terça-feira, 17 de março de 2015
“A melhor defesa da costa é uma praia”
| foto de António Agostinho - dia 17 de março de 2015 |
"A melhor defesa da costa é uma praia", sustenta Filipe Duarte Santos, sublinhando a necessidade de serem identificadas "fontes de sedimentos e de areia, especialmente no fundo mar e perto da costa".
A situação é particularmente grave a norte, "devido a obras portuárias", destacando-se os casos da foz "do Mondego e do Vouga", onde a transposição e areias é fundamental "para que se possa restabelecer o equilíbrio sedimentar”.
Entre as recomendações do grupo é a de que se faça uma monitorização detalhada e sistemática de todas as situações na costa portuguesa. Esta monitorização da costa é, hoje em dia, pontual e, assim, "dificilmente se pode pôr no terreno uma política de protecção".
"Não tem havido vontade política para assegurar uma monitorização adequada e sistemática da nossa costa", reforça Filipe Duarte Santos.
Pensemos um pouco na Pátria. Porque enfim, temos uma pátria. Enfim, temos pelo menos – um sítio...
E o escritor em que os portugueses mais
confiam é: José Rodrigues dos Santos...
Para que conste. Trata-se de uma amostra
qualitativamente acima da média nacional: baseada na opinião de
12.000 (doze mil) leitores das Selecções do Readers' Digest - GENTE
QUE LÊ!
Em tempo.
"Em Portugal o cidadão
desapareceu. E todo o País não é mais do que uma agregação
heterogénea de inactividades que se enfastiam" [Eça de
Queirós, Farpas III].
A ideologia da caridadezinha..
Pelas
políticas implementadas por governos anteriores e pelo
trabalho feito por este
governo,
já sabíamos que teria que haver distribuição de
alimentos, vestuário e medicamentos aos pobrezinhos.
Ao
contrário do que quer fazer crer a propaganda governamental –
estamos em anos de eleições - tudo tem vindo a piorar. Já, até, existem ajudas para o pagamento dos transportes, gás,
electricidade e combustíveis.
Sem
muitos darem conta, estamos a retornar aos tempos da
caridadezinha hipócrita da consciência tranquila, que quem viveu
antes do 25 de Abril de 1974 em terras onde a miséria campeava,
bem se recorda.
Enquanto
país, somos o que somos, desde 1143. Os poderes, que continuam a
conseguir manter os governados em rédea curta, asseguram a
estabilidade do sistema.
É assim que se perpetua a pobreza, a caridadezinha e a humilhação de não podermos ser cidadãos de corpo inteiro.
É assim que se perpetua a pobreza, a caridadezinha e a humilhação de não podermos ser cidadãos de corpo inteiro.
Quanto
às IPSS e ao seu trabalho, estou à vontade, pois tive
responsabilidades directivas durante alguns anos na gestão de uma das mais
antigas do nosso concelho, pelo que conheço bem a realidade de que
fala o vereador PS, dr. António Tavares, na sua habitual crónica das terças-feiras no jornal AS BEIRAS...
Portugal
sempre foi um país pobre e periférico.
A foto é de 1943 e foi sacada daqui. Mostra a realidade da Cova e Gala desse tempo. Na altura, vivia-se em plena II Grande Guerra. Aqui, neste cantinho à beira-mar plantado, imperava o desemprego, o medo, o racionamento, a miséria e a fome. Éramos gente cabisbaixa, vencida e resignada, entregue a um destino sem sentido e ferida na sua dignidade. Valia o altruísmo de alguns a quem doía a visão da fome e da miséria. Estávamos em 1943 em plena Cova num local que alguns, porventura, ainda reconhecerão.
Desde 1143 sempre vivemos com enormes dificuldades.
A epopeia marítima, essa grandiosa glória lusa, aconteceu apenas por ser insustentável e insuportável viver neste rectângulo à beira mar plantado.
Iniciou-se
assim a diáspora portuguesa, que ainda hoje leva muitos dos melhores
para bem longe.A foto é de 1943 e foi sacada daqui. Mostra a realidade da Cova e Gala desse tempo. Na altura, vivia-se em plena II Grande Guerra. Aqui, neste cantinho à beira-mar plantado, imperava o desemprego, o medo, o racionamento, a miséria e a fome. Éramos gente cabisbaixa, vencida e resignada, entregue a um destino sem sentido e ferida na sua dignidade. Valia o altruísmo de alguns a quem doía a visão da fome e da miséria. Estávamos em 1943 em plena Cova num local que alguns, porventura, ainda reconhecerão.
A epopeia marítima, essa grandiosa glória lusa, aconteceu apenas por ser insustentável e insuportável viver neste rectângulo à beira mar plantado.
Portugal
padece de uma genética incapacidade nacional: a de conseguir
construir uma sociedade evoluída seja a que nível for -
cientifico, técnico, cultural, social ou económico.Por sua vez, os políticos sempre tiveram como meta preservar esta situação: a sociedade de governantes e de governados, mantendo estes com rédea curta por via de favores e esmolas.
Construiu-se - e mantém-se, assim, uma sociedade favorecida, dentro de uma outra, de desfavorecidos. A dos empregos pelo partido e não pela competência, dos negócios pelos interesses e não pela qualidade orçamental, da governação pelos favores e não pela liberdade do voto em consciência.
Enquanto país, somos o que somos, desde 1143. Os governantes, que continuam a conseguir manter os governados em rédea curta, asseguram a estabilidade do sistema.
É assim que se perpetua a pobreza, a caridadezinha e a humilhação de não podermos ser cidadãos de corpo inteiro.
A ESQUERDA PORTUGUESA NO PÓS- 25 DE ABRIL
Em síntese, a "história condensada", resume-se a isto:
- Precisamos de unidade à esquerda.
- Tens razão, vamos fundar um partido.
- Precisamos de unidade à esquerda.
- Tens razão, vamos fundar um partido.
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