Um lutador compulsivo, um homem “inimputável”, extremamente competitivo, com as virtudes que caracterizam os grandes líderes mundiais.
Assim é José Sócrates, retratado no livro "Cercado", lançado pelo jornalista Fernando Esteves a propósito da sua detenção.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Se não fizermos o que tem de ser feito, ninguém o fará por nós...
Os anos disto vão passando.
Com eles, o desânimo, a infelicidade, a amargura acumulam-se como o papel nas paredes, as fotografias da família, a preto e branco, amarelecidas pelo passar do tempo.
E a malta já não é a mesma - os que não morreram, estão a envelhecer.
Mas o rio da Aldeia continua, imponente, a correr...
Um dias destes, alguém me disse que os blogues na Figueira estão em recessão...
Comentei o óbvio: se eu não fizer um blogue, ninguém o fará por mim.
Com eles, o desânimo, a infelicidade, a amargura acumulam-se como o papel nas paredes, as fotografias da família, a preto e branco, amarelecidas pelo passar do tempo.
E a malta já não é a mesma - os que não morreram, estão a envelhecer.
Mas o rio da Aldeia continua, imponente, a correr...
Um dias destes, alguém me disse que os blogues na Figueira estão em recessão...
Comentei o óbvio: se eu não fizer um blogue, ninguém o fará por mim.
Um dia tipicamente figueirense
ALERTA COSTEIRO 14/15 - vídeo IV
("um registo dos efeitos do vento nas novas dunas de São Pedro" - um trabalho de Pedro Agostinho Cruz)
Hoje, está um dia tipicamente figueirense: um dia com sol e vento.
("um registo dos efeitos do vento nas novas dunas de São Pedro" - um trabalho de Pedro Agostinho Cruz)
Hoje, está um dia tipicamente figueirense: um dia com sol e vento.
Convidativo, portanto, para pegar na bicicleta, sair e ir olhar a Aldeia, que já está a sonhar com o verão.
Tem dias em que, apesar de tudo, prefiro ser optimista e ter o progresso no
pensamento.Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz comemorou 180 anos de existência
![]() |
| imagens sacadas daqui |
A sessão arrancou com
a assinatura de um protocolo entre a ACIFF, o Turismo do Centro e a Câmara da
Figueira da Foz para a instalação de painéis de informação turística interactivos
em pontos estratégicos da cidade.
Seguiram-se os discursos.
O presidente da Associação Comercial e Industrial da
Figueira da Foz, João Damasceno, ao usar
da palavra na sessão solene comemorativa
dos 180 anos da Instituição , uma das três mais antigas do país (a seguir às de
Lisboa e Porto), aproveitou para reclamar
mais atenção da Universidade de Coimbra
em relação ao estuário do nosso rio. Segundo AS BEIRAS, João Damasceno sublinhou que “não
se compreende, que durante 725 anos de
existência, ainda não tenha considerado suficientemente a biodiversidade única
do estuário do rio Mondego e a costa da Figueira para criar um pólo marítimo de excelência nesta cidade e se reduza a recolher amostras para colocar em
apresentações de PowerPoint e teses”.
Na oportunidade, João Damasceno defendeu ainda a abertura da
Base Aérea de Monte Real à aviação civil e referiu também a necessidade que a Figueira Foz tem de
se se preparar para responder aos desafios que a região, o país e a Europa lhe
colocam. Um desses repto tem a ver com os refugiados, advogando que a cidade se
posicione para recebê-los, tal como fez durante a II Guerra Mundial.
A cerimónia teve outros oradores: José Couto, presidente do
Conselho Empresarial do Centro, António Tavares, vice-presidente da câmara,
João Vieira Lopes, líder da Confederação do Comércio, e o ministro Poiares
Maduro, que encerrou as comemorações.
Poiares Maduro, que falou num registo descontraído, começou
por dizer que, hoje, os ministros não podem levar uma lista de promessas quando
fazem visitas, muito menos quando sabem que não podem cumpri-las.
Os tempos mudaram e o assunto da ordem dos dias do
governante são os fundos comunitários, que dominaram aliás a sua intervenção. Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE (II)
E a procissão ainda agora vai no adro.
Em tempo.
"Nós somos considerados como países ricos no mundo".
Pedro Passos Coelho, em 15 de Maio de 2015
Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE
![]() |
Alvin Toffler |
Os dados são de ontem e tornam visível a relação causal entre os
desequilíbrios nas relações laborais que foram sendo progressivamente
introduzidos pelos sucessivos Governos que tivemos, a estagnação económica que
marcou todo o período e a degradação progressiva das nossas contas públicas:
mais de metade dos empregos criados nos últimos 18 anos são a tempo parcial,
contratos a termo ou trabalho independente, conclui um estudo que analisa as
desigualdades nos países da OCDE e em várias economias emergentes.
"Entre 1995 e 2013, mais de metade de todos os empregos
criados nos países da OCDE eram de uma destas categorias.”
O estudo ontem
apresentado pela OCDE complementa a informação constatando que os “trabalhadores
pouco qualificados com contratos temporários, em particular, têm rendimentos
muito mais baixos e mais instáveis que os trabalhadores permanentes”, confirma
o aumento das desigualdades em quase todo o mundo e coloca Portugal na
parte desse mundo onde – transferência/concentração de riqueza – o
empobrecimento dos que menos têm corresponde ao aumento da fortuna dos mais
ricos.
A OCDE identifica neste aumento das desigualdades um entrave
ao crescimento económico que há que combater.
Apesar de haver histórias que nunca passam nos telejornais, não é novidade nenhuma. E a procissão ainda agora vai no adro.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
O que era antes um sossego, porque não existia, é agora montra do nosso descontentamento…
“A divulgação do triste vídeo
das agressões ao jovem
figueirense revelou-nos
que este tipo de violência se
torna inaceitável quando a
comunidade é confrontada
com as imagens.
Porque no antigamente não existia youtube isso não implica que os jovens de hoje sejam piores.”
Rui Curado da Silva, no jornal AS BEIRAS
Porque no antigamente não existia youtube isso não implica que os jovens de hoje sejam piores.”
Rui Curado da Silva, no jornal AS BEIRAS
Quem se agarra à puridade?..
De vez em quando apetece relembrar isto…
Desde Outubro de 2013, pela primeira vez, depois do 25 de Abril de 1974, um executivo camarário PS, com maioria absoluta, tendo como presidente de Câmara o Dr. João Ataíde, votou, para passar a vigorar daí para a frente, que os jornalistas e o público só podem estar presentes na segunda reunião de câmara do mês.
Em Fevereiro passado, foi votada uma proposta dos vereadores do PSD que defendia o fim das reuniões de câmara à porta fechada...
Mais uma vez, a maioria absoluta PS, votou pela manutenção de uma reunião mensal realizada à porta fechada.
Como defendemos desde que tal acontece – Outubro de 2013 - foi um erro, que o PS vai acabar por pagar…
Sabem quem se agarra à puridade?
Os camaleões, quando lhes interessa.
Pode-se gostar do que não se entende. Porém, nunca se gosta do que não se conhece…
Desde Outubro de 2013, pela primeira vez, depois do 25 de Abril de 1974, um executivo camarário PS, com maioria absoluta, tendo como presidente de Câmara o Dr. João Ataíde, votou, para passar a vigorar daí para a frente, que os jornalistas e o público só podem estar presentes na segunda reunião de câmara do mês.
Em Fevereiro passado, foi votada uma proposta dos vereadores do PSD que defendia o fim das reuniões de câmara à porta fechada...
Mais uma vez, a maioria absoluta PS, votou pela manutenção de uma reunião mensal realizada à porta fechada.
Como defendemos desde que tal acontece – Outubro de 2013 - foi um erro, que o PS vai acabar por pagar…
Sabem quem se agarra à puridade?
Os camaleões, quando lhes interessa.
Pode-se gostar do que não se entende. Porém, nunca se gosta do que não se conhece…
“Custe o que custar”, o pobre é para passar fome e o rico é para comer lagosta - e tudo o mais que quiser...
Já há operários da Camac a passar fome.
São perto de 140. Vão fintando o desalento assim; uma ou outra laracha lançada para desanuviar. Para arrancar sorrisos de rostos consumidos pela preocupação. Para aquietar o desespero de não ter como honrar compromissos. Para esquecer, por instantes, que ali já há quem esteja a passar fome. Ou para não lembrar o episódio de sexta-feira, quando, de novo ultrapassado o prazo assumido pela administração para pagar o salário de abril, viram um colega ir de urgência para o hospital com um ataque de ansiedade seguido de outro de epilepsia.
Em tempo:
"Trabalhes ou estejas desempregado, serás pobre. É esta a mensagem subjacente às transformações que estão a ser feitas, em simultâneo, no mundo do trabalho e na protecção social no desemprego. É esta a sociedade de pobreza, com mais pobres e maior intensidade de pobreza, que está a ser construída de forma estrutural, porque o que se passa ao nível das remunerações salariais e da protecção social tem efeitos sobre todo o edifício económico, social e político. Uma sociedade que era já das mais desiguais antes da crise está a tornar-se mais desigual ainda."
Daqui
São perto de 140. Vão fintando o desalento assim; uma ou outra laracha lançada para desanuviar. Para arrancar sorrisos de rostos consumidos pela preocupação. Para aquietar o desespero de não ter como honrar compromissos. Para esquecer, por instantes, que ali já há quem esteja a passar fome. Ou para não lembrar o episódio de sexta-feira, quando, de novo ultrapassado o prazo assumido pela administração para pagar o salário de abril, viram um colega ir de urgência para o hospital com um ataque de ansiedade seguido de outro de epilepsia.
Em tempo:
"Trabalhes ou estejas desempregado, serás pobre. É esta a mensagem subjacente às transformações que estão a ser feitas, em simultâneo, no mundo do trabalho e na protecção social no desemprego. É esta a sociedade de pobreza, com mais pobres e maior intensidade de pobreza, que está a ser construída de forma estrutural, porque o que se passa ao nível das remunerações salariais e da protecção social tem efeitos sobre todo o edifício económico, social e político. Uma sociedade que era já das mais desiguais antes da crise está a tornar-se mais desigual ainda."
Daqui
"Há coisas que não se aprendem na escola..."
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| Primeira página do jornal "i" de ontem e respectivo artigo. |
Passam os dias e ninguém consegue entender aquilo...
O assunto continua a estar no pensamento e a alimentar as conversas de café da malta da Aldeia.
O que pode ter motivado esta estranha agressão da polícia a cidadãos pacíficos?
Isto é estranho: revela mais insegurança do que segurança, mais arrogância do que preocupação com a ordem pública, mais cobardia do que força.
Isto é estranho...
Todos, ou quase todos, queremos acreditar que o acto deste polícia não é representativo da acção da maioria do corpo policial que serve a Instituição.
Para que isso continue a ser assim, tem de haver clareza.
O que parece que não está a acontecer...
O que é estranho.
Alerta costeiro e cívico
“O vento, só por si, tem- se revelado um inimigo e uma forte ameaça para as novas dunas de S. Pedro. Hoje, ao final da tarde andava um jipe a passear no novo cordão dunar da praia do 5º molhe...”
Esta foto e esta legenda falam por si.
O amor pelo ambiente e pelo colectivo, é um sentimento pessoal e alimenta-se de atitudes correctas e do respeito.
Isso, tem um nome: civismo.
Andamos há mais de dois mil anos a dizer que é importante respeitar-mo-nos uns aos outros.
A Aldeia está melhor? Serviu de alguma coisa? A fotografia e a legenda falam por si…
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Em Portugal, a educação do ser humano está um assombro...
A vida em total comunhão com a natureza, com todas as alegrias e agruras que isso implica, histórias de animais e de certa gente, narrativa humana, mas dramática, que ilustra a luta do homem contra as leis que o aprisionam - divinas e terrestres.
António José Silva e Cláudia Simões escreveram o novo manual de Físico-Química para o 9º ano intitulado Zoom, publicado pela Areal Editores.
É isto que andamos a semear.
Depois, quem se admira com a categoria da colheita?..
António José Silva e Cláudia Simões escreveram o novo manual de Físico-Química para o 9º ano intitulado Zoom, publicado pela Areal Editores.
É isto que andamos a semear.
Depois, quem se admira com a categoria da colheita?..
Cuidado que o calor pode afectar irremediavelmente o cérebro...
Porém, dada a delicadeza do seu conteúdo, que começa logo pela
cobardia, deixo-vos apenas um exemplo:
“O Sr. Bloguista é mais um dos que confunde vegetação com
lixo. É triste que assim seja. Inclui-se no gangue dos que só gostam da
natureza quando encaixada no meio urbano em formato "clean", para
servir de diversão aos homens e não aos próprios fins da natureza em si mesma.
E, mais uma vez, mostra a sua faceta de reacionário que só vai a reuniões e só
defende os laranjinhas da terra. Só o Miguel Alpeida, seus acólitos e suas
politicas liberais e insustentáveis é que são defensáveis e de louvar. Você é
de facto o mais louco dos loucos. Alimenta-o uma raiva tão insane que em nome
dela é capaz de venerar o próprio Hitler se vier outra vez á terra”.
Ora aqui está um comentário divertido, que me deixou bem disposto (o que agradeço, pois o calor, entre outras coisas que se passam neste momento na minha vida, tem-me arrasado com a paciência...), onde tudo é apontado num estilo literário leve e sóbrio.
O enredo, como convém, é simples e linear. Não é analítico. Há nele concentração de acção, tempo, espaço e julgamento.
O enredo, como convém, é simples e linear. Não é analítico. Há nele concentração de acção, tempo, espaço e julgamento.
Na Figueira, como sabemos, há grandes escritores desconhecidos e com
visões, que, ao que aprece, se realizam também como comentaristas anónimos.
Por mim, apenas tenho a sugerir a quem parece tanto sofrer com este perigoso, por doentio, excesso de visões, que as conserve bem acondicionadas no frigorífico.
De preferência em tupperwares completamente estanques...
Por mim, apenas tenho a sugerir a quem parece tanto sofrer com este perigoso, por doentio, excesso de visões, que as conserve bem acondicionadas no frigorífico.
De preferência em tupperwares completamente estanques...
Este é um tempo de coisas simples
Este, é um tempo de nos
contentarmos com coisas simples.
Hoje é um dia de sublinhar coisas simples.
Hoje é um dia de sublinhar coisas simples.
Coisas simples, como ler no jornal que trabalhadores
figueirenses receberam salários em atraso.
“Os Estaleiros Navais do Mondego pagaram ontem os salários
em atraso, alguns com dois meses, informou Joaquim Peres, da administração. A
regularização salarial foi feita após a conversão de dólares em euros da
primeira prestação do ferry que vai ser construído para Timor-Leste.”
Porque "não pode nem deve haver julgamentos na praça pública"*, a PSP tem muito que averiguar...
Tinha e continuo a ter boa opinião sobre a PSP.
Mas a ideia de viver num País onde todos teríamos de gostar
de tudo chateia-me.
Eu não gosto do Oliveira e Costa, do Ricardo Salgado, do
Sócrates, do Cavaco, do Dias Loureiro, do Proença, do Portas, do Passos, do Costa, e de todos aqueles, que em minha opinião,
contribuíram para a situação actual do meu País, do meu concelho e da minha
Aldeia.
Quando se olha para a PSP, uma Instituição que devia merecer
o apoio da maioria dos Portugueses, deveríamos vê-la sempre a funcionar com valores que
unissem quem se revê nesses valores.
Hoje, mais que nunca, sabemos muito bem quem quer que o País
se desenvolva através da educação e da cultura e de quem quer transformar o
País numa selva.
Li no jornal, que o principal protagonista do último fim de semana, em Portugal e não só, é visto como um durão ao estilo Rambo por alguns dos homens
que comanda. O subcomissário de apenas 30 anos é, também, uma "referência de
liderança" no anterior posto que teve, há quase um ano, como comandante da
Esquadra de Investigação e Intervenção Policial de Braga. Foram vários os
polícias dessa esquadra que quiseram testemunhar ao DN sobre as qualidades de
Filipe Silva como líder, um oficial jovem que granjeou o respeito dos
subordinados mais velhos. "É exigente com ele e com os outros. Para o
Filipe Silva a lei é para cumprir", contou um desses agentes.
O Ministério da Administração Interna vai abrir um inquérito
ao caso da família de adeptos corrida à bastonada, após o jogo do título do
Benfica, junto ao Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
Não podia ser de outra maneira: está filmado.
A mesma CMTV, que
filmou e colocou no ar as bastonadas dadas pelo “tal durão ao estilo Rambo”,
emitiu ontem uma excelente reportagem sobre agentes da PSP que enfrentaram
perigo de vida para garantir a segurança de cidadãos.
Felizmente que a regra, entre os homens e mulheres que
compõem a PSP, é o profissionalismo, a honestidade, a coragem e a ponderação. Na sua esmagadora maioria, são pessoas de valores, em quem se pode confiar.
Felizmente que a regra, entre os homens e mulheres que compõem a PSP,
não é quem entende que a lei se cumpre com abuso de poder e violência gratuita.
Continuo a ter boa opinião sobre a PSP. Mas, a ideia de ter de viver
num País onde todos temos de gostar de tudo chateia-me.
Espero que o dia 17 de maio de 2015 não venha ser esquecido tão cedo por Filipe Silva, subcomissário da PSP de Guimarães.
Além de ter sido filmado e fotografado a agredir uma família à frente dos filhos menores, era o responsável pela segurança na bancada Norte do Estádio D. Afonso Henriques onde ocorreu o saque ao armazém do Vitória.
*Em tempo. ![]() |
| Anabela Rodrigues só disse e repetiu que ordenou a abertura de dois inquéritos relativamente aos incidentes de domingo com adeptos do Benfica. E não disse mais nada. |
A meu ver, o que vi em Guimarães, foi um julgamento na praça pública.
Um senhor subcomissário da PSP ouviu, julgou e condenou o arguido a vergastadas humilhantes e ele próprio as executou sem qualquer direito a defesa.
Presumo que a senhora ministra e ilustre catedrática se estava a referir a este, quando afirmou:
"Não pode nem deve haver julgamentos na praça pública".
terça-feira, 19 de maio de 2015
Um jardim à beira mar plantado de dívidas, com um Plano de Saneamento Financeiro com visto do Tribunal de Contas
Em nota de imprensa a autarquia informou ontem, que "o Município da Figueira da Foz obteve o
visto do Tribunal de Contas, que se
encontrava pendente, relativo a um empréstimo destinado à substituição de um
outro, contraído no âmbito do Plano de Saneamento Financeiro (PSF)."
Com a obtenção deste visto do Tribunal de Contas, o
Município da Figueira da Foz “completa, por agora, o processo de renegociação
dos empréstimos contraídos no contexto do PSF”.
A nota de imprensa, recorda que relativamente a duas das entidades
bancárias (CGD e BPI) “foi possível estabelecer um acordo de redução da taxa de
juro (menos 2,25 pontos percentuais em ambos os casos) ao passo que,
relativamente à terceira (Novo Banco) um tal acordo não foi possível”, pelo que
“o Município partiu para a substituição deste empréstimo tendo obtido junto do
Crédito Agrícola-Baixo Mondego um crédito com redução da taxa de juro de 3,35
pontos percentuais face ao anterior, operação que se viu agora confirmada pelo
Tribunal de Contas”.
Segundo o documento da autarquia, "a estimativa da redução dos gastos com juros da dívida
bancária cifra-se, para o ano de 2015, em cerca de 300 000 euros e, para o ano
de 2016, em cerca de 500 000 euros."
Do resultado deste processo de renegociação/substituição da
dívida resulta, na opinião da autarquia figueirense, “com muita clareza um abaixamento sensível do
dispêndio com juros, ficando assim o Município numa posição de maior capacidade
financeira para aumentar e melhorar a dotação de serviços públicos que presta
aos cidadãos, às empresas e às instituições do concelho”.
Depois de lida a nota informativa e dissecado o seu conteúdo, verifica-se que a Figueira continua com o fantasma da dívida nos olhos.
Entretanto, conseguiu borrifá-los com água da torneira.
Contudo, a realidade é que município da nossa cidade, continua a ser um jardim à beira mar plantado de dívidas.
Entretanto, conseguiu borrifá-los com água da torneira.
Contudo, a realidade é que município da nossa cidade, continua a ser um jardim à beira mar plantado de dívidas.
“Pára-me de repente o pensamento”, quinta-feira de novo no CAE
Depois da primeira exibição ter esgotado, o Centro de Artes e Espectáculos repete a projecção do filme realizado por Jorge Pelicano “Pára-me de repente o pensamento” , quinta-feira, pelas 21H30.
Carlos Cidade, antigo sindicalista coordenador e agora vereador em Coimbra
Carlos Cidade fez comigo parte de uma direcção do então Sindicato
dos Empregados de Escritório de Coimbra, nos idos anos da década de 80 do século passado.
Li aqui, que foi
“condenado” a pagar 1.500 euros ao Estado, por ter substituído trabalhadores da
recolha do lixo durante uma greve, segundo o sindicato do sector.
Carlos Cidade, nos idos da década de 80 do século passado, era dirigente sindical, coordenador da União dos Sindicatos de Coimbra, a estrutura regional da CGTP e militante do Partido Comunista. Agora, é militante do PS, vereador no município de Coimbra e tem o pelouro do Ambiente e Qualidade de
Vida, que abrange a recolha de resíduos sólidos urbanos.
Por isso, foi acusado
de um crime de prevaricação, por ter recorrido a trabalhadores da empresa
multimunicipal ERSUC para substituir os trabalhadores da Câmara de Coimbra, que aderiram a uma greve
de quatro dias, há um ano, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).
A denúncia “por conduta criminosa” tinha sido apresentada pelo coordenador regional do STAL, Aníbal Martins, contra Carlos Cidade e o presidente da Câmara Municipal, Manuel Machado.
A denúncia “por conduta criminosa” tinha sido apresentada pelo coordenador regional do STAL, Aníbal Martins, contra Carlos Cidade e o presidente da Câmara Municipal, Manuel Machado.
Sublinhe-se que o arguido conhecia a proibição de substituir
trabalhadores em greve (então proibida
por lei) – como escrevi acima, tinha exercido funções de dirigente sindical.
Mesmo admitindo, que
a preocupação primeira do antigo sindicalista e agora vereador dr. Carlos Cidade, foi “assegurar um interesse comunitário”, como a
salubridade pública, e admitindo também
que “cumpriu a sua obrigação ao pagar os 1500 euros e a cidade, nos quatro
dias da greve, esteve limpa”, o que quer
dizer que o lixo, nesses dias, saiu de casa e repousou no aterro onde foi tratado e transformado, ninguém se preocupou
com os homens que o recolheram e transportaram.
Esses, foram tratados pelo antigo
sindicalista e agora vereador do ambiente na Câmara de Coimbra, dr. Carlos Cidade, como lixo residual - que é aquele se agarra às mão e que faz a diferença entre o lixo que
produzimos e o que tratamos.segunda-feira, 18 de maio de 2015
30 anos de "normalidade"...
Em 1985, um dos compradores duma máquina destas, então muito na moda, foi Cavaco Silva que decidiu fazer a rodagem do bólide, realizando uma viagem de Lisboa até à Figueira da Foz.
Precisamente há 30 anos e dois dias, Cavaco Silva chegou à Figueira da Foz para falar "olhos nos olhos" aos congressistas. No dia seguinte foi eleito presidente do PSD, numa inesperada reviravolta que continua a garantir não ter sido planeada.
Ficou aberto, a partir daí, o caminho para a desgraça a que chegámos. Poucos meses depois, a 6.10. de 1985, com a vitória do PSD nas eleições legislativas realizadas nesse dia, tornou-se DDT…
Teve aí início um longo reinado que ainda dura: 10 anos de PM e 10 de PR.
E tudo começou desta forma exemplar: “Cavaco ganhou o congresso, depois de chegar atrasado aos trabalhos e de ter entregue a lista fora de horas com assinaturas forjadas por Alberto João Jardim.”
Passados 30 anos sobra uma interrogação: as nossas forças, já muito desgastadas, aguentarão ainda os futuros problemas?...
Festa ou violência?...
Ontem, ao fim da tarde, o Benfica sagrou-se bicampeão
nacional e a equipa juntou-se, noite dentro, a milhares de adeptos na rotunda do
Marquês de Pombal, em Lisboa, para comemorar.
Os festejos acabaram com garrafas a voarem e intervenção
policial.
Todo o país teve oportunidade de assistir, em directo, via
televisão, a algo que transcende tudo o
que é aceitável, para quem goste de viver em sociedade.
Confesso que por ter adormecido no sofá frente ao televisor,
só hoje de manhã tive a dimensão desta tragédia que ninguém merece – nem sequer
o futebol…
Por isso, as responsabilidades têm de ser apuradas – e rapidamente.
Num país moderno e civilizado nada disto deveria acontecer.
Contudo, como estes desvios comportamentais e degradantes
foram uma triste e lamentável realidade, que os responsáveis por toda esta violência,
completamente desnecessária e estúpida, sejam responsabilizados como não poderá
deixar de acontecer.
Para que saiba, sublinhe-se que estamos em Portugal, um país europeu e democrático - segundo
o que nos andam a prometer os políticos, desde 25 de Novembro de 1975.
Quando a pátria que temos não a temos/ Perdida por silêncio e por renúncia/ Até a voz do mar se torna exílio/ E a luz que nos rodeia é como grades
Isto, nunca deveria ser possível acontecer num País que teve
"a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio"...
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
O homem que foi espancado por um agente da PSP em frente aos dois filhos – crianças que ainda tiveram de ver o avô a ser também agredido –, após o jogo Benfica-Vitória de Guimarães, foi interrogado esta segunda-feira de manhã pelo Ministério Público. À saída do Tribunal de Guimarães, José Magalhães negou ter insultado os agentes da PSP. "Algum dia eu imaginei que ia ser agredido? Algum dia eu ia faltar ao respeito a um agente da autoridade?", questionou. "O meu pânico foi pelos meus miúdos estarem a ver o que se estava a passar."
"a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio"...
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
O homem que foi espancado por um agente da PSP em frente aos dois filhos – crianças que ainda tiveram de ver o avô a ser também agredido –, após o jogo Benfica-Vitória de Guimarães, foi interrogado esta segunda-feira de manhã pelo Ministério Público. À saída do Tribunal de Guimarães, José Magalhães negou ter insultado os agentes da PSP. "Algum dia eu imaginei que ia ser agredido? Algum dia eu ia faltar ao respeito a um agente da autoridade?", questionou. "O meu pânico foi pelos meus miúdos estarem a ver o que se estava a passar."
Antes que o vácuo tome conta de todos e nos imobilize...
Nem um gesto, nem uma palavra e nem a mínima sugestão de violência, se pressente nas palavras do jovem que foi um dos alvos desta gente.
A calma e as palavras deste jovem, para mim, só é comparável ao peso da multidão portuguesa, de braços para baixo, encurralada nas portadas institucionais.
Nem uma palavra mais dura sequer na entrevista dada à SIC "por este jovem agredido que diz que publicação do vídeo foi acto de vingança"!...
A calma e as palavras deste jovem, para mim, só é comparável ao peso da multidão portuguesa, de braços para baixo, encurralada nas portadas institucionais.
Nem uma palavra mais dura sequer na entrevista dada à SIC "por este jovem agredido que diz que publicação do vídeo foi acto de vingança"!...
A Figueira continua a esconder as verdadeiras feridas com a mentira astuta...
“No mandato anterior deste executivo camarário, foi lançado
um concurso de ideias para o areal da praia. No início dos anos 90, Aguiar de
Carvalho já tinha encomendado um estudo para o areal que veio a servir de
suporte ao plano de pormenor que no mandato de Santana Lopes se iniciou.
Entendeu o actual executivo fazer tábua rasa de todo esse trabalho e na senda
do que já havia feito com o logótipo que se tornou marca do concelho, resolveu
que tinha que ter o seu próprio projecto. Desse concurso de ideias resultou um projecto
vencedor que foi dado à estampa em plena campanha eleitoral em outdoors
colocados na avenida marginal. Um investimento de 110 Milhões de euros era o
necessário para o cumprimento dos sonhos do executivo camarário. Após os 60 mil
euros gastos no prémio do concurso de ideias, seguiu-se uma adjudicação à
equipe vencedora, de mais 50 mil euros, para que desenvolvesse o projecto que
justificaria a intenção da câmara de municipalizar parte do areal. Recorde-se
que foi com base nesta ideia que se deixou de limpar a praia para justificar
junto da tutela que aquela enorme extensão de areal, não deveria ser
considerada como praia. Afinal, sabemos agora, que o projecto que se vai
desenvolver é um projecto minimalista que nada tem haver com o que foi
apregoado. O executivo camarário sabia bem da impossibilidade de desenvolver
este plano, mas enfim, funcionou bem na campanha eleitoral e é mais uma
promessa a juntar a tantas outras, que de reais só mesmo os outdoors que as
anunciaram.”
Em tempo.
Em tempo.
Na nossa cidade, como aconteceu desde que tenho memória, os responsáveis políticos optaram sempre por esconder as verdadeiras feridas com a mentira astuta ("o embuste", como escreve hoje na sua habitual crónica no jornal AS BEIRAS, Miguel Almeida).
Dois exemplos, apenas, da mania das grandezas da elite local, para não nos alongarmos muito.
Todos nos lembramos certamente ainda do projecto megalómano da ligação entre a Figueira e Fátima, em TGV monocarril, no tempo do falecido Aguiar de Carvalho ou do Estádio de Lavos, do tempo do mediático Santana Lopes.
João Ataíde, também aqui, não quereria fazer diferente e lá anunciou a "bagatela" de 110 Milhões de euros para o projecto para transformar, uma vez por todas, a outrora Praia da Claridade na futura Praia da Calamidade.
Até agora, porém, a vegetação na Praia da Calamidade, é a única testemunha viva e pujante do megalómano projecto...
Como sabemos, estas coisas, agora (apesar do actual executivo camarário ter no seu seio um competente vereador e, ao mesmo tempo, também um talentoso especialista em Teatro, tanto na escrita de peças como na encenação...) são mais difíceis de credibilizar...
As curvas do destino amedrontam os bichos e também deviam servir para colocar juízo na cabecinha dos homens.
As garras da mentira podem ser apenas a face do desespero que se tornou visível...
E aquilo que podia ser, simplesmente, uma jogada política pode transformar-se num aterro para cadáveres políticos.
Areia e lixo não faltam na Praia da Calamidade.
Dois exemplos, apenas, da mania das grandezas da elite local, para não nos alongarmos muito.
Todos nos lembramos certamente ainda do projecto megalómano da ligação entre a Figueira e Fátima, em TGV monocarril, no tempo do falecido Aguiar de Carvalho ou do Estádio de Lavos, do tempo do mediático Santana Lopes.
João Ataíde, também aqui, não quereria fazer diferente e lá anunciou a "bagatela" de 110 Milhões de euros para o projecto para transformar, uma vez por todas, a outrora Praia da Claridade na futura Praia da Calamidade.
Até agora, porém, a vegetação na Praia da Calamidade, é a única testemunha viva e pujante do megalómano projecto...
Como sabemos, estas coisas, agora (apesar do actual executivo camarário ter no seu seio um competente vereador e, ao mesmo tempo, também um talentoso especialista em Teatro, tanto na escrita de peças como na encenação...) são mais difíceis de credibilizar...
As curvas do destino amedrontam os bichos e também deviam servir para colocar juízo na cabecinha dos homens.
As garras da mentira podem ser apenas a face do desespero que se tornou visível...
E aquilo que podia ser, simplesmente, uma jogada política pode transformar-se num aterro para cadáveres políticos.
Areia e lixo não faltam na Praia da Calamidade.
domingo, 17 de maio de 2015
Estão à vontade para escolher qual será o nosso caso...
"Nós temos provas dadas", afirmou Passos Coelho.
Claro que estas provas só estão acessíveis a dois tipos: ou aos ricos; ou aos estúpidos.
Claro que estas provas só estão acessíveis a dois tipos: ou aos ricos; ou aos estúpidos.
Não havia necessidade...
A pinça da paciência com que costumo escrever, conseguiu retirar as impurezas do texto que pensava publicar, depois de ter visto a primeira página do Jornal de Notícias de hoje, um jornal que se considera a si mesmo "um título incontornável no panorama da imprensa portuguesa".
Felizmente, dentro de mim, moram as armas dos obstinados - a paciência e a persistência - e burilei o texto.
Mas, sinceramente, a meu ver era escusada esta utilização de mau gosto do maior ícone vimaranense e um dos maiores do nosso País.
Eu sei no sitio em que vivo.
Eu sei que o jornal - tal como a televisão e a rádio - tem de dar o entretimento predilecto do povo - o futebol.
Eu sei que o futebol não ajuda a sair da crise.
No entanto, para a maioria, os pontapés no couro servem para desopilar, esquecer os problemas e, sobretudo, para insultar uns senhores que antigamente vestiam de preto.
É de pensar renovar o voto
"Começa-se mesmo a perceber no país que o resultado das eleições não está fechado. Desenganem-se aqueles que acham que têm um direito natural a governar" - Pedro Passos Coelho, ontem à noite em Guimarães.
Os portugueses sabem com o que podem contar com Passos Coelho e Paulo Portas.
4 anos deram para ver e sentir.
Mas, eles ainda não completaram a obra. Falta algo: ainda não foram capazes de tornar a mão-de-obra ainda mais barata para as empresas.
Não é uma incerteza este desígnio de Passos e Portas se ganharem as próximas legislativas. Foi o próprio Passos que o afirmou um dia destes no Parlamento.
Por conseguinte, as coisas estão claras e límpidas: o capital é quem mais ordena.
O "aguenta aguenta" como Ulrich sabe, não foi uma distracção, foi uma afirmação segura de um modelo de pensamento e de gestão que pauta Portugal e o mundo.
A nós, cabe o dever e a obrigação de carregar, às costas e de bolsos vazios, os bancos e as grandes empresas, financiadores das campanhas laranja e azul, tudo pseudo-católico e bons chefes de família abençoados pela Santa Madre Igreja.
Há lugares à espera para alguns dos "bons meninos" que fizerem, sem discutir, o que lhes mandam fazer.
O emprego, segundo o senhor Primeiro-ministro, tem custos elevados para as empresas.
Sublinhemos a clareza de raciocínio deste governo.
Coitadas das empresas que para terem trabalhadores ainda têm a obrigação de lhes pagar um salário. Bons e gratificantes tempos, eram os do trabalho servil, de sol-a-sol, supervisionados de chibata na mão.
Há pessoas e governos que vivem fora de tempo - que saudades da escravatura...
O trabalho, em Portugal, ainda é pago, em média, a 581€ mensais.
Uma completa e desnecessária exorbitância, portanto!..
A terminar: no entanto, se acham que este governo tem direito a governar mais 4 anos - votem!
Depois vão queixar-se ao Camões...
Quando estamos a poucos meses de renovar o voto, convém não esquecer que "o rating da República que estava no lixo antes da chegada do "Messias", no lixo ficou. A dívida pública, nuns lastimáveis 93,4% do PIB em 2010, está hoje, depois da terapêutica, nos 128,9% do produto. E o défice, alfa e ómega de toda a narrativa, não é líquido, de acordo com todas as instituições internacionais, que cumpra o objectivo de ficar abaixo dos 3%. Mas há as taxas de juro em mínimos históricos, dizem-nos em jeito de medalha no currículo. Pois, mas convém explicar que, mesmo aí, o mérito não é do médico mas do "canhão Draghi" e da intervenção do Banco Central Europeu."
Os portugueses sabem com o que podem contar com Passos Coelho e Paulo Portas.
4 anos deram para ver e sentir.
Mas, eles ainda não completaram a obra. Falta algo: ainda não foram capazes de tornar a mão-de-obra ainda mais barata para as empresas.
Não é uma incerteza este desígnio de Passos e Portas se ganharem as próximas legislativas. Foi o próprio Passos que o afirmou um dia destes no Parlamento.
Por conseguinte, as coisas estão claras e límpidas: o capital é quem mais ordena.
O "aguenta aguenta" como Ulrich sabe, não foi uma distracção, foi uma afirmação segura de um modelo de pensamento e de gestão que pauta Portugal e o mundo.
A nós, cabe o dever e a obrigação de carregar, às costas e de bolsos vazios, os bancos e as grandes empresas, financiadores das campanhas laranja e azul, tudo pseudo-católico e bons chefes de família abençoados pela Santa Madre Igreja.
Há lugares à espera para alguns dos "bons meninos" que fizerem, sem discutir, o que lhes mandam fazer.
O emprego, segundo o senhor Primeiro-ministro, tem custos elevados para as empresas.
Sublinhemos a clareza de raciocínio deste governo.
Coitadas das empresas que para terem trabalhadores ainda têm a obrigação de lhes pagar um salário. Bons e gratificantes tempos, eram os do trabalho servil, de sol-a-sol, supervisionados de chibata na mão.
Há pessoas e governos que vivem fora de tempo - que saudades da escravatura...
O trabalho, em Portugal, ainda é pago, em média, a 581€ mensais.
Uma completa e desnecessária exorbitância, portanto!..
A terminar: no entanto, se acham que este governo tem direito a governar mais 4 anos - votem!
Depois vão queixar-se ao Camões...
Quando estamos a poucos meses de renovar o voto, convém não esquecer que "o rating da República que estava no lixo antes da chegada do "Messias", no lixo ficou. A dívida pública, nuns lastimáveis 93,4% do PIB em 2010, está hoje, depois da terapêutica, nos 128,9% do produto. E o défice, alfa e ómega de toda a narrativa, não é líquido, de acordo com todas as instituições internacionais, que cumpra o objectivo de ficar abaixo dos 3%. Mas há as taxas de juro em mínimos históricos, dizem-nos em jeito de medalha no currículo. Pois, mas convém explicar que, mesmo aí, o mérito não é do médico mas do "canhão Draghi" e da intervenção do Banco Central Europeu."
sábado, 16 de maio de 2015
Disponibilizem a praia da Figueira para a expansão das hortas...
O texto acima, que a meu ver é interessante e merece ser divulgado e lido, é a crónica publicada hoje no jornal AS BEIRAS, assinada pelo eng. João Vaz.
Como escrevi há tempos aqui, «não sou adivinho. Não tenho grandes fontes privilegiadas. Portanto, resta-me andar o mais atento possível e tentar ler os sinais.
A Ana já explicou alguma coisa. A ideia é "perder características de praia", para "se poder fazer lá alguma coisa". O António explicou muita coisa. "Esta é a única praia que conheço que era lavrada", disse o vereador, que considerou "positivo o surgimento de condições naturais no solo que possam vir a permitir à autarquia reclamá-lo para equipamentos, já que está a «deixar de ser praia".
Complementado o que escreve o eng. João Vaz, hoje, no jornal AS BEIRAS, apesar de saber que estamos num momento delicado, porque a Figueira está em plena travessia do deserto, no que a ideias políticas diz respeito, e eu como figueirense estou a suportar um calor quase insuportável, mesmo assim, vencendo o medo, fica o meu desinteressado contributo: e porque não disponibilizar os espaços verdes da praia outrora da Claridade, agora da "Calamidade", para a desejada expansão das hortas urbanas?..
Os tomates já lã estão... Plantem alfaces para complementar a salada...
Essa proactividade não há meio de chegar?...
Estamos quase na época alta, mas a cidade continua suja e triste.
No Bairro Novo, cheira a mofo, os ácaros por lá continuam, apesar das palavras escritas que nos hão-de guiar um dia: "... não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
E continuamos no desalento, sem nunca chegarmos a "proactivos".
Os anos vão passando, eles pelo poder lá vão estando e, com eles lá, o desânimo, a infelicidade, a amargura acumulam-se.
E qualquer dia já não somos os mesmos - estamos a envelhecer.
Quem vai continuar é o rio, imponente, a correr para o mar, a correr sabe-se lá para onde!..
A Figueira cá continua, no seu ramerrão, governada por politicozinhos, que é o que merece uma "cidade imoral".
No Bairro Novo, cheira a mofo, os ácaros por lá continuam, apesar das palavras escritas que nos hão-de guiar um dia: "... não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
E continuamos no desalento, sem nunca chegarmos a "proactivos".
Os anos vão passando, eles pelo poder lá vão estando e, com eles lá, o desânimo, a infelicidade, a amargura acumulam-se.
E qualquer dia já não somos os mesmos - estamos a envelhecer.
Quem vai continuar é o rio, imponente, a correr para o mar, a correr sabe-se lá para onde!..
A Figueira cá continua, no seu ramerrão, governada por politicozinhos, que é o que merece uma "cidade imoral".
Balanço de uma semana com a Figueira na montra mediática: estamos no bom caminho...
Balanço da notícia da semana em Portugal:
"As miúdas mereciam um enxerto de porrada, as miúdas já tiveram a sua dose e estão arrependidas, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram educação, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram porrada, os pais das miúdas não têm culpa nenhuma e são gente de bem e estão de rastos, as miúdas deviam ir para um internato, as miúdas deviam ter uma nova oportunidade, se o miúdo fosse meu filho eu ia à Polícia, se o miúdo fosse meu filho eu ia atrás das miúdas para lhes dar uma coça, o miúdo fez bem em não se defender, o miúdo nem se tentou defender, o miúdo alguma coisa deve ter feito, as miúdas não tinham noção da gravidade do que faziam, as miúdas sabiam bem como era grave e até paravam a porrada quando pressentiam alguém, a escola é que tem a culpa, os pais é que têm a culpa, a sociedade é que tem a culpa, as redes sociais é que têm a culpa, eu nem consegui ver mais que dez segundos que quase tive um afrontamento, eu não vi mas contaram-me."
Tudo isto, apenas, porque os telemóveis têm câmara de filmar!..
Em nosso redor a degradação humana avança e o travão não funciona.
Hoje, o que interessa a dignidade de uma vida, que valor têm os princípios ou as ideias?
Hoje, o que conta é o telemóvel que usas e as filmagens que consegues fazer com ele...
"As miúdas mereciam um enxerto de porrada, as miúdas já tiveram a sua dose e estão arrependidas, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram educação, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram porrada, os pais das miúdas não têm culpa nenhuma e são gente de bem e estão de rastos, as miúdas deviam ir para um internato, as miúdas deviam ter uma nova oportunidade, se o miúdo fosse meu filho eu ia à Polícia, se o miúdo fosse meu filho eu ia atrás das miúdas para lhes dar uma coça, o miúdo fez bem em não se defender, o miúdo nem se tentou defender, o miúdo alguma coisa deve ter feito, as miúdas não tinham noção da gravidade do que faziam, as miúdas sabiam bem como era grave e até paravam a porrada quando pressentiam alguém, a escola é que tem a culpa, os pais é que têm a culpa, a sociedade é que tem a culpa, as redes sociais é que têm a culpa, eu nem consegui ver mais que dez segundos que quase tive um afrontamento, eu não vi mas contaram-me."
Tudo isto, apenas, porque os telemóveis têm câmara de filmar!..
Em nosso redor a degradação humana avança e o travão não funciona.
Hoje, o que interessa a dignidade de uma vida, que valor têm os princípios ou as ideias?
Hoje, o que conta é o telemóvel que usas e as filmagens que consegues fazer com ele...
sexta-feira, 15 de maio de 2015
"A minha política é o trabalho" (... os portugueses merecem mesmo um Salazar em cada século...)
"70% dos jovens entre os 15 e os 24 anos admitem ir trabalhar para o estrangeiro"...
Na mesma faixa etária, 57% dizem não se interessarem “nada” por política.
Via jornal Público
Na mesma faixa etária, 57% dizem não se interessarem “nada” por política.
Via jornal Público
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