quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Os tolos, otários, lorpas e trouxas somos nós (quase) todos

João Pereira Coutinho, um dia destes no Correio da Manhã.
"Nunca percebi esta tendência de levar a sério o que dizem cantores ou actores sobre política. De um cantor, espero que cante. De um actor, que represente. E do meu barbeiro, já agora, que faça milagres na penugem. O que pensam sobre o capitalismo ou o Médio Oriente é mera poluição sonora."
Que haja quem seja bem pago para escrever merdas como esta, consigo entender. 
Que haja quem compre um jornal para ler merdas como esta, já não consigo entender.

No passado sábado, para a minha bolsa, paguei uma pequena fortuna para atestar o depósito do meu carro: quase 80 euros
E fiz bem. Tanto quanto sei, o valor do gasóleo e da gasolina atingiu na passada segunda-feira o valor mais alto de sempre.
Repito: o valor mais alto de sempre.

Mas isto pode ser revertido. João Mendes explica.
"Desta vez, o assalto em questão não é da exclusiva responsabilidade da ganância dos oligarcas monopolistas dos combustíveis, que é preciso taxar em proporção. Se eles nos podem explorar como senhores feudais, o povo tem o direito de lutar por ver a sua riqueza taxada. O assalto não pode ficar sem resposta e cada um luta com as armas que tem. Os oligarcas lutam com o dinheiro que lhes permite comprar políticos, órgãos de comunicação social e anúncios nas redes sociais. A nós resta-nos votar em quem esteja dispostos a taxá-los.
Mas os responsáveis por este e por todos os aumentos dos preços dos combustíveis dos últimos meses tem nomes. Trump, Rubio, JD Vance, Hegseth, Netanyahu e respectiva corte de talibans sionistas. Eles e todos os colaboracionistas da direita radical e da extrema-direita que apoiam a guerra no Irão, a política de tarifas e, no geral, as relações internacionais belicistas promovidas por esta administração corrupta e pelos seus homens de mão, lá como cá.
E como um mal nunca vem só, o aumento do preço dos combustíveis arrastará consigo o preço dos alimentos, das matérias-primas, dos bens de consumo em geral e, claro, dos juros da dívida. E isto é só o início.
Em suma, ficaremos todos mais pobres para que Trump, o seu gangue e os seus fantoches europeus fiquem ainda mais ricos.
É este o resultado prático da política da extrema-direita: guerra, inflação galopante, tecido económico destruído, pobreza, insegurança e oligarcas corruptos extraordinariamente ricos. O exacto oposto daquilo que prometeram antes de chegar ao poder.
É esta a sua receita.
Morte, caos e miséria.
André Ventura apoia este presidente e as suas práticas. E está ao lado da b.rutalidade israelita na Palestina e da guerra contra o Irão que fechou o Estreito de Ormuz. Logo, André Ventura está na trincheira daqueles que te querem e estão a tornar mais pobre e desprotegido. Mas ainda andam por aí alguns idiotas úteis que acreditam que o político mais oportunista da história deste país e “anti-sistema”. Ser populista é fácil demais."
Morte, caos e miséria, é o plano que a extrema-direita tem para ti, querido otário, tolo, lorpa e trouxa

Voltando ao início.
João Pereira Coutinho, no Correio da Manhã.
"Nunca percebi esta tendência de levar a sério o que dizem cantores ou actores sobre política. De um cantor, espero que cante. De um actor, que represente. E do meu barbeiro, já agora, que faça milagres na penugem. O que pensam sobre o capitalismo ou o Médio Oriente é mera poluição sonora."
Que haja quem seja bem pago para escrever merdas como esta, consigo entender. 
Que haja quem compre um jornal para ler merdas como esta, já não consigo entender.

Vai arrancar o novo ano letivo no concelho da Figueira da Foz : estão inscritos 6 871 alunos, 1 167 estrangeiros de mais de 40 nacionalidades

Via Diário as Beiras
números 

"Até ao fim da semana passada, estavam matriculados 6.871 alunos na rede pública de ensino do concelho da Figueira da Foz. 
No ano passado, as aulas arrancaram com 6.883 alunos inscritos, mais 43 do que no ano letivo anterior. 
Por agrupamentos, o da Zona Urbana tinha há uma semana inscritos 2.056 alunos, o da Zona Norte 1.440, o da Figueira Mar 1.294 e o do Paião 978. A Escola Joaquim de Carvalho tinha 1.103 matrículas efetuadas. 
Pelo segundo ano letivo consecutivo, a Escola Bernardino Machado está fechada para obras. As atividades letivas e administrativas decorrem na Escola Infante D. Pedro."

a novidade
"O novo ano letivo começa na Figueira da Foz com novidades nas Atividades Extracurriculares (AEC), como programação informática e utilização de Inteligência Artificial, monitorizada e limitada, e uma plataforma digital de gestão das atividades e da logística associada, além de inovações aplicadas nas vertentes desportiva, artística, sensorial ou ensino de inglês. 
A empresa figueirense Tendências e Argumentos, Lda. ganhou o concurso público lançado pelo Município da Figueira da Foz para este ano letivo. As AEC são um programa lúdico destinado ao 1.º Ciclo do Ensino Básico."

Festas da Senhora da Encarnação este ano com tasquinhas

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Presidente da Escola Nacional de Bombeiros demite-se e acusa Liga de “ameaça e chantagem”

Via Diário as Beiras 
"O presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB) apresentou hoje a demissão devido à falta de “tranquilidade, previsibilidade e estabilidade necessárias” para as funções e acusou o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses de “ameaça e chantagem”. 
Numa carta enviada à presidente da mesa da assembleia geral da ENB, a que Lusa teve acesso, Lídio Lopes, também presidente dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, renuncia ao cargo a partir de 01 de outubro, referindo que está impedido de continuar a desempenhar as funções por considerar que “a partir de agora, não haverá a tranquilidade, a previsibilidade e a estabilidade necessárias ao exercício de uma função que, pelas suas características, tem contornos muito especiais”. 
Lídio Lopes, nomeado pela ex-ministra da Administração Interna Margarida Blasco para um mandato de três anos, entre julho de 2024 e julho de 2027, apresenta a demissão à presidência da ENB, que tem como associados a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), numa carta de 17 páginas."

São Julião cria Comissão Social de Freguesia

«Neste momento, ainda não há números sobre os potenciais beneficiários das ações da Comissão Social de Freguesia de São Julião, mas o presidente do executivo da junta acredita que serão “muitas dezenas”. Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Manuel Rascão Marques ressalvou que “a situação social na freguesia de São Julião não é grave”. E elogiou: “A Câmara Municipal da Figueira da Foz tem feito um trabalho atento nessa matéria.

A Junta de São Julião constituiu uma Comissão Social de Freguesia, integrando diversos parceiros com atividade na cidade da Figueira da Foz. 

“O executivo da junta sentiu necessidade de existir esta resposta social. É necessária, pela análise que fizemos da situação da freguesia. São Julião é uma freguesia que tem muitos idosos, tem algumas pessoas carenciadas e tem alguns problemas sociais, quer de alcoolismo quer de pessoas que vivem na rua”, afirmou o presidente da junta de freguesia, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS. 

Para Manuel Rascão Marques, este é o momento de agir, antes que a situação social em São Julião evolua negativamente. “É uma situação que carece da nossa atenção, para evitar uma evolução negativa”, defendeu. 

A Comissão Social de Freguesia da São Julião pode iniciar a sua atividade após a tomada de posse dos órgãos sociais, liderados pela Junta de São Julião. A cerimónia realiza-se no dia 17 deste mês, pelas 21H00, na Assembleia Figueirense.»

5 de Outubro, em Buarcos, "uma artéria que está sinalizada como zona pedonal desde a sua reabilitação"

 Via Diário as Beiras

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Já ontem era tarde

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)


Da série, "é uma pena as pessoas não olharem para aquilo que interessa”

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Santana Lopes: “é uma pena as pessoas não olharem para aquilo que interessa”

Concordo:  “é uma pena as pessoas não olharem para aquilo que interessa”Não deve haver nada pior que vivermos numa cidade que não se dá ao respeito, permite que nos retirem os sonhos e que acabem com o nosso sorriso...
Citando o Dr. Santana Lopes, sobre a feira anual que pretende começar a realizar no concelho da Figueira da Foz. . “Se algo me preocupa é pensar no futuro, e conhecendo o passado deste concelho muito consideravelmente, é a vida da zona envolvente do Mosteiro de Seiça, que está perto de uma ligação à autoestrada [A17]”.  “Temos ali uma área de oito hectares, por trás do mosteiro, toda limpa. É uma hipótese. Tenho esta visão de fomento e desenvolvimento do concelho de que nem tudo pode ou deve ser feito no centro da cidade”
Santana Lopes, quando concluiu o primeiro mandato na presidência da Câmara da Figueira da Foz (1997 - 2001), deixou o contrato do projeto e o terreno prontos para a construção de um centro de congressos. O seu sucessor Duarte Silva não lhe deu continuidade e o município teve de indemnizar o gabinete de arquitetura. De novo na liderança do concelho, Santana Lopes deverá acrescentar aquela valência ao pavilhão multiusos que o município irá contruir na Salmanha. “A Figueira atrasou-se em relação a outros municípios que dispõem de espaços equivalentes”, disse o autarca aos jornalistas.

A Festa do Avante! e os jornais desta segunda-feira...

Vídeo sacada daqui
Imgem: daqui

De sexta-feira passada até ontem, domingo, decorreu a Festa do Avante!
A grandiosidade do evento, a nível cultural, social e político,  que este ano comemorou 50 anos, penso que é difícil colocar em causa.
Na primeira página do Correio da Manhã, Jornal de Notícias, Diário de Notícias, de hoje, nem uma linha, quanto mais foto.
Apenas no Público, na primeira página, vem uma pequena referência.
Será que os jornais não conseguiram ver "os drogados, as ambulâncias e a malta a fornicar nas plateias dos diversos palcos"?
Ao menos poderiam mostar o "partido moribundo".
Nem ao menos isso!..
Aqui, neste minúsculo e irrelevante espaço (apesar de ter mais visualizações que muitos jornais diários em Portugal), fica um desafio: "não morram sem ir à Atalaia ver a Festa do Avante!"
Vão ao menos uma vez. Assim poderão falar mal a sério.
Entretanto, clicando aqui, podem ver um vídeo "que é apenas um pequeno excerto da saída dos Camaradas, Amigos e Visitantes da Festa do Avante, que também à saída demonstram que esta é uma Festa diferente de qualquer outra. Dificilmente teremos uma Festa onde os seus visitantes à saída aplaudem entusiasticamente quando se despedem e estão a sair".
Para quem ainda não percebeu o momento que vivemos.
A luta dos partidos de esquerda, a verdadeira luta dos partidos de esquerda, neste momento, é tentar garantir uma melhor distribuição de riqueza.
Já que vivemos num ambiente de capitalismo desumano e selvagem, garantir que quem trabalha consegue viver condignamente é algo que vale a pena.
A construção do socialismo fica para depois.

domingo, 6 de setembro de 2026

Como financiar novo investimento público depois do PRR?

Imagem via jornal Público
A Associação Nacional de Municípios Portugueses apelou na passada quarta-feira ao Governo para acelerar a identificação dos investimentos municipais que ainda necessitam de financiamento por não terem ficado concluídos no prazo do Plano de Recuperação e Resiliência.
“Apelamos para que esses mecanismos sejam céleres e eficazes. Para que as obras que estão em execução possam continuar e para que os municípios que decidiram avançar, que tiveram esse arrojo de avançar, não fiquem prejudicados”, sublinhou na ocasiáo o presidente da ANMP, Pedro Pimpão.
No final de uma reunião do conselho diretivo da ANMP, Pedro Pimpão afirmou que este é o momento adequado para apurar quais os projetos e investimentos que ficaram por concluir até 31 de agosto e que ainda carecem de financiamento.
“O Orçamento do Estado está a ser preparado agora para o próximo ano. Aquilo que nós apelamos, e creio que está também a ser feito, é o apuramento daqueles que são os investimentos que necessitam desse complemento financeiro”, acrescentou.
À agência Lusa, o autarca admitiu que “há preocupação adjacente com alguns investimentos e obras”, nomeadamente na área da educação e da saúde, para além de investimentos na área da ação social, embora não diretamente relacionados com os municípios.
“Naturalmente, há um compromisso por parte do Governo de encontrarmos mecanismos de articulação para que essas obras continuem e esses investimentos sejam aproveitados ao máximo, porque estamos a falar, mais uma vez, de investimentos em que os municípios se substituíram à administração central para realizar esses primeiros investimentos”.
Nesta ocasião, o também presidente da Câmara Municipal de Pombal aproveitou para se congratular com os mecanismos legislativos que têm sido criados para haver transição de investimentos. “Estamos a falar de investimentos que podem transitar para o Portugal 2030 ou que podem ser integrados também no âmbito do Orçamento do Estado para o próximo ano”, referiu.
Pedro Pimpão disse ainda que há o compromisso do Governo de que os mecanismos de transição serão céleres. “Naturalmente, registamos isso com agrado e com a disponibilidade que nós temos de continuar a ter um papel ativo no investimento público a nível nacional”, frisou.
À Lusa, congratulou-se ainda por “o país ter conseguido atingir os marcos e as metas a que se tinha proposto” no âmbito do PRR. “Nesse propósito, queria também salientar aquilo que foi o papel que os municípios portugueses tiveram ao longo destes anos para que o país conseguisse alcançar este desiderato de melhorar a vida das nossas comunidades”, concluiu.

A censura de Ventura

"A novela Neves não é alimentada pelas acusações, mas pelas respostas do ministro e do aparelho do PSD, que são de uma indigência intelectual e ética confrangedoras".

Via Jornal Público  (para ler melhor clicar na imagem)


O SNS, a joia da coroa da democracia portuguesa, nunca correu tantos riscos

Os problemas do Serviço Nacional de Saúde não são de hoje. A memória leva-me a Durão Barroso.
A partir de Durão Barroso o hospital passou a ser encarado uma empresa como qualquer outra empresa, pelo menos em muitos aspectos, devendo, portanto, recorrer aos métodos, técnicas e instrumentos próprios da gestão empresarial. 
A legislação desta Reforma falava em ganhos em saúde: isto não era aproximar-se da essência e da finalidade de uma empresa?
Isto é: o lucro.
Aconteceu o que tinha que acontecer: os gestores dos hospitais, transformados em sociedades anónimas, os dirigentes dos que continuaram a pertencer ao Sector Público Administrativo, ou dos que forem objecto de negociações do tipo parceria público-privada, procuraram conquistar determinados mercados para que a sua "empresa" obtivesse "ganhos".
E como ficámos nós os utentes perante esta nova realidade?
Convém não esquecer que o que está em causa é um produto que podemos chamar de saúde. O povo diz  que a saúde não tem preço. É uma realidade. Para o  doente/utente - sei por experência própria - no momento em que está a precisar de cuidados de saúde, aquilo que menos o preocupa é se o hospital tem  gestão empresarial ou gestão tradicional. O que doente/utente  pretende é ser bem atendido e não esperar meses a fio por uma consulta ou por uma intervenção cirúrgica sem recorrer aos subsistemas privados de saúde.
Sabemos quem assume o tratamento dos doentes mais caros: o SNS, que o mesmo é dizer, o orçamento de estado para a saúde.

Sabemos que o PSD e o CDS votaram contra a criação do SNS, mas a forma como estão a tentar empurrar o SNS para a mão dos privados é bem visível e não deixa margem para dúvidas. 
Basta vero que se está a passar com a contratação de enfermeiros. 
Mais uma vez, a atitude tomada mostra que não querem contratar pessoal para o SNS tão carenciado dele, mas pretendem, sim, convidá-los a emigrar ou deixá-los livres para os privados. 
Luís Montenegro e Ana Paula Martins estão a cometer um crime. António Arnaut não merecia isto. 
E os portugueses também não.
Luís Montenegro e a ministra da saúde, Ana Paula Martins, estão a tentar ferir o SNS de morte. 

"O nojento Frazão"

A democracia representativa tem pelo menos um mérito: é que um membro do parlamento nunca pode ser menos do que aqueles que votaram nele.

Texto de Eduardo Dâmaso. Jornalista

"No dia em que André Ventura acusava Luís Neves de usar uma linguagem pouco apropriada num Estado de Direito, o deputado do Chega Pedro Frazão ameaçava fechar a agência Lusa e chamava “nojentos” aos jornalistas deste órgão de informação. O homem indignou-se por a Lusa não chamar terrorista ao Hamas e qualificá-lo como movimento extremista. Frazão tem direito a indignar-se com o que quiser. A indignação é a sua residência habitual, bem como dos seus comparsas de partido. O que Frazão não pode é ameaçar os jornalistas e uma empresa de comunicação social.
Frazão, essa figura de duas caras que navega no espaço público a tentar tornar-se aceitável no clube restrito da política ao mesmo tempo que desata todo o ódio nas redes sociais, que insulta jornalistas e adversários sempre pela bitola mínima do “nojento” e dos “porcos”, é uma metáfora ambulante da hipocrisia do Chega. Num momento, grávido de sentido de Estado, no minuto seguinte metido dentro desse quadro impiedoso da miséria moral que é o filme Feios, Porcos e Maus. Frazão, o Nojento, assim ficará conhecido no seu bairro pela quantidade de vezes que usa o adjetivo, simboliza o que será o Chega se um dia tiver um pequeno naco de poder. Mesquinho, vingativo, ressentido, sempre na pele do pequeno e ridículo ditadorzeco imortalizado por Chaplin."

sábado, 5 de setembro de 2026

O aparecimento de um muro que bloqueia o acesso de cadeiras de rodas às instalações da APPCDM na Figueira da Foz

"Vamos ajudar com solução, dignidade e legalidade!"
Foto: Sara Ferreira
Um texto de Isabel Maia, deputada municipal na Figueira da Foz, publicado no Diário as Beiras, que nos deveria fazer reflectir sobre o que andamos por cá a fazer.
«O condomínio justificou (o aparecimento do muro), alegando razões que em nada tocam no cerne da questão, e destacou o inacreditável argumento de “ruídos insuportáveis” gerados pelos utentes. Estamos perante pessoas de pleno direito e não de máquinas que se desligam para não incomodar. A inclusão não pode ficar refém do incómodo infundado de alguns condóminos».
Sem mais comentários, fica "a carta de revolta", na íntegra.

"Senhor Diretor, 
Esta semana, o jornal “As Beiras” divulgou uma situação que nos envergonha a todos, enquanto sociedade: o aparecimento de um muro que bloqueia o acesso de cadeiras de rodas às instalações da APPCDM na Figueira da Foz. 
Erguer o muro permitiu cortar o “caminho” a cidadãos com deficiência e/ou mobilidade reduzida e aos seus curadores. 
Este corte impede o exercício da liberdade, da autonomia e da dignidade. É um inaceitável monumento à exclusão e à violação dos Direitos Humanos. 
O condomínio justificou, alegando razões que em nada tocam no cerne da questão, e destacou o inacreditável argumento de “ruídos insuportáveis” gerados pelos utentes. 
Estamos perante pessoas de pleno direito e não de máquinas que se desligam para não incomodar. A inclusão não pode ficar refém do incómodo infundado de alguns condóminos. Há uns meses, a pedido da APPCDM, técnicos da câmara municipal tentaram medir o nível de ruído e foram barrados a fazê-lo.
O artigo 1425.º do Código Civil prevê que a colocação de rampas de acesso ou plataformas elevatórias para pessoas com mobilidade condicionada não carece de autorização prévia da assembleia de condóminos. Basta ao condómino comunicar a intenção de realizar a obra ao administrador do condomínio com 15 dias de antecedência. 
No local, há escadas de acesso que servem quase em exclusividade a APPCDM, o que permite à instituição o respaldo legal para avançar com a rampa de acesso. E a autarquia pode mediar ou executar a obra, assegurando o cumprimento do direito à mobilidade e do interesse público que se sobrepõe a interesses privados (Decreto-Lei n.º 163/2006 - regime de acessibilidade aos edifícios e estabelecimentos que recebem público e impõe a eliminação de barreiras arquitetónicas). 
Enquanto sociedade não nos permitimos aceitar que no séc. XXI se construam muros para repelir a diferença. Cumpra-se a Lei, os Direitos Humanos e mostre-se que o Bom Senso prevalece sobre a indiferença e a exclusão." 

«Santana Lopes afirmou que a decisão de fechar o trânsito ao fim de semana a zona da esplanada é “firme”...»

 Via Diário as Beiras

Processo Chega: "Assembleia pede parecer à ANAM, pois existem dúvidas"...

 Via Diário as Beiras 

"A mesa da Assembleia Municipal da Figueira da Foz optou por solicitar um parecer jurídico à Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) sobre o processo de passagem ao estatuto de independentes dos três deputados municipais eleitos pelo Chega – João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião - , decisão querevogariam, dias depois,após uma reunião com dirigentes do partido

O presidente da assembleia, José Duarte Pereira, adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que foi tomada a decisão de pedir à ANAM que se pronuncie sobre o assunto porque, frisou, a lei é omissa acerca da reversão da decisão. Ou seja, há dúvidas se os autarcas podem voltar a representar o Chega no órgão autárquico."

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PUBLICIDADE INSTITUCIONAL: quem quer ser polícia municipal?


A Polícia Municipal da Figueira da Foz entra ao serviço no primeiro trimestre de 2027, com 15 elementos, adiantou ontem Santana Lopes aos jornalistas. Entretanto, foi aprovado na reunião de câmara o regulamento do corpo policial. 
Segue-se a seleção de agentes.
E Comandante já há?