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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Abril, não é só uma palavra

Durante algum tempo, muitos   acreditaram que era possível cumprir Abril.
Só por isso, valeu a pena a vida de muitos da minha geração, incluindo a minha.
Considero-me, também por isso, um felizardo. Tive a felicidade de viver esse tempo exaltante e histórico e continuar a ter a capacidade de acreditar.
Em quê? - perguntarão.
Desde logo, em mim - sempre consegui recomeçar depois de falhar as tentativas anteriores.
E tem sido isso, no fundamental e sobretudo, que me ajudou a ser, dentro do que é possível ser a cada um de nós, o que sempre quis ser: livre.
No sábado passado, à noite, estive em Buarcos, no Teatro do Grupo Caras Direitas para “Respirar Abril”.
No final, depois da actuação dos artistas, esperei que alguém se lembrasse de cantar Grândola, o que não aconteceu.
Não se cantou. E foi pena. Cantar a Grândola, seja em que dia for, nunca pode ser encarado como uma coisa de gente senil ou tontinha.
No fundo, para a maioria dos que estiveram sábado passado à noite no Grupo do Teatro Caras Direitas, o espírito do 25 de Abril é uma nostalgia, nada mais. 
Não quero com isto dizer, que para a maioria dos que lá estiveram, nos quais até me incluo, o 25 de Abril não continue a ser uma data especial, um símbolo do que este país poderia ter sido.
Contudo, aos momentos de exaltação colectiva, como aconteceu a seguir ao 25 de Abril de 1974, a história mostra que se seguem sempre momentos perversos, favoráveis, como sublinha o eng. Daniel Santos na crónica publicada no jornal AS BEIRAS, aos que para quem "a política deixou de ser a arte de governar para decair num jogo ... de palavras".
É nestes momentos que a natureza humana revela todo o seu esplendor e sabemos que na Terra não existem paraísos.
Aos tristes, como eu, que também não conseguem acreditar na possibilidade de outros paraísos, resta-lhes fazer das fraquezas forças e, tanto em actos como em intenções, comemorar o 25 de Abril todos os dias.  

3 comentários:

Anónimo disse...

pois é sr. tem razão enquanto os discursos 25 de abril forem feitos por rapazolas que não passam de uns tipos porreiros mas nao sentiram na pele os efeitos do antes de abril não vamos a lado nenhum.
hoje o 25 de abril infelizmente só serve para passear a vaidade e o pedantismo mostrando bonitas gravatas com um cravo vermelho na lapela cravo esse que na lapela de alguns rapazolas até se sente murcho tal é a desinformação a respeito da revolução dos cravos.

Anónimo disse...

Peço desculpa só quero emendar .
Onde se lê--Sr.
Deve le-se Sr Eng.
Peço desculpa ao Eng. Daniel Santos
e peço que publiques esta emenda.
ABRAÇO

A Arte de Furtar disse...

Mas muita da culpa também foi nossa, a geração que sonhou Abril e viveu Abril. Esta genta ( os tais rapazolas) come Abril...
A chegada destes j's (em todos os partidos), sem memória, sem história e sem princípios, afastou muita gente da política e a da acção cívica.
Hoje impera a política do "não há almoços grátis"!