sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O poder e a religião...

Vivemos num concelho onde a liberdade de religião só é possível, porque as religiões não estão no poder. 
Esta liberdade é uma conquista do Estado laico.
Todavia há momentos e manifestações que não deveriam ter lugar e, muito menos, permitir-se a instrumentalização de pessoas (que, possivelmente, não fazem a mínima ideia que estão a ser utilizadas) para fazer uma mensagem que não faz o mínimo sentido nos dias de hoje.

Lembro-me de, em 2006, a retirada de crucifixos das escolas públicas portuguesas, ter dado uma polémica dos diabos entre os partidos.
Na altura, por exemplo, "o  Ministério disse que medida não era novidade. O BE defendeu que crucifixos deviam ter saído das escolas no 25 de Abril. O CDS-PP considerou que comunidades devem ser ouvidas sobre a questão. A Conferência Episcopal Portuguesa incentivou a  «que os católicos portugueses se manifestem-se»".

A meu ver a religião, deve ser uma opção pessoal. 
Se uma instituição a utiliza, entramos num terreno muito perigos e pantanoso.
Se um político privilegia  um credo, para além daqueles que são ateus, está a discriminar outros credos.
Vivemos num concelho onde existe o direito de todos a escolher a sua opção religiosa, pois existe, nesse campo, a diversidade. 

Hoje, o presidente João Ataíde, na companhia do Vereador Carlos Monteiro, almoçou no Peleiro (Paião) com oito padres das nossas paróquias.
Entre eles, estavam o  Padre Carlos, o Padre Veríssimo, o Padre Manuel da Silva, o Padre das Alhadas e Maiorca. 

Ataíde, nem no Natal dá abébias...
Por mim, apenas desejo que a convivência, nem sempre fácil entre o poder político e o espiritual - com todos os credos e as religiões - prossiga.
Feliz Natal senhor presidente! E, espero, que  não se esqueça dos ateus, que também são cidadãos do concelho com direito a voto e filhos do mesmo Deus...

ACTUALIZAÇÃO às 21 horas e 40 mintutos.
Acabei de saber, que para o presidente Ataíde, "hoje, o almoço foi em excelente companhia e com votos de muita saúde, paz, alegria e amor para todo o Concelho".
Ainda bem. 
Deve ter sido uma coisa simples, confeccionada com carinho e oferecida de bom grado. 
Continue a servir-se à vontade senhor doutor João Ataíde...
Eu gostava de acreditar no Presidente, nos Gnomos e no Pai Natal...
Mas...

Políticos figueirenses: tenham espírito de natal. Metam a minha prenda no sapatinho...



Nesta fase adiantada da vida, já passei, pelo menos, por quatro estados de espírito, no que ao Natal diz respeito: quando acreditava no Pai Natal; quando deixei de  acreditar no Pai Natal; quando pensei que podia ser o Pai Natal;  e quando passei a pensar que o Pai Natal se pode parecer com muita coisa.
Assim, gostaria de ter como "prenda" no sapatinho, da parte do presidente da câmara e do vereador da saúde, uma coisa simples: que da próxima vez que tiver de falar na assembleia municipal, por causa do Posto Médico da Cova e Gala, estivessem presentes.
Aos vereadores na oposição, do PSD, que na próxima assembleia municipal estivesse presente, pelo menos um, pois é o mínimo que devem aos figueirenses que os elegeram e aos figueirenses que vão assistir às sessões do órgão máximo do poder local na Figueira. 
Acreditem que me custa, principalmente nesta quadra natalícia, ter de criticar, por respeito a quem vê nesta quadra aquilo que eu não vejo... 
Já agora: tal como o senhor presidente no vídeo acima, nesta época especial, faço votos sinceros de um Bom Natal a todos. 

Memória de uma Figueira gratificante (II)

Foto sacada daqui
O que rodeia, quem vive e gosta da Figueira, nos dias que passam, depende da perspectiva com que olhamos para a realidade... 
Também, em grande medida, do nosso estado de espírito. 
Sabemos que nada nada é estático e tudo está em contínua alteração.
Mas, ao olhar para a foto, não posso deixar ter presente, o mesmo local, em finais de 2016: não é uma questão de perspectiva, mas de sentimento.

O choradinho do PS...



Camaradas socialistas: se contribuir valor tem, há que fazê-lo bem...
A solidariedade não pode ser uma palavra vã... 
Quanto mais não seja, porque a necessidade a isso obriga.

Recordando o Olívia Ribau, um acontecimento triste e doloroso...



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