quarta-feira, 16 de setembro de 2026

“SNS está em cuidados paliativos”

«A 15 de setembro de 1979, foi publicado o decreto-Lei do então ministro dos Assuntos Sociais, António Arnaut, que criou o SNS. Daí até à atualidade, passaram 47 anos. Para assinalar a data, o DN falou com Constantino Sakellarides, professor catedrático jubilado pela Escola Nacional de Saúde Pública, um dos mentores da reforma do SNS na década de 1990, que deixa um alerta:
“A situação é muito preocupante” e as Finanças também são responsáveis.»
Tinha 38 anos quando foi criado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), altura em que dirigia um centro de saúde piloto em Lisboa. Década e meia depois presidiu à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e foi diretor-geral de Saúde. Depois, na academia foi professor catedrático e diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, instituição que diz ter-se distinguido na formação dos quadros técnicos e dirigentes do SNS, que, ontem, terça-feira, 15 de setembro, fez 47 anos. E neste dia, Constantino Sakellarides, já com 86 anos, falou ao DN sobre as expectativas criadas com a criação de um serviço público para a Saúde, da sua evolução, das interrupções nas reformas, mas também da dificuldade de o poder político aprender a lidar com as regras de boa governança e dos cortes da Troika, dramáticos para o SNS. No final, garante: “Em Portugal, para um SNS com futuro, precisamos de um Estado Inteligente, que ouça as pessoas, que as envolva e anime.”»

Portugal entre os países europeus com mais recuos democráticos

Via Diário de Notícias

«O relatório Global State O ofDemocracy 2026 (Estado Global da Democracia 2026, numa tradução livre do inglês), publicado esta terça-feira, revela uma deterioração acentuada na democracia a nível mundial e destaca que o Estado de Direito atingiu o seu nível mais baixo em décadas.Embora haja avanços isolados em países em transição, como a Polónia e a Síria, o estudo sugere que a tendência que predomina é de estagnação ou declínio nas liberdades fundamentais. 
A democracia está em declínio no mundo e Portugal não é exceção. O caso português aparece entre os países europeus com maior número de recuos democráticos acumulados entre 2020 e 2025, registando seis declínios significativos ao nível de fatores, incluindo a liberdade de expressão, ficando na Europa apenas atrás da Geórgia e da Rússia, e ao lado da Arménia e Eslováquia.
"Precisamos de entender a democracia como um recurso de segurança nacional e investir nisso". 
As recomendações deste estudo"não são muito inovadoras". "Precisamos de votar, unir-nos a associações, precisamos de contribuir para os partidos políticos, e se não há um partido político que corresponda às nossas preferências, temos a liberdade de iniciar novos partidos. E uma chamada para que as pessoas se envolvam e não desesperem"

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Tribunal absolve atuais e antigos dirigentes da Goltz de Carvalho

Via Diário de Coimbra

"João Paredes diz que a decisão repõe a “honra” e a “dignidade”, mas não apaga os danos causados."

Carlos Beja, opinião publicada: "Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"

"Entendo e concordo", escreve na edição de hoje do Diário as Beiras, Carlos Beja

"A questão da compatibilização do tráfego quotidiano com a segurança e qualidade de vida dos cidadãos é hoje uma realidade presente em todas as cidades, independentemente da sua dimensão. 
Entendo e concordo com o encerramento ao trânsito nos moldes em que foi implementado, embora seja necessário e urgente encontrar soluções de estacionamento, nomeadamente o aumento significativo do parque do Mercado e do Parque das Gaivotas. É incompreensível que uma área completamente inútil do areal não possa servir para estacionamento de viaturas e autocaravanas, devidamente arborizada e apetrechada.
A circulação de trânsito motorizado em áreas de forte atração turística não é nenhuma novidade, seja no país, seja na Europa. Aqui bem perto, em Coimbra, uma artéria com forte componente comercial, Ferreira Borges - Visconde da Luz, está há muito vedada ao trânsito. E a histórica Rua da Sofia está a seguir o mesmo caminho. 
Em Lisboa, a Rua Augusta é outro exemplo similar, sem que, em qualquer dos casos, se tenha diminuído a atividade turística e comercial. 
Dirão alguns que o abastecimento fica comprometido nessas áreas. Nada que não se resolva com horários e planificação adequados. 
Ver o troço da Avenida 25 de Abril repleto de famílias passeando em segurança, frequentando as esplanadas, em ambiente saudável e seguro, vale todo o incómodo que a medida possa provocar. Identificado o risco, nomeadamente por velocidade excessiva e incumprimento das regras de trânsito, mais vale prevenir do que lamentar no futuro não ter implementado tais medidas."

"Julho e agosto registaram elevadas taxas de ocupação hoteleira na Figueira da Foz"

 Via Diário as Beiras

"Segurança na época balnear oficial com nota positiva de todos"

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem): "O Município da Figueira da Foz decidiu prolongar a vigilância nas praias do concelho e nas piscinas urbanas até domingo".

Como diria o outro, "é disto que o povo gosta": "Praça do Cabedelo vira parque de estacionamento"

Via Diário as Beiras: “O verão no Cabedelo é um caos criado por uma obra mal feita [no mandato autárquico 2017 – 2021] e que reduziu o estacionamento de forma negligente” - Eurico Gonçalves, do movimento cívico SOS Cabedelo.

Também, na edição de hoje do Diário as Beiras, na página dedicada ao correio dos leitores pode ler-se.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Trump e a sardinha

Uma crónica do eng. Daniel Santos publicada no Diário as Beiras em 16 de Setembro de 2016

"Esta foi uma semana para esquecer. Donald Trump ficou mandatado para mandar no país mais poderoso do mundo. Com ele, está prometido o regresso de uma carga de ódio, racismo e misoginia que nos revelam perigos que todos julgávamos enterrados para sempre há já mais de setenta anos. Exatamente no momento em que morreu o poeta cuja voz transmitia um sentimento de melancolia de estranha e suave tranquilidade. Que nos impôs, por isso, tentar perceber as suas mensagens.
Com tanta coisa a correr mal, prefiro então dedicar-me às sardinhas. Às pequenas coisas do nosso quotidiano que também nos vão retirando acanhadas esperanças de manifestação de humildade, de contrição, que não ocorrem. Quem sabe se também por causa deste momento estranho que vivemos que nos coarta as expetativas de um futuro melhor.
A interpretação que faço do motivo escultórico que constitui uma homenagem aos laboriosos pescadores e peixeiras que ali mesmo labutavam há décadas atrás nas atividades da lota da sardinha, independentemente da sua qualidade artística e da repetição (que não pretendo discutir agora), transmite-me exatamente o seu labor e o clamor da atividade. E também o movimento. Que já vinha do mar com os pescadores.
Por isso mesmo, a justa homenagem merece a correção do topónimo inscrito na Memória. Vá lá, ao menos nestas pequenas coisas, venha de lá um pequeno sinal de humildade.
Era mesmo a Praia da Sardinha! "


"Ventura fica muito nervosinho com o assalto ao parlamento"

«O assalto ao Parlamento é, para Ventura, um problema pessoal. São assuntos da “vida dele” que não interessam às pessoas.»

Via jornal Público. Para ler melhor clicar na imagem.

"Ponte dos Arrozais deverá estar pronta em Novembro próximo"

Via Diário as Beiras: "Tabuleiro da ponte já está instalado"

"Município combina património, cultura, memória e criatividade"

 Via Dário as Beiras

sábado, 12 de setembro de 2026

Clarisse Oliveira, presidente da Junta do Alqueidão: “O sonho já esteve muito mais longe de se concretizar”

Via Diário as Beiras

A Figueira em 2026

Publiquei recentemente na minha página do facebook um texto sobre "a Cultura na Figueira em 2026".
Passo a citar.
"Desde finais do passado mês de Julho, altura em que decorreu a mais recente redistribuição de competências, que Cláudia Rocha emergiu como a vereadora com potencialmente maior amplitude de intervenção no Executivo municipal.
A super vereadora ficou com uma elevada quantidade de pelouros a seu cargo. A saber: Cultura, Turismo e Desenvolvimento Económico, Centro de Artes e Espectáculos, Recursos Humanos, Modernização Administrativa, Digitação e Novas Tecnologias, Mercados e Feiras, Coadjuvação de Olga Brás nas Relações com as Juntas de Freguesia, Desporto, Juventude, Serviço de Toponímia, Parque de Campismo e Serviço Veterinário Municipal.
Nas mãos de Cláudia Rocha ficaram áreas que mexem com a imagem pública da cidade, com os grandes eventos, com a economia, com o turismo, com os trabalhadores municipais, com a transformação tecnológica dos serviços e com boa parte da relação quotidiana entre a Câmara e os munícipes. Citando o Campeão das Províncias: "Da cultura ao desporto, dos mercados ao parque de campismo, dos recursos humanos às novas tecnologias, há poucas dimensões da vida municipal onde a sua assinatura não possa vir a ser necessária."

Vamos à Cultura.
Quem é esta vereadora da Cultura? 
Teve algum protagonismo conhecido e de relevo, anteriormente, nesta área?
Confesso a minha ignorância: nada sei, pois nada vi, ouvi ou li.
Porém, posso ser eu que esteja mal informado.
Conhecida - e reconhecida - é a sua disponibilidade para apoiar uma cultura de entretenimento para distrair, não pensar e não questionar. 
Numa palavra: inofensiva.
Numa altura em que é mais necessário do que nunca, "construir" e fomentar o pensamento crítico, para promover questões e proporcionar confronto de ideias, nada disto é visível na Figueira.
Será porque não interessa ao poder instituído no nosso concelho?
Na Figueira, pelo que consigo ver, a cultura acompanha o resto: reina a apatia, o conformismo, a alienação.
No limite o embrutecimento!"


Este, para que conste, é o texto de uma publicação que atingiu, até ao momento em que estou a divulgá-lo no OUTRA MARGEM, cerca de 14 mil visualizações.
Se o que acima está escrito pode ser considerado "um baixo, preconceituoso e classista ataque por parte de uma pessoa que se diz progressista", isso é algo, no mínimo, pelo menos para mim, surpreendente.

Nunca me escuso às minhas responsabilidades.
Confesso: neste caso fui traído pela imaginação.
Fernando Pessoa, esse mesmo, o Poeta, tinha aquela natural curiosidade que o levava a querer perceber tudo.
Escreveu um dia: "cultura é o aperfeiçoamento subjectivo da vida, dividido entre arte (aperfeiçoamento directo) e ciência (aperfeiçoamento do conceito do mundo), sendo mais do que erudição; é uma atitude de espírito que extrai sabedoria das experiências, cultivando a curiosidade e o aprofundamento, e não apenas o acúmulo de saber." 

O Poeta, ao contrário de mim, percebeu tudo. 
Não valia mesmo a pena falar no que não existe na Figueira.
Os figueirenses devem continuar a acreditar no que este executivo promete vir a dar, mesmo que saibamos que não se pode dar o que não se pode.

A vitimização faz parte do processo.
A receita é simples: vitimizamo-nos, esperando que, mais à frente, a pena dos figueirenses se transforme em perdão pelo que se prometeu fazer e não se fez.
Os figueirenses, têm memória curta e gostam de acreditar no Pai Natal.
Tudo bem. 
O tempo do dito aproxima-se. Dezembro está à porta. 

O direito à Liberdade para concordar, ou discordar, não é uma brincadeira para meninos "ditos progressistas" traquinas.
No meu caso, em particular, não se trata (nunca se tratou...) de "bater".
Contudo, vou continuar a não dispensar o espírito crítico.
Vivemos numa época perigosa. É evidente a ocupação do espaço mediático pelos arautos do populismo cultural e político. 
Nelson Rodrigues, um pessimista militante, achava que "os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade."
Eles são muitos.
Porém, a curiosidade intelectual nunca cega, alarga a visão. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

André Ventura está cada vez mais nervoso e a história do eventual assalto ao seu gabinete está cada vez mais estranha...

"... Ventura lança suspeitas sobre o PSD e o LIVRE..."
Mas, "quem será o pai da criança"?..

Um dos momentos altos do centenário da Sociedade Instrução e Recreio de Lares

 Via Diário as Beiras

"A solução é complexa e cara"

 Via Diário as Beiras

Situação complexa: "limites territoriais continuam por definir"

Via Diário as Beiras: "Autarcas dos concelhos da Figueira da Foz e Cantanhede estão empenhados numa solução".

Os riscos 
 "Qualquer dia, corremos o risco de construções no concelho da Figueira da Foz terem de ser licenciadas pela Câmara de Cantanhede. Esta é uma invasão suave que nos vão impondo, e não fazemos nada”, sustentou o vereador do PS João Paulo Rodrigues, da oposição, intervindo na reunião da Câmara da Figueira da Foz. “Cantanhede não tem vindo a aumentar a expansão para o nosso território. Há, é verdade, dois imóveis, a ETAR e parte do Rovisco Pais [construídos em território figueirense, mas sob tutela de Cantanhede]”, retorquiu, por seu lado, o vereador executivo da maioria FAP, Manuel Domingues."
Vila Mota
"Existem várias zonas de contacto territorial entre o concelho da Figueira da Foz e os municípios vizinhos que poderão ser redefinidos. A Vila Mota, na linha da fronteira dos dois concelhos, por exemplo, é cobiçada por Montemoro-Velho. Mas isso não tem gerado diferendos institucionais. De resto, a Mota Engil vai reabilitar o conjunto de habitações para fins turísticos e o município figueirense deverá recorrer à empresa Águas do Baixo Mondego e Gândara para assegurar as infraestruturas básicas à urbanização, dada a proximidade da rede de água e saneamento de Montemor-o-Velho."

Passam hoje 53 anos que os aviões e tanques fascistas bombardearam o Chile da Unidade Popular.

Imagem: daqui
Pelas 05h45 do dia 11 de Setembro de 1973 iniciava-se a "Operação Silêncio" com a neutralização das comunicações nacionais e a ocupação de universidades, fábricas e bairros de trabalhadores. Menos de nove horas depois, a bandeira branca da rendição surgia no Palácio de la Moneda. Antes de cometer suicídio, o Presidente Salvador Allende dirigia-se pela última vez ao povo chileno com palavras que merecem ser recordadas: "Pagarei com a minha vida a lealdade do povo."

Foi com um golpe de estado violento e radical que se iniciou o consulado de Pinochet, regime repressivo e economicamente ultraliberal, que marcou o Chile com milhares de mortos, desaparecidos, torturados e exilados. Crimes que não podem ficar esquecidos e sem o julgamento a que ainda hoje não foram submetidos.
Sete meses depois do 11 de Setembro de 1973, a liberdade que Abril nos deu permitiu-nos gritar de norte a sul do País: "Portugal não será o Chile da Europa!"