Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

sábado, 6 de março de 2021

Há muita rennie disponível nas farmácias...


Há coisas que só quem pertence aos aparelhos partidários consegue perceber. 
Por exemplo, esta exigência da distrital do PS de Coimbra: "a demissão imediata” do presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, por ter assumido a candidatura do PSD à Câmara da Figueira da Foz"
Por exemplo, "os presidentes de câmara, também titulares de cargos públicos abandonam a presidência da edlidade para serem candidatos”?

O Prof. Cavaco está de novo na ordem do dia: o Portugal velho, que faz parte da brigada do reumático desta III República é manchete do Nascer do SOL

Eventos culturais para promover a arte xávega

O Mar Que NosUne, que envolve os municípios da Figueira da Foz (na qualidade de promotor), Cantanhede e Mira, tem por finalidade promover a arte xávega através de eventos culturais. 
O projecto, com validade de um ano, tem um apoio de 300 mil euros, ao abrigo de uma candidatura a fundos comunitários. No âmbito do projecto, serão realizados eventos culturais nestes três municípios da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra, envolvendo colectividades e artistas locais. 
José Vieira. foto sacada daqui
Os espectáculos têm o teatro como âncora, com actores amadores e profissionais, mas também fazem parte do programa a dança, a música, exposições e visitas guiadas. Na Figueira da Foz, o espectáculo principal será apresentado no Coliseu Figueirense, durante dois dias. Será ainda incluído no programa o festival internacional de cinema sobre arte xávega que se tem realizado em Cantanhede. Por sua vez, o artista de arte urbana Bordalo Segundo está incumbido de fazer uma instalação com lixo proveniente do mar. 

O presidente da Associação Portuguesa da Xávega, José Vieira, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, defendeu regras diferenciadas para aquele tipo de pesca, recusando a legislação que a enquadra com a pesca de cerco, apesar de não ter direito aos apoios que esta tem. Acerca do projeto O MarQue Nos Une, José Vieira sustentou que “há dinheiro para tudo e mais alguma coisa ligada à arte xávega”. E acrescentou: “para o armador, para poder manter-se e pagar mais uns tostões aos empregados, não há nada”.

O CDS-Partido Popular vai concorrer na Figueira da Foz às Eleições Autárquicas de Outubro de 2021


"O Cabeça de Lista e Candidato a Presidente da Câmara Municipal, é Miguel Mattos Chaves, Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-Partido Popular, da Figueira da Foz."

"Um Povo Resignado e Dois Partidos sem Ideias"

Um fabuloso texto que é um «Retrato de Portugal, há mais de 120 anos…». 
Qualquer semelhança com a actualidade portuguesa não é mera coincidência.
Portugal manteve-se quase estagnado, no que que respeita à evolução de mentalidade.  
A par da corrrupção, o oportunismo dos aparelhos partidários do chamado “arco da governação”, constitui uma das principais causas de descredibilização da democracia.

Abílio de Guerra Junqueiro

15 Set 1850 // 7 Jul 1923
Escritor/Poeta/Jornalista/Político


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. 

[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. 

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."  

sexta-feira, 5 de março de 2021

Parabéns PCP pelos 100 anos

O Partido Comunista Português nasceu há 100 anos, a 6 de março de 1921, o que faz dele o mais antigo partido português em actividade. 
Ao longo de um século, o rumo foi sempre o da defesa dos mais desfavorecidos. Nas grandes greves da cintura industrial de Lisboa, em 1943, e no levantamento dos assalariados rurais do Ribatejo e do Alentejo, a seguir às presidenciais fraudulentas de 1958. Essas lutas e histórias de resistência terminaram quase sempre em detenções, espancamentos, torturas e isolamento, seguidas de arrojadas fugas das prisões ou de um mergulho na clandestinidade, a única maneira de garantir a sobrevivência do partido e dos seus militantes durante a longa ditadura de Salazar. 
Não sou militante comunista, mas a verdade fala por si. O Partido Comunista Português foi quem mais lutou contra o fascismo, sofreu mais vítimas mortais e mais torturados pela máquina de repressão do regime de Salazar e Caetano. Muitos dos seus militantes sacrificaram vidas na clandestinidade e no exílio. Depois da revolução  de Abril teve clarividência e  serenidade para evitar uma guerra civil. Continua um partido jovem e firme na luta pelos direitos dos sacrificados por esta classe política surgida depois de Abril de 1974.
Faz 100 anos. Parabéns ao Partido Comunista Português. Obrigado por tudo o que fizeram por Portugal e por todos nós.

A todos os envolvidos na desmotivação do Pedro, ficam os votos para que uma virose dolorosa vos entre pelo buraco ao fundo das costas acima...

"Este espectáculo da sucessão de notícias que me indicam para várias autarquias e que quem lê pode considerar ridículo, tem uma só razão. As pessoas, os órgãos competentes para o efeito, querem-me. 
Assim tem acontecido agora."

- Pedro Santana Lopes, via Jornal de Negócios

Da série, »PSD da Figueira da Foz já tem candidato à câmara (e não é Santana)"...» (continuação...)

Via Rádio Regional do Centro

Da série, »PSD da Figueira da Foz já tem candidato à câmara (e não é Santana)"...»


 Via Diário de Coimbra

Desde ontem há três dragas a trabalhar na barra da Figueira...

Foto António Agostinho

Todavia,  "o reforço de meios,  tem por finalidade repor os valores sedimentares que permitam uma navegação segura", apenas "prevalecerá durante os próximos dias"... 
- (Via Diário as Beiras)

…) Os sacristãos de Coimbra fazem mil diabruras, Molham o pão no azeite, Deixam o santo às escuras... E bate, fado. E bate bem Tu és a causa do meu desdém. (…)

... é agora ou nunca, o momento de comparecer nas trincheiras e de lutar até à última gota de sangue...

Foto via João Quaresma

quinta-feira, 4 de março de 2021

Pedro Machado aceitou o convite do PSD

"PSD da Figueira da Foz já tem candidato à câmara (e não é Santana)"...
«O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, emitiu esta tarde um comunicado anunciado que aceitou "o desafio de encabeçar a lista do Partido Social Democrata às próximas eleições autárquicas no concelho da Figueira da Foz". No comunicado, Pedro Machado afirma que foi convidado não só pela concelhia local do PSD como também por Rui Rio.»

Nota: Para ver a lista de personalidades que apoiam Pedro Machado, clicar aqui.

"O emplastro imprestável que lá está, que nem sequer é capaz de inaugurar uma obra, não tem a mínima hipótese..."

Programa para hoje

LAVAR E DESINFECTAR AS MÃOS,
COLOCAR UMA MÁSCARA,
DAR UMA VOLTA AO QUARTEIRÃO. 
MAS ... A MANTER A DISTÂNCIA DE SEGURANÇA...

Memória

 Via Diário de Coimbra

Factos e fatos...

Marcelo Rebelo de Sousa ficou conhecido como “criador de factos políticos”, tarefa que desempenhou afincadamente a partir de vários jornais, para gáudio de uns e desespero de outros. 
Já Pedro Santana Lopes, politicamente formado no mesmo PPD (hoje PSD) que Marcelo, viria a ser conhecido pela criação de um “fato” ortográfico: o acordo assinado na Ajuda em 1990.») - 
Via jornal Público

Via Diário as Beiras

quarta-feira, 3 de março de 2021

Autárquicas 2021: na Figueira, tudo clarificado...


 Via Campeão das Províncias

RIP GRANDE LEOA

SERÁ PARA SEMPRE A VOZ DO SPORTING
Maria José Valério morreu, esta quarta-feira, aos 87 anos, vítima de covid-19.

Sempre a correr atrás do prejuízo...

Via Diário as Beiras:
"O reforço das dragagens foi estimulado pela “gravidade da situação”, provocada pela agitação marítima que se tem feito sentir na costa figueirense. A Tempestade Dora, em dezembro, afiançou a presidente da APFF, repôs os 80 mil metros cúbicos de areia que haviam sido dragados. Fátima Alves afirmou ainda que os sedimentos que voltaram a acumular-se na zona das dragagens são oriundos da Praia do Relógio, que "encontram refúgio na barra"

Depois de um ano de atraso...

Mais um prego pró "caixão"...

O fim político de Santana Lopes está a ser uma tragédia: já nada lhe resta, nem a Figueira. O homem está a morrer no circo mediático, ao estilo de sacrifício romano...
Um dia destes foi Marques Mendes: "Rui Rio, pode ganhar a Figueira da Foz, ja foi escolhido Pedro Machado um candidato muito credível e muito competente"...
Ontem, igualmente na SIC, foi o José Miguel Júdice: "Pedro Machado, que é o Presidente da Região de Turismo do Centrodo, doutorado em turismo, vai-se candidatar na Figueira da Foz. Deus queira que os partidos, não apenas o PS e PSD, mas todos os partidos, consigam convencer pessoas de muita qualidade a dedicaram-se à coisa pública, candidanto-se às câmaras..."

Da série, na Figueira há-de ser sempre carnaval...

Ontem, as televisões não pararam de o lembrar: comemorou-se um ano de covid...
Entretanto, um gajo habituou-se a pouca gente na rua. 
Será que não vai custar quando se der o desconfinamento?..
«O executivo camarário da Figueira da Foz reúne-se, hoje, com o Conselho Municipal de Turismo (CMT), para recolher contributos para a elaboração do programa de animação da época balnear... 
Entretanto, adiantou a vice-presidente da autarquia, Ana Carvalho, ao DIÁRIO AS BEIRAS: "Estamos a preparar um programa com força, porque este é o ano da retoma"...
A animação de rua estival, inclui um Carnaval de verão, durante uma semana...»

Regulador trava construção do aeroporto do Montijo


E depois do chumbo da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC)
, «o Governo irá promover a revisão do Decreto-Lei n.º 186/2007, de 10 de maio, alterado pelo Decreto-Lei n.º 55/2010, de 31 de maio, no sentido de eliminar aquilo que configura, na prática, um poder de veto das autarquias locais sobre o desenvolvimento destas infraestruturas de interesse nacional e estratégico?»

terça-feira, 2 de março de 2021

Lá para Outubro próximo temos um teste na Aldeia...


Esta gente
é capaz de tudo. 
Esta gente, durante doze anos, entre 1997 e 2009  viveu em concubinato com o PSD, pois era o PSD que estava no poder na Figueira.
A partir de 2009 virou-se para o PS, pois foi o PS que passou a estar no poder na Figueira.
Hoje, o PSD sente-se atraiçoado!..
Problema dos sociasdemocratas figueirinhas.
Podemos dizer que nunca ninguém na Aldeia tinha ido tão longe no descaramento. 
Poderíamos indignar-nos com a falta de respeito pela nossa inteligência. 
Eu prefiro ficar: "é preciso ter lata"... 
Com resultados a serem conhecidos e avaliados lá para Outubro próximo!..

Há coisas simples para ajudar quem precisa...

Via Rádio Regional do Centro, p
or exemplo, na cultura, pode ficar a saber como.
"30 minutos de música é a iniciativa de Cantanhede para ajudar artistas e bandas".
Pedro Cardoso, vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, responsável pelo pelouro da Cultura, explica como surgiu este projecto.

Porque a situação a sul do Quinto Molhe já não é grave, é deseperada, assinem a petição. Mas, POVO, por favor, acorda e exige mais aos políticos...

Muita gente, que deveria ser responsável, por omissão, contribuiu para o estado a que chegámos.
Nós, aqui no Outra Margem, continuaremos a fazer aquilo que é possível: contribuir para sensibilizar a opinião pública da nossa freguesia, do nosso concelho, do nosso País e dos inúmeros covagalenses espalhados pela diáspora, para um problema gravíssimo que, em última análise, pode colocar em causa a sobrevivência dos covagalenses e dos seus bens.

Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul  da foz do mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.
O Povo tem de acordar.
A situação já não é de extrema gravidade: neste momento é desesperada. 
Assinem a petição aqui: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=JFSaoPedro...

Espero que, ao menos, perante a realidade possam compreender o porquê das coisas...

Desassoreamento do Portinho da Gala vai ter de esperar pela APA!..

 Via Diário de Coimbra

Pintor João Reis com tratamento privilegiado na Quinta das Olaias porquê?

Como presumo que seja o que acontece com a esmagadora maioria dos figueirenses, confesso que, até muito recentemente, desconhecia quem foi João Reis.
Depois de alguma pesquisa, fiquei a saber alguma coisa.
«João Reis nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Isabel, em 15 de Fevereiro de 1899, sendo filho de D. Elisa Albertina da Silva Lobo Reis e de Carlos Reis. É neto, lado materno, de D. Carolina Amélia Aragão da Silva Lobo e de António Augusto da Silva Lobo, jornalista e proprietário da Empresa Literária Fluminense, e remodelador do Dicionário Morais, cuja última edição é dessa Empresa, no Rio de Janeiro. Foi redactor de “A Pátria” e do “Diário das Câmaras”, tendo sido fluente orador e apaixonado político.
Do lado paterno, de D. Maria de Jesus dos Reis e Dr. João Rodrigues dos Reis, clínico em Torres Novas, que se evidenciou por ocasião da febre amarela, tendo sido condecorado por esses serviços.
Fez o exame de- admissão ao curso especial de pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa em 1915, isto é, três anos do curso geral num só ano, passando a seguir para a 8.ª cadeira de pintura histórica, regida por seu Pai.
Durante o curso obteve os seguintes prémios:
“Prémio Lupi” (desenho do antigo) e (pintura do modelo vivo)
“Prémio Anunciação” (pintura dum animal);
Uma medalha de prata pela classificação de pintura e prémio pecuniário de 30$00, por ser o mais classificado do curso.
Terminou o curso com 20 valores (cabeça de estudo) e 19 valores (quadro) em Agosto de 1920.
Interrompeu os seus estudos por mais de uma vez, devido à sua primeira viagem ao Rio de Janeiro, e depois a Buenos Aires.
Estamos em I934. 
A vida decorria no seu ritmo habitual.
João Reis é já definitivamente o firme artista seguro duma técnica pessoal.
Delineia com a mesma perfeição e probidade artísticas, a traços justos, a figura, como retracta a paisagem impressiva, ou constrói movimentos, fixando atitudes.
Apresentara no Porto um grande quadro que fizera no verão anterior, na Figueira da Foz O Cantador de Buarcos.
O Porto recebera bem o quadro que mais tarde o Salon de Paris havia de premiar com uma “Menção Honrosa”.
A crítica, olhara-o atentamente e dissera: “É um quadro grande na factura. Todos os objectos estão colocados no seu lugar; há luz e ar que se respira, verdade e conhecimento do corpo humano”.
Para que se não supusesse que o ouro da areia estava exageradamente tratado, dizia: “A praia dá a requerida impressão de grandeza. Tonalidade verdadeira, plena de sol, mas cheia de suavidade”.»
Aurora Jardim “Jornal de Notícias”, Porto, 13 Jan. 1934].

Há uns dias, li no Diário de Coimbra a notícia acima.
Na reunião camarária realizada ontem de manhã, falou-se durante muito tempo de João Reis, sem que nenhum vereador tivesse explicado quem foi verdadeiramente o pintor e o que representa para a Figueira para que os figueirenses tenham de ser tão generosos ao ponto de lhe guardarem e preservarem o património artístico durante dez anos com os custos inerentes.
"O executivo camarário socialista aceitou deixar cair a possibilidade de ser o município a pagar molduras de quadros da exposição permanente de João Reis na Quinta das Olaias, e abdicou da possibilidade de a mostra poder ser transformada num museu dedicado ao pintor naturalista.
Estas cláusulas serão eliminadas do protocolo que será assinado pela autarquia com o neto do artista plástico, Carlos Reis"
, pode lr-se na edição de hoje do Diário as Beiras. 
As alterações a introduzir no protocolo ficaram a dever-se à  intervenção do vereador Miguel Babo, eleito pelo PSD. "O autarca da oposição defendeu que manter a exposição durante 10 anos é excessivamente longo."
Riacrdo Silva, veio ao encontro da opinião de Migel Babo: "os dois vereadores convergiram  que a longevidade da mostra condiciona a estratégia de futuros executivos camarários e artistas que queiram realizar ali exposições."
Por sua vez, o executivo de maioria socialista "defendeu que o protocolo visa o respeito por compromissos assumidos pelo anterior presidente da câmara João Ataíde."  Foi afirmado que, “segundo técnicos da autarquia”, os contactos da família de João Reis começaram nos mandatos do antecessor Duarte Silva. Carlos Monteiro, disse ainda que, até à data, “nenhum pintor conceituado ou outros” mostraram interesse em expor na Quinta das Olaias, imóvel que, garantiu, tem espaço disponível para mais exposições. 
Ricardo Silva afirmou que "o anterior vereador da Cultura” [António Tavares] lhe disse que João Ataíde havia desistido do protocolo, o que os socialistas desmentiram."
A maioria votou a favor da assinatura do documento. Carlos Tenreiro e Miguel Babo abstiveram-se. Ricardo Silva votou contra.

«...não é aceitável pensar em financiar qualquer investimento à custa do empobrecimento de quem é viciado neste tipo de jogo»...


«Francisco Assis alerta Governo para riscos das “raspadinhas”: “É imoral ignorar esta questão”...

Recordando Passos Coelho: entretanto, passaram 8 anos...

Imagem sacada daqui

«A citação pode ser encontrada
 aqui. 
Ela retrata bem o que acontece quando se coloca um contabilista liberal a gerir uma economia. Pagar menos salários reduz os custos das empresas, mas reduz ainda mais os rendimentos de outras que vivem dos gastos de quem recebe salários.
Um tipo de discurso que volta a ouvir-se de novo. 
"Estamos em Março de 2013 e o salário mínimo continua nos 485 euros, o que, retirando as contribuições obrigatórias para a segurança social, significa qualquer coisa perto de 432 euros",  disse na altura o sceretário-geral da central sindical Arménio Carlos. Sobre a importância de aumentar o SMN ver aqui (procurar Barómetro nº12).

No Parlamento, Passos Coelho defendeu-se contra-atacando, leviana e cegamente, como faria qualquer crente deputado do partido da "Ilusão Liberal".

“Faço eu e o meu Governo mais para combater o desemprego naquilo que ele tem de estrutural do que o senhor deputado faz”, quando diz que “a primeira condição para ter política de crescimento é aumentar o salário mínimo”.»

Reflexo de uma favela num prédio de luxo no Rio de Janeiro.

 

segunda-feira, 1 de março de 2021

EROSÃO A SUL DO QUINTO MOLHE: PONTO DA SITUAÇÃO, HOJE DIA 1 DE MARÇO DE 2021

 Foto: Pedro Agostinho Cruz

O zé povinho que continue a deixar-se levar no andor, como tem acontecido já lá vão quase três décadas, e continue a alimentar manobras de diversão, agitação e propaganda eleitoral e política e vai ver o trambolhão que isto leva...
OUTRA MARGEM, velhinho que é, é do tempo em que o verdadeiro artista (leia-se PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE S. PEDRO) CENSURAVA ALERTAS COSTEIROS
Os tiques de DITADOR já vêm de longe...
Só quem pode fazer petições é a Junta por sua Excelência titulada.
As outras, e as pessoas que as assinam, para sua Excelência o presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, na Figueira da Foz, são apelidadas de tolos e ignorantes, em papepel timbrado da junta de freguesia de S. Pedro. Mas issso, para a Câmara da Figueira da Foz, não interessa nada...

Maioria socialista na AM aprova estacionamento. PSD e CDU votaram contra. BE absteve-se...


Imagem via Diário as Beiras

O verdadeiro artista, finalmente, em "alerta costeiro"...

A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
O processo de erosão costeira há muito que assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...
No passado dia 22 de fevereiro de 2021, no OUTRA MARGEM, deixámos a seguinte postagem: 
Como andamos para aqui a alertar há quase 15 anos, o problema é sério e não se compadece com politiquices. Venham de onde vierem. Basta de demagogia política, venham soluções.
Deixo uma sugestão, aliás, conhecida dos técnicos, há muito...

Apesar de tantos anos de chamadas de atenção, de tanto alerta costeiro e de tantos avisos para o que estava a passar aos olhos de todos (recordo, por exemplo, Manuel Luís Pata, Pinheiro Marques e este OUTRA MARGEM...), OS POLÍTICOS LOCAIS, tirando alguma demgogia e propaganda, andaram a chutar para canto, a dormir ou completamente distraídos...
Em 2009 acrescentaram 400 metros ao molhe norte... Não vi uma manifestação (uma única) da parte da autarquia de S. Pedro de inquietação sobre essa obra, quando já existiam estudos que apontavam para a realidade que se vive hoje: EM 2021, ALÉM DA BRUTAL EROSÃO, A SUL, E DO BRUTAL DESERTO, A NORTE, TEMOS O BRUTAL PROBLEMA NA BARRA!
Sabem o que é ser um um verdadeiro artista: é isto!
Hoje no Diário de Coimbra vem a seguinte notícia:
Tal como a qualquer verdadeiro artista que se preze, "Deus deve ter confiado ao presidente da junta a difícil mas honrosa missão de transformar a Cova e Gala." E o presidente da junta sente-se preso por voto de confiança e não vai abandonar o povo, "por muitas armadilhas que lhe sejam colocadas no caminho."

Vai ficar por cerca de 350!..

"O concurso para a construção do novo centro de recolha e tratamento de animais é lançado esta semana, segundo adiantou o presidente da câmara, Carlos Monteiro, na Assembleia Municipal. O equipamento vai ser construído em Santana, numa área de 3,2 hectares, por cerca de 350 mil euros. Numa primeira fase, o equipamento terá capacidade para 240 cães e 60 gatos. Se se justificar, serão acrescentados módulos. O canil inclui uma área descoberta para 200 canídeos assilvestrados. O vereador Miguel Pereira disse, recentemente, ao DIÁRIO AS BEIRAS que a obra não arrancou antes porque não foi possível construir o equipamento na Várzea de Tavarede nem no Bom Sucesso, atrasando o processo vários anos."

Marques Mendes, ontem na SIC: "Rui Rio, pode ganhar a Figueira da Foz, ja foi escolhido Pedro Machado um candidato muito credível e muito competente"...

Esta nossa barra: Armadores exigem segurança na barra

Vídeo sacado daqui

 “Já que os pescadores não conseguem através do Ministério das Infraestruturas que haja segurança no porto, que tem falta de água porque o assoreamento é mais do que muito, vamos fazer tudo por tudo pela via do Ministério do Mar, que tem pessoas sensíveis e que se desdobram em esforços para que não se venha sequer a lembrar o drama do passado”, afirmou António Lé. 
Na Assembleia Municipal, o deputado do PSD Manuel Rascão Marques afirmou que, este ano, a barra esteve aberta um único dia. Confrontado com os números da capitania, o autarca da oposição esclarece na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS, que não o tendo especificado no órgão autárquico, pretendia referir-se apenas às embarcações de pesca. 
Por seu lado, António Miguel Lé disse que foram “pouco mais de meia dúzia” os dias em que a barra esteve aberta para o sector piscatório.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Política figueirense: ar puro precisa-se...

O desenho de Fernando Campos não é inédito. No jornal "A linha do Oeste" servia de cabeçalho a uma rubrica que destacava afirmações dos políticos na campanha eleitoral de 1997.

Daqui a un meses, temos eleições para escolher quem tomará conta dos destinos da Figueira e das freguesias entre 2021 e 2025.
A escolha, passará maioritariamente por listas de nomes que serão avalizadoss pelos directórios dos partidos.

Há muito que se discute a qualidade dos nossos políticos e da política. 
É um lugar comum ouvir dizer que em Portugal os políticos são maus - como se a excelência noutros sectores da sociedade fosse regra e a classe política fosse a triste excepção.
Claro que não é assim: a classe política representa o Portugal real.

Já na década de 30 do século passado, Schumpeter, historiador e ministro da economia austríaco, teorizou sobre a mediocridade na política. Seguindo a sua teoria, a mediocridade na política podia ser extinguida (sic) com a despartidarização da política abrindo esta actividade a outros quadrantes da sociedade, movimentos e associações cívicas, estabilizadas e com credibilidade. Schumpeter, há qause 90 anos, já constatou a dependência das elites das estruturas do Estado dos partidos, prevendo a sua degradação inexorável.
 
Na Figueira, como no resto do País, existe uma ditadura partidária que só admite para os lugares de topo quem convém ao chefe.
Uma reforma a sério poderia dar uma certa saúde à democracia na Figueira. Mas, isso, nenhum partido quer porque seria contra as práticas internas e contra os interesses dos políticos instalados no poder partidário. 

Os políticos falam no bem do partido, mas o objectivo é o seu  próprio bem. Importante é ganhar as eleições, como enganar o povo, como fazer demagogia, como fazer propaganda, quando deveriam é pensar o que é que convém ao interesse colectivo e o que é que podiam fazer mais e melhor ou, ao menos, tentar corrigir  o que está errado e procurar melhorar as coisas.
Um político não tem, necesssariamente, de ser um técnico competente. Um político tem é que ser capaz de gerir as forças sociais de maneira a introduzir certas reformas e ser capaz de escolher as reformas certas. Isso é que faria um bom político.
 
Um bom presidente de câmara - e isso até está na ordem do dia na Figueira - não precisa de saber fazer pontes. Precisa é de saber se se deve fazer a ponte ou não, porquê, onde é que se deve fazer e que espécie de ponte. 
Depois,  precisa de saber comunicar às pessoas a necessidade da ponte. 
Mas não tem que saber como é que se faz a ponte.

O problema não é só de pessoas. Mas, também das instituições políticas, nomeadamente os partidos, que promovem e privilegiam a  escolha da mediocridade. 
Actualmente, uma carreira política não promove o mérito, portanto, acaba por  atrair pouca gente de qualidade. Isto, aliás, não é novo: o Eça conta que em algumas casas da burguesia os políticos não eram recebidos porque as senhoras tinham nojo.

Como mudar isto?
A meu ver, só haveria uma maneira, melhor dizendo, uma utopia: se o escrutínio público fosse mais atento, pressionando as lideranças de forma a estas deixarem sobreviver os mais competentes nos partidos. 
Na Figueira, estou para ver como é que o PS e o PSD - o centrão do poder desde Abril de 1974 - vão conseguir evitar o mau ambiente político, renovando o ar que lá dentro se respira... 

Seiça: até ao momento, "vai-se a ver e nada", tirando o desejo de arranjar "2,7 milhões de euros para estabelizar ruínas"...

Na Figueira, a criatividade na propaganda política vive uma crise terrível, há muitos anos. Quando se aproximam eleições autárquicas, é sempre mais do mesmo. Resumindo e lembrando alguma da matéria já dada sobre este assunto

Seiça, é um convento em ruínas que continua abandonado... Propaganda, é o que continua a preocupar os "nossos" autarcas... 
Em 21 de Setembro de 2017, uma notícia publicada no jornal AS BEIRAS, dava conta que o "Convento de Seiça já tinha anteprojeto para preservação".
A Câmara disse que quis saber quanto é que iria custar a preservação das ruínas do convento, mas não obteve resposta. O ateliê,  ficou de avançar as previsões orçamentais dentro de um mês. Entretanto, alertaram que, em obras como aquela, nunca se sabe o que se vai encontrar, pelo que a margem de erro remete para meras estimativas.
Será que já se conhecem os números necessários para a preservação das ruínas?
A empreitada, conforme se podia ler na edição do jornal AS BEIRAS de 21 de Setembro de 2017, a 9 dias da realização das autárquicas desse ano, tem cabimento num programa de fundos europeus. 
No fundo, sobre este assunto, os anos vão passando e continua a resumir-se tudo a uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. 
Tirando a agitação e a propaganda, nada de novo...

Eleições autárquicas em 2021: vai correr tudo bem...

Para ler as crónicas na íntegra, via Diário as Beiras, clicar aqui e aqui.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Autárquicas de 2021, Rio, Santana e a Figueira...

"O nome de Santana Lopes chegou a ser aventado para Coimbra ou para a Figueira da Foz.

Rio não quis comprar uma guerra com a concelhia da Figueira da Foz (que escolheu Pedro Machado para candidato), ao contrário, por exemplo, de Coimbra, em que optou pelo independente José Manuel Silva, ex- -bastonário da Ordem dos Médicos, em detrimento de Nuno Freitas. 
Em relação a Santana, ainda é cedo para saber se o PSD contará com ele como independente."

Para conseguir ler a imagem, clicar em cima.
Imagem via jornal Nascer do Sol.

Em S. Pedro o Leslie e a pandemia não nos afectou todos?.. Ou foi só ao património e ao negócio da junta?..

Na edição de hoje do Diário as Beiras, o presidente da junta de freguesia de S. Pedro, diz que "a pandemia está a gerar prejuízos. Nomeadamente, financeiros." 
Mas a quem? - pergunta OUTRA MARGEM
Segundo o presidente, "à junta de freguesia e aos seus concessionários"!.. 
E os restantes comerciantes da freguesia? - pergunta OUTRA MARGEM.

A junta «tem cinco espaços comerciais concessionados – três na Praia da Cova, um na Praia do Hospital e outro e junto ao rio – e confeciona as refeições escolares e gere o refeitório do centro escolar local. Com os estabelecimentos e as escolas encerradas, não há receitas.
“Temos tido bastantes dificuldades. Os nossos concessionários estão a pedir-nos ajuda. Estamos a tentar saber, em termos legais, o que poderemos fazer para os ajudar. E ainda temos o problema acrescido no refeitório do centro escolar, que tem quatro funcionários permanentes, pagos pelas refeições que servimos às crianças. Como, neste momento, não há serviço de refeições, é mais um prejuízo enorme para a junta de freguesia, de mais de três mil euros por mês
Durante o confinamento, os salários estão a ser pagos pela tesouraria da junta de freguesia, afirmou o presidente da junta da freguesia do sul da Figueira da Foz, António Salgueiro.
Por outro lado, ao abrigo da delegação de competências, as juntas de freguesia têm direito às verbas relativas à publicidade dos estabelecimentos comerciais e outros, no entanto, devido à crise pandémica, em 2020, não foram cobradas as respetivas taxas.
“Em 2021, também não iremos receber, devido à pandemia”, disse ainda António Salgueiro.»

Importantes e, pelos vistos, relevantes e preocupantes, são os prejuízos sofridos pela junta! 
Será que as pessoas que não têm negócio com a junta de freguesia de S. Pedro também não têm problemas, prejuízos e outras situações complicadas para resolver?
Se têm, desenrasquem-se... A junta tem problemas próprios, e esses para o presidente, é que têm de ser resolvidos prioritariamente...
Para vossa leitura e análise, fica a peça jornalística completa hoje publicada no Diário as Beiras.

Assembleia Municipal aprova por unanimidade moção apresentada pelo PSD sobre requalificação da linha do oeste

Ontem, na Assembleia Municipal, foi aprovada por unanimidade uma moção apresentada pelo PSD, que defende a inclusão no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da requalificação da Linha do Oeste
A proposta foi apresentada pelo líder da bancada social-democrata, Teotónio Cavaco. O autarca da oposição frisou a necessidade da apresentação desta moção, devido à omissão do presidente da câmara, Carlos Monteiro, sobre a defesa da inclusão daquele investimento no PRR. O edil da maioria socialista, contudo, lembrou que a Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra, da qual é vice-presidente, já tomou uma posição sobre aquele e outros investimentos para região que deveriam ser incluídos na “bazuca” da União Europeia. 
“É uma moção pertinente”, defendeu o líder da bancada do PS, João Portugal, quando anunciou o voto a favor dos socialistas. 
Não obstante, deixou claro que não acompanhava as críticas a Carlos Monteiro, pelas razões que este apontou.

PSD «vai recorrer a todas as instâncias das "manobras" do PS para evitar eleições em Quiaios»...

"...o MAI foi informado em 21/12/2020 da dissolução da Assembleia da Freguesia de Quiaios, este Ministério dispôs de tempo suficiente para a marcação da eleição, mas não o fez! 
Porquê? 
O que andou o MAI a fazer entre 21/12/2020 e 21/01/2021? O que fez durante um mês? 
A não marcação da eleição traduz-se num prejuízo para a freguesia de Quiaios que não dispõe da possibilidade de voltar à normalidade democrática. 
Visto que não existem órgãos da freguesia a funcionar legalmente, como se pode resolver esta situação? 
A solução parece residir numa Comissão Administrativa a nomear pelo Governo e que deverá assegurar os assuntos correntes até às eleições gerais autárquicas de 2021. 
Esperamos pois que o Sr. Presidente da Câmara requeira com urgência, ao Sr. Ministro da Administração Interna, a nomeação da Comissão Administrativa, porque não existe nenhum órgão de Freguesia. 
Lembrar que não é o Partido Socialista que define o que quer para Quiaios é a lei e a população de Quiaios. Chega de incompetência, de prepotência e na incapacidade de terem um projeto para a Figueira da Foz e para Quiaios. 
Não aceitamos estas “manobras” para evitar eleições tentando fazer aparecer um candidato com campanha paga por todos nós. 
Temos a intenção de recorrer a todas as instâncias, de anular todas as deliberações tomadas pelo Sr. Ricardo Manuel Rodrigues Santos enquanto hipotético Presidente da Junta bem como as votações em que participou como tal nesta Assembleia Municipal."

Esta nossa barra: "em dois meses só abriu um dia"!...

Imagem via Diário de Coimbra

 

Da série, deixem-se de politiquices e exijam mas é soluções políticas aos políticos e técnicas aos engenheiros para os problemas de erosão costeira a sul do estuário do Mondego

Via Diário as Beiras, edição de hoje:
«A Junta de São Pedro está a promover um abaixo-assinado em defesa da costa. 
A moção propõe a construção de um quebra-mar paralelo à praia do quinto molhe, na Cova, para afastar o mar das dunas e fazer crescer o areal. 
Ao final da manhã de ontem (dia 26 de fevereiro de 2021), um dia depois de ter sido tornado público, o abaixo-assinado já contava com mais de 200 assinaturas. 
Por outro lado, na próxima segunda-feira, o executivo daquela junta de freguesia da margem sul da Figueira da Foz avançará com uma petição pública na internet sobre o mesmo assunto. 
Os documentos serão enviados à tutela do Ambiente e ao executivo camarário.»

No passado dia 22 de fevereiro de 2021, no OUTRA MARGEM, deixámos a seguinte postagem: 
Como andamos para aqui a alertar há quase 15 anos, o problema é sério e não se compadece com politiquices. Venham de onde vierem. Basta de demagogia política, venham soluções.
Deixo uma sugestão, aliás, conhecida dos técnicos, há muito...
Na passada quinta- feira, via Diário de Coimbra, lemos a seguinte notícia:
Espero que isto sejam contributos sérios para a resolução de um problema que já atormenta as populações do sul do concelho da Figueirada Foz, há demasiados anos.
Não quero, sequer, colocar a hipóteses destas movimentações aconteceram em 2021 por ser ano de eleições autárquicas. Para demagogia e propaganda política, chega o que chega. Basta.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Como se acabou na Figueira o mito Santana...

Chopin não compunha para violinos: toda a obra do compositor foi escrita para piano. 
Santana, "o menino guerreiro", «tem charme e fama de ‘playboy’.» Eterno ‘enfant térrible’ do PPD/PSD, os seus próprios apoiantes admitem que “acelera primeiro e pensa depois”. Mesmo quem não o conhece pessoalmente define-o como um animal político, "age por impulso e não por instinto". E até já aprendeu a tocar piano.
Porque não é possível afastar a incerteza da política, em certos momentos a confiança torna-se necessária. Cautela e caldos de galinha, porém, nunca fizeram mal a ninguém. 
FOTO VIA OBSERVADOR
"Take it easy." Em vez das certezas partilhadas, o que se exigia era uma espécie de solidão visionária e inspirada. O recato, nas ocasiões certas, muitas vezes está na origem dos mitos.

Assembleia Municipal de Viseu quer ligação ferroviária à cidade

Uma comédia romântica com uma péssima encenação... (II)

Via Paulo Colaço, Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD

Uma comédia romântica com uma péssima encenação...

 Via Diário as Beiras

Foi sem imaginação ou criatividade que esta peça de teatro foi levada à cena. Aborreceu, sobretudo, pela previsibilidade do desfecho finalTodavia, neste caso o importante era mesmo alcançar o fim, e não usufruir da viagem. 
E era tão fácil de prever como esta comédia iria acabar. Com mais ou menos variações de pormenor, o que os personagens fizeram para lá chegar também nunca se demarcou das mesmas rotinas. Depois, há jovens políticos que não se cansam de apostar no "cavalo errado". Assim, dificilmente conseguirão chegar lá....

Os políticos apelam à cidadania, mas quem participa não é bem quisto...

Na Europa, "a cidadania corresponde a um vínculo jurídico entre o indivíduo e o respectivo Estado e traduz-se num conjunto de direitos e deveres. Este conceito expressa uma condição ideal baseada na percepção, quer do indivíduo, quer do coletivo, quanto aos seus direitos e obrigações. Cabe aos Estados determinar quem são os cidadãos a quem é possível atribuir a cidadania em função de dois critérios: o da filiação ou "jus sanguinis" – vindo da Grécia e de Roma o do local de nascimento ou "jus soli" – vindo da Idade Média, por influência dos laços feudais."

Não há consenso sobre a definição da noção de cidadania. Contudo, o sentido moderno da palavra exprime uma relação entre o indivíduo e a comunidade política. Outras formas de integração no sistema político existem, mas o cidadão tem deveres e direitos, responsabilidades e privilégios que o não-cidadão não partilha ou partilha em grau menor. Num sentido amplo, a cidadania é reconhecida como o «direito a ter direitos». Por isso, há quem a entenda como um estatuto que confere um leque de direitos constitucionalmente previstos. Cidadania, a meu ver, é o direito a ter direitos e deveres.

Costuma dizer-se: quem anda à chuva está sujeito a molhar-se.
Quem escreve, seja nos jornais, num blogue ou no facebook, ou emite opinião na rádio ou televisão, não escreve por escrever, nem fala por falar. Quer transmitir algo. Por isso, sujeita-se a ser envolvido em polémicas.

A escrita e a fala, quando transmitem crítica social, cívica ou política, geram azedume e um saborzinho desagradável no criticado, semeiam odiozinhos de estimação, quer seja ela justa, quer seja ela injusta. 

Numa sociedade inserida num espaço democrático há mais de 45 anos, a participação cívica ou política envolve, muitas vezes, uma posição crítica e de discordância. Por mim respondo: a intervenção é feita sem acinte, mas com alguma contundência. 

Numa sociedade democrática a crítica deveria ser encarada como algo natural, feita por alguém que vê de forma diferente os problemas, os desafios que, em certo momento histórico, são colocados à polis pelas políticas executadas por pessoas concretas. 

É aqui que a tensão sobe: no momento em que certa personalidade, certo político concreto é objecto de crítica. Instala-se a polémica. Na defesa de divergentes pontos de vista, uma palavra a mais, uma frase menos feliz, uma referência mais picante, é tida como ofensa.

Cidadania é respeitar os outros para que nos respeitem e cumprir os nossos deveres com consciência para podermos usufruir dos nossos direitos. Não ficar calado perante injustiças. Contudo, faz sentido tentar participar no debate público por mero exercício de cidadania, quando a maior parte dos actores o faz por interesse ou por revanchismo?

Possivelmente, em anos de autárquicas considera-se normal que as pessoas ligadas à política se comportem de forma ainda mais rasteira. O que, a meu ver, é lamentável. Pessoalmente, até gosto da política, em geral. E de política autárquica em particular. Mas, pelo andar da carruagem suspeito que há muito caminho a percorrer pelos políticos quanto à aceitação dos que pretendem apenas exercer cidadania...