segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Nunca falta animação e diversão na Rua 5 de Outubro, em Buarcos...

Hilariante...

"Um incêndio numa habitação em Soure durante a madrugada de hoje deixou duas pessoas desalojadas", é a notícia publicada pelo O Figueirense.
Porque carga de água aparece esta foto com o presidente da câmara da Figueira da Foz?
Estes publicitários são cá uns exagerados!..

Para ler e pensar...







"A abstenção não se combate com posts dizer a “eu já votei”. 
A abstenção não se combate com posts publicados na véspera e no dia das eleições a fazer o elogio do voto. 
A abstenção não se combate a apontar o dedo a quem não vota, a enumerar culpados. 
As pessoas que se abstêm não o vão deixar de fazer por vergonha ou culpa. Ou para não parecer mal aos que têm a atitude certa, correcta. As pessoas que se abstêm poderão deixar de o fazer se houver uma discussão politica que os envolva nos 4 anos que antecedem as eleições. E, acima de tudo, se desde cedo, sim, muito cedo, forem despertados em casa, na escola, para a vida política. Para uma consciência de que o voto é um direito precioso e um dever ainda maior. Não se cria um leitor por se lhe apontar o dedo, dizendo em tom paternalista: “ah, tu não lês, és preguiçoso, não queres saber e por isso não és merecedor de uma coisa qualquer”. Cria-se um leitor dando-lhe livros para as mãos desde cedo, cria-se um leitor em casa de pais leitores, dando o exemplo. 
Demora tempo, exige espera, dedicação e, acima de tudo, crença no outro. Na política é a mesma coisa.
Já agora, para que não haja dúvidas, eu voto."

Pombal reforça apoio a clubes com instalações próprias

"A Câmara Municipal de Pombal deliberou reforçar o apoio aos clubes com instalações próprias do concelho, visando minimizar os custos inerentes despesas de funcionamento e manutenção das mesmas.
Este apoio extraordinário visa fomentar a igualdade de tratamento entre os clubes, uma vez que as instalações próprias acarretam um conjunto significativo de custos que os clubes que utilizam infraestruturas municipais não têm de suportar.
Os custos que este apoio pretende minimizar prendem-se com aquisição de produtos de limpeza, higiene e manutenção, eletricidade, gás, água e aquisição de seguros para as instalações.
Os apoios a conceder neste âmbito podem ir até ao máximo de 5.000€ por clube, dependendo do tipo de equipamento e da sua utilização."

Via Noticias de Coimbra

Progressão na carreira...

Via Diário as Beiras

"É aquilo que se esperava..."

Via Diário as Beiras

CORRUPÇÃO COM NOVA CARTILHA

"Os cargos de Francisca Van Dunem, Pedro Nuno Santos e Graça Fonseca estão garantidos.

Contudo, não é através de decreto que os cidadãos passam a respeitar, respectivamente, os ministros da Justiça, das Infraestruturas e da Habitação e da Cultura.

Para "salvar" os três governantes, António Costa jogou tudo no alívio da pressão sobre a rolha da garrafa da corrupção ao mais alto nível do Governo e da Administração.
E Lucília Gago, procuradora-geral da República, chancelou a maior brecha no combate aos crimes de colarinho branco, desde o 25 de Abril de 1974, na proporcional medida em as suas toilettes esvoaçam colorida e suavemente sobre as críticas do Conselho da Europa e de outras instituições internacionais.

Resta ainda saber se Lucília Gago vai determinar o carácter vinculativo do parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ainda assim, como já parecem remotos os tempos em que Joana Marques Vidal sustentava a tese das «redes de corrupção instaladas no Estado» - aliás, corroborando Maria José Morgado -, a qual teve o mérito de perturbar a tranquilidade do bailete instalado e em curso.

Vamos aos factos, por exemplo em relação ao sector da Saúde, em que a grassa a suspeita da grande corrupção, para observar, salvo melhor opinião, a monstruosidade política da tese defendida por António Costa, e agora secundada pela PGR:

76% dos portugueses consideram que a qualidade dos serviços públicos de Saúde ficou na mesma ou piorou no último ano;

 65% dos portugueses consideram que a corrupção ficou na mesma ou aumentou no último ano.

A relevância destes dois números, recentemente publicados pelo "Expresso", obriga a fazer mais e muito melhor, mas o Governo e o MP optaram por recuar em relação à Lei, com efeitos ainda pouco perceptíveis quanto ao futuro.
Só um serventuário do poder pode confundir o escrutínio implacável e o reforço da transparência com uma qualquer suspeição que tem subjacente uma avaliação de carácter dos titulares de cargos políticos e públicos.

De facto, com o parecer do Conselho Consultivo da PGR quase metade do PIB nacional controlado pelo Estado passou a estar mais exposto ao compadrio e às redes de influências.
Já sabíamos que esta espécie de PS que ocupa o poder padece de uma alergia crónica em relação à ética republicana, um princípio, aliás, cada vez mais abastardado, como comprova a extraordinária fantasia, tão impune quanto mirabolante, de ninguém ter dado conta no Largo do Rato do elefante no meio da loja.

Agora, desgraçadamente, ficámos a saber que a nova cúpula do Ministério Público atirou a toalha ao chão, quiçá plasticizando o atrevimento passado de incomodar um par de poderosos, e reforçou a percepção generalizada de um perdoa-me rastejante."

RUI COSTA-PINTO

A CAMPANHA ELEITORAL DAS LEGISLATIVAS DE 2019

O QUE SE PODE ESPERAR

"A última sondagem tende a reflectir a posição do eleitorado depois dos debates televisivos. Como era de esperar, Rio sobe, não necessariamente à custa do PS, o que é pena para quem não deseja uma maioria absoluta, mas porventura à custa da abstenção e do voto branco (eleitores do PSD desiludidos), porventura também à custa dos novos eleitores, que se não deixaram seduzir pelas “tontices” fundamentalistas do PAN e ainda alguma coisa à custa do depauperado CDS de Cristas.
A subida do PSD para níveis que o aproximem dos 28% garantirá a continuidade de Rio à frente do partido e deixá-lo-á em excelente posição para se tornar no parceiro privilegiado de Costa na próxima legislatura. Certamente, se não houver maioria absoluta, assistiremos a uma retórica da parte do PS tendente a deixar na opinião pública a ideia (que o PS que conta nestes últimos dois meses já se encarregou de desmentir) de que a solução de 2015 só não se repetirá se os partidos da esquerda a não quiserem. Como porém esta solução é irrepetível, não apenas por ser outro o contexto político, também por terem sido bastante enfatizados os seus resultados negativos, mas acima de tudo por ela só ser viável se se propusesse alcançar conquistas e garantir avanços em áreas claramente de esquerda (direito laboral, serviços públicos, investimento público e outras garantias sociais) que o PS do “tratado orçamental” e do “pacto de estabilidade e crescimento” não está em condições de satisfazer, o mais provável é que para a base principal da governação o PS (sem maioria absoluta) busque o apoio do PSD, calada que esteja a sua facção mais agressivamente neoliberal.   
Da parte do Bloco a não participação indirecta no governo não constituirá uma boa coisa. Toda a sua estratégia, aliada à extraordinária capacidade de Catarina Martins para captar votos, apontavam para uma participação mais activa no governo. Esta estratégia do Bloco colide, porém, frontalmente, como já se viu, com a do PS que vê no BE não apenas o seu mais directo concorrente à esquerda, mas também aquele em cujo eleitorado não “pesca” votos por mais que tente reverter a seu favor os efeitos das medidas que com muita relutância aceitou pôr em prática. O Bloco sabe também, como partido de esquerda e como partido que não dispensa o eleitoralismo, que há limites que não poderá ultrapassar por mais tentadora que continue a ser a sua participação indirecta no governo. Ou seja, o Bloco sabe que não poderá prescindir das bandeiras de esquerda por que sempre se bateu, mesmo aquelas que aparentemente não dão votos (como o fortalecimento dos serviços públicos), embora os tirem a quem governa se não forem devidamente acauteladas, e sabe também que a sua participação só se justificará aos olhos do seu eleitorado se houver avanços significativos no plano da distribuição directa de vantagens, como, por exemplo, a satisfação das reivindicações de certas classes profissionais. Ou seja, tudo matérias a que o PS não pode chegar.
O PCP, por seu turno, sempre com uma visão mais estrutural da política, muito embrenhado nas tais lutas que não dão votos, e sem grande capacidade para tirar partido eleitoral dos avanços conseguidos à custa da sua acção, acaba por ser o partido que mais à vontade se sentirá no tempo pós eleitoral, a menos que o resultado das eleições seja uma verdadeira catástrofe. Embora o PS preze a colaboração do PCP, não apenas pela fidelidade aos compromissos assumidos, mas, principalmente, por ser o partido que eleitoralmente menos prejuízo lhe causa, antes pelo contrário, a verdade é que não estando o PS em condições de responder satisfatoriamente às novas exigências do PCP, o mais natural é que este não encare como prioritária a sua participação na solução governativa, quer o BE venha nela a participar, quer, por maioria de razão, não venha.
Em grandes dificuldades, lutando pela sua sobrevivência política, estão Cristas e o CDS. Como partido apêndice do PSD, perturbado pelas suas oscilações estratégicas, entre um neoliberalismo puro e duro e uma democracia social-liberal, o CDS depois de se ter afastado da herança da sua última experiência governativa, sem contudo se posicionar numa alternativa credível, vive hoje o drama do descrédito a que o eleitorado o votou, como se confirmou, ao contrário do que foi dito, nas autárquicas entendidas na sua totalidade, nas europeias e mais logo nas regionais da Madeira. A perturbação é tanta que Cristas já procura Marcelo como bóia de salvação. Já não pede o voto nela, pede que não votem exageradamente na esquerda para conservar o papel “equilibrador” do Presidente da República. Como se a maioria de dois terços na AR tivesse uma importância decisiva em todos os eventuais vetos presidenciais…
Finalmente, o PAN que conseguiu durante quatro anos deixar transparecer uma ténue imagem da sua verdadeira natureza - a imagem que mais lhe convinha. É difícil antecipar até onde poderá ir. Mas irá certamente bastante além do que seria razoável…"
JM Correia Pinto

domingo, 22 de setembro de 2019

Acordem para a vida...

RODRIGO SERRÃO

O algodão não engana...

Sentido de oportunidade ou de oportunismo político?.. Qual foi a diferença entre o que se passou no caso do abate das árvores, em Buarcos, e na aprovação do projecto do Jardim Municipal? Onde está a tal "a mudança de quase 180 graus por parte da governação, desde Abril deste ano", vista pelo Dr. Carlos Tenreiro?.. Até acredito que o defeito possa ser meu: têm é de me provar que estou enganado, com exemplos concretos... Não com "paleio de chacha"...
Imagem sacada daqui

PARA MEMÓRIA FUTURA - O BIFE

Pela habitual ironia. Pela explanação culta e bem conseguida. Pelo apurado sarcasmo. Pela irreverência de sempre. E pela persistência que já vai longa, leiam este texto de Nelson Fernandes. Garanto que são dois ou três minutos que valem a pena.
"A carne entrou na minha vida aos bocadinhos, bem misturada com muita massa, muito arroz, muitas batatas; a carne era cara e nós éramos muitos à mesa. O «Fonisca» quando se referia ao chouriço dizia: - O meu pai come-lhe a carne, a minha mãe come-lhe as peles e eu «chucho-lhe» os baraços.
Um bife! Ouvia-mos falar no bife. E pasmava-mos como é que se podia comer, sozinho, um bife inteiro. Que me lembre, penso que a minha primeira vez, terá sido no ano de 1957, ou 1958, na pensão Areias em Vila Real. Por alguma razão que se foi, num dia de Verão, há hora de almoço, uma toalha vermelha e branca pousada em cima de uma mesa de madeira, recebeu uma travessa com dois bifes inteiros. Um deles era-me destinado. O outro calhava ao meu pai.
Ainda hoje o sabor daquele bife é o padrão gustativo dos bifes que, acompanharam o meu crescimento, e, mais tarde, temperam o meu corpo de ácido úrico.
Um bife, hoje, é ir ao Miguel, vê-lo a pegar na peça de alcatra e examiná-la com amor e sabedoria. Pousa-la na mesa de corte, pegar na faca e no afiador e casa-los como só um talhante sabe fazer. Dois dedos? Pergunta por desfastio; e, enquanto a mão direita desfere o golpe certeiro, a mão esquerda ampara carinhosamente o bife, como que a impedir que se magoe na queda.
Prepara-se com sal grosso (outra espécie em vias de marginalização social), dum lado e doutro. Quem quiser pode pincela-lo com manteiga e alho esmagado, mas evite complicações. Esbraseie até ficar com as marcas do arame, e coma mal passado, depois de um pequeno repouso que a carne merece, e o seu palato agradece.
Este «prazer da carne» está vedado ao Magnifico Reitor da Universidade de Coimbra, e por via dele aos estudantes, ou antes aos frequentadores das cantinas universitárias. Eu há tempos que ando com medo que um dia, um qualquer «maduro» nos imponha, como dieta, palha ao almoço e erva ao jantar. Morreremos cheiinhos de saúde. Mas tão sensaborões que nem os bichos nos hão-de querer."

sábado, 21 de setembro de 2019

Gente que não tem vergonha na cara...

Nenhuma gota de chuva se julga culpada pela inundação...

Às vezes, ao tentar lavar as mãos acabamos por sujar a consciência...

Imagem via Diário as Beiras

A Figueira é uma cidade pequenina. Assim parece que somos. Assim parece que vamos. Atentos, venerandos e obrigados. Seguidistas, flexíveis até onde fôr preciso para obedecer, bem comportadinhos para não destoar. 
Os da maioria querem? Faz-se. 
Este é o concelho “óbvio” da geração que nos desgoverna, ostentando com garbo, mas singular amnésia, o voto quadrienal na lapela, que lhes serve para tudo. 
O voto, para esta geração de políticos de plástico não é um compromisso, apenas um trampolim. 

Sonho tem significado...

... quando eles acontecem, significa que quem sonha está a dormir.
6 de outubro está à porta. 
Acorde e pense...

Os abstencionistas dizem que não votam porque não acreditam na classe política...

Mas, o que é que fazem para a melhorar?..

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Estão a estragá-la... Fica um pedido: não lhe estraguem (ainda mais) a alma...

Seiça...

Propaganda, é o que mais preocupou os "nossos" autarcas...

Paulo Pinto, tu que és autarca, por escolha dos moradores da freguesia do Paião, esclarece por favor: é prioritário investir 1 milhão e duzentos mil euros no jardim municipal, ou, por exemplo, no Convento de Seiça?..
Há explicação para isto?

Andam por aí a perguntar: E tu, que fazias com milhão e meio de euros?...

José Augusto Marques responde: 

"Se fosse politico no activo e tivesse por isso a noção do estado global do concelho, talvez resolvesse alguns problemas prementes que são apontados todos dias um pouco por todo o lado. Como o “centrão”, que andou oito anos a tentar que lhe alimentasse o clientelismo em vão, fez o favor de me empurrar da política activa há dez anos, com a esquerda anquilosada a bater palmas de contente, limito-me a ver o meu canto sem qualquer obrigação de ser imparcial.
Portanto, atiro com várias soluções..."

Para ficar a conhecer as soluções apontadas por José Augusto Marques, basta clicar aqui.

Há eleições a 6 de outubro próximo: tirem vocês mesmos as devidas conclusões...

Costa ainda em maioria absoluta: "Aldeia Segura", "Pessoas Seguras", "Portugal no seu melhor"!..

O General Mourato Nunes, presidente da Protecção Civil, foi constituído arguido
E, para já, não apresenta a demissão. 
Ministro Eduardo Cabrita reitera "plena confiança" no presidente da Protecção Civil que foi constituído arguido
Entretanto, António Costa não o demite, nem comenta...
Entretanto ainda:  Marcelo Rebelo de Sousa informa o país que vai continuar a comer um bom bife
Assim vai o estado a que isto chegou...

Executivo camarário 0 - Figueira ao abandono - goleada

 "Pedaços de abandono - Brenha 2" - Vídeo de José Miguel Pinto

ARU MAIORCA:

Estado do Concelho: mais aqui.

OBRAS NA FIGUEIRA: Buarcos, "baixa da cidade", Cabedelo, Jardim Municipal

Resultado neste momentoexecutivo camarário 4 - concelho da Figueira - 0

Os covagalenses andam a respirar pó de amianto. O assunto foi denunciado em reunião de câmara. Balanço: vitórias de Ataíde, Monteiro, Tenreiro e Babo. Derrota do ambiente na "vila" de S. Pedro...

Na reunião de câmara, realizada no dia de 15 de julho passado, o tema "resíduos de construção e demolição", foi abordado por iniciativa do vereador Ricardo Silva, que apresentou um requerimento:
Na reunião de câmara realizada na passada quarta-feira, dia 18 do corrente, o senhor Jorge Simões, morador na Gala, foi queixar-se do ambiente envenenado que os covagalenses estão a respirar e dos prejuízos que teve de suportar para retirar do seu quintal 400 kilos de telhas de amianto que foram parar à sua propriedade, na altura da tempestade Leslie, vindas das antigas instalações da Alberto Gaspar. Este é um problema de saúde pública, pois afecta toda a população de S. Pedro, que deveria preocupar as autoridades competentes: câmara municipal da Figueira da Foz e junta de freguesia de S. Pedro. Pelo que tive oportunidade de verificar ao vivo, o senhor Jorge Simões foi alertar a autarquia figueirense para a enorme quantidade de amianto que existe nas instalações da Alberto Gaspar e veio como foi: sem nenhuma solução e de mãos a abanar.
No fundo, isto é ridículo...
Em Maio passado, o secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, que tinha sido presidente da câmara até Abril, um mês antes, não poupou, elogios à autarquia de que esteve à frente cerca de 10 anos!.. 
Na prática é o que vemos, ouvimos, respiramos e não podemos ignorar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Bob construtor

Era uma vez um senhor que gostava de dizer que era bob construtor.
Passados uns anos, poucos, cerca de meia dúzia, certamente por um acaso do destino, o tal bob constrtutor, após a exoneração chefe do departamento de obras, ficou com a coordenação das mesmas, lá na xafarica...
No fundo, isto é como com as guitarras: não interessa a marca da tua guitarra.
Interessa, sim, o que conseguiste fazer com ela...

Para mim, prognósticos só no fim...

 ... e tu, que fazias com milhão e meio de euros?

"Os 300 mil euros em Março passaram a 800 mil em Julho.
Chegamos a Setembro e a requalificação do Jardim Municipal e envolvente, qual leilão, foi arrebatada ontem em reunião de câmara por 1 milhão e 200 mil (com votos a favor de 2/3 da “oposição”, apesar de considerarem o projecto “desnecessário”).
Se contarmos com os habituais imprevistos, imponderáveis e rectificações, facilmente chegaremos ao milhão e meio de euros.
Estamos a falar de um Jardim do tamanho de um campo de futebol. Se um figueirense tem dificuldade em perceber um investimento deste tamanhão, como é que se explica este número ao resto do concelho?"

"IMI aumenta 300% para quem tem prédios abandonados"...

Via Diário de Coimbra

"O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), a cobrar para o próximo ano, vai manter-se para a maioria da população, foi ontem decidido em reunião de Câmara. Todavia, quem tem prédios abandonados vai ver o imposto agravar-se 300%, porque o presidente da Câmara quer «dar o sinal de que, quem não os coloca ao serviço das populações, ou que põem em causa as áreas urbanas, terá este agravamento sobre o valor da taxa»."

Nota de rodapé:
Querem ver que é desta que os proprietários do Edifício "O Trabalho" recuperam o edifício?..
Ou será que entregam o Edifício à Câmara e pedem para receber o troco?..
Ou isto não passa de demagogia e no concreto vai dar em nada?

Preocupações

"Em 2016, mal tinha aquecido a cadeira, o primeiro-ministro já deixava cair uma das suas mais arrojadas promessas eleitorais: um imposto sobre heranças superiores a um milhão de euros. Pouco tempo depois travou o imposto sobre fortunas reclamado pelos parceiros à esquerda e reciclou-o num (mais inócuo) imposto sobre o grande património imobiliário (AIMI). Inviabilizou medidas mais musculadas contra o negócio do trabalho temporário. Convidou destacados empresários da praça a proporem um cardápio de instrumentos de ajuda à capitalização e financiamento das empresas, o que lhe valeu a tal menção honrosa da Comissão Europeia, que ontem exibiu no debate. Não beliscou o regime de residentes não habituais (o que pretende transformar Portugal na Florida da Europa), apesar dos embaraços diplomáticos e de pressões dentro do seu próprio Governo. Desbloqueou o impasse dos activos por impostos diferidos na banca. E ainda deu corpo a uma promessa de Passos Coelho e lançou as SIGI, um novo tipo de sociedades imobiliárias pelas quais o mercado há muito suspirava. Com tamanho curriculum não admira o rasgado elogio que em janeiro a presidente da bolsa de Lisboa lhe fez aqui no Expresso ao dizer que “desde que Miguel Cadilhe foi ministro das Finanças nunca tivemos um Governo com uma iniciativa tão estruturada relativamente ao mercado”. Nem espanta que os empresários se acotovelem para ouvi-lo e lhe façam juras de fidelidade."

Elisabete Miranda, no Expresso Curto de terça-feira, resume algumas das apostas de António Costa“um socialista com preocupações capitalistas”.

"Na realidade, António Costa é um produto da famigerada terceira via dos anos noventa, ou seja, não é socialista: de Guterres a Sócrates, tratou-se por cá de aceitar a herança do cavaquismo, com algumas, cada vez menos, notas de rodapé dissonantes. Só a viragem para a direita no panorama nacional, favorecida pela integração europeia realmente existente, incluindo a decisiva intervenção da troika, pode tornado este passado recente mais turvo. Lembrem-se da agenda para a década e do programa macroeconómico de Centeno, que depois tomou conta do sininho no chamado Eurogrupo: trata-se sempre de adaptar a economia política nacional às exigências da forma mais intensa de globalização que dá pelo nome de integração europeia.

Já agora, as concessões que a esquerda conseguiu obter nesta solução governativa travaram e até reverteram alguns aspectos conjunturais desta política, mas, dada a relação de forças interna e externa e a falta de instrumentos de política, não conseguiram ainda operar viragens importantes na economia política. As coisas são como foram politicamente feitas nos períodos de furto supranacional de instrumentos de política.

Por sua vez, as preocupações capitalistas de António Costa são as de um tempo e de um lugar em que o capitalismo assume formas cada vez menos sustentáveis. Nesta periferia do euro, o extrovertido nexo finança-imobiliário-turismo, a base material do porno-riquismo, resume toda uma bem sórdida dependência nacional. O chamado modelo Flórida tem sido consolidado. Foi teorizado, entre outros, por Olivier Blanchard, num estudo para o Ministério das Finanças de Teixeira dos Santos, ainda antes de ser economista-chefe do FMI. Ninguém pode por isso ficar por surpreendido pelos baixos salários, pela precariedade, pela medíocre evolução da produtividade ou pela maior exposição à instabilidade internacional, para já não falar da transformação do governo numa claque da Ryanair."


Via Ladrões de Bicicletas

Tudo morre. O tempo é de silêncio...



Imagem via Diário as Beiras

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Há dias assim: em que apetece terminar com música...

O caso do coreto

Na reunião de câmara hoje realizada, o coreto foi aprovado.
CARLOS MONTEIRO justificou: "Foi colocado num programa eleitoral. E temos de respeitar a democracia"...

Muitos de nós recordam-se certamente da música a emanar do coreto do jardim municipal rodeado de gente ávida de a ouvir. 
Era assim, de forma simples e acessível, que a música e a cultura chegava aos figueirenses. 
E hoje, com A FALTA DO CORETO, como é? 
Hoje, há concertos no CAE para elites que os podem pagar. Há iniciativas elitistas na Biblioteca Municipal, para os políticos se mostrarem em "traje de luces" para o social... 

Portanto, a falta do coreto faz imenso jeito aos que se vão demitindo de mais uma das suas funções: tornar acessível de forma simples a cultura ao Povo...
Ter um povo descontraído e alarve dá muito jeito.
Como puderam constatar ao longo do tempo, é fácil perceber os resultados eleitorais que se verificaram nas eleições autárquicas na Figueira nos últimos 40 anos.
Os eleitores figueirenses são mais facilmente seduzidos por sonhos do que por mensagens baseadas em promessas exequíveis ou em obra feita.
É claro que há políticas com mérito, que são mal explicadas, ou cuja “explicação”, ou a falta dela, acaba por ser o seu principal óbice. Contudo, não são tantas como isso, são mais a excepção do que a regra. 
O seu reverso é igualmente verdadeiro, há políticas erradas que uma boa comunicação torna “boas”.
Mas, isso não é sustentável durante muito tempo

Não se esqueçam, portanto, de olhar para os 10 anos, dez, de gestão autárquica do presidente Ataíde e da sua equipa...
O saldo espectacular, que apurariam se se dessem a esse trabalho, assenta numa fórmula mágica. 
Já testada por outros políticos, é uma fórmula com riscos mínimos. Funciona quase sempre  e pode ser aprendida em pouco tempo de poder...
A separação de águas, que se verificou no seio do poder político, na Figueira, entre o PS local, e quem mandou na câmara até Abril p.p., foi feita à custa da exclusão do partido.
É típica de políticos da "escola" tipo Cavaco Silva.

Ao PS figueirense ficou entregue a  agenda menor.
Agora, temos Carlos Monteiro como presidente e tudo está a mudar.
Albuquerque já foi recambiado para Cantanhede.
Se bem percebi, deu-se a extinção do departamento de obras e ambiente... 
Será que a matéria em causa  passa a ser coordenada pelo dr. Carlos Monteiro?

O caso das golas...

Ajustes dirigidos


Uma dessas empresas, a Foxtrot Aventura, que fez um contrato de 350 mil euros com a Protecção Civil, tem como proprietário o marido de uma autarca do PS de Guimarães. A outra empresa sugerida foi a Brain One [, a qual] teve desde 2017, ano da sua fundação, cinco adjudicações (ajustes directos e consultas prévias) da associação Geoparque de Arouca e da Câmara de Arouca, onde José Artur Neves foi autarca durante 12 anos. A polémica começou porque as golas eram feitas de um material inflamável, mas depressa se começou a questionar por que razão tinham sido estas as empresas a ganhar o concurso para fornecer os materiais para os kits. [PÚBLICO, 18/09/2919]
Se não tivesse sido o desbocado ministro Cabrita, tudo isto tinha passado despercebido. Tal como a imensidão de negociatas que levam o tutano do imenso dinheiro que descontamos para impostos. É só passar pelo BASE para começar a disparar questões.
Agora, demitiu-se o Secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves. Por “motivos pessoais”, claro está.
Nuno Neves, filho de José Artur Neves, é dono de 20% da Zerca Lda., criada em 2015. Confrontado pelo Observador, o secretário de Estado disse desconhecer “a existência de qualquer incompatibilidade neste domínio”, como desconhecer “também a celebração de tais contratos” [TVI24, 18/09/2919]
Nem sei de quem são as empresas nem faço ideia nenhuma“, afirmou o SE Neves no passado Junho. Tudo “irresponsável e alarmista“, assim classificou o ministro Cabrita o caso das golas.

"Foi um projecto pessoal que avançou quando compreendi que havia muitos elementos da história da Figueira que não eram conhecidos. É um projecto ligado ao património e à cultura, mas não necessariamente ao turismo, embora não lhe possa ser dissociado. Surgiu por sentirmos que a história da Figueira é muito rica e que existe muita coisa por dinamizar. Na Figueira da Foz, entre o Museu Municipal, os núcleos museológicos, o Palácio Sotto Mayor, o Coliseu Figueirense, e muitos outros espaços que existem por aí, podemos, articuladamente, criar finalmente uma imagem completa da Figueira, em termos históricos e patrimoniais."

Hoje à reunião de câmara...

É isto!..

Imagem sacada daqui

Obras: ponto da situação explicado de forma atabalhoada...

Depois de vários meses com as obras paradas, via Diário as Beiras, aqui está um bom exemplo do modelo de gestão na autarquia da nossa terra: fazem-se promessas que não se cumprem, lançam-se projectos que não se concluem, fixam-se prazos que se ignoram.
E os cidadãos do concelho permanecem impávidos e serenos...
Se toda a trapalhada ocorrida com estas obras lançadas por João Ataíde está a correr mal, estas explicações de Carlos Monteiro não auguram nada de bom.
Vejamos o caso do Cabedelo: "decorre a infraestruturação e requalificação do Cabedelo, onde a nova via rodoviária está pendente do resultado das negociações entre a administração portuária e concessionários"!..

"Tó João" na abertura da temporada 3 do Dez & 10...

imagem via Dez & 10
Queriam striptease completo não queriam?.. 
"gordo" sabe muito... 
Logo no início da série em que a produção prescindiu de artistas plásticas e de música,  deu-vos música...
Aprendam, que o Paredes não vai durar sempre...
"Quem tem memória política, ri-se."

"Lixeiras a céu aberto"...



Fotos sacadas daqui.
A recolha do lixo é uma das funções básicas das autarquias. A higiene pública é fundamental para proteger a saúde e qualidade de vida das populações. 
Começa a ser difícil para os responsáveis da nossa autarquia encontrar desculpas para a sua incapacidade para lidarem com a mais elementar das responsabilidades do município: manter o concelho limpo. 

As imagens do lixo acumulado evidencia incompetência na gestão no município. Obviamente, não estamos só perante muito desleixo. Mas, também, perante incompetência que cada vez é mais óbvia aos olhos dos figueirenses. 
Neste, como noutros domínios.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Antes da temporada 3, fica uma deliciosa recordação dum recém promovido vereador a presidente de câmara incrédulo com o que lhe aconteceu e completamente deslumbrado...

Na Figueira é tudo tão previsível!..
Tem hoje início a temporada 3 do Dez e 10.
Fica um breve resumo do último episódio da temporada 2.

Via Pedro Xavier Silva

Da minha Aldeia consigo ver quanta mentira circula no Universo político...

O assunto foi à última reunião de câmara por iniciativa do PSD: obra da ciclovia também já leva vários meses de atraso...

(Imagem via Diário as Beiras)

A política do quiosque continua...

Quiosque junto ao Coliseu Figueirense. Quiosque junto ao parque infantil das Abadias!
Fotos sacadas daqui.

Em 2016 foram investidos cerca de 300 mil euros na construção quiosques. 
Desses, dois continuam fechados. Desde 2016 que vão a hastas públicas e ninguém os quer.

Ontem, houve mais uma jornada do jogo do faz de conta...

Rio e as políticas climáticas: "Até já disse que concordava com um outdoor do BE"...


Costa: "Rui Rio tem uma obsessão contra a Justiça, não gosta dos juízes"...


Nota: 
Para ver o debate na íntegra clicar aqui.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Legislativas 2019: ainda há muito por vindimar...

A confusão é a habitual, sondagens incluídas, em período de pré-campanha.
Entretanto, a poeira vai assentando à medida da aproximação do período oficial de campanha... 
Quase um terço dos portugueses ainda não decidiu em quem vai votar. 
Até ao lavar dos cestos ainda é vindima...

Serviço Público

Quer conhecer os programas eleitorais de (quase) todos os partidos a votos nas próximas Legislativas? 

Usamos todas as desculpas e mais algumas para não votar. E tendemos a julgar pela capa, sem conhecer as propostas dos partidos que se apresentam a votos. Por esse motivo, disponibilizo aqui as ligações para os programas eleitorais às Legislativas que se avizinham. Caso tenha informação sobre o paradeiro dos programas em falta, agradeço desde já o envio dos mesmos, para incluir neste resumo. E não se esqueça de votar!
ALIANÇA:
BLOCO DE ESQUERDA:
CDS – PARTIDO POPULAR:
CDU:
CHEGA:
INICIATIVA LIBERAL:
JUNTOS PELO POVO:
Paradeiro incerto
LIVRE:
MOVIMENTO ALTERNATIVA SOCIALISTA:
NÓS, CIDADÃOS!:
PAN:
PARTIDO DA TERRA:
Paradeiro incerto
PARTIDO DEMOCRÁTICO REPUBLICANO:
PARTIDO POPULAR MONÁRQUICO:
Paradeiro incerto
PARTIDO TRABALHISTA PORTUGUÊS:
Paradeiro incerto
PARTIDO UNIDO DOS REFORMADOS E PENSIONISTAS:
Paradeiro incerto
PCTP/MRPP:
Paradeiro incerto
PNR:
PS:
PSD:
REAGIR, INCLUIR, RECICLAR:
Paradeiro incerto
(Via Aventar)