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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

domingo, 13 de dezembro de 2015

O solitário, uma crónica ficcionada

Um homem solitário, com chapéu e óculos escuros, empunhando uma pistola, assaltou uma agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Buarcos, Figueira da Foz, pondo-se imediatamente em fuga. 
Chegou como se de um cliente normal se tratasse. Esteve na fila e foi deixando que as pessoas passassem à sua frente. 
Entretanto, o número de clientes foi diminuindo: quando sacou da arma encontrava-se, pelo menos, um cliente no banco. 
O homem, que segundo fonte policial andará na casa dos 30 a 40 anos, não precisou de  usar de violência para consumar o assalto. 
O roubo rendeu-lhe mais de três mil euros.
Estava muito calmo, mas tinha um ar estranho.

Epílogo.
Depois, educadamente, com a mão direita, levantou o chapéu da cabeça, despedindo-se com cortesia, educação, gentileza e boas maneiras, limpou os óculos escuros, meteu a pistola no bolso do casaco, saiu calmamente das instalações bancárias, montou na bicicleta e pedalou tranquilamente, sumindo-se nas ruas da cidade. 
Os solitários estóicos andam todos de bicicleta.

(Esta crónica ficcionada,  foi escrita a partir da leitura dos jornais de ontem.
O epílogo, também ficcionado, foi escrito a partir da imaginação do autor do blogue Outra Margem.) 

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