sábado, 29 de agosto de 2026

Os votantes que elegem gente desta, não são vítimas, são cúmplices...

Depois de um escândalo político como a Figueira nunca tinha visto, os três autarcas eleitos pelo Chega para a Assembleia Municipal da Figueira da Foz – João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião – desfiliaram-se do partido, passando a deputados municipais independentes (“esta decisão surgiu na sequência do processo envolvendo o presidente da Junta de Maiorca, bem como da pressão exercida pelo partido para que fosse eliminada uma publicação que os próprios deputados consideram ter sido uma legítima defesa da honra e da dignidade política” o que, segundo os três, não podia ser aceite - "o exercício de um mandato para o qual foram democraticamente eleitos não pode ser condicionado ou manietado por interesses partidários”).
Passados 3 dias, os mesmos deputados municipais da Figueira da Foz - João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião do Chega, dão o dito por não dito e "revogam desfiliação"!..
Da Figueira da Foz, foi dada uma mensagem clara do que valem os valores apregoados por gente que é eleita pelo Chega, para todo o País...
Via Diário as Beiras

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O PSD, o novo modelo turístico para "reinventar" Albufeira e a Figueira...

O Partido Social Democrata de Albufeira, em comunicado começa por «manifestar a sua profunda consternação perante os recentes acontecimentos ocorridos na cidade, expressando a sua solidariedade para com todas as pessoas afetadas e respetivas famílias e desejando uma rápida recuperação a todos os feridos.
Mais do que reagir só a um acontecimento criminoso, entendemos que este é o momento para iniciar publicamente uma reflexão séria, sobre o modelo de turismo que queremos para o futuro de Albufeira.»
Logo de seguida vem a reflexão.
«Albufeira é o segundo maior destino turístico de Portugal. Cresceu, afirmou-se internacionalmente e construiu ao longo de décadas uma economia fortemente ligada ao turismo. Mas os destinos turísticos evoluem e precisam de saber adaptar-se aos novos tempos.
Outros destinos turísticos, no estrangeiro já perceberam que chega um momento em que é necessário passar da quantidade para a qualidade. Muitos já conseguiram. Albufeira tem de percorrer esse caminho, preservando sempre a nossa identidade, as nossas tradições e os nossos bons costumes.
Requalificar o turismo não significa afastar quem nos visita, nem transformar Albufeira naquilo que não somos. Significa atrair um turismo que crie mais valor, que respeite a nossa cidade, as nossas gentes e a forma como escolhemos viver.
Queremos continuar a receber todos de braços abertos, como sempre fizemos, mas quem escolhe Albufeira deve respeitar Albufeira, os seus habitantes, o espaço público e os nossos bons costumes.
As nossas praias, a gastronomia, o património, o comércio local, as tradições e, sobretudo, a identidade e a hospitalidade das nossas gentes são parte essencial daquilo que torna o nosso concelho único.
Queremos uma Albufeira moderna, competitiva e cosmopolita, mas também segura, autêntica, fiel às suas raízes. O desenvolvimento turístico não pode fazer-se à custa da qualidade de vida de quem aqui reside, da descaracterização da nossa cidade ou da aceitação de comportamentos que não respeitam a nossa comunidade.
Requalificar significa também recuperar determinadas zonas da cidade para o turismo em famílias e para os residentes, e combater de forma firme comportamentos que degradam a imagem de um destino construído ao longo de várias gerações.
A segurança é uma parte fundamental desta transformação. No mandato anterior foram dados passos importantes, com o reforço policial apoiado pelo Governo, a implementação do sistema de videovigilância e o Código de Comportamentos. Mas é necessário continuar e fazer mais.
O PSD de Albufeira defende uma estratégia para um novo ciclo do turismo, envolvendo o Governo, o Município, os empresários, as associações, as forças de segurança e socorro, os operadores turísticos e a população.
Não podemos continuar apenas a discutir quantos turistas recebemos. Temos de discutir que turismo queremos, quanto valor deixa no concelho, como respeita a nossa comunidade, e que Albufeira queremos deixar às próximas gerações.
Outros destinos tiveram a capacidade de se reinventar e elevar o seu posicionamento turístico. Albufeira também tem essa capacidade.
É tempo de afirmar Albufeira como um destino mais qualificado, mais seguro, mais sustentável e com maior valor acrescentado, preservando a nossa identidade, as nossas tradições e os nossos bons costumes.
Queremos continuar a receber bem. Mas receber bem também significa exigir respeito por quem cá vive, por aquilo que somos e pela terra que é nossa.
O PSD de Albufeira estará ao lado de todos aqueles que queiram construir este novo ciclo para o turismo e para a nossa cidade.»
O PSD defende que Albufeira deve evoluir de um modelo assente sobretudo na quantidade de turistas para outro “baseado na qualidade e no valor acrescentado, preservando simultaneamente a identidade local, as tradições e a qualidade de vida dos residentes”.

O presidente da câmara da Figueira é militante do PSD. 
Será que partilha desta ambição do partido de que é militante para Albufeira, ou vamos continuar como o low-cost figueirense de destino de toneladas de lata rolante que vem desaguar nas nossas praias, estaciona anarquicamente e sem respeito por ninguém (o Cabedelo é um exemplo estupendo...), ou aqueles que vêm mostrar o Tesla, estacionam onde querem, almoçam e zarpam?..

Bandas ao Coreto em dose dupla no próximo sábado

 Via Município da Figueira da Foz

Safra à moda antiga: este evento, "que pretendia mostrar como era o processo de extração do sal das salinas, foi cancelada devido à chuva que se fez sentir nos últimos dias"

 Via Diário as Beiras


Trabalhadores da restauração e hotelaria em protesto amanhã

Via Diário as Beiras


«Os trabalhadores do setor da hotelaria e restauração vão estar amanhã em protesto na Figueira da Foz.

O Sindicato de Hotelaria do Centro realiza, a partir das 14H30, uma concentração junto a restauração do Bairro Novo, na rua do Casino, com afixação de faixas e distribuição de documentos à população. Uma hora depois, a concentração desloca-se para as imediações da Torre do Relógio. As iniciativas visam denunciar o bloqueio da contratação coletiva por parte das associações patronais do setor (AHRESP, AHP, APHORT, AHISA e AHETA), que recusam responder às propostas de revisão dos Contratos Coletivos de Trabalho apresentadas pelos sindicatos. Segundo o sindicato, este impasse mantém “centenas de milhares de profissionais a auferir apenas o Salário Mínimo Nacional”

Será que não se aprendeu nada com as obras na linha costeira que criaram um desequilíbrio brutal na orla marítima portuguesa?

A notícia está na edição de ontem do Jornal de Notícias: "Prédio construído em zona de risco junto ao mar em Vila do Conde"

"Um edifício está em construção no local onde, em fevereiro, a marginal de Vila Chã, em Vila do Conde, ruiu. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu luz verde, há seis anos, com base no antigo plano da orla costeira. O novo entrou em vigor em 2021 e diz que aquela é uma zona de risco. A Câmara justifica-se com o parecer positivo da APA. 
São 26 apartamentos, num prédio de rés do chão e dois andares, na primeira linha de mar. O Villas Balnea está a nascer no n.° 187 da Avenida dos Banhos, em Vila Chã, Vila do Conde. Do outro lado da rua, em fevereiro, o mar engoliu a areia, a marginal ruiu e deixou o bar de praia em risco de derrocada. No Plano da Orla Costeira (POC) Caminha-Espinho, a zona é "de risco" e, ali a 50 metros, há um conjunto de casas com ordem de demolição. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) admite que, há seis anos, deu parecer favorável ao empreendimento com base no antigo Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), que caducou em 2021, mas alega que "a última palavra" é da Câmara. A autarquia justifica-se com a "luz verde" da APA."

"CHEGA DE VINHO VERDE. POUPEM!"

Via Tiago Franco.

«"Se a pessoa não poupar, pode ficar numa situação difícil porque a pensão pública não será suficiente", avisa o meu deputado favorito da IL.

Diz ele que não se trata de privatizar mas sim de ter bom senso. É preciso criar incentivos à poupança.

É exactamente por isto, ou também por isto, que gosto deste rapaz. Mais do que aqueles mantras liberais, ele dá uma roupagem mais palpável e perceptível às políticas económicas.

Muito bem...há que poupar. Estou de acordo, até porque farto-me de dizer a amigos meus que não podem meter tudo em Ferraris sem pensar na velhice.

Mas agora, amigo José, como é que isso se faz? É sempre na parte do "como" que encravam as ideias liberais que, diga-se, no papel são, por norma, espectaculares.

"Vamos dar um cheque ensino e liberdade de escolha aos pais para decidirem que escola querem !"
Como é que se garante liberdade se é a escola que escolhe os alunos?

"Vamos dar um cheque saúde, o doente escolhe o hospital e o estado deixa de ser responsável !"
Como é que o estado deixa de ser responsável se passa o cheque?

"Vamos poupar porque as pensões públicas são uma merda!"
Como é que se poupa se 3 em 4 pessoas ganham menos do que 1000 euros líquidos? (Dados da segurança social)

1.35% dos contribuintes recebem entre 4000 e 5000 euros líquidos todos os meses. Ou seja, 1.35% da população tem um salário compatível com o custo da habitação em Portugal.

Como é que neste cenário de pobreza, onde mal se vê o fim do mês, alguém consegue poupar, amigo Zé?

O liberalismo tem um problema crónico que se chama "realidade". Fora isso tem tudo para dar certo.»

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Prédios militares reabilitados: o executivo abrirá o período de candidaturas para a população se candidatar a habitar aquelas habitações agora renovadas

Via Diário as Beiras: "Dois blocos dos apartamentos militares, com 24 fogos, estão praticamente concluídos. Executivo abrirá candidaturas no início de setembro"


A irresistível cultura do partido do poder para tomar de assalto o Estado

"Este será um governo exigente na ética e intransigente na integridade!", disse Luís Montenegro...

"Na primeira semana de agosto, foram nomeados em regime de substituição novos diretores do centro distrital do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para a região Centro. Esta alteração acontece no âmbito da restruturação no IEFP, com o objetivo de “garantir maior proximidade, eficiência e impacto”, citando os novos estatutos aprovados pelo serviço público de emprego nacional.
Entre os escolhidos está uma fisioterapeuta, autarcas e ex-deputado do PSD, todos nomeados em regime de substituição.
Ou seja, ocupam as funções sem terem passado pelo crivo da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP)." - Revista Sábado

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Estas coisas não se inventam

 Via Diário as Beiras
"Deputados municipais desfiliam-se do Chega"

«Os três autarcas eleitos pelo Chega para a Assembleia Municipal da Figueira da Foz – João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião – desfiliaram-se do partido, passando a deputados municipais independentes.
“Esta decisão surge na sequência dos acontecimentos dos últimos dias, nomeadamente do processo envolvendo o presidente da Junta de Maiorca, bem como da pressão exercida pelo partido para que fosse eliminada uma publicação que os próprios deputados consideram ter sido uma legítima defesa da honra e da dignidade política”, avança nota enviada hoje ao DIÁRIO AS BEIRAS.
“Não podemos aceitar que o exercício de um mandato para o qual fomos democraticamente eleitos seja condicionado ou manietado por interesses partidários”, acrescenta.
Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, a decisão dos três deputados municipais eleitos em 2025 pelas listas do Chega, agora independentes, já foi comunicada ao presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, José Duarte Pereira.»

É o que acontece quando a extrema direita toma conta da agenda política e impõe leis como a que a ONU contesta

"ONU pede retirada de projectos do PSD, Chega e CDS sobre identidade de género"
Que necessidade tinha Portugal de se sujeitar a esta humilhação?
Via jornal Público (para ver melhor clicar na imagem)

As coisas chegam com atraso, mas acabam por cá chegar: Chega com vida difícil também na Figueira.

Na Figueira, mesmo em Agosto, nada já é como era. Com o emergente impacto da pressão política no poder pela extrema-direita e com as performances diárias dos seus protagonistas, a estação tonta passou a corresponder ao que aconteceu antes e vai acontecer depois do verão de 2026. As trapalhadas e as ameaças veladas estão aí para o provar...
Nuno Santos, presidente da Junta de freguesia de Maiorca, fez uma publicação no facebook. Os restantes autarcas do Chega reagiram com contundência ao “post” do presidente da Junta de Maiorca e distanciaram-se em absoluto dessa publicação.
“Fiquei desagradado”, afirma Nuno Santos na edição de hoje do Diário as Beiras“O que fiz foi demarcar-me de determinadas publicações e comentários feitos nas redes sociais com os quais não me identifico. Não ataquei ninguém nem coloquei em causa o trabalho político de ninguém. Infelizmente, a minha posição não foi bem recebida por algumas pessoas e houve reações que considero desnecessárias, algumas num tom de humilhação e desvalorização pessoal. Naturalmente, fiquei desagradado com a situação".
 Hugo Fresta, vereador eleito pelo Chega, considerou “lamentável que o presidente de junta tenha exposto a sua discordância sobre certas publicações sem sequer ter exposto essas discordâncias antes nos fóruns internos convenientes”. E concluiu: “O vereador e os deputados municipais do Chega não deixarão de continuar a fazer a sua oposição construtiva e responsável devido a pressões do executivo municipal sobre um presidente de junta”.
Contactado pelo Diário as Beiras, Santana Lopes optou por não reagir às afirmações dos autarcas do Chega acerca das alegadas pressões políticas de membros do executivo camarário sobre Nuno Santos.

Montemor-o-Velho...


Esta primeira página da edição de hoje do Diário as Beiras, dá conta do que se vai passar no vizinho concelho de Montemor-o-Velho, mas é o espelho de um país em estado de dissolução e sem solução à vista.
O cartaz é o seguinte:
Bárbara Bandeira (29), Calema (30), Mickael Carreira (31), Lon3r Johny (1), Syro (2), Zé Amaro (3), Deejay Telio e Kura (4), Diogo Piçarra (5), Sara Correia, Porquinha Peppa e Ovelha Choné (6), Vizinhos (7) e Sons do Minho (8) são os cabeças de cartaz da edição de 2026 da Feira do Ano, que acontece de 29 de agosto a 8 de setembro, e que este ano comemora 600 anos sobre a concessão, em 1426, da feira franca anual de Montemor-o-Velho.
Além dos artistas do palco principal, haverá ainda o palco secundário que conta com apresentações de Sílvio Girão Fado, Bakas Band, Vem Ser Feliz, Bora Lá ao Fado, Mickael Salgado e Inês Freira, a par dos encontros folclore e cantares e das atuações das escolas e grupos de dança. Neste mesmo palco, os fins de noite ganham animação com as atuações de dj’s.
A entrada é gratuita. Mas, quanto é que vai custar ao contribuinte?

terça-feira, 25 de agosto de 2026

E, no entanto, Portugal move-se: PJ quer ouvir Ventura e deputados do Chega sobre alegado assalto no Parlamento

A Polícia Judiciária (PJ) quer ouvir André Ventura e os deputados do Chega Paulo Seco e Francisco Gomes como testemunhas no âmbito da investigação ao alegado assalto ao gabinete do presidente do partido na Assembleia da República.

A Renascença confirmou junto de fonte oficial do Chega a informação avançada pela "SIC Notícias".

"O centro de formação ministra instrução sob a égide da Unidade Politécnica Militar"

 Via Diário as Beiras

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

"As obras de melhoria das acessibilidades marítimas e das infraestruturas do Porto da Figueira da Foz entram numa nova fase"

 Via Diário as Beiras: «O Porto da Figueira da Foz vai entrar numa nova fase de obras para continuar a implementar melhoria nas acessibilidades marítimas e nas infraestruturas.
Está concluída a intervenção nos 415 metros de cais, com a instalação de novas defensas e cabeços de amarração e a extensão da laje de cais em cinco metros, reforçando a capacidade operacional desta área. A obra do Pontão para o estacionamento de rebocadores também ficou recentemente concluída.
Neste momento já estão a decorrer as obras no Terminal de Carga Geral. Já estão no terreno os trabalhos de construção dos 460 metros de cais, acompanhados pelo aprofundamento do canal de navegação, uma intervenção, que será “essencial para melhorar as condições de acesso marítimo ao porto”.»

domingo, 23 de agosto de 2026

Vamos ajudar Cuba!

 Via Jornal Público

Forte de Santa Catarina, mais uma telenovela figueirense em "reprise"...

Foto: Luís Fidalgo

Via Diário de Coimbra
"Os moradores das imediações do Forte de Santa Catarina estão indignados com o ruído provocado pelo espaço de restauração e diversão que está instalado naquele icónico monumento da cidade. O estabelecimento, conhecido pelas festas com DJ's e sessões de sunset, tem prolongado a animação pela noite dentro com a música a ecoar pela madrugada fora, sobretudo aos fins de semana, durante o mês de agosto. A situação está a gerar contestação por parte de residentes, que exigem a intervenção urgente da Câmara Municipal.

Os habitantes referem que o som projetado a partir das muralhas se propaga com facilidade em direção aos edifícios vizinhos do Forte de Santa Catarina (onde existem hotéis, espaços de alojamento local e habitações particulares), considerando que o impacto é agravado pela total ausência de barreiras acústicas na estrutura histórica. «Tornou-se impossível descansar ao fim de semana. É inadmissível ter música alta e pessoas a cantar às 04h00 da madrugada», criticam as pessoas que se sentem lesadas no direito ao seu descanso.

Contactado pelo Diário de Coimbra sobre esta situação, João Martins, vereador com o pelouro de Taxas e Licenças (licenças especiais de ruído), esclarece que o espaço em causa opera como um estabelecimento de restauração e bebidas e que a estrutura está instalada num espaço que pertence ao Ministério da Defesa Nacional, pelo que o funcionamento está enquadrado pela legislação e o horário autorizado estende-se, atualmente, até às 4h00."

Em tempo.

Há notícias que já não me causam o mínimo de admiração e, muito menos, indignação. Para esse peditório já dei. E muito... Tudo foi dito. Revejam no OUTRA MARGEM Player.
Embora isto seja algo herdado do passado, o actual executivo sabe que a CONCESSÃO DA EXPLORAÇÃO DE ESPAÇO INTEGRADO NO FORTE DE SANTA CATARINA é um asunto de interesse público. O Forte de Santa Catarina é um património do Estado. Já podia ter feito alguma coisa. Contudo, a salvaguarda do património cultural na Figueira da Foz continua a não ser um assunto interessante para a classe política.
Limito-me, portanto, a recordar a intervenção da deputada municipal Maria Isabel Sousa PSD, no decorrer da Assembleia Municipal realizada no dia 27 de junho de 2020

"O Forte de Santa Catarina, cuja construção atual remonta ao reinado de Filipe I de Portugal (finais do séc. XVI), poderia ser transformado num digno centro interpretativo da Guerra Peninsular (sobre as invasões Francesas e auxílio do exército Inglês, na primeira década do séc. XIX), assim como dos ataques históricos de corsários ingleses no séc. XVII.
Este conjunto arquitetónico militar poderia servir de laboratório histórico, aberto a visitas a turistas e estudantes, respondendo aos desígnios da flexibilidade curricular preconizada pelo Ministério da Educação, que evoca a necessidade de criar novos e diferentes ambientes de aprendizagem.
Ao invés disso, no seu interior foi implantado um complexo de bar/restaurante, ornado com sombreiros de colmo ao estilo do Caribe, completamente descontextualizados da envolvente, ferindo o propósito da criação daquela edificação, perfurando a muralha em vários pontos para melhor servir o acesso dos possíveis utilizadores do espaço. Uma escada de betão rompe a muralha histórica, esta, volta a sofrer ferimentos com a fixação de um dístico completamente redundante, onde se lê “Forte”. E é nas traseiras do complexo do Ténis Clube  onde se encontra a ser construído mais um disparate arquitetónico, uma pretensa Casa de Chá, voltada para o rio, mas que para ser construída, fere de novo a muralha do Forte de Santa Catarina, oculta-a e quem se desloca de sul para norte, fica com uma visão limitada da grandeza e beleza desta fortificação, escondida que está atrás de um edifício modernista de ferro, madeira e (futuramente) vidro. Muitas outras cidades tentaram uma coexistência entre o património histórico e as construções modernistas/funcionalistas, a maior parte delas com o objetivo de criar equipamentos culturais, que melhor servissem a cidade. Aqui não é o caso, um edifício histórico, está ao serviço da economia e do comércio de particulares, sem qualquer preocupação com o significado da real preservação do património.
Já nos bastava a colonização pelo Ténis Clube nas suas traseiras, nas áreas mais baixas junto à circular, no qual estão construídos mais dois courts de Ténis, que para facilitar o acesso aos praticantes da modalidade, mais uma vez criaram uma incisão na muralha na qual se fixa uma escada em madeira, mesmo ao lado da dita construção, futura Casa de Chá.
Perguntamos, como foi possível viabilizar este (e o outro estabelecimento) no coração histórico da nossa cidade, sem que para tal ninguém tivesse uma palavra a dizer. Uma estrutura que nasceu da noite para o dia, que peca por ocultar uma parte significativa do Forte de Santa Catarina e do substrato rochoso sobre o qual este foi construído, vestígios do antigo promontório de Santa Catarina, constitui um atentado urbanístico,  que muito nos desagrada, somos veementemente contra tal situação, e questionamo-nos como tal abjeção foi autorizada pela tutela, quando se trata de um edifício classificado como Imóvel de Interesse Público,  desde 1961.
Se tivéssemos muitos edifícios históricos, poderíamos de algum modo explicar este desaire, mas não, a nossa cidade não é assim tão rica em património, por isso não o podemos desvirtuar ao sabor de outros interesses que não sejam os de zelar pelo legado que os nossos antepassados nos deixaram e que conta a nossa História.  Deveríamos antes criar todas as condições para que os alunos tivessem naquele local aulas, no exterior dos muros da escola, que tão enriquecedoras são, proporcionando-lhes aprendizagens verdadeiramente significativas."

O presidente da Câmara por sucessão, Carlos Monteiro, na altura, respondeu nos termos que pode ler clicando aqui.