quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Festival do Chouriço (inteiro ou às rodelas) em Quiaios

Tradição e inovação na promoção dos produtos endógenos com destaque para a estrela do evento, o chouriço. A freguesia de Quiaios volta a ser inundada pelos aromas e sabores do Festival do Chouriço Tradicional de Quiaios. O Festival do Chouriço Tradicional de Quiaios realiza-se de 20 a 23 deste mês, em Quiaios, envolvendo produtores e coletividades locais.
No recinto, com entrada livre, vende-se e degusta-se o produto que justifica o evento, com animação diária e serviço de guarda de crianças. Este ano, são cabeças de cartaz os humoristas António Raminhos e Luís Filipe Borges. 
O Festival do Chouriço Tradicional de Quiaios é organizado pela Junta de Freguesia de Quiaios e realiza-se no jardim e no largo do mercado da vila e sede da freguesia.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

A ruína do edifício que já teve a melhor esplanada da Figueira vai a concurso público

UMA DUPLA HERANÇA MONTEIRISTA: COMO PRESIDENTE DE CÂMARA SUBSTITUTO E COMO ADMINISTRADOR DO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ

Serviço público: por ser verdade e para que conste, "ao abrigo do acordo assinado entre a administração portuária e o município da Figueira da Foz, o edifício que serviu de sede administrativa do antigo parque de campismo, onde também funcionou um restaurante, uma esplanada e um café, ficou de fora da mudança de titulares dos imóveis".

Hoje aquilo que o Porto da Figueira da Foz, "abriu concurso público para concessão não é mais o edifício no Cabedelo", mas uma ruína à espera de ser demolida!.. 


"A Administração do Porto da Figueira da Foz lançou um concurso público para a concessão de uso privativo de um edifício localizado na praia do Cabedelo, destinado à exploração de um estabelecimento de restauração e bebidas.


📐 O edifício é constituído por dois pisos e apresenta uma área de implantação de 495 m².
🔑 O contrato de concessão terá um prazo de 22 anos, não prorrogável.

📅 Submissão de propostas até às 19h00 do dia 5 de outubro de 2026, na plataforma ANOGOV
👉 Anúncio disponível no Diário da República, aqui: https://shorturl.at/XOzK6
!"

“Figueira da Foz: Memória e futuro”


O Município da Figueira da Foz, através do Arquivo Fotográfico Municipal, acaba de lançar a oitava edição do concurso de fotografia que promove desde o início do século.
Este ano o desafio para os concorrentes é olhar o território figueirense sob o mote “Figueira da Foz: Memória e futuro”
As candidaturas abrem no próximo dia 19, coincidindo com o Dia Mundial da Fotografia. O prazo para envio das fotografias decorre até às 23H00 do dia 19 de outubro. 
O concurso contempla duas categorias – “Memória” e “Futuro”
Na categoria “Memória”, “o desafio passa por valorizar e dar visibilidade ao património, às comunidades, às freguesias, às paisagens, às tradições e aos modos de vida que fazem parte da identidade e da memória coletiva” da Figueira da Foz. Por sua vez, a categoria “Futuro”, propõe “uma abordagem centrada na mudança e na transformação do território, procurando captar realidades relacionadas com a inovação, ciência, tecnologia e sustentabilidade, bem como projetos e iniciativas que contribuam para desenhar o futuro do concelho”
“Mais do que uma competição fotográfica, o concurso pretende constituir-se como um exercício de construção da memória visual contemporânea do concelho, reunindo diferentes olhares sobre o território, as suas pessoas, os seus lugares e as mudanças que marcam o presente e projetam o futuro”.

Nuno Melo vai processar Ventura, Frazão e “24H” porque não quer “viver num lamaçal sem ética”

Conflitos internos na extrema-direita?..
Nuno Melo nas jornadas Parlamentares dos grupos parlamentares PSD e CDS-PP.
Nuno Fox

Via Expresso

"O ministro da Defesa Nacional anunciou, ontem, segunda-feira, que vai processar judicialmente o presidente do Chega, André Ventura, o deputado Pedro Frazão por declarações destes responsáveis políticos baseadas numa notícia acerca da aquisição de três fragatas a Itália por €3,9 mil milhões. Vai processar também o jornal online “24H”.

Numa entrevista à SIC-Notícias realizada ao fim da tarde, depois de o seu ministério ter feito um comunicado, Nuno Melo justificou a iniciativa contra o adversário populista de direita radical: “Num país decente, as pessoas e as entidades não têm que ser forçadas a viver num lamaçal sem ética, sem valores, em que as pessoas são ofendidas, em que é posto em causa o seu bom nome, só porque o Chega inaugura a moda e depois os outros têm que lhe seguir o critério. Peço desculpa, mas comigo não”, atirou o ministro da Defesa, desafiando Ventura e Frazão a não se esconderem atrás da imunidade parlamentar.

“Espero que o André Ventura e o Pedro Frazão não se acobardem atrás da figura da imunidade parlamentar”, antecipou Nuno Melo, uma vez que esta figura existe exatamente para os políticos não se processarem mutuamente por difamação. “Espero que sejam os primeiros. Não é tirar a pedra e esconder a mão. É responder por aquilo que dizem, como homens que são”, enfatizou o ministro."

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Carlos Rabadão foi o último presidente do Instituto Politécnico de Leiria

Via Diário as Beiras
"Carlos Rabadão foi presidente da Junta de Quiaios de 2010 a 2013. No campo partidário, o militante do PSD foi, ainda, deputado à Assembleia Municipal da Figueira da Foz, candidatou-se à liderança da Concelhia da Figueira da Foz social-democrata e integrou a comissão de honra do candidato do partido à Câmara da Figueira da Foz em 2021, Pedro Machado. Nos últimos anos, desde 2022, porém, focou-se na elevação do instituto a universidade".

Ontem a Praia da Tocha ficou mais pobre: "morreu um homem do mar vítima de um trágico acidente quando fazia aquilo que mais gostava”

A Praia da Tocha ficou mais pobre e de luto. 
Partiu um dos seus homens do mar. Um pescador, uma figura emblemática da Praia da Tocha e uma parte viva da história da Arte Xávega. 
José Maria Estrela, de 85 anos, foi a vítima mortal de um atropelamento que envolveu um trator de Arte Xávega. O acidente aconteceu ontem, ao início da tarde, no areal da Praia da Tocha.
"Com ele partiu muito mais do que uma vida. Partiram memórias de madrugadas junto ao mar, redes puxadas pela força dos braços, pedaços de redes que foram feitas e emendadas por ele, histórias contadas na areia, sacrifícios e uma tradição que estes homens souberam transmitir de geração em geração. 
Porque homens assim não pertencem apenas às suas famílias. Pertencem à memória de uma comunidade, à identidade de uma terra e à história de um povo. 
Ontem, a Arte Xávega perdeu um dos seus rostos e a Praia da Tocha uma das suas figuras."
Foto: Isidro Dias
A arte xávega é um dos mais antigos e característicos processos de pesca artesanal, em toda a faixa litoral.
Os seus elementos identificativos são inúmeros, começando pela embarcação – fundo chato, proa em bico elevado, decoração simples. Também a rede possui características próprias, sendo constituída pelo saco (onde se acumula o peixe) e pelas cordas, cuja extensão varia conforme a dimensão da rede e dos lances. A companha, variável, era, na generalidade composta por 8 homens: o arrais, à ré; 3 remadores no banco do meio, os "revezeiros", os que "vão de caras pró mar", 2 no banco da proa e outros tantos no "banco" sobre a coberta; embora esta disposição não fosse rígida, labutavam, tantas vezes estoicamente, num remar vigoroso e cadenciado, a caminho dos lances dos lances que lhe davam o sustento.
Noutros tempos, quando a pesca era sustento de muitas famílias, a chegada do saco a terra era saudada com entusiasmo, se vinha cheio (“aboiado”), ou com tristeza, se vinha vazio (“estremado”). O peixe era posteriormente tirado para os xalavares (tipo de cesto), a fim de se proceder à sua venda. A lota era na praia. A licitação do peixe era feita com o tradicional “chui” – sinal que o peixe foi arrematado pela melhor oferta.
A rede era, assim, lançada de acordo com os sinais de terra e mar, a cerca de 300 braças da praia e ocupando uma extensão de cerca de 200 metros de largura. Cada lance, tinha a duração de hora e meia para a permanência da rede na água, e meia hora para a alagem (puxar a rede). Na borda d’água, estavam os camaradas de terra, para o alar da rede. Com um ritual próprio, lento e cadenciado, dois “cordões humanos” puxavam as cordas dos dois lados – mão esquerda agarrada à corda junto ao pescoço, braço direito estendido.
Agora tudo é diferente e menos penoso.
Os remos, que davam andamento ao barco, foram substituídos pelo motor fora de borda. No areal, as redes vão sendo recolhidas com a ajuda de tractores. Antigamente este trabalho, penoso, estava reservado a junta de bois e aos homens.
Em condições por vezes bastante difíceis, estes antigos homens do mar, tentam amealhar alguns cobres que lhes melhorem a parca reforma que obtiveram depois de uma vida longa de trabalho e de sacrifícios noutras pescas e noutros mares.

Citando o Professor Alfredo Pinheiro Marques, um grande defensor e lutador desta causa, «a Arte de Pesca de Arrasto para Terra é um tipo de pesca muito específico, muito especializado e bastante diferente (pois, na sua aparente simplicidade, é muito mais heroico e muito mais difícil e perigoso do que julgam os que nada sabem de mar), e que por isso não pode ser comparado com qualquer outro tipo de pesca praticada em qualquer outro litoral oceânico do mundo inteiro. É mesmo muito diferente, e muito mais impressionante, em coragem e em esforço, do que os próprios modelos originais mediterrânicos da “Xávega”, islâmica, andaluza e algarvia, que lhe estiveram na origem há muitos séculos atrás, mas que entretanto já se extinguiram (ao longo do século XX), e que já não existem hoje em dia (no século XXI). A Arte de Pesca de Arrasto para Terra, característica dos litorais portugueses da Ria de Aveiro e da Beira Litoral (hoje, legalmente, dita “Arte-Xávega”), é uma arte que nos nossos dias ainda continua a ser praticada por muitas centenas de homens e mulheres, desde as praias de Espinho até à Praia da Vieira de Leiria, e actualmente com o coração na Praia de Mira (depois de, outrora, ter irradiado sobretudo a partir das praias do Furadouro, Torreira e Ílhavo), e é uma das realidades mais impressionantes, mais autênticas e mais simbólicas — e, por isso, mais importantes — daquilo que continua a ser, ainda hoje, Portugal: um país dividido entre o Passado e o Futuro, um país sempre adiado, e sempre sem conseguir descobrir o seu caminho, entre a tradição que não consegue manter e a modernidade que não consegue construir. Um país sempre mergulhado no seu subdesenvolvimento secular e na sua insustentabilidade económica. Mas que, nem por isso, pode ou deve sacrificar os mais autênticos e verdadeiros exemplos da sua identidade nacional e da sua cultura secular em nome de quaisquer cegas burocracias estatais normalizadoras, ou de quaisquer imbecis aculturações televisivas, ou de quaisquer bizantinismos “culturais” “modernizadores”, ignorantes das verdadeiras tradições e identidades locais.»
A arte xávega da Praia da Tocha foi distinguida em 2023 pelos Prémios Europeus do Património Cultural/Prémios Europa Nostra, atribuídos pela Comissão Europeia, ao abrigo de um projeto de investigação promovido pela Câmara Municipal de Cantanhede.

A Sociedade Filarmónica 10 de Agosto faz 146 anos!

Viva a Dez de Agosto! Viva a “Teimosa”.
Fundada a 10 de agosto de 1880, a SFDA é uma das mais emblemáticas coletividades do concelho da Figueira da Foz. 
Alcunhada de “Teimosa”, a associação tem entre os seus nomes históricos a atriz Maria Olguim (1898-1984), que ali iniciou a sua longa e bem-sucedida carreira na arte de representar.

sábado, 8 de agosto de 2026

A figura da semana na política figueirense para o Campeão das Províncias

CLÁUDIA ROCHA: "Agora, com a nova redistribuição de competências, Cláudia Rocha emerge como a vereadora com maior amplitude de intervenção no Executivo municipal. A lista é longa. Tão longa que quase exige uma pausa a meio. Nas mãos de Cláudia Rocha ficam áreas que mexem com a imagem pública da cidade, com os grandes eventos, com a economia, com o turismo, com os trabalhadores municipais, com a transformação tecnológica dos serviços e com boa parte da relação quotidiana entre a Câmara e os munícipes. Da cultura ao desporto, dos mercados ao parque de campismo, dos recursos humanos às novas tecnologias, há poucas dimensões da vida municipal onde a sua assinatura não possa vir a ser necessária. Santana Lopes mantém sob a sua responsabilidade as Finanças e o Orçamento, o Planeamento, o Ordenamento do Território, os Projectos e Obras Estruturantes, a Protecção Civil, os Assuntos Jurídicos, a Ciência e o Património. A Cláudia Rocha entrega uma parte substancial do rosto visível e do funcionamento interno do Município. Não é propriamente uma divisão entre quem manda e quem executa. É antes a criação de um eixo político em que a presidência define a rota e a vereadora parece ficar encarregada de conduzir uma parte considerável da viagem. A redistribuição também torna mais evidente a diferente cotação política dos elementos do Executivo. Enquanto Manuel Domingues perdeu várias competências, Cláudia Rocha aumentou significativamente a sua área de influência."

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

A novela Luís Neves explicada aos pequeninos...

A folha está feita.
"Auditoria à PJ sobre mandatos de Luís Neves pedida pela actual direção nacional".

Nota de rodapé
.
Citando Eça.
“É extraordinário! Neste abençoado país todos os políticos têm «imenso talento». A oposição confessa sempre que os ministros, que ela cobre de injúrias, tem, à parte os disparates que fazem, um «talento de primeira ordem»! Por outro lado, a maioria admite que a oposição, a quem ela contantemente recrimina pelos disparates que fez, está cheia de «robustíssimos talentos»! De resto todo o mundo concorda que o país é uma choldra. E resulta, portanto, este facto supracómico: um país governado «com imenso talento», que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado! Eu proponho isto, a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentem uma vez os imbecis!”.

Pensões.....

 O fôlego de economia dará  para o bónus aos pensionistas?

Promovida pela Associação de Moradores da Leirosa, com o apoio da Junta de Freguesia da Marinha das Ondas

 Via Diário as Beiras

"Desumanidade"

 Via Diário as Beiras

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Pensões: para já, o Governo parece estar às escuras

Isto não deve estar famoso.
De forma fria, todos os governos têm apetência para privilegiar os pensionistas como estratégia política. Isso nunca vai mudar. Pelo que será sempre preferível um qualquer complemento extraordinário para tentar minorar o facto de existirem pensões de miséria do que aumentos absurdos de pensões. Os bónus acontecem quando as contas públicas os permitem, os aumentos são para sempre. Mas quando já nem os bónus estão no horizonte, algo terá de estar muito mal...
"Sem poder e sem querer abrir mão dos bons resultados na frente orçamental, o Governo pode estar sem qualquer margem para repetir o bónus extraordinário nas pensões".
«É verão, estamos em Agosto, mas este não costuma ser um mês completamente descansado no Ministério das Finanças. Os trabalhos preparatórios do próximo Orçamento do Estado já terão arrancado. Por esta altura, reúnem-se dados macroeconómicos e tendências que tentam antecipar para que lado as coisas estão a ir e saber o que se consegue fazer ainda até ao final do ano. 
O aumento extraordinário das pensões é um desses casos. Ainda não foi oficialmente afastada essa possibilidade - ainda ninguém disse "este ano não será possível" -, mas os sinais que se acumulam até agora indicam que este ano não vai acontecer. 
O primeiro sinal é uma questão de calendário. No ano passado, Luís Montenegro levou o anúncio para о debate do estado da nação. Foi a 15 de Julho. As certezas chegaram cedo.
Em 2026, a ideia ainda paira no ar - ao contrário do alívio no IRS, que já foi afastado -, mas faltarão certezas sobre a margem orçamental para um aumento extra nas pensões. Um dos sinais mais reveladores dessa falta de certeza é a ausência de comentário a alguns indicadores mais positivos que têm sido conhecidos. 
Os resultados favoráveis para o Governo sobre a evolução da economia e do mercado de trabalho no segundo trimestre, o primeiro conhecido na semana passada e o segundo nesta semana, não foram capitalizados pelo Governo. Capitalizar essas boas notícias poderia contribuir para criar uma narrativa de que as contas públicas estão com uma folga. É que mais crescimento significa mais receitas fiscais, e mais emprego (e menos desemprego) significa mais receitas de contribuições para a Segurança Social e menos despesa pública. 
Sabia-se desde o início do ano que o quadro orçamental de 2026 era mais exigente. Foi assumido um saldo nulo pelo Governo, sabendo que se for a défice terá de ser um défice pequeno - sob pena de Bruxelas ver problemas nas contas públicas nacionais - e a dívida pública terá de continuar a desenhar uma trajectória de descida. 
Esta semana, os números da dívida pública revelados pelo Banco de Portugal apontaram para uma deterioração. Luís Montenegro apressou-se a descansar os portugueses, garantindo que está tudo bem e que ainda haverá uma surpresa no final do ano. Sem poder e sem querer abrir mão dos bons resultados na frente orçamental, o Governo pode estar sem qualquer margem para repetir o bónus extraordinário nas pensões. Ou, pelo menos, não ver sinais para o garantir agora, preferindo esperar por mais informação.»

O Governo optou por desinvestir no SNS: a morte do SNS está anunciada

Do 25 de Abril de 1974  resta "pouco": no essencial, o SNS, o acesso ao ensino e a Liberdade  - para quem ousa exercê-la e está disposto a arcar com os custos e os incómodos da opção tomada.
Uma das grandes conquistas do 25 de Abril de 1974, o acesso à saúde, devemo-la ao socialista António Arnaut, contra os votos e a política vontade do PSD e do CDS. 

Sempre houve quem minasse por dentro o SNS, dado que as clínicas privadas precisavam de mais “clientes”
Como sabemos, o PSD, juntamente com o CDS, votou contra a chamada “lei Arnaut”, quando ela foi levada ao Parlamento, onde foi aprovada com os votos favoráveis do PS, do PCP, da UDP e do deputado independente Brás Pinto. Na base da recusa da direita esteve o facto de o texto consagrar um SNS “universal e gratuito”.
O PSD viria, em 1990, embalado pela maioria absoluta cavaquista, a fazer aprovar uma nova Lei de Bases da Saúde em que introduzia a palavra “maldita” para a esquerda: “privado”. Cavaco fez questão de deixar expresso que os cuidados de saúde seriam prestados em articulação com o sector privado  – o então primeiro-ministro colocava no terreno a pretensão de abrir vários sectores da economia à iniciativa privada e a saúde não foi exceção. A seu lado esteve o CDS. Do outro lado da barricada estavam os “vencedores” de 1979.
Os "clientes" passaram a utentes, ou doentes, para o SNS. Evidentemente que um serviço de saúde capaz só se pode desenvolver com meios. 
A segunda-feira passada marca um ponto de viragem nos cuidados de saúde em Portugal: o primeiro centro de saúde, financiado pelo Estado, mas gerido por privados, entrou em funções. A Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras, passou oficialmente a ter gestão privada, encarregando-se de prestar cuidados de saúde primários a 5.463 utentes. 

13.ª edição do Gliding Barnacles: "maioria dos festivaleiros vem do estrangeiro e os lisboetas são maioritários entre os portugueses"

 Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Portugal: o País das roulottes é negócio imobiliário

Imagem: daqui

Via
Diário de Notícias
"As transações imobiliárias valem 46% do IDE que entrou em 2025, um recorde. Há de tudo: edificado para fábricas de baterias e centros de dados, hotéis, torres de escritórios, centros comerciais."

"Cerca de metade do investimento estrangeiro em Portugal é feito na área do imobiliário (hotéis, apartamentos, etc). Isto responde à questão de "como é que os portugueses aguentam os preços das casas?". A resposta é: não aguentam. E também deita um pouco por terra a narrativa de que o capital estrangeiro tem pouca influência no mercado habitacional. Como se lembrarão certamente, há dois anos que nos garantem que o problema da habitação são os paquistaneses que vivem ao monte no Martim Moniz."

Curiosamente, uns dias antes, a TVI tinha feito uma reportagem sobre casas modulares, baratinhas, que garantiam protecção da chuva por menos de 8000 euros.
É aqui que se começa a  achar "tudo isto ligeiramente pornográfico. Mas mesmo daqueles que metem ovelhas, cavalos e fazendeiros encalhados.
Por um lado temos um mercado selvagem que nos dizem que se auto-regula e estimula a concorrência. A tal que, em teoria, beneficia o consumidor.
Um mercado onde os estrangeiros já perceberam que há uma margem de lucro imensa e onde os portugueses, que resistem, vão acomodando prestações eternas no orçamento mensal.
Por outro lado, vamos dizendo aos portugueses que viver em atrelados não será assim tão mau. Estamos a caminhar a passos largos para aqueles parques de roulottes, que os americanos colocam nas periferias, para a malta que não entende como o capitalismo selvagem e o mercado livre os pode ajudar a subir na vida.
O Estado, liderado pelo Luís dos 55 imóveis, vê tudo isto sem nada fazer. Sem sequer tentar meter um travão na especulação, investir no parque público ou taxar, na mesma ordem de grandeza, as mais valias criadas em ambiente especulativo.
Calma, estou a mentir...o Luís arranjou umas rendas moderadas até 2300 euros. Não quero ser injusto.
Bendito Luís Neves dos tanques e do Breaking Bad de Barcelos, que vai fazendo de escudo para toda a merda que este governo varre para debaixo do tapete."

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Há empresas que nunca perdem

As empresas terem lucros é normal, mas comissões bancárias abusivas e gananciosas deveriam ser alvo de controle.