quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A política na Figueira está escaldante...

"Diferendos envolvem dois autarcas eleitos pela mesma força política - a coligação FAP". Segundo o Diário as Beiras "autarcas de São Julião e Buarcos já não se falam"...
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Figueira da Foz prorroga prazo de Plano de Pormenor do projeto da Lagoa da Vela

Via Diário as Beiras
"A Câmara da Figueira da Foz publicou hoje em Diário da República a prorrogação do prazo de elaboração do Plano de Pormenor do Empreendimento Turístico da Lagoa da Vela por 18 meses. 
Segundo o aviso da publicação, a prorrogação do prazo tem efeitos retroativos a 18 de agosto. 
A 03 de setembro, o município liderado por Pedro Santana Lopes tinha aprovado, por maioria, prorrogar o prazo de elaboração do Plano Pormenor por exigência de alguns organismos públicos, em conferência procedimental. 
O presidente da Câmara da Figueira da Foz foi o único a votar contra por considerar “inadmissível” a posição dos organismos públicos no processo do projeto turístico da Lagoa da Vela, que se arrasta há quase 30 anos. “Considero que estão a gozar com o concelho da Figueira da Foz, com um conjunto de exigências em conferência procedimental, que são feitas, e no não aproveitamento de estudos anteriores”, afirmou, na altura, Pedro Santana Lopes. 
Em 1998, o município da Figueira da Foz adquiriu ao Estado um terreno de 100 hectares junto à Lagoa da Vela, na freguesia do Bom Sucesso, para executar um projeto turístico que incluía um campo de golfe, mas o processo passou por vários entraves e esteve parado até fevereiro de 2025. Nessa altura, foi assinado entre a Câmara e a Lagoa da Vela – Empreendimentos Imobiliários e Turístico Desportivos S.A um contrato destinado à elaboração do Plano de Pormenor para o local. O projeto, submetido a conferência procedimental, obteve parecer favorável de cinco entidades públicas e desfavorável de três, um deles já sanado, com o Turismo de Portugal, com a exigência de avançar com um Estudo de Impacte Ambiental (EIA) paralelamente ao Plano de Pormenor. 
As novas exigências vão atrasar em mais de um ano a elaboração do projeto de execução e o início das obras, que, a concretizarem-se, só no ano 2028, segundo disse, no início de setembro, o vereador João Martins. 
O Plano de Pormenor para a zona da Lagoa da Vela visa ordenar e regulamentar a ocupação e uso sustentável do espaço em questão, alinhando-se com os objetivos do desenvolvimento turístico sustentável, a preservação dos valores naturais e paisagísticos da região e a promoção da valorização económica e social do território. O projeto prevê uma área para moradias com dois pisos, empreendimentos turísticos e um campo de golfe."

Para colocar na agenda

 


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mar da Figueira vai ser utilizado como cobaia...

Foto: Celso Silva/Digitart
Universidade de Évora identifica local ao largo da Figueira da Foz para armazenar CO2
«A Universidade de Évora (UÉvora) identificou um local no offshore nacional, ao largo da Figueira da Foz, onde poderá ser testado o armazenamento geológico de dióxido de carbono (CO2), anunciou hoje a academia.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a universidade alentejana explicou que o reservatório offshore, com “capacidade de armazenamento superior a 93 milhões de toneladas” de CO2, se localiza a cerca de 22 quilómetros ao largo da Figueira da Foz.
“O reservatório situa-se na Bacia Lusitaniana, em formações rochosas” situadas a “centenas de metros abaixo do fundo marinho”, indicou.
Os estudos foram desenvolvidos pela UÉvora no âmbito do projeto “PilotSTRATEGY”, desenvolvido em colaboração com a GALP e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
“Temos identificado e estudado um local concreto onde poderá ser realizado um projeto-piloto de armazenamento geológico de CO2 em Portugal”, disse Júlio Carneiro, professor do Departamento de Geociências da UÉvora, citado no comunicado.
O também investigador do CREATE e responsável pelo projeto referiu que, a concretizar-se a iniciativa, o CO2 será injetado a cerca de 1.200 metros abaixo do nível do mar, num reservatório de arenito, “uma rocha porosa com bastante permeabilidade”, ficando “retido nos poros entre os grãos, atualmente preenchidos por água de elevada salinidade”.
“O objetivo imediato não é armazenar dezenas de milhões de toneladas, mas efetuar um projeto-piloto para testar o comportamento do reservatório no terreno”, realçou a academia.
O projeto liderado por Júlio Carneiro prevê uma campanha de prospeção sísmica em três dimensões (3D) em 2027–2028, a perfuração de um poço de injeção em 2030 e uma injeção experimental de “menos de 100 mil toneladas” de CO2 apenas para fins científicos durante cerca de 12 meses, em 2031–2032, seguida de monitorização, pelo menos até 2034.
O calendário, observou a UÉvora, depende da “disponibilidade de financiamento, das autorizações necessárias e dos resultados obtidos em cada etapa”.
A investigação contempla igualmente que o dióxido de carbono a injetar seja capturado na cimenteira de Souselas, concelho de Coimbra, transportado por comboio em contentores criogénicos até ao Porto da Figueira da Foz e, daí, por navio até ao local de armazenamento.
“Esta solução permite testar a cadeia com um mínimo de infraestrutura permanente, sem necessitar de uma plataforma offshore ou gasodutos”, explicou Júlio Carneiro.
O custo estimado para o projeto-piloto “ronda os 98 milhões de euros, num intervalo entre 90 e 120 milhões, não incluindo a unidade de captura de CO2 na fábrica de Souselas”.
Em paralelo, acrescentou a instituição, o projeto CTS (Carbon Transport and Storage) “estudou diferentes possibilidades para criar uma futura infraestrutura nacional de transporte e armazenamento de CO2, incluindo redes de gasodutos e soluções combinando gasodutos com transporte marítimo”.
“Os setores do cimento e da cal surgem entre os principais potenciais utilizadores”, disse a academia alentejana, notando que “a tecnologia poderá também ter interesse para a indústria da pasta e papel, nomeadamente no caso do CO2 de origem biogénica, cuja captura e armazenamento permanente poderá, em determinadas condições, ser considerado como remoção de dióxido de carbono da atmosfera”.
Portugal, afirmou Júlio Carneiro, “assumiu o objetivo de neutralidade climática em 2045 e há setores industriais para os quais as soluções disponíveis são limitadas”.
Por isso, defendeu, “é essencial continuar a investigação sobre captura e armazenamento de CO2”, para se saber em que condições a tecnologia “pode contribuir para esse objetivo” e para “manter a atividade dos setores de difícil descarbonização”.»

O campus está a superar as expectativas?

Carlos Beja, via Diário as Beiras: 
"É melhor ter ensino superior do que nada ter"

Denúncia de contrato e troca de acusações

"Associação Fernão Mendes Pinto e InovBuild acusam-se mutuamente sobre a empreitada da Unidade de Cuidados Continuados"

Via Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)

Alterações de trânsito na Baixa da cidade

 Via Diário as Beiras

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

5 de Outubro de 1910

A implantação da República em Portugal, aconteceu como um golpe inevitável dado o clima que se vivia no país.

Nos últimos anos de monarquia a situação sócio- económica do país agravava-se de dia para dia, a crise tinha-se instalado, o povo vivia na miséria em contraste com a abundância em que viviam a classe política, a burguesia e a nobreza. Esta situação agravou-se com a questão do Ultimato Inglês, onde era exigido que Portugal se retirasse do território entre Angola e Moçambique (zona do Mapa cor-de-rosa), perdendo os benefícios de que usufruía nessa região. O descontentamento foi geral, tanto mais que ainda reforçava o poder do Rei, e os ânimos exaltaram-se. A partir de 1906 conjurava-se já o derrube da monarquia constitucional. Em 1908 deu-se, efectivamente, uma primeira tentativa de destituição da monarquia, mas falhou, tendo sido, no entanto, morto o Rei D. Carlos I e o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. O regicídio deu-se no Terreiro de Paço, onde foram ambos abatidos a tiro. D. Manuel foi o seu sucessor. Nos anos seguintes o clima foi-se agravando e, em 1910 o país vivia num caos com conspirações dos republicanos de um lado, conspirações dos monárquicos do outro, os operários faziam greve reclamando melhores condições de trabalho e de vida e a classe média, mostrava-se tão furiosa como o operariado, pois perdiam com a falência do banco Crédito Predial Português, dirigido por chefes políticos da monarquia. Os republicanos reclamavam, acima de tudo, com a ordem forçada em que se vivia, reclamavam uma “greve geral” e a ideia, por muito disparatada que parecesse, começou a soar bem. As operações que levaram à queda da monarquia revelaram-se fáceis face à desorganização das forças monárquicas.
A Figueira também viveu os acontecimentos de Outubro de 1910.
Quem sempre determina o rumo do mundo, são duas espécies de seres humanos.
Os que fazem da sua vida uma inspiração a luta pela esperança, pela democracia e pelo futuro. 
E os outros.
É por isso, que quando desaparece alguém que deu exemplo de generosidade e dedicação, que olhou para diferentes como semelhantes ou para semelhantes como iguais, ficamos abandonados à sorte de uma humanidade que continua a revelar-se animalesca, verificando-se, nos últimos tempos, uma  revalorização do ódio, uma perseguição do outro, a obsessão da identidade nacional como desculpa para a agressão.
É por isso que Portugal em 2026 está a ficar tão perigoso.

Manuel Gaspar de Barros, Memórias
"Nos anos que precederam a proclamação da República, os republicanos organizavam conferências de propaganda em todo o país. Na Figueira isso acontecia frequentemente, com numerosos vultos políticos. Só quero agora referir que conhecei então o Prof. Miguel Bombarda. Veio uma vez fazer umas dessas conferências no Teatro Príncipe, que mais tarde ardeu.
Em 1910 eu tinha 9 anos. A nossa habitação era na rua da Lomba e o meu pai tinha um pequeno escritório no rés-do-chão. No dia 3 de Outubro à noitinha o meu pai disse-me: “Vais ser um homenzinho e quero-te dizer uma coisa. Rebentou em Lisboa uma revolução para proclamar a República. Hoje aqui não sabemos mais nada”. Mas no dia seguinte, 4 de Outubro, o meu pai não veio almoçar e à noite não veio jantar. Não sabíamos dele e, ao entrar da noite, minha Mãe começou a ficar inquieta, não sabia o que havia de fazer. A cidade estava agitada, corriam muitos boatos, na madrugada do dia 5, perante a inquietação de minha mãe a minha avó, que tinha grande ascendente sobre meu Pai, resolveu-se afazer alguma coisa. Mandou um empregado procurá-lo pela cidade e dizer-lhe que ela lhe queria falar; ele não apareceu à hora matutina do primeiro almoço, e contou que, de pé, dum banco da praça Nova, tinha conseguido pelo seu prestígio político, manter ordeira toda a população agitadíssima pela vitória da República em Lisboa.
Nos dias seguintes, talvez nos dias 5 e 6 de Outubro, eram manifestações e cortejos por toda a cidade. Vivas, discursos, a cada paragem, homens roucos de tanto gritar. Meu pai seguia nessas manifestações e eu acompanhava-o. Um dos tribunos mais em evidencia era o Snr. António Lino Franco, farmacêutico na Praça Velha. Nas manifestações as filarmónicas tocavam incessantemente a “Portuguesa”, o nosso hino. Em seguida foi a mudança da bandeira azul e branca, da Monarquia, pela verde rubra da República, nos edifícios públicos. No forte de Santa Catarina deixaram-me puxar a adriça para içar a bandeira verde-encarnada. Possuo uma fotografia da cerimónia."

O novo programa da Figueira TV

Estado do Concelho - EP 01
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domingo, 4 de outubro de 2026

Alhadas tem piscina há 25 anos

Via Município da Figueira da Foz

A Piscina Municipal de Alhadas celebrou este sábado 25 anos ao serviço da comunidade, numa cerimónia que reuniu atuais e antigos autarcas, funcionários, utilizadores e população.

A cerimónia teve como anfitrião António Cabete, o utilizador mais antigo e assíduo da piscina, que destacou a dimensão humana deste equipamento:
“25 anos de história, 25 de aprendizagem, de dedicação, de esforço e muitas conquistas. Mas, acima de tudo, são 25 anos de pessoas.”

sábado, 3 de outubro de 2026

NOVO MODELO PARA PARQUES DE ESTACIONAMENTO DA FIGUEIRA DA FOZ

Via Mais pela Figueira
"Os Vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal, solidarizam-se com a posição do Executivo da Junta de Freguesia de São Julião na sua oposição ao novo modelo de concessão da gestão, exploração e fiscalização dos parques de estacionamento na Figueira da Foz."
Em tempo ... pode-se perguntar, por exemplo, a Santana Lopes (não ao presidente...) Senhor Santana, o que acha disto?.. Tendo estado, como estou, desatento, pergunto também aos figueirenses: o que querem ser quando forem grandes?

Junta de São Julião quer solução para camiões


Via Diário as Beiras
"Os pesados de mercadorias, à falta de um terminal de camionagem, estacionam em diversas zonas da cidade.
A Assembleia de Freguesia de São Julião aprovou uma moção apresentada pelo executivo da junta que recomenda à Câmara da Figueira da Foz que adote “as medidas necessárias para proibir o estacionamento de camiões e outros veículos pesados na avenida Manuel Gaspar de Lemos, junto à João de Barros e avenida Joaquim de Carvalho, sem prejuízo das operações de circulação e cargas e descargas legalmente permitidas, pelas razões de segurança e pelo carácter central e urbano desta zona”. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Que localidade escolheria para a feira do ano?

 Via Diário as Beiras: "Seiça é a localidade que escolho"

Restaurar a natureza também é obra pública

Via Diário as Beiras

Autor: Glória Catarina Pinto


"
Durante muito tempo, falámos de natureza como se bastasse proteger o que ainda resta. Mas há territórios onde isso já não chega. Rios artificializados, solos empobrecidos, dunas fragilizadas, linhas de água degradadas, habitats fragmentados e paisagens vulneráveis mostram-nos que conservar é essencial, mas nem sempre suficiente. Em muitos casos, é preciso reparar.

O tema voltou agora ao centro das políticas públicas. O Regulamento Europeu do Restauro da Natureza, em vigor desde agosto de 2024, estabelece metas vinculativas para recuperar pelo menos 20% das zonas terrestres e marítimas da União Europeia até 2030 e todos os ecossistemas que necessitem de intervenção até 2050. Portugal apresentou em 2026 o seu Plano Nacional de Restauro da Natureza, alinhado com essas obrigações europeias. As metas são ambiciosas e os compromissos estão escritos. Mas Portugal tem demasiada experiência em transformar metas ambiciosas em compromissos adiados — e compromissos adiados em paisagens degradadas. Será desta?

A pergunta justifica-se. Há décadas que se fala em recuperar rios, proteger dunas, valorizar galerias ripícolas, melhorar solos, reconectar habitats, defender zonas húmidas, controlar espécies invasoras e travar a degradação das paisagens. Muitas intenções foram inscritas em estratégias, planos e relatórios. Quantas chegaram ao território com escala, continuidade e consequência?

Reparar ecossistemas não significa voltar a um passado idealizado, nem transformar o território num museu ecológico. Significa recuperar funções perdidas: solos capazes de infiltrar água, rios com margens vivas, habitats ligados entre si, florestas mais diversas, zonas húmidas funcionais, dunas que protegem a costa e paisagens mais resistentes à seca, ao calor, às cheias e aos incêndios.

Também convém abandonar outra ilusão: a natureza não é uma entidade exterior a nós. Nós somos natureza. Quando recuperamos rios, solos, dunas, florestas ou zonas húmidas, estamos a recuperar as condições que permitem a nossa própria vida.

Mas nenhuma política terá impacto se ficar fechada nos documentos. Em várias cidades e territórios, movimentos de moradores, associações locais, escolas, universidades e coletivos ambientais têm mostrado que a participação cidadã faz diferença. Chamam a atenção para linhas de água esquecidas, árvores abatidas ou mal cuidadas, espaços verdes degradados, dunas fragilizadas, solos impermeabilizados, espécies invasoras fora de controlo e habitats que desaparecem quase sem debate público.

Por isso, a participação pública não deve servir apenas para validar decisões já tomadas. Cabe ao cidadão observar, questionar, atuar e mobilizar. Observar o que muda no território. Questionar opções que empobrecem a biodiversidade ou substituem vegetação nativa por soluções mal fundamentadas. Atuar nos gestos quotidianos que evitam degradação. E mobilizar outros para que o poder local não adie, não esqueça e não transforme compromissos ambientais em intenções sem consequência.

Restaurar a natureza também é obra pública. Talvez menos visível do que uma estrada, uma rotunda ou uma inauguração, mas muito mais importante para o futuro. Temos novas políticas, novas metas e novos compromissos. Mas a pergunta política continua a ser a mesma: quem executa, com que meios, em que prazo e com que responsabilidade quando as promessas ficam por cumprir?

Essa responsabilidade também é de cada um de nós. Está no modo como usamos a água, respeitamos as dunas, cuidamos de uma árvore, evitamos disseminar espécies invasoras, participamos nas decisões públicas e damos algum do nosso tempo a ações comunitárias. Exigir que os compromissos sejam cumpridos também faz parte desse cuidado.
Mãos à obra."

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Que localidade escolheria para a Feira de Ano?

Via Diário as Beiras: "Seiça apresenta uma solução consistente"

Recriações históricas no Vale do Pranto


O projeto Estamos Aqui! - Teatroe Comunidade está de volta, este mês, tendo como cenário o período entre a Idade do Ferro e os Templários. 
O programa contempla teatro, música, património, gastronomia e educação, com sessões em Soure (dia 3), Samuel (dia 9), Alqueidão (dia 10) e Moinho de Almoxarife (dias 3 e 11). 
Os eventos no Alqueidão, localidade e freguesia da margem Sul do concelho da Figueira da Foz, realizam-se no dia 10, com a história a chegar também às novas gerações, com a proposta “Os Templários visitam o Alqueidão”, pelas10H00. Por sua vez, “O cultivo do arroz vai à biblioteca” realiza-se às 15H00. A gastronomia serve-se às 19H30, “À mesa com os povos antigos”, na Casa do Povo de Alqueidão. E pelas 22H00, o largo da Feira recebe uma sessão do programa Estamos Aqui! - Teatro e Comunidade. 
Esta edição de Estamos Aqui! - Teatro e Comunidade é promovida pelas juntas de freguesia de Alqueidão e Samuel (freguesias do Vale do Pranto que têm história e cultivo de arroz em comum) com o apoio do Município da Figueira da Foz e a parceria do Município de Soure.

São Julião contra nova concessão de estacionamento: “foi um lapso a Câmara não ter falado com a Junta de São Julião”...

Via Diário as Beiras

"Depois do presidente da junta ter votado contra na Assembleia Municipal da Figueira da Foz, a Assembleia de Freguesia de São Julião manifestou oposição à nova concessão do estacionamento na cidade através da aprovação de uma moção de apoio à posição do executivo da junta na Assembleia Municipal. Votaram a favor da moção apresentada pelo executivo da Junta de São Julião, da coligação FAP (PPD/PSDD e CDS/ PP), 10 autarcas (FAP, PS, Chega e coligação Evoluir Figueira), dois abstiveram-se e outro ausentou-se da sessão durante a votação – os três últimos são da FAP. 
Na Assembleia Municipal, falando em nome da junta, Manuel Rascão Marques manifestou preocupação sobre a expansão da área concessionada na freguesia e do preço das tarifas (sobe de 50 para 70 cêntimos/hora, sendo agravado na época balnear para 1,20 euros). E votou contra a proposta que acompanha o concurso público internacional para a nova concessão de estacionamento, lançado pelo executivo camarário (FAP). 
Por outro lado, o autarca de São Julião, que também preside à Concelhia da Figueira da Foz do PSD, principal partido da coligação que detém a maioria absoluta na câmara e na Assembleia Municipal, lamentou que a autarquia que lidera não tenha sido previamente auscultada pela câmara municipal. Propôs ao executivo camarário que retirasse a proposta, para ser objeto de uma análise alargada, mas não obteve sucesso. 
O vereador do Trânsito, Manuel Domingues, que também falava na Assembleia Municipal, reconheceu que “foi um lapso não ter falado com a Junta de São Julião”. 
A proposta para o concurso da nova concessão de estacionamento foi aprovada na reunião de câmara com os votos a favor da FAP. O PS e o Chega votaram contra. 
O resultado replicou-se na Assembleia Municipal, onde também a CDU, Evoluir Figueira, Manuel Rascão Marques e Juntos Pelo Alqueidão votaram contra. Quem ganhar a concessão, por um período inicial de 10 anos, terá de pagar ao município 1,5 milhões de euros, além de 34% da receita, em vez dos atuais 10%."

Primeira reunião de Câmara de outubro realiza-se hoje