quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

"O sentido e o Estado"

Uma senhora postagem a ler aqui.

Está a começar pelo futebol... (falta o fado e Fátima...)

"Costa livra Benfica de pagar quase dois milhões à autarquia"...
Medida foi aprovada pela maioria socialista da câmara e com os votos contra de toda a oposição.

Coisas que se fazem quando não há dinheiro para obra....

foto sacada daqui
Foi com a presença de autarcas, populares, representantes de entidades militares e outras, que teve lugar o descerramento da placa toponímica da Rotunda Nelson Mandela (junto à marina da Figueira da Foz).
O presidente da autarquia, João Ataíde, recordou que a iniciativa partiu de um cidadão e colheu unanimidade na Comissão de Toponímia, justificando a homenagem com o facto de a Figueira da Foz estar, com o Patriarca da Liberdade, Manuel Fernandes Tomás, "indissociavelmente ligado aos valores da liberdade e da dignidade"!.. 
Como se verifica pelo discurso do Presidente da Câmara, todos  os dias são bons para recordar Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade": “..vale a pena celebrar a liberdade, relembrar a biografia deste figueirense ímpar da História, a dimensão do corajoso e impoluto lutador pela liberdade, um homem livre, honrado e de bons costumes. O seu exemplo persiste e serve de referência ..." [palavras proferidas,  por José Guedes Correia,  O Figueirense, 27/08/2010, p. 14] )
João Ataíde anunciou ainda que a autarquia prevê mandar colocar na rotunda hoje baptizada uma estátua a Nelson Mandela!..

Extinção de freguesias: Comissão de Concelhia da Figueira da Foz do PCP critica «chico espertismo do PSD figueirense, protagonizado pelo sr. Miguel Almeida»...

Em comunicado, a Comissão de Concelhia da Figueira da Foz do PCP recorda o processo que originou a extinção das freguesias (a tal reforma administrativa para troika ver...) de S. Julião, Borda do Campo, Santana e Brenha e mostra-se contra o «chico espertismo do PSD figueirense».
Esta estrutura político-partidária compromete-se a apresentar “um novo projecto-lei que devolva as freguesias extintas pelo PSD e CDS às respectivas populações”.
Para ler melhor o comunicado, basta clicar na imagem.

Ora aqui está uma coisa que nunca se ouviu Lagarde dizer dos nossos fantásticos governantes...

"They are competent, intelligent, they've thought about their issues. We have to listen to them. We are starting to work together and it is a process that is starting and is going to last a certain time".

Sabemos porquê, claro que sabemos, e é do domínio público que os lambe-botas são sempre tratados com desdém, caso dos moços de fretes portugueses onde se inclui o chefe da banda que refere os milhões que nós já pagámos à Grécia sem referir os outros milhões que a Grécia já nos pagou pelos mesmos motivos.

Mas é um gosto ver o FMI perceber que há “contos de crianças” que só o são na cabeça de gente infantilizada e ignorante que não consegue atingir que a transformação do Mundo se faz por sobressaltos e não por acomodação e améns.


Grécia / Portugal, via A Barbearia do Senhor Luís.

Os dinheiros comunitários e a qualidade da água no estuário do Mondego

imagem sacada daqui
O crescimento urbano e industrial, que se verificou nas últimas três décadas do século passado e no começo do século XXI, nas zonas marginais do Estuário do Mondego, braços sul e norte, agravaram de modo preocupante as características das suas águas, face ao elevado caudal de águas residuais que a ele aflui, criando um desequilíbrio que tendencialmente põe em risco, não só a qualidade de vida, como a própria saúde das populações. 
A Figueira, pela sua própria anatomia geográfica, tem uma relação directa e importante com o Estuário do Mondego. Como habitante da margem sul, a poluição e a qualidade da água – até por a minha família ter sofrido na carne esse flagelo – sempre me foram temas sensíveis, pois tal tem a ver com tudo quanto possa alterar as condições ambientais em que vivemos. Por isso, qualquer notícia sobre as responsabilidades camarárias que daí advêm, no âmbito da criação de estruturas visando a protecção do meio ambiente, de modo a garantir boas condições de vida aos munícipes, não me são indiferentes. 
Ler hoje no jornal AS BEIRAS que “a qualidade da água da ilha da Morraceira, na Figueira da Foz, vai ser melhorada ao abrigo do protocolo firmado ontem entre a autarquia e a concessionária Águas da Figueira”, deixou-me curioso e interessado. Ainda de harmonia com o que li, “neste momento, a qualidade da água é de nível C.” Mais curioso e interessado fiquei ao ficar a saber que “o presidente da edilidade, João Ataíde, adiantou que só avançará para a promoção económica desta zona do concelho depois de realizadas as obras que vão ser candidatadas a fundos comunitários, no âmbito deste acordo.” 
João Damasceno, por sua vez, director geral da Águas da Figueira, disse que o projecto e os demais estudos já estão concluídos. Tudo somado, os trabalhos a realizar deverão representar investimentos entre os três e os quatro milhões de euros
A taxa de esforço da autarquia (remanescente não financiado por Bruxelas) será assegurada através da inclusão das obras no plano anual de investimentos da concessionária, através de meios financeiros do município ou através do aumento do tarifário da água e do saneamento
Mais curioso e interessado fiquei ainda, ao tomar conhecimento que “o projecto da concessionária prevê a aplicação de tecnologia de ponta utilizada no melhoramento da qualidade das águas pluviais e que a autarquia e a Águas da Figueira acordaram também a ligação dos efluentes da zona do porto de pesca e do Parque Industrial da Figueira da Foz à rede pública de saneamento.” 
Espero que com a entrada em funcionamento das obras referidas, se inicie um novo ciclo de recuperação das águas do Rio Mondego. Para tal, é necessário impor que todas as entidades poluidoras – e temos muitas aqui pela margem sul - apoiem no sentido de alcançar os objectivos propostos. 
Não sendo especialista na matéria – na Figueira que eu saiba há consultores de ambiente para se manifestarem sobre a matéria: estou a lembrar-me do eng. João Vaz e do vereador Miguel Almeida – penso que os efluentes lançados nas redes públicas deverão respeitar determinados condicionamentos, de modo a garantir que os órgãos que constituem o sistema de tratamento não sejam afectados, assim como salvaguardada a protecção do pessoal envolvido nas operações. 
Na linha de defesa de um bem - o Rio Mondego, que a todos pertence -espero que o futuro nos traga a finalidade que se pretende que, a meu ver, só será conseguida, se for percebida por todos e houver uma efectiva colaboração entre os utilizadores – industriais e outros - e a Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Os últimos fundos comunitários têm de ser bem aproveitados...

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