Via Diário as Beiras
terça-feira, 30 de junho de 2026
Museu Mário Silva: Equipamento está a ser construído na Tocha e abre até ao final do ano
O espólio de Mário Silva foi para a Tocha, porque a Figueira, "uma cidade pequena" de grandes artistas, não conseguiu manter, honrar e preservar a obra de um dos maiores.
A história está contada e pode ser lida aqui.
CENTRO DE RESPOSTAS INTEGRADAS (CRI)
As preocupações dos vereadores do PS
"Os vereadores do Partido Socialista foram contatados por Munícipes, preocupados com o possível fecho, a partir do dia 3 de agosto de 2026, do polo da Figueira da Foz do Centro de Respostas Integradas (CRI) de Coimbra, integrado no Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD).
As mesmas fontes, que pediram anonimato com receio de sofrer represálias, apontam graves limitações no novo espaço, que se revela manifestamente insuficiente para assegurar a dignidade no atendimento aos utentes e a segurança no exercício das funções da equipa técnica. Segundo foi possível apurar, a infraestrutura em causa peca pela falta de espaço adequado para consultas confidenciais e apresenta uma degradação estrutural que coloca em causa o bem-estar diário de profissionais e pacientes do CRI.
«Estamos a falar de uma população vulnerável que necessita de um ambiente protegido e de privacidade. O espaço atual falha em toda a linha, criando também um ambiente de enorme desgaste para os profissionais que ali vão operar todos os dias», indicam estas fontes ao mesmo jornal, garantindo que esta mudança viola as diretrizes básicas de segurança no trabalho e humanização dos cuidados de saúde. Nesse sentido, apelam às entidades competentes para que seja feita uma auditoria urgente ao novo espaço antes que qualquer utente seja transferido.
Refira-se que o CRI da Figueira da Foz desempenha um papel fulcral no tratamento, redução de danos e reinserção de cidadãos com dependências na região. O processo de mudança tem gerado debate na comunidade local, dividida agora entre a necessidade de garantir assistência médica especializada e as preocupações com o impacto social da estrutura no tecido urbano."
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Congratulations Mayor
Setenta, ao que julgo saber.
70 anos é uma idade tramada.
Desde aí, já tive de ir mais vezes às urgências do HDFF, do que tinha ido em toda a minha vida.
| Foto Pedro Agostinho Cruz, via Diário as Beiras |
Pelo menos, a avaliar pela vida pública que leva, com constantes idas e vindas a Lisboa, é o que dá a entender.
Ser Presidente de Câmara da Figueira da Foz, neste momento da vida do Dr. Pedro Santana Lopes, não deve ser nada fácil.
Antes pelo contrário: presumo que seja bastante exigente.
É claro que todos sabemos do "imenso amor que o Dr. Pedro Santana Lopes nutre pela sua adorada Figueira da Foz".
Contudo, talvez fosse este o momento de alguém proteger a saúde do Dr. Pedro Santana Lopes.
Esse alguém, a meu ver, só pode ser o seu Amigo e Primeiro-Ministro deste País, Dr. Luís Montenegro.
Creio que não seria assim tão difícil.
Como, recentemente, o Dr. Pedro Santana Lopes regressou à casa mãe (PPD/PSD), era o momento do Partido registar e sublinhar dignamente esse regresso.
Como sabemos, o Dr. Luís Montenegro precisa urgentemente de duas coisas.
1ª. remodelar o governo.
2ª. "tamponar" a ameaça velada que tem rosto e nome: chama-se Pedro Passos Coelho.
Se não fizer isto, a ameaça que paira sobre ele, Dr. Luís Montenegro, irá fragilizar a actual liderança do partido e a sua governação.
O Dr. Pedro Santana Lopes pode dar a ajuda que o Dr, Luís Montenegro precisa, como pão para a boca, para dar alguma estabilidade a este governo.
Como fazer isso, porém?
O Dr. Pedro Santana Lopes precisa de se poupar (tantas idas e vindas a Lisboa devem desgastar pra caramba...).
Como tal, creio que o Dr. Pedro Santana Lopes, embora a contragosto, apesar do seu reconhecido amor à Figueira da Foz, mas tendo em conta os superiores interesses da Nação, estará disponível para ser vice-presidente do governo do Dr. Luís Montenegro e, quiçá ministro, por exemplo, dos negócios estrangeiros.
Deste modo, o Dr. Pedro Santana Lopes reganharia ainda mais prestígio e fôlego a nível nacional, o que lhe permitiria, quiçá, em 2031, apresentar-se, finalmente, como candidato às presidenciais.
Todos ganhariam: a Figueira tinha tempo de preparar a sucessão do Dr. Pedro Santana Lopes à frente da Câmara; o Dr. Luís Montenegro respirava a curto/médio prazo; e Passos Coelho deixava de ser uma atrapalhação para o Dr. Luís Montenegro e o governo.
A acrescentar ainda: todos sabemos que o Dr. Pedro Santana Lopes é um negociante nato.
Poderia fazer a ponte com o Ventura, acabando por "secar" politicamente o tal PPC.
É claro, porém, que os figueirenses iriam perder as "guerras de alecrim e manjerona", como o abandono da reunião de câmara, e outros "episódios" afins.
Parabéns Dr. Pedro Santana Lopes.
Longa vida, muita saúde e um dia muito feliz.
Presunção e água benta, cada um toma a que quer
PSU: PS dá a mão ao Governo para aprofundar injustiças e empobrecimento
"PSD e PS chegam a acordo para a PSU. O partido liderado por José Luís Carneiro cedeu à chantagem, o Livre saudou o diálogo entre os dois partidos e o PCP afirmou que PSD está desesperado para encontrar aliados num «ataque aos pobres». Os «socialistas» abstiveram-se na votação, viabilizando a proposta do Governo."
domingo, 28 de junho de 2026
EMPREENDEDORISMO PARA INGÉNUOS...
Via Município da Figueira da Foz
O Município da Figueira da Foz tem a decorrer o concurso público para a atribuição do direito de utilização de dois espaços destinados a cafetarias, na Praça da Europa.
Se tem uma ideia, vontade de empreender e pretende dar vida a um projeto num dos espaços mais emblemáticos da cidade, este desafio pode ser o ponto de partida.
Prazo para apresentação de propostas: até 7 de julho, às 17h00."
BioAdvance: Figueira da Foz anuncia investimento de 12 milhões de euros numa unidade de combustíveis
7 de Junho de 2022, Jornal ECO
"A Figueira da Foz vai receber uma nova unidade industrial de combustíveis avançados da empresa portuguesa BioAdvance, junto ao porto marítimo, num investimento inicial de 12 milhões de euros, anunciou hoje a autarquia.
A nova unidade industrial será das mais desenvolvidas no mundo na produção de combustíveis avançados, com poupanças estimadas entre 92 e 98% das emissões de CO2 (dióxido de carbono) comparativamente aos combustíveis fósseis usados no setor rodoviário, adiantou o município em comunicado.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz considerou que a instalação desta unidade “é uma grande prova de fé dos investidores, que acreditam que a situação no porto, na barra e também no rio, vai melhorar significativamente, porque eles precisam disso naturalmente para escoar os seus produtos”.
“Este investimento representa confiança na cidade e nos seus processos de decisão e funcionamento, com a expectativa dos investidores de que a situação no porto da Figueira da Foz melhore”, disse Pedro Santana Lopes, frisando que a nova unidade “poderá acarretar a vinda também das grandes empresas de combustíveis”.
O autarca sustentou, no entanto, que é necessário o Governo, através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e dos ministérios do Ambiente e das Infraestruturas, avançar com as obras de desassoreamento da barra do porto, de forma a abrir “um novo ciclo”.
“As pessoas têm de perceber que se a Figueira andar para a frente e contribuir mais para a economia e mobilizar investimentos, é bom para a economia portuguesa”, sublinhou.
Pedro Santana Lopes destacou que a nova unidade vai “contribuir para o crescimento do produto da Figueira da Foz, da sua capacidade produtiva, do seu rendimento per capita”, além de criar “mais emprego e emprego qualificado, nomeadamente na área da investigação”.
“Esta unidade terá uma grande componente de investigação na transição energética, que será muito importante. É uma notícia muito importante para a Figueira, pelo que motiva e mobiliza também outros investimentos”, sublinhou.
A empresa dedica-se ao biocombustível e terá capacidade para produzir 20 mil toneladas por ano, com possibilidade de expansão para 60 mil toneladas por ano, permitindo a Portugal “o cumprimento da Diretiva RED II no que respeita a combustíveis avançados”.
Segundo o município, a nova unidade estava inicialmente projetada para o concelho de Pombal.
“A Figueira da Foz ganha um dos maiores projetos a nível nacional para descarbonização de economia no setor rodoviário”, realçou o município em comunicado.
Dentro de dois anos, o investimento projetado será de 47 milhões de euros, tornando-se num dos grandes operadores europeus na produção de combustíveis avançados.
Numa primeira fase serão criados 36 postos de trabalho, dos quais 18 altamente qualificados e, no final, prevê-se que a empresa crie mais de 100 postos de trabalho.
A fase relevante do projeto terá a ver com o desassoreamento do Porto da Figueira da Foz, que permitirá trazer ao Terminal de Graneis Líquidos “uma nova vida”.»
sábado, 27 de junho de 2026
Questão de honra para a Figueira
Para Santana Lopes "é uma questão de honra". Portanto, "não inventem, não foi a câmara [que licenciou a fábrica de biocombustíveis a partir de óleos alimentares usados na Salmanha]”, deixou bem claro o autarca Santana Lopes.
Acerca da sua reação, frisou: “A questão tem a ver com a honra. Não há nada pior do que ofender a honra de uma pessoa. Há dois bens muito importantes na vida: a saúde e a honra”.
São Pedro da Cova-Gala realiza-se entre 28 de Junho e 5 de Julho
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Assembleia Municipal da Figueira da Foz defende desmantelamento de unidade de biocombustíveis
Via Diário as Beiras
“Todo o processo da BioAdvance está marcado por um historial de irregularidades graves, omissões e relatórios incompletos que tentam escapar ao escrutínio legal e ambiental”, sustenta o documento, que foi aprovado esta tarde com 16 votos a favor e 24 abstenções.
Para a coligação, a instalação de uma unidade industrial que utiliza, manipula e armazena substâncias perigosas e potencialmente tóxicas “numa zona estuarina tão vulnerável e em proximidade direta de populações, representa uma ameaça à saúde e bem-estar de todos os figueirenses e à proteção dos recursos naturais”.
As três forças partidárias repudiam, na moção, a abertura da consulta pública do processo de licenciamento único, que termina hoje, “sem que tenha sido concluído o processo de investigação em curso”, iniciado em 2025, após uma ação de fiscalização da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) ter concluído que a empresa laborava sem as licenças legalmente exigidas.
Além de exigirem junto das instâncias responsáveis o encerramento permanente e o desmantelamento da empresa, a moção defende também que sejam responsabilizados “os promotores e agentes públicos envolvidos no licenciamento e funcionamento da unidade”.
A empresa instalada no terminal do porto da Figueira da Foz (distrito de Coimbra) esteve a laborar em 2025 sem as devidas licenças e foi investigada pela eventual prática de um crime de poluição com perigo comum.
A sua instalação resultou de um contrato de concessão assinado em agosto de 2022 com a administração do porto, que emitiu em dezembro do mesmo ano o alvará de licença, depois de uma candidatura aprovada ao Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial – Verde e do projeto ter sido reconhecido como de Potencial Interesse Nacional (PIN).
Em fevereiro de 2025, a CCDRC confirmou a suspensão do estatuto de projeto PIN por falta de Título Digital de Instalação, “que habilitaria a execução do projeto do estabelecimento industrial do tipo 1”.
Também a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) invocou a falta de licenças da unidade para suspender o estatuto de projeto PIN.
Apesar de não ter tido ainda licenciamento aprovado, em março de 2025 a empresa tinha recebido cerca de quatro milhões de euros de fundos comunitários, segundo dados consultados pela agência Lusa.
No final de maio, entrou em consulta pública um novo processo de Licenciamento Único de Ambiente da empresa de biocombustíveis BioAdvance, no portal Participa, que termina hoje."
Quercus quer fecho de empresa de biocombustíveis na Figueira da Foz por irregularidades
Via Diário as Beiras
"A associação ambientalista Quercus quer encerramento da unidade de produção de biocombustíveis da empresa BioAdvance no porto da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, cuja consulta pública do processo de licenciamento termina hoje.
“Só o facto de a unidade estar construída e, alegadamente, em funcionamento antes do final do prazo da consulta pública é motivo de estupefação, demonstrando a pouca importância que a opinião cidadã tem na tomada deste tipo de decisões de licenciamento ambiental, mesmo quando suportadas pelos pareceres das autoridades competentes”, afirma aquela associação, num comunicado enviado hoje à agência Lusa.
Salientando que são inúmeras “as irregularidades e suspeitas fundamentadas relativamente a este projeto”, a Quercus lamenta que a petição pública da população da freguesia de Vila Verde, contestando os odores e os gases provocados pela unidade, não tenha tido acolhimento junto das entidades competentes.
A associação ambientalista receia que o projeto venha “a ser aprovado, mesmo tendo em conta todas as falhas e inconformidades, e sem esquecer o alegado funcionamento em curso sem licenciamento ambiental”.
“Toda esta situação é agravada pelo facto de esta unidade estar situada no Estuário do Mondego, com uma área de 1.200 hectares, que constitui uma zona de elevado interesse natural devido à diversidade de organismos que alberga”, sublinha o comunicado.
A Quercus considera ainda que não são de menosprezar os prováveis efeitos económicos e sociais junto das populações a jusante, na pesca, na produção de sal e no turismo.
A organização ambientalista exige que seja indeferido o licenciamento ambiental e ordenada a cessação da atividade, com o desmantelamento da unidade industrial.
A empresa instalada no terminal do porto da Figueira da Foz esteve a laborar em 2025 sem as devidas licenças e foi investigada pela eventual prática de um crime de poluição com perigo comum.
A sua instalação resultou de um contrato de concessão assinado em agosto de 2022 com a administração do porto, que emitiu em dezembro do mesmo ano o alvará de licença, depois de uma candidatura aprovada ao Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial – Verde e do projeto ter sido reconhecido como de Potencial Interesse Nacional (PIN).
Em fevereiro de 2025, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) confirmou a suspensão do estatuto de projeto PIN por falta de Título Digital de Instalação, “que habilitaria a execução do projeto do estabelecimento industrial do tipo 1”.
Também a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) invocou a falta de licenças da unidade para suspender o estatuto de projeto PIN.
Apesar de não ter tido ainda licenciamento aprovado, em março de 2025 a empresa tinha recebido cerca de quatro milhões de euros de fundos comunitários, segundo dados consultados pela agência Lusa.
No final de maio, entrou em consulta pública um novo processo de Licenciamento Único de Ambiente da empresa de biocombustíveis BioAdvance, no portal Participa, que termina hoje."
As asneiras e as distracções do Pacheco
"No actual contexto, fazer greve apenas para dar uma imagem de força da CGTP é um erro colossal como aconteceu no dia 3. Diminui a mobilização, escolhe-se um calendário absurdo, afastam-se todas as forças que permitem dar dimensão à greve, como a UGT, por aí adiante. Ao fazer um ensaio de greve geral numa altura em que se presumia não ir haver um acordo no pacote laboral, foi um desperdício. Agora, que parece haver um acordo com o Chega, é que era preciso haver uma greve geral, a UGT dificilmente poderia pôr-se à parte, e a ameaça iminente de passar a legislação seria o principal factor de mobilização. Agora é que uma greve geral era precisa, agora é que a CGTP dificilmente é capaz de a fazer."
"A ideia peregrina de que os trabalhadores não deviam ter agido, mas apenas reagido à aprovação do pacote laboral, é tão absurda como a ameaça de greve geral feita pela UGT. Considerando que tal ameaça, e só isso, foi feita no dia 18 de Junho, quando tencionava aquela central sindical decidir-se a convocar a greve geral e para quando? Por este andar lá para finais de Julho ou Agosto, no pico de férias... Não tivessem a CGTP e os trabalhadores agido, numa acção com forte impacto, e André Ventura não teria sido obrigado a votar contra o pacote laboral, mesmo quando nas suas propostas convergem, no essencial, com os ataques do Governo aos trabalhadores. De facto, como a história ensina, há momentos em que o melhor era mesmo ficar calado."






