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"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

quinta-feira, 12 de março de 2015

O comunicado do PSD/Figueira da Foz deixa uma questão política em aberto: que vai a maioria absoluta do PS fazer com o dr. Hugo Rocha?..

A propósito dos últimos desenvolvimentos ocorridos na Empresa Municipal Figueira Domus, o PSD/Figueira da Foz tornou público o seguinte comunicado:

"A Comissão Política de Secção (CPS) do PSD da Figueira da Foz subscreve e concorda com a forma como os vereadores eleitos pelo PSD na Câmara Municipal da Figueira abordaram a recente polémica e instabilidade vivida na empresa municipal Figueira Domus durante a última reunião de Câmara. Os vereadores do PSD lamentaram toda esta situação e mostraram-se contra a nomeação do novo administrador delegado, que reflecte uma escolha pessoal do presidente João Ataíde.
A instabilidade a que a empresa foi votada desde que o Partido Socialista (PS) assumiu o poder camarário é inegável, sendo lamentável ter havido quatro diferentes administrações em cinco anos de mandato autárquico. 
Os sucessivos erros de gestão, as falhas na elaboração de documentos e imprecisões no esclarecimento de diversas questões acumularam-se nos últimos tempos, sendo a Figueira Domus a empresa que mais contribui para o leque de assuntos agendados para discussão nas reuniões de Câmara e que foram de forma recorrente retirados da Ordem do Dia.
A CPS não pode também, de forma alguma, concordar com a política de nomeações de administradores delegados protagonizada pelo Partido Socialista. Quando o PSD esteve no poder, embora tenha procedido a nomeações por confiança política, contudo, o PSD, no passado, abriu concurso público para a nomeação dos administradores da Figueira Domus. Neste tipo de nomeações valorizava-se o percurso profissional dos concorrentes na área da gestão empresarial. O PS decidiu mudar a abordagem à questão, optando pela nomeação de administradores, pautada por motivações que não valorizam o currículo dos visados. Não pode a CPS do PSD concordar com esta forma de gerir a empresa municipal, ainda para mais, sendo uma empresa que trabalha diariamente na área do apoio social a centenas de figueirenses.
A CPS opõe-se, assim, à nomeação do novo administrador, por considerar que o seu currículo não revela capacidades excepcionais no domínio da gestão quando comparadas com o perfil de profissionais que já estão ligados à autarquia e que poderiam desempenhar funções na Figueira Domus.
Ficou-se também a saber na última reunião da Câmara Municipal que a administradora demissionária efectuou levantamentos indevidos de dinheiro para seu proveito próprio, tendo o Presidente do CA da Figueira Domus, Dr.Hugo Rocha, de acordo com declarações por si prestadas nessa reunião, admitido que facultou a sua password pessoal, da respectiva conta bancária, não tendo em conta e contrariando as regras de segurança mais elementares, permitindo assim, a movimentação de dinheiros públicos sem qualquer tipo de controle, o que consideramos LAMENTÁVEL!

A conduta assumida pelo actual Presidente do CA da Figueira Domus, nesse particular, não só é extremamente censurável, como evidencia uma postura altamente negligente e de manifesta irresponsabilidade, demonstrando um alheamento inaceitável na condução dos destinos dessa empresa, levando a concluir que não preenche as condições mínimas de confiança e competência para continuar a ocupar o cargo em questão, pelo que, já devia ter apresentado a sua demissão, ao mesmo tempo, que não se compreende qual o motivo que impede o Senhor Presidente da Câmara Municipal, até hoje, em expor o presente caso junto do Ministério Público, afim de ser averiguada a existência, ou não, de comportamentos ilícitos em face dos factos acima referidos."

Em tempo.
A minha vida vale o que vale: para mim serve e tem momentos bons.
É a que tenho – e de certa maneira escolhi... - e não faço comparações com as vidas dos outros.
Procurei – é verdade que nem sempre o consegui - fazer escolhas de trabalho, com base no que me dava gozo e prazer.
Trabalhar não pode ser uma angústia permanente, um sacrifício que arrastamos, como se estivéssemos amarrados a uma penitência.
Considero-me, neste campo, uma pessoa afortunada.
Perdi algumas oportunidades, não fiz fortuna, mas ganhei experiências de vida que não trocaria por ordenados milionários.
Creio que, apesar de algumas dificuldades com que a vida me presenteou, me posso considerar uma pessoa feliz e realizada.
Dificilmente, por isso, me veria na pele de certas pessoas que fazem vida profissional andando ao sabor dos humores dos políticos.
Como escreveu o Poeta:
"Não sou nada. 
Nunca serei nada. 
Não posso querer ser nada. 
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." 
Isso me basta.

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