quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Nada de especial...




Tsipras promete bater-se para "restabelecer a dignidade dos gregos" – jornal Público.
Não acredito em milagres...
Mas, se uma bofetada bem aplicada não doer no momento em que é dada, como bem sabemos, vai doer muito logo a seguir...
O estado em que a política, pelo menos, dos dois últimos governos colocou as nossas vidas, faz-me desejar um “momento Syriza”, que coloque cooperação onde hoje está competição. 
A cooperação aproxima-nos e estabeliza-nos, enquanto País;  a competição, que só tem aumentado as diferenças, afasta-nos, isolados por individualismos e egoísmos. 
Resumindo: a cooperação serve os portugueses; a competição, ao que me parece, hoje, o mais importante em Portugal, como temos verificado, serve os números e os conflitos.

FIFA - o homem certo para "acabar com os escândalos", pois claro, é português!

"É uma lástima que José Sócrates esteja impossibilitado de retribuir aquele célebre pequeno-almoço de campanha pelo qual, dizem as más línguas, “el pesetero” recebeu 750 mil euros pagos com dinheiros públicos em 2009. Não faz mal. Não será por isso que deixará de apoiar Luís Figo na sua candidatura à presidência da FIFA. O desde há pouco candidato está determinadíssimo a devolver a transparência a uma organização que lamenta estar frequentemente associada a escândalos. Tem toda a razão. Escândalos sem croissants nem cafezinho com leite morninho."

daqui

A ganância ainda vai acabar por dar cabo disto tudo!.. (IV)

foto António Agostinho
Nem a passagem do tempo me faz aceitar a inutilidade de certos esforços.
Se as águas do meu mar, quase sempre belo e sereno, conseguem devastar uma duna, porque é que hei-de calar a revolta que tal facto me provoca, principalmente porque isso se deve, em grande parte, ao desleixo e à negligência de muita boa gente, pretensamente grada, que por ai se anda a pavonear.
Eu sei que dificilmente as águas de um rio, mesmo bravas e rebeldes, conseguem arrancar um penedo à margem.
Contudo, apesar do penedo poder estar firmemente incrustado no solo, dando a ideia que dali só sairá havendo fractura no chão onde assenta, por vezes é possível as águas soltarem o penedo. 
Não é fácil, mas acontece. Apesar de nem as águas nem o penedo terem vontade própria.
As águas, desde sempre, correm naturalmente pelos declives dos terrenos, ajustando-se aos caminhos que forem conseguindo abrir.
Os penedos, em princípio, devem permanecer firmes e sem se mexerem.
Todavia, apesar da água, dada a sua natureza, parecer que não pode mexer o penedo, afigurando-se, por conseguinte, improvável que o penedo venha a ser movido da sua zona de conforto, as águas vão passando pelo penedo, acariciam-no, lavam-no, refrescam-no e prosseguem o seu percurso, que é sempre por onde houver aberturas, inclinações e outras condições de caminhar.
Mas, as águas, nunca passam sem levar qualquer coisa daquilo em que tocaram no penedo - nem que seja areia...
Por isso, o penedo, depois da passagem da água, jamais ficará como era antes. Mesmo considerando que é um penedo, a sua resistência é uma ilusão. 
Daí, pensar que vale a pena continuar a acreditar que ainda existe a possibilidade de a ganância não conseguir dar cabo disto tudo!..
Reclamar e exigir segurança para os nossos bens e as nossas vidas, implica um compromisso com a dignidade que queremos para estas e o respeito que preconizamos para todos.

rodrigues dos santos...

“Rodrigues dos Santos é funcionário da televisão pública portuguesa e foi à Grécia. Tem todo o direito de dizer que os gregos são (há milénios) uns tipos que se fazem coxos para receber subsídios, que não pagam impostos das piscinas, que têm um ministro da defesa preso porque os alemães o denunciaram como corrupto num processo de submarinos igual ao do ministro da defesa de Portugal (que está solto e se recomenda) e que nestas eleições há o perigo real de um partido de extrema radical (sic) ganhar as eleições aos partidos que ele chama moderados e que governaram a Grécia desde a IIGM (com uns intervalos de ditaduras militares). Rodrigues dos Santos pode dizer tudo de acordo com a sua cartilha e o seu carácter. Ele é apenas o Rodrigues dos Santos, um senhor em viagem pela Grécia para preparar o romance do próximo subsídio de Natal. Ele é tão livre de dizer os lugares comuns mais falhos de critica que a bela Maitê Proença que disse de nós, os portugueses, o mesmo que o Rodrigues dos Santos disse com o mesmo despropósito dos gregos. Estive sempre à espera de o ver escarrar como fez a actriz brasileira. É evidente que outro galo cantaria se Rodrigues dos Santos fosse jornalista, enviado por uma televisão publica que, queira-se ou não, representa os portugueses. Que fosse um jornalista que tivesse de respeitar um código deontológico e não um senhor de extrema radical que manda uns palpites e uns bitaites sobre um povo que, por acaso, é muito parecido connosco (talvez não tenhamos tantas piscinas cobertas) e que vive a mesma, ou pior situação, em boa parte causada pelos mesmos factores e pelos mesmos actores".  

Em tempo.
Segundo li aqui, o texto acima foi escrito por um militar na reforma. 
Ainda bem que nunca li um livro de Rodrigues dos Santos: o homem nasceu mesmo para pivot televisivo...