Não há nada mais igual do que o mar. E não me canso de o ver e ouvir. Apenas porque consegui alcançar a capacidade de encontrar a diferença na igualdade. Posso estar horas a olhar e não me cansar da sua aparente monotonia.
Aquilo que há muito temia – e dei conta nesta postagem de 17 de fevereiro de 2014 - está a confirmar-se: a situação, preocupante e perigosa, da orla costeira a sul do quinto molhe, na orla costeira da freguesia de S. Pedro continua a ser branqueada e mal avaliada pelos órgãos de informação e por quem de direito – poder local e central. A notícia hoje publicada no jornal As Beiras dá conta disso mesmo.
Hoje, porém, já não se consegue esconder aquilo que está à frente dos olhos de toda a gente.
A intervenção humana tem vindo a acelerar a erosão costeira, como a minha foto da tarde de ontem mostra: a duna, a sul do 5º. Molhe entre o 5º. Molhe e a Costa de Lavos está a desaparecer assustadoramente. Pese embora o esforço deste blogue, este local, por si só, tem passado despercebido nos meios de comunicação local, regional e nacional, dado o facto do avanço das águas do mar não encontrar pela frente aglomerados populacionais, um apoio de praia ou uma barraca de surf... Aparentemente, no imediato, não é uma ameaça à vida das pessoas e à segurança dos seus bens... Todavia, isso pareceu-me sempre o mais preocupante e perigoso, pois 500 metros, a norte, e 2 ou 3 quilómetros, a sul, lá estão as pessoas e os bens, à mercê da fúria do mar, por incúria e ganância do homem. A minha foto de ontem à tarde, infelizmente, confirma-o sem margem para dúvidas.
Actualização: Hoje, conforme pode ser visto aqui, o Diário de Coimbra também se refere ao assunto.