segunda-feira, 23 de março de 2015

Já que andamos a brincar aos cofres cheios...

Tsipras e Merkel encontraram-se...
O PM helénico pediu à chanceler se lhe dispensava 50 mil milhões de euros só até amanhã, mas Merkel respondeu que o Multibanco ali perto estava fora de serviço e mandou-o ir bater à porta de Passos Coelho. 
“Esse é que está cheio dele. Tem os cofres cheios. O Paulo Portas até vem cá comprar-nos mais 12 submarinos na quinta-feira”, garantiu a senhora.

Estudantes recusam almoçar com Passos Coelho...

Eles sabem que não há almoços grátis.
E também sabem que  "os problemas não se resolvem em almoços"...

Importante é o que se faz

Não custa ouvir as pessoas, a crónica do vereador Somos Figueira, Miguel Almeida, hoje publicada no jornal AS BEIRAS, mostra que devemos avaliar as práticas que as pessoas defendem e não as pessoas em si mesmas. 
Devo dizer, porém, que sempre me foi difícil separar as pessoas das ideias que defendem, porque é nesta adesão às ideias (ou afastamento) que nos mostramos aos outros; que definimos aquilo em que acreditamos (ou não); que, afinal, somos o que somos. 
Contudo, a prática, para mim, é o mais importante.
Há muito aprendi que não vale a pena atacar as pessoas por serem de esquerda ou de direita, deste ou daquele partido, deste ou daquele clube, desta ou daquela religião. 
Tenho amigos de esquerda e amigos de direita. Tenho amigos adeptos de vários clubes. Tenho amigos de várias religiões e sem religião.
Interessa-me, sobretudo, o que as pessoas fazem na sua prática diária. 
Há pessoas de esquerda que, apesar dos ideais que apregoam, são incapazes de ajudar uma pessoa em dificuldades ou de se comoverem com o sofrimento alheio, assim como há pessoas de direita que são profundamente solidárias e sensíveis. 
Mais importante do que a religião, o clube ou a família politica em que se inserem, vale a pena avaliar as pessoas pelo que são e pelo que fazem.
Conheço pessoas que dizem que são contra as reuniões camarárias à porta fechada e pelas reuniões descentralizadas e, depois, com o seu voto, permitem que se faça o contrário no organismo a que pertencem.   

Um advogado feroz...

Ler aqui.

"Cofres cheios"...


“Cofres cheios”, a mais recente trica política...

Uma foto de Luís Carregã/As Beiras, que mostra um homem que
 gosta  de andar de carro com um livro de Salazar debaixo do cu!..
“2,7 milhões de pobres” depois e “uma dívida colossal”, Passos Coelho defende cofres de ministra, colaborando para manter acesa a mais recente trica política que está a dividir o país.

Vamos por partes.
Não sei se é verdade se “os cofres estão cheios”, pois este governo já me tentou enganar muitas vezes.
Contudo, isso eu sei, qualquer um pode ter cofres cheios se conseguir que lhe emprestem dinheiro. Essa, é a origem do dinheiro, a ser verdade essa dos cofres cheios - dívida adicional.
Os 17 mil milhões da almofada financeira que enchem os cofres, valem à volta de 10% do PIB, o que representa quase 1% do PIB em custos adicionais por ano que não servem a ninguém excepto aos que emprestaram o dinheiro.
O que Passos consegue neste discurso é acenar aos portugueses com “umas breves férias de luxo”, com dinheiro do banco, qual novo-rico, apesar de ter sido eleito a dizer que ia combater a dívida.
Quanto a mim, que não percebo nada disto, devia ser o contrário: ter os cofres vazios ou meio-vazios por estar a pagar a dívida, a tentar reduzi-la com vista a poupar nos juros.
Convém não esquecer este “pequeno pormenor”. Na história recente, nunca o nosso país esteve tão endividado.
Portanto, mesmo que usassem todo o dinheiro dos "cofres cheios" para resgatar dívida, continuava a estar mais endividado do que alguma vez o memorando previu.

Talvez alguns portugueses mais atentos e avisados tenham rido com as declarações da ministra e, depois, com as de Passos Coelho.
Não levem isto a brincar. Daqui até Outubro, vamos ter mais cenas deste calibre.
Parecem manobras políticas demagógicas, estúpidas e básicas, mas não o são e têm um objectivo preciso e concreto: impressionar e mexer os eleitores.
Os portugueses, 41 anos depois da queda da ditadura de Salazar/Caetano, ainda salivam com essa dos "cofres cheios".
Nada disto, porém, é inocente, ou impensado.
Esse é, aliás, um dos argumentos invocados por muitos para defenderem que estávamos melhor no tempo do Estado Novo.
Se no tempo de Salazar os cofres estavam cheios e havia reservas de ouro, era porque o governo era bom e poupadinho. A pobreza extrema, as perseguições políticas, o Tarrafal, a censura, eram apenas pormenores que em nada beliscam o “grande português que foi Salazar”.

Em 1962, António Oliveira Salazar sintetizou de forma clara a visão que tinha do seu Portugal: "Um país, um povo que tiverem a coragem de ser pobres são invencíveis".
Com o 25 de Abril de 1974, o país mudou, mas a maioria dos portugueses, a nível de mentalidade, não!
E Passos Coelho sabe disso.
Esta foto de Luís Carregã, mostra a espreitar debaixo do banco do carro oficial do Primeiro-Ministro, um livro sobre Salazar.   
Pormenor importante da foto, feliz e bem conseguida: a penumbra, faz lembrar o ditador que governou Portugal durante quase 40 anos. Mas é, apenas, Pedro Passos Coelho no dia 28 de Dezembro de 2012, data em que visitou o Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra.
Mas mostra também que “o fascínio pelo ditador não liberta estas cabecitas tontas. Carregam com eles ódios de família, lamentações, vinganças surdas que nem eles entendem, mas têm de cumprir.”  

Cavaco está a fazer escola?..

Marcelo Rebelo de Sousa, este domingo, no habitual comentário semanal na TVI, analisando a actuação do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e do Governo em geral durante todo o caso sobre a alegada lista VIP de contribuintes.

1. O secretário de Estado, apesar de não saber distinguir o técnico do político, deixá-lo estar porque é um zero à esquerda.

2. O Governo não esteve bem na comunicação com os portugueses de um problema que é burocrático, da máquina fiscal, dos serviços públicos em auto-gestão, ninguém tem mão neles.


3. A máquina fiscal desautorizou o Governo, que não sabe comunicar com os portugueses e o secretário de Estado, que é um zero à esquerda e que não sabe distinguir o técnico do político.