sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O centro de congressos é uma boa notícia?

João Pedrosa Russo, via Diário as Beiras:
 "Claro que é uma boa notícia"


"Concurso público para transformação da antiga maternidade em Cuidados Paliativos será lançado em breve"

Via Diário as Beiras

História

"A Casa da Mãe, fundada em 1947 por Bissaya Barreto e tendo como primeiro responsável o médico José Nascimento Costa, foi a primeira maternidade da Figueira da Foz. E granjeou prestígio no país. A maternidade fechou na segunda metade dos anos de 1970 e o serviço passou a ser prestado pelo Hospital Distrital da Figueira da Foz, que acabaria por encerrar o Bloco de Partos em 2006. As parturientes do Serviço Nacional de Saúde passaram a ser encaminhadas para Coimbra. Desde então, cerca de 40 crianças nasceram em ambulâncias dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz a caminho da capital do distrito."

Novo Edifício

"O edifício que será construído no parque das ambulâncias permitirá aumentar o espaço da Urgência de adultos do Hospital Distrital da Figueira da Foz. “O novo edifício vai permitir um reforço significativo da nossa capacidade em termos de Urgência, porque vamos libertar toda a área da Urgência Pediátrica, que vai ser devolvida à Urgência de adultos, permitindo uma maior capacidade e uma acomodação dos utentes da Urgência de adultos”, destacou a presidente da administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego, Ana Raquel Santos, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS."

O quarto das criadas e a fábrica de fazer pobres

Via Revista Visão

"No tempo em que eu vim ao mundo, deixou de ser normal ter criadas. E isso, por muita nostalgia que alguns privilegiados pudessem ter de outros tempos, foi uma grande conquista da liberdade e do progresso. Significava que o trabalho tinha ficado mais caro. 

Há uns tempos, ouvi uma amiga brasileira, com dois filhos pequenos, queixar-se candidamente de que aqui é impossível arranjar ajuda. “No Brasil é mais fácil porque há muita desigualdade.” 

E basta percorrer o mapa do mundo de sul para norte para perceber que, à medida que se avança para geografias onde o preço do trabalho é mais alto, é menos comum ter empregados domésticos. No tempo dos meus avós, dizia-se “criadas” e o termo era cruelmente verdadeiro, porque eram quase sempre meninas que vinham para a casa dos patrões ainda por criar, tantas vezes ajudando a tratar de outras crianças. 

Conheço uma, hoje quase nonagenária, que começou a trabalhar aos 7 anos, vinda de uma família de muitos filhos, que chegava a andar à esmola para comer. Um dia, contou-me ela, na casa da família que serviu, estava tão cansada que adormeceu. “Ali, depois de arrumar a loiça”, disse, apontando para o louceiro que, agora na minha cabeça, passou a ser o símbolo da exploração dessa infância. Ao meu lado, estava a minha filha então com 7 anos, e é escusado dizer o aperto no peito que senti. 

É também nisto que penso quando digo que são precisos muitos pobres para fazer um rico. Quanto mais frágeis forem os que estão na base da sociedade, mais poder consegue exercer quem está no topo. Só a existência de muita miséria consegue assegurar um trabalho de servidão próximo da escravatura. É o desespero que garante a submissão. E o desespero é tanto maior quanto menos redes de apoio se tem, quanto mais sozinhos estamos, quantos mais desprotegidos nos sentimos. Foi isso que deu origem ao Estado social. Dar direitos e apoios foi a forma de a elite económica garantir a sua própria sobrevivência.",

Nos últimos 50 anos, deixou de ser normal ter criadas em casa porque felizmente as meninas e mulheres deste país ganharam outras escolhas. Continua a haver trabalho doméstico, mas o preço e as condições laborais são outros. E não é só uma questão de oferta e procura, tem que ver com o contexto social desta força de trabalho, que acedeu à escolarização e teve apoios sociais, e com as leis que foram feitas para a proteger. 

E essa é uma parte da história que os gurus da autoajuda financeira não gostam de contar. Para os crentes na meritocracia, cada empreendedor individual fica mais livre e “alcança melhor o seu potencial” (como eles dizem) sem regulação, sem leis, sem coletivo. Eles dizem também “sem Estado”, mas aproveito aqui para lembrar que na I Guerra Mundial, quando em países como o Reino Unido e Itália o Estado passou a controlar e a gerir quase todas as indústrias, esse Estado atuou para esmagar direitos e salários de trabalhadores, numa altura em que a escassez de mão de obra teria feito disparar o custo do trabalho. 

Por isso, é bom lembrar que não se pode confundir Estado com interesse público, a menos que existam condições políticas de pressão que forcem esse Estado a agir na defesa do bem comum. No rescaldo das duas Grandes Guerras, uma parte importante do mundo ocidental teve de lidar com classes trabalhadoras com capacidade de luta que era preciso apaziguar."

O centro de congressos é uma boa notícia?

 Via Diário as Beiras, Isabel Maia

"Sim. É uma solução de inegável interesse estratégico para a Figueira e toda a Região Centro.

Não se trata de erguer mais um edifício, mas criar uma âncora que potencie a oferta existente. O concelho já dispõe de unidades hoteleiras com capacidade para acolher eventos para centenas de pessoas. Mas a ausência de um equipamento municipal dedicado e de grande escala limita a captação de eventos de dimensão nacional e internacional. Historicamente, a Figueira lida com a sazonalidade. Os dados do INE e do Turismo de Portugal/TravelBI confirmam a taxa de ocupação hoteleira muito baixa no outono/inverno, em contraste com a lotação quase esgotada no verão. O segmento MICE (Reuniões, Incentivos, Congressos e Exposições) é das ferramentas mais eficazes para combater esta assimetria.

Importa, contudo, ser rigoroso e concretizar no seu planeamento um nível de estatísticas públicas que isolem a procura hoteleira por congressos na Figueira.
Um Centro de Congressos não é só um auditório; é um motor económico. A sua construção reforçará a atração de eventos empresariais, criará oportunidades vitais para a hotelaria, restauração, comércio e serviços locais. O turista de negócios gera uma receita média diária superior à do turista de lazer e viaja, sobretudo, na época baixa.

É crucial articular este centro com mobilidade, cultura e valorização do património, maximizando o retorno económico. A Figueira tem localização e tradição. Este equipamento será a âncora para se afirmar como um destino vibrante e competitivo durante todo o ano."

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Figueira, cidade manicómio a céu aberto e os seus freaks...

Foto via Município da Figueira da Foz
O presente da economia azul e do turismo náutico da região do Baixo Mondego, como todos sabemos, é "brilhante".
Tão pujante, que os barcos turísticos que todos os dias nevegam Mondego acima e Mondego abaixo, são incontáveis.
O futuro do turismo náutico entre a Figueira da Foz e Coimbra, porém, apesar do presente promissor, parece irremediavelmente comprometido.
Tudo por causa da cota útil da ponte Vila Verde Alqueidão, "que inviabilizará a navegação de barcos à vela, embarcações marítimo-turísticas de médio porte e barcos de recreio com cabine que correm assim o risco de ficarem confinados à foz do rio, impedidos de explorar as zonas ribeirinhas e os canais secundários da região.
«O tabuleiro está a uma altura de quatro metros. Para as embarcações passarem ali com segurança, devido aos problemas de assoreamento constante do rio, devem fazê-lo sempre com a maré cheia. Ora, significa que só os barcos pequenos, como aqueles da pesca da lampreia, vão conseguir passar. Se a ponte avançar com estas características, o rio Mondego, do ponto de vista do turismo náutico navegável, morre ali na zona de Vila Verde»," descobriu agora, a pouco mais de um da inauguração da obra - e explicou ao Diário de Coimbra, Jorge Gomes, porta-voz dos operadores (!?...).
Perante isto um mero cidadão, sem o brilhantismos destes pensadores de última hora, interroga-se: a Figueira, cidade, é um manicómio a céu aberto, ou os seus freaks no seu melhor?..
Recorde-se.

Chegou a estar prometida para 2020. 2 de janeiro de 2020, Carlos Monteiro então presidente de Câmara: "A ciclovia europeia Eurovelo será uma realidade em 2020, incluindo uma ponte sobre o Mondego, na zona do Alqueidão/Lares."

Dezembro de 2023: uma ponte apresentada há cerca de 5 anos como ciclável/pedonal (a permitir a passagem de uma ambulância em caso de necessidade) a ligar Alqueidão e Vila Verde, transformou-se em ciclável/automóvel, de apenas uma via alternada, a ligar Alqueidão e Lares, mas com semáforos “inteligentes” – ou seja, de um investimento inicial de cerca 600/750 mil euros, passou-se para 3.6 milhões em dezembro de 2020. Em Fevereiro de 2024, segundo a edição desse dia do DIÁRIO AS BEIRAS, a adjudicação da empreitada da ponte sobre o Rio Mondego entre Vila Verde e Alqueidão “continuava num impasse”. Na altura, segundo o mesmo jornal, "o orçamento inicial do projeto original, pouco mais de um milhão de euros, não contemplava o estudo de arqueologia subaquática. Com esta adenda, tendo em conta os preços atuais e sem as alterações ao projeto que o executivo camarário pretende fazer, os custos dispararam para os quatro milhões de euros. O projeto alterado pelo anterior elenco governativo do concelho, com os preços atualizados, implicava um investimento de mais de seis milhões de euros. Sem contar com os acessos rodoviário e a instalação da iluminação, que poderiam fazer subir o valor global da construção para entre nove e 10 milhões de euros, segundo estimativas que executivo camarário vem apresentando. Demasiado dinheiro para o município, que, neste momento, apenas conta com o apoio de um milhão de euros do Fundo Ambiental."

Em 2025, Abril, o actual presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes esperava e desesperava: no dia 4 de Abril de 2025, num artigo de opinião publicado no Correio de Manhã, escrevia.
"Acabei de ter conhecimento de que um Tribunal Administrativo de Coimbra tinha decidido não levantar a suspensão da execução da obra de uma ponte que ligará duas margens do nosso concelho entre Alqueidão e Vila Verde. A luta por esta ponte vem desde o executivo camarário anterior, fiz tudo para resolver o assunto, para lá da mudança de governo. A decisão da juíza, comunicada ontem à tarde, foi a de que não tinha ficado provado que o levantamento da suspensão causasse menos prejuízos do que a sua manutenção. Juntámos cartas do presidente de um município vizinho comprovando o interesse também para esse município, e para juntas de freguesia desse município, Soure, da obra em causa.
Há décadas que as pessoas esperam por essa obra e a sua realização evitará meia hora diária de deslocação para muitas pessoas que trabalham em unidades industriais noutras zonas do concelho. Como pode um tribunal entender que o prejuízo de uma empresa é maior do que o de todas estas populações? O que pensar de uma posição dessas? Qualquer decisão que queiramos levar por diante, mais transformadora, tem que percorrer a estrada de Damasco."

O Município da Figueira da Foz recorreu da decisão do TAFC. 
Passaram mais de 8 anos e a primeira pedra deste empreendimento ainda estava por lançar. As obras da nova ponte sobre o Mondego começaram no dia 28 de Julho de 2025: os trabalhos iniciaram-se com as terraplanagens, na margem direita, em Lares.
A obra custou mais de sete milhões de euros e teve um prazo de execução estimado em 441 dias. Foi integralmente financiada pelo Fundo Ambiental, desonerando o município de encargos financeiros.
"Os figueirenses, sobretudo as populações e autarcas das freguesias de Vila Verde e Alqueidão, só acreditavam que a ponte seria construída quando tiverem provas disso no terreno.
A futura travessia rodoviária, há muito reivindicada pelas populações locais para encurtar distâncias entre as duas margens do Baixo Mondego, integra a rota ciclável europeia EuroVelo 1 - Rota da Costa Atlântica e representa um investimento de 7,1 milhões de euros, cujas obras deverão estar concluídas em novembro.

Sinais na morte de Jorge Palma

A morte de Jorge Palma, quase todos o sabemos, foi "uma perda gigantesca para Portugal. O Jorge Palma é um dos maiores vultos da nossa música e cultura, responsável pela banda sonora de várias gerações com temas intemporais como A Gente Vai Continuar, Deixa-me Rir e Encosta-te a mim. 
Com uma carreira construída pela berma da estrada, o estudo do piano clássico no Conservatório Nacional dava-lhe uma sensibilidade harmónica e uma precisão ao piano impressionantes, o instrumento musical nunca era um mero acompanhamento funcionava como uma extensão direta da sua voz e do estado de espírito da canção. 
Com vivência boémia e no rock, passou por formações emblemáticas como o Sindicato e os Black Boys, deixa discos marcantes como Só, Bairro do Amor, Jorge Palma e Voo Nocturno, além de canções que se tornaram autênticos hinos de várias gerações. As suas letras capturavam a fragilidade, a boémia, o amor e a resistência com uma honestidade desarmante. Jorge Palma conseguia passar da melancolia profunda à celebração da liberdade com frases simples, mas de uma carga poética extraordinária."

Esta morte física é incapaz de apagar o rasto de quem viveu com um propósito. A morte de Jorge Palma foi um dia de luto nacional para a cultura e para a música portuguesa. O luto nacional (não decretado pelo Governo), "é um período de homenagem, solidariedade e pesar nacional para com figuras com relevância nacional ou internacional. Também pode ser decretado devido a acontecimentos excecionais, como catástrofes naturais." 
A morte de figuras relevantes no plano nacional e internacional, como o Para Francisco,  Mário Soares, Francisco Sá-Carneiro, Nelson Mandela, Papa João Paulo II, Irmã Lúcia, Franciso Pinto Balsemão, Eusébio e Amália, foram motivo de luto nacional.
O Governo português ao ignorar a morte de Jorge Palma deu um sinal. Jorge Palma era genial, poeta, compositor e músico de excepção, nada que tenha a ver com este governo. 
Depois de escrever, deu voz a algumas das mais belas canções portuguesas.
A arte do Jorge Palma acompanhou muitos de nós em momentos essenciais das nossas vidas. Ofereceu uma melodia pessoal e íntima aos altos e baixos de cada um, às muitas curvas da vida, às noites inquietas, assumindo uma importância que ele, porventura, jamais imaginou.
Jorge Palma proporcionou momentos felizes aos portugeses.
Este governo causa, a quase todos de nós, pesadelos.
Jorge Palma, foi o maior de entre todos e um dos últimos de um tempo que este governo, se o deixarmos,  tudo fará para que não volte.
Viveu intensamente, como se fosse imortal. 

Em tempo.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz, também deu um sinal: "em homenagem ao músico e ao seu legado decretou um dia de luto municipal, a cumprir hoje, dia 24 de setembro, data das cerimónias fúnebres."

"A mediocridade que agrada a Luís Montenegro "...

 Via MAIO. Para ler na íntegra, clicar na imagem.


Rebentou a polémica da "bolha de plástico"...

Mesmo que não queira, um gajo fica mais do que impressionado ou perturbado. Fica mesmo siderado, com esta treta toda.
Começa a ser verdadeiramente insuportável a carga genial que invadiu a gestão do trânsito na Figueira, com gente que, certamente, acha que descobriu a pólvora e, alguns em simultâneo, a roda.
A Figueira tornou-se uma terra de sábios que falam sem sequer terem ido na leitura além da página dois do manual...
No início do Outouno do ano da graça de 2026, este concelho é algo extraordinário. Daqui a uma dezena de anos, quem ainda por cá andar certamente que perguntará como foi possível uma coisa como esta: uma "ROTUNDA DE PLÁSTICO"!..

"Esta pseuda rotunda, colocada no cruzamento entre as Rua Joaquim Sotto Mayor, Rua da Liberdade, Rua do Viso, Rua da Fonte e Rua Dr Luis Carriço, é materializada através de um pino plástico e marcas pintadas no pavimento, sendo pouco visível de noite." "Esta pseudo rotunda", segundo Mais pela Figueira, "não resolve os problemas do trânsito e pode até ser uma fonte de acidentes de viação."

Contudo, para a vice-presidente Olga Brás, "O ESSENCIAL É A SEGURANÇA. A solução adotada num cruzamento complexo, onde convergem cinco ruas, pretende ordenar as prioridades de circulação, reduzir velocidades e pontos de conflito, facilitar as diferentes mudanças de direção e melhorar a segurança de condutores e peões. Uma rotunda não se torna mais eficaz apenas por ser construída em betão ou possuir uma ilha central elevada."

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

“António Augusto Menano, um intelectual glocal”


António Augusto Menano e António Pedro Pita são os oradores da palestra “António Augusto Menano, um intelectual glocal”, promovida Lions Clube da Figueira da Foz Centro. 

A sessão realiza-se hoje, pelas 21H00, na Assembleia Figueirense, com moderação de António Tavares.

Realizou-se ontem uma sessão extraordinária de câmara com Santana Lopes ausente

Via Diário as Beiras: "O Município da Figueira da Foz terá 100 fogos para renda acessível concluídos até ao final do ano, todos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), afirmou ontem aos jornalistas a vice-presidente da autarquia, Olga Brás, à margem da sessão de câmara. Os restantes 70 fogos de habitação pública que o município está a construir na zona urbana deverão ficar concluídos ao longo do próximo ano, mas tendo como fonte de financiamento o Banco Europeu de Investimento, mantendo as mesmas condições do PRR, cujo prazo não será cumprido".


terça-feira, 22 de setembro de 2026

Vila Verde: vitória das populações

Via CDU Coimbra
"A recente vitória obtida pela população de Vila Verde contra a exploração de
caulinos na sua Freguesia é bem a demonstração de que a Unidade faz a Força.
Com efeito, o recente anúncio do abandono do projecto para a exploração de
Caulinos no Lugar da Feteira é o exemplo disso.
Foi a organização e luta desses moradores, que forçou a Junta de Freguesia e a
Câmara Municipal a ter de tomar partido e a não ignorar o problema.
Consciente do seu papel no apoio incondicional a esta luta popular, não pode o
PCP, deixar de saudar o papel da Comissão de Luta então criada que, com a sua
determinação impediram que este atentado ambiental fosse concreƟzado.
O PCP recorda, no entanto, que os perigos que pairam sobre a Freguesia e a sua
população não terminaram e vão necessitar da mesma determinação para os
enfrentar.
No que refere ao PCP, o mesmo continuará atento e solidário com a população de
Vila Verde.
Viva a Unidade e Luta da População de Vila Verde!
A Luta vai ter de continuar!"

O centro de congressos é uma boa notícia?

 Via Diário as Beiras

Auditório Madalena Biscaia Azeredo Perdigão recebe hoje "Fado Contado"

O Auditório Madalena Biscaia Azeredo Perdigão  recebe hoje, no âmbito das Terças com Poesia, o concerto “Fado Contado”. 

A partir das 21H30, participam Ana Celeste Ferreira (cantora, intérprete e diseur), acompanhada por Ricardo Caló (piano), Pedro Carneiro (violino) e Raquel Andrade (violoncelo).

Jorge Palma 1950-2026

Foto RTP
"É com profundo pesar e consternação que a família e agência de Jorge Palma informam a sua morte, ocorrida esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória", refere a família do músico, numa mensagem partilhada nas redes sociais.

A família recorda que Jorge Palma, com uma carreira com mais de meio século, "deixa uma obra assinalável que faz parte da história" portuguesa, nem como "muitos amigos pelo mundo, pessoas que conquistou com a sua generosidade e genialidade".

Foi assim que tive conhecimento que morreu Jorge Palma, um dos maiores nomes da música portuguesa. O cantor e compositor faleceu aos 76 anos, deixando uma obra que atravessou gerações e marcou a história da canção nacional.

Jorge Palma era um músico, especial, único, talentoso e original.

Acrescentava uma qualidade rara: era um prodigioso poeta do quotidiano, das horas grandes, mas também daquelas coisinhas discretas que todas juntam fazem a banda sonora de uma vida. Das nossas vidas

A gente vai continuar. Mas está cada vez mais difícil.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Montenegro será o pai, a mãe e a tia da austeridade

Via jornal Público (para ler melhor clicar na imagem)

Campus da Figueira da Foz da Universidade de Coimbra: "o programa do novo ano letivo estava previsto para daqui a dois anos"

 Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Antigos autarcas vão ser homenageados em S. Pedro

Por proposta do autarca do Chega, Dilan Vieira, a Assembleia de Freguesia de São Pedro,  reunida em sessão ordinária na passada sexta-feira, dia 18, aprovou, por unanimidade, uma homenagem aos autarcas que serviram esta freguesia urbana da margem sul do concelho da Figueira da Foz nos primeiros 20 anos da sua existência (1985 - 2005). 
A homenagem integrará as comemorações oficiais do aniversário da Freguesia de São Pedro, no dia 12 de julho de 2027, com entrega de diplomas e lembranças simbólicas aos homenageados ou aos seus representantes.
São Pedro, é freguesia, desde 1985. 
A luta pela independência autárquica, porém, já vinha de longe. Em 1974, os habitantes destas povoações apresentaram uma petição ao Ministro da Administração Interna solicitando a criação de uma nova Freguesia, fazendo, assim, eco de velhas aspirações anteriores ao 25 de Abril.
A 11 de Julho de 1985, em reunião plenária, a Assembleia da República decretou a criação da actual freguesia de São Pedro. O primeiro executivo eleito honrou para sempre a data na toponímia da Aldeia, dando o nome da Avenida 12 de Julho à antiga 109, uma vez que a publicação em Diário da República aconteceu em 12 de Junho de 1985.
O primeiro executivo tomou posse em 5 de Janeiro de 1986.

Na foto, de 5 de Janeiro de 1986, a partir da esquerda, está António Agostinho, Manuel Capote e Domingos Laureano - os três formaram o primeiro executivo da Junta de Freguesia de S. Pedro. Nas costas do Manuel Capote, está o José Elísio, presidente da Comissão Instaladora da então nova freguesia. Do lado direito está Carlos Lima, que foi o primeiro Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Pedro. 

Entretanto, São Pedro, freguesia desde 1985, cresceu muito. 
O autor do OUTRA MARGEM tem acompanhado esse processo.
A Cova e Gala da minha infância foi sempre a das casas térreas e pobres de madeira, cheias de aberturas nas paredes, por onde no inverno o ar gélido passava como cão por vinha vindimada .
Quando, mais tarde, as circunstâncias me permitiram viver noutros ambientes, a memória que prefiro guardar é a da Cova e Gala dos meus primeiros anos, a Cova e Gala “da gente de pouco ter e de muito sentir”, a Terra pequena e modesta nos costumes e nos horizontes da compreensão do resto do País e do mundo.
São Pedro, transformou-se muito por fora nos últimos anos.
Em nome do chamado progresso, alterou-se o perfil e a paisagem da Cova e Gala. Sobretudo, colocaram-se toneladas de betão onde outrora existiu a madeira das casas antigas.
Gostaria de poder continuar a acreditar que, apesar de tudo, “o espírito da Cova e Gala sobrevive”, pois “é o espírito que faz eternas terras”.
Para mim, chegava que a Cova e Gala fosse uma Terra culta, moderna, limpa e organizada – e, se possível, sem perder nada da sua alma.
Como comprova a realidade, isso é desejar demais.

domingo, 20 de setembro de 2026