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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

domingo, 5 de julho de 2020

O urbanismo figueirense deu-se mal com o regime democrático....

"Eu não gosto de falar de felicidade, mas sim de harmonia: viver em harmonia com a nossa própria consciência, com o nosso meio envolvente, com a pessoa de quem se gosta, com os amigos. A harmonia é compatível com a indignação e a luta; a felicidade não, a felicidade é egoísta."
Saramago
O pluralismo, ao contrário do que muita boa gente pensa, não é um jornal publicar ao longo da semana, todos os dias, uma coluna de opinião.
Uns dias, de afectos ao PS; outros, de afectos ao PSD; resta um dia para o PCP e outro para o BE. 
O pluralismo não é isso. É outra coisa: consiste  em retratar as fracturas de opinião realmente existentes, por exemplo, numa sociedade como a Figueira.

Duarte Pacheco só fez o que fez em Portugal, porque tal aconteceu no Portugal do Estado Novo. O que ele fez, só era possível em ditadura e com a subordinação da propriedade privada, não à cidade, mas a uma cidade monumental de inspiração nas obras públicas do fascismo italiano. 
É isso que querem, hoje, para a Figueira? Se calhar, é ainda este modelo que, inconscientemente, povoa os sonhos de grandeza dos políticos que ocupam o poder na Figueira.

O Arquitecto Ribeiro Teles teve sempre  críticos das suas posições sobre a cidade. Só que esses, na Figueira, não perderam tempo a contestá-lo: o que foram fazendo ao longo dos anos, foi contra tudo aquilo que foi a luta da sua vida.
Na Figueira, sempre houve bom e mau urbanismo. Basta olhar para os últimos cem anos. O Parque das Abadias, vem do tempo do Estado Novo. Deve-se à visão do eng. Coelho Jordão, um presidente de câmara escolhido pelo regime anterior ao 25 de Abril. 
De 1974, para cá, recordo-me bem o que se tem passado. Os últimos 40 e tal anos de Estado Democrático deram muito de mau urbanismo à Figueira. 
Basta, para perceber isto, ir dar um passeio à marginal. 
Pode-se começar frente ao Mercado Municipal, olhar, com olhos de ver, para o Forte de Santa Catarina - que embora de pouco valor ou relevo para a história militar portuguesa, teve um papel fundamental na defesa da Figueira, bem como na explicação da sua formação e história - e prosseguir até às muralhas de Buarcos...

aF313

MAGOITO: ontem, 4 de Julho, a praia esteve assim... Bom domingo

Vídeo sacado daqui

sábado, 4 de julho de 2020

Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (7)

"Nas últimas semanas os temas que aparecem nesta rubrica do Diários as Beiras aguçam a nossa imaginação para ideias que recuperem e dinamizem os inúmeros espaços e monumentos que existem na Figueira da Foz e que estão inutilizados. Surgem-me duas questões fundamentais ao pensar em mais um edifício por revitalizar. A solução deve ser enquadrada na forma como o executivo do partido socialista tem idealizado o concelho? Ou devo-me fundamentar na solução que era suposto avançar naquele local? Se vamos por pressupostos, e respondendo à minha segunda questão, bem podemos esperar sentados. Um tributo às artes gráficas e visuais naquele espaço deve ser difícil de concretizar. Já que nos últimos anos, a Figueira “vive” de promessas! Mas se falarmos numa solução à imagem dos que mandam ocorre-me a ideia de existirem novos serviços camarários naquele local, e passo a explicar: Num concelho em que nos deparamos com as verdadeiras obras de “Santa Engrácia”, onde os projetos estão sempre a sofrer alterações devido a marcas de estacionamento que não estão bem, passeios que estão mal projetados, negociações em “cima do joelho” com proprietários de negócios que de repente estão a atrapalhar os planos, atribuição de indemnizações para acelerar processos, muros de betão em zonas costeiras, achados arqueológicos, alterações de estátuas que estavam em determinada posição com um propósito, enfim... poderia estar aqui eternamente a elencar as várias peripécias que têm transformado locais como Buarcos, a baixa da cidade e o lado sul do concelho em verdadeiros estaleiros. Neste sentido porque não criar no edifício do antigo quartel dos bombeiros um Gabinete de crise para o desenvolvimento das obras municipais? Podia ser que se resolvesse muitos dos problemas atuais. E já agora, como se verifica um grande interesse por parte do executivo municipal no que é escrito no “mundo virtual”, porque não criar um Gabinete de gestão de redes sociais e Blogues figueirenses? E se estas soluções não agradarem, que venha mais uma “mercearia”. Um El Corte Inglês não ficava nada mal, ainda por cima não temos nenhuma deste género para a colecção. Tudo soluções à imagem de quem manda! Que dizem?"
Via Diário as Beiras

Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (6)

"Em boa hora, o município construiu um novo quartel para os bombeiros sapadores. Ao contrário do antigo, este novo local apresenta agora excelentes acessibilidades, permitindo que, em poucos minutos, um carro de emergência consiga colocar-se em qualquer ponto do concelho, e é, estruturalmente, um edifício funcional, cumprindo todos os requisitos necessários para garantir a operacionalidade dos nossos bombeiros e proteção civil.
Claro que o novo não tem a história, a beleza arquitetónica e a importante envolvência do edifício original e é por isso que este último merece ser preservado e ter uma nova vida e uma nova função.
Tal como referido na semana passada, o município está a desenvolver, no núcleo antigo da Figueira da Foz, um Plano Estratégico de Reabilitação Urbana que, para além do que já está a ser levado a cabo no espaço público, tem também como desiderato a reabilitação de alguns edifícios municipais.
Destaco o antigo quartel dos bombeiros municipais, o edifício do Sítio das Artes, o antigo terminal rodoviário (já debatido neste jornal), o antigo edifício da PSP, bem como a reconversão do seu extenso quintal traseiro num parque de estacionamento de apoio aos residentes e clientes do comércio local.
O parque de estacionamento já está construído e, tanto quanto se esperava, é bastante utilizado. Quanto ao antigo edifício da PSP, que alberga a associação CASA no piso térreo, será reabilitado para acolher outras associações que sairão do edifício do Sítio das Artes. Por sua vez, este será transformado pelo IEFP num Centro de Formação Profissional. 
Finalmente, a reabilitação do antigo quartel, cuja obra se encontra atualmente em curso, passa pela sua reconversão num edifício dedicado à imagem: fotografia, cinema e multimédia. 
Além de ser destinado aos serviços municipais, nomeadamente ao serviço de Arquivo Fotográfico Municipal, integrará laboratórios de imagem e multimédia, salas de projeção, salas de exposição polivalentes em complementaridade com espaços para empreendedores que poderão utilizar as sinergias colaborativas criadas para que surjam novos negócios e projetos nestes domínios tão eminentes na Figueira da Foz."
Via Diário as Beiras

Montagem mural A FAMÍLIA na Rua de Buarcos

"Assassinato de paisagem em Piodão"...

Via Rita Ferro
"A Aldeia Histórica do Piódão constitui um conjunto arquitetónico de rara beleza pelo seu enquadramento natural, mas também pela sua antiguidade, unidade e estado de preservação das construções, sendo apelidada por muitos como “aldeia presépio” dada a sua configuração que se espraia pela encosta do monte com as casas em xisto e lousa e as janelas e portas pintadas de azul, em anfiteatro.

Enquadra-se na tipologia das “Aldeias Históricas”. Sabe-se que a aldeia do Piódão serviu de abrigo a muitos que se pretendiam esconder ou por questões políticas em épocas mais severas, ou por questões jurídicas. No entanto, não foram só foragidos que a procuraram. No século XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira, fundou um colégio que preparava alunos para a entrada no seminário. Muitos rapazes da Beira Interior passaram pelo colégio entre 1886 e 1906.

A história da aldeia perde-se na noite dos tempos. Poucos são os vestígios que permitem reconstruir a história, no entanto, os achados arqueológicos de Chãs d’Égua são um importante testemunho da possível antiguidade da aldeia.

A povoação de Piódão está classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 95/78, DR, I Série, n.º 210, de 12-09-1978".
Via Arganil Muncípio

Centenas de pessoas em festa na Embaixada dos EUA em Lisboa....

...foi em Lisboa, mas em território americano. Para ver a reportagem da TVI, clicar aqui.

Há Homens assim: "bons e generosos"

António Filipe (um homem visível e discreto)

Via Luis Osório
"1.
Na passada semana, numa comissão parlamentar, um dos deputados pediu que fosse assinalado o aniversário de João Cotrim de Figueiredo, líder da Iniciativa Liberal. O conjunto dos deputados presentes na sala aplaudiu.
O político que lembrou o aniversário chama-se António Filipe, é comunista e um dos deputados que ficará certamente para a história do parlamentarismo português.

2.
António Filipe, doutorado em Direito Constitucional numa universidade holandesa, é um senhor – como sempre me habituei a ouvir. Mas um senhor que é firme na defesa das posições do Partido Comunista.
É absolutamente discreto, mas não deixa de surgir e de dar o corpo às balas.
É um diplomata e respeitado por todas as bancadas. Mas toda a gente sabe que nele a civilidade não se confunde com amiguismo ou necessidade de ser amado.
É um homem de pontes e um comunicador em quem se confia, mas nele não existe ponta de vaidade ou excesso de protagonismo.

3.
Não é nada fácil fazer que ele faz, ocupar o lugar que ele ocupa.
Ele é visível e discreto.
Ele é elogiado sem dar nenhuma importância aos elogios.
Ele fala como se tivesse todo o tempo do mundo, mesmo que apenas tenha dois minutos.
Ele tem poder pessoal, mas o poder em que acredita é coletivo.
Ele tem carisma, mas quando o dia termina desaparece para a vida que lhe importa, junto da família ou do seu partido.

4.
Há muito que procurava um pretexto para lhe escrever um postal.
Poderia ter tido pretextos mais fortes, mas esta semana, com o episódio de Cotrim de Figueiredo, António Filipe foi o de sempre, um homem bom e generoso para os outros sem deixar de ser comunista em todas as facetas que definem um comunista."

"Eu e tu: milhões!"...

Joaquim Namorado


Nunca fui, não sou e posso dizer que nunca serei, pessoa de vinganças.
Todavia, sou de lembranças.

Todos os nomes são bonitos. Dora (diminutivo de Dorati), que é o nome da minha Mãe, é o nome mais belo que conheço. Quem o escolheu, fê-lo com carinho. 

Quando  alguém insulta a  pessoa que mais amamos na vida, ainda por cima depois dela já não ser desta vida, sentimos algo que nunca tínhamos sentido antes: que há coisas para as quais não há perdão.

Conheci pessoas que encerraram blogues com um argumento simples: tenho uma vida. Que eu saiba, uma vida temos todos. Alguns, porém, conseguem apenas o esboço de um projecto...

OUTRA MARGEM, anda por aqui, com  regularidade, desde 2006. Seria estultícia da minha parte, não reconhecer que, isto, já é um vício. Faz, como qualquer outro, parte da minha vida, com quem gosto de conviver de modo limpo, mesmo que, por vezes, utilize o vernáculo.

Conheci alguns que encerraram blogues. Partiram e nunca mais dei conta deles. As partidas são incertas. No mínimo, menos certas que o regresso.

Registe-se, "para já, o silênco da Direcção do Ténis Clube e dos sócios da empresa", no fundo algumas das mesmas pessoas...

Via Diário as Beiras

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (5)

"O quartel dos bombeiros municipais, recordo com saudade as visitas àquela instituição na época natalícia para observar o magnífico presépio que produziam anualmente. Hoje, os bombeiros já não estão no centro da cidade, felizmente criou-se o novo quartel dos bombeiros num local central do concelho, que permite um acesso rápido às principais vias de mobilidade.
No que toca ao aproveitamento do antigo espaço dos bombeiros municipais, considero que os recentes executivos municipais fi zeram uma escolha bastante acertada no que toca ao futuro daquele espaço. No seguimento do sucesso que foi o espaço de Coworking “Mercado de Ideias” o quartel municipal de bombeiros apresenta-se com um complemento fundamental na estratégia de criar um ecossistema empreendedor na Figueira da Foz.
Se por um lado o mercado de Ideias oferece um espaço de trabalho diferenciado, que motiva o empreendedor a criar sinergias com os seus colegas, este novo espaço dedicado à imagem e vídeo, permite utilizar ferramentas essenciais para vingar no exigente espaço digital.
Acredito, que este deva ser o mote do futuro quartel de bombeiros requalificado. Um espaço que ofereça as mais modernas ferramentas para filmar, fotografar e editar aos utilizadores inscritos no espaço, um modelo todo ele semelhante ao “Mercado de Ideias”.
Porque hoje, o conhecimento técnico de criar vídeo e imagem está bastante mais acessível do que aquilo que era há 20 anos, aquilo que continua a ser pouco acessível são as câmaras, os computadores e os estúdios. Assim, considero que esse deva ser o mote, permitir a várias pessoas utilizar estas ferramentas.
Não para se dedicarem exclusivamente às áreas mas como complementos de comunicação aos seus negócios.
Porque hoje é imperativo que o nosso concelho procure soluções que motivem os jovens a residir no concelho. Como já o disse noutras colunas de opinião, somos exímios a dar asas aos jovens estudantes do concelho, porém, ainda não conseguimos criar as condições para que a maioria retorne à terra que os viu crescer. Assim, considero que este projeto seja parte da solução para resolver este desiderato."
Via Diário as Beiras

Morreu o Manuel Mesquita

Foi com enorme surpresa que acabei de ter conhecimento do falecimento do Manuel Mesquita.
MANUEL ANTÓNIO DA PIEDADE MESQUITA, era Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Era filiado no CDS/PP. Ocupava as funções de Vice-Presidente da Comissão Política do CDS-PP da Figueira da Foz.
Nas autárquicas de 2017 foi candidato à Junta de Freguesia de S. Pedro.
Com o seu prematuro e inesperado desaparecimento físico a Figueira perdeu um Homem culto e bom. Teria dado, se a Figueira desse espaço à meritocracia, um competente vereador da Cultura.
Era um Homem culto e de horizontes largos, com quem era fácil e dava gosto falar. Embora fosse de um quadrante ideológico diverso do meu mantivemos, nos últimos 5 anos, longas horas de conversa, especialmente sobre um tema que era caro, motivante e gratificante a ambos: a Figueira, cidade que amava.
Sabia muito sobre História. Falámos muito sobre a I Guerra Mundial - na qual participaram familiares do Manuel Mesquita e meus. 
Não foi só a sua família e o seu partido que ficaram mais pobres. Os Amigos que apreciavam a sua cultura, a sua elevação cívica, a sua generosidade, a sua entrega, a sua honradez, o seu carácter, a sua educação, a sua simplicidade e simpatia para com todos, também ficaram mais pobres. Era um verdadeiro Democrata.
Perdi um excelente companheiro de conversas sobre a vida. Era um Homem de causas. Era um político democrático, que defendia os valores, a ética e a honestidade na actividade política. A sua grande preocupação era contribuir para uma Figueira melhor.
Deixa, também em mim, um sentimento  de perda. Já tenho saudade das suas conversas na esplanada do Cabedelo.
À Família enlutada, em especial à Sónia Rodrigues Varela e aos filhos, deixo os meus sentimentos.
O funeral tem lugar amanhã, ao meio dia, no cemitério da Figueira da Foz que fica junto ao convento de Santo António.

Arranjem um carrito decente ao Assis...

"Francisco Assis proposto pelo PS para candidato à presidência do Conselho Económico e Social"...

Francisco Assis, é alguém para António Costa, que está  do “lado certo” para ocupar o "lugar certo".
Arranjem, portanto, um carrito decente ao Assis. 
"Os cargos de nomeação política têm de ser bem pagos, blah blah blah, senão qualquer dia isto é só medíocres. blah blah blah, andamos a afastar os melhores com esta conversa de populista, blahblah blah"
O presidente do Conselho Económico e Social, tal qual um líder parlamentar do PS, não pode andar de Clio
Os outros, os que elegem deputados e pagam os políticos, é a economia, a produtividade, o crescimento económico, a inflação, a meta do défice, a sustentabilidade da segurança social e o diabo a quatro e quem não quiser pode emigrar.

Foi uma batalha longa e dura: um abraço de parabéns Manuel Cintrão

Via Manuel Cintrão
"VALE MUITO MINHHA CONHECIDA PERSISTÊNCIA!"

"O meu livro «TERRAS DO SUL DO MONDEGO ATÉ À PRAIA DO PEDRÓGÃO – ECOS DA HISTÓRIA» irá ser realidade muito em breve.

- Constituído por Volumes I e II, abrange 11 freguesias do sul do tio Mondego, ou seja, do concelho da Figueira da Foz, (Alqueidão, Borda do Campo, que decidi manter como freguesia, para memória futura, embora esteja agregada ao Paíão, Lavos, Marinha das Ondas, Paião e S, Pedro; de Pombal (Carriço, Louriçal e União das Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca) e, ainda, Concelho de Leiria (Coimbrão e União das freguesias de Monte Redondo e Carreira,
- Portanto, abrange uma pequena faixa atlântica entre o rio Mondego, praia do Pedrógão e Vale do Liz.
- Apesar de já ter feito uma revisão em computador, a tipografia disponibilizou-me de imediato duas cópias impressas, uma de casa de volume (Provas Finais) sobre as quais estou a fazer a revisão final. Leva tempo, porque tenho de fazer leitura aturada, paciente, várias vezes, para ver se não deixo escapar alguma gralha.
- É universal, o pior revisor é sempre o autor.
- Logo que revistos os dois volumes. anuladas as gralhas que vier a encontrar, irão logo para impressão.
- O lançamento, em data indeterminada, será quando se poder promover eventos com ajuntamentos. Seja como for o lançamento será na ACRDM – Associação Cultural Recreativa e Desportiva Marinhense - Marinha das Ondas.
- Admito fazer depois lançamentos parcelares pelas freguesias abrangidas dos diversos concelhos.
- Os Volumes I e II não poderão ser vendidos em separado, sob pema de se perder a sequência lógica. O primeiro Volume terá à volta de 757 páginas. O Volume II terá 835 páginas. Os dois volumes, formato A5."

Um país pobre, um pobre país

"A TAP é o princípio do fim de António Costa"...

Mais uma para breve?..

Via Diário as Beiras, edição de 3 de Julho de 2020
Se é assim tão fácil, porque se perdeu tanto tempo?..
Recordo, uma imagem sacada do DIÁRIO AS Beiras. Edição de 21.11.2017.

O problema de Carlos Monteiro (no fundo também nosso), o problema com o presidente da câmara, é acreditar no que diz (no que nos diz) sobre a governação da Figueira. Promete ao figueirense o óbvio. Não cai na tentação de prometer o que está farto de saber que não lhe poderia dar: não promete virar a página, nem desenvolvimento planeado, nem criação de emprego para fixar população.
Prometeu o coreto. Porquê? Porque sabe que não tem condições para mais. Estilo político é uma coisa, populismo é outra . Abre a boca e a gente vê que é mesmo aquilo, o homem é genuíno nas convicções, não há ali teatro nenhum. Ao contrário de outro anterior presidente, Santana Lopes, Carlos Monteiro seria incapaza de falar do futuro da Figueira, como se não fosse responsável por este obscuro presente. Carlos Monteiro é um desbravador de sonhos prometidos para o futuro. 

Só descortino um pequeno problema para Carlos Monteiro: há 10 anos seguidos no poder executivo camarário figueirense e ainda nem sequer conseguiu dar conta de um recado a termo certo. 
Mas Monteiro não é Santana, que desprovido de "ideias" para as campanhas, mal aconselhado pelos seus amigos, explorou até à exaustão o "fait-divers". Acabou por se dar mal. 
Carlos Monteiro tem sempre para nos prometer um pedaço de céu: o Cabedelo!

É sexta-feira...

quinta-feira, 2 de julho de 2020

FESTAS COVID-19

"Jovens organizam concursos Covid-19: primeiro a ser infectado recebe um prémio"!..

Primeiro caso a ser confirmado por um médico após a exposição recebe o dinheiro da venda dos bilhetes para a festa...
A câmara está a trabalhar para colocar um travão a este tipo de festas e já aprovou uma lei de uso obrigatório da máscara.

Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (4)

"O antigo Quartel dos Bombeiros era um dos sítios mágicos da minha infância. O meu avô paterno era um dos mais experientes bombeiros da corporação. Quando a sirene tocava, largava tudo e lá ia ele a correr para a motorizada para acudir a alguma desgraça que se estava a passar algures concelho.
Mas o que eu gostava mesmo era de ir visitar o meu avô ao quartel. Aquelas formidáveis máquinas vermelhas, com os cromados a brilhar, as sirenes, os machados e as escadas articuladas, tinham um efeito explosivo nas crianças da minha idade. Não descansava enquanto não convencia o meu avô a entrar na cabine de um dos carros para 5 ou 10 minutos de operações de salvamento imaginárias onde acelerava a todo o gás (obviamente) dominando perfeitamente um volante maior do que eu e manobrava todas as manetes e os botões do painel como se fosse o Capitão Kirk a dirigir a Enterprise.
Apesar de ser um lugar de memórias pessoais fortes, parece-me boa a solução atualmente proposta que transformará o antigo quartel numa incubadora de artes visuais, tendo em vista que esta nova função irá trazer pessoas e novas vivências àquela zona da cidade, comportando um bom potencial para reforçar o tecido social do centro histórico da Figueira. Correndo o risco de me repetir neste espaço, os melhores projetos de reabilitação e reconversão de edifícios são os que também servem para criar novas e mais saudáveis dinâmicas nas comunidades onde estão inseridos.
Este projeto tem ainda potencial para ser melhorado se no desenho final for integrada e/ou relembrada a história local, em particular a secção de muro exposta durante recentes obras em que assentam as fundações do quartel e que conjuntamente com outras secções vizinhas do mesmo muro constituíam a cerca muralhada dos adros da igreja que poderão datar de um período compreendido entre os sec. XIV e XVI. São pedaços de história que poderão ajudar a desvendar os primórdios da Figueira, em particular toda a história que recua até ao hipotético ermitério do tempo do Abade Pedro."
Via Diário as Beiras

Folclore burlesco...

Chapéus, há muitos: até os tradicionais  às riscas... O povo gosta e diz sim...

António Costa compreende "frustração" de Fernando Medina

"A Ministra da Saúde respondeu ao Presidente da Câmara de Lisboa.

Fernando Medina disse que os surtos na Grande Lisboa se devem a más chefias e má organização, mas Marta Temido afirmou que não se deixa perturbar ou destruir pela crítica.

O primeiro-ministro tentou desdramatizar as criticas de Medina."

Para ver a reportagem, via RTP, com as declarações de António Costa, da ministra da Saúde e Fernado Medina, clicar aqui.

Bares abertos na Figueira a partir de sexta-feira (2)

Medidas de Mitigação COVID19 -01/07 a 14/07
Foi publicado no passado dia 26 de Junho, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 51-A/2020 que declara a situação de calamidade, contingência e alerta, no âmbito da pandemia da doença COVID-19, a aplicar entre o dia 01 e 14 de Julho de 2020.
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
É proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público e vias públicas, exceptuando-se os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito.



Via Diário as Beiras

"Um grupo de empresários do Bairro Novo, liderados por Luís Casqueira, proprietário de três bares explorados por terceiros, pediu à Câmara da Figueira da Foz que assegure animação de rua, diária e itinerante, naquela zona da cidade, durante os meses de julho e agosto, das 17H30 às 22H30. Os proponentes avançaram com o pedido de apoio financeiro de 250 euros por dia, verba destinada a pagar os artistas, “todos figueirenses”.
Entretanto, após a resposta da autarquia, que, segundo Luís Casqueira, demorou 15 dias úteis a chegar, os empresários envolveram a Associação do Bairro Novo, solução que facilita a ação da edilidade. O pedido surge na sequência da instalação de uma esplanada na praça João Ataíde (antiga praça do Forte), explorada pelos 12 bares que constituíram a Associação Figueira da Noite.
Contactada pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a vice-presidente da câmara, Ana Carvalho, aplaudiu a reformulação da proposta, ao passar a ter como interlocutora uma associação, em vez de um grupo de empresários a título particular. “Estamos dispostos a apoiar qualquer entidade ou associação que queira promover a economia local, nesta fase, respeitando as regras sanitárias atuais. Acho excelente, esta iniciativa”, afirmou a vereadora.

Suspeitas de violação da lei

O presidente da Associação do Bairro Novo, Álvaro Tomás, adiantou que a proposta com o programa de animação do Bairro Novo seria enviada à autarquia até ao final do dia de ontem. Entretanto, e acerca da esplanada da praça João Ataíde, apontou que a autarquia devia ter condicionado a autorização à reabertura dos espaços físicos originais, trabalhando como cafés, já que os bares e as discotecas continuam encerrados.
Entretanto, na Figueira da Foz suspeita-se que há bares a funcionar com a porta fechada, durante a noite, violando as normas de combate à pandemia. “Tive conhecimento disso através de terceiros, mas nunca constatei que isso esteja a acontecer. [No entanto], vou reunir-me, hoje [ontem], com as forças e segurança e vou alertá-las para essa situação”, afirmou a vereadora Ana Carvalho.
“Parece que existem algumas situações dessas. Não as posso provar, mas se as autoridades quiserem realmente certificar-se disso, penso que não será muito difícil, afirmou, por sua vez, Álvaro Tomás”. Fonte da PSP, contudo, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que não chegou nenhuma
queixa relacionada com aquele assunto. Não obstante, adiantou que a polícia vai estar mais atenta aos bares."

Da série, é possível gozar e ser levado a sério...

Via Diário as Beiras

Da série inimigo público: antes, não aconteceu, mas poderia ter acontecido...


Via Diário as Beiras

Plano para salvar a TAP custava mais que quatro meses de lay-off...

Meia bola e força e fé em Deus......

Lisboa continua a ter imensos casos de Covid-19.
Todavia, Lisboa va receber a Liga dos Campeões. 
E, isso, foi celebrado efusivamente. 
Coimbra, a 1 de Agosto, pela primeira vez, vai ter a final da Taça de Portugal. 
E, isso, vai ser celebrado efusivamente.
A Figueira tem o maior areal urbano da Europa. 
E, isso, foi propagandeado efusivamente.
Estes  problemas, deviam ser discutidos. São uma  prioridade. Mais do que dizer que não há problemas em receber a bola e ter o maior areal urbano da Europa...
Não se ajuda pessoas a ultrapassar momentos difíceis limitando as liberdades. 
A situação criada pelo Covid-19, é um problema difícil de resolver? 
É.
Mas, não será resolvida com futebol e praia e a tentativa de silenciamento dos portugueses... 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Quando a luta aquece, o PS endurece!...

O governo de que faz parte a ministra de  de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, deverá estar preocupado com o impacto da crise económica...
O que fazer? Monitorizar!..
O Governo vai monitorizar o discurso de ódio nas plataformas “online”, estando “em vias” de dar início à contratação pública de um projecto que deverá traduzir-se num barómetro mensal de acompanhamento e identificação de ‘sites’.
A informação foi esta quarta-feira avançada no parlamento, onde a ministra e a sua equipa governativa estiveram esta manhã a ser ouvidos pela comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, numa audição regimental.
Quem poderá fazê-lo? O governo, a Comissão Europeia, a polícia, o regedor?..
Esta parece uma daquelas notícias do Inimigo Público.

Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (3)

"Fico sempre muito agradada quando se preservam edifícios antigos, marcas patrimoniais, construções com história. Este é o caso do antigo quartel dos Bombeiros Municipais, hoje Sapadores. Uma recuperação muito bem conseguida pelo que podemos constatar pelo seu exterior. A empreitada já sofreu aumento no seu orçamento inicial mas o que vemos é-nos agradável à vista.
Neste momento, será absolutamente extemporâneo cogitar que tipo de utilização dar ao recuperado edifício, agora numa fase de acabamentos. Isto porque a Câmara Municipal apresentou a intenção de vir a ali colocar os Arquivos Fotográfico e Fílmico, para mim uma ideia excelente para o espaço em questão. Pelo que julgo saber estes documentos estão em más condições de armazenamento, por falta de espaço suficiente para a sua ordenação no edifício da Museu e Biblioteca.
Será portanto muito adequado que possam ter um local condigno para o seu acolhimento. Se não tivesse havido esse anúncio por parte da Câmara Municipal, talvez a minha “proposta” apontasse um caminho diferente do agora conhecido. Mas no ponto em que estão as coisas, tal exercício parece-me completamente absurdo, dado que aplaudo o que ficou conhecido como sendo a futura utilização do antigo e bem bonito quartel.
A localização é também excelente, a mais ou menos meio caminho entre o edifício da Biblioteca e os Paços do Concelho. Posteriormente ao referido anúncio por parte da edilidade, ouvi que também viria a ser reservado espaço para coworking. Esta é uma solução a que “torço o nariz”. Não se me afigura prático nem coreal a mistura de coisas tão diferentes, uma, peças patrimoniais do município, outra, iniciativa privada num espaço público que deveria ser absolutamente dedicado.
O futuro virá dizer-nos se a intenção declarada pela Câmara se manterá ou não. Espero que não haja um volteface. Aí lamentaria não ter dado a minha opinião sobre eventuais utilizações do edifício e lamentaria continuarem os arquivos de imagem do concelho mal acondicionados, dificultando a sua consulta e não os protegendo nas melhores condições possíveis."
Via Diário as Beiras

Hospital dos Covões:


KAFKA VIVE
Via Joaquim Norberto Pires
"Não percebo o que ouvi hoje de Marta Temido. Em resposta a uma intervenção do BE, a ministra pura e simplesmente desmente que haja algum tipo de decisão política sobre os Covões e PASME-SE que exista algum estudo técnico, relatório, seja lá o que for, sobre o assunto. Confesso que tudo isto me deixa de boca aberta e é INCOMPREENSÍVEL.
A sério, isto é totalmente kafkiano."

Um filme medíocre com um momento interesssante...

"Só Deus Perdoa", não é um grande filme. Nem, sequer, bom, na minha opinão. Todavia, tem o momento que podem ver no video, digamos assim, interessante. Um figurão, bonitão e cheio de pose leva uma tareia homérica de um caga tacos. É uma bela metáfora sobre a vida. Claro: cinefilamente falando...

A IMAGEM DO HOMEM NUM ESPELHO, EM HIROSHIMA

Nesta fotografia, de 29 de janeiro de 1983,
da esquerda para direita, estou eu, o Dr. Joaquim Namorado,
  o Pedro Biscaia, o Alexandre Campos e a minha filha Joana.
v
Sempre o homem renasceu da sua morte
e do que nega fez a sua razão:

Nenhuma esperança será a derradeira
nenhuma desgraça é sem remédio
nenhum crime ficará impune

Jamais será vencido quem resiste.

Joaquim Namorado
Coimbra. 1977

Bares abertos na Figueira a partir de sexta-feira

Via Diário as Beiras
«Os 12 bares fundadores da Associação Figueira da Noite, a maioria no Bairro Novo, instalam-se na praça João Ataíde (antiga praça do Forte) a partir de sexta-feira, com animação diária. Para poderem ser cumpridas as normas de saúde pública, por causa da pandemia, a lotação do espaço está limitada a 36 mesas, com quatro cadeiras casa uma.
Dos 12 espaços, dois servem, além de bebidas, sandes. 
A esplanada estará aberta das 16H00 às 23H00, até 31 de agosto, podendo funcionar até 15 de setembro, isto se, entretanto, o Governo não permitir a reabertura dos espaços de diversão noturna e se a Câmara da Figueira da Foz autorizar alargar o prazo.
A utilização da praça João Ataíde para aquele efeito foi autorizada pela autarquia na sequência da proposta apresentada pela Figueira da Noite.
Encerrados há quatro meses, alguns espaços de diversão noturna figueirenses alteraram a sua atividade para café, em nome da subsistência. Outros, no entanto, receia o presidente da Figueira da Noite, poderão não sobreviver ao encerramento.


Alguns empresários da noite queixam-se de que a direção da estrutura associativa impede a entrada de novos sócios, impedindo, também, que outros estabelecimentos possam associar-se à exploração da esplanada temporária na praça João Ataíde.
Carlos Vargas, contudo, garantiu que “a associação está aberta a quem quiser associar-se, mas os interessados terão de cumprir os estatutos”, que, reconheceu, “são rigorosos”

Foto via Casimiro Terêncio

Na terra do Donaltim


Há uns largos anos popularizou-se em Portugal um ventríloquo. Fez inúmeros espectáculos nas  feiras, de norte a sul do País. Era também presença nos ecrãs de televisão: era um pato chamado Donaltim. Abria o bico e parecia falar imenso, porém tratava-se de pura ilusão de óptica: o pato estava manipulado o tempo todo e tinha tanta autonomia como um figurante de mesa de matraquilhos. 
Afinal, quem falava era o dono dele, embora permanecesse de boca fechada.

terça-feira, 30 de junho de 2020

SOB UMA BANDEIRA, "UM CANTO DE LIVRES COMPROMISSOS"


“Sou natural de Alter do Chão, terra de cavalos, que é um privilégio num país de burros” - esclarecia Joaquim Namorado quando o julgavam beirão radicado em Coimbra.
Se fosse vivo completaria hoje 106 anos. Esta tarde, a sua filha Teresa Namorado teve a amabilidade de se deslocar ao Cabedelo para me oferecer o livro SOB UMA BANDEIRA, a reedição de obra poética de Joaquim Namorado, que ainda tem o cheiro caracterísco de uma obra acabada de sair do prelo. 
Tal deferência deixou-me muito feliz. Desde há anos que a Comissão Promotora do Museu do Neo-Realismo vinha a fazer esforços no sentido de publicar este lvro, "dado o interesse da Associação pelo poeta, que foi um dos mais significativos do Neo-Realismo, um ensaísta de grande mérito e um dinamizador de uma das revistas  mais importantes e de longa vida da história das publicações periódicas portuguesas, Vértice."
O Neo-Realismo cumpriu o papel de denúncia do sofrimento do povo português. Mostrou o papel que podem ter a arte e a cultura em geral na luta social e política. Não foi propriedade de ninguém, nem mesmo exclusivo de Portugal. Foi o contributo da cultura para apoiar o povo a que seus agentes pertenciam.
É neste contexto que a obra de Joaquim Namorado tem de ser vista: “um organizador colectivo, mais do que original; um poeta e um crítico de obra exígua; um militante que rebatia arte sobre a política e, em política, queria ser reconhecido pela sua ortodoxia”.
Desde 1983 que a Figueira prometeu  dar o nome de Joaquim Namorado à toponímia figueirense, o que continua por cumprir. Joaquim Namorado também nunca se preocupou com "O CARUNCHO DO ETERNO". "Se nós não existíssimos/ Cervantes nunca seria imortal".

Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (2)

"Orçadas em quase um milhão de euros, as obras de requalificação do antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira estavam previstas acabar até ao final do ano de 2019, mas, uma vez mais, a derrapagem é visivelmente significativa, e o 4.º(!) adicional ao contrato de empreitada resultou “da necessidade de serem executados trabalhos a mais”.
Esta obra, no âmbito do PEDU, foi anunciada com o objetivo de conferir ao espaço, de interesse histórico e arquitetónico, uma nova utilização, ligada a atividades de produção artística relacionadas com a imagem, a fotografia, as artes gráficas, o cinema, etc..
Defendo para o edifício, no entanto, a instalação do Arquivo Fotográfico Municipal, inicialmente pensado e preparado para funcionar no imóvel no qual está instalado o atual Núcleo Museológico do Mar, em Buarcos, nomeadamente com a criação de um espaço de depósito perfeitamente estanque que previna o risco de incêndio pela combustão das películas altamente inflamáveis dos materiais fotográficos antigos e a contaminação química do ambiente, com os riscos para a saúde pública e do pessoal que lá trabalha.
Assim, depois de tanto investimento na captação de doações de fundos fotográficos (como por exemplo o da “Casa Havanesa”), estariam finalmente reunidas as condições para a investigação, o tratamento e o acesso ao acervo municipal, até porque este espólio, muito importante para o conhecimento da história da Figueira, ainda está ao cuidado de uma empresa, fora do concelho.
Mas, tendo em conta a relação da cidade com o cinema, defendo que lá se crie também um Museu do Cinema, com um pequeno auditório e espaços dedicados a exposições temporárias, apostando na interatividade e nas novas tecnologias para usufruto dos visitantes e dos alunos.
Está na hora de reunir e de tratar o espólio documental do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz, desconhecido até de muitos figueirenses mas que foi considerado o maior festival de cinema nacional. Porque o cinema nos faz, efetivamente, sonhar…"
Via Diário as Beiras

"A Figueira do É primo e o turismo da Joana"

Um texto a não perder. Via O Sítio dos Desenhos.

Jardim Municipal: já em Janeiro passado, este blogue adiantava que as obras podiam vir a custar quase 1 400 mil euros?.. Fora as habituais derrapagens...

A Câmara da Figueira da Foz lançou o segundo concurso para a requalificação do jardim municipal e ruas envolventes. O preço base é de 1,3 milhões de euros
Neste momento, enquanto decorre o processo, disse o presidente, Carlos Monteiro, ao DIÁRIO AS BEIRAS, "há várias empresas a pedirem esclarecimentos sobre a empreitada."
Recorde-se: o primeiro concurso ficou deserto. Os potenciais interessados consideraram baixo o valor apresentado pela autarquia para a obra. 
Recorde-se ainda: "os 300 mil euros em Março de 2019 passaram a 800 mil em Julho do mesmo ano. Chegamos a Setembro e a requalificação do Jardim Municipal e envolvente, qual leilão, foi arrebatada ontem em reunião de câmara por 1 milhão e 200 mil (com votos a favor de 2/3 da “oposição”, apesar de considerarem o projecto “desnecessário”). Se contarmos com os habituais imprevistos, imponderáveis e rectificações, facilmente chegaremos ao milhão e meio de euros. Estamos a falar de um Jardim do tamanho de um campo de futebol. Se um figueirense tem dificuldade em perceber um investimento deste tamanhão, como é que se explica este número ao resto do concelho?"
Segundo o apurado pelo OUTRA MARGEM, em Janeiro passado já se admitia que o valor podia atingir 1 milhão e 400 mil euros!.. Fora o imprevisível!
Seis meses decorridos, em  Junho de 2020, a Câmara da Figueira da Foz lançou o segundo concurso para a requalificação do jardim municipal e ruas envolventes. O preço base é de 1,3 milhões de euros
Neste assunto, existirá um montante final a partir do qual já não será possível evoluir? Um ponto em que não seja possível ir mais longe? Qual será esse  ponto final parágrafo da evolução do custo previsto para a obra do jardim, um espaço que foi remodelado em 2005? 
Até lá vão  existir  ainda muitas perguntas para serem perguntadas...
Como está o campeonato, para mim, prognósticos só no fim...

Forte de Santa Catarina (2)

Carlos Tenreiro - Mudar Porque a Figueira Merece
"Na ultima Assembleia Municipal da Figueira da Foz – 26/06/2020 - uma deputada da CDU aflorou a recente construção dum equipamento de bar nos terrenos daquele clube junto à muralha do forte de Santa Catarina e, quanto a esse aspecto, nada a dizer, pois tem toda a legitimidade em questionar o enquadramento estético da referida obra, sendo certo, que o TCFF, na qualidade de dono da obra, viu todas as entidades com competência naquele licenciamento a pronunciarem-se favoravelmente ao referido projecto, o qual, encontra-se legalmente aprovado e, sublinhe-se, é de autoria dum arquitecto de renome com outras intervenções em monumentos nacionais na zona centro, designadamente, no castelo de Montemor-o-Velho (diferente questão é o que diz respeito à gestão e exploração daquele futuro espaço, assunto interno do Clube, regulado de acordo com a vontade manifestada pelos seus sócios em Assembleia Geral)."

Fica uma pegunta a quem de direito: 
- a construção (e a sua posterior exploração) do bar que está a ser implantado junto ao  Forte de Santa Catarina, cuja construção actual remonta ao reinado de Filipe I de Portugal (finais do séc. XVI),  um edifício classificado como Imóvel de Interesse Público,  desde 1961, «é um assunto interno do Tenis»?

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz

"É uma iniciativa meritória a recuperação do antigo quartel dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz, originalmente designado por Estação da Bomba, situado na zona antiga da cidade, junto à Igreja Matriz. O edifício, segundo a Câmara Municipal, vai ser transformado em incubadora de artes visuais, com auditório e salas de exposições. Consta que “para dar (ainda) mais vida ao futuro espaço de trabalho colaborativo (coworking), a autarquia irá também transferir o arquivo municipal de fotografia e vídeo”.
Este é para mim um ponto fundamental: é importante dar-lhe vida, evitando que seja um mero “armazém” onde apenas trabalhem dois ou três funcionários. Esta zona da cidade precisa de mais residentes, mais comércio para voltar a ser o que foi, uma parte vibrante do centro cívico da cidade.
Noto ainda que o edifício, após as obras realizadas, ficou com uma cor diferente, de azul passou a amarelo ocre, regressando às suas origens. Deliberadamente, ou não, o edifício deverá afastar-se da memória associada ao Quartel de Bombeiros, criando uma nova imagem.
Penso ainda que a reconversão deste imóvel deverá ser acompanhada da revitalização de outros edifícios nas imediações, muitos devolutos, e ainda de algumas demolições de crimes urbanísticos erigidos nos últimos 40 anos. Não devemos ter tabus relativamente à qualificação da paisagem, no sentido da harmonia, da redução de volumes que cortam as vistas e desvirtuam o tecido urbano.
A requalificação do antigo Quartel dos Bombeiros é um passo no sentido correto por levar mais pessoas a trabalhar e a visitar a zona antiga da cidade. Oxalá tal desiderato se concretize."
Via Diário as Beiras

O Chega está a "chegar-se" à Figueira...

Segundo chegou ao nosso conhecimento, "o Chega vai juntar os seus simpatizantes da Figueira da Foz, na próxima sexta-feira, às 20h30m, no restaurante do Padre Carlos" (Stella Maris, em Buarcos).
Esta iniciativa visa formar um grupo ligado ao Chega para o Concelho.

Nota: 
Chama-se a isto não perder tempo!..

A estrada do Cabo Mondego...

... e as dúvidas que atormentam José Augusto Marques

"Boas notícias, presumo. Li na imprensa da passada semana, mais precisamente do dia de S. João, que o LENC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) vai finalmente apresentar, ou já apresentou, o parecer que permitirá(?) a reabertura do caminho do Cabo Mondego. (É uma "peninha" - como dizia um velho amigo - que quem dá tais noticias levante apenas pontas e não informe o que diz o parecer; mas é só um pormenor)

Ficámos a saber, também, que o processo de construção da tão desejada ligação à Murtinheira pelo Cabo Mondego, aguarda, igualmente, parecer do ICNF, entidade crucial na permissão de qualquer obra naquele espaço.

Ainda sem respostas conhecidas às questões levantadas em publicação idêntica, com data de 22 de outubro de 2019, afirma-se no mesmo artigo que, a estrada deverá estar aberta até 2021, para ser alternativa à rua Direita, em Quiaios.

A minha perplexidade perante a afirmação de que a “via em causa será alternativa à rua Direita” continua: estaremos perante um encenação política de mau gosto ou de um caso que já transitou para o foro psiquiátrico?

Estou mesmo a ver, em 2021, os veículos articulados que hoje têm que fazer 300 metros em sentido proibido da igreja de Quiaios ao largo Padre Costa e Silva (jardim), os autocarros que transitam para a Praia entre outubro e maio, (para não falar no resto do ano) as ambulâncias ou os autotanques dos bombeiros, outros veículos de transportes especiais que já não transitam hoje naquela rua por saberem que não passariam, a atravessar a Murtinheira na subida do cruzeiro do Senhor dos Aflitos, nas curvas junto à casa dos cogumelos ou mais à frente, na travessia da pequena ponte de betão que não será alterada!

Estrada do Cabo Mondego alternativa à rua Direita, em Quiaios? E se deixassem de nos tratar como imbecis?

A situação, já percebemos que está perfeitamente alinhada. E a oposição, só existe para ornamentar os boletins de voto de quatro em quatro anos?"

"É possível andar sem olhar para o chão".

para ver melhor clicar na imagem
Não é de hoje: a Figueira, desde que me lembro, foi sempre um concelho dominado por gente sem grande formação democrática. Antes do 25 de Abril de 1974, tal constatação era "natural". Todavia, não é normal que, em 2020, os poucos que ousam exercer o legítimo direito à crítica consciente, fundamentada e bem intencionada, sejam apontados, perseguidos das mais diversas formas,  ameaçados e ofendidos nas redes sociais - e fora delas.
Vive-se, para não sermos muito contundentes, num ambiente que alguém designou por “asfixia democrática”.

O silêncio é imposto - muito pouco se opina e muito pouco se argumenta, pois muitos  sentem-se intimidados e, por isso, calam e consentem. 
Só o poder - e os seus correios de transmissão -, pode ter liberdade total de expressão.
Os que continuam a teimar em remar contra a maré, sujeitam-se a ameaças, a ofensas pessoais de gente que, por tudo e por nada, se arma em virgem ofendida, mas não recua em provocar e ofender os outros.

Foi neste clima que ocorreu no passado fim de semana o acto eleitoral no PSD Figueira. Até para quem não é militante do PSD, foi fácil de ver, a olho nu, o que estava em causa: dum lado, a lista liderada pelo único vereador que tem feito oposição a esta gestão da Figueira, que está a conduzir o concelho para um desastre, cujas proporções são ainda difíceis de perspectivar em toda a sua dimensão; no outro, estava uma lista "tenrinha", abençoada pelo actual poder figueirense. Simplificando: era a lista que convinha aos instalados do centrão figueirense, que não tem ideologia, partidos, religião ou clube desportivo - tem apenas interesses pessoais ou de grupo.
A vitória da lista liderada pelo único vereador que tem feito oposição, na opinião de inúmeras pessoas que não têm nada a ver com o PSD "é uma ténue réstea de esperança para que seja possível mudar algo na Figueira nos próximos anos".

Enganaram-se os que têm procurado atacar o OUTRA MARGEM.  Na Figueira,  há-de terminar o medo. O número de cidadãos que seguem o OUTRA MARGEM não pára de aumentar. Cada vez é maior o número dos que não têm medo de pensar e gostam de ter acesso a informação e opinião diferente daquela que é veiculada pelos jornais, televisões e rádios que informam sobre a Figueira e o seu concelho.
São muitos, são cada vez mais, os que me afirmam, de viva voz, gostar do OUTRA MARGEM  e discutem o que aqui se opina. É para isso que por aqui andamos há mais de 14 anos: para contribuir para que haja contraditório, discussão e pensamento livre sobre a realidade local. Os figueirenses não estão condenados a pensar o que interessa ao poder instalado, nem podem limitar-se a pensar o que o poder consente que eles  devem pensar.
Isto tem de mudar. Não podemos continuar a assistir ao que temos assistido:  todos a sacudir a água do capote. Ninguém tem culpa de nada. Por este caminho ainda chegaremos ao tempo do Patriarca da Liberdade. Com um bocadito de imaginação, ainda algum iluminado vai descobrir que o responsável pelos actuais e futuros calotes do município é alguém que "fez à Pátria mui relevantes serviços, e morreu pobre» - Manuel Fernandes Thomás.