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"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cábulas...

Crise: existe e não existe...



Crise?... Mas qual crise?..
Ao tempo que Manuel Pinho, José Sócrates e Teixeira dos Santos, já acabaram com a crise!..
Não acreditam?... Ouçam
aqui.
O que acabaram de ouvir, não é mentira. É, apenas, meia verdade, pois, crise, desde que me lembro, para mim, sempre existiu.
Portanto, crise, existe e não existe.
Por um lado, acabou, melhor, nunca houve, mas
“só para alguns”.
Por outro, continua a existir, mas “só para alguns”.

X&Q867

Montemor-o-Velho

Já não era sem tempo!..

Finalmente...

Agora que o monstro está incontrolável, alguém sabe que é feito deste Senhor?......

Será que somos masoquistas?...

PS, PSD, PS, PSD, PS, PSD, PS, PSD, PS, PSD...

Não se arranja uma muleta para salvar a Figueira?...


Isto está tudo roto. Os números da economia real falam por si mesmos.
No País, foi o PS... Na Figueira, foi o PSD...
Dizem, que eu cá não sou de intrigas.
No país, Sócrates (pelo menos, por enquanto...) parece ter conseguido uma muleta caladinha, acéfala e acrítica...
E na Figueira,
cuja situação está tão mal, ou pior, que no resto do país (a autarquia figueirense é a segunda do país com menor liquidez), não se arranja uma muleta caladinha, acéfala e acrítica?..
Ou será que estão com receio que o plano de salvação nacional, que tem como ponto único, reduzir apoios sociais, não chegue para tudo?...
Ah, esta minha cabeça!... Estava a passar-me um pequeno pormenor. Qualquer estúpido, até eu, tem a noção que só o investimento e o trabalho geram riqueza. Neste país, porém, há quem considere que a riqueza se cria a aumentar os impostos e baixar os apoios sociais e a reduzir os ordenados de quem trabalha!..
Já estamos nisto há 35 anos e nunca mais saímos da cepa torta. A paróquia continua entregue à bicharada!..

1º de Maio na Figueira


Programa. Ver aqui.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os heróis do momento

Na Europa do "futebol mais badalhoco" ...
... e em Portugal.

X&Q866

Continuamos a acreditar nas “pessoas boas”...

A actual situação dos portugueses, reféns no seu próprio país, se não fosse dramática, dar-me-ia vontade de rir.
Parece que estamos a viver uma novela.
Se, por um lado, nos querem fazer continuar a acreditar nas "pessoas boas", por outro, ajudam-nos a acreditar que é na remissão dos nossos pecados, cometidos por simplória maldade, que está a salvação.
E isso é fácil. Por cegueira natural, ou provocada, continuamos a não perceber o essencial: nas novelas, as pessoas boas, não são tão boas quanto as pessoas boas em que não acreditamos na nossa vidinha quotidiana; já as pessoas más das novelas, são sempre melhores do que as pessoas más com que nos vamos cruzando na nossa vidinha quotidiana.
Acreditamos no que não acreditamos. Continuamos ignorantes, feios e maus.
Ao contrário de S. Tomé, nunca teremos coragem para mexer nas nossas próprias mazelas, pelo que, além de ignorantes, feios e maus, também somos cobardes.
Nem uma ditadura merecemos. Nós, somos os nossos próprios opressores.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os mercados não são pais, são padrastos

“Portugal é como uma criancinha de 12 anos que já gastou as semanadas do ano todo, que não gosta de estudar, não ajuda em casa, não quer ler e foge a sete pés das responsabilidades. Uma criança que aprendeu a passar pelo meio da chuva. E é feliz assim. Sem cuidado, sem futuro e com sorte. Chega-lhe o futebol, as novelas e a convicção de que o dinheiro nasce nas paredes onde estão presas as máquinas de multibanco.
Agora pedem a esta criancinha, mal educada e mimada, que se levante cedo, que tenha boas notas, que aprenda a poupar e que prometa que se vai portar bem. Ou acabam-se as semanadas, a play station e, no limite, o computador. Ela diz que sim, que se vai esforçar. Promete. E até faz um power point muita giro, com pinta, mesmo. "E agora, já posso ir ver televisão?". Um pai diria que sim. Não resistiria.
Só que os mercados não são pais, são padrastos.”

Expliquem lá (também, a mim, que sou muito burro)...

“Posso estar enganado, mas não foram o PS e o PSD, que nos governam há 36 anos, que puseram Portugal na situação gravíssima em que está actualmente?
Então, com tal currículo, como é que eles vão conseguir tirar-nos da crise?!
Não entendo... É que o que me lembro das suas actividades governativas é: a destruição da agricultura, das pescas, da indústria. E a aposta no trabalho barato que foi agora arrasado pela China e Índia. O distribuir de fundos europeus pelos amigos que em vez de modernizar as empresas e formar os trabalhadores, gastaram tudo em Ferraris e mansões, sem que houvesse fiscalização por parte do Estado (eram amigos...).
A corrupção e compadrio do PS e PSD é tal, que é comentado a nível internacional, e não há figura destes que, mais cedo ou mais tarde, não se veja envolvido em escândalos!
Eu até concordo que o Sócrates não tenha culpa da crise internacional. Mas, de quem é a culpa que Portugal, perante tal crise, fique à beira da bancarrota por estar incrivelmente mal preparado e governado? É que a crise também atingiu a Alemanha, Suécia e afins e não estão como nós!
Expliquem-me como é que estes dois partidos nos vão salvar! Votem mais neles, votem..”

Comentário no jornal Público

Para salvar o dia...

"O estado a que isto chegou"


Mas, não desesperem, pois o caminho para a resolução desta crise está encontrado: “os pobres que paguem..." Não me digam, que estavam à espera que a medida prioritária fosse tocar nas quantias milionárias que se pagam aos gestores públicos deste país!..

Porreiro, pá!..


«Resultados mostram que estamos a sair da crise»!..

Querem ouvir quem disse isto, há poucos meses atrás?...
Cliquem aqui.

Os Sportinguistas estão mais pobres


João Morais, foi o autor do golo que deu ao meu Sporting a Taça das Taças em 1964 frente ao MTK, com o famoso "cantinho do Morais".
Faleceu, ontem, terça-feira à noite, com 74 anos.

A crise precisa de ideias...


Penso que ainda é possível ver na serra da Boa Viagem, o moinho da foto.
É um velho moinho, de madeira, que gira ao sabor do lado do vento, sobre rodas, também de madeira, com as velas enfunadas.
Presumo que está lá, não para cumprir a sua missão, de fabricar farinha, ao gosto do freguês – até porque a ASAE não deixaria, mas, simplesmente, para turista ver.
Um dia destes, passei por lá e gostei de ver o velho moinho, pensava eu, como sinal de tempos que não voltavam...
Neste momento, porém, já não estou tão seguro disso, face às notícias mais recentes sobre a economia portuguesa.
Portanto, por mim, que já estou por tudo, o necessário, o imperioso, o importante, o fundamental, é encontrar um caminho, uma estratégia, algo que nos conduza a "melhor porto", credível, quer a nível interno, quer externo.
Fica aqui o meu modesto contributo. Devidamente estudado, incentivado e ajudado, pode ser significativo no actual ponto crítico da situação económica portuguesa.
Este moinho, na era do crédito fácil, serviu como atracção turística. Não quero ser mais pessimista que a realidade, mas será que este moinho ainda vai ter de voltar a moer cereais?...
Apesar da ASAE!..
No momento em que, ao que parece, o pão vai acabar, não podemos limitar-nos a deixar passar o circo!.. Temos, mesmo, de fazer alguma coisa.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Mais do mesmo...

Na reacção ao corte do rating de Portugal por parte da agência de notação financeira, Standard & Poor's, Teixeira dos Santos garantiu que o Governo vai fazer o que for necessário para assegurar a eliminação do défice excessivo e disse que este não é tempo para "querelas inúteis". Segundo Teixeira dos Santos, “é tempo do Governo e PSD se entenderem”...
Afinal, Teixeira dos Santos anda à procura de quê: parceiro ou cúmplice?..
Com o corte do rating, o dinheiro vai ficar mais caro para os bancos portugueses que também se financiam no estrangeiro. O custo vai traduzir-se no cliente final – NÓS - nomeadamente ao nível dos spreads.
Mais do mesmo, portanto...

Help...








A situação tá “preta”!..
Chegou a hora dos porta-aviões, das fragatas e dos submarinos avançarem... "Este é um momento decisivo. O país tem que responder a este ataque dos mercados.”
Resta é saber como?...

Uma citação

“É consensual que o "amiguismo" é um dos males do país. Os portugueses parecem incapazes de distinguir a pessoa das ações, o bem comum de interesses mesquinhos e pessoais. O "salazarismo" vivia muito deste complexo de "amiguismo" generalizado.”

Reflexão sobre a minha aldeia

foto de Pedro Cruz
Quem conheça, minimamente que seja, a história da Cova-Gala, sabe que sempre foi uma aldeia pobre e periférica. A vida local, virada para o mar e para a América (eram até há poucos anos atrás, as nossas grandes aventuras), o que ficou a dever-se, apenas, à insustentabilidade de cá viver.
Foi assim que, desde os finais do século IXX, nos atirámos para a diáspora, que continua ainda hoje, embora agora para destinos mais diversificados, mas que continua a levar os melhores para longe.
A falta de capacidade da aldeia em gerar riqueza e bem-estar, tem obrigado os covagalenses a deixar o torrão natal em busca do pão noutras paragens – no país e no estrangeiro.
Qual maldição, persegue-nos a incapacidade local, para construir uma sociedade desenvolvida e evoluída, seja a que nível for - cultural, social e económico.
A acção dos políticos locais, nos últimos 20 anos, teve em vista – e conseguiu - manter o status quo duma sociedade amorfa, descrente, pouco exigente, controlada em rédea curta, por via de uma política de várias dependências.
Atente-se, por exemplo, na política que a junta local entendeu praticar nas duas mais antigas colectividades da aldeia, nos últimos 5 anos, para melhor se entender a dependência em que caiu toda a vida destas colectividades. Compreender-se-á, assim, com facilidade, a profunda crise em que está mergulhado todo o associativismo da paróquia.
Levou-se a cabo uma política de atribuição de subsídios, sem critério, a colectividades que apenas praticavam as modalidades de bar aberto, mas concessionado, para proporcionar a prática da sueca, mas do voto garantido pelo medo de que outros possam discordar de tal caridade e de tal desperdício de dinheiros públicos.
Tal prática, consumou na minha aldeia, uma franja da sociedade de alguns favorecidos, a par de uma outra, de desfavorecidos.
Ser cacique, como alguém me disse um dia destes numa conversa de café, dá muito trabalho. Mas, só assim se mantêm a rédea curta e se assegura a inércia que não permite a mudança do sistema de funcionamento da vida na minha aldeia.
Pelo actual rumo, está garantida a pobreza de espírito e a humilhação de não podermos ser donos de nós próprios. Muito menos, do futuro da aldeia.

Mercado da Figueira vai ser classificado pelo Ministério da Cultura

Oito mercados portugueses estão em vias de classificação pelo ministério da Cultura.
O do Bolhão, no Porto, e o de Santana, em Leiria, são os s que têm o processo em fase mais adiantada e já foram homologados pela tutela.
Por sua vez, os mercados de Santarém, do Bom Sucesso (no Porto), de Matosinhos, de Barcelos, de Santa Maria da Feira e de Olhão são os outros espaços em vias de classificação.
Estas classificações vão estender-se a outros dois mercados: o de Ferreira Borges, no Porto, considerado Imóvel de Interesse Público desde 1982, e o Municipal Eng. Silva, na Figueira da Foz, apontado, desde 2004, como Imóvel de Interesse Municipal.

Via Construir

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Obrigado


O tempo passa a correr...
Ontem, completámos 4 anos de existência.
A propósito do facto, recebemos inúmeras mensagens de estímulo e felicitações.
A todos o nosso obrigado.

É gastar que um dia alguém vai ter de pagar...


Os municípios portugueses continuam a gastar mais do que podem. As despesas ultrapassam em 30 por cento a capacidade de pagamento.
Por cada três autarquias portuguesas há uma que apresenta resultados económicos negativos, o que constitui o pior resultado desde 2005.
Mais de metade do total das dívidas das autarquias está concentrada em 35 municípios. No topo da lista, encontra-se Lisboa, seguida de Vila Nova de Gaia e Porto.
A conclusão é da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e está inscrita no anuário financeiro dos municípios relativo a 2008.
O documento foi apresentado, esta manhã, numa conferência sobre o poder local, organizada pela TSF e pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.

Via TSF

Será que só no Brasil é que há disto?...

O Paulo Dâmaso, com este post, recordou-me este vídeo, que eu já conhecia.
Já agora, não é para retribuir, mas vejam e ouçam o vídeo abaixo, dum jornalista brasileiro ...

Luiz Carlos Prates, é um jornalista brasileiro, conhecido pelos seus comentários fortes. Luiz Carlos é ainda um radialista, actualmente colunista do jornal Diário Catarinense, comentarista do Jornal do Almoço, da RBS TV de Florianópolis, e apresentador da rádio CBN Diário e da TVCOM.
Curiosamente fala das viagens dos deputados brasileiros...É ver e ouvir!
Parafraseando o Paulo: “SERÁ QUE HÁ EM PORTUGAL ALGUM JORNALISTA COM OS "TOMATES" DESTE?.."

Uma história portuguesa sem moral...

A foto, névoa na floresta, foi sacada daqui
“Políticos portugueses: se vos tentarem corromper podem aceitar o dinheiro à vontade. Nada vos acontece. Se por acaso forem sérios, então recusem, mas fiquem caladinhos. Não tentem denunciar nada, pois ainda correm o risco de pagar indemnizações aos corruptores.”

Via 31 da Armada

Será que um azar nunca acontece só?...

À especial atenção do coordenador da assistência que a Cruz Vermelha da Figueira da Foz presta aos peregrinos de Fátima, Nelson Fernandes...

foto João Pita
O alerta está hoje nos diário As Beiras: “Peões em perigo na Variante de Tavarede”.
Já, agora, senhor Coordenador local da assistência em estrada aos peregrinos (seja lá isso o que for), relembro que, este caso que a foto acima tão bem retrata, também constitui um perigo para os peregrinos e restantes peões - e dos grandes!...
Agora que o senhor Coordenador local da assistência em estrada aos peregrinos (seja lá isso o que for) olhou para o assunto da segurança dos peões no nosso concelho aguardemos, com redobrada esperança, a rectificação do que carece ser rectificado...
Nós estaremos cá para continuar a divulgar as suas (e nossas) preocupações. Conte connosco.

X&Q865

domingo, 25 de abril de 2010

Será?..

Via rádio, acompanhei a cerimónia oficial do 25 de Abril.
Confesso, que não escutei com grande atenção os discursos dos políticos. Excepção, diga-se em abono da verdade, às palavras de José Pedro Aguiar-Branco, talvez o melhor discurso que, alguém do PSD, alguma vez fez nas comemorações do 25 de Abril ...
Mas, quando José Sócrates, em directo, respondeu às perguntas dos jornalistas, aí, procurei não perder pitada.
Por isso mesmo, ouviu-o dizer “ter encarado o discurso do Presidente da República como portador das palavras que são necessárias ao país”.
Como escutei, em directo, e depois confirmei na net, “o Presidente da República criticou, este domingo, durante o seu discurso do 25 de Abril, os salários e prémios dos gestores.” Disse Cavaco: «a sociedade é hoje mais justa do que há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades, pobreza, exclusão, indignas da memória dos que fizeram a Revolução. A injustiça é tanto maior quanto nos deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam».
Cá está, porque em parte, Abril ainda está por cumprir: se Cavaco Silva, Presidente da República, e José Sócrates, Primeiro-Ministro, sabem do escândalo e não fazem nada (ou não podem...), como é que o Povo dá volta a isto?...
Eu sei, que é impossível alcançar tudo o que sonhamos, mas já estou como Jorge Sampaio, um ex-Presidente da República. “Não estou nada satisfeito com a qualidade desta democracia”.
Será, como defende o quase meu conterrâneo e Capitão de Abril, Vasco Lourenço, que "precisamos de um outro 25 de Abril pela justiça social"?...

4 anos de blogosfera

foto de Pedro Cruz
A minha aventura pessoal, neste mundo virtual que é a blogosfera, começou no dia 25 de Abril de 2006, aqui no Outra Margem, com este post.
De então para cá, muita gente que olhava de soslaio para os blogues, mudou, entretanto, de opinião.
Esses tempos difíceis para os bloguistas figueirenses parecem, em grande parte, ultrapassados. Nos dias que passam, os blogues têm já o seu espaço de intervenção na vida do nosso concelho devidamente cimentado.
Isso, deve-se aos blogues de autor, com rosto, com alma, com assinatura.
Agora, é habitual dezenas de pessoas que vou encontrando por aí, dizerem-me: “das primeiras coisas que faço logo de manhã é dar uma vista de olhos ao Outra Margem."
O tempo passa a correr: andamos por cá, já há 4 anos!..
Sem atropelar ninguém, fomos conquistando o nosso espaço.
O meu agradecimento à preciosa colaboração do Pedro e do Fernando.
Estamos por aqui, para, de forma divertida, apresentar postagens que falem de assuntos que interessam à maioria de todos nós.
Sabemos que não conseguimos agradar a todos, mas não ignoramos que temos o carinho e o incentivo da maioria, apesar de nem todos, como é natural e humano, concordarem sempre connosco.
Hoje, fazemos 4 anos. Estamos de parabéns. E de consciência tranquila e divertida...

Recordações de outro Abril (VIII)


Em Abril de 1974, “Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.
Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada.”

António Reis - Portugal 20 Anos de Democracia

sábado, 24 de abril de 2010

ZECA, sempre!..

Coisas, realmente, importantes


Via Marcha do Vapor, um blogue do meu Amigo Rogério Neves....

Parabéns Cães Danados

Os Cães Danados comemoram, hoje, o seu primeiro aniversário!
A festa está marcada para a DRAC - no Campo de Jogos do Cabedelo, na Gala, Figueira da Foz, com um concerto a começar, pontualmente, às 23h00.
A primeira parte será assegurada pelos figueirenses Skarface.
O pessoal cá da casa agradece o convite, mas não vai ser possível a comparecência. O Pedro está na Covilhã e o cota a bulir...
De qualquer maneira, obrigadinho pelo convite... Um abraço.

Temporariamente, é claro...


“Mercado pode ir para a Rua da República”.

O corpo é que paga...

Andaram para aí a dizer que Rui Pedro Soares não falou. Não é verdade.
Pronunciou frases, breves e curtas, é certo, mas falou o suficiente. Ou mais...
Por mim, nem precisa de falar mais, tal foi a clareza com que falou.
Mesmo assim, acham que o homem não falou!..
Protestam os jornais e a blogosfera, indignam-se os deputados, amofina-se o povo...
Mas, não têm razão. Rui Pedro Soares falou.
E disse tudo. Foi claro, claríssimo.
Portugal, 36 anos depois do 25 de Abril de 1974, chegou a
isto.
Já agora, era o que faltava o homem, num país de liberdade, não ter direito ao silêncio?..
Rui Pedro Soares, que eu não conheço de lado nenhum, não me merece qualquer simpatia.
Na minha óptica, simboliza o que de pior existe no sistema partidocrático que destrói o país.
Contudo, dado que Portugal, apesar de tudo, ainda é um país com leis que garantem e preservam a liberdade individual, este cidadão tem de ser tratado como um Cidadão de pleno direito.
Como canta o António Variações no vídeo, “quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga”.
Se nós, Povo, continuamos a dormir, o problema é nosso.

Recordações de outro Abril (VII)

24 de Abril de 1974

Este é o tempo
Da selva mais obscura

Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura

Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura
Este é o tempo em que os homens renunciam

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Recortes da Aldeia" continua patente ao público até ao final de Maio

“Recortes da Aldeia”, a primeira Exposição Fotográfica do meu colega de blogue Pedro Cruz, inaugurada em 28 de Janeiro p.p., continua aberta ao público no Núcleo Museológico do Mar, em Buarcos, até ao final do próximo mês de Maio.
Recordo que, para esta exposição, Pedro Cruz seleccionou fotografias ligadas ao mar, às gentes do mar, às actividades do mar, como é caso da foto acima, “Pescadores de Sonhos”.
Esta mostra da arte do Pedro, tem merecido a atenção de muita gente, incluindo alguns estrangeiros, que na sua passagem por Buarcos têm apreciado o talento do jovem fotógrafo figueirense.

Para o ano até os comemos, carago!..

Corta-Fitas
"A coisa promete para as bandas de Alvalade na próxima época. E se promete. Se há algum jogador tem ideia, uma ideiazinha que seja, de que pode protagonizar casos de indisciplina, é ver este vídeo e "arrumar as botas". Acabaram-se os atrasos, as "bocas" e as desculpas. Paulo Sérgio não o permite. Veja-se a forma como "arrumou" com o conhecido "Emplastro"! Muito cuidadinho com ele. Um verdadeiro "leão" na selva!"

Via Corta Fitas

A desgraça da Figueira...


“Os genes seguem caminhos ínvios, confesso que não me imagino com coragem para desafiar alguém para disputa de morte, mas porque não encontro um contendor à altura; iria lutar com Miguel Almeida, Lidio Lopes ou com João Portugal e António João Paredes?! O problema da honra colocar-se-á alguma vez? Estão a imaginar algum destes políticos a defender fervorosamente os interesses dos figueirenses contra a intenção de aumentar o preço dos alugueres dos contadores, como aconteceu na Lisboa de 1925 por decisão da poderosa Companhia de Gás e Electricidade?”

Rui Beja da Silva, no blogue Rua da Liberdade

X&Q864



Recordações de outro Abril (VI)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tributo

Desconheço, em absoluto, quem é o autor deste blogue, mas aprecio a sua frontalidade.

Socorro...

A ordem é pagar e não bufar...

Via A Página do Mário cheguei aqui. “A ordem é pagar. Cinco meses e muita tinta depois, o caso da deputada Inês de Medeiros está à beira do fim. Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, artilhou-se de pareceres jurídicos. E decidiu a favor da deputada e vice-presidente da bancada do PS. O problema começou por que Inês de Medeiros tem residência em Paris, foi eleita por Lisboa e vai agora passar a ter direito a uma viagem a casa por semana.”

Portugal, Terra de oportunidades...

Acabei de ler num jornal que estava em cima duma mesa do café onde tomei a bica, que o ainda presidente da concelhia do PS figueirense, vai entrar amanhã em funções como administrador do Hospital de Ovar.
Claro que, ao contrário do que dizem por aí, “o convite nada deve ter tido a ver com questões político-partidárias...”
Portugal, é uma Terra de bastas oportunidades e de negócios a curto prazo para bons e competentes profissionais...
É preciso é ter garra e competência para conseguir agarrá-las. E, disso, nem todos se podem gabar...

Oportunidades de negócio a curto prazo em Portugal

A visita do Papa, para os carteiristas de Lisboa, Porto e Fátima!..

Ok, se respeitarem o pormenor, tá-se bem...

Entreguem lá a Chave de Honra da Cidade ao doutor Mário Soares, mas obriguem-no a inaugurar a Avenida, “antes de receber a chave”, e não se fala mais nisso...
Não se esqueçam de Eanes e Sampaio, coloquem o Coreto no Jardim, que já se está a fazer tarde...
Um pormenor: deixem o Álvaro Cunhal em paz!..
Que raio de mau feitio o meu!.. Porque é que me hei-de preocupar com "o aumento da dívida da Câmara no ano passado", quando existem coisas tão importantes a resolver na Figueira?..

Recordações de outro Abril (IV)