terça-feira, 7 de agosto de 2018

Figueirenses: crise é isto...

Quando a Câmara colapsou a máquina de propaganda preocupou-se com as “redes sociais”!..
Portanto: a primeira prioridade na Figueira é combater a crise institucional...

Apitó comboio!


"O serviço prestado pela CP tem-se degradado de forma acelerada, numa prova de total desrespeito pelos clientes. Refiro-me aos horários, mas também ao equipamento e à qualidade do serviço.
O CDS  aproveitou de imediato para  pedir a presença do ministro na AR para explicar a situação (como se não soubéssemos que o propósito do CDS não é a melhoria do serviço, mas criar condições para a privatização da CP)...
De imediato, PS e PSD começaram a trocar acusações, responsabilizando mutuamente o adversário pelo estado de degradação a que o serviço chegou.  
Na verdade, a degradação da CP começou há várias décadas,  com  Cavaco Silva e  prosseguiu com  os governos  seguintes, que abandonaram a via férrea e apostaram no asfalto.  Não há inocentes nesta matéria. Nem Sócrates que apostava no TGV como um negócio rentável, mas sem visão de desenvolvimento, promoção da vida no interior do país, ou rentabilidade da empresa.
Há muitos anos que Portugal está em contraciclo com o que se passa na Europa, onde o transporte  ferroviário voltou a ser uma aposta no desenvolvimento.
Em Fevereiro fui de comboio a Barcelona, pude comprovar a degradação do serviço do SudExpress e comparar com a aposta feita em Espanha. Quando em Madrid   mudei de comboio, tive a sensação de  estar a mudar de planeta, tal a diferença na qualidade do equipamento e do serviço prestado." 
Carlos Barbosa de Oliveira

«Figueira da Foz. Memória de um mandato e os anos perdidos» - novo livro de Joaquim de Sousa, foi ontem apresentado... (2)



Vídeo sacado daqui
"Se este livro não der polémica é porque a cidade morreu"- Fernando Cardoso 

Recordo parte de uma postagem, "Joaquim de Sousa, um ex-edil figueirense ao raio x", publicada no OUTRA MARGEM, em 8 de outubro de 2016.
"...era assim a Figueira e o concelho há 35 anos. Joaquim de Sousa, então um político profissional, passados 6 anos depois do 25 de Abril de 1974, depois de 5 anos como deputado e membro do governo, sentia "uma profunda desilusão e um desencanto enorme". Segundo o que ele, na altura, confidenciou numa entrevista que deu, em Maio de 1981, ao Director do Barca Nova, o falecido jornalista José Martins, "conhecer o poder por dentro não é agradável". "Sabes?", desabafou a determinado ponto da conversa com o Zé Martins, "não tenho feitio para prostituta, nem mesmo por obrigação. O poder não é tão poder como as pessoas pensam".
O que Joaquim de Sousa, naquela altura, estava a gostar era de ser presidente de câmara: "agora sim, apesar das muitas vicissitudes por aqui e por além, sinto que o cargo que ocupo na Câmara me está a proporcionar dos momentos mais felizes da minha vida".
Durou foi pouco como presidente de câmara: fez apenas um mandato, que decorreu de 1979 a 1982...
O que valeu ao doutor Joaquim de Sousa, é que gostava de ser professor, que era a sua profissão..."

Voltando a Agosto de 2018, passo a citar, via AS BEIRAS, "O repto!", uma crónica de Isabel Maranha Cardoso, economista. 
"Foi a 31 de Julho apresentado o livro “Figueira da Foz – Memória de um Mandato e os Anos Perdidos”, mais um livro de Joaquim Barros de Sousa que enriquece o património bibliográfico figueirense e a história da cidade. Não pude estar presente, tive pena… Mas, chegando-me às mãos, de imediato me pus a lê-lo. Trata a narrativa do mandato autárquico a que presidiu entre 79 e 82. De escrita simples, clara e com uma objetividade quase matemática, fazemos uma viagem por 3 anos cruciais da história do desenvolvimento da Figueira, explicando-nos a estratégia subjacente às opções políticas adoptadas, fazendo ainda em todos os capítulos uma análise comparada com a situação presente (incómoda para alguns, certamente!). A sua leitura é uma viagem guiada pelos diversos departamentos da acção autárquica e pelos dossiers da cidade, muitos deles hoje ainda “em aberto” e sem resolução- apesar das panaceias que se vão aplicando! Da sua leitura resulta ainda a constatação das oportunidades perdidas e da imperiosa necessidade de os decisores políticos locais não poderem ignorar a história e o sentido do caminho já percorrido para podem raciocinar o futuro. Este livro torna-se, assim, num documento de leitura obrigatória para futuros decisores políticos locais. Alguém muito próximo contou-me o que havia dito na sua apresentação “se este livro não suscitar polémica, então a Figueira está morta”
Aceite-se o repto, mostremos que a Figueira está viva!"

Que legenda colocaria nesta imagem?..

Lisboa, Avenida Fontes Pereira de Melo. Via Delito de Opinião.
Nota de rodapé.
A minha legenda seria tão simples como isto: quero mentiras novas.

"Comboio avaria em Beja e deixa passageiros sujeitos a calor extremo"

O que se está a passar na CP não é suficientemente grave para levar à demissão da Administração da empresa e do ministro da tutela repescado do consulado Sócrates?..
O problema é a oposição que (não) temos.
E a informação que (não) temos...
O que diz muito da classe política e de quem ainda manda na comunicação social...