sábado, 4 de novembro de 2017

A entrevista de Carlos Tenreiro...


Quem não percebe puto de política devia permanecer calado, que é o que faço...
E abster-se de concorrer, que é também o que eu faço...
Se assim fizessem, caladinhos e quietinhos, seria garantido que nem diziam asneiras nem faziam disparates. 
Deixem a política para os que conhecem os complexos meandros da matéria. 
E, sobretudo, que não se incomodam com eles...
Mas, o melhor mesmo é verem a entrevista. 

Quem me dera, como o marinheiro que sou, ver terra à vista!.. Seria uma alegria e um alívio.


A memória dos "velhos" ...

Jaime Marta Soares...

Crónica publicada no jornal AS BEIRAS
"Os bombeiros voluntários elegeram para presidente Jaime Marta Soares. 
O dinossauro da política, desde 1974 que ocupa cargos políticos, tem um estilo bem conhecido dos portugueses, quando algo corre mal, a “culpa é sempre dos outros”
Gosta de farsas políticas, teorias da conspiração e tem muito descaramento. Após perder o poder na Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, declara que a dívida de 30 milhões de euros não é sua “obra” – ele que governou desde sempre este município, deixando-o em rotura financeira. 
Enquanto presidente da Liga dos Bombeiros Voluntários insiste em ameaçar o poder político, afirmando que se for necessário os “os soldados da paz” vão desenterrar o “machado da guerra” [sic]. 
Não aceita que os Bombeiros sejam comandados por um comando centralizado da Protecção Civil. Prefere que cada comandante aja segundo a sua “intuição” contribuindo assim para o caos que muitas vezes acontece, com camiões cisternas bloqueados, em fila, à espera chegar à frente de incêndio. 
Os seus ataques verbais violentos desembocam em teses de “máfias e terrorismo que quer incendiar o país”, sem nunca apresentar qualquer prova ou evidência. 
A “piromania” verbal de Jaime Marta Soares não conhece limites, recusando compromissos e a reforma das instituições. 
A falta de argumentos sobre as limitações dos Bombeiros Voluntários e o seu papel no fracasso do combate aos incêndios florestais não nos ajuda a resolver o problema. 
E enquanto houver líderes deste “calibre” estamos condenados a desperdiçar meios e a adiar soluções."

O vereador da abstenção...

Uma das curiosidades da primeira reunião camarária, após as eleições de 1 de outubro p.p.,  foi a distribuição de pelouros e o número de  vereadores que iriam ficar a tempo inteiro e a meio tempo.
João Ataíde,  passou a contar com quatro vereadores a tempo inteiro – Carlos Monteiro, Ana Carvalho, Mafalda Azenha e Nuno Gonçalves - , mais um do que no mandato anterior (nas eleições, reforçou, na mesma proporção, a maioria absoluta). 
Miguel Pereira, por seu lado, fica a meio tempo. 

Curiosa e, no mínimo intrigante, foi a postura da oposição sobre esta matéria.
Carlos Tenreiro e Ana Oliveira, do PSD, questionaram o presidente sobre a necessidade de juntar mais um vereador a tempo inteiro e um a meio tempo, o que implica mais despesa para o município. 
João Ataíde respondeu que, “felizmente, em termos financeiros, não causa grandes constrangimentos”
E acrescentou.
“Pesa mais o facto de estar com outras tarefas e não ter tempo para assumir tantos pelouros”

Chegados aí, Carlos Tenreiro pediu a suspensão da reunião , para debater o assunto com os restantes vereadores do partido. Cinco minutos depois, ficou claro quem votaria contra.
Ana Oliveira e Carlos Tenreiro votaram contra e o independente Miguel Babo absteve-se, lembrando que uma das críticas feitas ao executivo durante a campanha eleitoral foi, justamente, que “havia pelouros um bocado esquecidos e vereadores com demasiados pelouros”. Por isso, votando “em consciência”, optou pela abstenção. 

Na reunião da próxima segunda-feira, uma das curiosidades, é ponto 7.2 da agenda. 
O 11.º Festival Internacional de Xadrez da Figueira da Foz, organizado pela Assembleia Figueirense, está disputar-se, até domingo, no Sweet Atlantic Hotel, com jogadores de 15 países, sendo Miguel Babo um dos membros  da organização...
Miguel Babo, é, ao mesmo tempo vereador da oposição.
Tal como os pelouros estavam mal distribuídos, será que agora não vai achar que o apoio concedido ao evento de que é um dos organizadores não é demasiado elevado em comparação com os apoios dados ao resto das colectividades do concelho?
Assim sendo, votando em consciência, resta-lhe continuar a ser o vereador da abstenção...

ACTUALIZAÇÃO ÀS 7 HORAS E 40 MINUTOS:
PERGUNTA DO JORNALISTA Jot’Alves  - "Na primeira reunião de câmara, num dos assuntos, não houve unanimidade na votação entre os vereadores do PSD. Foi um prenúncio do que vai acontecer no mandato?" 
RESPOSTA DE CALOS TENREIRO - "Um prenúncio. Uma prenunciação de liberdade e democracia. Sou muito avesso a essa questão das disciplinas partidárias. Durante os quatro anos que estivemos na assembleia de freguesia nunca houve uma predisposição para disciplinar a bancada, e acho que assim é que deve ser. As pessoas devem votar em consciência."

Nota - Esta entrevista de Carlos Tenreiro pode ser ouvida na íntegra, hoje, pelas 21H00, na Foz do Mondego Rádio (99.1FM), e vista na Figueira TV e em As Beiras.