Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

domingo, 19 de dezembro de 2021

Rio tem razão: se o PSD tivesse sido governo desde 1974 o SNS nunca seria um problema, simplesmente porque nem sequer existia...

Rui Rio está a fazer o discurso de encerramento do 39º Congresso do PSD. 
Estou a ouvi-lo.  Na opinião do presidente do PSD é essencial "dizer a verdade aos portugueses": "menorizar o marketing e ser frontais, rigorosos e verdadeiros"
A saúde foi um tema focado por Rui Rio no seu discurso, com o presidente do PSD a dizer que o Serviço Nacional de Saúde está "novamente fragilizado""O SNS não está a dar resposta satisfatória às necessidades das pessoas", disse Rui Rio. "O PSD não pode deixar o Serviço Nacional de Saúde à sua sorte, e, muito menos, seguir a mesma lógica da esquerda mais radical, que, proclamando querer salvá-lo, apenas tem contribuído para a sua degradação", refere o líder do PSD. E aponta para a necessidade de uma "reforma que coloque verdadeiramente as pessoas em primeiro lugar".

Se dependesse do PSD o SNS nunca seria um problema.

Recorde-se. O PSD, juntamente com o CDS, votou contra a chamada “lei Arnaut”, quando ela foi levada ao Parlamento, onde foi aprovada com os votos favoráveis do PS, do PCP, da UDP e do deputado independente Brás Pinto. Na base da recusa da direita esteve o facto de o texto consagrar um SNS “universal e gratuito”. O PSD viria, em 1990, embalado pela maioria absoluta cavaquista, a fazer aprovar uma nova Lei de Bases da Saúde em que introduzia a palavra “maldita” para a esquerda: “privado”. Cavaco fez questão de deixar expresso que os cuidados de saúde seriam prestados em articulação com o sector privado  - o então primeiro-ministro colocava no terreno a pretensão de abrir vários sectores da economia à iniciativa privada e a saúde não foi exceção. A seu lado esteve o CDS. Do outro lado da barricada estavam os "vencedores" de 1979.

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