sexta-feira, 18 de setembro de 2026
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Um artista chamado Moedas, Carlos...
Carlos Moedas, presidente de Lisboa, "capital de Portugal", como ele gosta de publicitar, disse que o Volta tem provocado "um drama social" na cidade que preside.
Dito assim, fica a ideia, que as pessoas ficaram pobres por causa do "cata latas e garrafas".
Visto assim, "antes não havia drama, não havia miséria na cidade, não havia a figura do sem-abrigo recolector. Havia lixo aos montes pelas ruas mas isso era culpa das juntas de freguesia e dos imigrantes e dos criminosos que assolam a cidade, não se viam cá os miseráveis enfiados dentro do contentor."
Portanto, acabe-se com o Volta para pôr fim ao drama visual, perdão, ao "drama social".
Mais um artista de variedades, este Carlos Moedas.
Dito assim, fica a ideia, que as pessoas ficaram pobres por causa do "cata latas e garrafas".
Visto assim, "antes não havia drama, não havia miséria na cidade, não havia a figura do sem-abrigo recolector. Havia lixo aos montes pelas ruas mas isso era culpa das juntas de freguesia e dos imigrantes e dos criminosos que assolam a cidade, não se viam cá os miseráveis enfiados dentro do contentor."
Portanto, acabe-se com o Volta para pôr fim ao drama visual, perdão, ao "drama social".
Mais um artista de variedades, este Carlos Moedas.
"Crescimento sustentado, é o desiderato da Universidade de Coimbra e da direção do campus"
Via Diário as Beiras
"O número de alunos do Campus da Figueira da Foz da Universidade de Coimbra continua a crescer, acompanhando o aumento da oferta académica.
Neste momento, estão inscritos cerca de 130 alunos, distribuídos pelas duas licenciaturas e pelos cinco mestrados.
O número de alunos deverá aumentar, tendo em conta que ainda falta realizar a segunda fase de candidatura ao ensino superior para licenciaturas e a segunda e terceira fases para mestrados.
Este ano letivo arranca com um novo edifício do campus – antigo terminal rodoviário – , uma nova licenciatura (Engenharia Naval e Oceânica) e três novos mestrados (Relações Internacionais, Política Internacional dos Oceanos e Sistemas Costeiros Sustentáveis). E mantêm-se a licenciatura em Biologia Marinha e os mestrados em Inteligência Artificial e Computação Musical e Design de Som."
"O número de alunos do Campus da Figueira da Foz da Universidade de Coimbra continua a crescer, acompanhando o aumento da oferta académica.
Neste momento, estão inscritos cerca de 130 alunos, distribuídos pelas duas licenciaturas e pelos cinco mestrados.
O número de alunos deverá aumentar, tendo em conta que ainda falta realizar a segunda fase de candidatura ao ensino superior para licenciaturas e a segunda e terceira fases para mestrados.
Este ano letivo arranca com um novo edifício do campus – antigo terminal rodoviário – , uma nova licenciatura (Engenharia Naval e Oceânica) e três novos mestrados (Relações Internacionais, Política Internacional dos Oceanos e Sistemas Costeiros Sustentáveis). E mantêm-se a licenciatura em Biologia Marinha e os mestrados em Inteligência Artificial e Computação Musical e Design de Som."
Isabel Maia, opinião publicada :"Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"
"Sim", escreve na edição de hoje de o Diário as Beiras, Isabel Maia
«Sim. O fecho
ao trânsito
da Av. 25 de
abril (do Sweet ao
Parque das Gaivotas) e da Rua 5 de
outubro (esta última, há anos tem
sinalética vertical
que proíbe o trânsito, exceto a moradores) aos fins
de semana merece atenção.
A medida tem recebido aplausos e críticas veementes.
Mudar rotinas gera desconforto e receios: a inibição de passear de carro à beira-mar, a perda no comércio, a pressão acrescida do trânsito no centro da cidade.
Decidir “mudar” é corajoso e tem riscos de impopularidade, mas pior é “não decidir” e manter o status quo, estagnar.
Neste caso, implica alterar os trajetos, utilizar as circulares externas para não pressionar o centro da cidade e promover mobilidade inteligente. E os utilizadores trocarão o cheiro e o som dos escapes pelo aroma e a música do mar, em segurança.
Quanto ao comércio, o carro que passa pela loja não gera receita, mas o peão que a pé olha a montra ou se senta na esplanada, sim. Será a oportunidade de ouro para o comércio inovar e combater a sazonalidade. O turista de hoje rejeita o asfalto e exige o destino sustentável com vivência do espaço.
“Fechar ao trânsito” não é “eliminar mobilidade”, mas priorizar o mar como lugar de bem-estar, e não é algo original: Vancouver tem a lógica do waterfront com passeio e fruição; Toronto, Queens Quay, reforçou o eixo ribeirinho pedonal e ciclável; Cascais restringiu o trânsito junto ao mar e priorizou a mobilidade suave.
As cidades crescerão com menos poluição, mais mobilidade suave e segura, com mais vida pública saudável.»
A medida tem recebido aplausos e críticas veementes.
Mudar rotinas gera desconforto e receios: a inibição de passear de carro à beira-mar, a perda no comércio, a pressão acrescida do trânsito no centro da cidade.
Decidir “mudar” é corajoso e tem riscos de impopularidade, mas pior é “não decidir” e manter o status quo, estagnar.
Neste caso, implica alterar os trajetos, utilizar as circulares externas para não pressionar o centro da cidade e promover mobilidade inteligente. E os utilizadores trocarão o cheiro e o som dos escapes pelo aroma e a música do mar, em segurança.
Quanto ao comércio, o carro que passa pela loja não gera receita, mas o peão que a pé olha a montra ou se senta na esplanada, sim. Será a oportunidade de ouro para o comércio inovar e combater a sazonalidade. O turista de hoje rejeita o asfalto e exige o destino sustentável com vivência do espaço.
“Fechar ao trânsito” não é “eliminar mobilidade”, mas priorizar o mar como lugar de bem-estar, e não é algo original: Vancouver tem a lógica do waterfront com passeio e fruição; Toronto, Queens Quay, reforçou o eixo ribeirinho pedonal e ciclável; Cascais restringiu o trânsito junto ao mar e priorizou a mobilidade suave.
As cidades crescerão com menos poluição, mais mobilidade suave e segura, com mais vida pública saudável.»
47 anos de SNS: muito obrigado António Arnaut
Ontem, comemoraram-se os 47 anos do Serviço Nacional de Saúde. "Morria-se em Portugal, e de causas que a medicina já conseguia curar, não fosse o País tão pobre e as populações tão distantes dos cuidados médicos, quando o SNS foi criado, em 1979".
Para comemorar a data, o Presidente da República, António José Seguro e Luís Montenegro "apareceram juntos, mas em silêncio, numa fundação privada."
A melhoria introduzida em Portugal com a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por António Arnaut, não é passível de contestação.
Os resultados falam por si.
Contudo, desde o início, a criação do SNS não contou com o voto favorável do PSD. Convém não esquecer: o PSD nunca foi a favor do SNS e sempre que está no poder tenta enfraquecê-lo para dar o controlo da saúde dos portugueses aos privados. Ana Paula Martins é mais uma ministra da Saúde que pretende realizar esse sonho do PSD.
Por isso, não resolve o problema da contratação dos enfermeiros, que tanta falta fazem, entre outros.
47 anos depois da criação do SNS: muito obrigado, António Arnaut.
A melhoria introduzida em Portugal com a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por António Arnaut, não é passível de contestação.
Os resultados falam por si.
Contudo, desde o início, a criação do SNS não contou com o voto favorável do PSD. Convém não esquecer: o PSD nunca foi a favor do SNS e sempre que está no poder tenta enfraquecê-lo para dar o controlo da saúde dos portugueses aos privados. Ana Paula Martins é mais uma ministra da Saúde que pretende realizar esse sonho do PSD.
Por isso, não resolve o problema da contratação dos enfermeiros, que tanta falta fazem, entre outros.
47 anos depois da criação do SNS: muito obrigado, António Arnaut.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
José Couto, opinião publicada :"Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"
"Concordo, nas áreas indicadas", escreve na edição de hoje de o Diário as Beiras, José Couto
"Sim, concordoo com
o fecho ao
trânsito nas áreas indicadas .
Na verdade, em
muitas cidades, o
encerramento de
vias de circulação
de veículos automóveis, por períodos curtos, é
uma prática aceite, suportada
pela necessidade de criar áreas
que possibilitem o desfrute da
população residente. Esta opção permite que os residentes
possam interagir com espaços
urbanos que no seu quotidiano
lhe está vedado, bem como permite um outro nível de socialização. Havendo ainda a registar
vantagens ambientais por baixa
de poluição.
Ora esta decisão de alargar uma área ao recreio a ao lazer parece-me bem, porque, além de tudo este espaço pode-se transformar num gerador de tráfego para uma área urbana, num espaço urbano que que já foi nobre, e que se quer nobre em termos da vivência do quotidiano e da oferta turística.
Não é só este espaço que se valoriza, é também um corredor pedonal que começa no parque da cidade e que se pode ligar à frente da cidade, com uma acessibilidade fácil ao rio e à praia; também a atividade económica, ali instalada, poderá sair com vantagem, em virtude de se poder verificar um acréscimo de potenciais consumidores.
Em muitas cidades, a criação de áreas deste género aumenta a sua utilização e dá uma dimensão de qualidade ao espaço urbano, sobretudo quando acompanhada de atividades culturais e de recreio, promovidas pelos municípios, dirigidas a vários públicos.
Uma decisão que, inicialmente, poderá trazer um pequeno incómodo a quem habita por ali, mas trará, por certo, um espaço de fruição para famílias e uma valência qualificadora para a cidade."
Ora esta decisão de alargar uma área ao recreio a ao lazer parece-me bem, porque, além de tudo este espaço pode-se transformar num gerador de tráfego para uma área urbana, num espaço urbano que que já foi nobre, e que se quer nobre em termos da vivência do quotidiano e da oferta turística.
Não é só este espaço que se valoriza, é também um corredor pedonal que começa no parque da cidade e que se pode ligar à frente da cidade, com uma acessibilidade fácil ao rio e à praia; também a atividade económica, ali instalada, poderá sair com vantagem, em virtude de se poder verificar um acréscimo de potenciais consumidores.
Em muitas cidades, a criação de áreas deste género aumenta a sua utilização e dá uma dimensão de qualidade ao espaço urbano, sobretudo quando acompanhada de atividades culturais e de recreio, promovidas pelos municípios, dirigidas a vários públicos.
Uma decisão que, inicialmente, poderá trazer um pequeno incómodo a quem habita por ali, mas trará, por certo, um espaço de fruição para famílias e uma valência qualificadora para a cidade."
"A unidade de saúde de São Pedro entrou na fase final, devendo ficar concluída até ao final do ano"
"Estão programados novos equipamentos para outras freguesias. Em Buarcos, a reabilitação está em curso"
"O Município da
Figueira da Foz tem
programadas para as
freguesias de Tavarede, Bom Sucesso
e Paião empreitadas
para novos equipamentos de Cuidados
Primários de Saúde.
As duas últimas foram adjudicadas por
1,4 milhões de euros
e 1,6 milhões de euros, respetivamente, e
com prazos de execução de 10 meses. Os
novos equipamentos
são financiados por
fundos europeus. A
construção das novas
unidades de saúde
realizam-se ao abrigo da delegação de
competências pelo
Estado na autarquia
figueirense. No que
respeita ao pessoal,
os municípios apenas
podem contratar e
gerir assistentes operacionais.
A reabilitação da unidade de saúde de Maiorca, segundo a vereadora Olga Brás, está em curso público. Mais uma tentativa, entre as várias já efetuadas que ficaram sem efeito devido à falta de interesse dos empreiteiros face ao orçamento base. A autarca da maioria FAP (coligação PPD/ PSD - CDS/PP) respondia ao vereador único do Chega, Hugo Fresta, que questionou o executivo camarário acerca das unidades de saúde de Maiorca e Tavarede na primeira reunião de câmara deste mês. Sobre o processo de reabilitação do Centro de Saúde de São Julião não se conhecem desenvolvimentos."
A reabilitação da unidade de saúde de Maiorca, segundo a vereadora Olga Brás, está em curso público. Mais uma tentativa, entre as várias já efetuadas que ficaram sem efeito devido à falta de interesse dos empreiteiros face ao orçamento base. A autarca da maioria FAP (coligação PPD/ PSD - CDS/PP) respondia ao vereador único do Chega, Hugo Fresta, que questionou o executivo camarário acerca das unidades de saúde de Maiorca e Tavarede na primeira reunião de câmara deste mês. Sobre o processo de reabilitação do Centro de Saúde de São Julião não se conhecem desenvolvimentos."
“SNS está em cuidados paliativos”
«A 15 de setembro de 1979, foi publicado o decreto-Lei do então ministro dos Assuntos Sociais, António Arnaut, que criou o SNS. Daí até à atualidade, passaram 47 anos. Para assinalar a data, o DN falou com Constantino Sakellarides, professor catedrático jubilado pela Escola Nacional de Saúde Pública, um dos mentores da reforma do SNS na década de 1990, que deixa um alerta: “A situação é muito preocupante” e as Finanças também são responsáveis.»
Tinha 38 anos quando foi criado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), altura em que dirigia um centro de saúde piloto em Lisboa. Década e meia depois presidiu à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e foi diretor-geral de Saúde. Depois, na academia foi professor catedrático e diretor da Escola Nacional de Saúde Pública, instituição que diz ter-se distinguido na formação dos quadros técnicos e dirigentes do SNS, que, ontem, terça-feira, 15 de setembro, fez 47 anos. E neste dia, Constantino Sakellarides, já com 86 anos, falou ao DN sobre as expectativas criadas com a criação de um serviço público para a Saúde, da sua evolução, das interrupções nas reformas, mas também da dificuldade de o poder político aprender a lidar com as regras de boa governança e dos cortes da Troika, dramáticos para o SNS. No final, garante: “Em Portugal, para um SNS com futuro, precisamos de um Estado Inteligente, que ouça as pessoas, que as envolva e anime.”»
Portugal entre os países europeus com mais recuos democráticos
Via Diário de Notícias
«O relatório Global State O
ofDemocracy 2026 (Estado Global da Democracia 2026, numa tradução livre do inglês), publicado
esta terça-feira, revela uma deterioração acentuada na democracia a nível mundial e destaca que
o Estado de Direito atingiu o seu
nível mais baixo em décadas.Embora haja avanços isolados
em países em transição, como a
Polónia e a Síria, o estudo sugere
que a tendência que predomina
é de estagnação ou declínio nas
liberdades fundamentais.
A democracia está em declínio no mundo e Portugal não é exceção. O caso português aparece entre os países europeus com maior número de recuos democráticos acumulados entre 2020 e 2025, registando seis declínios significativos ao nível de fatores, incluindo a liberdade de expressão, ficando na Europa apenas atrás da Geórgia e da Rússia, e ao lado da Arménia e Eslováquia.
"Precisamos de entender a democracia como um recurso de segurança nacional e investir nisso".
As recomendações deste estudo"não são muito inovadoras". "Precisamos de votar, unir-nos a associações, precisamos de contribuir para os partidos políticos, e se não há um partido político que corresponda às nossas preferências, temos a liberdade de iniciar novos partidos. E uma chamada para que as pessoas se envolvam e não desesperem".»
A democracia está em declínio no mundo e Portugal não é exceção. O caso português aparece entre os países europeus com maior número de recuos democráticos acumulados entre 2020 e 2025, registando seis declínios significativos ao nível de fatores, incluindo a liberdade de expressão, ficando na Europa apenas atrás da Geórgia e da Rússia, e ao lado da Arménia e Eslováquia.
"Precisamos de entender a democracia como um recurso de segurança nacional e investir nisso".
As recomendações deste estudo"não são muito inovadoras". "Precisamos de votar, unir-nos a associações, precisamos de contribuir para os partidos políticos, e se não há um partido político que corresponda às nossas preferências, temos a liberdade de iniciar novos partidos. E uma chamada para que as pessoas se envolvam e não desesperem".»
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Tribunal absolve atuais e antigos dirigentes da Goltz de Carvalho
"João Paredes diz que a decisão repõe a “honra” e a “dignidade”, mas não apaga os danos causados."
Carlos Beja, opinião publicada: "Concorda com o fecho ao trânsito de parte da marginal?"
"Entendo e concordo", escreve na edição de hoje do Diário as Beiras, Carlos Beja
"A questão da
compatibilização do
tráfego quotidiano com a segurança e qualidade
de vida dos cidadãos é hoje uma
realidade presente em todas as cidades, independentemente da
sua dimensão.
Entendo e concordo com o encerramento ao trânsito nos moldes em que foi implementado, embora seja necessário e urgente encontrar soluções de estacionamento, nomeadamente o aumento significativo do parque do Mercado e do Parque das Gaivotas. É incompreensível que uma área completamente inútil do areal não possa servir para estacionamento de viaturas e autocaravanas, devidamente arborizada e apetrechada.
A circulação de trânsito motorizado em áreas de forte atração turística não é nenhuma novidade, seja no país, seja na Europa. Aqui bem perto, em Coimbra, uma artéria com forte componente comercial, Ferreira Borges - Visconde da Luz, está há muito vedada ao trânsito. E a histórica Rua da Sofia está a seguir o mesmo caminho.
Em Lisboa, a Rua Augusta é outro exemplo similar, sem que, em qualquer dos casos, se tenha diminuído a atividade turística e comercial.
Dirão alguns que o abastecimento fica comprometido nessas áreas. Nada que não se resolva com horários e planificação adequados.
Ver o troço da Avenida 25 de Abril repleto de famílias passeando em segurança, frequentando as esplanadas, em ambiente saudável e seguro, vale todo o incómodo que a medida possa provocar. Identificado o risco, nomeadamente por velocidade excessiva e incumprimento das regras de trânsito, mais vale prevenir do que lamentar no futuro não ter implementado tais medidas."
Entendo e concordo com o encerramento ao trânsito nos moldes em que foi implementado, embora seja necessário e urgente encontrar soluções de estacionamento, nomeadamente o aumento significativo do parque do Mercado e do Parque das Gaivotas. É incompreensível que uma área completamente inútil do areal não possa servir para estacionamento de viaturas e autocaravanas, devidamente arborizada e apetrechada.
A circulação de trânsito motorizado em áreas de forte atração turística não é nenhuma novidade, seja no país, seja na Europa. Aqui bem perto, em Coimbra, uma artéria com forte componente comercial, Ferreira Borges - Visconde da Luz, está há muito vedada ao trânsito. E a histórica Rua da Sofia está a seguir o mesmo caminho.
Em Lisboa, a Rua Augusta é outro exemplo similar, sem que, em qualquer dos casos, se tenha diminuído a atividade turística e comercial.
Dirão alguns que o abastecimento fica comprometido nessas áreas. Nada que não se resolva com horários e planificação adequados.
Ver o troço da Avenida 25 de Abril repleto de famílias passeando em segurança, frequentando as esplanadas, em ambiente saudável e seguro, vale todo o incómodo que a medida possa provocar. Identificado o risco, nomeadamente por velocidade excessiva e incumprimento das regras de trânsito, mais vale prevenir do que lamentar no futuro não ter implementado tais medidas."
"Segurança na época balnear oficial com nota positiva de todos"
Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem): "O Município da Figueira da Foz decidiu prolongar a vigilância nas praias do concelho e nas piscinas urbanas até domingo".
Como diria o outro, "é disto que o povo gosta": "Praça do Cabedelo vira parque de estacionamento"
Via Diário as Beiras: “O verão no Cabedelo
é um caos criado por
uma obra mal feita [no
mandato autárquico
2017 – 2021] e que reduziu o estacionamento de forma negligente” - Eurico Gonçalves, do
movimento cívico SOS
Cabedelo.
Também, na edição de hoje do Diário as Beiras, na página dedicada ao correio dos leitores pode ler-se.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Trump e a sardinha
Uma crónica do eng. Daniel Santos publicada no Diário as Beiras em 16 de Setembro de 2016
"Esta foi uma semana para esquecer. Donald Trump ficou mandatado para mandar no país mais poderoso do mundo. Com ele, está prometido o regresso de uma carga de ódio, racismo e misoginia que nos revelam perigos que todos julgávamos enterrados para sempre há já mais de setenta anos. Exatamente no momento em que morreu o poeta cuja voz transmitia um sentimento de melancolia de estranha e suave tranquilidade. Que nos impôs, por isso, tentar perceber as suas mensagens.
Com tanta coisa a correr mal, prefiro então dedicar-me às sardinhas. Às pequenas coisas do nosso quotidiano que também nos vão retirando acanhadas esperanças de manifestação de humildade, de contrição, que não ocorrem. Quem sabe se também por causa deste momento estranho que vivemos que nos coarta as expetativas de um futuro melhor.
A interpretação que faço do motivo escultórico que constitui uma homenagem aos laboriosos pescadores e peixeiras que ali mesmo labutavam há décadas atrás nas atividades da lota da sardinha, independentemente da sua qualidade artística e da repetição (que não pretendo discutir agora), transmite-me exatamente o seu labor e o clamor da atividade. E também o movimento. Que já vinha do mar com os pescadores.
Por isso mesmo, a justa homenagem merece a correção do topónimo inscrito na Memória. Vá lá, ao menos nestas pequenas coisas, venha de lá um pequeno sinal de humildade.
Era mesmo a Praia da Sardinha! "
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