«Foi assinado ontem o contrato de consignação da empreitada para a substituição das infraestruturas de águas e saneamento na rua Direita do Monte, na Baixa da cidade da Figueira da Foz.
Os trabalhos começaram de imediato, com sondagens e outros preparativos. A obra foi lançada com um orçamento de 398.793 euros e um prazo de execução de 180 dias. Os trabalhos decorrerão ao longo de 300 metros, com início na zona junto à praça 8 de maio. O Município da Figueira da Foz assume cerca de 280 mil euros e o restante é da responsabilidade da Águas da Figueira, concessionária das redes de água e saneamento do concelho.
A cerimónia foi presidida pelo presidente da câmara municipal, Santana Lopes, na qual também participaram responsáveis da Águas da Figueira e da construtora Marsilop.
As atuais infraestruturas são obsoletas e foram construídas em ferro e fibrocimento. Por outro lado, as águas residuais domésticas partilham a conduta com as águas pluviais. A empreitada serve para separar as águas e instalar redes com materiais modernos e duradouros. “[Esta é] mais uma obra do plano de investimentos da Águas da Figueira”, frisou o diretor geral da empresa, João Damasceno, na sua intervenção. E realiza-se numa “zona muito sensível”, destacou, tendo em conta a antiguidade e as caraterísticas urbanísticas daquela zona da cidade.
A rua Direita do Monte era a entrada da cidade, segundo registos do século 16. Daí ter estado vários anos em estudo, por parte da Câmara da Figueira da Foz e da concessionária. A empreitada tem acompanhamento arqueológico.
Para o vereador da Câmara da Figueira da Foz com o pelouro das Obras Municipais e do Ambiente – Santana Lopes não usou da palavra - , aquela é “uma pequena obra, mas com grande importância”. E, destacou, já devia estar feita, uma vez que estava previsto arrancar no anterior mandato autárquico. “Foi sempre adiada”, frisou Ricardo Silva. Entretanto, adiantou Ricardo Silva, está a ser estudada uma intervenção semelhante na vizinha rua 10 de Agosto, onde também serão criadas condições para pessoas com mobilidade reduzida poderem circular em segurança. “[Aquela obra] requer mais trabalho”, indicou o autarca.
Por sua vez, o início das obras da rua da Liberdade, já adjudicadas, foi adiado para 1 de setembro, para não afetar o turismo durante o verão e os diversos eventos programados para o areal urbano em plena época alta.»













