terça-feira, 27 de outubro de 2026
Santana Lopes, um ano depois do seu terceiro mandato (segundo seguido) como presidente de câmara da Figueira da Foz: balanço
Polícias e militares da GNR vão manifestar-se esta quinta-feira por melhores salários e condições de trabalho - sem esquecer a habitação
Noutro momento de contestação, dormiram ao relento e em tendas à porta da Assembleia da República. Desta vez, não deverá haver acampada.
Via SICN
«Os polícias estão a preparar uma manifestação para esta quinta-feira, em Lisboa, para exigir melhores condições de trabalho e salários. Os sindicatos alertam também para o impacto dos preços da habitação na capacidade de atrair profissionais para as forças de segurança.~
O protesto será o culminar de vários momentos de contestação que decorreram ao longo do ano. Agentes da PSP e militares da GNR voltam a exigir o cumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024.
O acordo contemplava o aumento do subsídio de risco e a negociação de outras reivindicações, nomeadamente a reestruturação de suplementos e das tabelas remuneratórias.
"Em 2024, acertou-se o valor do subsídio de risco, mas todas as outras variáveis ficaram por cumprir. Andamos em negociações há muito tempo e com muita paciência, mas o Governo não está a tratar esta matéria com o que era expectável da parte dos polícias", afirma Paulo Santos, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia.
Organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e pela Associação de Profissionais da Guarda, a manifestação começa ao fim do dia, no Largo de Camões, em Lisboa, e seguirá até à residência oficial do primeiro-ministro.
As estruturas sindicais alertam que a crise na habitação também afeta as forças de segurança, sobretudo os profissionais em início de carreira.
"Uma das questões que onera os polícias é a habitação. Quem está a par dos valores praticados em Lisboa ou zonas limítrofes sabe bem que essa fatia é muito relevante para um polícia em início de carreira", sublinha Paulo Santos.
As dificuldades financeiras tornam a carreira menos atrativa. Segundo as associações sindicais, os concursos de recrutamento de polícias ficaram, nos últimos quatro anos, abaixo do necessário.
Paulo Santos aponta também para a perceção de insegurança sentida por autarcas e empresários, que associa à falta de efetivos nas ruas.
"Temos muitos autarcas e empresários com um grau de insatisfação e perceção de insegurança bastante considerável. Isto, para nós, é falta de polícias na rua", afirma.
É neste contexto que a manifestação desta quinta-feira tem como lema "Um Portugal seguro para todos".
A contestação dos profissionais das forças de segurança tem ficado marcada por várias iniciativas. Num dos últimos protestos, em 2024, os polícias cercaram o Capitólio durante o debate das legislativas entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos.»
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Está em causa o normal funcionamento da democracia
"Luís Neves já era um destroço, mas um destroço com o poder de mandar a polícia de choque para a rua pode rebentar com o regime. Está em causa o regular funcionamento das instituições democráticas."
Crónica de Ana Sá Lopes. Para ler melhor, clicar na imagem.
A CARGA
"Em dez dias, a polícia de intervenção carregou três vezes sobre pessoas que acampavam pacificamente pelo direito à habitação. Esta página reúne tudo o que se passou, porque é que é ilegal, porque é que é imoral, e o que tu podes fazer."
A cabeça do ministro já está na bandeja?
Não menorizo os avisos que não foram respeitados, as provocações ou a instrumentalização política por parte dos partidos à esquerda do PS, mas a resposta do Estado foi desproporcional e chocante.
A democracia não pode travar manifestações não-violentas com violência – quando tal acontece é por já estar em agonia ou por já não ser uma democracia. Existiam mil formas de tratar o assunto, algumas até musculadas, e todas eram melhores do que a ordem do ministro da Administração Interna com o beneplácito do primeiro-ministro. Mostrou cobardia quando desejava mostrar força – a cobardia de mostrar os dentes a jovens que reivindicavam sem violência por uma causa justa e a mediocridade de avançar com as agressões de madrugada, pela calada da noite, quando o país estava a dormir.
O que acontecerá a seguir é difícil de prever, mas a situação piorará antes de melhorar. As manifestações ganharão força e terão agora o dobro dos contestatários.
E o Presidente da República pedirá discretamente a cabeça de Luís Neves e clamará pela urgência de um plano de ataque ao problema da habitação.
Se tal não acontecer o PS não poderá aprovar o Orçamento de Estado, julgo que José Luís Carneiro estará ciente disso."
Elementos da Comissão de Honra de António José Seguro pedem intervenção do Presidente da República
Murar o medo
Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura e do meu território. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte, vislumbravam-se mais muros do que estradas.
Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há, neste mundo, mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.
No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional. Os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo.
Os chineses abriram restaurantes à nossa porta, os ditos terroristas são hoje governantes respeitáveis e Carl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência. O preço dessa construção de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo, cometeram-se as mais indizíveis barbaridades.
Em nome da segurança mundial, foram colocados e conservados no poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história. A mais grave dessa longa herança de intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
A Guerra Fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo: a Oriente e a Ocidente e, por que se trata de entidades demoníacas, não bastam os seculares meios de governação. Precisamos de intervenção com legitimidade divina.
O que era ideologia passou a ser crença. O que era política, tornou-se religião. O que era religião, passou a ser estratégia de poder.
Para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos, é imperioso sustentar fantasmas.
A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas, precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentarmos as ameaças globais, precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania.
Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho poderia começar, por exemplo, pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e de outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade, imprevisível.
Vivemos como cidadãos, e como espécie, em permanente situação de emergência. Como em qualquer outro estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa. Todas essas restrições servem para que não sejam feitas perguntas, como por exemplo, estas: por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento? Por que motivo se gastou, apenas no ano passado, um trilhão e meio de dólares em armamento militar? Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadafi? Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Se queremos resolver e não apenas discutir a segurança mundial, teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes.
Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra.
Essa arma chama-se fome. Em pleno século XXI, um em cada seis seres humanos passa fome.
O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo.
Mencionarei ainda uma outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi — ou será — vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida. É verdade que, sobre uma grande parte do nosso planeta, pesa uma condenação antecipada pelo fato simples de serem mulheres.
A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e discutir razões. As questões de ética são esquecidas, porque está provada a barbaridade dos outros e, porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade.
É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente morreram mais chineses construindo a muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção.
Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora do quanto o medo nos pode aprisionar.
Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje, no mundo um muro, que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente. Citarei Eduardo Galiano acerca disto, que é o medo global, e dizer:
“Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.
E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe."
Comprada há cerca de um ano pela Câmara, antiga Casa de Saúde foi vendida a um particular
Esta mudança de agulha do Município figueirense em tão pouco tempo, foi justificada assim pelo executivo camarário": "entretanto, o mundo mudou e a autarquia deparou-se com a necessidade de gerar receitas para fazer face a investimentos igualmente relevantes para o concelho".
Lula reeleito
Figueira da Foz adjudica requalificação do parque empresarial do concelho
Via Diário as Beiras
O autarca adiantou que a empreitada vai ainda aguardar o visto do Tribunal de Contas.
"A Câmara da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, aprovou a adjudicação da requalificação e ampliação do parque industrial e empresarial do concelho, cujo investimento atinge os 5,5 milhões de euros. Segundo o vereador Ricardo Silva, a obra de reabilitação do parque industrial e empresarial situado nas freguesias de São Pedro e Lavos, na margem sul do rio Mondego, deve iniciar-se no início do próximo ano. O autarca adiantou que a empreitada vai ainda aguardar o visto do Tribunal de Contas. O município aguarda também que seja lançado o aviso para a apresentação de candidaturas ao Programa Sustentável 2030 para obter financiamento para a intervenção. Após a consignação, a empreitada tem um prazo previsto de execução de 36 meses (três anos). A intervenção inclui a requalificação de sete quilómetros de rede viária dentro do parque e a remodelação de infraestruturas, entre outros trabalhos."
domingo, 25 de outubro de 2026
A “chata” Helena Roseta
Via Luís Osório: (a mulher que nunca desistiu de si própria)
1.Helena Roseta, já com 78 anos, é uma mulher extraordinária. Estou particularmente à vontade pois, há muitos anos, era eu diretor do jornal A Capital, entrou-me pelo gabinete aos berros por causa de um assunto de que, sinceramente, não me lembro. Alguma coisa que escrevi no editorial fê-la galgar caminhos, entrar na redação e tentar apanhar-me na curva.
Do mesmo se queixam muitos do que com ela trabalharam. É absoluta, colérica e muitas vezes injusta, mas pensa, faz e o que pensa e o que faz vem-lhe de dentro, das suas convicções, da sua vontade de fazer bem, da necessidade de ajudar as pessoas a serem pessoas, de querer muito que os mais pobres possam ser menos pobres, de desejar que a política seja um campo onde se combate pela justiça, por uma ideia de igualdade e pela liberdade.
2.
Mulheres como esta, ou homens assim, devem ser celebrados. São incómodas e incómodos, chateiam com pormenores e minudências, mas no final das contas são as que permitem que se avance e que as que evitam o conformismo e todas as espécies de corrupção, a começar pela da alma.
Aos 78 anos, depois de uma carreira longa e cheia de duros combates, podia estar descansada em casa.
Podia, nada.
Helena foi sempre uma mulher impossível de controlar. Esteve com Sá Carneiro e na fundação da AD onde, com Gonçalo Ribeiro Teles, falou pela primeira vez de conceitos novos e estratosféricos como o ambiente e a importância da organização das cidades.
Apesar de direita e católica dava-se com os poetas e artistas de esquerda. Com eles, e a sua amiga Natália Correia, guerreava argumentos, poemas e canções, em longas madrugadas no Botequim, um bar que chegou a ser seu.
Presidiu à Câmara de Cascais e dirigiu o “Povo Livre”, jornal do PSD, mas em 1986 pôs na cabeça que devia apoiar Mário Soares e não Freitas do Amaral. No seu partido foi o bom e o bonito e ela, podendo perder tudo o que conquistara, mandou tudo às malvas e saiu do PSD.
Fundou associações cívicas e foi bastonária dos arquitetos, mas nunca se agarrou a coisa nenhuma, forma que para ela certamente equivaleria a uma desistência de si própria.
Helena Roseta é uma mulher que não desiste da vida que lhe corre nas veias. E não me importo nada que me volte a entrar numa sala para me desancar por uma qualquer coisa que lhe passe pela cabeça. Não será por isso que não lhe darei um abraço e lhe direi “obrigado”.»
"O país vai de carrinho"...
UMA POSIÇÃO DE RESPONSABILIDADE E COERÊNCIA FISCAL!
MAIS PELA FIGUEIRA
"Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Figueira da Foz assumiram uma posição clara na votação das taxas municipais.
sábado, 24 de outubro de 2026
Aprovada Alteração ao PDM na Marinha das Ondas com 26 votos a favor e 16 contra
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Concorda com a solução para o multiusos?
João Pedrosa Russo, via Diário as Beiras: "Claro que sim"














