domingo, 26 de julho de 2026
Portugal, um País adiado desde mil novecentos e troca o passo
Decreto-Lei n.º 48902, de 8 de Março de 1969. Transcorreram 20.956 dias: 57 anos, 4 meses e 16 dias.
"Porque Portugal quando não é um país de vadios é um país de amadores. A fé da profissão, isto é, o segredo do triunfo dos povos, é absolutamente alheio ao organismo português do que resulta esta contínua atmosfera de tédio que transborda de qualquer resignação. Também o português não sente a necessidade da arte como não sente a necessidade de lavar os pés."- Almada Negreiros, in CONFERÊNClA FUTURISTA, Maio de 1917
Esta é a primeira medalha de ouro para o Remo português no escalão de sub-23
Atletas da Naval Remo conquistaram em Duisburgo a primeira medalha de ouro de sempre para Portugal no Mundial Sub-23 de Remo.
sábado, 25 de julho de 2026
Em Portugal, até na penúltima etapa os pobres são discriminados
Famílias põem em risco orçamento por falta de vagas públicas em lares
Com reformas curtas, 90% das famílias procuram lares até 2000€. A escassez também no privado obriga mais de metade a ultrapassar o orçamento perante a perda de autonomia dos pais, alerta o '1.º Barómetro da Procura de Residências da Via Senior'.
Os imprevistos na vida de Luís Montenegro
"Nestes tempos de surpresa e espanto, Luís Montenegro bem podia refletir sobre a resposta do primeiro-ministro inglês Harold Macmillan (1957–1963) quando um jovem lhe perguntou qual o adversário político que mais temia: “Os acontecimentos, rapaz, os acontecimentos.” Os adversários políticos de Montenegro são previsíveis. Os acontecimentos, não. Das oposições Montenegro nada tem a temer. Do imprevisto tem. Nenhum adversário político está em condições de lançar o país numa crise. Os acontecimentos podem fazê-lo, como Luís Montenegro está a comprovar, uma vez mais.
Quem podia imaginar que Fernando Alexandre, um dos mais competentes e populares ministros deste Governo, de repente se via metido numa trapalhada com a digitalização e correção dos exames nacionais do ensino secundário, colocando 166.339 alunos e respetivas famílias à beira de um ataque de nervos? Quem podia antecipar que Luís Neves, um homem experimentado no combate ao crime, um ministro que estava a recuperar a imagem e a autoridade do Ministério da Administração Interna, afinal tinha negócios estranhos com um amigo empreiteiro, um atrelado perigoso que estava onde não devia estar e outras peripécias ainda por explicar? A resposta é: ninguém.
Mas é assim que, num abrir e fechar de olhos, do nada, Montenegro tem dois dos principais ministros em risco, uma crise política em mãos, sem conseguir controlar os acontecimentos. Nassim Nicholas Taleb ficou famoso com a publicação de “Cisne Negro”, onde ele demonstra que os acontecimentos mais importantes são muitas vezes os mais imprevisíveis. Ele defende que o maior erro humano é acreditar que compreendemos e podemos prever a realidade melhor do que realmente conseguimos. É provável que esta tese se aplique tanto a Fernando Alexandre como a Luís Neves, embora com contornos muito diferentes. Voluntarismo, precipitação, facilitismo, ingenuidade, arrogância, entre outras falhas possíveis, são o combustível humano do imprevisto. E, por consequência, de desagradáveis acontecimentos. Particularmente graves quando ocorrem no exercício do poder.
Dizem os biógrafos do infeliz Macmillan que a frase famosa “os acontecimentos, rapaz, os acontecimentos” foi proferida a propósito do caso Profumo, um inesperado escândalo sexual que envolveu o então ministro da Guerra, John Profumo, com Chris tine Keeler, suspeita de ligações a um oficial soviético. O escândalo comprometeu irremediavelmente a autoridade política de Macmillan e levou à derrota do Partido Conservador nas eleições seguintes. Ainda não é claro como irão terminar os acontecimentos que atormentam a vida de Luís Montenegro por estes dias. Mas há, desde já, algo que sabemos. Não estamos, claro, perante um caso Profumo. Mas estamos perante casos que fragilizam a autoridade política de dois ministros e, dependendo da forma como gerir a crise, poderão fragilizar a do próprio primeiro-ministro. Isso já não é um imprevisto. É a realidade."
sexta-feira, 24 de julho de 2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Primeira pedra na futura unidade industrial da empresa Hanning está lançada
Sessão Extraordinária de 22 de Julho de 2026: um acto falhado
Regimento da Assembleia Municipal da Figueira da Foz 2025/2029
1 – Os membros da Assembleia Municipal, os grupos municipais ou a Mesa, podem apresentar votos de congratulação, protesto, pesar e moções.
2 – Sem prejuízo do número seguinte, os votos e moções terão de ser enviados à Mesa da Assembleia Municipal, para posterior distribuição por todos os deputados municipais, com a antecedência mínima de dois dias úteis sobre a data da respetiva sessão, até à hora do encerramento do expediente.
3 – É, contudo, sempre admitida a votação de propostas e moções cuja urgência ou interesse autárquico sejam reconhecidos pela maioria dos membros presentes no Plenário da Assembleia Municipal.
4 – A votação e discussão dos votos e moções far-se-á no Período de Antes da Ordem do Dia, sendo apresentados pelo Presidente e lidos pelos respetivos proponentes logo após o Período de Intervenção do Público.
(Eleição da mesa)
3. No caso de destituição ou demissão de qualquer dos membros da mesa, ou de cessação do respetivo mandato, proceder-se-á a nova eleição por escrutínio secreto, na sessão imediata.
A descredibilização que atinge a política concelhia, não é pontual nem subjectiva.
É um processo evolutivo que ultrapassa as circunstâncias, os partidos e as personalidades.
Radica-se na constatação quotidiana que os políticos figueirenses, seja qual for a sua ideologia, não são capazes de resolver os principais problemas do nosso concelho.
Isto afecta profundamente a democracia na Figueira, quer na forma como as pessoas a avaliam, quer na forma como as pessoas participam nela.
Vamos ver em próximos actos eleitorais, via números e percentagem de votantes, o quão frágil está o instrumento a que se pretendeu reduzir a democracia: o voto, as eleições.
Esta fragilização da participação popular, através do voto, a concretizar-se, constituirá um inevitável empobrecimento da democracia figueirense.











