quarta-feira, 7 de outubro de 2026
A política na Figueira está escaldante...
Figueira da Foz prorroga prazo de Plano de Pormenor do projeto da Lagoa da Vela
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Mar da Figueira vai ser utilizado como cobaia...
«A Universidade de Évora (UÉvora) identificou um local no offshore nacional, ao largo da Figueira da Foz, onde poderá ser testado o armazenamento geológico de dióxido de carbono (CO2), anunciou hoje a academia.
“O reservatório situa-se na Bacia Lusitaniana, em formações rochosas” situadas a “centenas de metros abaixo do fundo marinho”, indicou.
Os estudos foram desenvolvidos pela UÉvora no âmbito do projeto “PilotSTRATEGY”, desenvolvido em colaboração com a GALP e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
“Temos identificado e estudado um local concreto onde poderá ser realizado um projeto-piloto de armazenamento geológico de CO2 em Portugal”, disse Júlio Carneiro, professor do Departamento de Geociências da UÉvora, citado no comunicado.
O também investigador do CREATE e responsável pelo projeto referiu que, a concretizar-se a iniciativa, o CO2 será injetado a cerca de 1.200 metros abaixo do nível do mar, num reservatório de arenito, “uma rocha porosa com bastante permeabilidade”, ficando “retido nos poros entre os grãos, atualmente preenchidos por água de elevada salinidade”.
“O objetivo imediato não é armazenar dezenas de milhões de toneladas, mas efetuar um projeto-piloto para testar o comportamento do reservatório no terreno”, realçou a academia.
O projeto liderado por Júlio Carneiro prevê uma campanha de prospeção sísmica em três dimensões (3D) em 2027–2028, a perfuração de um poço de injeção em 2030 e uma injeção experimental de “menos de 100 mil toneladas” de CO2 apenas para fins científicos durante cerca de 12 meses, em 2031–2032, seguida de monitorização, pelo menos até 2034.
O calendário, observou a UÉvora, depende da “disponibilidade de financiamento, das autorizações necessárias e dos resultados obtidos em cada etapa”.
A investigação contempla igualmente que o dióxido de carbono a injetar seja capturado na cimenteira de Souselas, concelho de Coimbra, transportado por comboio em contentores criogénicos até ao Porto da Figueira da Foz e, daí, por navio até ao local de armazenamento.
“Esta solução permite testar a cadeia com um mínimo de infraestrutura permanente, sem necessitar de uma plataforma offshore ou gasodutos”, explicou Júlio Carneiro.
O custo estimado para o projeto-piloto “ronda os 98 milhões de euros, num intervalo entre 90 e 120 milhões, não incluindo a unidade de captura de CO2 na fábrica de Souselas”.
Em paralelo, acrescentou a instituição, o projeto CTS (Carbon Transport and Storage) “estudou diferentes possibilidades para criar uma futura infraestrutura nacional de transporte e armazenamento de CO2, incluindo redes de gasodutos e soluções combinando gasodutos com transporte marítimo”.
“Os setores do cimento e da cal surgem entre os principais potenciais utilizadores”, disse a academia alentejana, notando que “a tecnologia poderá também ter interesse para a indústria da pasta e papel, nomeadamente no caso do CO2 de origem biogénica, cuja captura e armazenamento permanente poderá, em determinadas condições, ser considerado como remoção de dióxido de carbono da atmosfera”.
Portugal, afirmou Júlio Carneiro, “assumiu o objetivo de neutralidade climática em 2045 e há setores industriais para os quais as soluções disponíveis são limitadas”.
Por isso, defendeu, “é essencial continuar a investigação sobre captura e armazenamento de CO2”, para se saber em que condições a tecnologia “pode contribuir para esse objetivo” e para “manter a atividade dos setores de difícil descarbonização”.»
Denúncia de contrato e troca de acusações
"Associação Fernão Mendes Pinto e InovBuild acusam-se mutuamente sobre a empreitada da Unidade de Cuidados Continuados"
Via Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
5 de Outubro de 1910
A implantação da República em Portugal, aconteceu como um golpe inevitável dado o clima que se vivia no país.
Os que fazem da sua vida uma inspiração a luta pela esperança, pela democracia e pelo futuro.
E os outros.
É por isso, que quando desaparece alguém que deu exemplo de generosidade e dedicação, que olhou para diferentes como semelhantes ou para semelhantes como iguais, ficamos abandonados à sorte de uma humanidade que continua a revelar-se animalesca, verificando-se, nos últimos tempos, uma revalorização do ódio, uma perseguição do outro, a obsessão da identidade nacional como desculpa para a agressão.
É por isso que Portugal em 2026 está a ficar tão perigoso.
"Nos anos que precederam a proclamação da República, os republicanos organizavam conferências de propaganda em todo o país. Na Figueira isso acontecia frequentemente, com numerosos vultos políticos. Só quero agora referir que conhecei então o Prof. Miguel Bombarda. Veio uma vez fazer umas dessas conferências no Teatro Príncipe, que mais tarde ardeu.
Em 1910 eu tinha 9 anos. A nossa habitação era na rua da Lomba e o meu pai tinha um pequeno escritório no rés-do-chão. No dia 3 de Outubro à noitinha o meu pai disse-me: “Vais ser um homenzinho e quero-te dizer uma coisa. Rebentou em Lisboa uma revolução para proclamar a República. Hoje aqui não sabemos mais nada”. Mas no dia seguinte, 4 de Outubro, o meu pai não veio almoçar e à noite não veio jantar. Não sabíamos dele e, ao entrar da noite, minha Mãe começou a ficar inquieta, não sabia o que havia de fazer. A cidade estava agitada, corriam muitos boatos, na madrugada do dia 5, perante a inquietação de minha mãe a minha avó, que tinha grande ascendente sobre meu Pai, resolveu-se afazer alguma coisa. Mandou um empregado procurá-lo pela cidade e dizer-lhe que ela lhe queria falar; ele não apareceu à hora matutina do primeiro almoço, e contou que, de pé, dum banco da praça Nova, tinha conseguido pelo seu prestígio político, manter ordeira toda a população agitadíssima pela vitória da República em Lisboa.
Nos dias seguintes, talvez nos dias 5 e 6 de Outubro, eram manifestações e cortejos por toda a cidade. Vivas, discursos, a cada paragem, homens roucos de tanto gritar. Meu pai seguia nessas manifestações e eu acompanhava-o. Um dos tribunos mais em evidencia era o Snr. António Lino Franco, farmacêutico na Praça Velha. Nas manifestações as filarmónicas tocavam incessantemente a “Portuguesa”, o nosso hino. Em seguida foi a mudança da bandeira azul e branca, da Monarquia, pela verde rubra da República, nos edifícios públicos. No forte de Santa Catarina deixaram-me puxar a adriça para içar a bandeira verde-encarnada. Possuo uma fotografia da cerimónia."
domingo, 4 de outubro de 2026
Alhadas tem piscina há 25 anos
Via Município da Figueira da Foz
A Piscina Municipal de Alhadas celebrou este sábado 25 anos ao serviço da comunidade, numa cerimónia que reuniu atuais e antigos autarcas, funcionários, utilizadores e população.
sábado, 3 de outubro de 2026
NOVO MODELO PARA PARQUES DE ESTACIONAMENTO DA FIGUEIRA DA FOZ
"Os Vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal, solidarizam-se com a posição do Executivo da Junta de Freguesia de São Julião na sua oposição ao novo modelo de concessão da gestão, exploração e fiscalização dos parques de estacionamento na Figueira da Foz."Em tempo ... pode-se perguntar, por exemplo, a Santana Lopes (não ao presidente...) Senhor Santana, o que acha disto?.. Tendo estado, como estou, desatento, pergunto também aos figueirenses: o que querem ser quando forem grandes?
Junta de São Julião quer solução para camiões
A Assembleia de Freguesia de São Julião aprovou uma moção apresentada pelo executivo da junta que recomenda à Câmara da Figueira da Foz que adote “as medidas necessárias para proibir o estacionamento de camiões e outros veículos pesados na avenida Manuel Gaspar de Lemos, junto à João de Barros e avenida Joaquim de Carvalho, sem prejuízo das operações de circulação e cargas e descargas legalmente permitidas, pelas razões de segurança e pelo carácter central e urbano desta zona”.
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Restaurar a natureza também é obra pública
Via Diário as Beiras
Autor: Glória Catarina Pinto
"Durante muito tempo, falámos de natureza como se bastasse proteger o que ainda resta. Mas há territórios onde isso já não chega. Rios artificializados, solos empobrecidos, dunas fragilizadas, linhas de água degradadas, habitats fragmentados e paisagens vulneráveis mostram-nos que conservar é essencial, mas nem sempre suficiente. Em muitos casos, é preciso reparar.
O tema voltou agora ao centro das políticas públicas. O Regulamento Europeu do Restauro da Natureza, em vigor desde agosto de 2024, estabelece metas vinculativas para recuperar pelo menos 20% das zonas terrestres e marítimas da União Europeia até 2030 e todos os ecossistemas que necessitem de intervenção até 2050. Portugal apresentou em 2026 o seu Plano Nacional de Restauro da Natureza, alinhado com essas obrigações europeias. As metas são ambiciosas e os compromissos estão escritos. Mas Portugal tem demasiada experiência em transformar metas ambiciosas em compromissos adiados — e compromissos adiados em paisagens degradadas. Será desta?
A pergunta justifica-se. Há décadas que se fala em recuperar rios, proteger dunas, valorizar galerias ripícolas, melhorar solos, reconectar habitats, defender zonas húmidas, controlar espécies invasoras e travar a degradação das paisagens. Muitas intenções foram inscritas em estratégias, planos e relatórios. Quantas chegaram ao território com escala, continuidade e consequência?
Reparar ecossistemas não significa voltar a um passado idealizado, nem transformar o território num museu ecológico. Significa recuperar funções perdidas: solos capazes de infiltrar água, rios com margens vivas, habitats ligados entre si, florestas mais diversas, zonas húmidas funcionais, dunas que protegem a costa e paisagens mais resistentes à seca, ao calor, às cheias e aos incêndios.
Também convém abandonar outra ilusão: a natureza não é uma entidade exterior a nós. Nós somos natureza. Quando recuperamos rios, solos, dunas, florestas ou zonas húmidas, estamos a recuperar as condições que permitem a nossa própria vida.
Mas nenhuma política terá impacto se ficar fechada nos documentos. Em várias cidades e territórios, movimentos de moradores, associações locais, escolas, universidades e coletivos ambientais têm mostrado que a participação cidadã faz diferença. Chamam a atenção para linhas de água esquecidas, árvores abatidas ou mal cuidadas, espaços verdes degradados, dunas fragilizadas, solos impermeabilizados, espécies invasoras fora de controlo e habitats que desaparecem quase sem debate público.
Por isso, a participação pública não deve servir apenas para validar decisões já tomadas. Cabe ao cidadão observar, questionar, atuar e mobilizar. Observar o que muda no território. Questionar opções que empobrecem a biodiversidade ou substituem vegetação nativa por soluções mal fundamentadas. Atuar nos gestos quotidianos que evitam degradação. E mobilizar outros para que o poder local não adie, não esqueça e não transforme compromissos ambientais em intenções sem consequência.
Restaurar a natureza também é obra pública. Talvez menos visível do que uma estrada, uma rotunda ou uma inauguração, mas muito mais importante para o futuro. Temos novas políticas, novas metas e novos compromissos. Mas a pergunta política continua a ser a mesma: quem executa, com que meios, em que prazo e com que responsabilidade quando as promessas ficam por cumprir?
Essa responsabilidade também é de cada um de nós. Está no modo como usamos a água, respeitamos as dunas, cuidamos de uma árvore, evitamos disseminar espécies invasoras, participamos nas decisões públicas e damos algum do nosso tempo a ações comunitárias. Exigir que os compromissos sejam cumpridos também faz parte desse cuidado.
Mãos à obra."
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Que localidade escolheria para a Feira de Ano?
Recriações históricas no Vale do Pranto
O projeto Estamos Aqui! - Teatroe Comunidade está de volta, este mês, tendo como cenário o período entre a Idade do Ferro e os Templários.
São Julião contra nova concessão de estacionamento: “foi um lapso a Câmara não ter falado com a Junta de São Julião”...
Via Diário as Beiras
Na Assembleia Municipal, falando em nome da junta, Manuel Rascão Marques manifestou preocupação sobre a expansão da área concessionada na freguesia e do preço das tarifas (sobe de 50 para 70 cêntimos/hora, sendo agravado na época balnear para 1,20 euros). E votou contra a proposta que acompanha o concurso público internacional para a nova concessão de estacionamento, lançado pelo executivo camarário (FAP).
Por outro lado, o autarca de São Julião, que também preside à Concelhia da Figueira da Foz do PSD, principal partido da coligação que detém a maioria absoluta na câmara e na Assembleia Municipal, lamentou que a autarquia que lidera não tenha sido previamente auscultada pela câmara municipal. Propôs ao executivo camarário que retirasse a proposta, para ser objeto de uma análise alargada, mas não obteve sucesso.
O vereador do Trânsito, Manuel Domingues, que também falava na Assembleia Municipal, reconheceu que “foi um lapso não ter falado com a Junta de São Julião”.
A proposta para o concurso da nova concessão de estacionamento foi aprovada na reunião de câmara com os votos a favor da FAP. O PS e o Chega votaram contra.
O resultado replicou-se na Assembleia Municipal, onde também a CDU, Evoluir Figueira, Manuel Rascão Marques e Juntos Pelo Alqueidão votaram contra. Quem ganhar a concessão, por um período inicial de 10 anos, terá de pagar ao município 1,5 milhões de euros, além de 34% da receita, em vez dos atuais 10%."









