Via Diáio as Beiras
terça-feira, 28 de julho de 2026
segunda-feira, 27 de julho de 2026
A edição 50 do "FestiMaiorca foi um sucesso... mesmo sem apoio da junta de freguesia"
Incidente
«Este ano, coincidindo com o 50.º aniversário, o FestiMaiorca não contou com apoio logístico e financeiro da Junta de Maiorca. Em declarações recentes ao DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente, Nuno Santos, afirmava: “Neste momento, não é possível atribuir apoio financeiro”. Entretanto, o executivo da junta reconsiderou, mas não obteve resposta da organização. “O festival já fechou. Agora, já não precisamos de apoio”, reagiu, a este jornal, o diretor do FestiMaiorca, Luís Gonçalves, sustentando que “a junta alterou a decisão por ter sido pressionada pela comunicação social e outros”.»
Município atribuiu Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada ao festival
Por sua vez, «o Município da Figueira da Foz atribuiu a Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada ao FestiMaiorca, a propósito dos 50 anos do festival. A distinção foi entregue pelo presidente da câmara, Santana Lopes, no espetáculo de encerramento. Nota publicada pelo Gabinete de Apoio à Presidência nas redes sociais da autarquia frisa que a medalha “reconhece o relevante contributo do festival, ao longo de cinquenta anos, para a preservação, valorização e divulgação das tradições populares e do património cultural imaterial, bem como para a projeção da Figueira da Foz a nível nacional e internacional”.»
Distinções honoríficas atribuídas pelo Município ao FestiMiorca, João Damasceno e RFM SOMNII
O Município da Figueira da Foz atribuiu a Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada ao FestiMaiorca, a Medalha de Mérito Técnico-Científico em Prata Dourada a João Damasceno (cessou este mês, súbita e repentinamente, funções de diretor geral da Águas da Figueira) e Medalha de Mérito Cultural em Prata ao festival de música eletrónica RFM SOMNII.
As propostas foram apresentadas pelo presidente da autarquia figueirense, Santana Lopes, tendo sido aprovadas em sessão de câmara.
A medalha atribuída ao festival internacional de folclore organizado pela Casa do Povo de Maiorca já foi entregue pelo presidente da câmara, Santana Lopes, no decorrer do espetáculo que encerrou a edição 50 do FestiMaiorca.
domingo, 26 de julho de 2026
Portugal, um País adiado desde mil novecentos e troca o passo
Decreto-Lei n.º 48902, de 8 de Março de 1969. Transcorreram 20.956 dias: 57 anos, 4 meses e 16 dias.
"Porque Portugal quando não é um país de vadios é um país de amadores. A fé da profissão, isto é, o segredo do triunfo dos povos, é absolutamente alheio ao organismo português do que resulta esta contínua atmosfera de tédio que transborda de qualquer resignação. Também o português não sente a necessidade da arte como não sente a necessidade de lavar os pés."- Almada Negreiros, in CONFERÊNClA FUTURISTA, Maio de 1917
Esta é a primeira medalha de ouro para o Remo português no escalão de sub-23
Atletas da Naval Remo conquistaram em Duisburgo a primeira medalha de ouro de sempre para Portugal no Mundial Sub-23 de Remo.
sábado, 25 de julho de 2026
Em Portugal, até na penúltima etapa os pobres são discriminados
Famílias põem em risco orçamento por falta de vagas públicas em lares
Com reformas curtas, 90% das famílias procuram lares até 2000€. A escassez também no privado obriga mais de metade a ultrapassar o orçamento perante a perda de autonomia dos pais, alerta o '1.º Barómetro da Procura de Residências da Via Senior'.
Os imprevistos na vida de Luís Montenegro
"Nestes tempos de surpresa e espanto, Luís Montenegro bem podia refletir sobre a resposta do primeiro-ministro inglês Harold Macmillan (1957–1963) quando um jovem lhe perguntou qual o adversário político que mais temia: “Os acontecimentos, rapaz, os acontecimentos.” Os adversários políticos de Montenegro são previsíveis. Os acontecimentos, não. Das oposições Montenegro nada tem a temer. Do imprevisto tem. Nenhum adversário político está em condições de lançar o país numa crise. Os acontecimentos podem fazê-lo, como Luís Montenegro está a comprovar, uma vez mais.
Quem podia imaginar que Fernando Alexandre, um dos mais competentes e populares ministros deste Governo, de repente se via metido numa trapalhada com a digitalização e correção dos exames nacionais do ensino secundário, colocando 166.339 alunos e respetivas famílias à beira de um ataque de nervos? Quem podia antecipar que Luís Neves, um homem experimentado no combate ao crime, um ministro que estava a recuperar a imagem e a autoridade do Ministério da Administração Interna, afinal tinha negócios estranhos com um amigo empreiteiro, um atrelado perigoso que estava onde não devia estar e outras peripécias ainda por explicar? A resposta é: ninguém.
Mas é assim que, num abrir e fechar de olhos, do nada, Montenegro tem dois dos principais ministros em risco, uma crise política em mãos, sem conseguir controlar os acontecimentos. Nassim Nicholas Taleb ficou famoso com a publicação de “Cisne Negro”, onde ele demonstra que os acontecimentos mais importantes são muitas vezes os mais imprevisíveis. Ele defende que o maior erro humano é acreditar que compreendemos e podemos prever a realidade melhor do que realmente conseguimos. É provável que esta tese se aplique tanto a Fernando Alexandre como a Luís Neves, embora com contornos muito diferentes. Voluntarismo, precipitação, facilitismo, ingenuidade, arrogância, entre outras falhas possíveis, são o combustível humano do imprevisto. E, por consequência, de desagradáveis acontecimentos. Particularmente graves quando ocorrem no exercício do poder.
Dizem os biógrafos do infeliz Macmillan que a frase famosa “os acontecimentos, rapaz, os acontecimentos” foi proferida a propósito do caso Profumo, um inesperado escândalo sexual que envolveu o então ministro da Guerra, John Profumo, com Chris tine Keeler, suspeita de ligações a um oficial soviético. O escândalo comprometeu irremediavelmente a autoridade política de Macmillan e levou à derrota do Partido Conservador nas eleições seguintes. Ainda não é claro como irão terminar os acontecimentos que atormentam a vida de Luís Montenegro por estes dias. Mas há, desde já, algo que sabemos. Não estamos, claro, perante um caso Profumo. Mas estamos perante casos que fragilizam a autoridade política de dois ministros e, dependendo da forma como gerir a crise, poderão fragilizar a do próprio primeiro-ministro. Isso já não é um imprevisto. É a realidade."













