"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

sábado, 19 de junho de 2021

Da série, bem-vindos à campanha eleitoral de Carlos Monteiro, autárquicas 2021 (6)...

 Via Diário as Beiras

Ora cá está um problema que deve colocar a Figueira em estado catatónico!..

Mesmo que o Movimento ainda não esteja formalmente constituído, alguém acredita que o painel vai ser removido?

Imagem via Diário as Beiras
Alguém aceitaria que um Movimento liderado por um advogado, ex-lider do PSD, ex-primeiro ministro de Portugal, ex-presidente de duas Câmaras Municipais (Figueira ad Foz e Lisboa) estivesse a cometer ilegalidades?
Para mais, quando isso é facilmente constatável. Basta ao Movimento mostrar as credenciais da CNE e vê-se logo que está tudo dentro da legalidade... Ou fazer cumprir a Lei.
Autárquicas 2021 - a campanha na Figueira está a aquecer. E ainda estamos longe da ponta final...

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Uma notícia antiga, que continua actual...

Remodelação do plantel?..


A pandemia tabém serve para isto...

"A crise económica provocada pela pandemia fez aumentar, em cerca de 15 por cento, as candidaturas a habitação social na Figueira Domus, que não tem capacidade de resposta. 
Por outro lado, a empresa municipal não tem apartamentos para um único indivíduo, cuja procura tem aumentado, já que a tipologia dos fogos começa no T2.
«Neste momento, não temos resposta para estes casos», afirmou  o administrador da Figueira  Domus, Rui Duarte, ao DIÁRIO AS BEIRAS. 
Há cerca de uma centena de candidaturas em lista de espera.
A solução não passará pela construção de novas urbanizações de habitação social, mas sim por alternativas que promovam a inclusão e combatam a estigmatização, advogou o vereador Nuno Gonçalves. «Não faz parte da estratégia actual a construção de novos empreendimentos.»"
Via Diário as Beiras. Fim de citação.

12 anos de poder autárquico, não chegaram para nada. Os problemas subsistem. Existem e estão por resolver. Quem quer ver a realidade vê. Quem deveria ter actuado, não actuou. Os figueirenses é que têm de decidir o que querem. Mais do mesmo, ou outra coisa?
Se o poder que está em funções não quis (ou não conseguiu) enfrentar os problemas, um dia outro vai ter de os enfrentar. Na habitação social e em todos os os outros sectores. A alternativa é continuar a definhar.
É para isso que servem os actos eleitorais: para o debate e o confronto  democrático, na busca das melhores escolhas para encontrar as melhores soluções.
Importante seria também que a democracia funcionasse para isso.

Em período de campanha eleitoral a malta entusiasma-se...

Autarquia da Figueira da Foz lança campanha para promover o turismo

Imagem sacada daqui

São mais oito “regras” a seguir, além daquelas que são definidas pela Direcção Geral da Saúde: “Babete ao peito para marisco a preceito”, “Surf à maneira? Vem à Figueira!”, “Caminhadas em beleza? Aventura-te na natureza!”, “Com 30 km de areal, procura o spot ideal!”, “Com tanta animação de rua, a noite é toda tua!”, “Com o barco na marina, diz adeus à rotina!”, “Passear na marginal é fundamental!”, “Espaço sem fim, segurança para ti e para mim!” 
O município figueirense deu ontem início à primeira fase de uma nova campanha promocional do concelho, intitulada “Regras de verão na Figueira da Foz”, tendo em vista a época balnear e a segurança sanitária. 
O arranque fez-se a nível regional, com recurso a painéis publicitários, redes sociais municipais e divulgação em órgãos de comunicação social. 
Numa segunda fase, a campanha, além de se manter nas redes sociais do município, chegará também às ruas de Lisboa e do Porto. 
Na terceira e última parte, a mensagem será promovida em meios digitais especializados em viagens e turismo, nacionais internacionais, imprensa generalista e na rede de ATM e Multibanco. 

terça-feira, 15 de junho de 2021

Santana pode ser uma utilidade...

O PSD ao longo dos anos teve de aturar as tropelias de Santana. Apesar de Santana ter saído, a
inda não está livre dele. 
Uma candidatura presidencial com sucesso, em 2026,  é um projecto essencialmente pessoal. Ao alcance, não dos mais capazes, não dos mais brilhantes, não dos mais serenos, não dos mais lógicos, não dos mais competentes, não dos mais inidicados, mas dos mais audazes.
Não vale a pena tentar  desmistificar a trivialidade, "o tal populismo", porque é para esse lado que Santana Lopes dorme melhor.
 
O melhor que a Figueira pode ter, neste momento, é mesmo ver os pretensos candidatos irem-se chegando à frente. Está a chegar a hora de darem o corpinho ao manifesto. Agora, já é tarde para recuarem. Um pião testa-se rodopiando. Os peões testam-se e são sacrificados e comidos pela rainha.

Santana tem todo o direito de querer ser presidente da República. 
A câmara da Figueira pode ser, mais uma vez, um atalho para a concretização dos seus objectivos pessoais. Santana tem todo o direito de achar que é um bom candidato a presidente da República. Santana tem todo o direito de ocupar o espaço mediático. Santana tem todo o direito de querer ser hoje controverso e amanhã consensual. Santana tem todo o direito de achar que ser popular não é ser ingénuo. Mas, também tem de entender que nem todos os outros são ingénuos ou otários. Santana tem todo o direito de achar que este é o tempo de ir testando o caminho para tentar chegar a presidente da República. Santana tem todo o direito de pensar que falarem dele é bem melhor que falarem de Costa. Santana tem todo o direito de utilizar a Figueira como quer. Mas, também tem de ter a humildade de perceber que pode ser utilizado.

Santana tem todo o direito de dizer que foi dos primeiros a avisar que continua a andar por aí. Pelo menos, até 2026. 
Santana tem todo o direito a dizer, que se não fosse ele, hoje o presidente da câmara da Figueira da Foz, a partir de outubro, de 2021 continuaria ser  o Monteiro.
Santana tem todo o direito a dizer que o PSD vai estar melhor, distraído com ele, do que contraído com Rui Rio.
Santana tem todo o direito a usar a demagogia e os seus amigos na comunicação social nacional para fazer ruído. 
Santana tem todo o direito de pensar que eu não percebo nada disto. Mas, ninguém, nem Santana Lopes, me vai inibir de expressar a minha opinião.

A putativa candidatura de Santana Lopes à câmara da Figueira da Foz pode ser útil a António Costa e ao PS. Carlos Monteiro pode ser o sacrificado. Mas, o que vale a Figueira e Carlos Monteiro perante os interesses de António Costa e do PS nacional?
Santana, se for candidato e se for eleito presidente da câmara da Figueira da Foz, vai ser um factor de desestabilização dentro do PSD, mais concretamente à actual liderança de Rui Rio. Se não for eleito, vai continuar a andar por aí...

Isso interessa a quem? Acima de tudo ao PS e a António Costa.
E perguntarão vocês: e Pedro Machado?
Pedro Machado ao fazer o sacrifício de se candidatar não teve, nem tem, nada a perder. Se ganhar, vai ser presidente de câmara. Ponto final.
Se perder, vai continuar no Turismo do Centro até 2023. Depois, deverá ter um lugar à espera na lista de deputados do PSD à Assembleia da República.
Com a idade que tem, depois de 2 mandatos como deputado tem o problema dele resolvido.

Anda para aí uma crispação dos diabos na bolha política figueirinhas.
Não se preocupem: vai acabar tudo bem. Como sempre, para alguns. Aconteça o que acontecer em outubro próximo. Tenho pena é dos ingénuos que não se importam de ser idiotas úteis. Politicamente falando, claro.
Não vá haver para aí gente a ficar ofendida (pessoalmente) comigo.
Logo comigo, que nao faço mal a uma mosca...

Da série, zona indistrial em ano de eleições autárquicas...

 Via Diário as Beiras

Praias costeiras da região Centro têm capacidade para 150 mil pessoas...

 ...a praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano da Europa (com cerca de dois quilómetros de extensão entre o molhe Norte do rio Mondego e a vila de Buarcos) tem a possibilidade de receber um máximo de 25.400 pessoas, em quatro praias contíguas"...

"Legalidade"? "Estado de Direito"? "Erosão costeira"? Está bem abelha: estamos em Portugal...

"Já completou um ano a controversa decisão da Câmara de Almada de asfaltar uma estrada na praia da Fonte da Telha, em cima da duna primária. 
A autarquia foi intimada a corrigir o pavimento, mas um ano depois isso ainda não aconteceu. 
O Ministério Público está a investigar a actuação da autarquia."

Para ver vídeo, clicar aqui.

O Diário as Beiras está de luto


António Madeira Teixeira, fundador e presidente do Conselho de Administração da Fapricela, também presidente da Assembleia Geral da Sojormedia Beiras, empresa detentora do DIÁRIO AS BEIRAS, morreu na noite do passado domingo.
As cerimónias fúnebres decorrem esta terça-feira, 15 de junho, na freguesia de Ançã, Cantanhede. 

COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL

Ontem, foi a estreia do canal "Figueira Play".
O canal online apresenta informação actualizada no Facebook (segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira) e no Youtube (sábado).
Para o presidenta da Câmara, “o passo lógico a dar na estratégia de comunicação é potenciar o uso das plataformas on-line para, através de um espaço informativo, levar, de forma acessível e frequente, a Figueira da Foz ao conhecimento dos figueirenses e dos portugueses”.

O Fundo Azul e os fantasmas da “bazuca”

"Depois de sabermos o que acontece com o Fundo Azul, há razões de sobra para preocupações. Por muito que o mar e o potencial da economia azul se tenham instalado nas prioridades políticas de diferentes governos ou do anterior Presidente, ainda que o Estado tenha concebido um instrumento financeiro para a estimular, o resultado concreto dessa ambição é decepcionante. 
Em cada ano há 13 milhões de euros para investir, mas os agentes privados só aproveitam menos de um quarto dessas verbas. Como acontece tantas vezes num Estado hipercentralizado e descofiado dos propósitos dos seus cidadãos, a malha burocrática criada em torno do acesso a esses fundos é de tal forma intrincada que os empresários desistem. 
E se esta realidade acontece com um pequeno fundo, imaginem-se os riscos que se correm com os milhares de milhões de euros que o país vai ter de gerir nos próximos anos".

 Via Jornal Público

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Ainda está por inventar a palavra capaz de nos mostrar toda a incompetência e toda a mentira que é a política na Figueira da Foz. Escrevê-lo não basta, nunca bastou. E nunca há-de bastar...

 Via José Augusto Marques

Viva o comboio

«A CP tem feito grandes progressos e muitos deles têm-se traduzido da maneira mais palpável: em novas viagens que podemos fazer. Quem é que consegue resistir, por exemplo, a ir de comboio da Figueira da Foz até Valença do Minho? 

Se calhar, o meu amor por comboios deve-se ao facto de termos ido muitas vezes de comboio para férias — até para a Figueira da Foz.»

Miguel Esteves Cardoso

O arraial da descredibilização

Via Jornal Público

"No dia em que Lisboa voltou a registar um número alarmante de infecções de casos de covid-19, a Iniciativa Liberal decidiu organizar um arraial em homenagem a Santo António sob a capa de evento político. 
Percebe-se que um partido que sempre mostrou relutância em relação aos confinamentos quisesse aproveitar a festa popular para tornar pública a sua defesa de um regresso ainda mais rápido à normalidade. Mas, em vez de uma mensagem política, o que sobrou do arraial liberal foi a incoerência do partido, a sua incapacidade de cumprir as regras sanitárias e a promoção da política da boçalidade e do insulto. Mais do que uma manifestação liberal, o arraial foi um festival de libertinagem que desvaloriza a credibilidade da IL e dos seus líderes. 
Este evento de pertinência discutível começa antes do Santo António. Começa na Festa do Avante! de 2020, quando a IL questionava a suposta condescendência das autoridades para com a concentração de pessoas no evento, quando se proibia que “uma pessoa tomasse banho de mar” ou que houvesse “mais de cinco pessoas num areal”. 
Na altura, quando havia “provavelmente centenas de eventos culturais cancelados ou profundamente alterados”, era legítimo perguntar, como o fez a IL, se “os partidos políticos têm nesta matéria prerrogativas que outras instituições ou cidadãos não têm”. 
Mas no dia em que os lisboetas cumpriram com as determinações que impediam até o uso de fogareiros na rua, a IL decidiu esquecer esses princípios. Primeiro, desrespeitou as recomendações da DGS e instalou 20 barracas; depois, não verificou distâncias de segurança; como corolário, tornou o arraial um acto de desobediência deliberado. 
Enquanto a festa do PCP que tanto criticaram se revelou um exemplo de organização e de cumprimento das regras, o arraial liberal deu origem a um festim que só foi diferente da festa do Sporting na escala. Neste capítulo, as setas disparadas para figuras com rostos de ministros ou das autoridades sanitárias não passaram de um lamentável episódio de arrogância, intolerância e mau gosto. Tudo muito pouco liberal, portanto. 
Se a Festa do Avante! punha em causa “os sacrifícios dos últimos meses”, como dizia então João Cotrim Figueiredo, não se percebe como o arraial não fez exactamente o mesmo agora. E não se percebendo, o que sobra da festa é a incoerência e a irresponsabilidade. 
Fazer política diferente, com irreverência e criatividade, como a IL já fez, não dispensa o empenho no interesse geral, a finalidade última dos partidos, nem o respeito pelas regras sanitárias. Dar o dito por não dito sobre grandes eventos num momento preocupante em Lisboa, desobedecer à DGS, ser incapaz de gerir a multidão ou alinhar com a graçola das setas está muito longe dessa finalidade."

Um herói, um irresponsável e um arruaceiro...

 Via jornal i


Porque é que a mudança é necessária na Figueira

Foto via Luís Pena

É banal ouvir dizer: “todos os anos deveria haver eleições”.
Todavia, meia dúzia de anos depois do 25 de Abril, a cada vitória do PS, até 1997, de 1997 a 2009, do PSD, e daí para cá, novamente do PS, os vencedores a primeira coisa que afirmam é que os figueirenses legitimaram pelo voto democraticamente expresso a sua estratégia.
Com este argumento nunca se corrigiram. Resultado: A Figueira e o concelho foram decaindo.

As vitórias socialistas locais só fizeram a Figueira perder importância no País. O mesmo se pode dizer das 3 vitórias do PSD.
Por isso, é importante que algo mude em Outubro próximo. Estou em crer que uma derrota do PS em outubro traria mudanças. Mais do que as 3 vitórais que aconteceram de 2009 para cá.
Uma derrota deste PS figueirense causaria mudanças: no interior do PS e na governação do concelho.

Na Assembleia Municipal, dada a maioria absoluta, a norma do PS é rejeitar qualquer protesto da oposição.
Quem acompanha o trabalho deste órgão, verifica facilmente que isso não beneficia ninguém, como se viu recentemente num lamentável e triste episódio que envolveu o presidente da Asembleia Municipal e a bancada do PSD.
Por outro lado, a conduta deste presidente de câmara por sucessão, não foi sempre de louvar. Talvez por insegurança ou medo, em vez de tentar unir todo o elenco camarário à sua volta para ter mais força reivindicativa, preferiu outro caminho.  Assim só se enfraqueceu perante o Governo. Os atrasos na resolução dos casos da erosão costeira, da linha do oeste (troço Figueira/Caldas da Rainha), das obras do porto e barra e a melhoria do piso da 109, falam por si.
Um verdadeiro líder não agia sozinho. Saberia amarrar os  seus adversários ao compromisso de unir esforços para resolver problemas estruturais ao desenvolvimento concelhio. 

Infelizmente o Presidente nem nisto soube agir como líder: foi inseguro, teve medo e falhou. Agora, nem pode repartir as culpas, pois ignorou os aliados que o reforçariam nestas causas. Quem perdeu foi o concelho.
O medo e  insegurança, não são bom conselheiros. 
O nervosismo, aliás, é visível na conduta do actual executivo
Em política não há milagres: a obra acelerada, mal planeada e mal pensada, dá o resultado que está à vista de todos. 

Os líderes não mostram receio, não segregam, nem censuram: só os fracos líderes usam esta estratégia.
Gostaria de ver a Figueira governada por gente diferente. Com capacidade de liderança, sem medo, sem censurar ou criticar quem manifesta opinião e sem as fragilidades mostradas pelos responsáveis pela condução da Câmara dos últimos anos. Queria um Presidente que pensasse bem os investimentos. Um líder capaz de pôr ao seu lado os adversários para reforçar o poder reivindicativo do concelho, alguém que recuperasse do tempo já perdido e fizesse avançar a Figueira no todo nacional. Desejaria ver a partir de Outubro gente não comprometida com a subserviência e com coragem política na condução dos destinos da Figueira.
  
Como é obvio,  respeitarei qualquer resultado das próximas autárquicas.
No entanto, se dependesse de mim, optaria pela mudança.
Há momentos, em que a exigência é a ruptura que nos conduza à mudança, sem ambiguidades, jogos de bastidores, nem cartas escondidas na manga.