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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Um pergunta simples e concreta: Marca Figueira: o que é?..

Se, por um lado e por exemplo, quando falamos da Mealhada, sabemos que tem uma grande marca chamada leitão, por outro lado, por exemplo, quando falamos de droga, sabemos que a melhor marca é sempre branca... 
Contudo, quando falamos da Figueira, falamos concretamente de quê em termos de marca? 
Depois de ler, hoje, no jornal AS BEIRAS, a crónica onde Miguel Almeida, volta a referir-se à conferência o "Futuro da Figueira da Foz - os negócios e o território", sem nunca clarificar o essencial - o que é, na realidade, essa coisa chamada Marca Figueira -, o autor termina assim a crónica: “Destas reflexões há uma que considero central: quanto vale a marca Figueira? Será que sabemos? Será que a temos valorizado e potenciado? Há um caminho muito longo a percorrer, sem amadorismos, se não quisermos perder definitivamente o comboio do desenvolvimento.” 
Eu, que limitado me confesso, por isso sublinho: depois de ler com toda a atenção de que fui capaz, a crónica de hoje do vereador Somos Figueira, Miguel Almeida, continuo com a dúvida: Marca Figueira, o que é?.. 
A limitação, admito, pode ser minha. Eu sou povo. E o povo é povo porque não percebe uma série de coisas. E quem lê este espaço, na sua esmagadora maioria, também é o povo. E o povo que me lê sabe que eu estou a falar do real e de concreto: marketing político é outra coisa, como muito bem sabe Miguel Almeida. 
Em épocas de fervor revolucionário, como foi na Figueira a passagem de Santana Lopes, o tempo tem sempre uma dimensão proporcionalmente inversa ao empolgamento dos protagonistas. Quanto mais fervor revolucionário mais o tempo parece escasso. Todos os sonhos parecem realizáveis e as vozes conciliadoras, ou que se atrevam a apelar ao realismo, são silenciadas ou desprezadas. Foi o que aconteceu a partir de 1997 na nossa cidade, até termos chegado à realidade chamada "o colossal buraco das contas da autarquia figueirense".
Esse tempo, porém, passou. 
Todos sabemos que o Algarve, em termos de turismo balnear, é a região no nosso País na qual o turismo tem uma indesmentível importância, com impacto económico-social regional e nacional. 
O desenvolvimento da actividade turística no Algarve é um fenómeno relativamente recente: remonta aos anos sessenta do século passado. 
Anda por aí, também, o começo do declínio da Figueira como estância balnear e turística. Toda a gente, na Figueira, sabe que o Algarve é o mais importante destino turístico português e uma marca enraizada num conjunto de mercados emissores de turistas. 
A marca do Algarve é isto, não é só uma lamentável ideia saloia.
Espero, portanto, que me expliquem, concretamente, como se eu tivesse 5 ou 6 anos, o que é a Marca Figueira...

2 comentários:

Anónimo disse...

A marca figueira podem ser por exemplo os livros do poeta dos 7 oficios.

A Arte de Furtar disse...

Entre os que escrevem, há os que têm alguma graça, os que têm muita... e os que têm momentos geniais. Mais um texto reflexivo!

“A limitação, admito, pode ser minha. Eu sou povo. E o povo é povo porque não percebe uma série de coisas.” – autor do blog.
Ao começar este breve comentário com as palavras do autor do blog, significa como me identifico com elas.

Sou um comum cidadão para o qual “Marca Figueira” significa: qualidade de vida!
A pergunta é: e há qualidade de vida no concelho da Figueira da Foz?

Termino reforçando o sentido destas palavras: “Espero, portanto, que me expliquem, concretamente, como se eu tivesse 5 ou 6 anos, o que é a Marca Figueira..”