Via Jornal Público
domingo, 23 de agosto de 2026
Forte de Santa Catarina, mais uma telenovela figueirense em "reprise"...
| Foto: Luís Fidalgo |
Via Diário de Coimbra
Os habitantes referem que o som projetado a partir das muralhas se propaga com facilidade em direção aos edifícios vizinhos do Forte de Santa Catarina (onde existem hotéis, espaços de alojamento local e habitações particulares), considerando que o impacto é agravado pela total ausência de barreiras acústicas na estrutura histórica. «Tornou-se impossível descansar ao fim de semana. É inadmissível ter música alta e pessoas a cantar às 04h00 da madrugada», criticam as pessoas que se sentem lesadas no direito ao seu descanso.
Contactado pelo Diário de Coimbra sobre esta situação, João Martins, vereador com o pelouro de Taxas e Licenças (licenças especiais de ruído), esclarece que o espaço em causa opera como um estabelecimento de restauração e bebidas e que a estrutura está instalada num espaço que pertence ao Ministério da Defesa Nacional, pelo que o funcionamento está enquadrado pela legislação e o horário autorizado estende-se, atualmente, até às 4h00."
Em tempo.
Embora isto seja algo herdado do passado, o actual executivo sabe que a CONCESSÃO DA EXPLORAÇÃO DE ESPAÇO INTEGRADO NO FORTE DE SANTA CATARINA é um asunto de interesse público. O Forte de Santa Catarina é um património do Estado. Já podia ter feito alguma coisa. Contudo, a salvaguarda do património cultural na Figueira da Foz continua a não ser um assunto interessante para a classe política.
Limito-me, portanto, a recordar a intervenção da deputada municipal Maria Isabel Sousa – PSD, no decorrer da Assembleia Municipal realizada no dia 27 de junho de 2020.
"O Forte de Santa Catarina, cuja construção atual remonta ao reinado de Filipe I de Portugal (finais do séc. XVI), poderia ser transformado num digno centro interpretativo da Guerra Peninsular (sobre as invasões Francesas e auxílio do exército Inglês, na primeira década do séc. XIX), assim como dos ataques históricos de corsários ingleses no séc. XVII.
Este conjunto arquitetónico militar poderia servir de laboratório histórico, aberto a visitas a turistas e estudantes, respondendo aos desígnios da flexibilidade curricular preconizada pelo Ministério da Educação, que evoca a necessidade de criar novos e diferentes ambientes de aprendizagem.
Ao invés disso, no seu interior foi implantado um complexo de bar/restaurante, ornado com sombreiros de colmo ao estilo do Caribe, completamente descontextualizados da envolvente, ferindo o propósito da criação daquela edificação, perfurando a muralha em vários pontos para melhor servir o acesso dos possíveis utilizadores do espaço. Uma escada de betão rompe a muralha histórica, esta, volta a sofrer ferimentos com a fixação de um dístico completamente redundante, onde se lê “Forte”. E é nas traseiras do complexo do Ténis Clube onde se encontra a ser construído mais um disparate arquitetónico, uma pretensa Casa de Chá, voltada para o rio, mas que para ser construída, fere de novo a muralha do Forte de Santa Catarina, oculta-a e quem se desloca de sul para norte, fica com uma visão limitada da grandeza e beleza desta fortificação, escondida que está atrás de um edifício modernista de ferro, madeira e (futuramente) vidro. Muitas outras cidades tentaram uma coexistência entre o património histórico e as construções modernistas/funcionalistas, a maior parte delas com o objetivo de criar equipamentos culturais, que melhor servissem a cidade. Aqui não é o caso, um edifício histórico, está ao serviço da economia e do comércio de particulares, sem qualquer preocupação com o significado da real preservação do património.
Já nos bastava a colonização pelo Ténis Clube nas suas traseiras, nas áreas mais baixas junto à circular, no qual estão construídos mais dois courts de Ténis, que para facilitar o acesso aos praticantes da modalidade, mais uma vez criaram uma incisão na muralha na qual se fixa uma escada em madeira, mesmo ao lado da dita construção, futura Casa de Chá.
Perguntamos, como foi possível viabilizar este (e o outro estabelecimento) no coração histórico da nossa cidade, sem que para tal ninguém tivesse uma palavra a dizer. Uma estrutura que nasceu da noite para o dia, que peca por ocultar uma parte significativa do Forte de Santa Catarina e do substrato rochoso sobre o qual este foi construído, vestígios do antigo promontório de Santa Catarina, constitui um atentado urbanístico, que muito nos desagrada, somos veementemente contra tal situação, e questionamo-nos como tal abjeção foi autorizada pela tutela, quando se trata de um edifício classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1961.
Se tivéssemos muitos edifícios históricos, poderíamos de algum modo explicar este desaire, mas não, a nossa cidade não é assim tão rica em património, por isso não o podemos desvirtuar ao sabor de outros interesses que não sejam os de zelar pelo legado que os nossos antepassados nos deixaram e que conta a nossa História. Deveríamos antes criar todas as condições para que os alunos tivessem naquele local aulas, no exterior dos muros da escola, que tão enriquecedoras são, proporcionando-lhes aprendizagens verdadeiramente significativas."
O presidente da Câmara por sucessão, Carlos Monteiro, na altura, respondeu nos termos que pode ler clicando aqui.
Quando é para mentir ou fazer demagogia a direita não brinca em serviço
Entretanto, como não há eleições à vista, o combate às desigualdades, objectivo essencialmente coletivo, fica para mais tarde. Este Governo AD, está interessado é na individualização das relações de trabalho e da proteção social.
Imagem jornal Público
sábado, 22 de agosto de 2026
Pimenta no cú dos outros é refresco...
O partido das virgens ofendidas
«Jerónimo de Sousa, o "avô bêbado que a gente tem em casa que, a partir de um certo momento, começa a não achar graça às piadas".
Ana Gomes "contrabandista", João Ferreira, "ar de operário beto de Cascais".
Lula da Silva esteve em Belém com Ventura a gritar: "Lula, ladrão, o teu lugar é na prisão".
E podíamos continuar a ronda pelo resto da bancada para lamentar [não é gralha], a começar no "desconizar" do deputado Frazão até ao deputado beijoqueiro Melo, passando pela deputada Cid a chamar "assassina" à deputada Isabel Moreira. Agora "Fuck Chega" é que não pode ser. Não. Isso é insultar 1.437.881 portugueses que votaram em meia-dúzia que se dedica a insultar os outros 4 880 068, num festival pago com o dinheiro dos contribuintes, coisa que não acontece com os deputados do partido da taberna que estão no Parlamento a expensas próprias.»
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Na Figueira ainda há SILLY SEASON
2. ... não nos peçam para fazer uma oposição de fachada.
3. Se o executivo continuar a não agendar as propostas do Chega e a deixar sem resposta os nossos requerimentos — como tem sucedido nos últimos meses —, recorreremos ao Ministério Público, nos termos previstos na lei. Não permitiremos que o presidente transforme o concelho da Figueira da Foz numa oligarquia.
4. Este combate político tem sido conduzido com elevação, de forma factual e focada nas instituições. Em momento algum insultámos ou ofendemos a título pessoal os membros do executivo. Tal prática tem sido, sim, adotada pela FAP, como ficou bem patente na última Assembleia Municipal, através dos ataques ferozes do presidente da câmara ao presidente da Assembleia, José Duarte Pereira, e a vários deputados do Chega.
5. ... distanciamo-nos em absoluto da recente publicação do presidente da Junta de Freguesia de Maiorca, eleito pelo Chega. Repudiamos contundentemente a sua atitude, embora não nos surpreenda: o próprio Nuno Santos já nos tinha comunicado que era pressionado de forma recorrente por membros do executivo camarário para se distanciar do Chega, tendo sido recentemente instigado a fazer a dita publicação nas redes sociais.
6. O presidente da junta teria demonstrado verdadeira coragem política se tivesse vindo a público denunciar as pressões que tem sofrido por parte do executivo camarário. Na política não vale tudo. Como afirmou recentemente Pedro Santana Lopes, a verdade na política é fundamental — é pena que o próprio executivo não aplique as regras que preconiza."
Texto extraído de um comunicado dos Autarcas do Chega na Figueira da Foz.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Chouriço: produto, para olhar, degustar, provar e saborear. E voltar a comer...
"Festival do Chouriço Tradicional de Quiaios está de regresso até ao próximo domingo".
Coisas boas, como esta, mas também coisas ruins...
Quiosques e cafetarias...
Quinta-feira, 25 de janeiro de 2018, notícia de primeira página do Diário de Coimbra de 18 de outubro de 2016: "na Figueira, novos quiosques são instalados para a semana".
Apesar de todas as resistências, enganos e mal entendidos, estes espaços ao ar livre, são o passado e o futuro da nossa cidade... Porém, passados 11 anos, passámos dos quiosques às cafetarias. As mudanças estão em curso.
Os quiosques e as cafetarias têm passado e têm futuro na nossa cidade.
Quinta-feira, 19 de agosto de 2026, via José António Silva Teixeira: "Café da Praça (Praça Aguiar de Carvalho): "abriu hoje de forma informal, sexta-feira será o dia oficial da abertura".
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Gravação do Hino de São Julião
A junta promove no próximo dia 27 de setembro, no auditório Afonso Ernesto de Barros – Misericórdia Obra da Figueira, uma audição de músicos, integrada no processo de regravação do Hino de São Julião, prevista para o próxmo mês de outubro.
Para esta iniciativa, procuram-se músicos de clarinete, flauta, saxofone, trompete, trompa, trombone, tuba, bombardino e percussão.
Para se inscrever deve contactar Paulo Loureiro.
Torneio Traseiras na Figueira da Foz aponta a recorde de equipas
Começou pela ideia e vontade de um grupo de quatro amigos, apaixonados pelo basquetebol, e hoje é um dos torneios referência da modalidade em Portugal. Nos dias 29 e 30 de agosto, o VIII Torneio Traseiras promete fazer centrar as atenções num dos mais icónicos campos de basquetebol de rua de Portugal, o Campo das Traseiras, na Figueira da Foz (nas traseiras das Ruas Dr. Luís Carriço e Dr. Nogueira de Carvalho).
“Inicialmente tivemos, ao nível dos participantes, muitas reticências, mas conseguimos evoluir. Começámos só com um torneio masculino e passámos, também, a ter um feminino”, contou José Carvalhal, um dos rostos da organização ao Diário as Beiras.
O sucesso foi tal que os mais novos também quiseram mostrar talento junto das tabelas. “Tivemos uma grande adesão por parte dos jovens e decidimos ter um torneio de sub-15”.
Uma “almofada” de €48,7 mil milhões é demasiado poderosa para não ser entregue a “profissionais”...
Foto: daqui.
"Almofada das pensões já dá para pagar cinco novos aeroportos de Lisboa""Jorge Bravo, com historial de consultoria e estudos ligados aos seguros e fundos de pensões, personalidade do ano para a associação de fundos de pensões, e que nos idos do governo "Passos Coelho - Troika - Paulo Portas" participou na Comissão Interministerial da Reforma do Sistema da Segurança Social que previu um défice superior a 2,4 mil milhões de euros por volta de 2025 caso não fossem aplicadas "reformas estruturais profundas", volta ao ataque, ao lado de Carla Castro, ex-deputada ilusionista liberal, agora pela mão de Luís 'o meu passado chama-se Passos' Montenegro, com nova previsão catastrofista do fim do mundo em cuecas. Isto está mal porque depende de como são feitas as contas, disse sem rir, depois de meter nas contas a Caixa Geral de Aposentações que há 20 anos não aceita novas entradas. E sublinhou que não há qualquer tipo de privatização e coise, da última coisa do Estado que ainda não foi saqueada, e sem "enviesamento ideológico", outra vez sem se rir."
Reparação do muro da praia do Teimoso: "o entrave serão 5 milhões de euros"?
terça-feira, 18 de agosto de 2026
A bestialidade a repetir-se....
Processo de desumanização em curso
"Acho que devem ser feitas ações de eliminação seletiva [...], abatendo 30 a 40 pessoas todas as noites. Não apenas os que representam uma ameaça imediata, há pessoas ali que não são dignas de viver. Não deviam viver. Nem sequer são pessoas"
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
sábado, 15 de agosto de 2026
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Comemoração dos 105 anos do Grupo Musical Carritense
O programa inclui a atuação do Oris Ensemble e do Ensemble Vocal Alquimia.









