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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

domingo, 13 de dezembro de 2015

"Dias amenos" vão trazer-nos tempos difíceis a nível da erosão costeira...

“Estamos a viver uma entrada no inverno bastante fora dos padrões. Um mês de novembro solarengo e sem chuva. Em dezembro, praticamente ainda não choveu e as temperaturas nocturnas são primaveris, acima dos 10 graus. Nos últimos anos, têm sido assim, atípicos. Segundo os cientistas, a primavera promete ser muito menos chuvosa, com uma quebra de 36% na precipitação, na zona da Figueira da Foz, até 2100. Em compensação, estima-se um ligeiro aumento da chuva no inverno - cerca de 7%. O problema reside na intensidade das “chuvadas”, curtas e fortes, com caudais súbitos a encherem o sistema de drenagem pluvial. Numa cidade já vulnerável a cheias em “dias de maré alta”, os problemas serão mais intensos. As alterações climáticas vão reduzir o número de dias com geada, um registo positivo para os agricultores. O número de dias acima dos 35o C de temperatura máxima vai subir também na Figueira, mais 12 por ano. Contudo, há zonas do país que vão sofrer muito mais: espera-se que o número de dias muito quentes seja de 40 a 60 em Castelo Branco, Évora, Bragança, Tomar e em quase todas as localidades do interior e sul. Os cientistas da Universidade de Lisboa não realizaram cenários locais sobre a subida do nível do mar. Contudo, provavelmente, o aumento será, no mínimo de 26 centímetros, até 2100. As implicações de todas estas mudanças climáticas são imprevisíveis. O mínimo que podemos fazer é mitigar e adaptar o concelho ao «novo clima».”

Em tempo.
Esta crónica do eng. João Vaz, ontem publicada no jornal AS BEIRAS, faz-nos recordar que vivemos numa zona, onde se vai fazer sentir  ainda mais a  subida do nível médio do mar e o consequente aumento da erosão costeira.
Todos os Alertas são sempre poucos...

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