segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Mistério dos mistérios...

“Ironia do destino” passamos de um dia de Sol, Praia e Mar para um dia “Farrusco” de agosto e o resultado está à vista, “NÃO HÁ TURISTAS“.
Este é o resultado de os mentores do turismo regional serem tudo menos especialistas de Turismo, temos juristas, arquitectos, engenheiros, gestores, professores de tudo menos turismo, políticos e até boys curiosos e oportunistas que continuam a não fazer o trabalho de casa. Todos sabemos que a costa Atlântica não é um destino de Praia.
Não se prepara a época porque “pode ser que o verão seja bom e uns arraiais com uns artistas avençados façam a festa”.
NÃO MEUS SENHORES, não resultou mais uma vez, o Atlântico é mesmo assim, não tem cor política nem se controla.
O que é preciso é estudar e trabalhar muito, trazer operadores turísticos que promovam e programem a partir da Figueira para fora que fixem os turistas na cidade e façam os “Tours” a partir daqui, que aproveitem o sol e à praia quando está bom mas que tenham alternativas quando não está. Estamos no centro de Portugal a 1 hora de tudo, desde Aveiro até Fátima passando por Viseu e tantos outros destinos alternativos (é apenas um exemplo, não uma lição).
Os operadores, os comerciantes locais e a povo devem ser acarinhados, escutados e apoiados (essa regra é de ouro) deixem os tronos dourados que vocês foram eleitos para servir não para governar e trabalhem todos os dias em prol da Região que tanto precisa.

Via António Maia

Um aeroporto em águas de bacalhau?..

Autarquias da zona Centro querem e estão dispostas a financiar aeroporto na região...
Em setembro, a Câmara Municipal de Coimbra vai entregar ao Governo dois estudos para ajudar a determinar a melhor opção para que a região passe a ser servida por um aeroporto comercial, avança o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

A primeira opção passa pela reconversão do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto, em Coimbra; a segunda, pela construção de uma nova infraestrutura aeroportuária capaz de servir o eixo Coimbra-Leiria/Fátima - neste momento, o estudo desta possibilidade está a cargo de uma equipa de que faz parte a Conprojur, ligada a Manuel Queiró, ex-deputado do CDS e ex-presidente da CP.

Segundo o matutino, a segunda opção é a mais provável, mas a autarquia tem ainda de decidir.

Para conseguir um aeroporto para a zona Centro, as autarquias da região estão dispostas a financiar o projecto “do próprio bolso”.

Para a reconversão do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto deverão ser, em princípio, necessários cerca de 10 a 12 milhões de euros, valor que seria assumido na totalidade pela Câmara de Coimbra.

Já no segundo cenário, ou seja, a construção de uma nova infraestrutura aeroportuária a despesa seria assumida em exclusivo pelas Câmaras abrangidas, aqui segundo uma lógica de partilha de responsabilidades.

“A intenção passa por recorrer aos fundos europeus do Portugal 2030 para pagar parte do custo de um novo aeroporto, ficando as autarquias envolvidas encarregues de suportar o custo restante”, disse Manuel Machado, autarca de Coimbra, em declarações ao matutino.

Mais importante que a quantidade, importante é a qualidade...

"Aos que se preocupam, não morri. Ainda. Até tenho andado menos mal, dadas as circunstâncias. Mas o que me chega do rumor do mundo tem-me acabrunhado. E, como não tolero repetir-me, tenho adiado constantemente a actualização deste pobre e inútil blogue.

Muitos falam da banalidade do mal como um sinal dos tempos. A verdade porém é que sempre foi assim. Muitos anos antes de Hanah Arendt já Eugene Delacroix o tinha constatado: “o horrível está por toda a parte”, decretava ele, desolado, no seu diário.

E, no entanto, há sempre quem (mesmo entre os que têm fácil acesso aos grandes meios de comunicação) não se ache confortável diante deste triunfo ufano da estupidez e faça questão de o dizer - por escrito - num jornal de grande circulação. Como outrora o escritor Emile Zola. E, como agora, o maestro Daniel Barenboim."
 

Fernando Campos

Muito mais?

Via AS BEIRAS.
"Na Figueira, o argumentário de quem apoia os que nos têm governado nos últimos nove anos radica invariavelmente nas seguintes ideias-chave para tentar justificar a inércia, a qual nos tem conduzido, nalguns sectores, ao retrocesso (população, ensino superior, eventos-âncora, comércio tradicional…) noutros a uma confrangedora estagnação (indústria, transportes públicos, …): 

1. Herdámos dívida (era por todos conhecida e tal não impediu promessas megalómanas); 
2. A Câmara não tem jurisdição sobre as áreas nas quais é urgente intervir (nem tem tido figuras com peso político para influenciar decisões); 
3. Os problemas da Figueira são os mesmos de outros concelhos portugueses (que alguns têm resolvido); 4. As verbas e as parcerias necessárias para a resolução dos problemas exigem uma resposta nacional e até europeia (porque é que não se prepara candidaturas?); 
5. A iniciativa privada é pouco dinâmica na Figueira (porque não se discutem com os agentes económicos políticas amigas do investimento?); 
6. O voto popular legitima a actuação deste executivo camarário (e de quem não concorda com ele, apesar da diferença abissal de meios). 
Nos últimos dias, a suspensão da aplicação do Plano de Saneamento Financeiro e o consequente aumento da maturidade da dívida (pagar a um ritmo mais lento e, portanto, pagar-se mais parece menos importante do que libertar verbas imediatamente…) acrescentou uma exigência: a Figueira vai ter agora, finalmente, condições para ver cumprido tudo o que foi prometido ao longo destes anos! E muito mais!..."
Nota de rodapé.
Na Figueira, continua tudo na mesma - muitas promessas, muitos milhões anunciados mas pouca concretização e, pior ainda, desperdício do dinheiro, de todos, para proveito de uns poucos (muito poucos)...
Entretanto, quem pode, põe e dispõe como muito bem entende e sabe que está  isento de escrutínio.

A capacidade de síntese de Joaquim Namorado

"No tempo em que os animais falavam
Liberdade!
Igualdade!
Fraternidade"


Sempre admirei da capacidade de síntese dos poetas: de como são capazes de dizer tanto, utilizando poucas palavras.
Joaquim Namorado,  é um dos  melhores exemplos que conheço.
"Foi afixado
nos locais do costume
que É PROIBIDO MENDIGAR.

Logo mão que se descobre
escreveu a tinta por baixo
MAS NÃO É PROIBIDO SER POBRE."

Joaquim Namorado, tem poemas curtos e únicos.
Eu sei que há quem não concorde com este meu gosto.
Felizmente os gostos podem-se discutir (ao contrário do que se diz por aí), mas não é por isso que mudam...
Já agora: quando é que a comissão de toponímia pretende dar o nome de Joaquim Namorado à toponímia figueirense...
Esta história da integração do nome de Joaquim Namorado na toponímia figueirense não é tão antiga como a Sé de Braga, mas já vem do tempo em que as coisas em Portugal ainda custavam em escudos!..
“Metam O burro na gaiola
de doiradas grades
e tratem-no a alpista
se quiserem
- é só um despropósito
Mas esperar dele o trinar
Do canário melodioso
É simplesmente tolo.”

A importância de ter adversário em política

Mais importante do que a ideia que temos das coisas, é a sua imagem em concreto...
A ausência de adversários políticos é uma questão com que a actual comissão de gestão da Figueira, no poder há 9 anos, se continua a debater.
Não é uma questão insignificante. Em política, é essencial ter inimigos que sirvam de bode expiatório para os problemas que certa administração não pode – ou não consegue, como é o caso da Figueira... – resolver.
O inimigo externo ao partido - neste caso o PS... - é essencial para que os efeitos políticos e eleitorais de problemas internos sejam amenizados.
Faz falta e faz jeito, pois representa aquela ameaça à unidade partidária socialista para contribuir para manter e amplificar a unidade que foi necessária para a conquista do poder, em 2009, 12 anos depois de o ter perdido, não para o PSD, mas para Santana Lopes, tendo em vista a causa da sobrevivência em 2021.
A sua ausência, neste momento, é um problema para o PS/FIGUEIRA que precisa de ser resolvido.

Japoneses de férias na Figueira

"Ontem, e pela primeira vez, vi um casal de turistas japoneses na Figueira. Logo vieram à tona todos os meus preconceitos sobre “os asiáticos na Europa”, eternamente “perdidos” e com um ar tão ingénuo quanto fascinado sobre as coisas que observam. Olhavam para um roteiro, tentando perceber onde estariam e o que os rodeava. Foi à entrada no Bairro Novo, junto ao decrépito edifício “O Trabalho”, o tal monumento ao mau urbanismo dos anos 80. O casal de japoneses de visita a Figueira certamente com um objectivo específico: vieram admirar a “Arte Nova e Deco”? Ou ver o maior areal da Europa, fruto de um erro de engenharia? Gostaria de os ter abordado e perguntado, porque vieram à Figueira?

Quem cá reside todo o ano perde a noção do que é “turístico e atraente na Figueira”. Por exemplo, os turistas japoneses estariam a olhar para algumas belas fachadas da rua Cândido dos Reis, e à procura da famosa “street art” dos famosos artistas contemporâneos Mário Belém, D, Eime ou K. d’Enfer, e eu quando os vi, fui atraído para o pior edifício da cidade. Lamentei aquilo que todos lamentamos, problemas de urbanismo por resolver, falta de capacidade de intervenção do poder político para demolir o que nasceu torto.
Nota: a apresentação sobre a Figueira que consta no site Turismo de Portugal (http://www.centerofportugal.com/figueira-da-foz/) começa mal, com uma fotografia de uma paisagem pobre, areia, candeeiros e uma passadeira com um mar desfocado ao fundo. Merecemos melhor."

Via jornal AS BEIRAS