Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Divagações sobre o urinol, a propósito do "Pedro da Star e a foto clichê no WC"...

Pedro Cruz (ainda te lembras disto?):
É certo que o urinol, esse confidente dos momentos mortos e pensamentos dispersos da humanidade masculina, reluzente na sua celestial brancura de porcelana, nota-se bem na foto, preso aos azulejos húmidos.

Mas, era o urinol – e não tu Pedro - que merecia estar em primeiro plano na foto.

O urinol é o expoente máximo do design.

O urinol é um grito de libertação masculina - nem o cinto de castidade, nem a burqa, nem qualquer outro objecto alguma vez concebido pelo génio humano algum dia causou nas mulheres tamanho pavor e choque como o vulgar urinol.

Tudo isto, porque elas sabem que o urinol é o nosso sagrado altar do ethos masculino e da nossa virilidade.

Numa época em que as mulheres nos roubaram as faculdades, os carros, o futebol, as calças, a cerveja, os palavrões, o urinol mantém-se como bastião inacessível de tudo aquilo que faz de nós o sexo forte.

O urinol é nosso, nunca será delas, pois é impossível domesticá-lo, civilizá-lo, feminizá-lo.

O urinol é o nosso amigo franco e transparente.

O urinol é, enfim, um direito fundamental do homem, desde o dia em que a sua estatura lhe permite alcançá-lo até à algália.

Pedro, para a outra vez tem mais respeito - não tomes o lugar do urinol.

Essa maravilha da civilização tem de ser defendida e valorizada por nós, os homens - é nosso amigo e estandarte de masculinidade!

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