domingo, 19 de abril de 2026

O pacote laboral e o dilema do chega...

O "pacote laboral" desde Julho de 2025, que está a perturbar Portugal, principalmente o mundo do trabalho. 
Nessa altura,  o Governo apresentou um conjunto de mais de 100 alterações à legislação laboral. 
Segundo os sindicatos, todas elas visando a retirada de direitos laborais. 
Perante a gravidade de tais propostas, a CGTP e a UGT convocaram uma greve geral para 11 de Dezembro. 
Essa iniciativa foi massivamente participada. 
A seguir, o Governo e o patronato passaram a reunir só com a UGT. 
Até hoje nada foi assinado. 
O actual Presidente da República, vai intervindo no sentido da continuação das negociações para não ser confrontado com a necessidade de vetar a legislação por não ter havido acordo, conforme se comprometeu na campanha eleitoral. 
Perante este cenário, teremos o quê?
Uma nova greve geral? 
А passagem da legislação no Parlamento com o apoio do Chega, colocando a nu a demagogia mentirosa deste partido? 

Insólito...

“Eu dou-te porrada! Queres?”
Deputado do Chega queixa-se de ameaças de Hugo Soares (PSD)

Via ECO

O combate à corrupção que vinha nos programas eleitorais, é isto?..

Machadada na transparência: oposição critica Hugo Soares e diz que registo de rendimentos e interesses deve continuar público

«“Campeão da opacidade”, “machadada na transparência”, ideia “contrária ao princípio da administração aberta”. Os partidos da oposição não viram com bons olhos as declarações do líder parlamentar e secretário-geral do PSD, Hugo Soares — que defendeu em entrevista ao Expresso que a declaração de rendimentos e interesses deve deixar de ser de acesso público e que desde 2019 só tem havido “disparates” no regime de transparência e escrutínio dos políticos — não poupando críticas. PS, IL, Livre, PCP, BE e PAN entendem que a transparência é fundamental para o escrutínio público e para proteger os próprios titulares dos cargos. E há quem não tenha dúvidas de que a intenção manifestada pelo número dois do PSD só surge à boleia do caso Spinumviva. “Seria uma machadada significativa na transparência na vida pública e na possibilidade de controlar conflitos de interesses, incompatibilidade e impedimentos de titulares de cargos públicos”, diz Pedro Delgado Alves, coordenador da bancada socialista na comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados. Opinião partilhada pela IL que admite que o “princípio da publicidade é essencial para assegurar que se cumprem os objetivos de transparência” da legislação. “Esse princípio deve ser complementado com a necessidade de fundamentar a consulta com finalidades relevantes”, vinca Rui Rocha, coordenador da bancada da IL na 15ª comissão, concordando com a fundamentação pedida pela Entidade para a Transparência (EpT) para a consulta de declarações de rendimentos e património.

Imagem:  Expresso 

Texto Filipe Tourais

"A onda começa com a legalização do lobby. Prossegue com a dispensa de visto prévio do Tribunal de Contas, até aqui obrigatório, em procedimentos de aquisição até 10 milhões de euros, dispensa que liberta o gestor da fiscalização e detecção de ilegalidades que possam parar os processos. Continua com a “simplificação” do Código dos Contratos Públicos, de forma a tornar possível fazer aquisições de dezenas de milhar de euros sem consultar mais do que um fornecedor para garantir que o organismo público compra ao melhor preço. E, para já, termina com a aprovação do segredo relativamente aos financiamentos dos partidos políticos. Deixará de ser público que spinumvivas, que fascistas ou que interesses ainda mais opacos financiam os partidos com interesse em aprovar a lei. É inacreditável como estão a dar cabo de tudo, contrariando tanta conversa fiada sobre combates imaginários à corrupção que estão a tratar de generalizar com o apoio inequívoco e entusiasmado daqueles que catequizaram a cúmulos de fanatismo. Os factos falam por si. Escancarar a porta à corrupção ainda é o contrário de combatê-la."

sábado, 18 de abril de 2026

Contra o medo, o comodismo e o snobismo

José Pacheco Pereira no jornal Público.
"... os riscos para a democracia manifestam-se, entre outras coisas, em chamar ao 25 de Abril a "revolução miserável", coisa que passou bastante despercebida porque o espectáculo esconde o relevante. 
Face a eles não se pode ficar em casa, cómodo e confortável. É eficaz? Eles dizem que não, que só favorecem o inimigo. Olhem que não, olhem que não."
Para ler melhor clicar na imagem.

Na Figueira é assim: vai-se mudando alguma coisa, mas na prática fica tudo na mesma

 ... continuará o monopoliozinho à escala local
Na era da globalização é pouco...
Porém, por enquanto é o possível...

"Criação do Centro Interpretativo do 25 de Abril, que seria “o corolário e o maior legado deixado pelas comemorações dos 50 anos da Revolução”, está bloqueada porque o Governo não cedeu o espaço que estava previsto para a sua instalação"

Governo bloqueia criação do museu do 25 de Abril

Município investe cerca de oito milhões de euros em instalações de Cuidados de Saúde Primários

 Via Diário as Beiras

A reforma da lei laboral: uma opção ideológica do Governo

 Alexandra Leitão

sexta-feira, 17 de abril de 2026

No debate, de segunda-feira na CNN, com Pacheco Pereira, André Ventura sabe que mentiu

Pedro Tadeu
«disse que os políticos “do sistema” não admitem os crimes políticos do pós-25 de Abril e citou conclusões do Relatório da Comissão de Averiguação de violências sobre presos sujeitos às autoridades militares”, o chamado “Relatório das Sevícias” – mas ao fazê-lo desmentiu-se a si próprio. 
 Esse relatório, publicado em julho de 1976, foi elaborado por indicação do Conselho da Revolução no rescaldo do 25 de Novembro de 1975. Este facto foi omitido por Ventura. 
O documento foi um instrumento político dos vitoriosos desse último golpe e muito do que lá se diz não está devidamente sustentado, nem inclui a defesa das pessoas e instituições acusadas de serem autoras das ditas sevícias. É parcial e duvidoso, mas, sem dúvida, também conterá verdades.»

"Hoje o país está melhor e os portugueses também estão melhor"!.. - diz Montenegro...

Entre impostos e baixos salários, classe média perde força em 13 anos


"Portugal tem um retrato brutal de desigualdade. 1% concentra quase um quarto do património, enquanto metade da população sobrevive. A riqueza dispara no topo enquanto a maioria empobrece.

Há números que não permitem suavizações nem discursos moderados. Entre 2011 e 2024, Portugal não apenas falhou em reduzir desigualdades, aprofundou-as de forma significativa. Os dados mais recentes mostram um país onde a concentração de riqueza atinge níveis difíceis de ignorar: enquanto uma minoria acumula património a um ritmo acelerado, milhões de pessoas continuam presas a uma realidade de escassez, mesmo trabalhando todos os dias. Pelo meio, uma classe média cada vez mais pressionada sustenta grande parte do esforço fiscal e vê a sua estabilidade deteriorar-se.

Trabalhar e continuar pobre: a nova norma

Se a concentração de riqueza impressiona, os dados relativos aos rendimentos do trabalho revelam um país ainda mais frágil. Em 2024, cerca de 66% dos trabalhadores aproximadamente 3,9 milhões de pessoas - recebiam até mil euros brutos por mês. Na prática,  após descontos, isso traduz-se em cerca de 848 euros líquidos ou menos. Mais de um milhão de trabalhadores acumulavam dois empregos. A ideia de que o trabalho garante uma vida digna está cada vez mais distante da realidade. Trabalhar deixou de ser, para muitos, um caminho seguro para sair da pobreza e passou a ser apenas uma forma de a atenuar. A distribuição salarial reforça esta perceção: cerca de 195 mil trabalhadores recebiam até 600 euros, quase 289 mil entre 600 e 80o euros, e mais de 3,4 milhões situavam--se entre 801 e mil euros mensais. Após descontos, os valores disponíveis tornam-se insuficientes para cobrir despesas essenciais, соmo habitação, alimentação, transportes e energia."

Seis meses depois da eleição para o segundo mandato consecutivo na presidência da Câmara da Figueira da Foz, Santana faz balanço

...e analisa os investimentos e obras em curso, ao mesmo tempo que garante uma gestão autárquica com equilíbrio financeiro numa "entrevista grande" (são 4 páginas) ao Diário as Beiras.




PARA LER MELHOR CLICAR NAS IMAGENS

A vergonha transparente: em nome da transparência, é urgente e premente moralizar e reciclar a vergonha, antigo sentimento que impedia certas promiscuidades

"O título “Deixou de ser possível saber quem financia partidos e campanhas políticas” devia envergonhar-nos pela forma como desconsidera o direito à informação e, já agora, a liberdade de imprensa."

Obras de melhoria de acessibilidades do porto: Agência Portuguesa do Ambiente autorizou o “reinício condicionado e progressivo dos trabalhos”

Via Diário as Beiras
APFF na Portos 5+
"O Governo já nomeou a equipa de apoio à aplicação da estratégia para os portos continentais Portos 5+, com elementos dos conselhos de administração dos portos, coordenada pelo presidente do Porto de Lisboa e dos portos de Setúbal e Sesimbra, Vítor Manuel dos Ramos Caldeirinha. Integram ainda a equipa, entre outros, os presidentes dos conselhos de administração dos Portos do Douro e Leixões e Viana do Castelo, João Pedro Moura Castro Neves, Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, Maria Teresa Belém Correia Cardoso, e Portos de Sines e do Algarve, Pedro do Ó Barradas de Oliveira Ramos."
A estratégia
"A estratégia Portos 5+ foi anunciada em julho de 2025, tendo com objetivo promover o crescimento do setor portuário em 10 anos. O programa prevê um investimento de quatro mil milhões de euros e 15 novas concessões até 2035. O Governo definiu como uma das ações estratégicas aumentar o crescimento das estruturas portuárias com investimento privado de três mil milhões de euros e outros mil milhões de euros da Autoridade Portuária e fundos comunitários. A equipa técnica vai acompanhar a aplicação dos planos estratégicos e apoiar a preparação dos cadernos de encargos."

Trump tornou-se um ativo tóxico

"Enfrentar Trump, no plano político, passou a ser uma medalha de bons serviços. Aceitar ser seu súbdito significa perder duas vezes: primeiro, a honra e, depois, os eleitores".

Figueira da Foz de antigamente ganha vida em cartoon 3D

Exposição do arquiteto e cartunista José Carlos Ferreira evoca a memória das profissões e edifícios que marcaram a história do município.

"A exposição "Figueira em Miniaturas - Cartoon em 3D" da autoria do arquiteto e cartoonista José Carlos Costa Ferreira (conhecido como Zé Carlos), apresenta uma reconstrução histórica da cidade a partir de peças, construídas manualmente com base na experiência do autor. No espaço estão retratados edifícios emblemáticos, tradições locais e o quotidiano de outras épocas, fundindo o desenho tradicional com o volume tridimensional para preservar a memória coletiva da região.

O acervo destaca edifícios desaparecidos, como o Teatro Príncipe Dom Carlos, destruído por um incêndio, e zonas típicas como o Bairro do Vale. A obra recupera também tradições culturais e económicas, estabelecendo o contraste entre o passado e o presente através da Arte Xávega — outrora operada com bois e atualmente com tratores — e da representação de costumes como a Queima do Judas e o Banho Santo de São João.

Uma parte significativa do trabalho é dedicada à revitalização de profissões extintas ou em declínio que caracterizavam as ruas da Figueira da Foz. Entre as figuras representadas encontram-se o recoveiro, o amolador, o fotógrafo "à minuta", o vendedor de gravatas e a mulher das pevides. Além das ocupações, a exposição imortaliza personagens populares da cidade, como o Paulino e o Visconde, cujas histórias e humor faziam parte da identidade social local.

Atualmente patente no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, o projeto visa tanto a recordação para as gerações mais velhas como a educação dos mais jovens. O autor manifesta o objetivo de encontrar um espaço para uma exposição permanente, garantindo que o património histórico e as vivências da cidade sejam transmitidos e acessíveis."

Para ver a reportagem de Manuel Portugal e João Miguel Silva no Canal de Televisão CONTA LÁ, clicar aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Executivo camarário visitou ontem a obra, que já tem a terraplanagem concluída

Via Diário as Beiras: "a obra foi adjudicada por 3,9 milhões de euros (mais IVA) à Civibérica. Foi consignada em 3 outubro 2025, tendo um prazo de execução de 15 meses. Prevê-se que a empreitada fique concluída no dia 4 de janeiro de 2027. Até ao final de março, foi executada obra no valor de 887.262 euros, o que corresponde a 22,23% do orçamento. Reivindicada pela população, agentes económicos e autarcas há várias décadas, a variante de Quiaios, com cerca de 3,5 quilómetros, ligará a sede de freguesia à Praia de Quiaios através da área florestal, desviando tráfego da congestionada rua Direita na vila de Quiaios."

Para ler melhor clicar na imagem.


Amanhã no Diário as Beiras, entrevista com Santana Lopes

O DIÁRIO AS BEIRAS, segundo o que anuncia na edição de hoje,  publica amanhã uma entrevista a Santana Lopes, feita seis meses depois da eleição para o segundo mandato consecutivo na presidência da Câmara da Figueira da Foz, com uma esmagadora maioria absoluta. Na entrevista, o autarca aborda, entre outros assuntos, a variante de Quiaios, habitação pública, desenvolvimento económico do concelho, gestão financeira do município, os constantes pedidos de revisão de preços das empreitadas em curso e as suas avultadas e insustentáveis implicações financeiras, segurança marítima no porto ou administração portuária.

“Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” pode ser visitada de quarta a sábado das 14H00 às 18H00. A entrada é gratuita

A exposição temporária “Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” está patente na Casa do Paço e pode ser visitada das 14H00 às 18H00. A entrada é gratuita.

“Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” procura, através de objetos, fotografias e documentos, reconstruir a história das fábricas de cerâmica do concelho da Figueira da Foz, bem como a diversidade das produções, desde louça utilitária a materiais de construção, apresentando igualmente uma sumária história das fábricas.
A exposição resulta de um estudo aprofundado da coleção de cerâmica do concelho da Figueira da Foz pertencente ao MMSR e compreende a produção desde finais do século XIX ao século XX, concentrada nas freguesias de Brenha, Buarcos, Lavos, São Julião e Tavarede, com produtos finais destinados fundamentalmente ao mercado local e regional.
Quanto às principais fábricas de material de construção estudadas e agora documentadas estão a Empresa Industrial do Cabo Mondego, a Manufatura Cerâmica Figueirense e a Cerâmica Figueirense, Lda., que acompanharam o crescimento económico e urbano da Figueira da Foz.