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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Tragam mas é os 600 metros de praia que estão a mais na Figueira para sul... (2)

Foto Pedro Agostinho Cruz
 Via AS BEIRAS.
"A Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) pretende fazer a transposição de três milhões de metros cúbicos de areia da zona do areal urbano para as praias do sul, onde o mar ameaça as praias da Cova, Costa de Lavos, Leirosa e Cabedelo.
O anúncio foi feito pelo administrador daquela sociedade Luís Leal, que promoveu um debate, na semana passada, sobre a erosão costeira na costa do concelho. Luís Leal, disse aos jornalistas que o plano de dragagens da APFF perspetiva a transposição de três milhões de metros cúbicos de areia situados a montante do molhe norte.
Os trabalhos arrancam no final de setembro, para não afetar a época balnear. A quantidade de sedimentos a transpor, no entanto, está pendente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) decidir se terá de ser feito um estudo de impacte ambiental. As areias serão coloridas, para os técnicos acompanhar a dinâmica sedimentar, ou seja, para monitorizar para onde as correntes transportam a areia, a fim de escolher o melhor sítio para a descarga, tendo como objetivo que os sedimentos cheguem às praias afetadas pela erosão.
A empreitada resulta de um estudo elaborado pela Universidade de Aveiro, cuja apresentação esteve na base do debate realizado nas instalações da APFF. Participaram no debate, moderado por Luís Leal, além dos autores do estudo, entre outros, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, representantes dos pescadores, empresários, autarcas, deputados da Assembleia da República e o Movimento SOS Cabedelo.
O estudo contempla uma transposição sedimentar inicial de três milhões de metros cúbicos e dragagens regulares, para evitar a acumulação de areias no areal urbano e a erosão a sul, e uma armadilha de areia junto ao molhe norte.
Estudo do bypass arranca até ao final do ano
António Rodrigues, da APA, por seu lado, adiantou que o estudo daquela agência sobre a transposição de areias entre as duas margens da barra vai arrancar até ao final do ano. O documento determinará que tipo de solução será aplicada para a transposição de areias, de norte para sul. Isto é, com base nos resultados, será escolhido o tipo de bypass - fixo ou dragagens feitas a partir de uma embarcação. Os técnicos terão de ter ainda em conta a relação entre os custos e os benefícios.
A propósito de acesso ao porto, alertou o comandante da capitania, Silva Rocha, urge desassorear a barra (ver edição do dia 21). O excesso de areia na entrada do canal prejudica, sobretudo, as embarcações de pesca.
João Ataíde frisou que a autarquia está disponível para comparticipar nos custos da solução de um problema que todos os intervenientes na sessão defenderam que se resolva o mais rapidamente possível, apesar das divergências sobre as alternativas equacionadas.
A acumulação de areia na praia da cidade foi potenciada pelo prolongamento do molhe norte, em 2010. A obra, frisaram os autores do estudo, provocou “variações acentuadas na morfologia” das praias emersas e imersas. O autarca da Figueira da Foz advogou que “urge iniciar o processo de dragagens”, para travar a galopante erosão costeira que se verifica a sul do concelho e excesso de sedimentos a norte."

Nota de rodapé.
Mais do mesmo

Assim, a Barra da Figueira, não é uma completa inutilidade... Ao menos serve de mau exemplo.

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