Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Já agora, era o que faltava na Figueira: será que temos na forja um cacique trauliteiro?..

"Em tempos em que a intervenção cívica na Figueira da Foz está na ordem do dia, deixo aqui um exemplo de efectiva acção do Município da Figueira da Foz - quer dizer, de parte dele, mas já lá vamos.. - naquilo que à segurança das pessoas diz respeito: com efeito, desde o passado dia 16 de Agosto, quem circula na serra da Boa Viagem é avisado do estado absolutamente deplorável do troço de dois quilómetros e picos entre o farol do Cabo Mondego e o entroncamento com a estrada que liga ao miradouro da Bandeira. Como apareceram lá as referidas placas? Já que ninguém deu nota pública disso... aqui está! 
A referida estrada sofre, há anos e anos, de uma degradação galopante, com cinco ou seis crateras onde cabe um carro, de onde o alcatrão há muito desapareceu, 'substituído' por terra e pedras soltas! O perigo de um acidente grave é real, especialmente no Verão, em que circulam centenas, milhares de viaturas - incluindo autocaravanas e autocarros de turismo - na serra da Boa Viagem. Com este panorama em mente, certo de que aquela via tem jurisdição do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), entidade estatal que não consegue tomar conta da mata, quanto mais das estradas... e muitas vezes não faz nem deixa fazer... abordei, a 01 de Agosto, o vice-presidente da Câmara Municipal, Carlos Monteiro, vereador com os pelouros do Ambiente e Espaços Verdes, Obras Municipais e Trânsito, exortando-o a resolver a questão, nomeadamente a colocar lá placas avisadoras do mau estado da estrada (valha a verdade que a estrada tem é de ser arranjada, mas se o ICNF não o faz, como seria normal e até urgente, a Câmara que o faça e mande a conta, que exemplos desses há alguns pelo país). Mas, ciente de que o bom, na administração pública, tantas vezes é inimigo do óptimo... Ao menos que pusessem umas placas a avisar!
A resposta do senhor vice-presidente, confesso, surpreendeu-me! A resposta, e vou qualificá-la, de propósito, venha lá quem vier, é UM INSULTO a um munícipe, a todos os munícipes, a quem gosta da sua terra e a todos os que a visitam. Pois que não ia fazer nada porque "AQUILO NÃO É NOSSO"! 
Eu ainda argumentei, que era uma questão de segurança, que é território municipal, que as pessoas votaram no executivo municipal, não no ICNF... sem resultado! "Aquilo não é nosso!!" 
Ponto final? Não... parágrafo!!
Foi o vereador Carlos Monteiro à sua vida e, minutos depois, tive conversa idêntica com o senhor presidente da Câmara Municipal, João Ataíde! Foi uma conversa breve... porque a páginas tantas, à minha frente e alto e bom som, João Ataíde telefonou ao comandante da Protecção Civil municipal, Nuno Osório e ordenou a colocação das placas, com carácter de urgência, por ser uma questão de segurança, assinalando que embora não tendo jurisdição sobre a estrada, o município assumia essa intervenção! As placas foram feitas, os serviços camarários cumpriram a ordem e colocadas estão!!
Moral da história?? Cada um que conclua como quiser! 
Cá eu, que tenho opinião - mesmo que isso custe a uns quantos - limito-me a assinalar que quando criticamos este ou aquele, devemos estar na posse da informação toda! Ah... e admito que a gestão autárquica é algo muito difícil. Mas mesmo!"
José Luís de Sousa

1 comentário:

CeterisParibus disse...

Navegação à vista. Já se tinha percebido. Melhor seria se em vez da plaquinha ( ou placa ou placona), asfaltassem pelo menos o bocado que vai da casa do guarda ao Farol, e da mesma casa até ao Abrigo. Mas como me respondeu o Carlos Monteiro, "era o troço que estava em melhor estado". Provavelmente devia ter endereçado o mail ao presidente. Assim como assim, pelo menos quem sobe a serra, levava com um plaquinha a avisar do mau estado da via.