quarta-feira, 1 de agosto de 2018
O "Sr. João" pode ser qualquer um de nós...
A dignidade de um Homem está no seu coração.
Pode-se humilhar, ofender, maltratar, ignorar uma pessoa, mas nunca se lhe retira a dignidade, já que ela lhe é intrínseca.
O próprio é que se pode tornar indigno, pois esse é um poder que só ele tem.
A dignidade de um Homem, nada, nem ninguém, pode destruir.
Em S. Pedro todos conhecemos o "Sr. João".
Em devido tempo, houve quem quisesse ajudá-lo. Ele, e esse era um direito seu, recusou. Quis viver a vida ao seu jeito e à sua maneira.
Mas, agora, "O Sr. João" está num beco sem saída.
Alguém terá de fazer mesmo alguma coisa. Mesmo que isso vá contra a sua vontade. Não sei é se isso será possível.
"Porque do que ele precisa mesmo é que a sociedade por onde se arrasta e deambula olhe para ele de frente e lhe garanta na precária vida que lhe resta a dignidade humana que merece."
O "Sr. João", que eu conheço há várias décadas, é de carne e osso, existe mesmo.
Do que dele conheço, sei que a rebeldia, a independência e a dignidade, fizeram sempre parte da sua vida.
Tal como quase todos nós, porém, não conseguiu mudar o mundo.
Porém, a seu favor, posso garantir que foi um canalha a menos com me cruzei nesta vida difícil.
A dele. E a minha.
Nota: o texto acima sobre "O Sr. João", foi inspirado numa crónica de João Pita, que pode ser lida clicando aqui.
Pode-se humilhar, ofender, maltratar, ignorar uma pessoa, mas nunca se lhe retira a dignidade, já que ela lhe é intrínseca.
O próprio é que se pode tornar indigno, pois esse é um poder que só ele tem.
A dignidade de um Homem, nada, nem ninguém, pode destruir.
Em S. Pedro todos conhecemos o "Sr. João".
Em devido tempo, houve quem quisesse ajudá-lo. Ele, e esse era um direito seu, recusou. Quis viver a vida ao seu jeito e à sua maneira.
Mas, agora, "O Sr. João" está num beco sem saída.
Alguém terá de fazer mesmo alguma coisa. Mesmo que isso vá contra a sua vontade. Não sei é se isso será possível.
"Porque do que ele precisa mesmo é que a sociedade por onde se arrasta e deambula olhe para ele de frente e lhe garanta na precária vida que lhe resta a dignidade humana que merece."
O "Sr. João", que eu conheço há várias décadas, é de carne e osso, existe mesmo.
Do que dele conheço, sei que a rebeldia, a independência e a dignidade, fizeram sempre parte da sua vida.
Tal como quase todos nós, porém, não conseguiu mudar o mundo.
Porém, a seu favor, posso garantir que foi um canalha a menos com me cruzei nesta vida difícil.
A dele. E a minha.
Nota: o texto acima sobre "O Sr. João", foi inspirado numa crónica de João Pita, que pode ser lida clicando aqui.
A tragédia grega
"Depois de se “queimar” a economia grega queimou-se agora uma parcela da esperança…é a tragédia Grega, parafraseando a cantora Maria Bethânia (…) Ali onde eu chorei qualquer um chorava (…) levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima (…)."
Isabel Maranha Cardoso
O ponto da situação é mais ou menos este ...
Doidos varridos...
"Ora, então, parece que a esquerda tem negócios de direita e a direita tem profissões de esquerda (Estado). Nos seus discursos, a esquerda quer derrubar os negócios da direita, e a direita quer derrubar o Estado. Concluindo, ou são todos suicidas ou todos anarquistas. Eu inclino-me para que sejam todos doidos (consanguinidade)."
"Ora, então, parece que a esquerda tem negócios de direita e a direita tem profissões de esquerda (Estado). Nos seus discursos, a esquerda quer derrubar os negócios da direita, e a direita quer derrubar o Estado. Concluindo, ou são todos suicidas ou todos anarquistas. Eu inclino-me para que sejam todos doidos (consanguinidade)."
Nobidades do láre: engenharia financeira...
Como se pode ler na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, a "autarquia figueirense vai aliviar o peso da dívida do município através de uma operação financeira"...
Tal consiste no seguinte: "a Câmara da Figueira da Foz vai antecipar o pagamento de 14,5 milhões de euros, o que resta pagar do empréstimo de 31 milhões de euros, contraído em 2011 para suportar o Plano de Saneamento Financeiro (PSF), entretanto suspenso. A antecipação será feita com recurso a um empréstimo, de valor igual ao remanescente da dívida. Com aquela solução, o município alivia o peso da despesa da dívida, que actualmente representa 8,6 por cento das receitas totais da autarquia."
Com o empréstimo, segundo os cálculos do executivo camarário socialista, "entre 2019 e 2021, os encargos serão de quatro por cento da receita, valor que se reduz, em 2022, para os 2,95 por cento." O esforço financeiro da autarquia figueirense, a partir daí será ainda menor: "de 2,3 por cento, de 2023 a 2032."
Para liquidar os 14,5 milhões do PSF, repartidos por três bancos, restavam quatro anos.
O futuro empréstimo, daquele valor, por sua vez, terá um prazo de amortização de 14 anos.
Prolonga-se a dívida no tempo, que o mesmo é dizer, empurra-se com a barriga.
Com esta operação financeira libertam-se "cerca de dois milhões de euros por ano para investimento público, «almofada» financeira conseguida através de juros e spread mais baixos."
No fundo, com esta reestruturação da dívida, a gestão camarária desta maioria absoluta socialista, vai ao banco para tentar, via máquina de agitação e propaganda, ganhar votos...
Tal consiste no seguinte: "a Câmara da Figueira da Foz vai antecipar o pagamento de 14,5 milhões de euros, o que resta pagar do empréstimo de 31 milhões de euros, contraído em 2011 para suportar o Plano de Saneamento Financeiro (PSF), entretanto suspenso. A antecipação será feita com recurso a um empréstimo, de valor igual ao remanescente da dívida. Com aquela solução, o município alivia o peso da despesa da dívida, que actualmente representa 8,6 por cento das receitas totais da autarquia."
Com o empréstimo, segundo os cálculos do executivo camarário socialista, "entre 2019 e 2021, os encargos serão de quatro por cento da receita, valor que se reduz, em 2022, para os 2,95 por cento." O esforço financeiro da autarquia figueirense, a partir daí será ainda menor: "de 2,3 por cento, de 2023 a 2032."
Para liquidar os 14,5 milhões do PSF, repartidos por três bancos, restavam quatro anos.
O futuro empréstimo, daquele valor, por sua vez, terá um prazo de amortização de 14 anos.
Prolonga-se a dívida no tempo, que o mesmo é dizer, empurra-se com a barriga.
Com esta operação financeira libertam-se "cerca de dois milhões de euros por ano para investimento público, «almofada» financeira conseguida através de juros e spread mais baixos."
No fundo, com esta reestruturação da dívida, a gestão camarária desta maioria absoluta socialista, vai ao banco para tentar, via máquina de agitação e propaganda, ganhar votos...
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