"Exijo saber tudo o que diz respeito à prova do meu filho. Os anexos, a cadeia processual por onde passou, quero saber tudo. É uma questão de justiça. Não quero que o meu filho seja beneficiado, mas ele não pode ser vítima desta grande trapalhada", diz ao CM Paulo Duarte, pai do aluno de Viseu que teve 4,3 (em 20 valores) na prova de Português, mas apenas referente a cerca de um terço do exame. O resto (dois terços) desapareceu e ninguém do Ministério đa Educação sabe onde está.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
A Figueira, o "turismo do espectáculo", o poder local, os empreendedores e o que está por planear e realizar.....
Se a meteorologia não interferir com as estatísticas, Agosto será um mês perto da lotação esgotada.
A hotelaria e a restauração da Figueira da Foz, para além do verão, têm outras duas épocas altas intercalares – a passagem de ano e a Semana Santa, a segunda com elevada quantidade de turistas espanhóis, como manda a tradição."
É assim em Cabo Verde, Angola, Brasil e Portugal. E também na Figueira.
Problemas locais.
1. Será que o poder político conhece de facto, na óptica do orgão decisor, quais são os verdadeiros problemas do turismo na Figueira?
2. Será que o poder político figueirense tem capacidade para resolver os problemas que o desenvolvimento do sector acarreta?
A Figueira foi considerada a partir do início do século 20, um paraíso, principalmente por turistas espanhóis. Um pouco mais tarde, nos anos 50, para além da Figueira as grandes estâncias turísticas eram as praias de Cascais e Estoril. O Algarve era ainda um deserto inexplorado com poucos habitantes residentes e que tinha nas actividades ligadas ao mar a sua fonte de sustentação - pesca, indústria conserveira e exploração das salinas. No interior a agricultura e a pecuária ditavam a dimensão do escasso orçamento familiar.
Aos poucos a região começou graças às suas excelentes condições naturais e climáticas a entrar no roteiro de viajantes e turistas do mundo inteiro. Começam a surgir hóteis de luxo para a época e inicia-se um fluxo migratório do Norte do País para o Algarve com vista a estabelecerem-se na região, quer na abertura de restaurantes, quer na exploração de hóteis.
Aos poucos a região vai percebendo que o turismo é uma actividade com retorno económico. Com base nesta percepção vai-se adaptando à actividade.
É nesta altura que acontece o primeiro erro histórico: a região deixou desde muito cedo que fosse o turismo a ditar o desenvolvimento e não o desenvolvimento da região a potenciar a actividade turística. Aos poucos a região foi-se internacionalizando e copiando alguns dos piores exemplos em matéria de urbanismo e ordenamento do território, quintiplicando a sua capacidade hoteleira e de restauração, mas começando a diminuir os padrões de qualidade que caracterizaram a região nos anos 50. Locais inóspitos como Armação de Pera ou Quarteira ficaram transformados em autênticas urbes sem qualidade e esteticamente reprováveis. Começa a surgir o fenómeno do time-sharing e das vendas de apartamentos, a construção civil apoiada pela expansão da capacidade hoteleira torna-se na segunda actividade da região superando o comércio. É precisamente na década de 80 que se cometem os maiores atentados a sustentabilidade do meio ambiente.
Se, por um lado, a região recebia milhares de turistas, por outro lado era ponto assente que não tinha criado as infra estruturas de base consentâneas com uma actividade motor de toda uma região. Pela primeira vez, o termo sazonalidade entra nos dicionários económicos e nem mesmo a entrada de Portugal para a CEE com consequente aumento da exploração da actividade em 1986 foi capaz de o eliminar.
A região fica perto do pleno emprego no Verão, contudo o número de pedidos de subsídio de desemprego dispara no Outuno.
Voltando à Figueira.
O tecido empresarial do concelho continua a mostrar a forte influência do turismo no desenvolvimento local.
Contudo, ainda estarão por aproveitar algumas vantagens que a Figueira possui.
Por isso, apostar demasiado no "turismo do espectáculo", mostra que a Figueira é uma urbe pouco planeada, desorganizada, sem sustentabilidade e com fracas noções de estratégia de desenvolvimento.
Numa altura em que até o Algarve sofre concorrência de mercados mais atraentes, por um lado, e, ao mesmo tempo, recebe visitantes que outrora preferiam países hoje marcados pelo terrorismo, é importante pensar – algo difícil – na estratégia que a Figueira quer para o futuro, mas, sobretudo nos meios que se vão utilizar para alcançar os fins desejados.
Torna-se decisivo definir se os empresários ligados ao turismo figueirense querem continuar a apostar no turismo da forma que está a ser feita, ou se querem em sintonia com o poder político, introduzir algo inovador - Planeamento.
Muito há a disciplinar.
As autarquias, como sabemos, são os verdadeiros responsáveis pelo desordenamento do território - os orçamentos municipais são equilibrados através da cobrança do IMI (Imposto Municipal de Imóveis), daí terem sido autorizadas construções em altura, em locais onde nos respectivos PDM´s constavam áreas para moradias ou espaços verdes.
Muito está por ser feito.
Na Figueira, alguém sabe quais os sectores económicos que mais teriam a ganhar com uma colagem ao turismo?
Se forem produzidos produtos ou serviços para o turismo, se os mesmos forem de qualidade, seriam certamente utilizados por consumidores fora da região e durante todo o ano.
E aí sim, o Multiusus teria um papel fulcral.
A Figueira tem de se convencer de uma coisa: o produto turístico que tem para vender não é único no mundo.
O sol nasce em todo o lado.
Portanto, o factor decisivo é outro: aquilo que a Figueira for capaz de oferecer, para além do sol, para atrair o turista.
Será o "turismo do espectáculo"?
Na Figueira, em 2026, quem tem poder para intervir nestas questões, se não puder ou souber estar ao alcance dos desafios, limite-se a deixar fazer aquilo que sempre se fez: Turismo.
domingo, 2 de agosto de 2026
Cabedelinho interdito a banhos
Foi uma má supresa, que teve impacto negativo, logo no primeiro fim de semana de Agosto, para quem tem négócios que dependem da frequência desta Praia.
Meu querido mês de Agosto
"Agosto atrás de um camião", uma deliciosa crónica de Miguel Esteves Cardoso.
"Tudo o que meta multidões, filas, suor - ou seja, paciência, tolerância e compreensão - vai injustamente parar às costas do mesmo pobre bode expiatório: o cabrão do mês de Agosto."
Para ler melhor clicar na imagem.
QUANDO HÁ MÉRITO TEM DE SER REGISTADO
A resposta de Luís Montenegro não se fez tardar: rejeita este cenário, mas acena, ainda assim, com um reforço da vigilância nas fronteiras marítima e terrestre do sul de Portugal, neste que é um fim de semana de pressão adicional devido ao regresso de muitos emigrantes portugueses âs suas terras natais."
sábado, 1 de agosto de 2026
Presidente da República está apreensivo
Seguro "bastante preocupado" com casos Luís Neves e do assalto ao gabinete de Ventura, quer "investigações rápidas".
Publicidade institucional é isto...
Para ver o vídeo em que Santana Lopes destaca a expansão do campus, nova ponte e instalação da Hennig, clique aqui. Sobre outros desideratos publicitados anteriormente que, certamente, continuam a interessar os figueirenses, como, por exemplo, o andamento dos processos do multiusos da Salmanha, do aeródromo, da Polícia Municipal, dos parques de estacionamento e da aquisição do Cabo Mondego, ficamos a aguardar por nova comunicação presidencial.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
“O que aconteceu a Luís Neves foi uma operação preparada dentro da PJ”
Houve alterações na redestribuição de pelouros no executivo municipal: enquanto Cláudia Rocha passou a super vereadora, Manuel Domingues ficou sem diversos pelouros
| Cláudia Rocha: a super vereadora |
Na freguesia de São Julião, Junta e farmácia asseguram serviço ao domicílio gratuito
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Houve alterações na redestribuição de pelouros no executivo municipal
A SABER:
• Planeamento
• Finanças e Orçamento
• Ordenamento do Território
• Projetos e Obras Estruturantes
• Proteção Civil e Bombeiros
• Assuntos Jurídicos e Contencioso
• Ciência, Investigação e Inovação
• Património
• Assuntos Sociais
• Saúde
• Educação e respetiva Formação Profissional
• Habitação
• Coletividades
• Relações correntes com as Juntas de Freguesia
• Cemitérios
• Trânsito
• Estacionamento
• Coadjuvação do Presidente nas questões de Proteção Civil e Bombeiros
• Contratos de Concessão de Estacionamento
• Polícia Municipal
• Ambiente
• Espaços Verdes
• Obras Municipais
• Águas e Saneamento
• Contrato de Concessão das Águas da Figueira
• Cultura
• Turismo e Desenvolvimento Económico
• Centro de Artes e Espectáculos (CAE)
• Recursos Humanos
• Modernização Administrativa, Digitação e Novas Tecnologias
• Mercados e Feiras
• Coadjuvação da Senhora Vereadora Olga Brás nas questões referentes às relações correntes com as Juntas de Freguesia
• Desporto
• Juventude
• Serviço de Toponímia
• Parque de Campismo
• Serviço Veterinário Municipal
• Coadjuvação do Presidente nas questões de Desenvolvimento Económico
• Coadjuvação do Presidente nas questões de Ciência e Inovação
• Urbanismo
• Taxas e Licenças
• Ocupação de espaço público, publicidade, taxas - Serviço de Receita
• Fundos Europeus, Outros Financiamentos e respetivas Candidaturas
• Serviço Municipal de Metrologia
• Taxas e Licenças (pedidos de pagamento fracionado de taxas, licenças especiais de ruído)
Rescaldo da Sessão Extraordinária da AM: «José Duarte Pereira esteve sob “fogo amigo”. A sua actuação foi criticada sobretudo pela maioria FAP»...
Politicamente falando, se aquilo porque passou, no decorrer da Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal realizada no passado dia 21 o Presidente José Duarte Pereira, veio de "fogo amigo", José Duarte Pereira não precisa de inimigos.
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Como os tempos mudaram: influencers portugueses foram recebidos pelo Estado de Israel e entraram em Gaza...
Serenatas do Mondego,
Fadista convidado: João Chora.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Passos Coelho anda por aí... E que tal eleições?
Sem maioria absoluta do Chega, qualquer governo que resultasse de umas eleições teria de se esforçar e investir muito para conseguir ser pior que esta coisa que temos a comandar os destinos do País.
Irritantes pessimistas: não vêm algo de positivo na realização de eleições?
É preciso ser mesmo muito masoquista para aceitar que esta legislatura chegue ao fim...
Será que já não se recordam destas palavras de Pedro Passos Coelho?
"Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade."
Estas infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego não têm nenhum sentido político ou ideológico. Na altura, estávamos em 2015, eram apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos, com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma ameba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições.
Terei sido insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com a leviandade expressa acima sobre as dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse viver em "risco".
Só de de pensar que esta personagem anda por aí, dá-me voltas ao estômago... Uma enxadazinha fazia-lhe tão bem...









