CLÁUDIA ROCHA: "Agora, com a nova redistribuição de competências, Cláudia Rocha emerge como a vereadora com maior amplitude de intervenção no Executivo municipal. A lista é longa. Tão longa que quase exige uma pausa a meio. Nas mãos de Cláudia Rocha ficam áreas que mexem com a imagem pública da cidade, com os grandes eventos, com a economia, com o turismo, com os trabalhadores municipais, com a transformação tecnológica dos serviços e com boa parte da relação quotidiana entre a Câmara e os munícipes. Da cultura ao desporto, dos mercados ao parque de campismo, dos recursos humanos às novas tecnologias, há poucas dimensões da vida municipal onde a sua assinatura não possa vir a ser necessária. Santana Lopes mantém sob a sua responsabilidade as Finanças e o Orçamento, o Planeamento, o Ordenamento do Território, os Projectos e Obras Estruturantes, a Protecção Civil, os Assuntos Jurídicos, a Ciência e o Património. A Cláudia Rocha entrega uma parte substancial do rosto visível e do funcionamento interno do Município. Não é propriamente uma divisão entre quem manda e quem executa. É antes a criação de um eixo político em que a presidência define a rota e a vereadora parece ficar encarregada de conduzir uma parte considerável da viagem. A redistribuição também torna mais evidente a diferente cotação política dos elementos do Executivo. Enquanto Manuel Domingues perdeu várias competências, Cláudia Rocha aumentou significativamente a sua área de influência."
sábado, 8 de agosto de 2026
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
A novela Luís Neves explicada aos pequeninos...
A folha está feita.
"Auditoria à PJ sobre mandatos de Luís Neves pedida pela actual direção nacional".
Nota de rodapé.
Citando Eça.
“É extraordinário! Neste abençoado país todos os políticos têm «imenso talento». A oposição confessa sempre que os ministros, que ela cobre de injúrias, tem, à parte os disparates que fazem, um «talento de primeira ordem»! Por outro lado, a maioria admite que a oposição, a quem ela contantemente recrimina pelos disparates que fez, está cheia de «robustíssimos talentos»! De resto todo o mundo concorda que o país é uma choldra. E resulta, portanto, este facto supracómico: um país governado «com imenso talento», que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado! Eu proponho isto, a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentem uma vez os imbecis!”.
Nota de rodapé.
Citando Eça.
“É extraordinário! Neste abençoado país todos os políticos têm «imenso talento». A oposição confessa sempre que os ministros, que ela cobre de injúrias, tem, à parte os disparates que fazem, um «talento de primeira ordem»! Por outro lado, a maioria admite que a oposição, a quem ela contantemente recrimina pelos disparates que fez, está cheia de «robustíssimos talentos»! De resto todo o mundo concorda que o país é uma choldra. E resulta, portanto, este facto supracómico: um país governado «com imenso talento», que é de todos na Europa, segundo o consenso unânime, o mais estupidamente governado! Eu proponho isto, a ver: que, como os talentos sempre falham, se experimentem uma vez os imbecis!”.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Pensões: para já, o Governo parece estar às escuras
Isto não deve estar famoso.
De forma fria, todos os governos têm apetência para privilegiar os pensionistas como estratégia política. Isso nunca vai mudar. Pelo que será sempre preferível um qualquer complemento extraordinário para tentar minorar o facto de existirem pensões de miséria do que aumentos absurdos de pensões. Os bónus acontecem quando as contas públicas os permitem, os aumentos são para sempre. Mas quando já nem os bónus estão no horizonte, algo terá de estar muito mal...
"Sem poder e sem
querer abrir mão
dos bons resultados
na frente orçamental,
o Governo pode estar
sem qualquer margem
para repetir
o bónus extraordinário
nas pensões".
«É verão, estamos em Agosto, mas este não costuma ser um mês completamente descansado no Ministério das Finanças. Os trabalhos preparatórios do próximo Orçamento do Estado já terão arrancado. Por esta altura, reúnem-se dados macroeconómicos e tendências que tentam antecipar para que lado as coisas estão a ir e saber o que se consegue fazer ainda até ao final do ano.
«É verão, estamos em Agosto, mas este não costuma ser um mês completamente descansado no Ministério das Finanças. Os trabalhos preparatórios do próximo Orçamento do Estado já terão arrancado. Por esta altura, reúnem-se dados macroeconómicos e tendências que tentam antecipar para que lado as coisas estão a ir e saber o que se consegue fazer ainda até ao final do ano.
O aumento extraordinário das
pensões é um desses casos. Ainda
não foi oficialmente afastada essa
possibilidade - ainda ninguém
disse "este ano não será possível" -,
mas os sinais que se acumulam até
agora indicam que este ano não vai
acontecer.
O primeiro sinal é uma questão de
calendário. No ano passado, Luís
Montenegro levou o anúncio para о
debate do estado da nação. Foi a 15
de Julho. As certezas chegaram cedo.
Em 2026, a ideia ainda paira no ar - ao contrário do alívio no IRS, que já foi afastado -, mas faltarão certezas sobre a margem orçamental para um aumento extra nas pensões. Um dos sinais mais reveladores dessa falta de certeza é a ausência de comentário a alguns indicadores mais positivos que têm sido conhecidos.
Em 2026, a ideia ainda paira no ar - ao contrário do alívio no IRS, que já foi afastado -, mas faltarão certezas sobre a margem orçamental para um aumento extra nas pensões. Um dos sinais mais reveladores dessa falta de certeza é a ausência de comentário a alguns indicadores mais positivos que têm sido conhecidos.
Os resultados favoráveis para o
Governo sobre a evolução da
economia e do mercado de trabalho
no segundo trimestre, o primeiro
conhecido na semana passada e o
segundo nesta semana, não foram
capitalizados pelo Governo.
Capitalizar essas boas notícias
poderia contribuir para criar uma
narrativa de que as contas públicas
estão com uma folga. É que mais
crescimento significa mais receitas
fiscais, e mais emprego (e menos
desemprego) significa mais receitas
de contribuições para a Segurança
Social e menos despesa pública.
Sabia-se desde o início do ano que o quadro orçamental de 2026 era mais
exigente. Foi assumido um saldo nulo
pelo Governo, sabendo que se for a
défice terá de ser um défice pequeno
- sob pena de Bruxelas ver
problemas nas contas públicas
nacionais - e a dívida pública terá de
continuar a desenhar uma trajectória
de descida.
Esta semana, os números da dívida
pública revelados pelo Banco de
Portugal apontaram para uma
deterioração. Luís Montenegro
apressou-se a descansar os
portugueses, garantindo que está
tudo bem e que ainda haverá uma
surpresa no final do ano. Sem poder
e sem querer abrir mão dos bons
resultados na frente orçamental, o
Governo pode estar sem qualquer
margem para repetir o bónus
extraordinário nas pensões. Ou, pelo
menos, não ver sinais para o garantir
agora, preferindo esperar por mais
informação.»
O Governo optou por desinvestir no SNS: a morte do SNS está anunciada
Do 25 de Abril de 1974 resta "pouco": no essencial, o SNS, o acesso ao ensino e a Liberdade - para quem ousa exercê-la e está disposto a arcar com os custos e os incómodos da opção tomada.
Uma das grandes conquistas do 25 de Abril de 1974, o acesso à saúde, devemo-la ao socialista António Arnaut, contra os votos e a política vontade do PSD e do CDS.
Sempre houve quem minasse por dentro o SNS, dado que as clínicas privadas precisavam de mais “clientes”.
Como sabemos, o PSD, juntamente com o CDS, votou contra a chamada “lei Arnaut”, quando ela foi levada ao Parlamento, onde foi aprovada com os votos favoráveis do PS, do PCP, da UDP e do deputado independente Brás Pinto. Na base da recusa da direita esteve o facto de o texto consagrar um SNS “universal e gratuito”.
O PSD viria, em 1990, embalado pela maioria absoluta cavaquista, a fazer aprovar uma nova Lei de Bases da Saúde em que introduzia a palavra “maldita” para a esquerda: “privado”. Cavaco fez questão de deixar expresso que os cuidados de saúde seriam prestados em articulação com o sector privado – o então primeiro-ministro colocava no terreno a pretensão de abrir vários sectores da economia à iniciativa privada e a saúde não foi exceção. A seu lado esteve o CDS. Do outro lado da barricada estavam os “vencedores” de 1979.
Os "clientes" passaram a utentes, ou doentes, para o SNS. Evidentemente que um serviço de saúde capaz só se pode desenvolver com meios.
A segunda-feira passada marca um ponto de viragem nos cuidados de saúde em Portugal: o primeiro centro de saúde, financiado pelo Estado, mas gerido por privados, entrou em funções. A Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras, passou oficialmente a ter gestão privada, encarregando-se de prestar cuidados de saúde primários a 5.463 utentes.
Uma das grandes conquistas do 25 de Abril de 1974, o acesso à saúde, devemo-la ao socialista António Arnaut, contra os votos e a política vontade do PSD e do CDS.
Sempre houve quem minasse por dentro o SNS, dado que as clínicas privadas precisavam de mais “clientes”.
Como sabemos, o PSD, juntamente com o CDS, votou contra a chamada “lei Arnaut”, quando ela foi levada ao Parlamento, onde foi aprovada com os votos favoráveis do PS, do PCP, da UDP e do deputado independente Brás Pinto. Na base da recusa da direita esteve o facto de o texto consagrar um SNS “universal e gratuito”.
O PSD viria, em 1990, embalado pela maioria absoluta cavaquista, a fazer aprovar uma nova Lei de Bases da Saúde em que introduzia a palavra “maldita” para a esquerda: “privado”. Cavaco fez questão de deixar expresso que os cuidados de saúde seriam prestados em articulação com o sector privado – o então primeiro-ministro colocava no terreno a pretensão de abrir vários sectores da economia à iniciativa privada e a saúde não foi exceção. A seu lado esteve o CDS. Do outro lado da barricada estavam os “vencedores” de 1979.
Os "clientes" passaram a utentes, ou doentes, para o SNS. Evidentemente que um serviço de saúde capaz só se pode desenvolver com meios.
A segunda-feira passada marca um ponto de viragem nos cuidados de saúde em Portugal: o primeiro centro de saúde, financiado pelo Estado, mas gerido por privados, entrou em funções. A Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras, passou oficialmente a ter gestão privada, encarregando-se de prestar cuidados de saúde primários a 5.463 utentes.
Portugal: o País das roulottes é negócio imobiliário
"As transações imobiliárias valem 46% do IDE que entrou em 2025, um recorde. Há de tudo: edificado para fábricas de baterias e centros de dados, hotéis, torres de escritórios, centros comerciais."
"Cerca de metade do investimento estrangeiro em Portugal é feito na área do imobiliário (hotéis, apartamentos, etc). Isto responde à questão de "como é que os portugueses aguentam os preços das casas?". A resposta é: não aguentam. E também deita um pouco por terra a narrativa de que o capital estrangeiro tem pouca influência no mercado habitacional. Como se lembrarão certamente, há dois anos que nos garantem que o problema da habitação são os paquistaneses que vivem ao monte no Martim Moniz."
Curiosamente, uns dias antes, a TVI tinha feito uma reportagem sobre casas modulares, baratinhas, que garantiam protecção da chuva por menos de 8000 euros.
É aqui que se começa a achar "tudo isto ligeiramente pornográfico. Mas mesmo daqueles que metem ovelhas, cavalos e fazendeiros encalhados.
Por um lado temos um mercado selvagem que nos dizem que se auto-regula e estimula a concorrência. A tal que, em teoria, beneficia o consumidor.
Um mercado onde os estrangeiros já perceberam que há uma margem de lucro imensa e onde os portugueses, que resistem, vão acomodando prestações eternas no orçamento mensal.
Por outro lado, vamos dizendo aos portugueses que viver em atrelados não será assim tão mau. Estamos a caminhar a passos largos para aqueles parques de roulottes, que os americanos colocam nas periferias, para a malta que não entende como o capitalismo selvagem e o mercado livre os pode ajudar a subir na vida.
O Estado, liderado pelo Luís dos 55 imóveis, vê tudo isto sem nada fazer. Sem sequer tentar meter um travão na especulação, investir no parque público ou taxar, na mesma ordem de grandeza, as mais valias criadas em ambiente especulativo.
Calma, estou a mentir...o Luís arranjou umas rendas moderadas até 2300 euros. Não quero ser injusto.
Bendito Luís Neves dos tanques e do Breaking Bad de Barcelos, que vai fazendo de escudo para toda a merda que este governo varre para debaixo do tapete."
Por um lado temos um mercado selvagem que nos dizem que se auto-regula e estimula a concorrência. A tal que, em teoria, beneficia o consumidor.
Um mercado onde os estrangeiros já perceberam que há uma margem de lucro imensa e onde os portugueses, que resistem, vão acomodando prestações eternas no orçamento mensal.
Por outro lado, vamos dizendo aos portugueses que viver em atrelados não será assim tão mau. Estamos a caminhar a passos largos para aqueles parques de roulottes, que os americanos colocam nas periferias, para a malta que não entende como o capitalismo selvagem e o mercado livre os pode ajudar a subir na vida.
O Estado, liderado pelo Luís dos 55 imóveis, vê tudo isto sem nada fazer. Sem sequer tentar meter um travão na especulação, investir no parque público ou taxar, na mesma ordem de grandeza, as mais valias criadas em ambiente especulativo.
Calma, estou a mentir...o Luís arranjou umas rendas moderadas até 2300 euros. Não quero ser injusto.
Bendito Luís Neves dos tanques e do Breaking Bad de Barcelos, que vai fazendo de escudo para toda a merda que este governo varre para debaixo do tapete."
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Há empresas que nunca perdem
As empresas terem lucros é normal, mas comissões bancárias abusivas e gananciosas deveriam ser alvo de controle.
Cabedelo: como espaço público de eleição, não era uma mercadoria. Era um património natural comum que foi destruído
Ontem dia 4 de agosto de 2026, aquela que já foi uma das melhhores esplanadas do concelho da Figueira da Foz, estava assim. Espero que quem de direito se interesse pelo uso que o edifício está a ter.
Quem de direito não percebeu que era o Cabedelo que engrandecia o concelho e não a obra que lá fizeram rapidamente e em força, contra tudo e contra todos.
O bom senso ficou algures. Sobrou a ignorância.
As piores oportunidades perdidas são aquelas em que verificamos que foram desperdiçadas.
A ignorância é uma bênção, logo, todos os ignorantes podem ser felizes. Porém, a ignorância consciente, como opção, é também uma forma de auto-protecção: a informação acelera o medo.
O Cabedelo perdeu encanto e capacidade de sedução.
Agora, é um local vazio de gente, vazio de sentimentos e vazio de esperança.
O Cabedelo está morto. É um vazio humano num cemitério de obras completamente desajustadas e que nada têm a ver com aquele local.
O Cabedelo está morto. Mas está mesmo.
Não fiquei muito tempo. Os espaços onde passei belas tardes, locais de alegrias e de esperanças, no fundo altares de almas, estavam vazios. Incomoda-me o vazio, incomoda-me a agonia do Cabedelo, incomoda-me gente que aceita com resignação a morte do Cabedelo.
Triste Povo. Triste Figueira. Triste concelho. Triste Cabedelo.
No Cabedelo não aconteceu uma intervenção urbana equilibrada, no pressuposto da “compreensão das diferentes escalas territoriais de inserção, nos processos de reestruturação, nos elementos arquitetónicos, na morfologia urbana existente e nas tradições”.
Uma intervenção urbana, como a que aconteceu no Cabedelo, não deveria significar uma perda da genuidade do local, mas sim uma melhoria social e estética. Só que, deveria ter acontecido o que não aconteceu: na obtenção deste desiderato era necessária a participação da comunidade local nas discussões e intervenções a serem implementadas.
O que esteve em causa, dada a capacidade de ilusão que as obras provocam na sua passagem, desprendidas da vivência e do quotidiano das pessoas que aí vivem, foi a liquidação do Cabedelo como o conhecemos.
Como dizem Borja & Forn, em Políticas da Europa e dos Estados para as Cidades, "o maior desafio do planeamento urbano contemporâneo é aumentar o potencial competitivo das cidades no sentido de responder às procuras globais e atrair recursos humanos e financeiros internacionais. Mas, de acordo com vários exemplos que temos assistido, o planeamento tem sido feito à margem da cidade, com total esquecimento das pessoas que ocupam e vivem nesses espaços."
O Cabedelo, como espaço público de eleição, não era uma mercadoria.
Foi um património natural comum que foi destruído.
Uma intervenção urbana, como a que aconteceu no Cabedelo, não deveria significar uma perda da genuidade do local, mas sim uma melhoria social e estética. Só que, deveria ter acontecido o que não aconteceu: na obtenção deste desiderato era necessária a participação da comunidade local nas discussões e intervenções a serem implementadas.
O que esteve em causa, dada a capacidade de ilusão que as obras provocam na sua passagem, desprendidas da vivência e do quotidiano das pessoas que aí vivem, foi a liquidação do Cabedelo como o conhecemos.
Como dizem Borja & Forn, em Políticas da Europa e dos Estados para as Cidades, "o maior desafio do planeamento urbano contemporâneo é aumentar o potencial competitivo das cidades no sentido de responder às procuras globais e atrair recursos humanos e financeiros internacionais. Mas, de acordo com vários exemplos que temos assistido, o planeamento tem sido feito à margem da cidade, com total esquecimento das pessoas que ocupam e vivem nesses espaços."
O Cabedelo, como espaço público de eleição, não era uma mercadoria.
Foi um património natural comum que foi destruído.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Cabedelinho, uma praia especial...
O Cabedelinho sempre foi uma praia especial. Apesar de tudo ainda o é.
Em reportagem realizada ontem no Cabedelinho, o DIÁRIO AS BEIRAS encontrou Sabine Seidowsky e Bert Seidowsky, residentes em Quiaios, freguesia da margem norte da Figueira da Foz que tem duas praias oceânicas - Praia de Quiaios e Praia da Murtinheira. No entanto, o casal germânico prefere a Praia do Cabedelinho, na margem sul da cidade, “porque não tem ondas e a água é calma, como se fosse uma imensa piscina”, frisou Bert Seidowsky.
Em reportagem realizada ontem no Cabedelinho, o DIÁRIO AS BEIRAS encontrou Sabine Seidowsky e Bert Seidowsky, residentes em Quiaios, freguesia da margem norte da Figueira da Foz que tem duas praias oceânicas - Praia de Quiaios e Praia da Murtinheira. No entanto, o casal germânico prefere a Praia do Cabedelinho, na margem sul da cidade, “porque não tem ondas e a água é calma, como se fosse uma imensa piscina”, frisou Bert Seidowsky.
Segundo uma conversa informal que tivemos no passado dia 2 com alguém com negócios ligados ao Cabedelinho, no mês de julho esta praia esteve interdita a banhos "durante 12 dias". Confirmado e com todo o rigor - e a situação não é nova - mais uma vez, a Praia do Cabedelinho, esteve interdita a banhos no primeiro fim de semana de agosto, desde o passado dia 31 até às 10 horas e 45 minutos de ontem, segunda-feira, dia 3 de agosto.
As análises realizadas pelas entidades competentes revelaram a existência de uma contaminação microbiológica da água.
Foi uma má supresa, que teve impacto negativo, logo no primeiro fim de semana de Agosto, para quem tem négócios que dependem da frequência desta Praia.
Sugestão de leitura: Classes, Política. Política de Classe
Chegados a Agosto de 2026, poucas coisas nos permitem manter a velinha do optimismo acesa.
Cito Pedro Marques Lopes.
"Os políticos continuam a gerar uma enorme falta de confiança nas instituições do Estado e isso é o maior fator de degradação de uma democracia. Perde-se essa confiança quando se permite que um deslumbrado ministro ponha em causa a carreira de milhares de estudantes através de um processo gerido de forma manifestamente incompetente e continue a liderar um Ministério da Educação; que ministros e ministras mostrem a cada dia que não têm qualquer vocação para o cargo. Degrada-se a democracia quando o primeiro-ministro estabelece um padrão ético que faz com que olhemos para os ministros e representantes do Estado como uns rapazes que podem olhar pela vidita como qualquer empresário de moral duvidosa."
Este, é um problema que nos afecta, enquanto cidadãos de um país que tem o nome de Portugal. Mas não é um problem novo. Tem a ver com a classe política que nos tem governado e é um dos problemas básicos que a democracia que temos não conseguiu resolver.
Na Índia, o caos nos exames acaba em demissão
HUGO SOARES, Líder parlamentar do
PSD, sobre as polémicas
com os ministros
da Educação e da
Administração Interna.
“Quando chegarmos a setembro, teremos provavelmente o mesmo elenco governativo”.
Podem dar-se as voltas que se quiserem com o caos dos exames naconais em Portugal: porém, o que aconteceu e está a acontecer não é um problema técnico, nem informático. É um problema político muito sério, da total responsabilidade de um ministro e do governo.
“Quando chegarmos a setembro, teremos provavelmente o mesmo elenco governativo”.
Podem dar-se as voltas que se quiserem com o caos dos exames naconais em Portugal: porém, o que aconteceu e está a acontecer não é um problema técnico, nem informático. É um problema político muito sério, da total responsabilidade de um ministro e do governo.
Na Índia, por causa do caos nos exames aconteceu isto.
Via Revista Visão
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Como diria o outro, "correu tudo bem, excepto o que correu mal"...
"Exijo saber tudo o que diz respeito à prova do meu filho. Os anexos, a cadeia processual por onde passou, quero saber tudo. É uma questão de justiça. Não quero que o meu filho seja beneficiado, mas ele não pode ser vítima desta grande trapalhada", diz ao CM Paulo Duarte, pai do aluno de Viseu que teve 4,3 (em 20 valores) na prova de Português, mas apenas referente a cerca de um terço do exame. O resto (dois terços) desapareceu e ninguém do Ministério đa Educação sabe onde está.
A Figueira, o "turismo do espectáculo", o poder local, os empreendedores e o que está por planear e realizar.....
Diário as Beiras: "em jeito de balanço, a hotelaria e a restauração figueirenses fecharam o mês de julho com resultados superiores ao habitual, devido aos concertos de Sting e Lewis Capaldi, na Praia do Relógio, e ao habitual fim de semana prolongado do festival de música eletrónica RFM SOMNII, no mesmo local
Se a meteorologia não interferir com as estatísticas, Agosto será um mês perto da lotação esgotada.
A hotelaria e a restauração da Figueira da Foz, para além do verão, têm outras duas épocas altas intercalares – a passagem de ano e a Semana Santa, a segunda com elevada quantidade de turistas espanhóis, como manda a tradição."
Se a meteorologia não interferir com as estatísticas, Agosto será um mês perto da lotação esgotada.
A hotelaria e a restauração da Figueira da Foz, para além do verão, têm outras duas épocas altas intercalares – a passagem de ano e a Semana Santa, a segunda com elevada quantidade de turistas espanhóis, como manda a tradição."
A Figueira está a assumir cada vez com mais clareza que o turismo é o motor da economia local.
É assim em Cabo Verde, Angola, Brasil e Portugal. E também na Figueira.
Problemas locais.
1. Será que o poder político conhece de facto, na óptica do orgão decisor, quais são os verdadeiros problemas do turismo na Figueira?
2. Será que o poder político figueirense tem capacidade para resolver os problemas que o desenvolvimento do sector acarreta?
A Figueira foi considerada a partir do início do século 20, um paraíso, principalmente por turistas espanhóis. Um pouco mais tarde, nos anos 50, para além da Figueira as grandes estâncias turísticas eram as praias de Cascais e Estoril. O Algarve era ainda um deserto inexplorado com poucos habitantes residentes e que tinha nas actividades ligadas ao mar a sua fonte de sustentação - pesca, indústria conserveira e exploração das salinas. No interior a agricultura e a pecuária ditavam a dimensão do escasso orçamento familiar.
Aos poucos a região começou graças às suas excelentes condições naturais e climáticas a entrar no roteiro de viajantes e turistas do mundo inteiro. Começam a surgir hóteis de luxo para a época e inicia-se um fluxo migratório do Norte do País para o Algarve com vista a estabelecerem-se na região, quer na abertura de restaurantes, quer na exploração de hóteis.
Aos poucos a região vai percebendo que o turismo é uma actividade com retorno económico. Com base nesta percepção vai-se adaptando à actividade.
É nesta altura que acontece o primeiro erro histórico: a região deixou desde muito cedo que fosse o turismo a ditar o desenvolvimento e não o desenvolvimento da região a potenciar a actividade turística. Aos poucos a região foi-se internacionalizando e copiando alguns dos piores exemplos em matéria de urbanismo e ordenamento do território, quintiplicando a sua capacidade hoteleira e de restauração, mas começando a diminuir os padrões de qualidade que caracterizaram a região nos anos 50. Locais inóspitos como Armação de Pera ou Quarteira ficaram transformados em autênticas urbes sem qualidade e esteticamente reprováveis. Começa a surgir o fenómeno do time-sharing e das vendas de apartamentos, a construção civil apoiada pela expansão da capacidade hoteleira torna-se na segunda actividade da região superando o comércio. É precisamente na década de 80 que se cometem os maiores atentados a sustentabilidade do meio ambiente.
Se, por um lado, a região recebia milhares de turistas, por outro lado era ponto assente que não tinha criado as infra estruturas de base consentâneas com uma actividade motor de toda uma região. Pela primeira vez, o termo sazonalidade entra nos dicionários económicos e nem mesmo a entrada de Portugal para a CEE com consequente aumento da exploração da actividade em 1986 foi capaz de o eliminar.
A região fica perto do pleno emprego no Verão, contudo o número de pedidos de subsídio de desemprego dispara no Outuno.
É assim em Cabo Verde, Angola, Brasil e Portugal. E também na Figueira.
Problemas locais.
1. Será que o poder político conhece de facto, na óptica do orgão decisor, quais são os verdadeiros problemas do turismo na Figueira?
2. Será que o poder político figueirense tem capacidade para resolver os problemas que o desenvolvimento do sector acarreta?
A Figueira foi considerada a partir do início do século 20, um paraíso, principalmente por turistas espanhóis. Um pouco mais tarde, nos anos 50, para além da Figueira as grandes estâncias turísticas eram as praias de Cascais e Estoril. O Algarve era ainda um deserto inexplorado com poucos habitantes residentes e que tinha nas actividades ligadas ao mar a sua fonte de sustentação - pesca, indústria conserveira e exploração das salinas. No interior a agricultura e a pecuária ditavam a dimensão do escasso orçamento familiar.
Aos poucos a região começou graças às suas excelentes condições naturais e climáticas a entrar no roteiro de viajantes e turistas do mundo inteiro. Começam a surgir hóteis de luxo para a época e inicia-se um fluxo migratório do Norte do País para o Algarve com vista a estabelecerem-se na região, quer na abertura de restaurantes, quer na exploração de hóteis.
Aos poucos a região vai percebendo que o turismo é uma actividade com retorno económico. Com base nesta percepção vai-se adaptando à actividade.
É nesta altura que acontece o primeiro erro histórico: a região deixou desde muito cedo que fosse o turismo a ditar o desenvolvimento e não o desenvolvimento da região a potenciar a actividade turística. Aos poucos a região foi-se internacionalizando e copiando alguns dos piores exemplos em matéria de urbanismo e ordenamento do território, quintiplicando a sua capacidade hoteleira e de restauração, mas começando a diminuir os padrões de qualidade que caracterizaram a região nos anos 50. Locais inóspitos como Armação de Pera ou Quarteira ficaram transformados em autênticas urbes sem qualidade e esteticamente reprováveis. Começa a surgir o fenómeno do time-sharing e das vendas de apartamentos, a construção civil apoiada pela expansão da capacidade hoteleira torna-se na segunda actividade da região superando o comércio. É precisamente na década de 80 que se cometem os maiores atentados a sustentabilidade do meio ambiente.
Se, por um lado, a região recebia milhares de turistas, por outro lado era ponto assente que não tinha criado as infra estruturas de base consentâneas com uma actividade motor de toda uma região. Pela primeira vez, o termo sazonalidade entra nos dicionários económicos e nem mesmo a entrada de Portugal para a CEE com consequente aumento da exploração da actividade em 1986 foi capaz de o eliminar.
A região fica perto do pleno emprego no Verão, contudo o número de pedidos de subsídio de desemprego dispara no Outuno.
Voltando à Figueira.
O tecido empresarial do concelho continua a mostrar a forte influência do turismo no desenvolvimento local.
Contudo, ainda estarão por aproveitar algumas vantagens que a Figueira possui.
Por isso, apostar demasiado no "turismo do espectáculo", mostra que a Figueira é uma urbe pouco planeada, desorganizada, sem sustentabilidade e com fracas noções de estratégia de desenvolvimento.
Numa altura em que até o Algarve sofre concorrência de mercados mais atraentes, por um lado, e, ao mesmo tempo, recebe visitantes que outrora preferiam países hoje marcados pelo terrorismo, é importante pensar – algo difícil – na estratégia que a Figueira quer para o futuro, mas, sobretudo nos meios que se vão utilizar para alcançar os fins desejados.
Torna-se decisivo definir se os empresários ligados ao turismo figueirense querem continuar a apostar no turismo da forma que está a ser feita, ou se querem em sintonia com o poder político, introduzir algo inovador - Planeamento.
Muito há a disciplinar.
As autarquias, como sabemos, são os verdadeiros responsáveis pelo desordenamento do território - os orçamentos municipais são equilibrados através da cobrança do IMI (Imposto Municipal de Imóveis), daí terem sido autorizadas construções em altura, em locais onde nos respectivos PDM´s constavam áreas para moradias ou espaços verdes.
Muito está por ser feito.
Por exemplo, definir algumas linhas do sector, nomeadamente fazer um levantamento da qualidade e da quantidade da oferta turística existente. Se a região recebe x de visitantes por ano, faz algum sentido ter uma oferta de x mais y de camas?
Na Figueira, alguém sabe quais os sectores económicos que mais teriam a ganhar com uma colagem ao turismo?
Se forem produzidos produtos ou serviços para o turismo, se os mesmos forem de qualidade, seriam certamente utilizados por consumidores fora da região e durante todo o ano.
E aí sim, o Multiusus teria um papel fulcral.
Na Figueira, alguém sabe quais os sectores económicos que mais teriam a ganhar com uma colagem ao turismo?
Se forem produzidos produtos ou serviços para o turismo, se os mesmos forem de qualidade, seriam certamente utilizados por consumidores fora da região e durante todo o ano.
E aí sim, o Multiusus teria um papel fulcral.
A Figueira tem de se convencer de uma coisa: o produto turístico que tem para vender não é único no mundo.
O sol nasce em todo o lado.
Portanto, o factor decisivo é outro: aquilo que a Figueira for capaz de oferecer, para além do sol, para atrair o turista.
Será o "turismo do espectáculo"?
Na Figueira, em 2026, quem tem poder para intervir nestas questões, se não puder ou souber estar ao alcance dos desafios, limite-se a deixar fazer aquilo que sempre se fez: Turismo.
domingo, 2 de agosto de 2026
Cabedelinho interdito a banhos
A situação não é nova: mais uma vez, a Praia do Cabedelinho, desde o passado dia 31 de Julho, encontra-se proibida a banhos. As análises realizadas pelas entidades competentes revelaram a existência de uma contaminação microbiológica da água.
Foi uma má supresa, que teve impacto negativo, logo no primeiro fim de semana de Agosto, para quem tem négócios que dependem da frequência desta Praia.
Foi uma má supresa, que teve impacto negativo, logo no primeiro fim de semana de Agosto, para quem tem négócios que dependem da frequência desta Praia.
Quem quis dar um mergulho no estuário do Mondego teve uma solução: embarcou a bordo do barco que está a fazer a travessia do Mondego (já não é o "Carlos Simão", nem o "Costa Nova"...) e foi banhar-se nas águas límpidas e bacteorologicamentes puras da Praia do Forte (ex Praia do Cagalhão), as mesmas águas do estuário do Mondego, mas que têm a nuance de correrem em direcção à foz pela margem direita, enquanto a Praia do Cabedelinho fica na margem esquerda.
A separá-las estão cerca de 200 metros que deve ser, mais metro menos metro, a largura do rio naquela zona.
Ao que conseguimos apurar algo de estranho está acontecer: "fazem-se análises de manhã e as coisas não estão bem. Fazem-se análises de tarde e está tudo bem".
Vai haver uma reunião na próxima semana entre as diversas entidades que têm a ver com a qualidade da água na foz do rio Mondego, para se tentar encontrar uma explicação para o que está a acontecer.
As causas podem ser muitas e variadas. Mas, têm a ver, certamente, com efluentes despejados no Mondego, sem o devido tratamento, que prejudicam não só o meio ambiente, mas os negócios ligados ao verão na freguesia de São Pedro.
Serão etares (Vila Verde e S. Pedro), fábricas, descargas no porto de pesca, dragagens, etc.?
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