sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Arrancou campanha promovida pela câmara municipal da Figueira da Foz a denunciar o incumprimento das responsabilidades da Agência Portuguesa do Ambiente na recuperação de um muro junto à praia do Teimoso

A Câmara da Figueira da Foz está a promover uma campanha a denunciar o incumprimento das responsabilidades da Agência Portuguesa do Ambiente na recuperação de um muro junto à praia do Teimoso.
A campanha assenta na colocação de dois "outdoors" de grande dimensão colocados próximo da zona afetada, com a mensagem "Obra da responsabilidade da APA - Há um ano à espera da APA".
Em declarações à agência Lusa, o vereador Ricardo Silva disse hoje que a autarquia alertou a APA para a situação e avançou sozinha com um projeto de intervenção, tendo apresentado ao organismo público três propostas, em maio de 2024.
"A APA respondeu em junho, dizendo que aceitava duas propostas", salientou o autarca, referindo que a autarquia andou em negociações com o organismo público até o muro acabar por cair.
Segundo Ricardo Silva, posteriormente, os responsáveis máximos da APA foram ao local.
Contudo, o que se tem verificado "é um bocado de inércia por parte deste organismo, comparando com outras situações na costa portuguesa".
"Contrataram o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para emitir um relatório, só que entretanto o tempo vai passando e o município não vê a resolução do problema, nem sabe quando irá começar a intervenção", sublinhou.
O vereador Ricardo Silva recordou que tem existido reuniões entre a Câmara e a APA, mas que mesmo assim os testes geotécnicos necessários prometidos para final de agosto ou setembro ainda não avançaram, numa altura em que se aproxima o inverno.
"Com esta campanha, pretendemos explicar às pessoas que passam no local que não é a Câmara Municipal que vai fazer aquela obra", sintetizou Ricardo Silva.
A agência Lusa tentou obter um comentário do presidente da APA, Pimenta Machado, mas não foi possível o contacto.

O campus está a superar as expectativas?

João Pedrosa Russo, via Diário as Beiras: "Na minha perspetiva, não"


 

FAP (PPD/PSD – CDS/PP) voltou ontem a defender, na reunião de câmara, a nova concessão do estacionamento

 Via Diário as Beiras

Foi aprovada a hasta pública para venda dos terrenos adquiridos pelo Município da Figueira da Foz para a construção de um pavilhão multiusos municipal na Salmanha. PS e Chega votaram contra

Via Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)
«Foi ontem aprovada a hasta pública para venda dos terrenos adquiridos pelo Município da Figueira da Foz para a construção de um pavilhão multiusos municipal na Salmanha, tendo como base de licitação 550 mil euros, o valor da compra. 
A oposição (PS e Chega) votou contra a proposta da maioria FAP.
“A proposta que nos apresenta agora, aqui, é diferente. Há uma alteração de estratégia devido à falta de financiamento. A meu ver, o centro de congressos vai competir com o CAE. A nossa candidatura incluía uma piscina junto ao Ginásio como equipamento municipal que seria gerido pelo clube”, sustentou o vereador João Paulo Rodrigues. 
“A solução do hotel não resolve. Continuamos a defender um centro multiusos”, disse também João Paulo Rodrigues.»
Por sua vez, «o vereador único do Chega, Hugo Fresta, também votou contra a hasta pública para venda de terrenos municipais que estavam destinados à construção de um pavilhão multiusos, em relação ao qual se opôs ainda durante a campanha eleitoral. 
Qualquer cidadão do concelho que quiser construir uma casa nos seus terrenos a resposta será: "o terreno é seu, mas não pode construir em qualquer sítio [porque o PDM não permite]", mas, no caso do hotel, ressalvou, “são aplicados os mecanismos de flexibilização”. 
No caso do hotel, afiançou o vereador João Martins (FAP), não há qualquer constrangimento relacionado com o PDM.»

Rascão Marques e Miguel Cotrim "já não fazem parte da equipa de Santana Lopes"

Via Diário as Beiras: «Santana Lopes disse ontem no decorrer da sessão de Câmara, que o presidente da Junta de São Julião, Manuel Rascão Marques (PSD), e o deputado municipal do CDS/PP, Miguel Cotrim, pelas suas posições políticas públicas hostis à gestão autárquica do município, “já não fazem parte da [sua] equipa”.»

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O que Cristiano deseja é a cabeça de Proença

"Cristiano não quer em primeiro lugar a cabeça do treinador, mas sim a de Pedro Proença. Interessa-lhe desgastar o presidente da FPF e ocupar-lhe o lugar (...)."
Luís Osório, Escritor, jornalista e cronista

"Não era minha intenção regressar a Cristiano Ronaldo, mas se o faço é para ajudar a descodificar a estranheza. 
O comunicado assinado por CR7 é tão inusitado que se torna obrigatório reposicionar o olhar no que foi feito, escrito e dito. Se não o fizermos temos de partir do princípio de que o astro português é absolutamente idiota, o que está muito longe de ser verdade. Julga-se homérico, um semideus no Olimpo, mas é tudo menos parvo e está aconselhado por gente que sabe tudo sobre estratégia. 
O que está em causa não é a sua continuidade na seleção. Pode até continuar a ser convocado e, se quisermos radicalizar ou homenagear os surrealistas, admitir que, na última homenagem, em 2030, fará dupla com o filho, mas não é isto que o move em primeiro lugar. 
 Cristiano não quer em primeiro lugar a cabeça do treinador, mas sim a de Pedro Proença. Interessa-lhe desgastar o presidente da FPF e ocupar-lhe o lugar quando terminar a sua carreira de futebolista – ou colocar alguém da sua estrita confiança.
Cristiano assume, no comunicado, a importância de Tiago Craveiro, seu braço-direito para toda a estratégia empresarial e antigo braço-direito de Fernando Gomes na FPF. Tiago é um homem brilhante, experiente e influente no mundo do futebol – foi ele quem ajudou a inventar a Liga das Nações, quando se sentou no conselho de administração da UEFA. E foi ele quem esteve por trás da oposição a Proença nas últimas eleições na FPF. Por isso, vá lá… isto não tem a ver com golos ou aquecimentos, é poder puro e duro."

Figueira da Foz aprova alienação de terrenos para hotel e centro de congressos

Via Diário as Beiras

"A Câmara da Figueira da Foz aprovou hoje a alienação de uma área de 6,7 hectares na zona da Salmanha, na freguesia de Vila Verde, para a construção de um hotel e de um centro de congressos.

A venda será efetuada em hasta pública, que terá o preço base de 550 mil euros, o valor dos terrenos adquiridos pelo município em maio de 2025, conforme a deliberação votada por maioria, com os votos contra dos dois vereadores do PS e do único eleito do Chega."

Agência Portuguesa do Ambiente reprovou em finais de agosto a BioAdvance

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu parecer desfavorável ao Estudo de Impacte Ambiental de instalação da unidade industrial de biocombustíveis da BioAdvance no porto marítimo da Figueira da Foz. O parecer negativo do organismo público data do final de agosto. Porém, a divulgação apenas aconteceu no decorrer da reunião de Câmara que decorreu na manhã de hoje. O vereador João Martins foi o arauto da notícia.

Com o chumbo da APA, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) fica impossibilitada de emitir a licença industrial para aquela empresa, que esteve a laborar em 2025 sem as devidas licenças e foi investigada pela eventual prática de um crime de poluição com perigo comum.
Segundo o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, deverá ser a administração do Porto da Figueira da Foz a tratar com a empresa a eventual demolição das construções já efetuadas no terminal daquela infraestrutura marítima.
Em junho, quando ainda decorria a consulta pública do novo processo de licenciamento da BioAdvance, a Assembleia Municipal da Figueira da Foz aprovou uma moção da coligação Evoluir Figueira (BE, Livre e PAN) a defender o encerramento e desmantelamento daquela unidade industrial de biocombustíveis.
“Todo o processo da BioAdvance está marcado por um historial de irregularidades graves, omissões e relatórios incompletos que tentam escapar ao escrutínio legal e ambiental”, sustentou o documento, que foi aprovado com 16 votos a favor e 24 abstenções.
A sua instalação resultou de um contrato de concessão assinado em agosto de 2022 com a administração do porto, que emitiu em dezembro do mesmo ano o alvará de licença, depois de uma candidatura aprovada ao Sistema de Incentivos à Inovação Empresarial – Verde e do projeto ter sido reconhecido como de Potencial Interesse Nacional (PIN).
Em fevereiro de 2025, a CCDRC confirmou a suspensão do estatuto de projeto PIN por falta de Título Digital de Instalação, "que habilitaria a execução do projeto do estabelecimento industrial do tipo 1".
Também a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) invocou a falta de licenças da unidade para suspender o estatuto de projeto PIN.
Apesar de não ter tido ainda licenciamento aprovado, em março de 2025 a empresa tinha recebido cerca de quatro milhões de euros de fundos comunitários, segundo dados consultados pela agência Lusa.

O campus está a superar as expectativas?

 Isabel Maia, via Diário as Beiras: "Sim, no essencial"

"Campus tem 145 alunos e ainda falta uma fase de candidaturas para mestrados"

Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

A primeira reunião de câmara do mês de outubro realiza-se hoje

Por motivos de força maior, a reunião de Câmara de Câmara Ordinária prevista para 1 do corrente mês de outubro, foi adiada para hoje, dia 8 de outubro, pelas 10h15.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A política na Figueira está escaldante...

"Diferendos envolvem dois autarcas eleitos pela mesma força política - a coligação FAP". Segundo o Diário as Beiras "autarcas de São Julião e Buarcos já não se falam"...
Para ler melhor clicar na imagem.

Figueira da Foz prorroga prazo de Plano de Pormenor do projeto da Lagoa da Vela

Via Diário as Beiras
"A Câmara da Figueira da Foz publicou hoje em Diário da República a prorrogação do prazo de elaboração do Plano de Pormenor do Empreendimento Turístico da Lagoa da Vela por 18 meses. 
Segundo o aviso da publicação, a prorrogação do prazo tem efeitos retroativos a 18 de agosto. 
A 03 de setembro, o município liderado por Pedro Santana Lopes tinha aprovado, por maioria, prorrogar o prazo de elaboração do Plano Pormenor por exigência de alguns organismos públicos, em conferência procedimental. 
O presidente da Câmara da Figueira da Foz foi o único a votar contra por considerar “inadmissível” a posição dos organismos públicos no processo do projeto turístico da Lagoa da Vela, que se arrasta há quase 30 anos. “Considero que estão a gozar com o concelho da Figueira da Foz, com um conjunto de exigências em conferência procedimental, que são feitas, e no não aproveitamento de estudos anteriores”, afirmou, na altura, Pedro Santana Lopes. 
Em 1998, o município da Figueira da Foz adquiriu ao Estado um terreno de 100 hectares junto à Lagoa da Vela, na freguesia do Bom Sucesso, para executar um projeto turístico que incluía um campo de golfe, mas o processo passou por vários entraves e esteve parado até fevereiro de 2025. Nessa altura, foi assinado entre a Câmara e a Lagoa da Vela – Empreendimentos Imobiliários e Turístico Desportivos S.A um contrato destinado à elaboração do Plano de Pormenor para o local. O projeto, submetido a conferência procedimental, obteve parecer favorável de cinco entidades públicas e desfavorável de três, um deles já sanado, com o Turismo de Portugal, com a exigência de avançar com um Estudo de Impacte Ambiental (EIA) paralelamente ao Plano de Pormenor. 
As novas exigências vão atrasar em mais de um ano a elaboração do projeto de execução e o início das obras, que, a concretizarem-se, só no ano 2028, segundo disse, no início de setembro, o vereador João Martins. 
O Plano de Pormenor para a zona da Lagoa da Vela visa ordenar e regulamentar a ocupação e uso sustentável do espaço em questão, alinhando-se com os objetivos do desenvolvimento turístico sustentável, a preservação dos valores naturais e paisagísticos da região e a promoção da valorização económica e social do território. O projeto prevê uma área para moradias com dois pisos, empreendimentos turísticos e um campo de golfe."

Para colocar na agenda

 


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mar da Figueira vai ser utilizado como cobaia...

Foto: Celso Silva/Digitart
Universidade de Évora identifica local ao largo da Figueira da Foz para armazenar CO2
«A Universidade de Évora (UÉvora) identificou um local no offshore nacional, ao largo da Figueira da Foz, onde poderá ser testado o armazenamento geológico de dióxido de carbono (CO2), anunciou hoje a academia.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a universidade alentejana explicou que o reservatório offshore, com “capacidade de armazenamento superior a 93 milhões de toneladas” de CO2, se localiza a cerca de 22 quilómetros ao largo da Figueira da Foz.
“O reservatório situa-se na Bacia Lusitaniana, em formações rochosas” situadas a “centenas de metros abaixo do fundo marinho”, indicou.
Os estudos foram desenvolvidos pela UÉvora no âmbito do projeto “PilotSTRATEGY”, desenvolvido em colaboração com a GALP e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
“Temos identificado e estudado um local concreto onde poderá ser realizado um projeto-piloto de armazenamento geológico de CO2 em Portugal”, disse Júlio Carneiro, professor do Departamento de Geociências da UÉvora, citado no comunicado.
O também investigador do CREATE e responsável pelo projeto referiu que, a concretizar-se a iniciativa, o CO2 será injetado a cerca de 1.200 metros abaixo do nível do mar, num reservatório de arenito, “uma rocha porosa com bastante permeabilidade”, ficando “retido nos poros entre os grãos, atualmente preenchidos por água de elevada salinidade”.
“O objetivo imediato não é armazenar dezenas de milhões de toneladas, mas efetuar um projeto-piloto para testar o comportamento do reservatório no terreno”, realçou a academia.
O projeto liderado por Júlio Carneiro prevê uma campanha de prospeção sísmica em três dimensões (3D) em 2027–2028, a perfuração de um poço de injeção em 2030 e uma injeção experimental de “menos de 100 mil toneladas” de CO2 apenas para fins científicos durante cerca de 12 meses, em 2031–2032, seguida de monitorização, pelo menos até 2034.
O calendário, observou a UÉvora, depende da “disponibilidade de financiamento, das autorizações necessárias e dos resultados obtidos em cada etapa”.
A investigação contempla igualmente que o dióxido de carbono a injetar seja capturado na cimenteira de Souselas, concelho de Coimbra, transportado por comboio em contentores criogénicos até ao Porto da Figueira da Foz e, daí, por navio até ao local de armazenamento.
“Esta solução permite testar a cadeia com um mínimo de infraestrutura permanente, sem necessitar de uma plataforma offshore ou gasodutos”, explicou Júlio Carneiro.
O custo estimado para o projeto-piloto “ronda os 98 milhões de euros, num intervalo entre 90 e 120 milhões, não incluindo a unidade de captura de CO2 na fábrica de Souselas”.
Em paralelo, acrescentou a instituição, o projeto CTS (Carbon Transport and Storage) “estudou diferentes possibilidades para criar uma futura infraestrutura nacional de transporte e armazenamento de CO2, incluindo redes de gasodutos e soluções combinando gasodutos com transporte marítimo”.
“Os setores do cimento e da cal surgem entre os principais potenciais utilizadores”, disse a academia alentejana, notando que “a tecnologia poderá também ter interesse para a indústria da pasta e papel, nomeadamente no caso do CO2 de origem biogénica, cuja captura e armazenamento permanente poderá, em determinadas condições, ser considerado como remoção de dióxido de carbono da atmosfera”.
Portugal, afirmou Júlio Carneiro, “assumiu o objetivo de neutralidade climática em 2045 e há setores industriais para os quais as soluções disponíveis são limitadas”.
Por isso, defendeu, “é essencial continuar a investigação sobre captura e armazenamento de CO2”, para se saber em que condições a tecnologia “pode contribuir para esse objetivo” e para “manter a atividade dos setores de difícil descarbonização”.»

O campus está a superar as expectativas?

Carlos Beja, via Diário as Beiras: 
"É melhor ter ensino superior do que nada ter"

Denúncia de contrato e troca de acusações

"Associação Fernão Mendes Pinto e InovBuild acusam-se mutuamente sobre a empreitada da Unidade de Cuidados Continuados"

Via Diário as Beiras (para ver melhor clicar na imagem)

Alterações de trânsito na Baixa da cidade

 Via Diário as Beiras