domingo, 10 de maio de 2026

XIV Gala Figueira TV

Na opinião da vice-presidente da Figueira da Foz, Olga Brás, "a XIV Gala Figueira TV constituiu um momento de elevado reconhecimento do mérito, da excelência e do contributo de personalidades e instituições para o desenvolvimento do concelho da Figueira da Foz. Neste contexto, destaca-se a intervenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, marcada pela valorização da identidade figueirense e pela reafirmação do compromisso com o progresso cultural, social e humano do território. Uma intervenção de inequívoco sentido institucional, que dignificou este relevante evento da comunidade figueirense." 
Desse discurso, que pode ouvir na página de facebook da vereadora Olga Brás, destaco o seguinte, dito por Santana Lopes: "Nem eu sei o que perdi por não ter estado aqui nestes 20 anos de intervalo. Estaria com um aspecto mais jovem, de certeza absoluta". 
Não podia estar mais de acordo.
O PSD, ao longo de várias dezenas de anos, teve de aturar Santana. 
Em Agosto de 2018, Santana Lopes despede-se do PSD para formar um novo partido. 
Crítico da liderança de Rui Rio, deixou avisos sobre a aproximação do PSD ao PS e um partido avesso a agendas de esquerda.
E assim a 23 de outubro de 2018, surgiu o Aliança. Definiu-se como um partido personalista, europeísta, conservador nos costumes e liberal na economia. 
Assumidamente de direita
A coisa não correu bem.

Dado esse passo em falso, ficava comprometida uma candidatura presidencial, com sucesso, em 2026, um projecto essencialmente pessoal, ao alcance, não dos mais capazes, não dos mais brilhantes, não dos mais lógicos, não dos mais competentes, não dos mais indicados, mas dos mais audazes.: "o tal populismo".

E chegamos a 2021.
O melhor que a Figueira podia ter, nesse momento, perante os pretensos candidatos que se foram chegando à frente era Santana. 
E Santana deu o corpo ao manifesto. 
Os políticos, tal como os piões, testam-se rodopiando. 

No xadrez, porém, os peões são sacrificados e comidos pela rainha.
Santana tinha o direito de querer ser presidente da República. 
E a câmara da Figueira podia ser, mais uma vez, um atalho para a concretização dos seus objectivos pessoais. 
Santana tem todo o direito de achar que era um bom candidato a presidente da República. 
Precisava de espaço mediático.
Santana tem todo o direito de ocupar o espaço mediático. 
Santana tem todo o direito de querer ser hoje controverso e amanhã consensual. 
Santana tem todo o direito de achar que ser popular não é ser ingénuo. 
Contudo, também tem de entender que nem todos os outros são ingénuos ou otários. 
Santana tem todo o direito de utilizar a Figueira como quer. 
Mas, também tem de ter a humildade de perceber que pode ser utilizado.

Eu sei - e Santana também o sabe e tem todo o direito de o dizer -, que se não fosse ele, hoje o presidente da câmara da Figueira da Foz, continuaria ser Carlos Monteiro.
Santana tem todo o direito de pensar que eu não percebo nada disto. 
Mas, ninguém, nem Santana Lopes, me vai inibir de expressar a minha opinião.
Nota-se por aí uma crispação dos diabos na minúscula bolha política local.
Não se preocupem: vai acabar tudo bem. 
Como sempre, para alguns. 
Não se preocupem com quem não faz mal a uma mosca...
Há lá coisa melhor, apesar de o tempo passar para todos, do que continuar jovem?

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