quarta-feira, 18 de março de 2015

Neste país vai ter de acontecer alguma coisa...

Carlos Paz

“Hoje faleceu a minha mãe.
Faleceu doente, triste e sozinha.
Sozinha porque eu, filho único, estou em Luanda a trabalhar. O trabalho de cujo rendimento preciso para viver. O trabalho que me é negado em Portugal por ser alguém que não me calo.
E, mesmo desse rendimento, os senhores que nos governam me ROUBAM 90% (não é gralha, são mesmo 90%):
- 30% de IRS;
- 35% de TSU (tenho de pagar a minha e a do empregador – é assim mesmo para os recibos verdes), para uma Segurança Social da qual NADA tenho direito a usufruir;
- 20% de taxa média de IVA;
- 5% para os restantes impostos e taxas (IUC, IMI, ISPP, etc…, etc…, etc…).
Faleceu doente, triste e sozinha uma Senhora que escolheu chamar-me Carlos, porque era um nome que, etimologicamente, significava: Homem Livre.
Como todas as mães, ensinou-me muita coisa ao longo da vida. Mas, acima de tudo, ensinou-me a ser isso mesmo: um Homem Livre.
Faleceu doente, triste e sozinha, num País que se está a desagregar moralmente a olhos vistos.
Faleceu doente, triste e sozinha, num País que expulsa os que se atrevem a ser Homens Livres.
Faleceu doente, triste e sozinha. Não sei sequer se consigo chegar a tempo do funeral. Estou revoltado contra TODA a escumalha que me obrigou a estar longe, por necessidade de sobreviver.
Faleceu doente, triste e sozinha.
Em Honra dela, da Senhora que me ensinou a ser um Homem Livre, faço aqui uma promessa solene (de Homem de palavra que me Orgulho terem-me ensinado a ser):
- Não mais darei descanso a TODA esta CANALHA que a obrigou a falecer doente, triste e sozinha!
Um dia estes CANALHAS, de TODAS as cores, mais tarde ou mais cedo, deixarão de andar rodeados de seguranças, públicos (pagos por nós todos) ou privados (pagos com o que nos roubam). E nesse dia eu irei aparecer qual assombração.
E, mesmo tu, meu CANALHA de Estimação, que por inerência de funções terás segurança (da pública, paga por todos nós) para o resto da tua vida, mesmo tu, eu dizia: vais ter de olhar por cima do ombro muitas vezes. Mesmo a ti, um dia eu irei aparecer qual assombração.
Faleceu hoje a minha mãe. Faleceu doente, triste e sozinha. Estou revoltado!”

Túmulo de Cervantes: cientistas dizem ter encontrado restos do génio das letras...

Todos, um dia, acabaremos assim.
Para sermos mais precisos, também poderemos ficar reduzidos a cinzas ou papados por um predador...
Mas, deixemo-nos destes pormenores...
O que distingue Cervantes de nós é outra coisa, essa sim importante e está acessível há muito: leiam.  

Já temos cordeiro pascal...

Com amigos como este...
Portas "deixa cair" Carlos Costa...

Vem aí trovoada...

Solidão? 
Sim. 
De preferência, com uma dose q.b., de JB... 
Ingratidão? 
Não. 
Antes ver tv, apesar de se sofrer mais que no WC...

Lista VIP

... "Director-geral demite-se, Governo confirma práticas"...

E agora dr. Ataíde: “quem tem capa sempre escapa”?..

Isabel Maranha Cardoso, antiga vereadora de João Ataíde e actual presidente da Assembleia de Freguesia de Buarcos, eleita pelo PS, segundo li no jornal AS BEIRAS de hoje, disse: “mesmo que o presidente da câmara (João Ataíde) manifeste toda a sua confiança nos administradores da Figueira Domus, eles não têm condições para se manterem em funções”.
E tudo é tão simples e linear como isto para Isabel Maranha Cardoso.
“Há sempre duas pessoas que assinam um cheque ou uma ordem de transferência, para melhor controlo da tesouraria e das finanças das empresas, e esta regra foi completamente quebrada, o que permitiu que se desse a situação anómala que aconteceu. Não é por falta de confiança ou por não serem pessoas honestas, mas acho que perderam a sua legitimidade, porque, numa perspetiva de boa-fé, entregaram o ouro ao bandido, quando deixam de controlar a tesouraria da empresa”.
Como disse Francisco Guerreiro da CDU, “a responsabilidade política, moral e judicial, se houver questões deste último foro, é de quem nomeia as administrações”.
Agora, que Isabel Maranha Cardoso veio tornar público aquilo que muita gente no PS figueirense pensa, mas não tem coragem de assumir, será que vai continuar a valer o ditado popular que reza que “quem tem capa sempre escapa”?..   

O banqueiro Ulrich

Ontem, assisti em directo do Parlamento o dr. Ulrich dizer "que votou no PSD e provavelmente votará outra vez” e “não consegue aceitar que isto foi tudo ao lado do Governo e que foi o Banco de Portugal que fez tudo sozinho".
Ouvi-o também dizer que  não percebe o porquê do seu banco ter de assumir eventuais prejuízos resultantes da forma de resolução adoptada para o caso BES.
Inteligente como é, porém, deverá ter percebido perfeitamente o porquê do seu banco ter recebido dinheiro do contribuinte português para cumprir os rácios a que estava obrigado durante a fase mais problemática da crise.
Mas, isso, ontem, não o disse...