segunda-feira, 22 de junho de 2026

Chumbo do pacote laboral: "... o Governo ficou a saber que só conta com o voto do Chega quando estiver a governar como o Chega"

Em Sangalhos, um PSD em frangalhos 
- (para ler melhor clicar na imagem)

A MIRAGEM DOS NOVOS CENTROS SAUDE NA FIGUEIRA DA FOZ! (2)

A propósito do comunicado do Partido Socialista sobre os Centros de Saúde a resposta de Olga Brás

"Há comunicados que são exercícios de oposição. E há comunicados que são exercícios de amnésia política. O comunicado do Partido Socialista sobre os Centros de Saúde do concelho da Figueira da Foz pertence claramente à segunda categoria.
Importa recordar aos figueirenses alguns factos que o PS convenientemente omite.
A transferência de competências na área da Saúde para os municípios ocorreu em abril de 2022. Até essa data, os edifícios e equipamentos em causa eram da responsabilidade da ARS Centro, entidade tutelada pelos governos socialistas. Durante anos, não foi preparado um único projeto, não foi submetida uma única candidatura ao PRR e não foi criada qualquer condição para a concretização dos investimentos que hoje estão em curso.
Foi este Executivo Municipal que recebeu as competências, assumiu as responsabilidades, preparou as candidaturas, articulou o processo com a ACSS e garantiu a obtenção dos financiamentos necessários para avançar com um dos mais significativos programas de investimento na área da Saúde alguma vez realizados no concelho.
O PS fala agora de atrasos e dificuldades, esquecendo-se de referir que os contratos de financiamento apenas foram assinados em julho de 2024, oito meses após a abertura do aviso de candidatura, já com um novo Governo em funções. Esquece-se igualmente de referir as exigências legais, os procedimentos do Código dos Contratos Públicos, os vistos do Tribunal de Contas e uma realidade que foi transversal a todo o país: concursos públicos desertos devido à escassez de empresas e ao aumento dos custos de construção.
Apesar de todas essas dificuldades, os resultados estão à vista.
O Centro de Saúde de Vila Verde encontra-se reabilitado. O de São Pedro apresenta uma execução muito avançada. A Unidade de Saúde de Buarcos está em obra. O novo Centro de Saúde de Tavarede iniciou recentemente os trabalhos. E as intervenções no Bom Sucesso e no Paião cumprem os procedimentos legais finais para o respetivo arranque.
Esta é a realidade. Factos. Obra. Investimento.
Aquilo que o PS hoje critica é precisamente o trabalho que este Executivo teve de desenvolver para recuperar o tempo perdido por quem, durante anos, teve responsabilidades governativas e nada deixou preparado.
Por isso, a questão que se coloca é simples: de que acusa afinal o PS o Município da Figueira da Foz? De estar a executar cerca de 54 milhões de euros de investimento financiado pelo PRR? De ter assumido responsabilidades que outros não assumiram? De estar a concretizar obras que durante anos ficaram apenas no domínio das intenções?
Os figueirenses sabem distinguir entre quem faz comunicados e quem faz obra. E sabem também reconhecer quem procura resolver problemas e quem apenas procura encontrar pretextos para esconder a sua própria inércia.
A realidade é teimosa: os Centros de Saúde estão a avançar. O resto é apenas retórica de campanha."

"Município cria prémio monetário para incentivar a participação de mais marchas de S. João"

 Via Diário as Beiras

Quando o cheque é grande não é fraude, é “inovação”

"A Unbabel recebeu 13,3 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e acabou insolvente. Se a história terminasse aqui já seria suficientemente interessante. Mas Portugal raramente desperdiça uma boa oportunidade para tornar uma história absurda ainda mais absurda. 
Não estamos a falar de uma empresa qualquer. A Unbabel foi apresentada como uma das grandes promessas da economia portuguesa. Carlos Moedas elogiou-a repetidamente e a empresa tornou-se uma das parceiras fundadoras da Unicorn Factory Lisboa, o projeto criado para transformar Lisboa num centro europeu de inovação, produzir as futuras estrelas do empreendedorismo nacional e atrair as chamadas empresas unicórnio, startups avaliadas em mais de mil milhões de dólares. 
A ideia era simples: pegar em dinheiro público, misturá-lo com palavras como “inovação”, “disrupção”, “ecossistema”, “inteligência artificial” e “empreendedorismo” e esperar que aparecessem unicórnios. No caso da Unbabel apareceu uma insolvência. 
Ao todo, estava previsto receber um financiamento de 14,8 milhões de euros, sendo que recebeu 89,6% deste, ou seja, 13,3 milhões da bazuca europeia. A confiança era tanta que chegou a liderar um consórcio de Inteligência Artificial financiado pelo PRR com 75 milhões de euros. O curioso é que nada disto aconteceu apesar do risco. Aconteceu sabendo-se perfeitamente que o risco existia. As estatísticas sobre startups são conhecidas há décadas. Os dados do Eurostat mostram que cerca de metade desaparece nos primeiros cinco anos de vida. Estudos da Harvard Business School apontam para taxas de insucesso ainda maiores quando se analisa o retorno esperado pelos investidores. Os investidores sabem disso. Os gestores sabem disso. Os governos também. 
Diziam que tudo corria maravilhosamente bem até deixar de correr. 
Em Agosto de 2025, a empresa foi vendida à norte-americana TransPerfect. Na altura falou-se de crescimento, expansão e aumento de escala. Vasco Pedro, cofundador e CEO da Unbabel, garantiu que a operação permitiria aumentar significativamente a dimensão da empresa. Um mês depois começaram a surgir notícias bastante menos optimistas. Segundo várias informações divulgadas na altura, a venda foi realizada por um valor suficientemente baixo para provocar perdas totais em alguns investidores. Aquilo que tinha sido apresentado como um passo natural na evolução da empresa começou rapidamente a parecer uma operação de recurso. 
Em Dezembro de 2025, um dos investidores, o fundo espanhol Buenavista Equity Partners, avançou para tribunal com uma ação de 12,75 milhões de euros relacionada com a venda. Em Março deste ano, o IAPMEI começou a analisar os projectos financiados pelo PRR para verificar se os compromissos assumidos tinham sido cumpridos. Pouco depois chegou a sentença de declaração de insolvência. 
Sem atividade relevante. Sem ativos. Sem dinheiro. Treze milhões e trezentos mil euros depois. 
O mais interessante é que esta história surge exatamente na mesma altura em que o país continua obcecado com prestações sociais de algumas centenas de euros. Discutem-se alegadas fraudes, exigem-se fiscalizações, inventam-se novos mecanismos de controlo e repete-se diariamente a necessidade de proteger o dinheiro dos contribuintes. Mas quando uma empresa recebe 13,3 milhões de euros dos contribuintes, é promovida durante anos como um exemplo de sucesso, acaba vendida por um valor que deixa investidores a arder, gera processos judiciais, motiva investigações e termina insolvente, a indignação desaparece com uma rapidez impressionante. Quando corre bem, os ganhos ficam no sector privado. Quando corre mal, a factura fica espalhada por milhões de contribuintes que nunca tiveram direito a participar nos lucros, apenas no risco. 
Pelos vistos, a subsidiodependência só é um problema quando o subsídio é pequeno. Quando o cheque tem oito algarismos chama-se visão estratégica. Quando corre mal chama-se empreendedorismo. E quando desaparece o dinheiro dos contribuintes chama-se inovação."

domingo, 21 de junho de 2026

A MIRAGEM DOS NOVOS CENTROS SAUDE NA FIGUEIRA DA FOZ!

A oposição na Figueira vai colocar o executivo presidido por Santana Lopes  sob vigilância,  ou isto é apenas entusiasmo passageiro?

"Nas últimas eleições autárquicas, em campanha eleitoral, o atual Presidente da Câmara Municipal, prometeu uma série de novos Centros de Saúde para o Concelho e obras de beneficiação em tantos outros. Na reunião de Câmara, do passado dia 11 de junho, anunciou a rescisão do contrato de construção do futuro Centro de Saúde de Tavarede. Os vereadores do Partido Socialista (PS) mostraram-se, uma vez mais, muito preocupados com esta decisão, pois mais um Centro de Saúde tão necessário para os Figueirenses, cujo financiamento seria assegurado pelo PRR, está agora em risco de não ser construído.

Os vereadores do PS vêm há meses a alertar o Executivo Camarário pela forma atabalhoada como este processo da construção dos novos Centros de Saúde, tem vindo a ser conduzido pelo Executivo Camarário. Os concursos são lançados com valores de base irrealistas, para um volume de obra excessivo, e com prazos impossíveis de cumprir. A resposta às questões dos vereadores do PS tem sido quase sempre a mesma “está tudo sob controle e vamos fazer…….”. O atual Executivo Camarário inclusivamente fez algumas alterações para melhor à forma como voltou a lançar os concursos para a construção dos Centros de Saúde do Bom Sucesso e do Paião, após os reparos feitos pelos vereadores do PS aos anteriores concursos.
O atual Executivo Camarário, ainda que se possam encontrar responsabilidades a outros níveis, não tem gerido este processo da melhor forma, deixando estas obras para o fim do prazo PRR, quando podia ter feito melhor e de forma atempada."

Foto: Diário de Coimbra

PS

Pedro Santana Lopes regressou ao PSD

 Saíu em 2018, depois de perder as eleições contra Rui Rio. Regressou agora...


Actualização.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Ninguém quis o pacote do monte negro

"Nem os trabalhadores, nem a rua, nem as empresas, nem AR e, muito menos, o País".

O caminho fechou-se,
Luís, Luís, vai para pra Paris...

Vai ser o teste do algodão para o Chega...

Será que Ventura acredita assim tão piamente que o seu eleitorado operário não passa de uma massa estúpida e acéfala?..
"PSD já dá reforma laboral por aprovada. Chega clama “vitória” nos despedimentos, férias e turnos."

Sondagem: AD cai para terceiro e PS ganha terreno na frente

Nota de rodapé, via Filipe neto Brandão

"Montenegro, de cada vez que cede a Ventura, dá credibilidade a este e perde, por sua vez, a sua. Se fosse só Montenegro a perder, o problema seria só dele.

O problema é que Montenegro está a arrastar o PSD, partido fundador do regime, consigo. Já faltou mais para que os portugueses, reiteradamente colocados perante a visão de uma histridência populista e aquilo que, aos seus olhos, não passa de uma versão homeopática daquela, venham a preferir o original à cópia. Sucedeu e sucede assim por toda a parte."

"Ferro de engomar", cafetarias...

Via Diário as Beiras 

Um congresso para dissimular a nova “geringonça”

"Honra lhe seja feita, este novo PSD não é anódino: está mais perto do bafio do integralismo lusitano que inspira o Chega do que da moderação centrista que, em termos programáticos, o aproxima do PS."

O século dos imbecis, novo romance de Valter Hugo Mãe

Via Revista VISÃO
"Esta obra resulta numa inspirada alegoria sobre a persistência da ignorância como um dos fenómenos mais desconcertantes do nosso tempo. Não teremos mais imbecis do que outros séculos tiveram. Mas a ignorância perdeu o pudor".

quinta-feira, 18 de junho de 2026

A cidade precisa de uma nova marina?

Via Diário as Beiras, a opinião do Isabel Maia, deputada municipal: "A infraestrutura atual está esgotada"

"A necessidade de uma nova marina é analisada no recente estudo estratégico da Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) com uma visão dupla: reformulação da atual e criação de uma nova infraestrutura. 
A infraestrutura atual é vital mas está esgotada, com ocupação acima dos 80%. O plano de requalificação para 460 lugares (+112) é uma decisão lógica para consolidar a procura interna. 
Mas a Margem Sul é a grande alavancagem na proposta da APFF. Nascendo na zona dos antigos estaleiros, a nova marina focar-se-á no segmento premium: iates até 135m e um terminal para cruzeiros até 180m junto à Praça da Europa. Com 114 novos postos, estaleiros, hotelaria, espaços comerciais e heliporto, a Figueira terá um ecossistema de alto valor acrescentado. O turista náutico gasta significativamente mais na economia local - restauração, comércio e reparação naval -, mitigando a sazonalidade da região.
A prudência financeira é inegociável. Para salvaguardar o erário público, o financiamento deve assentar em parcerias públicoprivadas, com capital externo para a exploração comercial. No entanto, o timing estratégico exige que a expansão aguarde a conclusão das obras de acessibilidade marítima e estabilização da barra, garantindo segurança total à navegação. 
Com esta dupla intervenção, a Figueira deixará de ser apenas um porto de passagem para se assumir como uma referência ibérica de excelência económica e turística. O mar é o maior ativo da região; rentabilizá-lo com visão estratégica é o caminho para a prosperidade local."

Santo António, São João e São Pedro...

 Via Diário as Beiras