olhar e a mesma resignação em largos milhares de nós. 
Hoje, todos sabem que o Programa Alimentar de Emergência cresceu paralelamente à redução das prestações e do âmbito do rendimento social de inserção (RSI), que apoia cada vez menos pessoas apesar do evidente aumento das necessidades. 
Todavia, todos os especialistas consideram que um grande alargamento do RSI seria a medida mais justa, mais respeitadora da dignidade das pessoas, mais promotora da sua autonomia e até mais benéfica para a economia nacional. 
Porque é que o Governo gosta de distribuir sopa, mas reduz o RSI? 
Porque o RSI proporciona uma autonomia que o Governo não quer promover. 
O RSI serve para fazer sopa ou para um bilhete de autocarro. 
A sopa é só sopa.

Promovendo campanhas de propaganda sem escrúpulos, o Governo e a direita em geral, conseguiram difundir a ideia de que o RSI promovia a preguiça e atrofiava a iniciativa, além de gastar recursos gigantescos. Era e é mentira, mas a campanha ajudou a estabelecer a sopa dos pobres como modelo social alternativo. 
Mota Soares prefere dar sopa e anunciar que os pobres podem fazer bicha para a sopa. 
É bom para o Governo e lava a alma. 
É maravilhoso ter muitos pobres a quem dar sopa, porque quem dá sopa aos pobres pratica a caridade e quem pratica a caridade está na graça de Deus.
É por isso que Mota Soares exulta com a sopa dos pobres. 
Por isso, e porque sabe que na bicha da sopa só estarão os filhos dos outros. 

Uns anos depois da foto acima, no final dos anos 50 e anos 60, que é onde consigo recuar nas minhas memórias vividas, a Cova e Gala não era pacata, era obediente
Como são obedientes todos os povos que vivem em ditadura. 
E quem não o era – sim, por aqui houve sempre “marginais”... - foi vigiado, perseguido e preso. 
Os covagalenses eram trabalhadores. Mas, não só: também foram escravos
Basta conhecer o que foi a sua vida no mar, como, por exemplo, na "faina maior"... 
Os covagalenese, em geral, não conseguiam poupar. 
Por uma razão simples.
Vivíamos na miséria. Morríamoos cedo, comíamos mal, não tínhamos direito à saúde nem à educação. Na sua esmagadora maioria éramos  analfabetos, doentes e subdesenvolvidos.
Como diziam as senhoritas da elite figueirense da altura -  "credo que porcos, feios e maus que eles são"!..
Por isso, quem sabe, porque viveu lá, como era a vida da esmagadora maioria dos covagaleneses, do tempo de Salazar e Caetano, não tem saudades."
Não é impagável este chega?

O PLURALISMO PORTUGUÊS, VISTO PELO LADO DO HUMOR TEM OUTRO ENCANTO...

Como vimos ontem à noite, o painel de comentadores da TVI para as emissões presidenciais foram Paulo Portas, Miguel Sousa Tavares, Manuela Ferreira Leite, Fernando Medina e Rui Moreira

Na SIC, permitiram a entrada de um intelectual de esquerda, que acompanhou dois facilitadores de direita e de extrema-direita. Os comentadores foram Francisco Louçã, Luís Marques Mendes, José Miguel Júdice.

Entretanto, no chamado serviço público, foi quase igual. na noite eleitoral da RTP tivemos uma jornalista de direita, um jornalista de extrema-direita e um jornalista a moderar três apoiantes mais ou menos assumidos de Marcelo (talvez um ou outro seja apoiante do candidato da Iniciativa Liberal) e um apoiante de Ana Gomes.
Apoiante de João Ferreira não comenta.
 
Resumindo: em 12 comentadores de televisão (11 homens e uma mulher), tivemos 8 comentadores de direita, dois de centro-centro-centro-esquerda, apoiantes mais ou menos assumidos de Marcelo, e dois de esquerda, apoiantes de Ana Gomes e de Marisa Matias. É o pluralismo a que temos direito.
Apoiantes de João Ferreira não podem comentar. 
Estes são os factos.
Mas houve algo de que só tive conhecimento esta manhã, via Samuel Quedas...
«Ia começar a escrever um texto venenoso sobre a diversidade da escolha das televisões quanto às suas listas de comentadores para a noite eleitoral.
Como gosto de ser justo, telefonei pessoalmente para a RTP, para a SIC e para a TVI… que me juraram ter estado desde há dias e até há poucos minutos a tentar convidar, respectivamente, José Casanova, Álvaro Cunhal e Octávio Pato para participarem… mas estes, de forma algo malcriada e arrogante, nunca se dignaram sequer atender os telefones.
Fiquei muito mais tranquilo.»

Podiam era ter feito mais um pequeno esforço e ter telefonado ao Ruben de Carvalho...

Depois de "dar tudo aquilo de que era capaz", pede "desculpa por não ter conseguido melhores resultados", mas vai tratar da vidinha dele...

"Santana Lopes deixa Aliança, partido que fundou em 2018"...
Recorde-se.
Em meados de dezembro, o presidente do PSD jantou com Pedro Santana Lopes num quadro de "reaproximação" entre os dois, mas Rui Rio afastou qualquer "intenção política", tendo recusado responder se seria um bom candidato autárquico ou até se gostaria de o ver regressar ao partido.
Neste momento, há uma questã no ar...
Pedro Santana Lopes volta ao PSD? 
Em finais de Junho de 2018 parecia que não, a acreditar nas declarações que o antigo primeiro-ministro então fez à revista Visão.
"Deixámos de viver juntos", afirma Santana, que admite vir a criar um novo partido, "uma nova organização partidária" em que possa "ter a intervenção política" que acha que deve ter.

Então isto não é da competência da Direcção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural?

Via Diário as Beiras 
"O Aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego constitui a componente de infraestruturação agrícola do Aproveitamento de Fins Múltiplos do Mondego (Aproveitamento Hidráulico). Partilha estruturas comuns a outras utilizações ( o Canal Condutor Geral serve de igual modo a indústria e o abastecimento público), e usufrui da regularização de caudais obtida pela construção das barragens do Mondego bem como da defesa dos campos contra as cheias. O Aproveitamento Hidroagrícola inclui as infraestruturas secundárias de rega e drenagem assim como rede viária. A intervenção inclui ainda operações de emparcelamento."

Há mesmo tanto trabalho por fazer: "ao trabalho, camaradas ao trabalho"...

«Há centenas de milhares de pessoas em Portugal que votaram em quem quer destruir o SNS e o ensino público, que é racista, machista e homofóbico. Alguém que quer destruir o Estado Social e que fala em ditadura de portugueses de bem. É um dia triste para a democracia portuguesa
Diogo Faro (twitter)

"O CDS "ganhou" as presidenciais. Duas vezes na mesma noite, primeiro com António Carlos Monteiro e depois com o Chicão, a fugir para a frente do Chiquinho que o partido já é.

O PS "ganhou" as eleições, mesmo quando perdeu o respeito por si próprio ao meter Carlos César a reclamar vitória e a apontar que o perigo do neofascismo é para o PSD e não para o país.

O PCP perdeu as eleições. Ponto final. E disse-o preto no branco.

O Bloco perdeu as eleições. Por abada. E tornou a perde-las quando aos 30 segundos de discurso Marisa Matias decide invocar o Ventas do Chaga, vá-se lá saber porquê. Quando o Ventas não fala falam os outros no Ventas.

O PSD "ganhou" as eleições. E no discurso da vitória, Rui Rio, excitado e aos gritos, fez o discurso da vitória do Ventas.

O Mayan liberal "ganhou" as eleições. Dobrou o resultado das legislativas, tinha 1 e picos por cento passou para 3 e picos por cento. A onda liberal a fugir por umas décimas à onda calceteira do Tino a morder-lhe os calcanhares.

António Costa "ganhou" as eleições. E veio logo todo lampeiro parabenizar Marcelo reeleito sem perceber que hoje é o primeiro dia do resto da sua vida.

O Ventas ganhou as eleições. Sem aspas como os outros. Recuperou os votos dos desiludidos do "isto é tudo a mesma merda", "querem é todos tacho", "a minha política é o trabalho", "isto queria era um novo Salazar". Recolheu os voto da ciganofobia, é circular pelas estradas da raia alentejana entre Serpa e Marvão para se perceber o score do rato de esgoto. Recolheu os votos das outras fobias todas, do medo dos outros. E os votos dos esquecidos no Portugal profundo. Abriu a boca para a habitual enxurrada de javardice, reclamou ser um enviado de Deus e em boa hora as televisões cortaram-lhe o pio."

Ao  trabalho camaradas, ao trabalho. Em 2023, se não for antes, há legislativas.
Ontem, foi um dia negro para a democracia.
Ponto final.


Momento de humor da noite de ontem

Ventura, o pagador de promessas?..

"André Ventura ficou atrás de Ana Gomes e anunciou demissão da liderança do Chega".

domingo, 24 de janeiro de 2021

Presidenciais de 2021: concelho da Figueira da Foz


 Via 

Presidenciais de 2021: resultados na Aldeia

Eleitores recenseados - 2571
Votantes - 944
Votos em branco - 9
Votos nulos - 11
Marisa Matias - 40
Rebelo de Sousa - 530
Tiago Gonçalves - 13
André Ventura - 139
Vitorino Silva - 28
João Ferreira - 45
Ana Gomes 126
Abstenção - 63,28%

Presidenciais 2021: Marcelo foi reeleito `sem necessidade de uma segunda volta

 
Em 2016 foi assim:

Onde é que estão, em 2021 na Figueira, as vozes da utopia e da liberdade com menos de 40 anos?.

 
Em dia de cofinamento (já votei na semana passada), dou comigo a pensar como as coisas mudaram na Figueira nas últimas décadas.
Na nossa cidade, não consigo ouvir uma voz desinteressada, livre e democrática, com menos de 40 anos.
Os poucos que andam por aí, «sabemos o que querem e ao que andam».
As coisas são o que são. Se calhar sempre foram assim...

Já o percebi há muito. 
Antes percebê-lo antes que depois.
Porém, não podemos esquecer que nunca existiu depois, sem ter primeiro ter existido antes.
Vivemos numa cidade (se calhar também num País...) onde parece que toda a gente se resignou.
Se forem questionados, negam ser fatalistas. Todavia, todos se regem pelo comodismo seguidista, a pretensa ordem natural das coisas - na vida e na política dentro dos partidos locais.
 
Foi por isso que nunca me consegui integrar em qualquer partido.
Nunca pactuei com o cinismo em estado puro e a cobardia em todo o seu esplendor.
Nunca tive medo de perder, medo de ousar, medo de ir contra as maiorias, medo de ir contra quem tem o poder.

Sempre corri em pistas na outra margem da cidade dos figueirinhas.
Não sou saudosista. Mas ser jovem hoje na Figueira, é diferente do que era nas décadas 70 e 80 do século passado.
A Figueira dividiu-se em três: a dos que assistem no sofá, como se nada fosse com eles. Os que se escondem. E os redentores Carlos Monteiro e João Portugal (e as suas claques seguidistas tipo terceiro-mundistas..), que se disponibilizam a fazer o grande sacríficio de pensar, governar, decidir por (quase) todos os figueirenses.

Do pluralismo

"Este é o painel de comentadores de uma TVI controlada por piratas laborais para as emissões presidenciais: Paulo Portas, Miguel Sousa Tavares, Manuela Ferreira Leite, Fernando Medina e Rui Moreira.
Na SIC, pelo menos, permitem a entrada de um intelectual de esquerda, que chega e sobra para dois facilitadores de direita e de extrema-direita: Luís Marques Mendes, José Miguel Júdice e Francisco Louçã são os comentadores. 
Apoiantes de João Ferreira ou de Ana Gomes não podem comentar. 
Este é o pluralismo de análise nas televisões ditas privadas criadas pelo cavaquismo."

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