O monumental "berro" do BES e da PT, em 2014, foi a mais clara demonstração da economia ficcional em que vivemos.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
A Figueira do "fascismo de sacristia" ao "estado a que o concelho chegou"...
Apesar de me dizerem que não
acreditam na minha idade (isso acontece-me frequentemente...), os
anos passaram pelo corpo e pela alma com uma velocidade alucinante
- a barriguinha, fruto do palato cada vez mais guloso, é o que se
nota mais...
No que aos sentidos diz respeito,
vão-me valendo os ouvidos, cada vez mais apurados e mais
requintados - ouvem tudo e, ao mesmo tempo, só mesmo o que lhes
apetece...
Todos nós sabemos que as perseguições
espirituais são qualquer coisa potencialmente igual às perseguições
à séria - normalmente, começam devagarinho, frouxas e tímidas,
mas com o passar do tempo tornam-se robustas...
Porém, nunca tive medo do futuro, nomeadamente
os medos habituais: por exemplo, o medo de ficar sem emprego...
E, contudo, quase sempre vivi na
Figueira, cidade provinciana, sob vários aspectos periférica,
nomeadamente em termos culturais - temos um extraordinário porto de mar, mas livrarias, que é delas?..
Eu sempre fiz o que quis da minha
vida.
Quer dizer - na maior parte das vezes,
fiz o que pude.
E quem faz o que pode...
Não posso esquecer que quase sempre vivi na Figueira - numa cidade de “fascismo de sacristia”, antes do 25 de Abril, à cidade do “estado a
que o concelho chegou”...
CEMAR-CENTRO DE ESTUDOS DO MAR: Continuar por mais 200 anos...
“O dia exacto do aniversário dos
VINTE ANOS do Centro de Estudos do Mar ocorreu no passado dia 27 do corrente,
mas as celebrações vão estender-se até ao próximo dia 31 de
Janeiro (31 de Janeiro… um dia histórico, bem republicano, e bem
tripeiro, diga-se de passagem…) e irão encerrar-se com um encontro
de Amigos, convidados, antigos e actuais associados, que vai ter
lugar ao longo da tarde desse dia (a tarde do próximo Sábado).
Os nossos Amigos Pescadores,
Marinheiros e Poetas da Praia de Mira — os Gandareses que, nesse
dia, virão à Foz do Mondego… — irão apresentar-nos alguns dos
seus poemas, músicas e canções. O mestre de cerimónias vai ser o
nosso caro Mestre Alcino Clemente, Mestre do Largo Pescador do
Alto, poeta e cantor ("este homem já era pescador antes de
nascer"…), um dos associados do CEMAR de mais bravo talento (e
que, hoje em dia, parece que está a ser finalmente reconhecido,
televisivamente, pelo país e o mundo…).
Infelizmente neste dia de Janeiro de
2015 já não vão estar connosco Associados, Amigos, ou membros do
Conselho Consultivo e Científico, como Paulo Rocha, do Furadouro e
Tokyo, João Pereira Mano, da Cova-Gala, Salvador Dias Arnaut, de
Coimbra e Penela, Eric Axelson, de Cape Town, Charles Ralph Boxer, de
Macau e Londres, José Pires de Azevedo, Maria Helena dos Santos
Alves, José Vieira Marques, Manuel Romão, da Figueira da Foz, Hélio
Osvaldo Alves, de Guimarães, João Osório de Castro, de Lisboa,
Octávio Lixa Filgueiras, do Porto, Max Justo Guedes, do Rio de
Janeiro, e outros que não esquecemos. E também sentiremos a falta
do Senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz em 1995,
Eng. Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho, que conosco assinou a
constituição do Centro de Estudos do Mar em 27.01.1995. De entre os
associados iniciais, os fundadores de 1995, o nosso
caro Amigo Carlos Matoso Filipe está longe, no coração da Europa,
mas o nosso caro Amigo Victor Camarneiro está aqui perto, em
Montemor-o-Velho, no coração do Baixo Mondego, e certamente vai
estar connosco nesse dia de festa. Quantos combates, de que nos
orgulhamos, pelo Futuro -- pelo Povo, e pela Justiça... --, temos
para recordar, em vinte anos, nas terras do Infante Dom Pedro e do
Fernão Mendes Pinto…!
É provável que o
nosso património, nesse dia 31.01.2015, se enriqueça também
com alguns poemas que nos sejam dedicados pelos nossos
Amigos, da Praia de Mira, Senhor João
Nogueira, Mestre de Vida (e membro da mesa da Assembleia Geral
do CEMAR), e Manuel Gabriel, também ele Mestre do Largo
Pescador do Alto (e integrante do nosso Conselho Consultivo e
Científico).
Hoje mesmo, o
património do CEMAR desde já ficou enriquecido também com a
oferta, que agora quis fazer - com a sua extraordinária
generosidade de sempre -, o nosso Amigo Arq. Fernando Simões
Dias. Ele ofereceu, para o nosso acervo museológico, um
belíssimo modelo, à escala 1/40, feito por si - um
modelos dos seus, à sua maneira, com o seu nível de qualidade e
rigor…! --, de uma "Caravela do Século XV", da
"Época dos Descobrimentos"…! Esta é uma peça
especial, e que ficará para sempre num lugar de destaque em qualquer
instalação museológica que o CEMAR organize, ou em que participe.
Guardá-la-emos para sempre na "Casa do Infante Dom Pedro",
ou no "Museu do Mar da Foz do Mondego"…
Com Amigos assim - que sabem criar
obras como estas - como poderíamos não continuar por mais 200
anos…?
Vamos continuar (apesar de todas as
dificuldades que nos sejam semeadas no caminho)...”
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