quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Viver na Figueira é uma benção...

Uma pessoa, por mais que se tente alhear, anda cá com uma angústia tão grande, tão grande, que medida em quilómetros, dava para percorrer várias vezes Portugal, indo pelas autoestradas nacionais. 
Assim houvesse dinheiro para o combustível e para as portagens e era o que faria já hoje: ia arejar...
Que fique claro, porém: é uma benção viver  na Figueira, uma "cidade à beira-mar e à beira rio-plantada"!..

"Sempre que o assunto é a chegada ou a espera dos Reis Magos na Figueira da Foz, torna-se inevitável referir que, nesta cidade à beira-mar e à beira-rio plantada, não são três, mas seis os soberanos que, na noite do dia 5 de janeiro, visitam o Menino Jesus, naquela que é  uma tradição sustentada, há várias décadas, pela Sociedade Filarmónica Figueirense e pela Sociedade Filarmónica Dez de Agosto, cada uma com o seu cortejo de Reis Magos, com diferentes pontos de partida e chegada ao mesmo local - a lapinha instalada na praça 8 de Maio."
Mas isto vai mudar: o presidente do executivo, Manuel Rascão Marques, adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que, no próximo ano, serão introduzi das mudanças. “Entendemos que tínhamos de ser nós a organizar o evento, e aqui estamos com força”, vincou o autarca. E aquelas duas coletividades da cidade concordaram.
Este ano o tempo foi curto, já que o executivo entrou em funções em novembro de 2025. “Esperamos voltar a organizar a Chegada dos Reis Magos também no próximo ano, com mais tempo. Iremos tentar fazer algumas alterações, mas mantendo a tradição”, adiantou Manuel Rascão Marques. “Vamos todos, em conjunto, falar sobre isso”.
Questionado acerca das mudanças, o autarca respondeu assim: “Ainda não vou dizer nada, porque ainda estão em estudo. Vamos ver como vai correr o evento de hoje [segunda-feira]. O que nós queremos é que corra tudo bem”. Apesar do frio, uma multidão assistiu ao evento, que inclui distribuição de guloseimas pelas crianças e animação musical ao vivo. Este ano, no entanto, apenas a Dez de Agosto realizou o cortejo a cavalo, enquanto os Reis Magos da congénere Figueirense desfilaram a pé, decisão alheia à organização. Por outro lado, só a Filarmónica Figueirense levou à cena a peça de teatro “Autos pastoris”.
Chegados aqui, como diria o outro, a maior parte dos problemas que temos vêm, não do facto de o poder ser demasiado forte, mas de o poder ser demasiado fraco.
É pena que na melhor, mais enérgica e mais criativa fase da vida se opte por fazer da realidade um mero parque de diversões. 
Que saudades de Grândola, terra da fraternidade...

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