Os bilhetes custam 15 euros e estão à venda na bilheteira do CAE e na Ticketline.
sexta-feira, 27 de março de 2026
Abertura das Jornadas de Teatro Amador
Os bilhetes custam 15 euros e estão à venda na bilheteira do CAE e na Ticketline.
sexta-feira, 26 de abril de 2024
Para quando a integração do nome de Joaquim Namorado na toponíma figueirense?
Em 25 de Abril de 2024, ano em que se comemoram 50 anos daquela madrguda que eu esperava/ O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio/ E livres habitamos a substância do tempo, a Assembleia Municipal da Figueira da Foz prestou uma justa homenagem a quatro figuras que incarnam o que foi a luta pela Liberadde e pela Democracia. A saber: Agostinho Saboga, José Ribeiro, Cristina Torres e Joaquim Namorado.
O que, decorridos mais de quatro décadas, continua por fazer.
Esta história da integração do nome de Joaquim Namorado na toponímia figueirense, não é tão antiga como a Sé de Braga, mas já vem do tempo em que as coisas em Portugal ainda custavam em escudos!
terça-feira, 2 de abril de 2024
Investimento realiza-se até 2030, no âmbito de uma candidatura da CIM-RC
Com aquele investimento, até 2030, o município poupará 11 milhões de euros, por via da redução da recolha e do tratamento de resíduos sólidos urbanos indiferenciados, serviço assegurado pela Ersuc, adiantou, ao DIÁRIO ASBEIRAS, o vereador do Ambiente, Ricardo Silva.
“A Figueira da Foz quer voltar a estar na vanguarda da reciclagem e em todas as medidas que visam reduzir a produção de resíduos e aumentar a reciclagem no concelho”, afiançou o autarca. Ricardo Silva acrescentou que os investimentos e as medidas, em curso ou programadas, “fazem parte da estratégia do município para a área dos resíduos”.
Entretanto, até 2030, será aplicado um sistema de cobrança da taxa que fará corresponder o valor pago com a quantidade de resíduos sólidos urbanos produzida. Os investimentos são transversais a várias áreas de ação, como aquisição de viaturas, mudança da estratégia da recolha de resíduos sólidos urbanos, distribuição de compostores e outras soluções que concorrem para a redução dos resíduos, diferenciados e indiferenciados. Nos últimos meses, o Município da Figueira da Foz entregou, gratuitamente, mais de 300 compostores, no âmbito de uma campanha que tem por finalidade sensibilizar os figueirenses para a compostagem de biorresíduos. Os compostores foram entregues nas freguesias e nas escolas Pintor Mário Augusto, Pedrosa Veríssimo, na Cristina Torres, João de Barros, Joaquim de Carvalho e Infante D. Pedro. A campanha ainda não terminou.
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
A felicidade de saber o que é a Liberdade
É o que muitas, pela vida fora, se limitam a continuar a apreciar.
A maior parte das pessoas que conheço, não notariam a falta de Liberdade, nem lutariam se a Liberdade não existisse.
Só se preocupa com a livre expressão de ideias quem tem ideias para exprimir.
Quem gosta de Liberdade, é uma minoria que gosta de exprimir ideias e de ter acesso às ideias dos outros.
O critério foi simples: a minha memória e algumas das minhas vivências e dos amigos que, na altura, colaboraram comigo.
A minha intenção foi clara e simples: "agradecer, corporizando na figura destas pessoas, a todos que sofreram horrores para hoje sermos livres em Portugal."
Em todos existia uma "unidade de propósitos, única forma de o combate poder ter êxito".
Recorda-los, é dar exemplos de coragem, de coerência e fidelidade aos valores e princípios democráticos. Muitas vezes, as reuniões realizavam-se com a Pide à porta do restaurante. Num dos anos, no restaurante “Tubarão”, um agente quis deter a Drª. Cristina Torres, que presidia ao jantar. Porém, não o conseguiu, tal foi o “barulho” que todos os presentes fizeram e os argumentos apresentados, o que levou o agente a pedir que, ao menos, se acabasse com a reunião.
Nesses encontros, por vezes, vinham até à nossa cidade democratas de fora da Figueira: de Coimbra, Orlando de Carvalho, de Leiria Vasco da Gama Fernandes, e de Arganil Fernando Vale, "que proferiam arrebatadores e entusiastas discursos, animando os democratas figueirenses a prosseguir na luta contra o fascismo.".
Foram tempos de grande agitação e valia política, em que os interesses pessoais eram sempre superados pelo desejo intenso de contribuir para tornar possível um Portugal livre e progressista.
Como disse o Dr. Luís Melo Biscaia, "defendiam-se ideais e havia unidade no combate a um regime assente na violência, na intolerância, na denúncia e perseguição dos que não apoiavam o chamado Estado Novo, na ignorância do povo, na atribuição de privilégios injustos, um regime que apostava em amarfanhar a alma nacional."
(Este texto foi publicado na Revista Óbvia, edição de Dezembro de 2022)
domingo, 24 de abril de 2022
Recordando figueirenses (alguns deles completamente esquecidos), que lutaram pela Liberdade na Figueira
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| Forte de Peniche, testemunho de opressão e luta pela Liberdade. "É preciso gostar muito de Liberdade, para fugir daquela maneira" |
Este ano, para comemorar o 48º. aniversário do 25 de Abril de 1974, tomei a Liberdade de recordar algumas pessoas na minha página do facebook que lutaram, quando isso era perigoso e difícil, pela Liberdade.
Se o facebook serve para tanta coisa porque não servir também para isso?
Lembrei Leitão Fernandes, João Cenáculo Vilela, Ruy Alves, Guije Baltar, José da Silva Ribeiro, Cristina Torres, José Martins, Joaquim Namorado, Agostinho Saboga, Luís Fernando Argel de Melo e Silva Biscaia, Mário Neto e Luís da Cruz Falcão Martins.
Eu tentei fazer a minha parte. Mas, não posso fazer tudo: não sei tudo e nem tenho tempo para tudo.
Tal como muita gente, limitei-me a "agradecer, corporizando na figura destas pessoas, a todos que sofreram horrores para hoje sermos livres em Portugal."
À minha maneira, ficou o reconhecimento sentido e grato que consegui fazer.
Como aprendi com muitos dos que acima mencionei, no tempo da ditadura de Salazar e Caetano, a Figueira foi um forte e valioso baluarte em defesa da Liberdade e da Democracia.
Entre 1933 e 1974, a polícia política teve muito que fazer no nosso concelho. Realizou devassas domiciliárias abusivas, proibiu reuniões e convívios dos democratas opositores ao regime. E, entre outros mimos, efectuou prisões.
A Figueira, terra de tradições na luta pela Liberdade, antes do 25 de Abril de 1974, tinha um grupo de democratas, dinâmicos e corajosos, que não abrandaram nunca na sua luta.
Para além dos que recordei ontem no meu facebook, lembro mais alguns que conheço só de nome: Maurício Pinto, comerciante; Júlio Gonçalves, advogado; Adelino Mesquita, advogado; Albano Duque, contabilista, casado com a Professora Cristina Torres; José Rafael Sampaio, professor, talvez de todos o que mais prisões sofreu; João Bugalho, médico; Lopes Feteira, médico; João de Almeida, advogado; Mário Rente, tipógrafo; Valdemar Ramalho, gestor comercial; Irmãos Rama, comerciantes; Vieira Gomes, médico; Gilberto Vasco, médico; Santos Silva, médico; José de Freitas, comerciante; Vieira Alberto, engenheiro; Cerqueira da Rocha, advogado; Marcos Viana, professor; Manuel Lontro Mariano. E, certamente, muitos mais por todo o concelho, sem esquecer os felizmente ainda vivos Dr. Joaquim Barros e Sousa, Joaquim Monteiro, Cação Biscaia, José Iglésias e Augusto Menano.
Estes são alguns que, na Figueira, tiveram acção de destaque no combate à ditadura, o que sempre fizeram com tenacidade e sem medo. Uns, em tempos já longínquos, que eu já não conheci. Outros, mais próximos do fim da ditadura, que eu ainda conheci.
E houve outros que, dada a sua profissão, tiveram de levar a cabo a sua luta pela Liberdade de forma anónima. Em todos, porém, existia uma "unidade de propósitos, única forma de o combate poder ter êxito".
Antes do 25 de Abril de 1974, realizaram-se muitas reuniões (sempre em locais diferentes para despistar a polícia), elaboraram-se muitos manifestos e muitos documentos de propaganda contra a ditadura, distribuídos a altas horas da noite de casa em casa.
Alguns desses democratas ainda estavam vivos em 1974 e viram a chegada da Liberdade com a Revolução dos Cravos, que libertou o povo português de uma ditadura, "que quase ia aniquilando a alma nacional."
Recordar essas pessoas, é recordar exemplos de coragem, de coerência e fidelidade aos valores e princípios democráticos.
Muitas vezes, as reuniões realizavam-se com a Pide à porta do restaurante. Num dos anos, no restaurante “Tubarão”, um agente quis deter a Drª. Cristina Torres, que presidia ao jantar. Porém, não o conseguiu, tal foi o “barulho” que todos os presentes fizeram e os argumentos apresentados, o que levaram o agente a pedir que, ao menos, se acabasse com a reunião.
Nesses encontros, por vezes, vinham até à nossa cidade democratas de fora da Figueira, como Orlando de Carvalho (o melhor orador que eu vi discursar), vindo de Coimbra, Vasco da Gama Fernandes, de Leiria, Fernando Vale, de Arganil, "que proferiam arrebatadores e entusiastas discursos, animando os democratas figueirenses a prosseguir na luta contra o fascismo."
Eram tempos de muita coragem, em que se defendiam essencialmente ideais, por vezes diferentes. Porém, todos estavam unidos na acção contra a ditadura.
Na véspera de um dia em que se celebra o 48º, aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974 ficou a minha evocação de alguns democratas figueirenses que, com coragem e persistência, lutaram contra a ditadura que nos governou durante cerca de meio século.
Recordar a memória destes que mencionei, que lutaram pela Liberdade, foi a minha forma de lhes agradecer - a eles e a todos os que combateram - terem-me permitido viver 48 anos da minha vida em Liberdade.
Viva a Liberdade. Viva o 25 de Abril. Sempre.
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
A matéria humana maioritariamente disponível que temos na Figueira
Temos...
É...
Somos especialistas na arte de dar graxa ao ponto de alguns conseguirem fazer dela profissão?
Sim...
A busca de tachos, que incluem cargos políticos, na câmara, no estado, na segurança social, é um desiderato figueirense?
É. A mediocridade de alguns serviços é a melhor prova...
Se, por hipotética hipótese, fossem destituídos de funções todos os que ascenderam aos lugares sem concurso nem mérito, mas apenas por amiguismos de vária ordem, a Figueira nesta segunda-feira acordaria no caos. Não haveria hipótese de assegurar a mediocridade instalada nos serviços públicos.
Pelamos... Vivemos na mediocridade, mas é o que temos.
E isto tem que continuar a rolar...
Transpondo isto para a política, porque é que os figueirenses deveriam votar em gente diferente deles?
Votam em gente muito diferente de mim: que não se expõe, esperta, com sentido da oportunidade, comedida, sensata, aplaudida e bem sucedida.
Para que serve a ética na política?
Continuem a deixar estes políticos prosseguir o que têm estado a fazer à Figueira.
Deixem esta gente trabalhar.
Não é para me gabar, mas gajos como eu, "controversos", na política não interessam a ninguém.
Portanto, continuemos... Deixem estes políticos ganhar a vidinha...
A Figueira que se "lixe". Tudo vai continuar a ser fixe...
sábado, 1 de maio de 2021
Deixámos a emergência, mas estamos em calamidade
Tinha 20 anos de idade.
Na verdura e ingenuidade dos meus 20 anos, acreditei na democracia e nos figueirenses.
Não acreditaram que podiam ter tido um papel a desempenhar no que ao que lhes dizia directamente respeito.
Porque não foram interventivos. Porque não acreditarm neles e na sua capacidade. Porque são comodistas.
Mas isto não está para brincadeiras.
Na Figueira, ou mudamos de estilo ou rebentamos de vez.
Portanto: pelo sim pelo não, temos de acordar e tomar o destino nas nossas mãos.
Temos de fazer as nossas escolhas, sabendo que as nossas escolhas mais do que importantes, são fundamentais na definição da Figueira que queremos para o que resta do século XXI e mais além.
A maioria dos figueirenses desistiu de pensar, para deixar-se manobrar por quem tem planos de dominação absoluta.
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Quatro turmas em isolamento profilático no concelho
"Ontem, a Figueira da Foz tinha quatro turmas em isolamento profilático, duas de escolas da rede pública com 2.º e 3.ºciclos (Infante D. Pedro e Cristina Torres) e outras duas de creches de instituições particulares de solidariedade social (Goltz de Carvalho e Centro Paroquial de Lavos).
O fim das quarentenas, as primeiras envolvendo comunidades escolares do concelho desde o regresso parcial às aulas, no dia 15 de março, varia entre os dias 18 e 23 deste mês.
A Figueira da Foz, de
acordo com as contas da
Direção Geral da Saúde,
encontra-se entre os concelhos em risco de não
avançarem para a terceira
fase ano de desconfinamento."
domingo, 14 de março de 2021
CRISTINA TORRES (1891 – 1975), uma grande Mulher figueirense
Apenas o já falecido Mário Moniz Santos a visitava.
Morreu, e o seu estatuto de democrata, que serviu a alguns como estandarte, tornou-se mais visível.
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Continuamos "a encanar a perna à rã"...(2)
Vamos, agora, depois de ouvir de novo e de alguma leitura nos jornais, a algumas citações.
(Para ouvir o discurso na integra, clicar aqui.)
“É necessário valorizar os espaços públicos das freguesias mais rurais, assim como viabilizar a construção de mais passeios em todo o concelho”.
“Seria muito importante que os Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano se estendessem a todas as freguesias”.
Estão “previstas novas intervenções em todas as freguesias do concelho”. O “concelho tem mil quilómetros de vias asfaltadas, que vão continuar a ser requalificadas, assim como irão ser feitas algumas intervenções de requalifi cação em áreas de reabilitação urbana”, frisou Carlos Monteiro.
O parque urbano e as ciclovias que ligarão a Figueira da Foz a Coimbra e à Mealhada e a via ciclável e pedonal europeia (Eurovelo), assim como a requalificação dos passadiços das praias da Murtinheira, Quiaios e Costa de Lavos, também integram os investimentos programados pela autarquia, lembrou o edil. Isto enquanto decorrem obras no Cabedelo e se prepara o início da segunda fase da frente marítima de Buarcos.
Plano de investimentos: ligação da rua da Vidreira, na Fontela, à A14, a estrada do Cabo Mondego e a rotunda do Galo de Ouro, em Tavarede. No campo de desporto, está “sempre no horizonte” do executivo camarário que lidera “a necessidade da construção de uma piscina coberta na zona urbana, assim como um pavilhão multiusos com ambivalência na vertente económica”.
O presidente da autarquia figueirense realçou, ainda, o futuro centro de formação profissional e a expansão da área da zona industrial e o seu contributo para o desenvolvimento económico e a qualificação da mão de obra. Referiu as obras na Escola Cristina Torres e a requalificação que deverá ser feita na Escola das Abadias. A Bernardino Machado, também está no pensamento do presidente, todavia, “ainda não surgiu a oportunidade”. E, claro, a recuperação das ruínas do Convento de Seiça também está na lista de obras.
Habitação: “Não terminaremos o mandato sem definir uma estratégia local de habitação para o concelho. Queremos promover a oferta de soluções habitacionais adequadas e atrativas para os diversos níveis de rendimento, composição e estilos de vida dos agregados familiares, incluindo para aqueles que têmnecessidades especiais e que requerem integração coerente de respostas e políticas sectoriais”. “Esta medida requer a mobilização extraordinária de recursos da rede social do concelho, do município e do Estado”.
Terminadas as citações, um comentário.
Que me lembre, nunca um presidente de câmara desiludiu tão depressa. A uma entrada, em que Carlos Monteiro mostrou um deslumbramento indisfarçável, seguiu-se o habitual: mais do mesmo, que o mesmo é dizer, nada de novo. Carlos Monteiro, em Abril de 2019, surgiu como presidente de Câmara, como um produto do acaso. Claro que foi apenas um começo. Uma coisa é certa, porém: em 2021, se a ambição ganhar eleições, Monteiro arrasa todos os outros candidatos.
Para compensar a ausência de liderança, de competência política, capacidade de gestão da autarquia e desgaste rápido na opinião pública, este executivo atacou na área dos media, o que, aliás, é muito típico do PS. Para além dos políticos socialistas António Costa e José Socrates, na memória de todos, por serem os mais recentes, lá mais para trás, os governos de Mário Soares e de António Guterres- Jorge Coelho fizeram escola, na "domesticação" dos media, que continua com seguidores fiés passados todos estes anos.
Este discurso de ontem de Carlos Monteiro, ao só falar do presente e do futuro a curto/médio prazo, mostra o que Carlos Monteiro representa hoje na política figueirense: a figura que comanda e que tutela a não política, as não posições definidas e objectivas, a demagogia e o explorar das emoções mais básicas do pequeno mundo do PS Figueira e do eleitorado concelhio.
Tornar possível o retorno da política, pura e dura, que desde a passagem de Santana pela câmara da Figueira desapareceu da vida local, seria a melhor forma de fazer o combate político que se impõe fazer a Carlos Monteiro.
Teria de ser um combate político feito com Política, a sério. Mas, como promover a discussão séria, consequente e frontal de ideias e projectos para a Figueira, se os políticos em exercício, salvo raríssimas excepções, nem oposição têm feito?..
Que não haja ilusões: para a Figueira vir a ter futuro, a longo prazo, a Política tem de regressar à Figueira.
Esta "liderança acidental" da câmara da Figueira, foi uma oportunidade que caiu no regaço de Carlos Monteiro no ano passado. Tal como aconteceu a Bruno Lage o ano passado no Benfica. Depois do sucessso fulgurante, pelo andar da carruagem, já se percebeu que Lage não é lider, nem o treinador que o Benfica precisa. Vive à mercê do patrão, vigiado, sitiado, à espera que ele decida o seu futuro...
Quem vai decidir o futuro de Carlos Monteiro, em princípio irá ser também o patrão (o povo). O povo, em democracia, tem o seu papel. Muitas vezes, porém, o de verbo de encher o balão da demagogia dos políticos...
domingo, 16 de fevereiro de 2020
Da série, as escolas secundárias da Figueira... (6)
"Será que há hoje menos alunos no ensino secundário do que há uns anos, quando já existiam três escolas na Figueira da Foz? Apesar da natalidade ter baixado bastante nos últimos anos, a verdade é que a taxa de abandono escolar atingiu mínimos históricos, acompanhada pelo aumento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano. Pelo que, comparando o número de alunos que frequentam as três escolas secundárias do nosso concelho com os que as frequentavam há 10 anos, verifica-se até um aumento de mais de 5%. Por outro lado, também se verifica uma taxa de ocupação de cada uma delas superior a 70%. Todas apresentam planos de atividades diversificados, dinâmicos, com uma filosofia pedagógica própria procurando envolver as respetivas comunidades escolares. Nos últimos anos, houve uma revitalização da Escola Secundária Dr. Bernardino Machado e a sua consolidação como a segunda preferência dos alunos do município. O que se deve, sobretudo, à vasta oferta que apresenta ao nível do ensino profissional muito ajustada às necessidades do mercado de trabalho local, e, agora reconhecida pelo ISEC, que a escolheu como parceira na criação de cursos técnicos superiores profissionais para o próximo ano letivo. A Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, também com oferta de cursos profissionais, tem apostado, sobretudo, no ensino regular com vista ao prosseguimento de estudos, sendo a escola com mais alunos. A Escola Secundária de Cristina Torres surge como uma resposta completa, sobretudo, aos alunos do norte e sul do concelho, sendo a próxima escola a ter as suas instalações modernizadas. O município despende anualmente de mais de meio milhão de euros em transportes escolares para garantir que todos os alunos do concelho tenham acessibilidade garantida, a horas, à escola secundária que frequentam. Sendo, este transporte (autocarro, carrinha especial ou até táxi), totalmente gratuito para todos os alunos até ao 12.º ano, compensando, desta forma, os que moram distantes da escola secundária que frequentam. Concluindo, as três escolas são complementares entre si, estão a funcionar muito bem com ensino diversificado e com provas dadas, fazendo, sim, todo o sentido continuarmos a investir e a apostar em todas."
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Da série, as escolas secundárias da Figueira...
«Analisando as três escolas secundárias na cidade, Escola Bernardino Machado, Joaquim de Carvalho (antigo Liceu) e Cristina Torres (Escola 3 ), cada qual com características que as distinguem entre si, percebemos que se situam em locais estratégicos. Foram construídas certamente com uma intenção, justificando-se a sua existência com critérios racionais, tanto em termos de espaço disponível (compare-se a área da Escola João de Barros e Joaquim de Carvalho (anos 60/70 ) e da Escola 3 com os atuais projetos), número de alunos, proximidade, acessibilidades e transportes. Pensar se temos escolas secundárias a mais, ou a menos, é um exercício complexo. Entre outros fatores, pesam as acessibilidades. E aqui haverá que pensar de forma adequada ao século XXI, coloca-se o desafio da mobilidade suave. E aqui ocorre-me a recente expansão do ensino na forma do Centro Escolar de São Julião, ali na Quinta do Borloteira. Aquela escola tem pouco espaço, o recreio é betonizado e os espaços exteriores minúsculos, situa-se junto a uma via com grande intensidade de tráfego, gases e emissões tóxicas, particulado a ser inalado pelos alunos. Esta Escola foi aprovada sem que houvesse um estudo detalhado, uma abordagem integrada sobre a sua localização e por isso tem problemas estruturais, não estando o projeto adaptado ao século XXI. Erros a evitar. Por último, mais do que pensar em novas escolas, deveríamos melhorar muito o que temos: manter e fazer um “upgrade” às escolas existentes, adequando-as aos desafios da década. Investindo nas acessibilidades, sabendo-se que as escolas secundárias da cidade ainda não estão servidas por ciclovias. Não há ação municipal para reduzir a necessidade dos pais transportarem os fi lhos à Escola, com transportes citadinos mais efi cazes e alternativas ao “carro”.»
Via Diário as Beiras
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Da série, a Figueira está sem chama. Os figueirenses, parecem-me desiludidos, resignados e cansados... (3)
"Adoro cidades e vilas com vias pedonais aprazíveis.
Vão existindo várias de norte a sul, e estas artérias sempre se distinguem pelo movimento de pessoas que aqui e ali param para uma conversa e elo ambiente cosmopolita de cafés e esplanadas que atraem visitantes. Por outro lado, são normalmente vivas do ponto de vista comercial.
É este quadro que desde há muito sonho para a Rua da República: a sua transformação em via pedonal buliçosa, promovendo uma maior interação entre os transeuntes e o convite a compras, fora das claustrofóbicas e impessoais superfícies de maior dimensão. Ao longo do aproximado meio km da rua, muitas têm sido as lojas a encerrar, mantendo-se alguns resistentes, teimando em apresentar produtos de qualidade, resistindo apesar da pressão das demasiadas superfícies que “assolam”a cidade.
A artéria sempre se afirmou pelo seu comércio, já quando se chamava R. das Lamas ou R. do Casal das Lamas ou quando adoptou o nome de R. do Príncipe Real, talvez pela proximidade do belíssimo teatro Príncipe D. Carlos, de tão curta e infausta história! Ganhou o actual topónimo em 1910 e por ela desfilaram republicanos de boa cepa, com destaque para a pequena Cristina Torres, à data com dez anos.
Sim, defendo a rua como pedonal, até pela existência de duas artérias paralelas, a Fernandes Tomás e a Saraiva de Carvalho, sufi cientes para o escoamento do trânsito que entra na cidade. E imagino um incremento do comércio nesta via estruturante, histórica, com a implantação de pequenos quiosques, bares e as imprescindíveis esplanadas, acauteladas do vento que por ali volteia!
Sei que os comerciantes deverão ser consultados sobre a matéria e que poderão existir vozes discordantes. Mas bem alertados para o sucesso deste tipo de ruas noutros locais do País, poderão ficar convencidos.
Obviamente caberá à Câmara Municipal um papel vital no processo e aproveito para aplaudir as iniciativas promovidas recentemente na Rua República. Fez alguma falta o tráfego?
Não se mobilizaram as pessoas para usufruírem da “novidade”?
A velhinha República só terá a ganhar com uma alteração profunda do seu paradigma, sendo o seu repovoamento outra questão a reflectir."
Via Diário as Beiras
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
101 anos...
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.
We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.
Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
Por volta de 1916 o meu bisavô deveria terminar a sua comissão militar.
No dia a dia da guerra, uma das suas funções era ir buscar o pão e restantes alimentos para os seus camaradas de luta. Isso, só era possível quando os combates estavam menos acesos. O caminha era percorrido com sacrifícios vários ( muita lama, cadáveres, etc).
Além do meu bisavô participaram mais sete pessoas da Cova Gala, um deles, no regresso dos campos de batalha, morreu na viagem de comboio perto de Alfarelos.
Na guerra tinham de permanecer em túneis e trincheiras com gases, o que foi fatal para o meu bisavô. Depois da vinda para Portugal, só durou mais 8 anos, o que fez com que a minha avó não conhecesse o pai, que morreu quando a mina bisavó Rosa de Jesus estava grávida de 5 meses.
Segundo me contou a minha avó Dora, a morte do meu bisavô, segundo o médico que atestou o óbito, ficou a dever-se aos gases apanhados na guerra, “que lhe subiram à cabeça o que deu origem a um ataque mortal”.
* Uma estória da famíla, escrita por Beatriz Cruz, em Abril de 2008, quando tinha 13 anos, e era aluna do 9º ano na Escola Cristina Torres
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Nas sessões, abertas ao público e com entrada livre, participam ainda diversos autarcas portugueses e oradores especialistas. O seminário destina-se a debater temas como a elaboração de estratégias municipais de adaptação às alterações climáticas, comunicação, educação ambiental e sensibilização para os riscos climáticos. Os riscos costeiros, os recursos hídricos, a floresta, os incêndios florestais e a cidadania são outros dos tópicos em debate.
Entretanto, no âmbito do seminário, o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz mostra a exposição “Alerta Costeiro”, evidenciando os efeitos da erosão costeira na margem sul da Figueira da Foz e os efeitos da tempestade “Leslie” no concelho. Por sua vez, de 12 a 16, alunos das escolas secundárias Cristina Torres e Joaquim de Carvalho, parceiros do Conselho Local de Acompanhamento, expõem um conjunto de trabalhos alusivos ao tema do seminário."
Via DIÁRIO AS BEIRAS
quarta-feira, 28 de março de 2018
Autarquia figueirense vai concentrar serviços técnicos na Várzea de Tavarede
Coube à arquitecta Liliana Nogueira apresentar o projecto que, ao longo do próximo ano, fará surgir, na zona da Várzea, no espaço compreendido entre a Escola Secundária com 3.º CEB Cristina Torres e o Quartel dos Bombeiros Municipais, um conjunto de quatro edifícios (um dos quais o pavilhão multiusos actualmente instalado no Parque de Estacionamento da Avenida de Espanha), destinados a acolher as oficinas de reparações e manutenção de equipamentos e máquinas (actualmente na Zona Industrial da Figueira da Foz), serviços de aprovisionamento e serviços de ambiente, depósitos de material de construção civil, logística e equipamentos diversos.
«O novo complexo estará dotado de comodidades como cantina, instalações sanitárias e posto médico, que serão partilhadas por, pelo menos, os mais de cem trabalhadores municipais afectos a estes serviços. É uma obra de 2,5M€ que é bom serviço público, porque é boa gestão de recursos e combate o desperdício gerado pela dispersão de serviços», defendeu o Presidente da Autarquia.
«É um valor integralmente suportado pela Autarquia, que se justifica pelo aumento de eficiência e eficácia dos serviços, pela diminuição de custos diários sucessivos que a dispersão, actualmente, acarreta, e porque contempla também a criação de um Centro de Recolha Animal preparado para a nova legislação de acolhimento e esterilização de animais abandonados, e de um Horto Municipal capaz de dar respostas às necessidades da Figueira da Foz, que incluirá uma horta pedagógica», concluiu, na cerimónia, João Ataíde.
Via Notícias de Coimbra
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
A morte não tem de ser, de todo, um drama: há que ter é consciência que somos seres naturalmente finitos...
"A morte vai nua", uma crónica de António Augusto Menano, via jornal AS BEIRAS.
"0s mortos não têm defeitos.
Após a morte, todos foram boas pessoas. Se for caso disso, antifascistas.
Não estou a fulanizar, mas os meus oitenta anos viram, e ouviram, muita coisa.
Como o politicamente correcto nunca foi meu gosto, refiro, talvez repetindo-me, o caso de Cristina Torres, a minha velha amiga e professora.
Acabou num quarto do Hospital da Misericórdia, para onde a minha mulher e eu a transportámos, depois de a encontrarmos, caída no chão, ensanguentada, em sua casa.
Passou os últimos tempos quase esquecida.
Apenas o já falecido Mário Moniz Santos a visitava.
Morreu, e o seu estatuto de democrata, que serviu a alguns como estandarte, tornou-se mais visível.
Mas não esqueço os muitos dias em que ia até ao pé dela (era o gerente da hospital e, por razões profissionais, estava lá diariamente) e a encontrei triste e só.
A velhice cobra-nos muitas vezes o custo de uma vida cheia.
A morte, os corpos enterrados, ou cremados, nivela-nos a todos.
Quem não procura afugentar, fechar a morte, seja com remédios, seja refugiando-se na religião? Mas o tempo tem uma “componente” indelével: a memória dos outros.
Como, felizmente, nem todos temos Alzheimer, de vez em quando, há uns flashes a instigarem-nos a não esquecer.
A imagem da morte, um esqueleto embrulhado num sudário, com uma foice às costas, a imagem tradicional, provoca-me uma pergunta: a morte vai nua, como todos nós quando nascemos?"
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Pelos vistos, a Câmara da Figueira já apertou o cinto que chegasse (mas nós ainda não!..)...
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| O outono continua bonito na Aldeia. Não tem feito frio, nem chove... Pode ser que se mantenha assim até à passagem de ano e ao carnaval... |
O presidente da Câmara da Figueira da Foz começou por anunciar a "segunda fase da recuperação do Castelo Engenheiro Silva, na Esplanada Silva Guimarães, com um orçamento de 475 mil euros. As obras naquele imóvel municipal, situado na marginal oceânica, contam com 351 mil euros de apoio do Turismo de Portugal, no âmbito das contrapartidas da zona de jogo (Casino Figueira). A primeira fase, realizada no primeiro mandato de João Ataíde, teve como finalidade restaurar o edifício, que se encontrava em avançado estado de degradação. A segunda e última empreitada destina-se a adaptar o espaço para um posto de turismo e uma sala multiusos para eventos culturais e com interesse turístico."
Segundo o mesmo jornal, "foi também aprovada, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a construção da Ciclovia do Mondego, entre a estação de comboios e Lares. Para esta obra, que tem um orçamento de 712 mil euros, foi aprovado um financiamento europeu de 605 mil euros."
A também já anunciada intervenção na Escola Secundária Cristina Torres, por sua vez, "obteve 447 mil euros de comparticipação fi nanceira europeia, para um total de 504 mil euros."
João Ataíde referiu, ainda, "a aprovação do financiamento da requalificação das praças e ruas adjacentes da Baixa da cidade, ao abrigo do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano. A primeira fase vai custar cerca de três milhões de euros, tendo garantidos fundos comunitários de 2,6 milhões. O remanescente das verbas que envolvem todas aquelas empreitadas será suportado pelo município."
A propósito de investimentos, anunciou ainda o autarca da Figueira da Foz, "foi adquirida uma carrinha para a Proteção Civil Municipal, por 34 mil euros, para substituir uma viatura em fim de vida."
Por outro lado, "a autarquia assumiu os prejuízos da Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Maiorca, realizada em agosto (o vento danificou o palco e impediu a actuação de David Carreira)."
David Carreira, esse, que estará presente na passagem de ano.
Ou seja, a autarquia vai pagar o concerto de David Carreira (19.5000 euros, com IVA incluído), valor que inclui um espectáculo, no dia 30 de dezembro, inserido nas celebrações de passagem de ano.
O presidente da câmara, na última reunião camarária do mandato que está a terminar, revelou que "a animação de verão custou 250 mil euros, mais do dobro do ano passado, 111 mil euros."
Este ano, ironizou, em tom bem disposto, o vereador do PSD João Armando Gonçalves, “é um ano interessante…”, referindo-se às eleições autárquicas.
“Espere por 2018, pode ser que ainda se invista mais [na animação de verão], porque há mais folga financeira na autarquia”, respondeu-lhe, no mesmo registo, João Ataíde.
Pelos vistos, na Figueira é sempre carnaval. Assim haja folga financeira...
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
O meu balanço de dois anos de mandato autárquico deste executivo da Câmara da Figueira da Foz
de hoje.
"Em 2009, João Ataíde, que até àquele ano era juiz desembargador, conquistou a Câmara da Figueira da Foz para o PS, depois de 12 anos de gestão do PSD. Obteve, no entanto, maioria relativa, tendo na oposição os social-democratas e a Figueira 100%. Recandidatou-se em 2013, sem o movimento independente na corrida, e conquistou a maioria absoluta. A primeira medida que tomou foi fechar ao público e aos jornalistas a primeira das duas reuniões de câmara mensais ordinárias, pondo fim a uma tradição que se mantinha desde o 25 de Abril.
Foi uma decisão política controversa que mereceu forte contestação, por parte da oposição e da opinião pública. Quando já praticamente ninguém falava no assunto, volta a gerar celeuma, ao debater o plano estratégico do concelho à porta fechada. Desta vez, até autarcas e dirigentes do PS se juntaram às críticas. O autarca independente admitiu rever a decisão.
Porém, volvidos dois anos, tudo continua na mesma."
Esta tomada de posição política tomada por Ataíde no início de um mandato com maioria absoluta, marcou os 2 anos que se seguiram e há-de marcar os 2 anos que faltam por cumprir.
Ninguém que se julga com poder - como é o caso do ex- juiz desembargador e actual presidente da câmara da Figueira da Foz - gosta da democracia, porque sabe que só a democracia me dá a mim, vulgar cidadão, sem poder político ou económico, o direito e a possibilidade de derrubar alguém que se julga com poder...
O resto era o mínimo que tinha de ser feito.
Volto a citar AS BEIRAS. "Os 40 milhões da dívida da câmara e das empresas municipais que encontrou em 2009, está a ser paga ao abrigo de um plano de saneamento financeiro, com maturidade de 12 anos (termina em 2021), que absorve cerca de seis milhões de euros por ano.
Das obras realizadas nos dois últimos anos, João Ataíde destaca a construção do novo quartel dos Bombeiros Municipais e da Extensão de Saúde de Lavos; recuperação do Forte de Santa Catarina; instalação do Balcão de Atendimento Único da câmara; requalificação do largo da Feira Velha de Maiorca; beneficiação da rede viária, que continua (mas pouco, digo eu...); as obras que acabaram com as inundações na rua da República. A segunda fase da reparação das muralhas de Buarcos também foi concluída neste lapso de tempo autárquico, bem como o centro de convívio e cultural do Portinho da Gala (vai servir para quê? - pergunto eu. Mais de um ano depois do seu acabamento e meses depois depois da sua inauguração continua fechado...).
Estão aprovadas intervenções nas escolas Cristina Torres (secundária) e da Gala (1.º ciclo), relva sintética no campo de futebol da Leirosa e requalificação do areal urbano.
Aplicou, por propostas da oposição (PSD), o primeiro Orçamento Participativo, processo em fase de votação."
João Ataíde não gosta daquilo que considera ser um "misto de Conselho de Ministros e Parlamento, onde o órgão executivo se reúne para deliberar com a participação da oposição, que aproveita este figurino de governação para mediatizar as suas posições e propostas, e a presença de público e jornalistas."
Por isso, depois da maioria absoluta, concluiu: “a oposição tem muito mais informação nas sessões fechadas ao público do que nas abertas. Nas abertas, temos a percepção que estamos escancarados a toda a comunicação. A democracia não é um ato de democracia directa”.
Entretanto, continuamos com “o mesmo ar bafiento”...
Um dia, porém, os figueirenses, tal como os portugueses, vão acordar. Quando tal acontecer, não vão aceitar mais a multiplicação de discursos e proclamações de belos e grandes princípios democráticos que redundam, sempre, num profundo imobilismo político.
Os figueirenses e os portugueses, um dia, vão perceber que basta fazer o óbvio – pensar antes de votar.
Todo o mundo é composto de mudança.
Em tempo.
O caso do estacionamento pago no Hospital da Figueira da Foz, é talvez a maior obra de que o presidente Atáide se deve orgulhar, pois alcançou algo único e inédito, creio que em todo o mundo: conseguiu meter um Hospital dentro de um parque de estacionamento.
Ataíde e esta maioria absoluta do PS, têm um lindo problema para resolver com esta história do estacionamento pago no Hospital Distrital da Figueira da Foz.
Como é que uma Câmara, que não tem dinheiro para fazer cantar um cego, avançou com 80 mil euros para resolver um problema que não é seu, que na melhor das hipóteses prevê recuperar em cinco anos, metendo-se num enorme imbróglio, isso, confesso, faz-me uma enorme confusão!..
domingo, 20 de setembro de 2015
Figueira, 133 anos de cidade
No edifício dos Paços do Concelho, pelas 09h30, será hasteada a bandeira do Município; pelas 10h00, será depositada uma coroa de flores na estátua do Centenário, junto às Abadias. Ainda de manhã, pelas 11h30, será inaugurado o novo quartel dos Bombeiros Municipais, situado na estrada de Mira (junto à Escola Secundária Cristina Torres), e à tarde, pelas 15h30, o Parque Urbano de Lares.















