"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Momento aterrorizador de hoje

Existem mil duzentos e três comunistas no concelho da Figueira da Foz!..

"Com os recursos a abundar (principalmente o biqueirão, sardinha e carapau), a pesca do cerco está a correr «dentro do expectável, boa e esperamos que continue a melhorar», até porque «há uma abundância nunca vista nos últimos 40 anos»"

 Via Diário de Coimbra

"Renuncias a cargos políticos"...

Sobre o tema anda algures pelo facebook  alguma polémica.
A  minha opinião é bem simples e frontal: não tenho.
Renunciar a cargos políticos a que se concorreu e para que se foi eleito, na minha opinião, é uma opção pessoal que respeito.
Cada um é livre de não querer aquilo a que tem direito.
Por isso, considero que renunciar a um cargo político, é uma opção pessoal e individual. 
Pode mostrar, depois da reflexão, despojamento, vontade de contribuir para a  renovação, ou outra coisa qualquer.
Como, a meu ver, porém, se trata de uma questão do foro íntimo de quem toma essa opção, como o meu foco não são as pessoas, mas sim a análise do exercício da sua actividade nos cargos políticos que ocupam, não me peçam para opinar, pois a meu ver é uma não questão: não há nada para comentar sobre quem nada fez, por ter voluntariamente renunciado, no exercício do cargo político a que concorreu e para que foi eleito.
Quem renuncia não quer. E, esse, é um direito que assiste a cada um de nós.

PSD: só dá para rir?

O PSD na Figueira dá vontade de rir. 
O PSD de Rui Rio dá vontade de rir. 
O presidente do PSD, Rui Rio, vai recandidatar-se à liderança do PSD nas eleições directas de 4 de Dezembro. O anúncio da recandidatura do actual líder foi feito ontem à tarde num breve comunicado, intitulado “Por Portugal, sou candidato”
Sem temer directórios partidários — alguns dos quais já deram o sim a Paulo Rangel —, o líder social-democrata fará ainda esta semana a apresentação da sua recandidatura. A direcção nacional ainda não fechou o local onde vai decorrer a sessão, mas em cima da mesa há duas hipóteses: Lisboa, na quinta-feira ou no dia seguinte no Porto, ambas ao fim da tarde.

Cabedelo, a imagem de marca da anterior gestão municipal: "prazo ultrapassado"...

Via Diário as Beiras
«Estava previsto que o processo do Cabedelo ficasse concluído antes do fim de setembro. O ex-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, numa reunião de executivo camarário, afirmou que se a data fosse ultrapassada pela APFF recorreria ao Governo, a fim de ser esclarecido sobre se os imóveis ainda pertencem à administração portuária ou se também foram transferidos para o município no âmbito da delegação de competências que permitiu intervir no Cabedelo. 
Entretanto, realizaram-se Eleições Autárquicas e o interlocutor da APFF na câmara municipal passou a ser Pedro Santana Lopes. 
A APFF continua a ser proprietária dos imóveis integrados no antigo parque de campismo, ou seja, o edifício principal e os balneários. Esta empresa pública, que também gere o Porto Comercial de Aveiro, detinha, também, os terrenos onde a Câmara da Figueira da Foz procedeu à requalificação urbana, mas foram cedidos ao município no âmbito da delegação de competências. 
Para a Câmara da Figueira da Foz poder encerrar o processo de concessões no Cabedelo, o título de propriedade dos imóveis terá de ser transferido para o município. No entanto, a APPF não deverá abdicar de contrapartidas. 
Para o edifício principal, onde funcionaram os serviços administrativos do antigo parque de campismo e um espaço de restauração (concessionado), há diversos interessados, entre os quais marcas de prestígio internacional de desportos de ondas. 
Neste momento, a APFF está a tratar de encontrar um compromisso legal e jurídico entre a administração portuária, o Estado (este, na qualidade de acionista principal da empresa que gere os dois portos) e o município. Os restantes imóveis do Cabedelo, incluindo terrenos, para os quais também há interessados privados, mantêm-se com o estatuto de interesse portuário. 
Para estes casos, a APFF está a fazer uma proposta de ordenamento. Por outro lado, o património não pode ser utilizado sem concurso público. A solução poderá passar pelo reordenamento dos lotes e respetivo regulamento, para poderem, assim, ser concessionados pela APFF. “Acolhemos bem a vontade e o interesse das empresas ligadas [aos deportos de ondas] interessadas em localizar-se ali”, afirmou Fátima Alves.»
Foto António Agostinho
Nota de rodapé.
Li recentemente no jornal Pùblico, algo sobre um filme, com um argumento parecido: um parque de campismo localizado num lugar de excelência, com décadas a ser usufruído pelo povo, foi encerrado. 
Sobre o Cabedelo, muita coisa está por descobrir. Um dia destes saberemos essa verdade escondida em toda a sua plenitude. 
Entretanto, o desfrutar tranquilo dum espaço único para se observar “aquele pôr-do-sol” desapareceu do olhar do utente do Parque de Campismo do Cabedelo, que esperava gozar lá a paz da sua reforma. 
Ainda quanto ao Cabedelo, repito: estou em crer que muito ainda estará para vir ao conhecimento do povo, apesar de ter acontecido ao executivo que estava a tratar do assunto, o mesmo que fez aos utentes que - segundo eles... - não tinham categoria para usufruir dum espaço nobre: foi para o olho da rua.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Portugal homenageia Aristides de Sousa Mendes, no dia em que recebe honras de Panteão Nacional

«Aristides de Sousa Mendes recebeu, esta terça-frente, honras de Panteão Nacional. O Presidente da República destacou o exemplo histórico do antigo cônsul em Bordéus e reafirmou: "Não há etnias ou religiões que sejam umas mais do que outras". Ferro Rodrigues alertou para fenómenos atuais de ódio racial e “recusa do outro”.»

PCP, o partido mais importante em Portugal...


Se os salários estagnam e o custo de vida aumenta  - a culpa é do PCP.
Se a gasolina aumenta - a culpa é do PCP.
Se as reformas aumentam pouco - a culpa é do PCP.
Se os políticos do arco do poder andam há quase 40 anos a roubar - a culpa é do PCP. 
Se os banqueiros e outros grandes capitalistas desviaram biliões de milhões para off shores - a culpa é do PCP.
Se a maioria dos trabalhadores ganha pouco mais do que o salário mínimo - a culpa é do PCP.
Se as rendas de casa estão pela hora da morte - a culpa é do PCP.
Se o preço da água é que sabemos - a culpa é do PCP.
Se o Orçamento não passar e houver eleições antecipadas - a culpa é do PCP.
Se o Orçamento passar e não houver eleições antecipadas - a culpa é do PCP.
Contudo, quando há eleições as pessoas andam a votar há mais de 40 anos maioritariamente no PS/PSD e não na CDU!
A culpa é do PCP?
Moral da história: o PCP é o partido mais importante em Portugal.
Mesmo que não sirva para mais nada, o PCP serve para os milhões de portugueses que andam há mais de 40 anos a votar contra eles, utilizarem o PCP como válvula de escape para descarregarem as suas frustrações por terem sido tão burros, durante tantos anos...
Como aconteceu ainda há pouco - em 26 de Setembro p.p.

“Se fizer 12 anos, saio da Figueira da Foz com 77. Serei mais novo do que o Joe Biden quando foi eleito presidente dos Estados Unidos”. É esta a resposta de Pedro Santana Lopes à pergunta se a Câmara da Figueira da Foz será a sua última batalha política...

 Via Jornal de Notícias

José Duarte reeleito Presidente da Assembleia Municipal

Via Diário as Beiras
«O presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz (AMFF), José Duarte, foi reeleito, pelos seus pares, com 25 votos a favor, um contra e 15 abstenções. 
As restantes forças políticas - Figueira A Primeira (FAP), PSD, CDU e Bloco de Esquerda - não apresentaram listas ao cargo. 
O PS elegeu 11 deputados municipais, o FAP outros 11, o PSD três, a CDU um e o Bloco de Esquerda um. A maioria absoluta dos socialistas é obtida através dos 11 presidentes de junta que se candidataram pelo partido, que têm assento na Assembleia Municipal por inerência do cargo. O FAP conquistou duas presidências de junta e o PSD uma. 
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, José Duarte afirmou que vai exercer o seu mandato “com a tranquilidade de sempre”. Até porque, afiançou, pertence à corrente que pensa que a mesa da assembleia “deve ser moderadora”
Não obstante, está ainda na memória o episódio em que assumiu o “ataque pessoal” ao deputado municipal do PSD Teotónio Cavaco, em plena sessão, o que aconteceu na reta final do anterior mandato, em circunstâncias que na altura esclareceu. 
Seguindo a iniciativa do candidato do PSD à Câmara da Figueira da Foz, Pedro Machado, a cabeça de lista do mesmo partido à AMFF, Isabel Coimbra, renunciou ao mandato antes da cerimónia da tomada de posse. Assim, Teotónio Cavaco retoma o cargo de líder dos social-democratas na AMFF. 
Por sua vez, Paulo Mariano, que foi candidato pelo FAP, lidera a “bancada” do movimento independente.»

Nada de anormal: tudo dentro do atempadamente previsto, tendo em vista o futuro

 Via Diário as Beiras

Moedas

Bilhete Postal. 

"Se o Governo está mais fraco e o Orçamento tremido, a origem de tudo isso é a vitória de Carlos Moedas.
Se a esquerda parece mais fraca e há um ambiente de crise política na geringonça, a responsabilidade é de Carlos Moedas.
Se o Governo está mais fraco e o Orçamento tremido, a origem de tudo isso é a vitória de Carlos Moedas.
Se a esquerda parece mais fraca e há um ambiente de crise política na geringonça, a responsabilidade é de Carlos Moedas.
Se os partidos da direita estão num frenesim pela liderança, é porque cheira a mudança de ciclo. E isso é fruto do triunfo de Carlos Moedas nas eleições de dia 26 de setembro.
Seja qual for o ângulo pelo qual se analisa a atualidade política, há uma personalidade e um acontecimento na origem da generalidade dos terramotos que se têm sucedido.
A posse foi uma cerimónia digna, de Estado, à altura da importância que teve a mudança política na autarquia.
Para Moedas, agora é hora de apresentar trabalho, e acabar com a barafunda em que a cidade ficou nos últimos anos."

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Foi maldade, terem apanhado Pedro Santana Lopes, no seu primeiro dia como presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, na posse de Carlos Moedas em Lisboa...

"...houve mais direita por lá: Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Pedro Santana Lopes, Luís Marques Mendes ou Francisco Pinto Balsemão, por exemplo..."

Pensamento que me vai acompanhar nos próximos meses

O figueirense sabe que «pode tirar o cavalinho da chuva»: vai continuar «feito ao bife».
Mais vale ir «chatear o Camões». A Figueira vai continuar «boa como o milho»
Pode estar com a «pulga atrás da orelha», mas não vale a pena «ficar com os azeites».
Apesar dos «macaquinhos que eventualmente tenham cabeça», faça de conta que não é nada com ele, nem que seja para «inglês ver»
Vão por mim: «são muitos anos virar frangos».

Para quem eventualmente possa ter ficado baralhado depois da troca de galhardetes de ontem entre Santana e Monteiro...

Santana Lopes em 18 de Julho de 2021, na apresentação da sua candidatura à Câmara Municipal da Figueira da Foz, autarquia que liderou de 1997 a 2001, foi claro.

"Não há autoridade pública neste concelho. E ainda perguntam porque voltei? Voltei para pôr isto na ordem. E para fazer aquilo que tem de ser feito neste concelho. E para resolver os problemas que têm de ser resolvidos, num concelho que está parado há mais de vinte anos". 

Quase cem mil já pediram este ano para pagar IRS a prestações


Em 2020 e 2021, houve mais contribuintes a recorrerem à regularização faseada. 
Mas são cobrados juros.

O futuro pode ser melhor na Figueira? Pode ser...

Depois do bom povo ter opinado no passado dia 26 de Setembro, temos aí o futuro.
Não me repugna que tudo seja equacionado e discutido, nomeadamente o futuro.
Porém, o melhor mesmo, para já, é pensarmos que o futuro acabará por ser o que for.
Goste-se ou não. 
A peça de teatro actualmente em cena na Figueira, teve ontem o primeiro acto.
As paixões, como viu quem esteve presente no Grande Auditório do CAE ontem à tarde, estão à solta. 
Os próximos meses serão decisivos.
Um conservador nunca é um absolutista. 
Um céptico, sim. 
Todavia, às vezes, também consegue ser um pouco cínico.
Se o presente, na Figueira, depois de 12 anos de gestão socialista, é o marasmo e a desgraça que conhecemos, podemos acreditar que o futuro vai ser melhor?
Pode ser...
O novo desafio de Santana Lopes em 2021 na Figueira começou ontem.
Vamos ver o impacto que vai ter no futuro do dia a dia dos figueirenses.
 

domingo, 17 de outubro de 2021

Na tomada de posse, Santana Lopes prometeu polo da Universidade de Coimbra na Figueira

No grande auditório do CAE, cheio que nem ovo, para assistir à tomada de posse dos órgão autárquicos, Pedro Santana Lopes, o novo presidente do município, afirmou esta tarde que “as pessoas têm de saber que quando quiserem estudar, investigar e tratar de assuntos do mar o melhor sítio em Portugal é a Figueira da Foz”.
O agora independente Pedro Santana Lopes tomou neste domingo posse como presidente da Câmara da Figueira da Foz, eleito pelo movimento “Figueira a Primeira”, e assumiu como prioridades o mar, o regresso do ensino superior e as respostas sociais.
No final da tomada de posse, o autarca disse aos jornalistas que a segurança de quem trabalha e vai ao mar “é um aspecto chave” em que vai começar a trabalhar nos primeiros dias de mandato.
“Acabar as obras em curso, algumas que demoram há muito tempo, independentemente da vontade das pessoas, e tomar as medidas necessárias para que isso aconteça” é outra das medidas iniciais de Santana Lopes, que regressa ao cargo que já exerceu entre 1997 e 2001.
O património - em particular o Mosteiro de Seiça e o Paço de Maiorca, “realidades que estão muito complicadas” - e a “resposta social, com os centros de saúde e o sistema de transporte das pessoas que vivem mais longe do centro do concelho”, são as áreas em que o autarca prometeu “trabalhar mais depressa”.
O novo presidente do município anunciou que a Universidade de Coimbra vai abrir uma extensão na cidade, que deverá entrar em funcionamento no início do próximo ano lectivo, embora ainda não estejam definidos os cursos e a sua graduação, nem o local onde vai ser instalada.
“Eventualmente pós-graduação, formação ou licenciatura, que será o reitor a decidir, mas será nestas áreas mais ligadas ao mar, podendo incluir outras, nomeadamente a floresta”, adiantou.
Na cerimónia de tomada de posse, que encheu o Centro de Artes e Espectáculos, Santana Lopes apontou também a erosão da costa, o centralismo e a desertificação como “grandes preocupações” do seu mandato.
O autarca manifestou o “sonho” de tornar a Figueira da Foz numa cidade “modelar daquilo que [se gostaria] de ver em todo o país”, bem como a ambição de puxar pela sua identidade como “capital do mar”.
“A Figueira da Foz tem de ser conhecida pela importância que dá à investigação e à ciência e pela ligação que faz entre a investigação e as empresas, fundamental para o desenvolvimento”, disse, frisando que os concelhos que o conseguem “atingem os patamares maiores de desenvolvimento e até crescem em população”.
Para Santana Lopes, “as pessoas têm de saber que quando quiserem estudar, investigar e tratar de assuntos do mar o melhor sítio em Portugal é a Figueira da Foz”.
O município anunciou, vai assumir a sua própria promoção turística, apostando em mercados-alvo, embora sem sair da Turismo do Centro, liderada por Pedro Machado, que foi o cabeça de lista do PSD à Câmara e renunciou ao mandato de vereador, depois de os sociais-democratas terem sido a terceira força política mais votada e terem obtido um mandato.
Apesar de não ter maioria absoluta no executivo e na Assembleia Municipal, Santana Lopes falou na “obrigação de convergência e procura de entendimentos”, considerando que as respostas que precisam de ser dadas são “o imperativo que se coloca a todos”.
O independente sublinhou que não esquece “factos anómalos” da campanha como as queixas apresentadas pelo PSD em tribunal sobre a sua candidatura, pelo que apresentou queixa ao Conselho Superior de Magistratura e à Comissão Nacional de Eleições.

A partir de hoje a comparação é inevitável

Hoje, a Figueira é uma cidade que respira política. Para o bem e para o mal. Embora à nossa dimensão, a pose, o estilo e a escala definem um ambiente político urbano - quase de capital. 
O novo Poder começa a fazer-se sentir. Em política, como em tudo na vida, "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe..." 
Os figueirenses ficaram divididos entre os que preferem Lisboa e a província. 
Em 2021, Lisboa é turismo. Na música, é fado. 
A escolha não foi fácil, mas aconteceu. A música pimba ajudou. Lisboa venceu.
Espero que a Figueira não deixe de ser uma cidade agradável e convidativa.
 
A Figueira vai optar pelo fado, ou continua no pimba? 
Ainda não sei dizer nada sobre o futuro. Provavelmente, vou necessitar de uns meses - 6, 7, 8, 9? - para poder chegar a alguma conclusão válida. 
Para já uma constatação: Lisboa é muito mais leve e descontraída. 
O que eu não queria que este post fosse aconteceu mesmo: uma comparação...
Mas, isso é inevitável.

Com tanta coisa boa a acontecer na Figueira como é que o PS conseguiu perder as eleições autárquicas?..

 Via Diário de Coimbra

Pacheco Pereira, via Jornal Público

"O PSD e o PS tornaram-se máquinas de acesso ao poder, clientelares, onde gente corrupta consegue fazer carreiras políticas até ao topo e onde as estruturas estão atentas apenas ao seu poder e cargos. São completamente ineficazes contra o populismo actual."

sábado, 16 de outubro de 2021

CDS-Partido Popular da FIGUEIRA da FOZ tem novo presidente

O NOVO PRESIDENTE do CDS-Partido Popular da FIGUEIRA da FOZ é o Engº Rui Morais.


O Engº Rui Morais, até agora Vice-Presidente da CPC no mandato de Miguel Mattos Chaves, tem exercido a sua actividade profissional como Técnico Superior em Câmaras Municipais.

É Figueirense e estudou na Figueira até ao final do seu curso do Ensino Secundário, antes de se Licenciar em Engenharia.

Amanhã começa o passeio autárquico de Santana Lopes, nesta segunda passagem pela câmara da Figueira da Foz

Esta, foi a lista com que o Partido Socialista concorreu às autárquicas de 2021 na Figueira:

Carlos Monteiro, toma posse no domingo e vai para a Escola na segunda-feira.
Penso que ninguém acredita que será por muito tempo. 
Portanto, creio não ser surpresa nenhuma, se vier a abdicar do cargo de vereador.
Ana Carvalho, vai regressar à Empresa privada onde trabalhava antes de ser autarca. 
Portanto, creio não ser surpresa nenhuma, se vier a abdicar do cargo de vereadora.
Mafalda Azenha, vai regressar ao escritório e exercer advocacia.
Portanto, creio não ser surpresa nenhuma, se vier a continuar no cargo de vereadora.
Nuno Gonçalves, fala-se que vai para Montemor-o-Velho para chefe de gabinete de Emílio Torrão.
Portanto, creio não ser surpresa nenhuma, se vier a abdicar do cargo de vereador.

Sendo assim teremos na bancada PS no executivo camarário, como vereadores:
Mafalda Azenha, Diana Rodrigues, Glória Costa Pinto e Daniel Azenha.
E à "bica" António Durão
Na Figueira temos um PSD em "cacos" e um PS à beira de "partir a loiça"...

É preciso esclarecer mais alguma coisa sobre as "dificuldades" que Santana Lopes vai enfrentar como presidente de câmara da Figueira da Foz nos próximos 4 anos?

Monteiro para Santana: uma passagem de testemunho inesperada

Na Figueira inova-se pouco: também na política. Quando apareceu a lei a limitar ao máximo 3 mandatos autárquicos aos presidentes de câmara, os autarcas passaram a sair a meio do último mandato, deixando a presidência da autarquia para um seu delfim. 

Foi o que aconteceu no mandato de 2017/2021. O Dr. João Ataíde, em Abril de 2019, foi para Lisboa para ocupar a secretaria de estado do ambiente e Carlos Monteiro, que o acompanhava desde 2009, subiu a presidente de câmara. Nada de novo. O poder é dificílimo de atingir e a passagem de testemunho sem ir a eleições afigura-se o caminho mais curto para assegurar a presidência de uma Câmara.  A população, pouco habituada e pouco atenta à transparência dos métodos e pouco exigente no escrutínio, tem dado a vitória a quem assim se comporta. Em Lisboa, António Costa, eleito em 2013, e desejando o governo, trespassou a câmara em 2015, a meio do mandato, a Fernando Medina. Este, em 2017, venceu as eleições, mas perdeu a maioria absoluta governando a partir de então com um acordo de coligação com o Bloco de Esquerda.

Em 2021, sabemos o que aconteceu.

Em Lisboa: Moedas apareceu e ganhou a Câmara a Medina.

Na Figueira, Santana Lopes retirou Carlos Monteiro da presidência. Tanto em Lisboa como na Figueira, os socialistas, até ao último momento, pensaram que governariam nos próximos anos. 

A propaganda  ajuda a explicar muito do que se passou. Apesar de haver muita gente, muito comentador "independente" a dizer que estava tudo bem, viu-se o resultado no final do dia 26.

Para vencer as eleições autárquicas de 2021 Carlos Monteiro,  prometeu tudo e mais um par de galochas. Só que apareceu Santana. E à medida que foi aparecendo Santana, os outros candidatos - em especial Pedro Machado e Carlos Monteiro - foram desaparecendo.

Santana, habituado a ser considerado um cadáver político há muito tempo, fez o seu percurso. No fim do dia 26 aconteceu o que se estava a prever: na Figueira, Pedro Machado e Carlos Monteiro estavam politicamente mortos e só eles é que não sabiam.

Via Diário as Beiras sabemos que, ontem, Santana Lopes e Carlos Monteiro estiveram reunidos cordialmente a preparar a sucessão. 

No próximo domingo, os vereadores do executivo camarário eleitos na lista do PS tomam posse como autarcas da oposição. O presidente em exercício regressa ao ensino (é professor na Escola Secundária Joaquim de Carvalho). Por seu lado, a vice-presidente, Ana Carvalho, retoma o seu posto de trabalho no Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (em Coimbra), Nuno Gonçalves poderá vir a ser chefe de gabinete do presidente da Câmara de Montemor-o-Velho (Emílio Torrão) ou trabalhar no sector privado e Mafalda Azenha retoma a sua atividade na área jurídica.

Recordação de Zé Penicheiro, um Artista formada na Universidade da Rua, na passagem dos 100 anos do seu nascimento


O pintor Zé Penicheiro, com uma importante ligação à Cova e Gala, pois é o autor dos painéis das paredes exteriores da Junta de Freguesia de S. Pedro, faleceu no dia 15 de Março de 2014, como 92 anos de idade.
Se fosse vivo teria completado ontem 100 anos.
Zé Penicheiro nasceu na aldeia beirã de Candosa, Tábua, mas a partir dos 2 anos passa a viver na Figueira da Foz.
Em 30 de Junho de 1978, em entrevista que na altura deu ao semanário “barca nova” dizia o artista: “ter nascido em Candosa foi um mero acidente. Considero-me figueirense de raiz, tão novo para aqui vim”.
Filho de um carpinteiro, de ascendência humilde, as dificuldades económicas impossibilitam-no de seguir qualquer curso de Artes Plásticas ou Belas Artes.
Como habilitações literárias “tenho apenas um diploma oficial: o da instrução primária. Frequentei é certo a Escola Comercial e a Academia Figueirense, mas quedei-me por aí, pela curta frequência. Tenho é uma larga experiência da Universidade da Rua, onde aprendi tudo quanto sei e onde conheci as figuras que têm inspirado toda a minha obra”, disse ainda Zé Penicheiro em discurso directo, em 1978, ao extinto semanário figueirense citado acima.
Inicia a sua carreira artística como caricaturista e ilustrador.
Colabora em diversas publicações: jornais do Porto, Lisboa e província, "Primeiro de Janeiro", "A Bola", "Os Ridículos", "O Sempre Fixe", "A Bomba" “barca nova” e outros, publicam os seus "cartoons" de humor. Criador duma expressão plástica original, que denomina de "Caricatura em Volume", inicia o seu ciclo de exposições, nesta modalidade, a partir de 1948.
António Augusto Menano, Poeta e Escritor Figueirense, em artigo publicado em 18 de Outubro de 2001, no jornal Linha do Oeste traça um esboço escrito sobre o Zé:
“A arte é indivisível de quem a produz, da acção do artista, da sua invenção criadora. A obra de Zé Penicheiro, a sua forma, o modo como se desenvolve artisticamente, traduz o seu diálogo com a matéria”.
E mais adiante: “Zé Penicheiro é memoralista, um moralista, um comprometido. Faz-nos recordar tipos arquétipos de actividades quase desaparecidas numa escrita sobre a pureza estética, que estará patente em toda a sua obra. Compromete-se, está ao lado dos mais fracos, do povo, retrata-os, mostra-os como se de uma “missão” se tratasse, obrigação profunda de retorno às raízes, outra forma de pintar a saudade”.
E a terminar o artigo, escreve António Augusto Menano:
“Mas a arte de Zé Penicheiro não esquece o lugar. Os lugares: a infância, as praias, as planícies, as serras, e as cidades da sua vida, “diálogo” de que têm surgido algumas das sua melhores obras.
Nesta sociedade pós industrial, da informática e do virtual, Zé Penicheiro mantém-se fiel aos seus “calos”, que está na base de um percurso tão “sui generis”.
Zé Penicheiro, a Universidade da Rua na origem de um Artista.
Os bonecos, o nanquim, o guache, o óleo – uma vida inteira a retratar as alegrias e tristezas de um povo admirável.
Que é o nosso!
Zé Penicheiro faleceu em 15 de Março de 2014. Mas a sua obra continua...

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

A Figueira, a partir de hoje, tem mais encanto...

"Deixo de ser presidente da Câmara, mas continuarei a ser um cidadão figueirense solidário e disponível, para quem considere a minha colaboração útil. 
Obrigado a todos."

Carlos Monteiro

Parque Verde pede cidade sustentável: fica o meu contributo

 Via Diário de Coimbra

Uma cidade saudável, tem de dar prioridade às pessoas, secundarizando os interesses económicos privados.
Depois de alguns anos de poder absoluto, a Figueira tem agora a oportunidade de desenvolvimento e de democracia.
As políticas executadas pelos sucessivos executivos camarários do PS desde 2009 não foram nesse sentido. Pelo contrário, estiveram muito longe de permitir um envolvimento democrático, afastando a política da cidadania. Os órgãos de poder na Figueira, nos últimos 12 anos,  desligaram-se da cidadania participativa.
Só que a democracia não existe apenas em dias de eleições.
O novo executivo que vai tomar posse amanhã tem de entender que é necessário  mudar de rumo. 
Uma mudança que tenha em conta a construção de futuro - para a Figueira e para os figueirenses.
Todos temos uma palavra a dizer para a construção de um concelho mais ecológico, mais solidário, mais democrático.
Como não tenho possibilidade de estar presente no encontro de amanhã do Movimento Parque Verde, deixo humildemente esta reflexão sobre aquilo que eu penso que seria uma cidade sustentável.
1) Ruptura com a Águas da Figueira  e criação de uma empresa municipal de águas e saneamento;
2) Requalificação da política urbana, combatendo a urbanização desenfreada e o abate de árvores que se verificou nos últimos anos;
3) Requalificação de casas degradadas, garantindo o acompanhamento dos processos de realojamento;
4)  Recuperação das casas devolutas, com o seu sucessivo lançamento no mercado de arrendamento a custos controlados;
5) Aumento da carga fiscal sobre as casas que permaneçam devolutas;
6) Garantia de acessibilidades para pessoas portadoras de deficiências físicas, garantindo a existência de rampas, elevadores e passeios onde necessário;
7) Instalação de corrimões nas escadas das ruas, de forma a ajudar pessoas com dificuldades de movimento;
8) Instalação de sinais sonoros para invisuais em todas as passadeiras;
9) Instalação de painéis fotovoltaicos em todos os edifícios públicos para que se garanta uma política ambientalmente sustentável e economicamente rentável a médio e longo prazo;
9) Recolha de óleos alimentares dos restaurantes do concelho para tratamento e utilização em veículos camarários como o biodiesel;
10) Criação de um plano municipal de hortas urbanas que possam ser utilizadas pelas/os munícipes, sendo a atribuição de talhões feita através um concurso acessível e transparente;
11) Implementação de um programa de hortas pedagógicas nas escolas;
12) Plantação de árvores de fruto em vez de árvores de folha onde for possível, começando pelas escolas e pelos jardins públicos;
13) Substituição da iluminação pública por tecnologia LED, o que poderá representar uma diminuição em 60% do consumo energético do município a longo prazo;
14) Recuperação, reutilização e optimização da água de rega e recolha das águas pluviais;
15) Implementação de sistemas de armazenamento das águas pluviais e de banho nas novas construções;
16) Incentivo de técnicas de compostagem, através da gestão correta dos resíduos orgânicos recolhidos;
17) Recusa do financiamento autárquico de espectáculos que envolvam o sofrimento ou a tortura de animais.
18) Limpeza das florestas do concelho, prevenindo a existência de fogos.

Fica esta contribuição. Se acharem que vale a pena reflectir, façam favor...

A grande lição das autárquicas 2021 na Figueira da Foz

As eleições Autárquicas já lá vão. Já são conhecidos os protagonistas para os próximos quatro anos, no que respeita à política local.
Passada que está a excitação da campanha eleitoral e a exaltação do acto eleitoral de 26 de Setembro próximo passado, agora há que esperar para ver se as promessas feitas ao longo da campanha, não desaparecem na espuma dos dias, que é como quem diz, não caem, como as folhas das árvores neste início de outono.
Ficou provado, e essa é uma lição que se retira dos resultados autárquicas, que "em política a arrogância pode matar". 
Pelo menos em alguns casos, esta lição parece óbvia. 
O caso de Lisboa é esclarecedor. O PS e Medina mostraram alguma sobranceria relativamente à candidatura de Carlos Moedas. E os lisboetas parecem não ter gostado disso. Também Rui Moreira mostrou alguma arrogância na sua recandidatura no Porto. Os portuenses não lhe retiraram a vitória, mas retiraram-lhe a maioria absoluta. Na Figueira foi o que sabemos. Não adianta "bater mais no ceguinho", pois esse é um capítulo ultrapassado.
Resta agora aguardar pela tomada de posse dos diferentes órgãos autárquicos e ver as promessas que serão cumpridas e o que nunca irá passar de promessa eleitoral.
A política é uma causa que vale a pena. Na sua origem, na Grécia antiga, era uma arte nobre, que tinha como principal objectivo servir o interesse público. Há que ter esperança, mas também lutar, para que assim volte a ser, de modo a que a população, em geral, e não apenas alguns sejam beneficiados.
 

Paulo Rangel anunciou que é candidato à liderança do PSD no conselho nacional realizado na noite passada

Cerimónia de Tomada de Posse da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal da Figueira da Foz

Domingo, 17 de outubro, pelas 15h00. Centro de Artes e Espectáculos.

Notas:
- Limitada à lotação do Grande Auditório.
- Transmissão em direto no Facebook da Autarquia.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Salgado figueirense, enfrenta problemas graves

As marinhas de sal fazem parte da história, da cultura e da paisagem da Figueira da Foz. Desde os primórdios da nacionalidade,  a exploração do sal no Estuário do Mondego constituiu uma das principais actividades económicas do nosso concelho.
Nos dias de hoje, porém, a exploração das salinas está em declínio: poucas restam em funcionamento.
Embora não haja falta de sal, existem graves problemas de escoamento. Há muitas toneladas do produto armazenadas nos barracões. Há mesmo quem acredite, que a concorrência estrangeira acabe por, mais cedo ou mais tarde, liquidar o salgado da Figueira. Uma indústria, recorde-se, que ainda não há muitos anos atrás, deu trabalho a mais de 2000 pessoas e onde se chegou a obter bom dinheiro.
No presente, porém, o panorama é desolador: trabalham no sector poucas dezenas de pessoas. Entristecidos com a "morte lenta" da secular actividade, os poucos marnotos que ainda resistem, criticam a ausência de apoios do Estado.
A agravar, conforme se pode ver na edição de hoje do Diário de Coimbra, a safra deste ano deixou muito a desejar.

Vira o disco e toca a mesma...

Carlos Monteiro, via Diário as Beiras, na hora da despedida: “Há um trabalho grande que tem de continuar a ser feito nas freguesias, fundamentalmente, pavimentações, passeios e intervenção nas zonas centrais (das localidades), que nós não pudemos fazer porque tínhamos uns milhões de dívidas que tiveram de ser amortizados”.

Pandora ou o Exército Nacional de Idiotas


"O Exército Nacional de Idiotas é toda a classe média, de países como o nosso, que paga proporcionalmente a maior fatura da carga fiscal porque os Rendeiros, os Canas, os Pinhos e os Sarmentos deste mundo potenciam vantagens nos paraísos fiscais."

Eduardo Dâmaso

Cavaco

 Pacheco Pereira, via Revista Sábado

Mesmo sem aumento de impostos, combustíveis não param de subir

"Da mesma forma que não foi o aumento do imposto que ditou qualquer um dos últimos aumentos, uma redução dos impostos não teria qualquer consequência directa imediata no preço dos combustíveis. 

O JN divulgou o quadro da evolução dos preços dos combustíveis no último ano, destacando que a «gasolina aumentou 38 vezes e gasóleo 35 no espaço de um ano»
Este facto é particularmente significativo se se tiver em conta que os impostos se mantiveram inalterados neste período (ou melhor, terá sofrido uma ligeira alteração no dia 1 de Janeiro, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2021). 
O facto de a carga fiscal ser elevada – uma evidência que só o ministro do Ambiente não reconhece – não explica pois esses 38 aumentos. O que explica a sucessão de aumentos é a especulação e a busca de lucro, é a especulação com o preço do petróleo, a cartelização de preços e as alterações nas margens de comercialização e refinação. É o facto de o mecanismo de construção de preços estar desligado dos custos de produção, e antes assentar em regras artificiais, manipuláveis e manipuladas pelos grandes grupos económicos do sector. É o processo de liberalização e privatização do sector, incluindo a liberalização de preços em 2005. 
Esta ideia é importante ter presente, pois da mesma forma que não foi o aumento do imposto que ditou qualquer um desses 38 aumentos de preço, uma redução de impostos não teria qualquer consequência directa imediata no preço pago pelos consumidores. Seria muito provavelmente transformado num aumento de rendimentos dos diferentes capitalistas que operam no sector e controlam o preço do combustível. 
Nesta altura é importante recordar as promessas feitas aos portugueses aquando da privatização e liberalização do sector. A privatização e liberalização foram apresentadas como a melhor garantia de que os preços iriam baixar. E não só eles não têm parado de aumentar, como tudo aponta que vão continuar a aumentar, quer nos combustíveis, quer na energia em geral. 
É pois na especulação, nos lucros e dividendos de centenas de milhões que se deve procurar a causa destes 38 aumentos. 
De cada vez que ouvimos falar de centenas de milhões de euros em lucros dos grandes grupos económicos temos de nos interrogar: de onde vêm essas margens de lucro? 
De cada vez que vemos as bolsas a subir e a fortuna dos especuladores a disparar, mesmo nas maiores crises, temos de nos interrogar: de onde é desviada essa imensa riqueza acumulada na especulação? Mesmo um outro factor que contribui para a pesada carga fiscal, que é a crescente carga fiscal associada à chamada «fiscalidade verde» (à teoria de que é preciso aumentar os impostos sobre os combustíveis fósseis como mecanismo para a descarbonização) também não explica os 38 aumentos, pois também estas regras são mexidas, no essencial, uma vez ao ano. 
Com excepção dos mecanismos do mercado de carbono – liberalizado também ele – onde se têm feito fortunas na especulação. Perante a iniludível constatação de que os combustíveis estão demasiado caros, os grandes grupos económicos do sector tentam apontar o dedo à carga fiscal, procurando esconder as suas próprias responsabilidades no desenho e funcionamento de um sistema que tem gerado lucros e dividendos verdadeiramente obscenos. 
Da mesma forma, tudo têm feito para diabolizar «os impostos» e venerar «os lucros», procurando fazer esquecer que os primeiros são uma receita do Estado gasta de uma forma mais ou menos justa, conforme o decidido no Orçamento do Estado, enquanto os «lucros» e os «ganhos» dos especuladores e dos accionistas alimentam, no essencial, um pequeno grupo de capitalistas. 
Tomando a opção oposta, os trabalhadores do sector têm insistido que o que é necessário é renacionalizar a Galp e acabar com a liberalização do sector, retomando o controlo público sobre um sector absolutamente estratégico."

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Apesar de não ter a maioria absoluta, a nova presidente da Junta de Buarcos e São Julião encara mandato com tranquilidade

Via Diário as Beiras
A presidente eleita da Junta de Buarcos e São Julião, Rosa Batista, que se candidatou pelo movimento independente Figueira A Primeira (FAP), liderado por Pedro Santana Lopes, que conquistou a presidência da Câmara da Figueira da Foz, toma posse amanhã. A cerimónia realiza-se, pelas 19H00, nas instalações da junta em Buarcos. 
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Rosa Batista adiantou que, “pelo menos para já”, vai assumir o mandato a tempo inteiro. “Depois de muito ponderar, vou assumir a tempo inteiro, mesmo que isso acarrete uma redução financeira substancial da receita familiar”, afirmou a professora do 1.º ciclo há 36 anos (profissão que vai suspender, a partir de amanhã). 
Buarcos e São Julião, devido ao número de eleitores que nela reside, é a única freguesia do concelho com condições para se poder exercer a presidência a tempo inteiro. 
Rosa Batista conquistou a presidência com maioria relativa. De acordo com os resultados eleitorais de 26 de setembro, a Assembleia de Freguesia, órgão autárquico de onde emana o executivo da junta, o FAP elegeu seis elementos, o PS cinco e o PSD dois.
O PSD não deverá vir a ser uma força de bloqueio. “Acima de tudo, a nossa postura é o que for melhor para a freguesia, tomarmos as melhores opções. A minha vontade política não se desliga da forma de estar na vida, independentemente de estar A, B ou C [no poder]. Sou uma pessoa com caráter, honrada, com elevação e respeito por quem me elegeu”, afirmou Carlos Moço, que se candidatou à presidência da junta e ocupa um dos dois lugares na Assembleia de Freguesia do PSD.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Do Cabedelo à Galé: o encerramento de parques de campismo e o modelo de sociedade que estamos a construir...

Vi um filme, com um argumento parecido ao que pode ser lido no jornal Público, num passado recente, no nosso concelho: um  parque de campismo localizado num lugar de excelência, com décadas a ser usufruído pelo povo, foi encerrado.
Para dar lugar a quê? Um dia destes saberemos essa verdade escondida em toda a sua plenitude.
O desfrutar tranquilo dum espaço único para se observar “aquele pôr-do-sol” desapareceu do olhar do utente do Parque de Campismo do Cabedelo, que esperava gozar lá a paz da sua reforma.
Certamente que grande número desses utentes eram cidadãos que votam em partidos e governos que defendem o capitalismo que tem como princípio, precisamente, transformar parques de campismo populares que estejam em lugares invejáveis, em “resorts” de luxo.
Esses utentes têm é que se decidir por um modelo de sociedade. Ou bem que são defensores de uma sociedade capitalista, com tudo o que o capitalismo implica e continuam a votar onde sempre votaram, ou querem outro modelo de sociedade e têm de votar diferente.
Quanto ao Cabedelo, estou em crer que muito ainda estará para vir ao conhecimento do povo, apesar de ter acontecido ao executivo que estava a tratar do assunto, o mesmo que fez aos utentes que - segundo eles... - não tinham categoria para usufruir dum espaço nobre: foi para o olho da rua.


«“Angústia” e “medo” passaram a ser os termos mais comuns nos que residem no parque de campismo da Galé, em Melides, depois de terem tomado conhecimento que a empresa americana Discovery Land Company adquiriu, por cerca de 25 milhões de euros, o espaço com 32 hectares à Imobiliária das Ilhas Atlânticas.  

Após a compra do empreendimento turístico Costa Terra à Semapa, da família Queiroz Pereira, a Discovery Land Company, que se especializou na instalação de resorts de luxo, adquiriu, segundo o Jornal de Negócios, ao mesmo grupo económico o parque de campismo da Galé, onde estarão a residir mais de meio milhar de utentes, na sua maioria reformados.

O parque de campismo era o derradeiro obstáculo que impedia a plenitude do projecto turístico conhecido por Costa Terra e que tem passado por algumas vicissitudes. Agora será mais fácil concretizar a instalação de um campo de golfe e 292 residências – o preço mínimo de um lote é 3,4 milhões de euros – e oferecer aos futuros residentes o pôr-do-sol que terá encantado Madonna, Rania da Jordânia, Nicolás Sarkozy, Carla Bruni, Carolina de Mónaco ou Kristin Scott-Thomas e, mais recentemente, George Clooney.

Um dos actuais utentes revelou ao PÚBLICO como os contornos do negócio que não conhecem deixou “assustada” a esmagadora maioria das famílias, que ali encontraram o seu espaço, algumas há mais de 30 anos, para aproveitar um pouco desta “zona paradisíaca”.

É praticamente certo que o parque irá ser desmantelado para dar lugar a um outro inicialmente dinamizado pelo empresário suíço Andreas Reinhart, que em 2008 o vendeu ao grupo de Pedro Queiroz Pereira. O projecto, entretanto, sofreu novo sobressalto e, em 2019, a Discovery Land Company assume a propriedade de um território com cerca de 200 hectares. E é desde aquele ano que se ouve falar da venda do parque, mas até agora ninguém informou os seus utentes do que se está a passar. Apenas respondem aos constantes pedidos de esclarecimento com a frase sistematicamente repetida: “para já não há nada”. Mas a intranquilidade que a expressão gera sustenta uma pergunta: “Quando é que acaba o ‘para já’?”

Embora reconheçam que a venda do parque “é um negócio legítimo e legal, é insuportável a gestão do silêncio que está a ser feita”, comenta um dos utentes que prestou declarações ao PÚBLICO, acrescentando que comprou a casa em madeira onde vive há anos e que ainda a está a pagar. “Cada um lança o seu palpite” e é num ambiente de grande tensão que se passou a viver no parque de campismo da Galé.

E é nesta inconsistência quanto ao futuro que o desfrutar tranquilo do espaço único para se observar “o pôr-do-sol que alimentou tantos amores e as preces de tantos sonhadores” pode desaparecer do olhar de quem “não tem dinheiro para estar nos resorts”, lamenta-se o utente, que esperava desfrutar a paz da sua reforma no Parque de Campismo da Galé.

O dia-a-dia calmo, tranquilo, “é agora pesaroso”, acentua outro residente, vincando a sua indignação: “Tem de haver uma solução para os mais pobres, senão qualquer dia não temos acesso à praia” nesta zona da costa alentejana.

O receio que o parque de campismo da Galé possa estar a chegar ao fim está a provocar um crescente mal-estar, não só nos que actualmente aproveitam o espaço, como de muitos que por lá passaram ao longo das últimas três décadas. Este era um dos últimos redutos para pernoitar numa zona onde a oferta é sobretudo dirigida a quem tem os bolsos mais recheados

Um grupo de utentes do parque está a dinamizar uma campanha de solidariedade que envolve organizações e cidadãos portugueses e estrangeiros que viveram ou passaram pelo parque, incluindo o mundo artístico, para que seja mantido “o cantinho para viver a nossa reforma.”»

Ontem, foi a última reunião de Câmara do mandato 2017/2021

 Via Diário de Coimbra

"Os vereadores foram almoçar juntos". Porém, Ricardo Silva, que vai continuar no próximo executivo não foi... A Figueira está menos perigosa?.

 Via Diário as Beiras

"Pedro Machado renunciou ao mandato. Ricardo Silva, vai desempenhar o papel de de «fiel da balança»."

Ontem, "Ricardo Silva (PSD), alegando motivos pessoais, não participou na última reunião do actual executivo."

O que já tinha acontecido na penúltima.

"No fim da reunião, os vereadores foram almoçar juntos, a convite de Carlos Tenreiro e Miguel Babo, um gesto de convívio democrático no final do mandato."

"Os diretores dos quatros agrupamentos de escolas do concelho e da escola não agrupada (Joaquim de Carvalho) subscreveram «uma homenagem de agradecimento» ao presidente Carlos Monteiro, e ao vereador com o Pelouro da Educação, Nuno Gonçalves, «por tudo o que fizeram pela educação no concelho»."

Abençoada "lei covid"...

 


Via jornal Público

Na despedida do Dr. Carlos Monteiro como presidente de Câmara da Figueira da Foz


Em memória de tempos em que o concelho caminhava determinado em direcção ao futuro, sob a batuta de um autarca que nunca foi eleito como cabeça-de-lista (nem para a junta de freguesia de S. Julião...) o próximo presidente de câmara da Figueira da Foz, não pode esquecer a homenagem devida ao ainda actual que, ontem, a culminar a sua "breve" carreira presidencial, presidiu à última reunião camarária do mandato 2017/2021.

Na Figueira existem duas espécies de pessoas. 
As normais, como eu e o leitor, que nalguns dias podemos ver de manhã reflectido no espelho da casa de banho a pessoa mais inteligente, ou a mais atlética, ou a mais bonita, ou a mais competente.
E, depois há as outras: aquelas que se levantam e vêm no espelho a única pessoa inteligente, bonita, atlética  e competente do concelho. 
E estas, é que fazem toda a diferença. Como se viu nos últimos anos. 
A obra, embora alguma dela inacabada, fala por si.
O executivo municipal da Figueira da Foz, liderado pelo Partido Socialista (PS), fez ontem, segunda-feira o balanço de 12 anos de governação, assinalando a amortização da dívida de 92 milhões de euros "herdada" em 2009, para os 32 milhões.
A intervenção de Carlos Monteiro durou cerca de 20 minutos. Focou, nomeadamente, "o trabalho realizado em variadas áreas de intervenção municipal"
"O mapa de pessoal afecto ao município possui 838 funcionários - incluindo a Câmara Municipal, Proteção Civil, Figueira Domus, Bombeiros Sapadores e cinco agrupamentos escolares - ascendendo o número de avençados e prestadores de serviços a 27 pessoas."
"Em nota final para memória futura, sem nunca ter posto em causa a dignidade da representação da autarquia, pretendo que seja do conhecimento público que o valor total de ajudas de custo, ao longo de 12 anos de exercício, foi de 988,55 euros, o que configura uma média de 82,38 euros por ano", enfatizou Carlos Monteiro.

A terminar.
Recorde-se: três antigos presidentes da Câmara da Figueira da Foz, todos autarcas em democracia, têm o seu nome na zona ribeirinha da Figueira da Foz, junto ao rio Mondego.
Aguiar de Carvalho na praça da Europa, em frente aos Paços do Concelho; Duarte Silva um pouco mais a oeste, na marina;  e João Ataíde, na zona junto ao Forte de Santa Catarina, mais perto da praia.
Dr. Santana Lopes, próximo presidente de câmara da Figueira: em memória de tempos em que o concelho caminhava determinado em direcção ao futuro, venha de lá essa homenagem ao seu antecessor no caro.
Contudo, primeiro, convém acabar a obra do Jardim Municipal. Tudo indica que este será o espaço em que será possível fazer a homenagem com o acordo do homenageado.

Entregar a escola a este modelo de gestão autárquica?

Entregar a escola a este modelo de gestão autárquica? – texto do Paulo Prudêncio

«Para Eduardo Souto Moura, que tem 40 anos de relações com a administração portuguesa, "o pior da corrupção na nossa administração é o poder local". No programa "Primeira Pessoa", o arquitecto diz (a partir do minuto 23 na RTP Play) que, por isso, votou contra a regionalização. Salientou que com estas declarações "o vão matar" e que "o poder local é o expoente máximo da manipulação de dinheiros e favores que ninguém vislumbra e com parcialidades nas decisões sobre loteamentos e aprovação de projectos".

As nações que falham por inconsistência de políticas inclusivas têm uma característica comum: constituição de vários órgãos com funções semelhantes numa mesma organização. O resultado é a dispersão da capacidade das oposições e da fiscalização, e a inscrição de decisões autocráticas a favor de oligarquias e contrárias à distribuição da riqueza.»

"A municipalização das escolas no presente contexto constitui mais um rude golpe no já fragilizado sistema educativo, na medida em que, por um lado, os reizinhos autárquicos ficam de mãos livres para manipular a seu bel prazer a totalidade do pessoal docente e funcionários. Por outro, e ainda pior, o ensino fica complementarmente à mercê das conveniências e interesses político-partidários, amiguismos, tráfico de influências e tudo o mais em que sabemos ser fértil o dito poder. O próprio ensino deixa de ter uma matriz nacional para descambar em miríades de orientaçõezinhas locais. A classe docente fica inteiramente dividida no seu poder de contestar quaisquer orientações por mais nefastas ao adequado funcionamento das escolas ou aos interesses dos alunos. Que a qualidade dos resultados e que a eficiência caia em flecha, nada disso preocupa as elites que estão por trás de todas estas maquinações. Claro que é indispensável melhorar substancialmente o sistema eleitoral autárquico, dando-lhe mais transparência, agilidade, representatividade e responsabilização, mas mais importante ainda seria a criação de uma autoridade fiscalizadora independente, do tipo Provedoria, dotada de reais poderes de intervenção. Uma ferramenta legal imprescindível seria também uma verdadeira lei das incompatibilidades que estabelecesse que nenhum funcionário de qualquer nível pudesse tomar decisões nas quais tivesse interesse directo ou indirecto. Na ausência destes dois cruciais instrumentos de controle, o navio continuará a seguir a toda a velocidade rumo ao iceberg."

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

O "tacho"...

A propósito das nomeações políticas, que estão para surgir, para um organismo público...
A citação é do Garrett: "Foge, cão, que te fazem barão."
"Para onde? Se me fazem visconde..."