Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

quinta-feira, 15 de março de 2007

Carta da Martinha Lacerda sobre o senhor Agostinho



Olá meu caro blogueiro, sua peste.
Cá estou eu, mais a minha tia, novamente às voltinhas com o “portatil”.
Desta vez, para falar de si, que, aliás, conheço bem, pois andei consigo ao colo...

Acreditem cá na velhota.
O rapaz, o blogueiro, é um moço íntegro e de ideias claras.
O que eu me divirto com este “brinquedo”... Depois, a sua postura e o seu sentido de humor faz deste blog um espaço interessante.... Tou a falar por mim...
O rapaz até poderia ser presidente da junta... Ficariam bem servidos ....
Um!.., mas não sei se ele tá pra isso, embora ande praí muita gente em pânico...
Ele tem uma fragilidade: detesta a política. E tem um problema de saúde, o coitadito: tem estômago fraco... tem dificuldade em digerir!...
Questiona a Esquerda e a direita causa-lhe náuseas. Confesso que, aí, tenho dificuldades em perceber o moço: a sua orientação política é indefinida.... se bem que, assim de forma muito difusa, me parecer que as suas atitudes se enquadrem quase sempre num cenário de anarquia extrema e de descrédito total pelas alternativas vigentes....

Mas é diligente: está constantemente na procura da perfeição, embora a considere uma utopia..
Dá-me cá a ideia de ser um sonhador consciente e realista e de não se deixar desestabilizar pelas opiniões dos outros.... apenas ouve o outro, se considerar que vale a pena, ou se o mesmo tiver uma piada fantástica para contar...
Ah, e tem algumas particularidades, que cá a Martinha generosa como é, vos vai confidenciar.
Gosta de música e gostaria de aperfeiçoar os seus dotes nessa área, mas o tempo que tem não lhe permite explorar esse ócio.
Ah, e aqui na Terra também não é fácil, o raio da ESCOLA DE MÚSICA finou-se de morte matada... Ah, se calhar ainda bem... a cultura só serve para gastar dinheiro, pelado é que é bom, nem precisa de manutenção!...Gosta e estuda a informática, mas detesta computadores. Quem é que o compreende?..
Tem uma ocupação profissional que não aprecia por aí além, mas que lhe permite tornar-se feliz, quando pode fazer aquilo que mais gosta.
A vida, diz ele, é mesmo assim, “uma actividade profissional não é um passatempo...” Logo, não acha que se tenha obrigatoriamente de gostar de a exercer.
Costuma dizer ainda: “se apenas fizermos aquilo que gostarmos, acabamos por criar a ilusão de que a vida é um autêntico mar de rosas. Tornamo-nos pessoas pouco conhecedoras de outras realidades e o nosso interesse resumir-se-á a uma pequena e insignificante área do conhecimento”...

Olhem, cridos leitores, para o blogueiro o trabalho é como uma mulher.
Podemos dizer que gostamos muito dela sem, no entanto, a conhecemos na íntegra. É a nossa escolha... o que não deixa de ser um perigo... o que pretendemos abraçar.. mas, na altura, é o nosso primeiro instinto: o desejo de conquistá-la...
Depois vem a realidade, toda a sua essência só é conhecida posteriormente, algo que nos pode trazer alguns dissabores ou se revelar numa autêntica desilusão...
Ao nível da escrita, é um sonhador por excelência... mas nunca se esquece das suas limitações.
Não se percebe é lá muito bem... às vezes..... afinal, fala com frontalidade ou utiliza a chamada conversa de xaxa ?

Crido Agostinho: se o teu blog nos continuar a mostrar a pura realidade da Terra em que vivemos, não tenhas medo!... Continua, pois é cada vez mais necessário...
Os media que existem, cá pela parvónia e arredores, gostam de assumir-se como arautos do contra-poder.... Mas, a informação a que temos acesso, é dominada por um jornalismo reverente, por grupos interesseiros ou políticos, por um pensamento único, por redes de conivência. Eles servem os interesses dos donos da Terra. Só assim é que conseguem existir.
A unanimidade, melhor o unanimismo acéfalo a que se chegou, leva-nos a desejar que, finalmente, o bom senso regresse à nossa Terra. A possibilidade de escolha é a essência da democracia.
O tó (da lota) neste momento, como teu amigo do peito, aconselhava-te a desistir. No entanto, se achas que esta Terra precisa de sair da confusão, vai em frente.
Permitam que a velhota descarrile e diga: ANDAMOS NESTA MERDA HÁ BUÉ...
O nevoeiro é muito.
Temos de soprar....pode ser que o nevoeiro desapareça.... Era bom é que aparecessem mais a soprar...
Haverá fôlego?...

Saúde para todos e até qualquer dia.
Martinha Lacerda

12 comentários:

Anónimo disse...

Bom post A.......o ou seja Martinha Lacerda.

Fogo eu ainda duvidei, mas depois vem logo a velha defender o A.......o aquela que á uns tempos andava quase para te dar porrada.

Tá bom Ag...... ou seja Martinha Lacerda, cada vez tás a tornar este blog numa porcaria.

Já achei mais piada a isto, agora o blog anda a ficar muito desinteressante e por culpa dos teus heterónimos Ag.......

Ve la se deixas de ser o bobo da corte desta linda terra.

Anónimo disse...

"Bom post A.......o ou seja Martinha Lacerda.

Tá bom Ag...... ou seja Martinha Lacerda, cada vez tás a tornar este blog numa porcaria."

Oh riquinho defina-se de uma vez...
Como é que hei-de tratá-lo: ele ou tó (da lota) ....

Anónimo disse...

“Já achei mais piada a isto, agora o blog anda a ficar muito desinteressante e por culpa dos teus heterónimos Ag.......
Ve la se deixas de ser o bobo da corte desta linda terra....onde faltava tudo praticamente. A maior parte da freguesia não tinha arruamentos, saneamento, cemitério, existia muita habitação degradada, não havia um jardim, não havia um parque de lazer… Enfim, estava praticamente tudo por fazer: desde os arruamentos, o saneamento, a ETAR, cemitério, erradicar a habitação degradada, a construção de uma pré-escolar, a beneficiação do Centro de Saúde, entre outras são imensas as obras que temos feito e desenvolvido ao longo destes anos na Freguesia de São Pedro. Penso que ela hoje está equiparada às freguesias mais desenvolvidas do nosso Concelho.....”

OH ELE
Mas, afinal qual é a preocupação?
Que coisas o trazem preocupado?...
Coitado!...
Se está aborrecido, vá-se lavar com água e sabão....

OH ELE
Vá para cima dele...

Relembre as maiorias absolutas....
As memórias são curtas?
Fica fulo porquê?
o outro nem se vê...
Se não suporta ser comparado com o outro, que é de uma casta humilde e pobre...
Controle as emoções...
Puxe pelos galões...
OH imperador deixe lá esse Agostinho...
Olhe pelo seu coraçãozinho ....

Anónimo disse...

Que frase mais feliz, dona martinha...."ANDAMOS NESTA MERDA HÁ BUÉ..."
Bué de bué ....diria eu
Xiça...
Ou como diria a outra... DASS

Anónimo disse...

Oh ele

macacos me mordam e a Alexandra Lencastre também se eu percebo alguma coisa do que para aqui ficou escrito por ti!...
Porra pá explica-te...
É bom ... tá bom ... é uma porcaria.... é desinteressante...

Afinal como é? tás preocupado com quê? Vá lá desembucha?

Anónimo disse...

Allez, allez,....
2009 tá perto...

Vanessa disse...

Nunca entendi muito bem porque é que não se identificam quando colocam aqui comentários... E depois arranjam cada "nickname"... enfim!

Senhor "ele" se já "achou mais piada e mais interesse no blog" porque é que continua a perder o seu tempo no Outra Margem?

Vanessa

Anónimo disse...

Um dia alguém disse:
- Reconheço que tenho defeitos, vivo ansiosa de mais e fico irritada muitas vezes...
- Reconheço que a minha vida não é a maior empresa do mundo e sei que não vou conseguir evitar a sua falência
- Reconheço que nem sempre vale a pena viver...apesar de fazer frente a muitos desafios
- Reconheço que não sou a autora da minha própria história. Embora participe em alguns capítulos...a minha história já estava escrita quando nasci
- Reconheço que não posso atravessar desertos fora de mim...pois não teria coragem de regressar...oásis nos recônditos da minha alma só em breves momentos perdidos no tempo...
- Reconheço que tenho medo dos meus próprios sentimentos...
- Reconheço que por vezes não tenho coragem para ouvir um "não".
- Pedras no caminho? Guardei-as todas...não construi um castelo mas sim uma fortaleza onde ninguém ousa entrar...

Anónimo disse...

Mariema querida, há quanto tempo andava eu para te dizer isto:
Tu deixa-te de ler essas porcarias de literaturas sobre o amor no casamento e vira-te mais para a literatura de Socialite.
É mais ludica e faz bem`aos espasmos conjuntivos.
Esse tipo de coisas que andas a ler do Lobo Antunes, Saramago e São Rosas, está-te a deitar a resistência psíquica abaixo. Por isso gastas mais de metade do que ganhas em Valium e Prozac. Entopes as consultas e és muito sacrificada pela opinião das outras. Trata-te, não leias mais dessas porcarias e muito menos as coloques aqui.
Teu amigo,
Mário

Anónimo disse...

Então senhor Blogueiro agora já não publica os meus comentários?
Disse alguma coisa que não gostou??

Anónimo disse...

Perdoa-o PAI.

Anónimo disse...

Oh ele, que quer que diga...
Dedico-lhe este POEMA EM LINHA RETA de Álvaro de Campos
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos