Uma pessoa, por mais que se tente alhear, anda cá com uma angústia tão grande, tão grande, que medida em quilómetros, dava para percorrer várias vezes Portugal, indo pelas autoestradas nacionais.
Assim houvesse dinheiro para o combustível e para as portagens e era o que faria já hoje: ia arejar...
Que fique claro, porém: é uma benção viver na Figueira, uma "cidade à beira-mar e à beira rio-plantada"!..
"Sempre que o assunto é a chegada ou a
espera dos Reis Magos na
Figueira da Foz, torna-se
inevitável referir que, nesta cidade à beira-mar e à
beira-rio plantada, não
são três, mas seis os soberanos que, na noite do
dia 5 de janeiro, visitam o
Menino Jesus, naquela que é uma tradição
sustentada, há várias décadas, pela Sociedade
Filarmónica Figueirense
e pela Sociedade Filarmónica Dez de Agosto, cada
uma com o seu cortejo de
Reis Magos, com diferentes pontos de partida e
chegada ao mesmo local - a lapinha instalada na
praça 8 de Maio."
Mas isto vai mudar: o presidente do executivo,
Manuel Rascão Marques,
adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que, no próximo ano, serão introduzi
das mudanças.
“Entendemos que tínhamos de ser nós a organizar o evento, e aqui estamos com força”, vincou
o autarca. E aquelas duas
coletividades da cidade
concordaram.
Este ano o tempo foi curto, já que
o executivo entrou em
funções em novembro de
2025. “Esperamos voltar a
organizar a Chegada dos
Reis Magos também no
próximo ano, com mais
tempo. Iremos tentar fazer algumas alterações,
mas mantendo a tradição”, adiantou Manuel
Rascão Marques. “Vamos
todos, em conjunto, falar sobre isso”.
Questionado acerca
das mudanças, o autarca
respondeu assim: “Ainda não vou dizer nada,
porque ainda estão em
estudo. Vamos ver como
vai correr o evento de
hoje [segunda-feira]. O
que nós queremos é que
corra tudo bem”.
Apesar do frio, uma
multidão assistiu ao
evento, que inclui distribuição de guloseimas
pelas crianças e animação
musical ao vivo.
Este ano, no entanto,
apenas a Dez de Agosto
realizou o cortejo a cavalo, enquanto os Reis
Magos da congénere Figueirense desfilaram a
pé, decisão alheia à organização.
Por outro lado, só a Filarmónica Figueirense levou
à cena a peça de teatro
“Autos pastoris”.
Chegados aqui, como diria o outro, a maior parte dos problemas que temos vêm, não do facto de o poder ser demasiado forte, mas de o poder ser demasiado fraco.
É pena que na melhor, mais enérgica e mais criativa fase da vida se opte por fazer da realidade um mero parque de diversões.
Que saudades de Grândola, terra da fraternidade...
É pena que na melhor, mais enérgica e mais criativa fase da vida se opte por fazer da realidade um mero parque de diversões.
Que saudades de Grândola, terra da fraternidade...

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