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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Sonhar é bom. Mas, sonhar acordado ainda é melhor...

"Engraçado é perceber que o lápis azul funciona em pleno. Qual será a agenda escondida do Sr Agostinho?"
Esta é parte de um dos muitos comentários anónimos que recebo e que não publico na íntegra, pois faz insinuações anónimas que neste espaço nunca foram admitidas. 
Na blogosfera figueirense existem locais apropriados para o efeito.
Desde a primeira hora, já lá vão quase 12 anos, que este blogue tem merecido a especial atenção de muita e variada boa gente.
Os comentários anónimos foram sempre mais que muitos.
Ao longo do tempo, muito me diverti eu com alguns...

Uns publiquei. Outros nem por isso.
É um direito que me assisti. 
Todavia, uma coisa nunca fiz: nunca deixei de publicar um comentário com assinatura.

Aviso à navegação: é assim que este espaço vai continuar.
Não sou poeta, nem intelectual. 
Muito menos tenho esse atrevimento, pois só gosto de escrever nos momentos de ócio. 
E um poema (ou um livro) não é uma inspiração momentânea, mas um trabalho aturado e persistente. 
Sou, isso sim, um incondicional amante de poesia e de toda a literatura que considere interessante e boa.

Este OUTRA MARGEM, que já está a caminho de perfazer 12 anos de publicação, é aquilo que há de mais simples: não tem agendas escondidas -  simplesmente é um testemunho pessoal e um manifesto de vida.
Sem querer ser pretensioso, talvez quem sabe, um testamento para o futuro para alguém que queira, um dia, ter uma visão do que foi a Figueira nos primeiros anos do século XXI, para recordar alguém que  forjou um combate militante e resistente ao estado a que a Figueira chegou e aprendeu, com a resistência consubstanciada em  actos, em palavras e no silêncio, a nunca se vergar. 
Continuar a sonhar, ao fim destes anos todos, é bom. Contudo, nada substitui sonhar para continuar a viver.
Num tempo, recorde-se, em que, na Figueira, a independência, a irreverência e a  cultura subvertiam e incomodavam.

1 comentário:

Anónimo disse...

Continua que vais bem e não ligues áqueles comentários que parecem ter os cascos apertados.