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sábado, 29 de maio de 2021

Vamos efabular em torno do congresso do Chega...

"Se o Chega estiver disposto a ceder apenas apoio parlamentar ao PSD, sem entrar para o governo, não será comigo".


Vamos efabular um pouco. Rui Rio tem no Ventura um casamento com uma mulher impossível. Olhamos para o Ventura  e para o Rio e a primeira coisa que nos ocorre, é: «como é que ele conseguiu nos Açores?» ("Os Açores foram um primeiro sinal:  as sondagens diziam que o PS ganharia folgadamente, depois a direita acabou por ter mais votos que a esquerda toda junta.") A segunda é: «o que vê Ventura no Rio?» O conjunto de respostas possíveis a estas perguntas tem contribuído para aquilo que parecia impossível: inflacionar os egos de Rui Rio e Ventura. Estes pormenores das suas vidas privadas - e, por força das circunstâncias e opção dos dois, pública - tem vindo a defini-los mais do que qualquer outra coisa.
 
Prosseguindo a efabulação, continuemos a considerar Rui Rio o marido de Ventura. 
A rejeição de que, aparentemente, Ventura está a ser alvo é-lhe insuportável e inaceitável. "Se o Chega estiver disposto a ceder apenas apoio parlamentar ao PSD, sem entrar para o governo, não será comigo".
Num casamento, chamar-se-ia a isto a ira da cornuda, da rejeitada, da mulher que perdeu o melhor do seu marido troféu.

O presidente do Chega, André Ventura, foi claro na convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL): Rui Rio "não tem conseguido fazer o seu papel de oposição à direita". A esquerda merece "pancada política" em vez de "bombons".
Na primeira fila estava, como esteve desde o início dos trabalhos, o ex-presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que André Ventura fez questão de cumprimentar ao entrar na sala quando ainda decorria o painel anterior.
Passos Coelho assistiu à intervenção do presidente do Chega, mas saiu apressadamente mal esta terminou.
"Rui Rio não tem conseguido fazer o seu papel de oposição à direita e não haverá possibilidade nenhuma de Governos à direita sem o Chega", disse André Ventura.

Um dia, Rui Rio cairá em si e detestar-se-à mais do que detesta Passos Coelho ("dizem que André Ventura é uma criação do antigo líder social-democrata...") e Ventura. 
Tomará consciência do que Ventura lhe fez e viverá o resto dos seus dias isolado, ressabiado e amargurado. Porventura, condenado a assistir ao renascimento de Passos Coelho.
A vingança vai ser servida fria. Quando Rio chegar a perceber isso será tarde de mais...

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