terça-feira, 24 de novembro de 2020

Michel Giacometti, um corso importante para a cultura portuguesa

«Faz hoje 30 anos que morreu Michel Giacometti. Nasceu na Córsega, mas foi um dos que mais contribuiu no século XX para a história da nossa cultura. A nossa identidade, sobretudo a riqueza musical do nosso país, não seria a mesma se ele não tivesse vindo para Portugal para curar uma tuberculose. Não é necessário nascermos num lugar para mudarmos um outro lugar. Na vida nada é garantido de bom ou de mau, somos vento.»

LO

Bom Natal para todos (continuação 7)...

O Diário de Coimbra, com a jornalista Bela Coutinho, foi o único jornal que esteve no local.

Bom Natal para todos (continuação 6)...

Eu sei que estamos no Natal, mas depois de Buarcos e do Freixo, não acredito. 

Senhor Presidente Carlos Moto Serra Monteiro: o seu inimigo não são as árvores da Figueira: é o COVID-19.

Bom Natal para todos (continuação 5)...


«O Chaga inventou um evento para o mesmo dia do congresso do PCP para logo de seguida desmarcar o que nunca tinha sido marcado e para no entretanto ter toda a comunicação social, mais a direita bonitinha, que é aquele que só se atreve a pensar em privado o que a direita trauliteira e matarruana grita alto e bom som em público, a dizer "Estão a ver? Até o Ventas desmarcou o Conselho Nacional mas os comunistas não. Acham que são donos disto tudo e podem fazer o que quiserem". Depois aparece a desmontagem da propaganda, mas o que está dito, está dito, o mal está feito, mission accomplished, e o papel de idiotas úteis, o da comunicação social, já ninguém lhes tira, a mensagem do intruja passou, e o empenho em mostrar o "sentido de Estado" dos neo-facistas não é o empenho em desmontar a propaganda dos discípulos de Goebbels.»

Lido aqui.

Bom Natal para todos (continuação 4)...

«O Teimoso» encerra portas devido à pandemia. No «Você na TV», ficou registado o relato do proprietário e funcionários do restaurante.
«O Teimoso» na Figueira da Foz, encerrou portas depois de 100 anos de existência, devido à pandemia global.
Para ver a reportagem, clique aqui.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Bom Natal para todos (continuação 3)...

«E, como toda a gente sabe, pensar é duvidar, e duvidar é corroer a realidade, morder-lhe os contornos, dar-lhe arestas pontiagudas.»

João Tordo, in Felicidade

Bom Natal para todos (continuação 2)...

Na classe política figueirense, em pouco tempo, as pessoas transformam-se naquilo que (alegadamente) criticavam. 
Tivemos exemplos no passado recente. Temos exemplos no presente. E teremos exemplos certamente no futuro. 
Basta colocaram-lhe a cenoura à frente. 
As elites figueirenses, tal como as elites nacionais, são as principais beneficiárias da subsídio dependência estatal. 
A explicação é simples: a natureza humana é o que é. 
E ainda há quem tenha dúvidas em concordar que neste concelho é carnaval todos os dias... 

Bom Natal para todos (continuação 1)...

Via Diário de Coimbra

Bom Natal para todos...

"Foi ao final da tarde da passada sexta-feira, que o Pai Natal chegou à Figueira da Foz e permitiu que o espírito natalício invadisse os corações das crianças que, cumprindo todas as medidas da Direção-Geral da Saúde, assistiram à sua chegada."

sábado, 21 de novembro de 2020

Proposta de Orçamento do Munícipio figueirense para 2021

"O Orçamento Municipal para 2021 tem um valor de 75,4 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 3,4 milhões em relação ao actual exercício. 
A previsão da receita municipal para o próximo ano corresponde ao montante orçamentado, traduzindo um crescimento de 23,83 por cento. 
Quanto ao investimento, a proposta de orçamento tem destinados 29,8 milões de euros, contra os 22,2 do ano em curso."
Lido no Diário as Beiras, edição de hoje

Esta mania do Outra Margem registar a história para memória futura nunca agradou ao poder ao longo dos mais de 16 anos de existência deste espaço...

A propósito de derrapagens nas obras concelhias: fica um exemplo figueirense:


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Gaia substitui festas natalícias por vouchers a gastar no comércio local


"Não vamos ter praça de Natal, nem roda gigante, nem pista de gelo, mas precisamos de um sinal de esperança. Teremos um «camião parada» a percorrer todas as escolas do concelho com o Pai Natal para dar prendinhas às crianças. Já cada funcionário do Município em vez de receber o tradicional cabaz de Natal terá um voucher de 30 euros para utilização no comércio tradicional de Gaia", revelou esta segunda-feira o presidente da câmara de Gaia.

Eduardo Vítor Rodrigues, que falava numa reunião camarária que decorreu por videoconferência devido à pandemia da covid-19, contou que relativamente ao Natal decidiu manter a iluminação "de forma a dar vida às ruas e ajudar os comerciantes", num investimento de 340 mil euros.

"As luzes serão ligadas no início de dezembro em dia e hora que não será revelada para evitar ajuntamentos", revelou, no final da reunião, Eduardo Vítor Rodrigues que quanto ao valor que "sobra", cerca de 350 mil euros, do orçamento para atividades, disse que será "integramente utilizado no apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS)".

"Ao dia de hoje há IPSS que estão com dificuldade em saber como vão pagar o subsídio de natal aos trabalhadores. O Município não vai virar as costas. Esperemos que a Segurança Social também não", referiu o autarca.

Além de apoio financeiro, a autarquia vai financiar os cabazes alimentares que serão distribuídos às famílias pelas IPSS.

Quanto aos vouchers a gastar no comércio local serão distribuídos a mais de dois milhares de funcionários camarários, num total a rondar os 100 mil euros de investimento.

Já o "camião parada" vai passar por 105 escolas básicas, num total de 15 mil alunos."

A Figueira não está nada mal colocada na tabela, mas tem potencial para subir alguns lugares...

A culpa da Figueira estar como está, no essencial, é nossa: os políticos, esses, coitados, nem perante os factos admitem o óbvio da realidade...

Comentário do vereador PSD Carlos Tenreiro nesta postagem.
Como sabe quem por aqui me tem acompanhado ao longo de mais de 16 anos, não sou lá muito dado a grupos: sejam eles clubísticos, religiosos ou políticos.

Todavia, ainda acredito que existe alguma  bondade, generosidade e tolerância, em alguns membros desses tais grupos -  sejam eles clubísticos, religiosos ou políticos.

Prefiro venerar a beleza da natureza. Por isso, preferia que os políticos figueirenses nas suas intervenções, em vez de andarem a fazer o que estão fazer à cidade - Buarcos, "casco velho", Cabedelo -  tivessem estudadado com competência e maturação, antes de executarem obras que chocam com o futuro da cidade e do concelho. 

Todavia, respeito as pessoas - sobretudo, aquelas que, do meu ponto de vista, o merecem.


Apesar de já ter tido muito desapontamento ao longo da vida, continuo a achar que é para contribuirmos para que a vida de todos seja melhor que vale a pena viver. 

Amo a natureza e a sua beleza natural. Por isso, temos o dever de a preservar e respeitar. Por isso, me indignou o crime ambiental que foi cometido na duna do Cabedelo.

A minha vida é simples tal como as minhas aspirações: gostava que o mundo, o meu país, a minha cidade e a minha Aldeia, caminhassem no sentido do desenvolvimento e do progresso social para todos. Gostava que se tivesse carinho pelo conhecimento e que se percebesse que a vida, sem a cultura, fica ainda mais pobre e sem grande parte do seu sentido. 

Por isso, dentro das minhas modestas possibilidades, procurei dar de mim o que pude, na minha actividade profissional, nas Colectividades por onde passei, na Junta de Freguesia de S. Pedro e no Centro Social da Cova e Gala. E, há quase 17 anos, aqui no OUTRA MARGEM.


Não sei se há alguma religião, ou partido político, onde a minha postura pudesse ser encaixada. Não sei nem isso me interessa. Não sinto necessidade de me encaixar. Há muito que não sinto necessidade de me encaixar na religião,  em partidos políticos ou clubes de futebol.

Sempre gostei de caminhar por carreiros estreitos e difíceis. São os meus caminhos. Isso não quer dizer que, ao longo dos anos, não tivesse necessidade de ajustar as minhas opiniões, ou que não tenha estado sempre disponível para a aprendizagem e a experimentação.


Vivemos em democracia representativa. Contudo, o Estado «somos nós». São vocês (e se calhar mais vocês do que alguns dos actuais membros do executivo figueirense). 

Chegámos onde estamos por duas razões fundamentais.

1. O problema e a causa somos nós figueirenses e os nossos comportamentos.

2. A consequência, são os defeitos do sistema político. 


Os políticos apenas nos representam. Repito: os políticos REPRESENTAM. Não substituem. Se os políticos falham, é porque nós falhamos. Enquanto não percebermos isto, nunca perceberemos nada.

O sistema partidário é mau? É.

Porquê? Porque os interesse privados perverteram o bem público. Porque as clientela se substituiram ao recrutamento meritocrático. Porque as decisões são afectadas por grupos obscuros.

Tudo isto acontece porque os partidos nasceram assim? Não.

Acontece porque os figueirenses, na sua maioria absoluta, são exactamente o mesmo que os partidos que os representam: clientes, obscuros, interesseiros, bajuladores e sem coluna vertebral.

Solução? Mais atenção, mais leitura, mais debate, mais participação na coisa pública. 

É pouco original.? É. Porém, existe outro caminho?

A constante presença dos políticos nos jornais locais chega a roçar a obscenidade, não é senhores vereadores Babo e Tenreiro!...


Beiras de 11 de Novembro de 2020: o vereador Miguel Babo, eleito pelo PSD, em reunião de câmara,  sustentou que "não há falta de de médicos" no concelho.

Beiras de 19 de Novembro de 2020: Doutor José Luís Biscaia, director executivo do ACES Baixo Mondego - "Devido à falta de médicos nas unidades de cuidados de saúde primário (ver gráfico), cerca de 4500 utentes do concelho da Figueira da Foz estão temporariamente sem médico de família". 

E, depois, "o autor do blog é que tem por hábito dizer mal de tudo e de todos"!..

Como está enganado
Carlos Tenreiro
.

O autor do blog não tem por hábito dizer mal de tudo e de todos. Apenas regista, para memória futura, as coisas que vão acontecendo na FIGUEIRA, sem interesses pessoais, ou de grupo, a defender. Apenas me move o interesse por uma cidade de que gosto.

A verdade é como o azeite...

Director da PJM falava com chefe da casa militar do Presidente sobre Tancos, garante major.

«Roberto Pinto da Costa diz ter acreditado que Marcelo e o ministro da Defesa estavam a par da investigação da Judiciária Militar e admite ter mentido a procuradores: “Um militar não põe em causa uma ordem.” 
O PÚBLICO tentou saber junto da Procuradoria-Geral da República o estado deste inquérito, mas sem sucesso. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sempre negou ter sido posto a par das negociações que alegadamente tiveram lugar entre os militares e os ladrões do material bélico para que o produto do roubo fosse entregue sem estes últimos serem alvo de qualquer tipo de punição.»

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Não temos transportes colectivos em condições durante todo o ano, mas vamos ter «o comboio de Natal, cuja utilização será gratuita. Irá circular por diversas artérias da cidade, entre os dias 21 de novembro e 10 de janeiro de 2021»...


«Figueira da Foz com Comboio de Natal e iluminações decorativas em todas freguesias.»

Estou a pensar na mudança do local do «escritório»....

Valha-nos os factores hiperbólicos só alcançáveis pelos eleitos...


«Para o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, a participação da cidade em Terra Brava, “é fundamental para, através de um canal nacional e internacional, fazer chegar paisagens e vivências do nosso concelho a milhares de pessoas, em Portugal e no estrangeiro. 
Estamos no centro do País, temos mar, rio, floresta, serra, gastronomia, cultura, entretenimento e pessoas que sabem receber com simplicidade, criando laços com quem os visita“ salienta o autarca figueirense que acrescenta, que acredita “que com esta divulgação, se pode afirmar o concelho enquanto território com valências e ofertas de exceção, capazes de atrair famílias para se fixarem na Figueira da Foz." Carlos Monteiro, mostra-se convicto que, quer técnicos, quer actores “ficaram marcados pela nossa cidade e a vão incluir no seu roteiro de viagem”
Segundo o edil, esta “novela dá uma visibilidade especial ao que é a Figueira da Foz do presente e que é fruto da ação de todos os que aqui vivem, tendo cá nascido ou não“ . “Pela nossa parte, apreciámos particularmente o colorido que a atividade desenvolvida por toda a equipa responsável pelas imagens e cenas feitas para a novela 'Terra Brava' emprestou à Figueira da Foz“, refere ainda o autarca.
Lido aqui.

Depois admiram-se...

Na Figueira, continuamos no tempo dos jornais vergados ao peso da (nova) censura? 

É cometido um atentado ambiental e na informação figueirense, que eu tenha conhecimento, o silêncio é total. 

Sei que o assunto já chegou ao Ministério do Ambiente. 

Há um vereador que concorda que é "inadmissível" e  "houve um atentado ambiental" e continuou o silêncio. 

Podemos não gostar da realidade, mas é o que temos. 

Depois admiram-se porque há cada vez menos leitores de jornais!

Querem saber para onde foram? 

Desapareceram. 

Os jornais deixaram de ter interesse ou utilidade para eles. 

Quem é que está disposto a pagar caro por aquilo que tem apenas uma utilidade marginal? 

E, neste contexto, foram ganhando espaço e credibilidade projectos como o Outra  Margem...

Neste país até já se esqueceram quem foi Salgueiro Maia?


Lido aqui.

Citando um Amigo: "ESTA É A INGRATIDÃO DAQUELES QUE NÃO SABENDO O VALOR PATRIÓTICO DOS HOMENS DE GRANDE PAIXÃO, NUNCA SABERÃO O SIGNIFICADO DA MEMÓRIA. POR ISSO, TEMOS MAIS ESTA GRANDE FALTA DE RESPEITO PELA LIBERDADE."

"Devido à falta de médicos nas unidades de cuidados de saúde primário (ver gráfico), cerca de 4500 utentes do concelho da Figueira da Foz estão temporariamente sem médico de família"

Nota: 
Eu sou um dos tais cerca de  4 500 que já nem médico de famíla tem.
Como utente do Posto Médico da Cova e Gala, neste momento, para poder obter uma receita para os medicamentos normais dum velho, tenho de fazê-lo com antecedência, pois uma receita demora 8 (oito) dias a chegar ao utente. Resultado: também aqui a responsabilidade é nossa: temos de estar atentos e pedir por escrito as receitas com uma antecêndia, no mínimo, a rondar os 10 dias. 
Imagem via Diário as Beiras


Segundo o presidente, «os custos com as iluminações são de 94.035,90€ + iva, assumidos pela CMFF”. Em 2019 o custo foi de 55.000€ + IVA.»..

 Via Figueira na Hora

"Este ano foram acrescentadas iluminações nas freguesias, na fachada do Mercado Eng. Silva, na Rua das Tamargueiras e rotundas adjacentes e na fachada da Câmara Municipal. Desta forma, as localizações previstas para as iluminações decorativas de natal são: 
• Cidade
Rua Bernardo Lopes Rua Cândido dos Reis Rua Académico Zagalo Rua da Liberdade Árvore natural da Rua da Liberdade com a Rua Eng.º Silva Forte Santa Catarina Varandim da Praça do Forte Largo Dr. Luís Melo Biscaia Rua da República Rua 5 de Outubro Praça 8 de Maio (Praça Nova) General Freire de Andrade (Praça Velha) Rotunda de entrada centro/sul da cidade (a seguir ao pórtico) Rotunda dos Bombeiros Voluntários (entrada norte da cidade) Tavarede Muralhas de Buarcos Rua das Tamargueiras (+ rotundas adjacentes) Av. 25 abril e Av. Espanha (desde a Rotunda do Galante até à Praça do Forte) Fachada do edifício dos Paços do Concelho Fachada do edifício do Mercado Municipal Eng.º Silva Fachada do Castelo Eng. Silva Jardim Dr. Fernando Traqueia, Praça de Buarcos. 
• Freguesias
Rotunda do Lavrador, Serra das Alhadas – Alhadas Largo da Igreja, Rua 30 de março – Alqueidão Entroncamento da Rua da Junta com a Rua da Igreja - Bom Sucesso Rotunda Aguiar de Carvalho - Ferreira-a-Nova Largo José da Silva Fonseca – Lavos Largo da Feira Velha – Maiorca Largo Domingos Pedrosa Vieira - Marinha das Ondas Rua 20 de junho, nº 33 – Quinta dos Vigários - Moinhos da Gândara Largo do Alvideiro – Paião Largo Padre Costa e Silva – Jardim de Quiaios – Quiaios Rotunda do Pescador, Gala - São Pedro Rotunda da Salmanha - Vila Verde".

Quando, na noite, o dedo aponta para a lua, a malta só vê o dedo?..


"Um deputado eleito por um partido com meses de vida, numa campanha eleitoral milionária, com o dinheiro saído ninguém sabe de onde, e sem que ninguém se tenha preocupado em investigar a sua origem, num partido pejado de nazis, skins e fascistas, antes envergonhados e agora às claras, transfugados de grupelhos nazis, legalizado com assinaturas falsificadas, irregulares e duplicadas, perante o encolher de ombros do Tribunal Constitucional, é multado por discriminar ciganos, no seguimento insulta uma deputada eleita, e o assunto nas "redes sociais", ou o caralho que lhe queiram chamar, é o valor da multa. E depois, seus palermas, queixam-se exactamente do quê?"

Lido aqui.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

OUTRA MARGEM, DE BLOGUE A LIVRO?..


Em Abril próximo o blogue OUTRA MARGEM completa 17 anos de vida.

De vez em quando, sou abordado por leitores deste meu espaço, que me perguntam porque é que não publico um livro com uma antologia de textos aqui dados à estampa.

Como pesssoa livre e de bons costumes, que pautou toda a sua vida em defesa da liberdade de não ficar a dever favores a ninguém, sou um teso do caraças. 

Lembro que Carlos Santos Silva só há um: o amigo de Sócrates e mais nenhum...  

Mesmo que haja por aí alguém que tenha o número do amigo do Sócrates escusa de mo tentar dar, pois seria perder tempo.

Vão lendo o OUTRA MARGEM na blogoesfera, que está cada vez mais forte na irritação e na azia que causa nos podres poderes figueirenses dos arranjinhos e dos tachinhos para pagar favores. 

A Figueira, infelizmente, não é excepção. O  que se passa na Figueira é  a regra. E é desta regra que Portugal tem vindo a ser construído até chegarmos ao momento presente. Foi isto que o 25 de Abril construiu. 

E o futuro próximo - que é o que me resta viver - não vai ser melhor.

A Figueira convive mal com os desafios colocados pelo rigor e pelo trabalho. 

Convive perfeitamente com o desenrascanço, que passa pelo percurso mais directo e mais fácil. Há sempre um atalho, uma cunha, uma facilidade, quiçá um envelope...

Parece que não há problemas nem dificuldades. E os que porventura teimarem em aparecer são “empurrados com a barriga”. Há sempre um milagre para encontrar a solução. 

Estamos sob o mando dos “chico-espertos” e dos dotados de imunidade aos valores, o que lhes permite estarem por cima neste desgraçado lodaçal que é a Figueira em Novembro de 2020.

Muitos dos que os elegeram vêm nestes lideres a sua própria imagem. Revêem-se neles. Não vêm nada de censurável na sua conduta. Se lá estivessem fariam como os que lá estão. Safavam-se.

Somos um povo que se está a especializar na arte do “desenrascanço”.

Pela minha parte, se querem continuar a ler o OUTRA MARGEM, tem de ser mesmo na blogoesfera.

Fica uma sugestão: e que tal a isenção do pagamento de estacionamento em determinadas horas e zonas da cidade durante a quadra natalícia?..

Que cabeça a minha: agora o estacionamento pago já não é explorado pela Figueira Parque, como acontecia em 2017, por acaso ano de eleições autárquicas... 

Entretanto, aconteceu a privatização...

Imagem via Diário as Beiras

Quem tem amigos "pretos" não pode ser racista?


 «A maneira mais fácil e, ao mesmo tempo, mais pateta de tentar apresentar credenciais antirracistas é dizer ao interlocutor, peito inchado a simular brio, cara frontal a dramatizar orgulho, esta banalidade disparatada: "eu até tenho amigos pretos!".

Não passa pela cabeça de um branco português dizer "eu até tenho amigos brancos", pois não encontra nesse facto nada de "anormal" a registar, não encontra qualquer diferenciação entre si próprio e os outros brancos que justifique assinalar publicamente tal ocorrência.

Quando um branco começa a dizer que até (e esta palavra "até" sublinha a singularidade do facto) tem amigos de outras raças está a discriminar, está a separar um agregado em particular da unidade grupal que constituem todos os seus amigos, está a diferenciar esse conjunto de indivíduos não por serem melhores ou piores amigos, não por serem constantes ou ausentes do quotidiano desse círculo de camaradagem, não por serem de maior ou menor confiança. Eles são catalogados e separados do grupo de amigos do branco português apenas por terem uma cor de pele diferente. Isto é puro racismo.

Esta discriminação também abrange outros tipos de preconceitos étnicos bem como atitudes homofóbicas, xenófobas e, mesmo, políticas.

A declaração "eu até tenho amigos gays" é frequentemente ouvida sair da boca de homofóbicos. "Eu dou-me bem com ciganos" ou "nada tenho contra os judeus" são braços da mesma raiz de ódio e preconceito.

Até antirracistas e antixenófobos alimentam-se da mesma planta moral dos racistas para resolver debates políticos anticomunistas quando disparam o fatal "eu até tenho amigos comunistas", "tu és um comunista diferente dos outros" ou, pior, "o meu pai até foi comunista, mas...". Farto-me de ouvir isto...

Há neste tipo de frases um inevitável tom condescendente e paternalista, uma assunção de superioridade assassina do equilíbrio da relação entre os interlocutores destes diálogos.

Esta é a mesma caridade classista das senhoras de sociedade que dizem às outras que se dão com "gente do povo", que frisam o gosto em lidar com "pessoas simples" e que concluem encontrar ali a "autenticidade" em falta nos círculos da alta burguesia.

Esta é a parte mais horrível do racismo, pois está diretamente ligada ao alimento geracional da estratificação social em exploradores e explorados, é um dos pilares do edifício da injustiça social.

Este racismo do branco português é aliás ridículo e um tiro no pé. Se for para os Estados Unidos da América, o branco português deixa de ser branco, passa a ser classificado como hispânico ou latino e está sujeito a ouvir da boca de um americano branco a frase assassina: "eu até tenho amigos latinos." De condição de explorador passa, num instante, à condição de explorado.

Finalmente, o racismo escondido atrás da frase "eu até tenho amigos pretos" é perigoso porque tenta ilibar o racista do seu racismo: mais do que desculpabilizar, procura-se justificar, racionalizar, defender. O autor desta frase, subliminarmente, afirma nada ter contra as pessoas com a pele de cor negra e, por nada ter contra elas, a sua argumentação e os insultos que profere não podem ser racistas e, por isso, são racionalizações, análises e pensamentos razoáveis, justos e objetivos.

A frase "eu até tenho amigos pretos" é um instrumento de propaganda racista construída para convencer pessoas não racistas a apoiar ideias racistas. Isto é perigoso.»

Via Pedro Tadeu

Construções na areia da Praia do Cabedelo...

 

Via SOS CABEDELO.

Prolongamento do enrocamento na raíz do molhe.

Na sequência da reunião promovida pelo vereador Miguel Babo com o SOS Cabedelo e o Sr. Presidente Carlos Monteiro, e da Reunião de Câmara de 04-05-2020, conforme ata que se segue, aguardamos com expectativa pela revisão do projeto com o novo enrocamento, em conformidade com os mesmos alinhamentos e geometria do enrocamento existente, evitando descontinuidades com impacto negativo na segurança dos banhistas e na qualidade da onda do Cabedelo. 


Nota OUTRA MARGEM
«A Câmara Municipal, no uso da competência que lhe é conferida, ao abrigo do disposto na alínea f) do n.º 1 do artigo 33.º do anexo I da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, deliberou, por maioria, com oito votos a favor, do Presidente e dos Vereadores, Ana Carvalho Oliveira, Mafalda Azenha, Nuno Gonçalves, Miguel Pereira, Diana Rodrigues e dos Vereadores eleitos pelo Partido Social Democrata, Carlos Tenreiro e Miguel Babo e um voto contra do Vereador eleito pelo Partido Social Democrata, Ricardo Silva, no âmbito da empreitada para “Área de Requalificação Urbana do Cabedelo 2.ª fase – Proteção e Reabilitação Costeira e Dunar”, aprovar: ------------------------------------------------------
A adjudicação da empreitada à concorrente Civibérica-Obras Civis, S.A., pelo valor global de 1.978.000,00 € . Deliberação aprovada em minuta. -----------------------
O Vereador eleito pelo Partido Social Democrata, Ricardo Silva, proferiu a seguinte Declaração de Voto: -------------------
“Estão a lançar obras e a fazer adjudicações quando deviam de tratar das obras inacabadas e resolver o problema das obras concluídas. Seria bom repensar todas estas obras com bom senso. Deviam parar e repensar tudo, face ao parco recurso do município como o Governo está a fazer. Temos de encontrar soluções para mais rapidamente recuperar a economia da Figueira da Foz, nomeadamente o setor do turismo que a passar mais dificuldades, mas continuam como se nada tivesse acontecido, é o que transparece na atuação de continuar a adjudicar obras grandes.” »

Richard Zimler, um americano há 30 anos a viver no Porto

Richard Zimler (Roslyn HeightsNova Iorque1 de Janeiro de 1956) é um jornalistaescritor e professor norte-americano naturalizado português desde 2002. No video abaixo deixa uma lição de humildade, qualidade que nós, portugueses, pouco cultivamos...

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Aguardemos que fale a justiça...

 Via Diário as Beiras

Também no PSD é sempre carnaval!..


"Ainda a propósito do acordo PSD-Chega. Há momentos em que o choque é tão intenso e gera uma repulsa tão grande que, evitando dar margem a qualquer impulsividade, deixamos passar umas horas ou dias na vã esperança de que boas justificações possam ser, entretanto, aportadas. 
Não foi infelizmente o caso. As justificações entretanto dadas pela direção nacional do PSD adensaram a minha perplexidade e entristeceram-me ainda mais."

Jorge Moreira da Silva. Ex-ministro do Ambiente de Pedro Passos Coelho.
Na sua opinião, expressa num artigo muito crítico no jornal Públicoo acordo nos Açores com o Chega de André Ventura, ex-camarada de partido, promovido por Pedro Passos Coelho nas eleições autárquicas em Loures, era Jorge Moreira da Silva ministro, é uma traição!..
O antigo ministro do Ambiente de Passos Coelho diz que “não se fazem acordos com partidos xenófobos, racistas, extremistas e populistas” e pede um congresso extraordinário do partido.

Só falta resolver o pormenor dos «jacintos-de-água»...

Imagem via Diário as Beiras

Em tempo.

Cabedo (faz parte da Figueira) antigo...

Foto antiga, obtida a partir da margem norte do estuário do Mondego, onde se "vê bem o cordão dunar, assim como o enorme areal à sua frente, o qual desapareceu por completo com a construção dos molhes norte e sul. A ampliação permite ver o cordão a passar pela Cova e sempre mais para sul...sul...sul..."
"A duna "artificial" em 1953. O ponto branco que se vê no lado direito era uma fábrica onde é hoje o campo do Cova Gala."
Fotos e legendas a partir do mural do Alberto Afonso no facebook.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

E assim se destrói a protecção de uma duna primária: a vegetação...

• Duna primária – muito sensível; intolerante ao recreio, à construção e as passagens só podem ser pedonais e se intensas sobrelevadas. 
Como é que os sistemas dunares são destruídos? As dunas são sistemas instáveis, mesmo quando estabilizadas pela vegetação, pois essa estabilização constitui um “fio-de-navalha”, que qualquer perturbação altera. A destruição da vegetação - e é isso que está a acontecer com a intervenção desta máquina - transforma uma duna fixa numa duna móvel. O desfecho traduz-se, quase sempre, na destruição da duna com riscos de recuo da linha de costa significativos. Mas, como alguém já disse, estes pormenores têm a ver com quem de direito - Junta de Freguesia de S. Pedro e Câmara Municipal da Figueira - e não com um cidadão que se preocupa e está atento aos atentados ambientais. Portanto, os "quens" de direito que actuem como é seu dever e obrigação. O alerta está feito.

O antes...

 

Dunas...

Video sacado daqui

A duna mais junto ao mar adquire o seu perfil de equilíbrio, que embora variando ao longo do ano face à proximidade da rebentação e como tal à disponibilidade de areia na praia, mantêm-se também mais ou menos constante num dado local e permitindo assim o início da sua fixação pelas plantas.

Neste sistema dunar assim criado, à duna mais próxima ao mar chama-se “duna primária”.

Com os conhecimentos existentes sobre a criação das dunas, da sua relação dinâmica com o vento e a fragilidade das plantas estabelecidas dadas as difíceis condições de sobrevivência das mesmas nas dunas, podemos estruturar o uso potencial dos sistemas dunares fixos da seguinte forma:

• Praia – tolerante ao recreio

• Duna primária – muito sensível; intolerante ao recreio, à construção e as passagens só podem ser pedonais e se intensas sobrelevadas

• Espaço interdunar – sensível, mas tolerante a certos usos recreativos e instalação de construções leves

• Duna secundária – muito sensível; intolerante ao recreio, à construção e as passagens só podem ser pedonais e se intensas sobrelevadas

• Zona pós-dunar – tolerante ao recreio e construção, tendo em conta as capacidades de carga, níveis freáticos e outros parâmetros biofísicos.


Esta é a distribuição natural das ocupações em função do valor e sensibilidade do sistema dunar. Qualquer outra situação implica sempre impactes significativos ao nível da utilização do património colectivo que esses sistemas constituem.

É preciso não esquecer a importância, cada vez maior, que as dunas, principalmente as dunas primárias, têm como “tampão natural” à violência das ondas, criando com elas um equilíbrio dinâmico – recebendo, armazenando e largando areia - que protege os usos do solo a sotavento e que implica sempre a sua conservação, bem como da duna secundária associada.

Sem este sistema e em situações de litoral “agressivo” e níveis de subida médios do mar inquestionáveis, a preservação das dunas ganha dimensões tanto estratégicas na defesa de pessoas e bens como ecológicas de defesa de um sistema sensível ás alterações que o Homem faz.

Como é que os sistemas dunares são destruídos?

As dunas são sistemas instáveis, mesmo quando estabilizadas pela vegetação, pois essa estabilização constitui um “fio-de-navalha”, que qualquer perturbação altera.

A destruição  da vegetação - e é isso que está a acontecer com a intervenção desta máquina -  transforma uma duna fixa numa duna móvel.

O desfecho traduz-se, quase sempre, na destruição da duna com riscos de recuo da linha de costa significativos.

Mas, como alguém já disse, estes pormenores têm a ver com quem de direito - Junta de Freguesia de S. Pedro e Câmara Municipal da Figueira - e não com um cidadão que se preocupa e está atento aos atentados ambientais.

Portanto, os "quens" de direito que actuem como é seu dever e obrigação. 

O alerta está feito. 

Nota de rodapé.

Esta postagem foi feita com a ajuda do que foi lido aqui.

António Miguel Lé, presidente da Cooperativa Beira Litoral, fez criticas ao presidente da Câmara. Carlos Monteiro respondeu...


 Imagem via Diário as Beiras

Apoiar efectivamente o comércio local é com medidas concretas como, por exemplo, estas:


 Imagem sacada daqui

domingo, 15 de novembro de 2020

Um vídeo esclarecedor sobre o que é um snob convencido...

Video via SICN

Este cavalheiro, snob e convencido, mostra sempre um ar superior, que me causa repulsa e faz-me fazer zapping, quando aparece na pantalha televisisva.  Os chamados "medias" precisam, à direita, destes "enterteiners" comediantes de feira e politiqueiros...

«Ninguém sabe motivos do acidente que lança para o desemprego 22 pescadores, mas no local falava-se nas madeiras arrastadas pelos jacintos»


 Via Diário de Coimbra

Comissão Nacional de Protecção de Dados já recebeu algumas queixas sobre violação de dados de saúde, tendo aberto pelo menos um processo

«Há resultados de testes à covid-19, que constituem dados de saúde pessoais, a serem comunicados às entidades que os financiaram, sejam câmaras municipais ou entidades patronais, o que pode constituir uma violação muito grave das normas da protecção de dados. A confirmar-se a infracção, esta deve dar origem a uma multa que pode atingir os 20 milhões de euros. A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) já recebeu algumas queixas neste âmbito, estando, neste momento, a instruir um processo que envolve uma entidade pública. Não recebeu, no entanto, qualquer participação de um caso que chegou ao conhecimento do PÚBLICO

Apesar das dificuldades há que manter a esperança...

Recordemos Cesária Évora

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Quinto Molhe: mais palavras para quê?..

Os chouriços estão nus... Foto: Pedro Agostinho Cruz.

Cais comercial a sul? Como ficaria feliz...

Imagem via Diário as Beiras
Porto Comercial e Zona Industrial e os erros estratégicos de localização
, é uma postagem que publiquei neste blogue há mais  de 10 anos.
Estávamos a 28 de Julho de 2010. Recordo algumas passagens, pois mantém-se mais do que actuais. Passo a citar-me.
O rio e o porto estão associados ao crescimento da Figueira e são factores de desenvolvimento concelhio, pelo que deveria ter havido o máximo de cuidado e planeamento na execução e expansão das obras portuárias.
As razões são óbvias: basta verificar qual será a função principal do porto comercial.
Fácil de responder: proporcionar o escoamento a mercadorias da zona centro do país, em especial das empresas sediadas na zona industrial da Figueira da Foz e das celuloses.
Sendo a Figueira, como sabemos, um porto problemático a vários níveis, nomeadamente por sofrer a influência das marés, enferma de um erro estratégico de fundo: a localização. A teimosia, ou a falta de visão, em manter o porto na margem norte é um condicionante para as condições de funcionalidade da estrutura portuária.
Duas razões simples:
1ª. Se estivesse na margem sul estaria mais perto das fábricas, o que pouparia as vias de comunicação que dão acesso ao porto comercial e evitaria a sobrecarga no tabuleiro na ponte da Figueira.
2ª. Principalmente no inverno, os navios atracados no cais comercial têm frequentes problemas de segurança, ao ponto de, por vezes, ser necessária a sua deslocação para a zona abrigada do porto de pesca com as demoras e despesas daí resultantes, o que torna mais onerosa e menos operacional a vinda de navios à barra da Figueira.
Tempo é dinheiro no competitivo mercado dos transportes marítimos. O mal, está feito, mas não pode ser escamoteado, até porque a vinda para a margem sul do porto de pesca não foi inocente. Era poluente...
Contudo, também podemos aprender com os erros. E erro estratégico foi, igualmente, a implantação da zona industrial logo a seguir à zona habitacional da Gala, quando teria sido perfeitamente possível e fácil a sua deslocação mais para sul, possibilitando assim a criação de uma zona tampão entre as fábricas e as residências.Com erros, ou sem erros, porto comercial e zona industrial são estruturas complementares no progresso e desenvolvimento do nosso concelho. Contudo, convém que o planeamento seja devidamente sustentado, pois erros já foram cometidos bastantes. Apesar dos alertas feitos em devido tempo.

Agora, ao que parece (espero que não seja apenas de haver eleições no próximo ano...) estão a pensar nisso. Oxalá seja verdade, são os meus votos.

A possibilidade de areia proveniente de dragagens vai servir para quê?..

Via Diário as Beiras
"A concretizar-se, serão projetados cerca de cerca de 50 mil metros cúbicos de areia para o Cabedelinho, e dali serão transportados, por camiões, para o Cabedelo.  
Para o reforço da duna do Cabedelo, são necessários 80 mil metros cúbicos de areia. A autarquia já extraiu mais de 20 mil do Cabedelinho, mas esta praia não tem tanta areia para tamanha quantidade de camiões. 
As dragagens, que começam em breve, deverão extrair, do canal e da barra, 130 mil metros cúbicos de inertes."
Já tinha percebido há muito que a prioridade da Câmara é o Cabedelo.
O que é que sobra,em metros cúbicos de areia e inertes, para o reforço na Praia da Cova e outras praias a sul?

A câmara municipal cancelou a animação da época natalícia

*.  A “Feirinha de Natal” e a pista de gelo já não serão instaladas no Parque das Gaivotas. 

*.  Os espetáculos de fim de ano já haviam sido cancelados.

*.  O fogo de artifício mantém-se. 

*.  Também poderá haver animação itinerante. 

*.  A iluminação de Natal, que foi reforçada, será ligada na próxima semana, prevendo-se que isso aconteça no dia 20. 

*. Fim de ano não vai ter o Rali Fim de Ano. No entanto, o Clube de Automóveis Antigos da Figueira da Foz, que organiza o evento, tem em agenda alternativas simbólicas, para não deixar arrefecer o motor da tradição. 

*. Isto ainda não é definitivo: dependerá da evolução da pandemia.

A Comissão Municipal de Protecção Civil, depois de avaliar a evolução da situação epidemiológica no concelho, decidiu aplicar novas medidas


«A Comissão Municipal de Proteção Civil da Figueira da Foz reuniu, ontem, para fazer a “análise da evolução da pandemia e determinar um conjunto de ações para entrarem em vigor no imediato”.
Uma das medidas é a criação de zonas de concentração e apoio, com 67 camas no Colégio de Quiaios, 22 no Centro Social Cova-Gala e 15 nos bangalôs do Parque de Campismo de Quiaios. Encontra-se em fase de adaptação a Casa de Nossa Senhora do Rosário, “onde existirá um acréscimo significativo das capacidades de apoio, em caso de necessidade”
Os profissionais de saúde, à semelhança do que aconteceu na primeira vaga da pandemia, têm à sua disposição bangalôs do Parque de Campismo Municipal. 
“Para a colaboração na execução e/ou implementação dos planos de contingência, a autarquia destacou visitas técnicas conjuntas da Autoridade de Saúde, Segurança Social e Proteção Civil às estruturas residenciais para idosos e visitas técnicas da Autoridade de Saúde e da Proteção Civil aos agrupamentos de escolas".
A autarquia figueirense, diz ainda em nota enviada ao Diário as Beiras, que entre os meses de outubro e novembro, foram realizados 1125 testes serológicos aos ajudantes de acção direta dos lares, bombeiros e Cruz Vermelha. 
O município, informa também, que disponibiliza aos testes rápidos de antigénio, em colaboração com a saúde pública local. 
Está, também, a articular com o ACES do Baixo Mondego o reforço da equipa de saúde de apoio ao município.»

A homenagem de «O Sítio dos Desenhos» a Gonçalo Ribeiro Telles

Gonçalo Ribeiro Telles, teve uma vida de luta pela defesa do ambiente, que durou 70 anos. Morreu com noventa e oito. 
Fernando Campos, no O Sítio dos Desenhos, prestou-lhe aquela que, para mim, foi a melhor homenagem que vi prestar ao militante do ambiente, que teve a infelicidade de viver num "País onde o absurdo faz sentido".
Passo a citar.

"Em 2016 já lhe tinha desenhado este “retrato”, aqui, quando me referi a ele a propósito das tragédias ambientais de verão, de planeamento florestal e de desenvolvimento rural. Continuo a subscrever todas as considerações que me permiti então. Tal como referi, “a Portugal nunca faltaram homens bons e sábios, como Gonçalo Ribeiro Telles. O problema é que num país povoado por uma maioria esmagadora de idiotas eles são vistos, e tratados, como pobres lunáticos.” 
Por isso hoje foi decretado luto nacional e a bandeira está a meio-pau. Mas amanhã continua certamente o plantio anual do eucalipto. 
Estamos em plena estação. 
Há que aumentar o produto interno bruto. Até á desertificação total. Depois da brutalização consumada, decreta-se outra vez luto nacional. Não hão de faltar paus para bandeiras nem para passadiços, de onde turistas alarves possam apreciar devidamente a, digamos assim, paisagem."

Para JMT, já "Chega" de PSD?..

Não se conseguiu melhor que isto, não é João Miguel Tavares?

"Com a provocação leviana no Público de ontem, João Miguel Tavares não só tenta, com a sonsice habitual, esquivar-se ao que está em causa - o abrir de portas do PSD à extrema-direita (e não a legitimidade de o Chega defender as suas posições abjetas) - como relativiza, de forma repugnante, a gravidade da proposta de castração química de pedófilos (equiparando-a às 35 horas da função pública). Terá tentado e não conseguiu, evidentemente, encontrar melhor termo de comparação. E por isso não se surpreendam, como compreensivelmente admite Pedro Marques Lopes, que Tavares venha num próximo artigo a fazer equivalências entre «pena de morte e multas de trânsito»."

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Já cheira e poder e eles estão a chegar-se à frente!..

Em entrevista ao jornal Público, «o vice-presidente do PSD, Nuno Morais Sarmento, não tem dúvidas que Chega tem “posições xenófobas e racistas”, mas o PSD admite apoio do Chega a nível nacional. “O apoio às nossas propostas não se recusa”... 
Pergunta:«André Ventura disse na quarta-feira: “Temos aqui um caminho aberto para podermos fazer um verdadeiro percurso de transformação em Portugal”, saudando Rui Rio. Que caminho é esse?»
Resposta: «Nos termos que descreve, é um caminho que tem de perguntar ao dr. André Ventura. Não faço a menor ideia qual é o caminho. Aliás, faço. Todos conhecemos o programa do Chega. É um caminho comum com o PSD? Não. Se me pergunta se o Chega tem posições xenófobas, tem. Tem posições racistas? Tem.»

"Falta de articulação entre ministérios", disse a senhora vice-presidente...

"Elementos da Câmara Municipal vão reunir hoje com responsáveis dos Ministérios do Ambiente e do Mar, para conversarem sobre o problema da erosão costeira na zona Sul do concelho e tentar que haja «articulação»
«Esta foi uma obra bem feita (sacos de areia), mas pressupunha uma alimentação permanente, através das dragagens e isso foi feito uma vez e não de forma sistemática», disse ao Jornal Diário de Coimbra, a vice-presidente da autarquia, que ontem esteve em S. Pedro, na zona a sul do 5.º molhe, acompanhada pelos autarcas da freguesia, que lhe manifestaram a sua preocupação, com a erosão da costa."