"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

A culpa da Figueira estar como está, no essencial, é nossa: os políticos, esses, coitados, nem perante os factos admitem o óbvio da realidade...

Comentário do vereador PSD Carlos Tenreiro nesta postagem.
Como sabe quem por aqui me tem acompanhado ao longo de mais de 16 anos, não sou lá muito dado a grupos: sejam eles clubísticos, religiosos ou políticos.

Todavia, ainda acredito que existe alguma  bondade, generosidade e tolerância, em alguns membros desses tais grupos -  sejam eles clubísticos, religiosos ou políticos.

Prefiro venerar a beleza da natureza. Por isso, preferia que os políticos figueirenses nas suas intervenções, em vez de andarem a fazer o que estão fazer à cidade - Buarcos, "casco velho", Cabedelo -  tivessem estudadado com competência e maturação, antes de executarem obras que chocam com o futuro da cidade e do concelho. 

Todavia, respeito as pessoas - sobretudo, aquelas que, do meu ponto de vista, o merecem.


Apesar de já ter tido muito desapontamento ao longo da vida, continuo a achar que é para contribuirmos para que a vida de todos seja melhor que vale a pena viver. 

Amo a natureza e a sua beleza natural. Por isso, temos o dever de a preservar e respeitar. Por isso, me indignou o crime ambiental que foi cometido na duna do Cabedelo.

A minha vida é simples tal como as minhas aspirações: gostava que o mundo, o meu país, a minha cidade e a minha Aldeia, caminhassem no sentido do desenvolvimento e do progresso social para todos. Gostava que se tivesse carinho pelo conhecimento e que se percebesse que a vida, sem a cultura, fica ainda mais pobre e sem grande parte do seu sentido. 

Por isso, dentro das minhas modestas possibilidades, procurei dar de mim o que pude, na minha actividade profissional, nas Colectividades por onde passei, na Junta de Freguesia de S. Pedro e no Centro Social da Cova e Gala. E, há quase 17 anos, aqui no OUTRA MARGEM.


Não sei se há alguma religião, ou partido político, onde a minha postura pudesse ser encaixada. Não sei nem isso me interessa. Não sinto necessidade de me encaixar. Há muito que não sinto necessidade de me encaixar na religião,  em partidos políticos ou clubes de futebol.

Sempre gostei de caminhar por carreiros estreitos e difíceis. São os meus caminhos. Isso não quer dizer que, ao longo dos anos, não tivesse necessidade de ajustar as minhas opiniões, ou que não tenha estado sempre disponível para a aprendizagem e a experimentação.


Vivemos em democracia representativa. Contudo, o Estado «somos nós». São vocês (e se calhar mais vocês do que alguns dos actuais membros do executivo figueirense). 

Chegámos onde estamos por duas razões fundamentais.

1. O problema e a causa somos nós figueirenses e os nossos comportamentos.

2. A consequência, são os defeitos do sistema político. 


Os políticos apenas nos representam. Repito: os políticos REPRESENTAM. Não substituem. Se os políticos falham, é porque nós falhamos. Enquanto não percebermos isto, nunca perceberemos nada.

O sistema partidário é mau? É.

Porquê? Porque os interesse privados perverteram o bem público. Porque as clientela se substituiram ao recrutamento meritocrático. Porque as decisões são afectadas por grupos obscuros.

Tudo isto acontece porque os partidos nasceram assim? Não.

Acontece porque os figueirenses, na sua maioria absoluta, são exactamente o mesmo que os partidos que os representam: clientes, obscuros, interesseiros, bajuladores e sem coluna vertebral.

Solução? Mais atenção, mais leitura, mais debate, mais participação na coisa pública. 

É pouco original.? É. Porém, existe outro caminho?

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