quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Comissão de Trabalhadores da Lusa pede a Aguiar-Branco que tome posição perante “grave ameaça” do deputado Pedro Frazão

"Num vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado e vice-presidente da Direção Nacional do Chega, colocou em causa a integridade dos jornalistas da Lusa na elaboração de textos jornalísticos e admitiu o encerramento da agência."

Eis o vídeo em causa sacado daqui.

Os velhos despejados

Foto: Diário as Beiras 

Texto Luís Osório

"Helena e João Paulo tiveram uma vida. Natais de família, Subsídio de Férias e até ambições. Hoje, têm uma velha carrinha de mercadorias onde dormem estacionados no Parque do Escravote. Em Eiras, transformado num dormitório de Coimbra, celebra-se uma Feira Medieval, mas entre churros, porcos no espeto e cavaleiros de brincar, dois seres humanos lavam a roupa no fontanário e tomam banho com um regador.

Leio a notícia e vejo a fotografia publicada no Diário das Beiras. A sua história é igual a centenas de outras. Há quem boceje e passe à próxima notícia – quase todos os dias nos falam das casas e da impossibilidade de pagar rendas, dos despejos de velhos obrigados a gastar os seus últimos dias na rua, a dormir em estações de comboio ou em carrinhas de transporte, quando têm a fortuna de guardar uma última chave que abre uma última fechadura.

Estes foram despejados e não têm como encontrar uma solução. Os dois estão unidos por uma relação que não foi perfeita e por uma infeção respiratória que, ainda assim, os uniu na desgraça.

Tantos partidos e não há um único que apresente uma proposta utópica, porventura irrealizável, certamente ingénua, mas que possa ajudar a discutir o problema dos nossos mais velhos, dos mais desamparados, dos que se rebentaram a trabalhar e já não podem mais, dos que não podemos deixar que vivam os seus dias do fim a estender a mão por não poderem pagar uma renda?

Será assim tão estratosférico pensar numa solução? Encontrar uma aldeia desabitada, fazer nascer um lugar de amparo, mobilizar o país?"

Fatura da água, esgotos e lixo pode ser cinco vezes mais cara dependendo do concelho

"A fatura mensal dos serviços de água, saneamento e recolha e tratamento de resíduos urbanos pode variar de forma muito significativa em Portugal, mesmo quando está em causa exatamente o mesmo nível de consumo. Para uma utilização de 10 metros cúbicos de água por mês, a diferença entre os municípios mais baratos e os mais caros aproxima-se de cinco vezes, com a conta a começar nos 10,56 euros em Terras do Bouro e a atingir 51,39 euros em Grândola, quando o serviço é assegurado pela InfraTróia."

Sai moção ou não sai moção?..

Via Público


«Luís Neves tornou-se o centro do Governo. Se deixar as suas funções, isso significará uma vitoria de interesses obscuros, de desejos de vingançа ou, usando um termo próximo dos que o próprio gosta de usar, do mal. Basicamente, foi isto que tentou dizer ao país no discurso que fez ontem na Madeira.... 

... qualquer partido tem legitimidade para questionar autoridade política de Luís Neves enquanto ministro. Coisa diferente são as insinuações feitas por André Ventura nesta semana: "Só falta ver o ministro a passar droga na rua." Isto pelo facto de conduzir um carro apreendido a um narcotraficante. Declarações inadmissíveis, que mergulham o debate político numa autêntica lama.»

"Ação de condómina prejudica utentes da APPACDM com mobilidade reduzida"

"Isto é discriminação", algo que nos devia inquietar a todos como cidadãos que não queremos viver numa sociedade do "faz de conta"

Via Diário as Beiras

“Uma rampa pode ser apenas uma estrutura física para quem não precisa dela. Para uma pessoa que utiliza uma cadeira de rodas, significa poder entrar e sair. Significa autonomia. Significa dignidade”.

Nota de rodapé
Este assunto não é novo.
Recordo palavras de Isabel Maia, membro da Assembleia Municipal da Figueira da Foz. Passo a citar:  
"O que está a acontecer é grave e profundamente vergonhoso!
A APPACDM da Figueira da Foz, que há tantos anos apoia pessoas com necessidades de saúde mental especiais promovendo a sua autonomia e inclusão social - atividade que como munícipe agradeço e terei o gosto de apoiar - está a ser pressionada a sair do espaço onde funciona o Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).
Tudo porque alguns moradores não querem os seus utentes no edifício.
Isto não é só falta de empatia, nem egoísmo...
É discriminação.
É exclusão.
É o reflexo de uma sociedade que fala muito em inclusão, mas que ainda não aprendeu a praticá-la porque não sente o que verbaliza.
As pessoas com deficiência NÃO são um incómodo.
São cidadãos, com direitos, voz e dignidade.
Fechar ou expulsar um serviço essencial não é solução — é um retrocesso social gigantesco!
Dizer NÃO a esta situação é defender uma comunidade mais justa e humana.
Precisamos de equidade, respeito e inclusão REAL — não apenas nos discursos, mas nas tomadas de decisão concretas que afetam as nossas famílias .
Apoiar a APPACDM é apoiar a dignidade de todos, a minha, a tua a de todos e todos podemos vir a ser utentes, não se esqueçam: somos todos diferentes, mas devemos ser todos realmente HUMANOS!"

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Nem tudo está perdido

 ... ainda existem bandidos bons

"Quanto mais sei de Luís Neves, mais dele gosto. Comecei por desconfiar quando ouvi das trapalhadas da piscina, que é tanque, e do empreiteiro, com pinta de dançarino dos Alunos de Apolo, antes de o lugar se ter tornado albergue de “betos”, que pagam para os pobres os ensinarem a dançar bolero e quizomba.

Felizmente chegaram mais notícias do ministro – que havia um atrelado e se passeia no carro do Xuxas, o gangster dos gangsters. Notícias que o credibilizam. Não como ministro, mas como polícia.

"Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – (...). Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?"

Talvez o país não tenha a perceção do perfil para se chegar ao topo na Judiciária. Os melhores inspetores da PJ não despacham o almoço com um pastel de massa tenra e um sumo natural de frutos vermelhos. É gente que suja as mãos, vive na noite, se dá com matadores e traficantes, prostitutas e chulos, carteiristas e ladrões.

É essa a vida de um polícia da Judiciária, se for realmente bom. Se não o for, se achar isto desprezível, não sobrevive um ano na rua.

Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – se não o fosse teria uma outra casa, um outro monte, nunca estaria num ermo em que eu não passaria uma noite, mesmo que me pagassem.

Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?

Pela minha parte pode ficar no MAI. Prefiro ter este bandido bom, com provas constantes de serviço ao país e coragem, do que um choninhas… sobretudo se parecer perfeito."

Abram os olhos: por isso é que as sanguessugas querem privatizar a SEGURANÇA SOCIAL

OE2026: excedente da Segurança Social sobe para 4.415,8 milhões de euros

"A Segurança Social registou um excedente de 4.415,8 milhões de euros até julho, acima dos 3.214,9 milhões de euros reportados no mesmo período de 2025, de acordo com a síntese de execução orçamental.

O documento, hoje divulgado pela Entidade Orçamental (antiga DGO-Direção-Geral do Orçamento), revelou que a receita efetiva da Segurança Social atingiu 27.632,6 milhões de euros, um valor superior aos 25.459,7 milhões de euros de 2025.

Por sua vez, a despesa efetiva foi de 23.216,8 milhões de euros, valor que compara com os 22.244,8 milhões de euros somados em igual período do ano anterior.

Entre janeiro e julho, destacam-se rubricas como o complemento ao apoio extraordinário para crianças e jovens (40,5%), o complemento da prestação social para a inclusão (39,8%) e o subsídio de apoio ao cuidador informal (21,1%).

No sentido oposto, aparecem rubricas como a parcela de atualização extraordinária de pensões (-33%), os subsídios correntes – Programas Operacionais (-9,5%) e ações de formação profissional com suporte no Fundo Social Europeu (-9,3%)."

Corte de trânsito no troço da Esplanada Silva Guimarães é para repetir

"... sabemos que há pessoas que não concordam", mas "a medida será aplicada nos fins de semana com bom tempo, implicando, de novo, o condicionamento de trânsito entre a rotunda da Ponte do Galante e a zona interditada".
"A rua da Liberdade, no Bairro Novo, vai entrar em obras de substituição de infraestruturas básicas a seguir ao fim de época balnear. A empreitada arrancará ainda este mês." 


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Da Figueira da Foz a Óbidos, passando por Pombal e Viseu, trabalhadores do sector hoteleiro a ganhar o salário mínimo pedem fim do bloqueio negocial com a AHRESP.



"Numa ação de luta e de protesto esta sexta-feira realizada na Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, o Sindicato de Hotelaria do Centro exigiu a revisão da contratação coletiva, incluindo salários mais justos. 

Depois de, durante a manhã, o protesto ter assentado arraiais em Coimbra, à frente das instalações da AHRESP – a associação que representa a hotelaria, restauração e similares em Portugal -, de tarde, pouco mais de uma dezena de dirigentes sindicais e trabalhadores hoteleiros e da restauração mudou-se para a Figueira da Foz, para a zona turística do Bairro Novo, no intuito de levar as suas reivindicações àquela praia da região Centro. 

A iniciativa, que um observador mais atento poderia definir como um pequeno manual do exercício do sindicalismo, nos dias de hoje, a nível logístico e de mensagem, se não passou despercebida, também não logrou cativar clientes de estabelecimentos ou transeuntes, que se limitaram a ignorar o protesto, não interagindo com o “piquete” sindicalista.

O grupo esteve junto ao casino da Figueira da Foz – por esta altura a mudar de mãos para um grupo espanhol – e, depois, fez o percurso pedonal pelo passeio do chamado Picadeiro até à esplanada Silva Guimarães, fronteira à praia. 

Paragem de 10 minutos junto ao varandim – um pequeno descanso para quem carregava uma coluna de som, um tripé de suporte, um escadote de três degraus e bandeiras para todos – tão só para deixar visível uma faixa da campanha nacional, com iniciativas locais ou regionais, agendadas para as seis capitais de distrito e outras localidades importantes ao nível turístico, na praia ou na montanha, na região. 

António Baião, o já histórico – e quase na reforma – dirigente sindical e quadro do PCP local, é, mesmo que não o queira, uma espécie de figura tutelar dos manifestantes, embora vá assumindo que é necessário dar lugar a outros, mais novos. Seja a indicar o caminho para o destino final – a Torre do Relógio adjacente ao areal e de frente para uma das maiores e mais concorridas cervejarias da cidade – a sacar de abraçadeiras plásticas para segurar as faixas de propaganda ou a subir ao escadote para colocar pendões nos postes, Baião está presente. 

Já no que à mensagem do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, afeto à CGTP, diz respeito, passa, sem hesitar, o “palco” para o presidente Afonso Figueiredo, a cumprir um segundo mandato no cargo, embora já leve vários anos de militância sindical."

A receita é simples: "ânimo leve"...


Em comunicado com o título "Uma cidade para todos, não decisões de ânimo leve!", que pode ser lido clicando aqui, o PS/Figueira da Foz  afirma que "não é legítimo apresentar uma decisão política de corte de trânsito como se não tivesse custos, consequências e impacto na vida de quem vive, trabalha e circula na cidade." E mais adiante diz: "Uma política urbana responsável deve ser pensada, planeada e articulada com os cidadãos e com os agentes económicos. Não pode depender dos estados de alma do Senhor Presidente.
O espaço público é de todos — também de quem se desloca de automóvel. A cidade não pode ser pensada apenas para alguns. Uma cidade moderna é aquela que sabe conciliar mobilidade, qualidade de vida, comércio e acessibilidade."
E a terminar exige, "mais respeito por quem cá vive. Mais respeito por quem trabalha. E mais respeito por quem nos visita."
Tudo coisas simples, que poderia ter feito nas dezenas de anos em que governou a câmara municipal da Figueira da Foz.
Os problemas do nosso concelho têm um responsável principal: os votantes e os não votantes figueirenses, que durante quase 5 décadas permitiram que os mesmos abocanham-se o poder.
Eu faço o que posso, mas não posso fazer tudo...
E também já quis fazer mais.
A idade não perdoa: diga-se em abono da verdade, que também já pude mais.
Santana Lopes, no poder há 5 anos, está a fazer aquilo que, João Ataíde e Carlos Monteiro fizeram nos 12 anos que decorreram de 2009 a 2021, que o PSD fez na Figueira entre 1998 e 2008, PSD esse que, por sua vez, fez aquilo que o PS havia feito nos anos a seguir ao 25 de Abril, até 1997: navegar à vista, em função dos interesses do momento...
A receita é simples: há que continuar a votar na alternância sem alternativas.
Não se esqueçam: daqui a 3 anos também...
A Figueira é assim: uma cidade que só tem tomates na praia.

sábado, 29 de agosto de 2026

Os votantes que elegem gente desta, não são vítimas, são cúmplices...

Depois de um escândalo político como a Figueira nunca tinha visto, os três autarcas eleitos pelo Chega para a Assembleia Municipal da Figueira da Foz – João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião – desfiliaram-se do partido, passando a deputados municipais independentes (“esta decisão surgiu na sequência do processo envolvendo o presidente da Junta de Maiorca, bem como da pressão exercida pelo partido para que fosse eliminada uma publicação que os próprios deputados consideram ter sido uma legítima defesa da honra e da dignidade política” o que, segundo os três, não podia ser aceite - "o exercício de um mandato para o qual foram democraticamente eleitos não pode ser condicionado ou manietado por interesses partidários”).
Passados 3 dias, os mesmos deputados municipais da Figueira da Foz - João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião do Chega, dão o dito por não dito e "revogam desfiliação"!..
Da Figueira da Foz, foi dada uma mensagem clara do que valem os valores apregoados por gente que é eleita pelo Chega, para todo o País...
Via Diário as Beiras

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O PSD, o novo modelo turístico para "reinventar" Albufeira e a Figueira...

O Partido Social Democrata de Albufeira, em comunicado começa por «manifestar a sua profunda consternação perante os recentes acontecimentos ocorridos na cidade, expressando a sua solidariedade para com todas as pessoas afetadas e respetivas famílias e desejando uma rápida recuperação a todos os feridos.
Mais do que reagir só a um acontecimento criminoso, entendemos que este é o momento para iniciar publicamente uma reflexão séria, sobre o modelo de turismo que queremos para o futuro de Albufeira.»
Logo de seguida vem a reflexão.
«Albufeira é o segundo maior destino turístico de Portugal. Cresceu, afirmou-se internacionalmente e construiu ao longo de décadas uma economia fortemente ligada ao turismo. Mas os destinos turísticos evoluem e precisam de saber adaptar-se aos novos tempos.
Outros destinos turísticos, no estrangeiro já perceberam que chega um momento em que é necessário passar da quantidade para a qualidade. Muitos já conseguiram. Albufeira tem de percorrer esse caminho, preservando sempre a nossa identidade, as nossas tradições e os nossos bons costumes.
Requalificar o turismo não significa afastar quem nos visita, nem transformar Albufeira naquilo que não somos. Significa atrair um turismo que crie mais valor, que respeite a nossa cidade, as nossas gentes e a forma como escolhemos viver.
Queremos continuar a receber todos de braços abertos, como sempre fizemos, mas quem escolhe Albufeira deve respeitar Albufeira, os seus habitantes, o espaço público e os nossos bons costumes.
As nossas praias, a gastronomia, o património, o comércio local, as tradições e, sobretudo, a identidade e a hospitalidade das nossas gentes são parte essencial daquilo que torna o nosso concelho único.
Queremos uma Albufeira moderna, competitiva e cosmopolita, mas também segura, autêntica, fiel às suas raízes. O desenvolvimento turístico não pode fazer-se à custa da qualidade de vida de quem aqui reside, da descaracterização da nossa cidade ou da aceitação de comportamentos que não respeitam a nossa comunidade.
Requalificar significa também recuperar determinadas zonas da cidade para o turismo em famílias e para os residentes, e combater de forma firme comportamentos que degradam a imagem de um destino construído ao longo de várias gerações.
A segurança é uma parte fundamental desta transformação. No mandato anterior foram dados passos importantes, com o reforço policial apoiado pelo Governo, a implementação do sistema de videovigilância e o Código de Comportamentos. Mas é necessário continuar e fazer mais.
O PSD de Albufeira defende uma estratégia para um novo ciclo do turismo, envolvendo o Governo, o Município, os empresários, as associações, as forças de segurança e socorro, os operadores turísticos e a população.
Não podemos continuar apenas a discutir quantos turistas recebemos. Temos de discutir que turismo queremos, quanto valor deixa no concelho, como respeita a nossa comunidade, e que Albufeira queremos deixar às próximas gerações.
Outros destinos tiveram a capacidade de se reinventar e elevar o seu posicionamento turístico. Albufeira também tem essa capacidade.
É tempo de afirmar Albufeira como um destino mais qualificado, mais seguro, mais sustentável e com maior valor acrescentado, preservando a nossa identidade, as nossas tradições e os nossos bons costumes.
Queremos continuar a receber bem. Mas receber bem também significa exigir respeito por quem cá vive, por aquilo que somos e pela terra que é nossa.
O PSD de Albufeira estará ao lado de todos aqueles que queiram construir este novo ciclo para o turismo e para a nossa cidade.»
O PSD defende que Albufeira deve evoluir de um modelo assente sobretudo na quantidade de turistas para outro “baseado na qualidade e no valor acrescentado, preservando simultaneamente a identidade local, as tradições e a qualidade de vida dos residentes”.

O presidente da câmara da Figueira é militante do PSD. 
Será que partilha desta ambição do partido de que é militante para Albufeira, ou vamos continuar como o low-cost figueirense de destino de toneladas de lata rolante que vem desaguar nas nossas praias, estaciona anarquicamente e sem respeito por ninguém (o Cabedelo é um exemplo estupendo...), ou aqueles que vêm mostrar o Tesla, estacionam onde querem, almoçam e zarpam?..

Bandas ao Coreto em dose dupla no próximo sábado

 Via Município da Figueira da Foz

Safra à moda antiga: este evento, "que pretendia mostrar como era o processo de extração do sal das salinas, foi cancelada devido à chuva que se fez sentir nos últimos dias"

 Via Diário as Beiras


Trabalhadores da restauração e hotelaria em protesto amanhã

Via Diário as Beiras


«Os trabalhadores do setor da hotelaria e restauração vão estar amanhã em protesto na Figueira da Foz.

O Sindicato de Hotelaria do Centro realiza, a partir das 14H30, uma concentração junto a restauração do Bairro Novo, na rua do Casino, com afixação de faixas e distribuição de documentos à população. Uma hora depois, a concentração desloca-se para as imediações da Torre do Relógio. As iniciativas visam denunciar o bloqueio da contratação coletiva por parte das associações patronais do setor (AHRESP, AHP, APHORT, AHISA e AHETA), que recusam responder às propostas de revisão dos Contratos Coletivos de Trabalho apresentadas pelos sindicatos. Segundo o sindicato, este impasse mantém “centenas de milhares de profissionais a auferir apenas o Salário Mínimo Nacional”

Será que não se aprendeu nada com as obras na linha costeira que criaram um desequilíbrio brutal na orla marítima portuguesa?

A notícia está na edição de ontem do Jornal de Notícias: "Prédio construído em zona de risco junto ao mar em Vila do Conde"

"Um edifício está em construção no local onde, em fevereiro, a marginal de Vila Chã, em Vila do Conde, ruiu. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu luz verde, há seis anos, com base no antigo plano da orla costeira. O novo entrou em vigor em 2021 e diz que aquela é uma zona de risco. A Câmara justifica-se com o parecer positivo da APA. 
São 26 apartamentos, num prédio de rés do chão e dois andares, na primeira linha de mar. O Villas Balnea está a nascer no n.° 187 da Avenida dos Banhos, em Vila Chã, Vila do Conde. Do outro lado da rua, em fevereiro, o mar engoliu a areia, a marginal ruiu e deixou o bar de praia em risco de derrocada. No Plano da Orla Costeira (POC) Caminha-Espinho, a zona é "de risco" e, ali a 50 metros, há um conjunto de casas com ordem de demolição. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) admite que, há seis anos, deu parecer favorável ao empreendimento com base no antigo Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), que caducou em 2021, mas alega que "a última palavra" é da Câmara. A autarquia justifica-se com a "luz verde" da APA."

"CHEGA DE VINHO VERDE. POUPEM!"

Via Tiago Franco.

«"Se a pessoa não poupar, pode ficar numa situação difícil porque a pensão pública não será suficiente", avisa o meu deputado favorito da IL.

Diz ele que não se trata de privatizar mas sim de ter bom senso. É preciso criar incentivos à poupança.

É exactamente por isto, ou também por isto, que gosto deste rapaz. Mais do que aqueles mantras liberais, ele dá uma roupagem mais palpável e perceptível às políticas económicas.

Muito bem...há que poupar. Estou de acordo, até porque farto-me de dizer a amigos meus que não podem meter tudo em Ferraris sem pensar na velhice.

Mas agora, amigo José, como é que isso se faz? É sempre na parte do "como" que encravam as ideias liberais que, diga-se, no papel são, por norma, espectaculares.

"Vamos dar um cheque ensino e liberdade de escolha aos pais para decidirem que escola querem !"
Como é que se garante liberdade se é a escola que escolhe os alunos?

"Vamos dar um cheque saúde, o doente escolhe o hospital e o estado deixa de ser responsável !"
Como é que o estado deixa de ser responsável se passa o cheque?

"Vamos poupar porque as pensões públicas são uma merda!"
Como é que se poupa se 3 em 4 pessoas ganham menos do que 1000 euros líquidos? (Dados da segurança social)

1.35% dos contribuintes recebem entre 4000 e 5000 euros líquidos todos os meses. Ou seja, 1.35% da população tem um salário compatível com o custo da habitação em Portugal.

Como é que neste cenário de pobreza, onde mal se vê o fim do mês, alguém consegue poupar, amigo Zé?

O liberalismo tem um problema crónico que se chama "realidade". Fora isso tem tudo para dar certo.»