"No actual contexto, fazer greve apenas para dar uma imagem de força da CGTP é um erro colossal como aconteceu no dia 3. Diminui a mobilização, escolhe-se um calendário absurdo, afastam-se todas as forças que permitem dar dimensão à greve, como a UGT, por aí adiante. Ao fazer um ensaio de greve geral numa altura em que se presumia não ir haver um acordo no pacote laboral, foi um desperdício. Agora, que parece haver um acordo com o Chega, é que era preciso haver uma greve geral, a UGT dificilmente poderia pôr-se à parte, e a ameaça iminente de passar a legislação seria o principal factor de mobilização. Agora é que uma greve geral era precisa, agora é que a CGTP dificilmente é capaz de a fazer."
"A ideia peregrina de que os trabalhadores não deviam ter agido, mas apenas reagido à aprovação do pacote laboral, é tão absurda como a ameaça de greve geral feita pela UGT. Considerando que tal ameaça, e só isso, foi feita no dia 18 de Junho, quando tencionava aquela central sindical decidir-se a convocar a greve geral e para quando? Por este andar lá para finais de Julho ou Agosto, no pico de férias... Não tivessem a CGTP e os trabalhadores agido, numa acção com forte impacto, e André Ventura não teria sido obrigado a votar contra o pacote laboral, mesmo quando nas suas propostas convergem, no essencial, com os ataques do Governo aos trabalhadores. De facto, como a história ensina, há momentos em que o melhor era mesmo ficar calado."
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