Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

sábado, 25 de setembro de 2021

Em dia de reflexão, porque não refletir?

 
A todos aqueles que não nasceram sob o signo de Saturno, mas, no mínimo circunstancialmente o desejariam, acreditem: a astrologia mais do que um logro é uma intrujice.
Não sendo, como não sou, muito versado em nada, muito menos nessa coisa dos signos, sei que a posição de Saturno no mapa astral, para quem acredita, é um indicador de como pode enfrentar as dificuldades, encontrar soluções para problemas que surgem e, ainda, como lidar com as frustrações e com os deveres. 
Saturno é o planeta que constrói o que é durável, que nos faz crescer através das experiências, que nos testa e nos faz mais fortes e resilientes. 
Com Saturno, aprendemos a conhecer limites, a cultivar a disciplina, acolher a realidade e a confiar na sabedoria do tempo. 
Como não acredito na peta da astrologia, acredito que o homem não nasce arrogante: faz-se. 
Aliás, como se pode tornar, estúpido, burro ou sorumbático. 
Eventualmente, pode nascer tímido. 
Nasce é feio. 
Contudo, é o isolamento a que o condenam esses e outros defeitos que o adestram à solidão e lhe temperam a alma. 
Assim como na Natureza não existe o vácuo absoluto, apenas a rarefacção extrema, nenhum ser humano deseja absolutamente a solidão. A par de qualquer fantasia solitária está sempre alguém dentro de nós. 
A essa sociabilidade, digamos assim, residual, corresponde a porção mínima de companhia que cabe até aos que não a procuram. 
E se, ainda assim, dessa convivência excrescer algum desengano, tornamos à solidão e escavamos um lago num dia para ocupar o corpo até calar a alma.
E o que resta?
Uma cicatriz que não temos medo de mostrar: foi uma ferida que não nos matou. 
E o que não nos mata, torna-nos mais fortes e resilientes.

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