Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Orçamento Municipal para 2022: como se previa, não interessa como começou, mas como acaba...

Como foi ontem divulgado, "o Orçamento do Município, de 83,3 milhões de euros, foi aprovado, com os votos a favor da maioria relativa do movimento independente Figueira A Primeira (FAP) e do PS. O vereador do PSD, Ricardo Silva, votou contra." 
A reunião de câmara realizada a um domingo, concluiu a sessão interrompida no passado dia 10, o que permitiu abrir negociações com a oposição e os presidentes de junta. 
Registe-se que o Orçamento Municipal para 2022 foi aprovado pela vereação camarária no dia anterior à sua votação na Assembleia Municipal, o que acontecerá hoje.
No final da reunião de ontem o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, mostrou-se surpreendido com tamanha generosidade política por parte dos socialistas. “Estava à espera da abstenção”, admitiu, em declarações aos jornalistas. 
“Não rejeito, não ironizo. Também fizemos um esforço idêntico com o PSD, mas o PSD queria redução de impostos, internalizar a empresa municipal Figueira Domus, verbas para o comércio… Uma série de propostas que eram outro patamar”, sublinhou. 
Ricardo Silva votou contra porque, como afirmou aos jornalistas, “este é o orçamento do marasmo e da continuidade das políticas do PS que conduziram a Figueira da Foz ao marasmo”
“Para quem vinha fazer a rotura com o passado recente, ficou muito aquém”, disse ainda Ricardo Silva.
No decorrer da reunião de câmara, Ricardo com ironia afirmou: “o orçamento do PS foi aprovado”.
Mas afinal, o que é que levou os socialistas a votar a favor do orçamento? 
Segundo Carlos Monteiro, o voto favorável se justificou-se com a inclusão das propostas apresentadas pelo PS na versão final. Nomeadamente, obras nas freguesias e redução da despesa corrente. Caso contrário, como havia anunciado no dia 10, o PS votaria contra. 
Carlos Monteiro, porém, também realçou que o voto favorável  se deveu ainda ao facto de o novo executivo camarário ter tomado posse há apenas dois meses. “Este não é o orçamento que ameáçamos chumbar. O documento foi alterado”,  embora as “as negociações não tivessem decorrido como deviam”
As negociações com os socialistas tiveram como interlocutores os vereadores Anabela Tabaçó e Manuel Domingues. 
O vereador Manuel Domingues foi elogiado por Carlos Monteiro e Nuno Gonçalves "pela sua postura durante o processo negocial"
Via Diário as Beiras


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