"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Meu caro Pedro: na Figueira nada se discute. Portanto, é "normal" que se ignore a importância do exercício da Cidadania, da prática da Liberdade e da ineixistência de uma verdadeira Democracia!

"A Revista Foz falou com autor do Blog Outra Margem. Um desafio que lancei ao meu tio. Um espaço que nasceu entre umas caminhadas/ conversas matinais entre casa e o "velho" Cabedelo. Nasceu também de uma relação especial entre tio e sobrinho.
O Outra Margem nasceu por acaso no dia 25 de Abril de 2006. Foi um dos últimos blogues a surgir no panorama da Blogosfera Figueirense. Hoje é o blog!
O Outra Margem sempre teve rosto. Sempre assumiu as suas opiniões. O anonimato nunca teve e não terá espaço neste blog.
O Outra Margem não é nenhum super herói de cuecas da Internet/ redes sociais. É sim um espaço único na cidade que fala de forma livre, independente e responsável sobre qualquer assunto.
Como a cidade ao contrário do que se pensa é castradora no pensamento e na liberdade de opinião, e depois de algumas "ameaças" o meu tio por gostar de mim convidou-me a abandonar o barco. Na altura fiquei triste! Ele sabe disso! Mas, explicou-me que tinha chegado o momento (por vários motivos, alguns até já referi).
Hoje, o Outra Margem é inteiramente da responsabilidade do meu tio. Se concordo com tudo? Não! Se admiro a sua coragem, verticalidade, independência ? Muito!
Obrigado tio! Talvez por seres um péssimo fotógrafo... hoje tenho a possibilidade de viver um dos meus sonhos (esta viagem no mundo da fotografia/fotojornalismo).
Não acredito que vá ser "pior" do que tu como dizes. Mas, o tempo dirá!..
Por agora, e para sempre. obrigado!"

O desafio, para a imprensa tradicional, da multiplicação das vozes no espaço público

Jornalismo livre. Liberdade de imprensa e de expressão. 
Estão aqui dois pilares onde tem de assentar uma sociedade livre, democrática e moderna. 

Porém, existe um problema. Entre os jornalistas e os poderes - nomeadamente o político. Mas, não só. As ameaças à liberdade têm origem em diferentes tipos de poder. O poder económico-financeiro tem o seu peso e a sua influência. Uma das formas de condicionar a liberdade é tornar inútil o jornalismo. Isso, consegue-se através da parcialidade, do enviesamento, do silêncio, da diversão, da coscuvilhice - para não falar da falta de investigação e de confirmação dos factos. Nuns casos as pressões vêm do exterior. Noutros têm origem no interior do próprio sector jornalístico. 

Hoje, existem outros desafios que advêm da multiplicação das vozes no espaço público. Nomeadamente, daqueles que partilham, comentam, observam, criticam e aplaudem. 
Isso colocou um novo desafio: que relações é possível manter entre estas novas vozes e aqueles a quem cabia, tradicionalmente, o privilégio do acesso à palavra pública e o papel da mediação dos diferentes campos sociais? 
Houve - e continua a haver - dificuldades de relacionamento. Houve, dentro da classe jornalistica, quem não conseguindo compreender e aceitar esta realidade que existe, tivesse optado pelo ataque. 
Contudo, esta nova realidade veio para ficar. Portanto, tentar desvalorizar e desqualificar as novas formas de participação cidadã, não resolve nada. 
O desanuviamento não passa por aí. Quem publica no espaço público tem de respeitar muitas das normas deontológicas que eram apanágio dos jornalistas, em tempos idos. 
A realidade no meio jornalístico, embora existam jornalistas probos e sérios, também mudou algo. 
Um democrata sabe a importância da Liberdade de Imprensa para a construção de uma sociedade moderna e progressista. Não para se sobrepor ou para usurpar a liberdade, mas para lhe dar um novo horizonte e um sentido partilhado e alargado.

Revista Foz: edição de Maio

Via Revista Foz...

"Já está nas bancas a edição de Maio da revista Foz, pronta para ir consigo para todo o lado, até para a piscina praia...


A entrevista ao Blogger mais controverso da Figueira da Foz, António Agostinho; as propostas do candidato do CDS-PP às autárquicas deste ano; a nova sede da ADB; o podcast "Figueira da Voz" e um mural que deslumbra ao pôr do sol no Cabo Mondego (ufa), são alguns dos outros temas que vai encontrar na revista deste mês.

Revista Foz, a revista que faz mais pela informação local."

Finalmente, o salvador!

Imgem via OBSERVADOR
Tudo indica que o salvador se vai apresentar. Depois de andar por aí, tudo parece indicar que está de regresso.
Atenção sebastianistas: o homem parece ter chegado. Aliás, apesar de ter sido tão requisitado por tanta gente, e em tanto lado, já anda por aqui há meses. Já realizou uns curtos passeios pela marginal, na Figueira, já colocou o pé na areia no quinto molhe, em S. Pedro, e na Murtinheira, em Quiaios, andou de galochas pelo palácio, em Maiorca, e tomou café na Emanha, junto ao Galante e de frente para o oásis...
O objectivo é simples: apanhar boleia para os paços do munícipio, na Saraiva de Carvalho. 
Está tudo preparado e a postos: a começar pelos os fazedores de campanhas, os inventores de passados políticos competentes e impolutos, os oportunistas do costume. E, alguns novos abutres, também...
O homem, já teve melhores dias, mas ainda sabe jogar. Deixou que um qualquer Doutor se esturricasse em 2017, quando era impossível fazer melhor contra Ataíde, e surge agora como cavaleiro andante portador da esperança. 
É certo que, até aqui, o discurso - e tudo o resto -  tem sido pobre. Contudo, para o que o querem, serve.
Perante este cenário, começo a pensar que tudo se inverteu. 
Vamos ao teste: que passa por confirmar se o eleitorado figueirense é o menos lúcido de Portugal... 

"PS reafirma total e inequívoca confiança e solidariedade com José Duarte"

Em resposta ao comunicado do PSD sobre o incidente da Assembleia Municipal, no qual o líder da bancada deste partido da oposição, Teotónio Cavaco, foi alvo de um “ataque pessoal” do presidente da mesa, o socialista José Duarte, a Concelhia do PS afirma, em comunicado, que, “mais uma vez, o PSD vem vitimizar-se de uma situação provocada por si próprio”
E, acrescenta, “o deputado do PSD vitimizou-se e saiu da sala, arrastando consigo alguns deputados do seu partido”
A concluir, “o PS reafirma a sua total e inequívoca confiança e a sua solidariedade com José Duarte, e vê nele o exemplo de um homem de caráter impoluto, cordato e fino trato pessoal e de um abnegado defensor do interesse público municipal”.

Finalmente, uma excelente notícia...

Pedro Simas:
"«Continuar a vacinar a bom ritmo, por faixas etárias», ter «todas as pessoas com mais de 60 anos vacinadas até final de Maio» e, finalmente, «vacinar a população com idades entre os 40 e os 59 anos»
É este o caminho que, segundo Pedro Simas, temos de percorrer até nos libertarmos das máscaras e das restrições sociais a que a pandemia de Covid-19 nos abrigou no último ano e meio."

"ODEMIRA: VIAGEM AO MUNDO DOS EMIGRANTES EXPLORADOS E INVISÍVEIS"

«“Também fui uma vítima. Depois, entrei no negócio, mas não quero voltar a essa vida. Os trabalhadores eram enganados e roubados... E não pode valer tudo só por dinheiro. Eu acredito na Humanidade.” 
A confissão de Vijay Kandel, 31 anos, surge, inesperadamente, durante uma conversa que acontece num velho banco de madeira do Largo Gomes Freire, também conhecido como “quintalão”, o local mais central de São Teotónio. Esta é uma das duas freguesias do concelho de Odemira enclausurada por uma cerca sanitária desde a passada sexta-feira, 30, devido ao elevado número de contágios de Covid-19 registados na região. A outra é Longueira/Almograve, a pouco mais de 20 quilómetros de distância. 

As quintas que contratam prestadores de serviços chegam a oferecer €9 por hora de trabalho, que pagam ao intermediário e não diretamente ao trabalhador, o qual recebe à volta de €3,70, depois de descontadas as margens dos angariadores, que só costumam garantir o transporte, já que as rendas são pagas à parte. 

Vijay Kandel não tem dúvidas de que a principal raiz do problema é a habitação. “Há poucas casas e muitas pessoas.” E os intermediários aproveitam-se disso, já que são eles quem, habitualmente, aluga as casas aos senhorios para depois as subalugar aos trabalhadores. “Quando são os prestadores de serviços a garantir o alojamento, vive muito mais gente na mesma casa porque eles só pensam em ganhar mais dinheiro com os funcionários”, diz. Um exemplo ilustrativo: numa habitação com quatro assoalhadas, e uma renda mensal de €500, podem viver cinco pessoas em cada divisão. Cada uma delas paga à volta de €125 ao angariador, que recebe €2 500, mais 400% do que a renda real. “É um bom negócio, não é?”, interroga, sabendo a resposta. 

Quanto aos líderes destas redes, Vijay Kandel é evasivo. “São imigrantes e portugueses porque é um bom negócio para todos.” Excepto para os trabalhadores. 

A Associação Solidariedade Imigrante tem vindo a denunciar casos de trabalhadores que veem os seus documentos retidos pelos patrões ou perdem o acesso online ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), essencial para solicitarem autorização de residência. Actualmente, o SEF tem 32 inquéritos-crime a decorrer em várias comarcas do Alentejo pelos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal e angariação de mão de obra ilegal. E o Ministério Público está a investigar 11 casos de auxílio à imigração ilegal só em Odemira. O modus operandi dos criminosos é semelhante. Os trabalhadores ficam totalmente vulneráveis aos angariadores, que lhes alugam as casas, garantem o transporte e, até, a alimentação. Muitas vezes, também exigem avultadas quantias em troca de documentos legais, como contratos de trabalho, número de contribuinte ou de utente da Segurança Social (SS). Alguns cobram os descontos à SS, por exemplo, mas não os entregam ao Estado.»

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Erosão a sul do quinto molhe: de promessa em promessa até à desilusão final?..

6 de Janeiro de 2021: Erosão costeira a sul do Mondego: bypass móvel, para já, mais uma promessa...

"Para Carlos Monteiro, a utilização do bypass móvel naquela zona poderá assegurar a proteção das dunas artificiais, através da cobertura permanente com areia.

Contudo, aquele sistema de projeção de areias para as praias não impede a APA de poder vir a optar por outras soluções propostas pelo estudo que está a ser realizado na Figueira da Foz sobre a erosão costeira. Em causa está a transposição de três milhões de metros cúbicos de inertes da zona a norte do molhe norte para as praias do sul do concelho. Os resultados deverão começar a ser divulgados no primeiro trimestre deste ano".

"A transposição de três milhões de metros cúbicos de areia, de norte para sul do Mondego, na Figueira da Foz, só deverá começar em 2023, quatro anos depois do anúncio do Governo, situação que a autarquia considera lamentável.

Em declarações hoje à agência Lusa, Carlos Monteiro, presidente da autarquia da Figueira da Foz lamentou o “atraso” da administração central numa obra “urgente” que visa combater a erosão nas praias a sul.

“Lamento este atraso. Embora parte dos prazos possam ser explicados pela pandemia, o período é demasiado grande para poder ser todo este atraso explicado pela pandemia. Os serviços centrais demoram muito tempo a fazer coisas urgentes”, argumentou Carlos Monteiro.

Concretamente, segundo Carlos Monteiro, a pandemia de covid-19 “não explica” o facto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ter apresentado uma candidatura a fundos europeus para financiar a obra, mas também o projecto de execução e estudo de impacte ambiental – aprovada em Novembro de 2019 – e só ter lançado o concurso público, para a “elaboração do projecto de execução, estudo de impacte ambiental e relação custo/benefício”, no valor de 700 mil euros e prazo de execução de 12 meses, mais de um ano depois, a 18 de Janeiro último.

“Temos assumido grande parte da transferência de competências (da administração central). Mas é por isto que defendo a descentralização ou a regionalização”, frisou o autarca.

De acordo com Carlos Monteiro, que citou informação que lhe foi transmitida pela APA, o concurso para elaboração do projecto e estudo de impacte ambiental “ainda está para adjudicação”. Tendo um prazo de 12 meses para ser elaborado, só estará concluído em meados de 2022, a que acrescem os procedimentos de eventual aprovação, lançamento do concurso da obra propriamente dita e adjudicação dos trabalhos, que, se tudo correr bem, só deverão começar em 2023.

Por outro lado, a candidatura da APA aprovada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), no valor de cerca de 14,5 milhões de euros (financiada a 75%, cerca de 10,9 milhões, por fundos europeus) aponta o fim da operação (a conclusão da obra) para Setembro de 2022, o que não deverá acontecer e pode por em causa os próprios fundos europeus.

“Não sei se vão pedir um adiamento (dos prazos) mas desnecessário. Às vezes, não se fazem obras por falta de dinheiro. Aqui é por falta de agilidade administrativa”, notou o presidente da Câmara.

À Lusa, fonte do POSEUR esclareceu que “podem acontecer várias situações” com candidaturas aprovadas, uma das quais o beneficiário (neste caso a APA) “informa que há um atraso e é feito um processo formal de recuperação temporal daquela operação e prolonga-se o prazo de execução da candidatura”.

No entanto, também existem situações de candidaturas aprovadas em que os fundos europeus podem ser perdidos: “Posso garantir que não atribuímos fundos se não forem apresentadas facturas para pagar a intervenção que está a ser feita. Temos candidaturas apresentadas há algum tempo e que a execução ainda é baixa, por exemplo apresentaram os projectos, mas ainda não entrou em obra, depende muito das situações. Só pagamos mediante a execução da operação na íntegra, não será pago sem ser feito o que é previsto fazer”, avisou.

“E também só vamos estar até 31 de Dezembro de 2023, porque a partir daí, acabou o POSEUR. Mas há casos muito excecionais, em fim de Quadro (comunitário de apoio), em que o beneficiário garante a operacionalidade da operação (neste caso depois de 2023)”, explicou.

A agência Lusa contactou a APA, na semana passada, pedindo informações sobre este processo, nomeadamente os prazos e quando será feita a adjudicação do estudo de impacte ambiental, mas não obteve resposta.

Em Junho de 2019, na vigência do anterior Governo, a então ministra do Mar, Ana Paula Vitorino e o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, anunciaram na Figueira da Foz um investimento de 19,4 milhões de euros para melhorar as condições de segurança e operação na entrada do porto da Figueira da Foz e, simultaneamente, combater a erosão costeira a sul.

Na altura, Ana Paula Vitorino esclareceu que a intervenção permitiria “a remoção de três milhões de metros cúbicos de dragados da zona a norte do molhe norte do porto”, areia que iria “alimentar os troços costeiros na zona sul”.

Três milhões de metros cúbicos (m3) de areia representam um valor entre os cinco e os sete milhões de toneladas (a densidade da areia molhada situa-se entre os 1700 e os 2300 quilos por m3), o que equivale a uma fila compacta de camiões com cerca de 1.500 quilómetros.

O lançamento do concurso para a elaboração do projecto e estudo de impacto ambiental (EIA) estava agendado para o mesmo ano de 2019 e os trabalhos começariam em 2020, foi então anunciado, no âmbito de uma parceria entre a APA, administração portuária local e Câmara da Figueira da Foz."

Quiaios: depois de ser um caso de polícia decidido pelos tribunais, acabou por ser um teste ao funcionamento da democracia na Figueira...

Todos sabemos o que se passou em Quiaios. 
Assistimos ao funcionamento da justiça, embora lento. Foram os tribunais, no fundo o sistema de justiça, que apeou a presidente de junta Fernanda Lorigo do poder. O PS Figueira, a seguir, transformou um caso de Justiça num caso de política. 
"Os últimos desenvolvimentos – a Secretaria de Estado ao decidir-se pela constituição de uma Comissão Administrativa na freguesia de Quiaios - peca por extemporânea. O assunto deveria ter sido resolvido de raiz e sem delongas, logo que foi conhecida a sentença do Tribunal. O que se passou a seguir, com o PS a estrebuchar fazendo os possíveis e os impossíveis por esgotar os prazos, numa lógica de manter o poder pelo poder, nomeadamente levando à inviabilização da realização de eleições intercalares, como prevê a Lei em casos desta natureza, é do conhecimento geral e fica à apreciação dos eleitores.
Fica provado, se é que para alguns ainda não estava, que a CDU teve razão em todo o processo, desde o seu início, com a denúncia das ilegalidades cometidas e posteriormente sancionadas exemplarmente pelo poder judicial, e depois nas suas tomadas de posição sobre este lamentável assunto.
Faltam uns curtos meses para as Eleições Autárquicas 2021. A voz será dada de novo à população, esperando-se desta uma reflexão acurada sobre o que foi este mandato em Quiaios, eivado de ilegalidades e de incompreensíveis decisões, que resultaram em claro prejuízo para a população da freguesia. Ninguém mais é responsável pelos prejuízos, apenas o Partido Socialista ao mais alto nível no concelho ao apoiar solidária e publicamente, mesmo após a pronúncia do Tribunal, os réus entretanto condenados, sendo por esta via também o Executivo da Câmara Municipal responsável pelo arrastar da situação. Por mais que se esforcem em passar uma diferente mensagem, sacudindo despudoradamente “a água do capote”, esta é a verdade incontornável, nua e crua."

Aprovação pela CMFF das alterações ao edifício da Piscina Praia e Estalagem: em carta aberta, José Luís Cardoso ainda está "esperançado numa eventual reversão deste processo"..


"Caro Dr. Carlos Monteiro 
Foi com espanto e tristeza que tive conhecimento da aprovação pela CMFF das alterações ao edifício da Piscina Praia e Estalagem, tendo em vista a sua rentabilização como unidade hoteleira. 

Como figueirense orgulhoso da obra desenhada pelo meu pai, Arquiteto José Isaías Cardoso, não posso deixar de lhe transmitir o meu desgosto pelo destino, que antevejo inevitável, de banalização arquitetónica de um edifício classificado em fevereiro de 2002 como imóvel de interesse público. 

Não questiono a legalidade ou legitimidade do processo, que sei ter obtido o aval de entidades públicas supostamente responsáveis pela preservação do património classificado. Mas contesto a opção, que a CMFF promoveu e aceitou, de alteração substancial do desenho original de um edifício considerado pelos especialistas como exemplar marcante da arquitetura modernista da década de 1950, uma peça arquitetónica que é também exemplo raro de equipamento balnear público no contexto português da época. 

A pretexto da degradação efetiva a que o edifício foi sujeito nos últimos 25 anos – de que é exemplo marcante a remoção da icónica prancha de saltos e a redução do comprimento do tanque – a CMFF optou pelo mal menor de aceitar um projeto de alterações que reabilita o edifício à custa da degradação das razões que justificaram a sua classificação como imóvel de interesse público. 

Teria sido possível outra opção? Certamente que sim, se fosse mais elevado o nível de exigência camarária, se prioridade fosse dada à valorização de um bem arquitetónico público com utilização ajustada a novas formas de lazer, contrariando a inevitabilidade de uma concessão hoteleira de longa duração. 

O município da Figueira não dispõe de um património imóvel classificado tão vasto que lhe permita dar-se ao luxo de prescindir de um dos edifícios da cidade que mereceram a menção de interesse público. É essa marca única, que o edifício da Piscina Praia e Estalagem representa, que poderia ter sido valorizada como ativo patrimonial e cultural inestimável, que tantas gerações de figueirenses e veraneantes gostariam de ver perpetuado no futuro. Não como memória de um passado balnear que já não existe. Mas como símbolo perene e instrumento mobilizador de novos públicos, que sabem apreciar o valor de objetos arquitetónicos singulares, e por isso classificados. 

Estou certo que compreenderá a motivação, também familiar, da carta aberta que lhe dirijo. Esperançado numa eventual reversão deste processo, ficarei atento às soluções de conservação e valorização que a CMFF venha a encontrar e que o conjunto arquitetónico da Piscina Praia e Estalagem merece, dado o seu estatuto de imóvel classificado de interesse público. 

Com toda a estima, José Luís Cardoso"

Da série, as minorias elitistas e informadas para atingirem os seus objectivos, fazem uso contínuo e sistemático da propaganda... (continuação)

Via Diário as Beiras

«O campo de futbeachgolf de nove buracos, situado junto à pista de atletismo do areal urbano, será inaugurado este sábado, pelas 11H00.
O novo equipamento desportivo, construído pela Câmara da Figueira da Foz, custou mil euros
Não conhecemos exemplos de outros campos de futgolf na praia, pelo que a Figueira da Foz é pioneira na instalação” nesta infraestrutura, ressalva nota do gabinete da vereadora do Desporto, Mafalda Azenha.»

Nota de rodapé
"O footgolf, uma modalidade que alia o futebol ao golfe e tem como objetivo introduzir a bola em "buralizas"
A modalidade foi trazida para Portugal pela francesa Marie Odile Antonelli e pelo marido, um jogador de golfe profissional, em 2011. 
O objetivo do footgolf, que "não é golfe, nem futebol", é pontapear uma bola de futebol a partir do "tee", jogá-la sempre do local onde for caindo até atingir a buraliza (buraco/baliza), contando todos os "chutos", num mínimo de nove buralizas diferentes. O footgolf é praticado individualmente em campos de golfe e não necessita de árbitros, estando dependente "da lealdade dos jogadores e sua consideração e respeito pelas regras e pelos outros praticantes".

Da série, é fácil ser forte com os fracos...

 Via Revista Visão

Na Figueira, como habitualmente, vai acabar tudo bem...

Via Diário as Beiras
«O administrador da Sociedade Figueira Praia, detentora da licença do Casino Figueira, Fernando Matos, está confiante no futuro. 
A confiança advém da necessidade de interação social, no período pós-pandemia, e, destacou ainda, das condições que o equipamento oferece para esse fim. 
Por outro lado, o gestor mostra-se convicto que a concessão vai ser renovada. “Estou muito otimista em relação ao futuro, porque os casinos físicos, e o Casino Figueira em particular, por ser único, são ideais para o regresso à interação social. As pessoas vão querer interação social e o nosso espaço tem boas instalações, bom serviço, boa restauração e bom entretenimento”, defendeu Fernando Matos, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS."

Em comunicado, "o PSD lamenta, que os actuais responsáveis pela governação da Figueira da Foz não entendam que não é prejudicando a retoma económica e o desenvolvimento turístico da região que podem seduzir os figueirenses nas próximas eleições"....

A Concelhia do PSD/Figueira, via comunicado reagiu à notícia sobre a câmara ter votado contra o relatório do plano de actividades da Turismo Centro de Portugal, na assembleia geral da entidade regional de 30 de abril.
Recorde-se: a autarquia foi representada pela vice-presidente, Ana Carvalho e foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades.

Em comunicado, a concelhia local socialdemocrata afirma que ao votar diferente dos restantes 99 concelhos que integram a ERT, muitos deles socialistas, o PS instalado na câmara municipal isola-se do resto da região e prejudica a Figueira da Foz”. No mesmo documento, pode ler-se também: “de facto, até o presidente da entidade regional, Pedro Machado, ter assumido ser candidato [do PSD] à presidência da Câmara da Figueira da Foz nunca antes o PS (…) tinha votado desta forma”. A seguir, vêm os elogios ao presidente da TCP e candidato do partido. “O trabalho de Pedro Machado ao serviço da região, enquanto presidente da TCP, é reconhecido, a nível nacional e internacional, e a Figueira da Foz foi largamente beneficiária da sua competência e seriedade no cargo”. “O que Pedro Machado nunca fez, nem fará, é usar a sua posição para, prejudicando ou beneficiando um concelho, tirar dividendos políticos, como agora faz a presidência da câmara”, afirma ainda a estrutura partidária liderada por Ricardo Silva. 
Na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da câmara e da Concelhia do PS e candidato à presidência da autarquia, Carlos Monteiro, afirma que “quem decidiu sair da Região de Turismo do Centro, no passado, foi um executivo camarário do PSD”. E acrescenta:  “um número significativo de críticas à TCP tem sido feito por vereadores eleitos em listas do PSD”. “Nós limitámo-nos a constatar que o plano de actividades evidenciava aquilo que vínhamos a acompanhar, ou seja, que a Figueira não tinha praticamente nenhuma visibilidade e, nessa perspetiva, votámos contra”. Disse ainda Carlos Monteiro, “os contributos que a TCP tem dado no Conselho Municipal de Turismo são zero e a resposta aos pedidos de apoio feitos este ano também são zero”.

Mais uma vez, via Bruno Pais de Menezes. Até agora, Santana só tem falado nas redes sociais...

 Via jornal Público

Impactos

 Via jornal Público

Pacheco Pereira

 Via Jornal de Notícias

Que gostaria de ver instalado no edificado do Cabo Mondego? (3)


"Casamento feliz!"

Para ler a crónica de Silvina Queiroz, publicada no Diário as Beiras, clicar aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

"A Figueira da Foz foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades"... (2)

Via Diário as Beiras, ficámos hoje a saber que «a Figueira da Foz foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades. Os argumentos invocados pela vice-presidente da autarquia, Ana Carvalho, foram os de que o concelho continua arredado das campanhas promocionais turísticas, realizadas dentro e fora do país.»
Recuemos, via DEZ & DEZ, a 9 de Abril de 2020 e ouçamos Pedro Machado sobre esta polémica...

"O filme de terror do Novo Banco"...

Via jornal Público

É o Novo Banco, estúpido!

"Entretanto, no Novo Banco, regista-se novo prejuízo, na casa dos 1300 milhões de euros e, paralelamente, distribuem-se 2 milhões em prémios pela equipa de gestão, premiando assim o excelente desempenho a acumular péssimos resultados, perante o silêncio sepulcral de um governo alegadamente de esquerda. Depois aparece um palerma qualquer, esbaforido, a arrancar cabelos e a gritar que a culpa é do socialismo, do Marx e da Venezuela, e que a solução é o Ventura. É mais ou menos neste ponto que estamos."

"A Figueira da Foz foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades"...

«O DIÁRIO AS BEIRAS questionou Ana Carvalho por que motivo só agora, em ano de Eleições Autárquicas e sendo o presidente da TCP candidato do PSD à Câmara da Figueira da Foz, a autarquia votou contra o plano de actividades. 
“Este ano, que há interesse constatado, e até anunciado no site da TCP, que o presidente é candidato ao município, fez suscitar esta nossa incompreensão: por que é que a única vez que se fala da Figueira da Foz é por causa disso?”, respondeu Ana Carvalho.»
Segundo o mesmo DIÁRIO AS BEIRAS, «o presidente da TCP não estranhou que a autarquia figueirense votasse contra o plano de actividades. 
“Nada que nos surpreenda, porque já o tinha antecipado na minha conferência de imprensa de 31 de março. [Na altura, disse que a Câmara da Figueira da Foz] sempre votou a favor e não me espantaria que, por razões não profissionais, viesse a votar contra, como veio a acontecer, no dia 30 de abril”, reagiu Pedro Machado. 
“Isto só vem provar que o Pedro Machado exerceu sempre com enorme profissionalismo a sua função à frente da TCP, que nunca a utilizou para seu proveito pessoal ou para promoção individual, uma vez que o Centro de Portugal vota todo a favor, excepto a Figueira da Foz, o que significa que o Pedro Machado sempre exerceu com profissionalismo e isenção a sua actuação”

José Elísio Ferreira: o sobrevivente dinossauro autárquico figueirense

No fundo é isto: o José Elísio Ferreira, só poder ser mesmo bom autarca.
Tanto chegou a vereador pelo PS, como pelo PSD. Tanto podia ter sido sido candidato ganhador a presidente da junta de Lavos pelo PS, como chegou a presidente pelo "Vai ou Racha", como pode chegar a presidente pelo PSD.

José Elísio Ferreira chegou a vereador em 1980, num executivo PS figueirense presidido pelo Dr. Joaquim de Sousa. 
Em 1983 continuou como vereador PS, mas já num executivo presididido pelo Eng. Aguiar de Carvalho.
Em 1986 foi descartado como vereador pelo PS. 
Saíu do Partido Socoalista. 
Depois de uma passagem pelo PSN, filiou-se no PSD onde chegou a presidente da concelhia e vereador no mandato 2005/2009 sendo presidente o Eng. Duarte Silva. Antes desempenhou vários cargos na Misericórdia da Figueira e na Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Portanto, o facto de José Elísio Ferreira ter tido, ao longo da sua longa e proveitosa carreira política, a oportunidade, como autarca, de espalhar a sua sabedoria por dois partidos e por um movimento de "independentes" só pode merecer palavras de encómio.
Se o PSD/Figueira estivesse atento, já tinha começado um curso de formação autárquica na Figueira, para formatar novos autarcas, tendo como Director o experiente José Elísio Ferreira.
Lavos está de parabéns.

Imagem via Diário as Beiras.

Pensamento para o que resta desta semana

A Figueira vista do ar, numa altura em que ainda  existia a antiga
 ponte de ferro ao lado da nova ponte que a veio substituir.

O passado conta. 
Porém, recordar o passado, não é a mesma coisa que projectá-lo para o futuro. 
Uma coisa é não o esquecer, mas mantê-lo no seu cantinho da História.
Outra, é tentar pegar nele e querer transplantá-lo em delírio e glória para um futuro onde já não tem lugar!

Que gostaria de ver instalado no edificado do Cabo Mondego? (2)


"Futuro com respeito".

Para ler a crónica de Teotónio Cavaco, publicada no Diário as Beiras, clicar aqui.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Da série, as minorias elitistas e informadas para atingirem os seus objectivos, fazem uso contínuo e sistemático da propaganda... (continuação)

 Se conseguirem entender os processos mentais e os padrões sociais das massas, controlam com relativa facilidade a opinião pública. A malta costuma aceitar a propaganda sem sentido crítico...

Via Diário as Beiras

"Golpe palaciano" consumado em Quiaios...

Quiaios: depois de ser um caso de polícia decidido pelos tribunais, foi um teste ao funcionamento da democracia na Figueira... PS e PSD, acabaram por mostrar o que são: farinha do mesmo saco...


Imagem via Diário as Beiras

OUTRA MARGEM NÃO DIRIA MELHOR!

“Estou cansada deste tema, porque o Estado tem-se portado muito mal. De quem é a culpa? Eu penso que é do Governo. Temos sido prejudicados com isto”. 
Via Diário as BeirasAna Carvalho, vice-presidente da câmara, referindo-se à erosão costeira, que afecta, sobretudo, a margem sul do concelho...

Querem ver que ainda não é amanhã que Santana assume a candidatura?

«Pedro Santana Lopes ainda não avançou como independente à Câmara Municipal da Figueira da Foz, onde já foi autarca, mas tem em grande marcha a sua candidatura, apoiada pelo Movimento Figueira A Primeira.
O movimento de cidadãos tem estado, desde 6 de março, a fazer estudos de opinião junto dos figueirenses para saber as intenções de voto e, segundo o DN apurou, Santana Lopes aparece sempre em primeiro lugar, a uma distância confortável do candidato do PS e actual presidente da autarquia, Carlos Monteiro, e mesmo muitíssimo acima da intenção de voto no candidato apoiado pelo PSD, Pedro Machado, presidente da Entidade de Turismo do Centro.
E se o PS tem razões para estar nervoso com estes dados, mais ainda terá o PSD local que descartou a hipótese de ter uma lista encabeçada por Santana. No início do ano, as estruturas sociais-democratas da Figueira da Foz fecharam completamente a porta à candidatura do antigo presidente do PSD e anunciaram que a escolha recairia sobre Pedro Machado, o que foi aprovado pela direcção nacional de Rui Rio.
O seu nome chegou a ser falado para Lisboa, Sintra, Torres Vedras , entre outros municípios, mas a verdade é que em nenhum se concretizou a hipótese de liderar uma lista do seu antigo partido.
Agora está tudo em marcha para avançar como candidato à câmara que conquistou pela primeira vez, em nome do PSD, em 1997, a da Figueira da Foz. E embora não tenha assumido que avança, tem dado todos os sinais que assim acontecerá, sobretudo na sua página no Facebook.
Fontes que lhe são próximas, disseram ao DN que o antigo primeiro-ministro tem recebido ao longo destes dois meses apoio de várias figuras do PS e PSD, e alguns estão mesmo a trabalhar na preparação da sua candidatura. Entre os apoiantes contam-se Marta Beja, filha de Carlos Beja, que foi o adversário socialista na corrida à câmara da Figueira em 1997, e Joana Aguiar de Carvalho, que também é filha do antecessor de Santana no município Manuel Aguiar de Carvalho, que era do PS.
É provável que se os estudos de opinião mantiverem o antigo autarca na liderança das intenções de voto, o anúncio da candidatura fique para mais tarde, porque permite a Santana andar permanentemente no terreno a consolidar essa vantagem sem o ónus de estar já sob os holofotes da comunicação social.»

A nata política portuguesa

Via Jornal de Notícias e jornal Público

O segredo no fundo é isto...

Viver a vida com jovialidade e com prazer, com optimismo e bom humor para descobrir soluções onde existem dificuldades.
Viver a vida com tolerância e cordialidade, mesmo quando sabes que estás cercado de hostilidade e de maledicência.
Ama a tua Aldeia, mesmo sabendo que está a ser maltrada por quem tinha a obrigação de a cuidar. 
E sobretudo, vive com amor pela Liberdade.
No fundo, a vida resume-se a isto: aproveitar cada dia que passa.

Que gostaria de ver instalado o edificado do Cabo Mondego?


 "Algo único".

Para ler a crónica de João Vaz, publicada no Diário as Beiras, clicar aqui.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Autárquicas 2021: ponto da situação em 3 de Maio de 2021

Da série, as minorias elitistas e informadas para atingirem os seus objectivos, fazem uso contínuo e sistemático da propaganda... (continuação)

Se conseguirem entender os processos mentais e os padrões sociais das massas, controlam com relativa facilidade a opinião pública. A malta costuma aceitar a propaganda sem sentido crítico...

Via Diário as Beiras

"Desculpe... dr. Santana Lopes... Com menos conversa... Já tinha apresentado a candidatura..."

 Via jornal Público

Passaram 24 anos. A Figueira mudou...

Uma entrevista de Santana Lopes a Rui Unas há dois anos
Vídeo sacado daqui.

É normal os políticos usarem palavras para falar, mas não as pensarem ao mesmo tempo. Os políticos gostam demasiado de superficialidade e de votos. 
Na segunda metade dos anos 90, a Figueira era uma cidade cercada e sem horizontes. Não pelo exterior, mas a partir de dentro. A sensação era a de que na Figueira se vivia afastado de tudo o que de importante estava a acontecer em Portugal e no mundo. 
O que veio de fora chegou, viu e venceu. A resistência foi pouca. Santana colocou (melhor: impôs) uma marca própria, indelével e sem paralelo, na política e na contra política figueirense. Não sei se o seu futuro político passa pela recandidatura à Câmara da Figueira da Foz, pela corrida presidencial de 2026 ou por não se candidatar a nada.
Santana Lopes continua a ser o mesmo: o protótipo do político populista. 
Mas a Figueira mudou. Em 2021, uma campanha autárquica de Santana Lopes disputa a mesma base eleitoral de uma campanha de Carlos Monteiro. Os dois apelam à emoção e não à razão, isto é, ao debate das propostas e das ideias. Embora não o assumam, falam para o mesmo público e, no essencial, disputariam o mesmo eleitorado.
Passaram 24 anos... A Figueira mudou. Santana Lopes mudou. A receita de 1997 ainda funcionaria?

Com a reabertura de cafés e restaurantes a Figueira teve muita gente na rua no decorrer do fim-de-semana...

Via Diário as Beiras

PSD espera que o Presidente da AM se retrate. “Neste momento, não tenho que me retratar” diz José Duarte

Em comunicado, os deputados eleitos do PSD esperam que o presidente da Assembleia Municipal, José Duarte, se retrate do assumido “ataque pessoal” que fez ao líder da bancada socialdemocrata, Teotónio Cavaco, na última sessão daquele órgão autárquico, realizada na passada sexta-feira
Os eleitos daquele partido da oposição manifestam também “profundo repúdio pela forma incorreta e injustificada, após uma sua intervenção, realizada educadamente e feita em nome do PSD, relativamente à não transmissão em streaming das sessões da Assembleia Municipal”, como um dos seus foi tratado pelo autarca socialista. “Os eleitos para a Assembleia Municipal têm como função, entre outras, fiscalizar os actos do Executivo camarário e, nessa qualidade, têm a legitimidade e o dever de intervir e de questionar, e por isso sempre pugnaremos pela liberdade de pensamento e de expressão. Não nos revemos nem aceitamos esta forma de actuação e fazemos votos de que o senhor presidente da AM, que tem de ser o garante da participação livre e democrática, se retrate imediatamente da sua infeliz actuação”, defendem os deputados municipais do PSD, no comunicado que temos vindo a citar.
Em declarações ao Diário as Beiras, edição de hoje, o presidente da Assembleia Municipal, José Duarte, afirmou:  “neste momento, não tenho que me retratar”.
Recorde-se que o incidente levou a que o os deputados do PSD Teotónio Cavaco, Manuel Rascão Marques, Leila Fidalgo Ferreira, Pedro Macedo, Tiago Cadima e Paulo Pinto abandonassem a sessão. Porém, Margarida Fontoura, Isabel Sousa e Célia Oliveira, também eleitas pelo PSD, continuaram na sala a acompanhar a sessão da AM realizada na passada sexta-feira.

domingo, 2 de maio de 2021

Não deixemos que nos desviem a atenção do fundamental...

Na política e no futebol só existem dois lugares: o primeiro e o últímo.


A situação, em 2021, no País e na nossa cidade, é a seguinte: o Sporting não é campeão há 19 anos. Pode ser este ano.
A  Figueira, com mais ou menos asneiras, já não tem um presidente de câmara desde Aguiar de Carvalho. Há 24 anos, portanto. Pode tê-lo este ano.
Não estou a falar de um presidente de câmara genial, claro, mas de alguém que tenha tacto e competência, aliado ao instinto de sobrevivência política.

Depois de Aguiar, tivemos vários equívocos políticos e sem instinto de sobrevivência: de 1997 a 2001 Santana Lopes. De 2001 a 2009 Duarte Silva. De 2009 a 2019 João Ataíde. Em 2019, depois da abdicação de João Ataíde, seguiu-se o desastre geral: Carlos Monteiro. Veremos se consegue sobreviver na política depois de Outubro próximo futuro.

E desde Aguiar já lá vão 24 anos.
Outros 4 nisto e ficamos na fossa de vez. 
Nem Calígula, que elevou um cavalo a senador, se lembraria de querer novamente Santana.
Isto é inacreditável. A Figueira em ruínas. Obras escusadas, mal planeadas e com atraso de anos. A Figueira entregue a gente sem prepração política, incompetente e incapaz e a única  alternativa passsa por Santana Lopes?..

Em Outubro a Figueira vai estar na primeira liga autárquica. 
Pedro Machado como candidato do PSD. Santana como candidato (falta saber como e por quem). Carlos Monteiro, finalmente, candidato do PS. Mattos Chaves novamente candidato do CDS. O PCP há-de ter um candidato. O BE idem. O Chega, que já teve candidato, há-de também ter candidato.

Sejamos optimistas: no final deste ano a Figueira há-de ter futuro. 
E daqui a um mês o Sporting há-de já ser campeão.
Tudo o que se está a passar neste momento na Figueira, só está acontecer para desviar as atenções da proeza do Sporting 19 anos depois.

Alguém sabe quanto é que custou o edifício sede da Junta de Freguesia de S. Pedro construído de raiz no mandato autárquico de 1986/1989?

6 264 contos!..

O imóvel foi construído com gestão, administração e acompanhamento quotidiano do executivo da autarquia de S. Pedro
A Câmara comparticipou financeiramente e no acomanhamento por parte dos seus técnicos.
Fica uma palavra de reconhecimento e de saudade ao esforço e dedicação à causa Pública do primeiro presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, Domingos São Marcos Laureano.
Foi a sua capacidade de organização e de trabalho, associada à sua saudável teimosia que permitiu que um executivo de uma junta de freguesia acabada de nascer, tivesse realizado algo impensável para quem conhece os problemas burocráticos e a escassez de meios financeiros existentes no Estado: dotar S. Pedro com um edifício que permitiu aos continuadores um conforto e condições de trabalho que o primeiro executivo não teve.

Um tema que deveria fazer pensar os figueirenses...

ODEMIRA DO NOSSO DESCONTENTAMENTO. 

Em Odemira, os empresários agrícolas queixam-se que os portugueses fazem demasiadas exigências e não querem trabalhar. A opção foi empregar tailandeses, que não se importam de viver em contentores. Isso, infelizmente, não acontece só em Odemira...

Da exploração laboral à cobertura mediática, passando pelo levantamento popular no ZMar. Tudo – bem – explicado pelo Diogo Martins, no Ladrões de Bicicletas.


"Há uma certa opinião que gosta de fazer troça da esquerda em relação a alguns dos seus referenciais de análise social.

Em particular, acha sempre que é preconceito ideológico quando a esquerda diz que, no contexto de uma sociedade capitalista, as assimetrias de poder na esfera da produção se tendem a estender muito para lá desse domínio, estando presente em várias instituições que enquadram e sustentam por essas mesmas relações de produção. Isto é, por outras palavras, que o capital reproduz o poder que tem na esfera da produção de valor para outros domínios da sociedade, como a geração de conhecimento, a justiça ou a comunicação social.

Os que duvidam talvez queiram tomar como exemplo de análise o que está acontecer com a cobertura noticiosa da cerca sanitária nas freguesias do concelho de Odemira.

Há vários anos que é sabido que milhares de trabalhadores migrantes do sudeste asiático são "importados" por agrários da nova agricultura intensiva que cobre de estufas o Sudoeste alentejano sem que isso provocasse qualquer escândalo.

Quantos minutos de telejornal foram despendidos a denunciar as situações de abuso laboral nessas explorações e as condições de trabalho e habitação abaixo dos níveis da dignidade? Quantas vezes a Ordem dos Advogados, que vem agora a público vociferar contra a requisição de alojamentos privados para acolher os trabalhadores em isolamento, levantou a voz para denunciar as óbvias violação da lei no âmbito da saúde e segurança no trabalho? Quantas reportagens houve a dar eco à população local, que há muito denuncia que o aumento da população não tem tradução no aumento das infraestruturas e serviços públicos? Quantas vezes se tentou chegar à fala com os migrantes que trabalhavam nessas explorações? Quantas vezes se pôs em causa o modelo ambiental e laboral em que esta agricultura assenta? A resposta é poucas. Poucas ou nenhumas.

Agora comparem com o circo mediático instalado em torno de uma minoria de proprietários privados que acham um atentado que a sua propriedade possa ser mobilizada por um curto espaço de tempo para fazer face a uma emergência de saúde pública e de direitos humanos. Quanto minutos de telejornal já foram gastos a ouvir os advogados dos proprietários? Quantos minutos de reportagem ouvimos de pessoas a lamentar o impacto que isto terá na produção dessas explorações? Muitos, demasiados.

Esta linha editorial não é um acaso. Um país ignorou que dezenas de milhares de trabalhadores viviam em condições sub-humanas num país cujo partido no poder se orgulha de apresentar como de esquerda, porque elas não têm poder. São trabalhadores agrícolas, migrantes, que mal falam português. São o último elo na cadeia da exploração. Aqueles que os proprietários rurais vão buscar quando já não encontram quem cá se submeta ás condições que oferecem.

Pelo contrário, os poucos proprietários de imóveis e donos das propriedades agrícolas fazem parte de uma minoria, com recursos económicos, que se senta à mesa do poder, que conhecem sempre alguém que tem o contacto "daquele jornalista".

Não é acaso. É poder. E é também a vergonhosa prova de que as autoridades e o governo deste país estão dispostos a fechar os olhos a violações de direitos humanos para salvaguardar o interesse privado até que elas ponham em causa a saúde pública dos seus ou os direitos de propriedade." 

Via Diário as Beiras

Liberdade de expressão

A liberdade de expressão é, no mínimo, eu poder publicar este blog.
No máximo, é ninguém me incomodar por aquilo que aqui escreva. 
A liberdade de expressão não é eu ser dono dum canal de televisão, duma estação de rádio ou dum jornal.

A minha liberdade de expressão depende mim. Portanto, está  garantida. 
Os media, não conseguem ser independentes, nomeadamente  do poder económico. 
Estão condicionados. E não vejo como poderão deixar de sê-lo tão cedo.

sábado, 1 de maio de 2021

"A agressão dum jornalista de imagem da TVI por um ‘empresário’ do ‘futebol’ ligado ao Futebol Clube do Porto é um novo limiar da nojeira."

 Imagem via Correio da Manhã

A degradação figueirense

Como se pode constatar pela postagem anterior, a degradação da Figueira é visível a olho nú. Aquilo que o Diário as Beiras e o Diário de Coimbra hoje publicam, fala por si, pelo que me eximo de tecer quaisquer comentários.

Contudo, a Figueira não foi sempre assim. Muito menos, teria que ser assim.
A evollução verificada no concelho no decorrer dos anos posteriores ao 25 de Abril de 1974, representou uma ruptura política com o que vinha do antes da implantação da democracia.
O que se fez e como se fez, com os condicionalismos existentes nos primeiros 18 anos de Poder Local Democrárico, foi notável. 
Não existiam práticas democráticas, nem estrutura organizacional. Vivíamos as dependências finaceiras da primeira Lei das Finanças Locais de 1979. Era o tempo - a herança do regime anterior existia e fazia-se sentir -  em que não havia planeamento nacional ou regional. 
Quanto aos recursos humanos existentes nas autarquias são fáceis de advinhar as carências.
Resumindo: quem acompanhou a responsabilidade do Poder Local nos primeiros anos da democracia, avalia positivamente o que então foi feito, perante um desafio tão grande.
Lembro o primeiro presidente eleito na Figueira - o Dr. José Manuel Leite
A seguir tivemos um Senhor que continua a andar por aí a fazer coisas em prol da Figueira. Estou a falar do Dr. Joaquim de Sousa.
Os figueirenses que viveram o momento, nunca poderão esquecer o brilho a dignidade e a dimensão nacional que tiveram em 1982 as Comemorações do Centenário da Elevação da Figueira da Foz a cidade.
Depois, como presidente de câmara, veio o Eng. Aguiar de Carvalho.
Continuou o trabalho. Enfrentou novos desafios e novos contextos. A cidade evoluiu.
Em 1997 algo mudou com a chegada do Dr. Santana Lopes.  
E como a partir daí a estória, por mais recente, é conhecida, para não estender muito este texto, fico por aqui quanto a presdentes de câmara que estiveram no poder na Figueira a seguir ao 25 de Abril.

A Figueira teve gente muito muito válida nos primeiros 20 anos de poder local democrático. E como as pessoas, pela positiva, ou pela negativa, têm sempre um papel decisivo nas políticas que podem fazer progredir, ou regredir, o País, as cidades e as Aldeias, recordo autarcas que estiveram na política figueirense entre 1977 e 1997 nos orgãos que compõem o edificio do poder local figueirense.
Entre outros recordo: 
EM LISTAS DO PARTIDO SOCIALISTA: Emanuel Vieira Alberto, Francisco Martins, Saraiva Santos, Armando Garrido de Carvalho, Mário Lima Viana, Abílio Bastos, José Amilcar Craveiro Paiva, Isaac Loureiro, Vitor Brás, Carlos Beja, Joaquim Jerónimo, Rui Carvalho, Herculano Rocha, Fernando Lopes Cardoso, João Pedrosa Russo, António Cândido Alves, Luís Melo Biscaia, Virgínia Pinto, Maria Teresa Coimbra, João Vilar, Vitor Jorge.
EM LISTAS DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA: João de Almeida, João Fernandes Bugalho, Abel Machado, Carlos Andrade Cação, Manuel Caetano, Joaquim Redondo, Joaqui Moreira dos Santos, Henrique Bairrão, Jorge Tenreiro, Galamba Marques, António Azenha Gomes, Duarte Silva, Paulo Pereira Coelho, José Augusto Bernardes, Lídio Lopes, Artur Ferreira Mendes
EM LISTAS DA FEPU/CDU: Rui Ferreira Alves, Mário António Figueiredo Neto, Alzira Fraga, António Manuel Viana Moço, Joaquim Cerqueira da Rocha, António Hernâni, Joaquim Carriço, António Costa Serrão, Rui Alves (filho), Joaquim Namorado, Nelson Fernandes, António Augusto Menano, Jorge Rigueira, Eduardo Coronel, Bento Pinto.
EM LISTAS DO CDS: Marta Carvalho, Carlos Eurico, José Pereira da Costa.


Sem querer ser saudosista e muito menos um falso modesto, até eu estive na política. Entre 1986 e 1989 fui autarca em S. Pedro, eleito numa lista formada por cidadãos independentes. 
Fiz parte do primeiro executivo. 
Vale o que vale, mas deveria servir para calar os que me têm atacado ao longo dos anos, em conversa de maledicência de bastidores, que dizem que o responsável do OUTRA MARGEM só critica. 
Critico sim senhor: mas com conhecimento de causa...

Os problemas da nossa cidade estão hoje menos identificados que os da política autárquica, o que revela bem o entendimento que se tem do exercício do poder local: os políticos são um peso para a cidade em vez de a servirem. 
As lutas internas no PSD e no PS, e a luta entre o PSD e o PSD, constituem um  problema que afecta o funcionamento da democracia, pois leva ao afastamento de muita gente que poderia ser válida.
Os problemas da cidade  e que afectam a vida dos residentes no concelho foram  relegados para segundo plano, obscurecidos pelas notícias sobre a luta partidária. Os jornais hoje publicados na Figueira são disso um testemunho que fala por si.
Esta situação não aproveita a ninguém que esteja na politica para servir e não servir-se.
A Figueira só pode ser gerida tendo em conta a contenção orçamental, a gestão e a qualificação dos recursos humanos e dos equipamentos. 
O PSD está esfrangalhado por lutas internas. Há muito que deveria ter arrumado a casa, limpando as ervas daninhas. O PS, só se interessa por manter o poder a todo o custo.
E no meio de tudo isto paira por aí um sebasteanismo serôdio, sem soluções e sem ideias, protagonizado por um personagem que, em tempos idos, já lá vão 24 anos, passou pela Figueira para conseguir alcandorar-se a outros poleiros....