sexta-feira, 6 de março de 2026

Segundo o vereador Manuel Domingues, "A14 poderá reabrir no dia 15 deste mês"

 Via Diário as Beiras

«O vereador do executivo camarário da FAP Manuel Domingues avançou ontem que o troço da A14 entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho deverá reabrir no dia 15 deste mês. O edil falava na reunião de câmara quando o presidente da autarquia figueirense o questionou sobre a estimativa da duração das obras em curso de reparação das zonas da autoestrada danificadas pelo comboio de tempestades ocorrido em janeiro e fevereiro. A Brisa está a trabalhar em várias frentes de obra, incluindo na zona da passagem de água do Foja sob autoestrada através de manilhas, cuja área esteve alagada durante várias semanas. O estado daquelas infraestruturas será determinante para a definição do calendário dos trabalhos, já que poderão ter de ser realizadas obras de reparação. Na quarta-feira, de resto, ainda não havia uma estimativa para a conclusão das reparações (ver edição de ontem). “Tenho acompanhado, quase em permanência, as obras na A14”, afiançou o autarca.

“A zona de manilhas abateu e a Brisa entendeu que tinha de fazer uma intervenção profunda”, acrescentou Manuel Domingues, adiantando que a concessionária da autoestrada decidiu analisar o estado de todas as passagens hidráulicas do troço da A14 entre Maiorca e o nó de acesso de Vila Verde. De novo indagado por Santana Lopes, desta vez acerca das pontes de Maiorca, na EN111 – uma das alternativas ao troço da autoestrada em obras - , Manuel Domingues afiançou que “as pontes de Maiorca aguentam-se, desde que se circule com moderação, a 30 km/hora, mas há quem não cumpre o limite de velocidade e, por isso, tem havido pequenos acidentes”.

Por outro lado, afiançou que a GNR, apesar de estar “com dificuldades, por ter poucos guardas”, “tem atuado” naquela estrada, sobretudo para impedir a circulação de viaturas pesadas nas pontes de Maiorca, que está proibida. Já em 2016, ano em que colapsou uma das passagens hidráulicas, na zona agrícola de Maiorca, obrigando ao corte da A14 entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, a EN111 passou a ser via rodoviária principal, com todos os constrangimentos associados à sobrecarga rodoviária. Desta vez respondendo ao vereador do PS Rui Carvalheiro sobre a sinalização na zona onde abateu parte da faixa de rodagem da EN11, em Caceira, no sentido Figueira da Foz/Maiorca, Manuel Domingues sustentou que “a sinalização está correta”

quinta-feira, 5 de março de 2026

Chega abandona plenário depois de nova altercação com Teresa Morais

 Via Expresso

"O grupo parlamentar do Chega abandonou esta quinta-feira o hemiciclo antes do final do debate em plenário, agendado pelo próprio partido, depois de uma nova altercação com a vice-presidente e presidente do parlamento em exercício, Teresa Morais.

No debate pedido pelo Chega, com o tema "As acusações de racismo na sociedade, no desporto e no sistema político: é preciso virar a página", André Ventura encerrou os trabalhos com um discurso em que acusou a deputada do PS Isabel Moreira e as líderes parlamentares do Livre e PCP de esconderem e ignorarem propositadamente quando "compatriotas suas são violadas, agredidas, mutiladas, perseguidas e assediadas só por uma razão".

"Se fossem portugueses estavam aqui aos gritos. Como são estrangeiros, protegem-nos porque preferem os criminosos às mulheres que são vítimas de crimes", acusou.

Antes de dar por encerrados os trabalhos desta tarde, Teresa Morais, vice-presidente do Parlamento que presidia a sessão, quis transmitir uma mensagem sobre o teor da intervenção de Ventura: "É a minha convicção que nenhuma mulher nesta casa, seja ela sentada numa bancada à esquerda ou à direita, quer esconder violadores ou ignorar violações de mulheres".

Perante esta consideração, Ventura pediu a palavra para afirmar que "é às bancadas das oposição que cabe fazer o discurso político" e não à mesa e acusou a social-democrata Teresa Morais de ser "uma vergonha para as funções que exerce no parlamento". "Da nossa parte, não nos representa mais na Assembleia da República, nem na mesa da Assembleia da República", atirou o líder do Chega, que já na quarta-feira tinha tido outra alteracação com Teresa Morais.

Teresa Morais respondeu que o deputado do Chega "não tem nenhum facto para apontar" e que as suas intervenções têm como objetivo "arrancar palmas à sua bancada".

Filipe Melo, deputado do Chega e vice-presidente do parlamento, saiu da mesa da Assembleia da República para ir para a bancada do Chega no início desta troca de argumentos, uma ação que foi reprovada por Teresa Morais enquanto o parlamentar protestava. "Senhor deputado Filipe Melo, faça o favor de ficar calado, porque já toda a gente percebeu que o senhor deputado está na mesa a fazer trejeitos infelizes e depois sai da mesa quando lhe apetece para vaiar a mesa", atirou a deputada social-democrata.

Perante esta consideração, os protestos da bancada do Chega subiram de tom e todos os deputados presentes abandonaram o hemiciclo. Assim, os trabalhos encerraram sem o partido liderado por André Ventura a ocupar os seus lugares no hemiciclo.

A intervenção de Teresa Morais que gerou a saída da bancada presidida por Pedro Pinto foi aplaudida por toda a esquerda e pela bancada do PSD. Da bancada do Chega ouviram-se pateadas.

A presidente da mesa fechou os trabalhos insistindo que "não pode aceitar que se diga nesta casa que há mulheres de algumas bancadas que escondem criminosos e ignoram violações de outras mulheres".

Já esta quarta-feira, o debate quinzenal ficou marcado por um incidente protagonizado pelo líder do Chega, que acusou a presidente do parlamento em exercício, Teresa Morais, de tratamento desigual, crítica que a social-democrata rejeitou, apoiada por PSD e PS."

Acidente de trabalho na conserveira Cofisa faz um morto e um ferido grave

"Um acidente de trabalho na alizaçãoconserveira Cofisa, na Figueira da Foz, provocou hoje um morto e um ferido grave.

Segundo apurou o DIÁRIO AS BEIRAS, ambos eram funcionários de uma empresa que estava a reparar a cobertura da fábrica, que havia sido danificada pela depressão Kristin, no dia 28 de janeiro."

Actualização dia 6.2.25

Recolha de equipamentos elétricos vale viatura aos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz

Via Jornal de Notícias
"A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz destacou-se entre as 225 que participaram, no ano passado, no Quartel Electrão e vai receber, nos próximos dias, um veículo de combate a incêndios. Hoje decorre a apresentação dos bons resultados desta iniciativa do Electrão - Associação de Gestão de Resíduos, numa cerimónia que contará com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves."

Morreu António Lobo Antunes: Médico e escritor tinha 83 anos


O escritor António Lobo Antunes morreu, esta quinta-feira. 

A informação foi avançada pelo Expresso.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, a 1 de setembro de 1942. Licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985.

“Memória de Elefante” é o título que marca a sua estreia na Literatura, em 1979. No mesmo ano, sai “Os Cus de Judas", sucedendo-se "Conhecimento do Inferno", em 1980, e "Explicação dos Pássaros", em 1981, obras marcadas pela experiência da Guerra Colonial e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

Na bibliografia, António Lobo Antunes deixa mais de três dezenas de romances, com cerca de metade a surgir nos últimos 25 anos. Durante décadas, o escritor foi frequentemente indicado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Destacam-se ainda vários volumes de "Livro de crónicas" e ainda o livro para crianças "A história do hidroavião" (1994), ilustrado pelo músico e amigo Vitorino.

Centro de Saúde de Buarcos entra em obras no próximo dia 9

Imagem: daqui
Via Diário as Beiras: 
"trabalhos decorrem em duas fases, com o equipamento de saúde em funcionamento"

Morreu Carlos Saboga, argumentista multifacetado, também realizador

"Com uma carreira de seis décadas de cinema, o figueirense Carlos Saboga foi sobretudo um argumentista, tendo-se estreado com O Lugar do Morto, de António-Pedro Vasconcelos — morreu em Paris aos 89 anos de idade. 
Personalidade marcante na história do cinema português das últimas seis décadas, em especial na área específica do argumento. A notícia foi confirmada pela Leopardo Filmes, do produtor Paulo Branco, com quem manteve uma longa colaboração profissional. Nascido na Figueira da Foz, a 17 de dezembro de 1936, morreu na passada sexta-feira, em Paris — contava 89 anos. A sua partida para França, a salto, sem documentos, aconteceu em 1965, acompanhando uma equipa francesa que tinha vindo filmar a Portugal. Viveu também em Itália e na Argélia, acabando por se instalar definitivamente em Paris.
Com uma actividade plural de assistente de realização, jornalista, crítico de cinema e tradutor, colaborou, em funções variadas, em títulos como La Jeune Morte, (1965) do francês Claude Faraldo, ou Il Sasso in Bocca (1969) do italiano Giuseppe Ferrara. 
A estreia na produção portuguesa deu-se como argumentista de O Lugar do Morto (1984), de António-Pedro Vasconcelos, cujo impacto público lhe conferiu uma dimensão mitológica partilhada por raros filmes da produção portuguesa.
Colaborou, entre outros, com Fernando Lopes (Matar Saudades, 1988), Jorge Paixão da Costa (Adeus Princesa, 1992), Leonel Vieira (Mustang, 2000) e em vários títulos de Mário Barroso (incluindo Um Amor de Perdição, 2008). Voltou a colaborar com António-Pedro Vasconcelos, nomeadamente no fresco histórico Aqui d’El-Rei! (1992), que também foi uma série de televisão. Entre as produções internacionais de Paulo Branco, o seu nome ficou ligado a Mistérios de Lisboa (2010) de Raul Ruiz, As Linhas de Wellington (2012) e O Caderno Negro (2018), ambos de Valeria Sarmiento. Foi um realizador “tardio”, sobretudo tendo em conta que, como ele próprio referia, se tornou assistente de realização na expectativa de realizar os seus próprios filmes. 
A estreia na realização só aconteceria em 2012, com Photo, produção lusa-francesa cuja ambiência melodramática nasce do confronto de uma mulher com memórias da sua mãe ligadas a fotografias desconhecidas — no elenco, além de Simão Cayatte, Rui Morrisson e Ana Padrão, surgiam também a francesa Anna Mouglalis e a espanhola Marisa Paredes. Realizou ainda A uma Hora Incerta (2015), sobre a experiência de dois refugiados franceses, em Portugal, em 1942. O derradeiro argumento de Carlos Saboga foi escrito para Memórias do Cárcere, também uma produção da Leopardo Filmes, baseada na obra homónima de Camilo Castelo Branco. Com Albano Jerónimo e Maria João Bastos nos papéis de Camilo e Ana Plácido, realizado por Sérgio Graciano, o filme tem estreia marcada para 24 de setembro de 2026."

quarta-feira, 4 de março de 2026

A14: ponto da situação

Via Município da Figueira da Foz

"A14 vai abrir tão breve quanto possível".

Actualização dia 5.2.2026, via Diário as Beiras

Orizicultores do Vale do Pranto estão preocupados

 Via Diário as Beiras

Prazo para a execução das obras termina este mês

Via Diário as Beiras: "Demolição de imóvel atingido pela Kristin não afeta trabalhos nos restantes edifícios em obras".

- para ler melhor clicar na imagem.

"Eles tomam decisões com base na teologia"

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, sobre o Irão

"That entire regime led by radical clerics who don’t make geopolitical decisions. They make decisions on the basis of theology; their view of theology, which is an apocalyptic one."

[Imagem: "On Oct. 23, 2024, Pastor Che Ahn (center) prays for former President Trump at a Turning Point Action Rally in Duluth, Georgia"]

Nova unidade industrial de combustível de baixo carbono (e-fuel) na freguesia da Marinha das Ondas

A empresa Elyse Energy vai criar uma nova unidade industrial na Marinha das Ondas para produzir combustível de baixo carbono para a indústria da aviação, obtido a partir de processos industriais combinados com hidrogénio verde
, segundo anunciou ontem o Município da Figueira da Foz
O projeto representa um investimento de cerca de 800 milhões de euros e vai criar 100 novos postos de trabalho diretos e já deu entrada nos serviços de Urbanismo.

terça-feira, 3 de março de 2026

Aeródromo da Figueira da Foz: antigo vereador PS, uma voz contra a sua construção

Termina hoje a consulta pública que permitirá a alteração do PDM e a construção do aeródromo.

Depois da leitura dos documentos que fundamentam a instalação do aeródromo, João Vaz "concluiu que não há base para tal investimento."
E argumenta: "imaginem 20 milhões de Euros gastos a reflorestar o concelho, a tornar a cidade mais verde e a proteger a biodiversidade"....

É assim que se faz: após a Kristin, "vereador Ricardo Silva optou por tentar salvar as árvores, em vez de removê-las"

 Via Diário as Beiras:

A deputada municipal do PS Raquel Ferreira referiu-se ao processo que conduziu a eleições legislativas antecipadas em 2024 como “assalto ao poder”

A deputada municipal do PS Raquel Ferreira teve uma prestação infeliz e desastrada no decorrer desta sessão da Assembleia Municipal da Figueira da Foz

Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)

Passos perdido?

"Hoje, sempre que Passos Coelho abre a boca é para iluminar as sombras que vê, nunca a luz que deseja." 
Cito passagens de um texto de Luís Osório, publicado no Diário de Notícias, com o título Passos Coelho já é Darth Vader.
"Sempre que Pedro Passos Coelho fala o mundo não pula e avança. Normalmente, acontece o contrário, o mundo político trava e fica na expectativa. É um inegável poder, o de desencadear reações com o que diz ou com o que prefere deixar em silêncio.
É um homem singular, obsessivo e providencialista. Acredita que tem um destino e que o vai cumprir, o de ser o artífice de uma verdadeira mudança no país, uma revolução que altere os paradigmas da economia e da sociedade. Uma revolução que está em marcha alavancada por uma maioria de toda a direita, que incluirá André Ventura e o seu bando.
Tem feito caminho e mantém-se à tona. Por estas horas falou sobre a errada nomeação do MAI e revelou a sua impaciência com o tempo que o Governo está a gastar para provar algum ímpeto reformista.
Passos Coelho é uma permanente “dor de burro” para o primeiro-ministro. Mas há qualquer coisa que nele não bate certo - no que diz, no modo como o diz, revela uma negatividade que não era a sua marca quando conquistou o poder. Podíamos discutir as ideias, mas existia sonho e futuro. Hoje, sempre que abre a boca é para iluminar as sombras que vê, nunca a luz que deseja.
Passos é um Darth Vader quando antes usava uma espada de Jedi. Faz toda a diferença, pois sabemos como o filme termina."

Nota de rodapé.
Em resumo: Pedro Passos Coelho tem dito que Luís Montenegro deve "pedir mais força" ao eleitorado se a reforma laboral chumbar. 
Que o mesmo é dizer: quer eleições
Passos Coelho faz-me lembrar os adeptos do Grupo Desportivo Cova-Gala, que no meu tempo de director, para ajudar nunca apareciam.
Porém, no dia do jogo, estavam sempre presentes. 
Não para ajudar, não para apoiar.
Apenas à espera que as coisas corressem menos bem, que a equipa passasse por dificuldades no decorrer da partida para, aos gritos, dizerem que o  Treinador não percebia nada e já devia estar na rua.
Ao mesmo tempo, aproveitavam e diziam mal da Direcção...

O POEMA ENSINA A CAIR

Um espetáculo poético-musical comentado que une palavra e piano num registo intimista e profundamente envolvente. 𝗔 𝗷𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗻𝗵𝗼 partilha as histórias e as razões por detrás de cada poema — escolhas pessoais e inspirações nascidas das mais de cem conversas do podcast O Poema Ensina a Cair, distinguido como Melhor Podcast de Arte e Cultura. Em 2006 venceu também o prémio de Melhor Podcast Português de Entrevistas. 𝗔𝗼 𝗽𝗶𝗮𝗻𝗼, 𝗙𝗶𝗹𝗶𝗽𝗲 𝗥𝗮𝗽𝗼𝘀𝗼, compositor e orquestrador, cria a paisagem sonora perfeita para um encontro onde literatura, música e memória se entrelaçam.

 Imagem via Diário as Beiras