Longe dos olhares, no silêncio dos gabinetes, o Cabedelo foi alvo de um atentado ambiental. O projecto em curso para o liquidar dura, pelo menos, desde 2017...
Ver vídeo de António Agostinho
A vontade, de sua excelência o senhor presidente da câmara da Figueira da Foz de então, e do seu executivo de maioria absulta, determinou que "aquela é uma zona demasiado nobre para ser ocupada por campistas".
Recordo (como o fiz em devido tempo), que não há os portugueses campistas e os outros... Somos todos portugueses. Na Europa, onde estamos inseridos, a igualdade formal foi uma conquista da Revolução Francesa...
Quem pensou e falou assim não percebeu o essencial.
Recordo (como o fiz em devido tempo), que não há os portugueses campistas e os outros... Somos todos portugueses. Na Europa, onde estamos inseridos, a igualdade formal foi uma conquista da Revolução Francesa...
Quem pensou e falou assim não percebeu o essencial.
Querem saber o que é essencial numa cidade como a Figueira da Foz?
Tenho todo o gosto em explicar.
Uma cidade é sempre, pelo menos, dual. Tem uma zona cosmopolita e tem, por assim dizer, outras mais característica a que se costuma designar como típicas.
O tipicismo é a profunda genuinidade... É onde reside a alma de uma cidade como a Figueira, a sua verdade que se tem que manter, sob pena dela se descaracterizar.
É isto que o Cabedelo é: genuíno, assim como está, com o Parque de Campismo, que foi, já lá vão quase 40 anos, que deu vida e alma ao Cabedelo, como todas as suas valências, incluindo a onda de surf, apesar de a terem liquidado.
Tenho todo o gosto em explicar.
Uma cidade é sempre, pelo menos, dual. Tem uma zona cosmopolita e tem, por assim dizer, outras mais característica a que se costuma designar como típicas.
O tipicismo é a profunda genuinidade... É onde reside a alma de uma cidade como a Figueira, a sua verdade que se tem que manter, sob pena dela se descaracterizar.
É isto que o Cabedelo é: genuíno, assim como está, com o Parque de Campismo, que foi, já lá vão quase 40 anos, que deu vida e alma ao Cabedelo, como todas as suas valências, incluindo a onda de surf, apesar de a terem liquidado.
O argumento foi o de sempre: ou o dinheiro era gasto agora e já, ou ia para outro lado.
Neste caso do Cabedelo, o argumento era falso. Bastava olhar mais para sul e via-se a olho nu que havia tanto sítio para gastar os 8 milhões e picos que foram gastos para a requalificação e protecção do estado avançado de erosão decorrente do embate das ondas do mar mais para sul: por exemplo, depois do quinto molhe.
Diziam que existiam várias manifestações de interesse para a instalação de um hostel e bangalôs no espaço do campismo...
Para quem afirmava que o Cabedelo vai ser devolvido à Cova e Gala, para começo de conversa, não estava nada mal.
Até hoje, porém, nada.
Em toda a costa figueirense, apenas uma pequena parte se mantinha razoavelmente incólume à pressão e especulação urbanísticas induzidas pelo turismo.
Refiro-me, à faixa litoral a sul do Mondego, entre o Cabedelo e o Campo de futebol.
Antes desta requalificação era ainda possível fazer férias em comunhão com a Natureza e frequentar boas praias, sem os inconvenientes das urbanizações selvagens.
Era o único pedaço de Paraíso imaculado da costa figueirense que ainda nos restava.
O que aconteceu, não foi nada de novo: a vontade de muitos autarcas continua a ir no sentido da expansão urbana, normalmente sob a forma de empreendimentos de qualidade duvidosa.
Desta vez saiu na rifa o Cabedelo. Sob a capa de um plano de requalificação da zona, está já mais do evidente que o que está na calha, para seguir dentro de momentos, é uma cedência aos interesses imobiliários.
Pelos vistos o projecto está em curso.


Sem comentários:
Enviar um comentário