quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Uma postagem difícil!

foto de Pedro Agostinho Cruz
Sou do tempo em que a qualidade de uma fotografia era avaliada por critérios técnicos e por critérios estéticos. 
Porventura – digo eu que não sou especialista na matéria - existem outros critérios de avaliação nomeadamente, históricos, científicos, sociais, políticos, etc., mas para mim são sobretudo os dois primeiros critérios que permitem a alguém afirmar que uma determinada foto é uma “boa fotografia”
Sou do tempo em que a técnica e a visão, eram os alicerces em que a “boa” fotografia se apoiava. 
O domínio da técnica e uma visão apurada, eram “ferramentas” para um fotografo fazer “boas” imagens.
Na actualidade, porém, há quem pense que depois de ter sido introduzida uma terceira componente na “qualidade” da fotografia - o pensamento, muitas vezes designado como conceito - as transformações tecnológicas, sociais, culturais e artísticas do final do século XX teriam tornado o pensamento a componente mais importante de uma fotografia que pretenda assumir uma intervenção artística contemporânea.  
Na actualidade, a meu ver, tal facto não é evidente. Muita da chamada fotografia contemporânea que conheço, paradoxalmente, valoriza pouco a reflexão ou o pensamento e sobrevaloriza os critérios técnicos, ainda que com novas roupagens.  
Foi isso que me fascinou sempre na fotografia de um jovem fotografo chamado Pedro Agostinho Cruz.

E a frota da PSP, os carros dos bombeiros e as ambulâncias podem circular?..

"Diz que é uma espécie de socialismo. 
A partir de hoje, quem tenha carro de pobre deixa de poder circular no centro de Lisboa
Diz que é uma espécie de ecologia. 
A menos que seja por exemplo um táxi, e então já pode. 
A ideia não será, portanto, modernizar a frota de táxis da capital do nosso turismo, pelo menos para já, o que até faz um certo sentido. 
Bem vistas as coisas, observar uma cidade cheia de casas a cair de maduras da janela de um táxi a cair de maduro tem a sua coerência. Mas para já, para já, a mensagem é: “se queres circular em Lisboa, faz-te rico e compra um carro como deve ser, que nos transportes públicos também não te safas, para além de serem caríssimos, também podem poluir à vontade, estão excepcionados”
Não se zanguem. É pelo ambiente, e tudo o que é pelo ambiente é bom. 
Para além do mais, este resumo desta medida do Costa autarca é em tudo igual a este outro das soluções propostas pelo António Governante: “se Portugal quer resolver o problema da dívida, que cresça e se torne um país como deve ser”
Cá está ela outra vez, a coerência. O homem gosta de nos mandar enriquecer. Não tem nada de mal, pois não? Cheira bem, cheira a Lisboa. Uma capital sem pobres. 
É boa ideia."

Texto: O país do Burro
Título: Outra Margem

Uma ideia para promover o carapau...

"O carapau poderia ser a alternativa por excelência à sardinha, mas “não vende”. 
Em vez de ficarmos de braços cruzados, poderíamos agir.
Os nossos eleitos poderiam ter a iniciativa de mobilizar as nossas associações para promover carapau. 
Por exemplo, com a verba que se vai pagar o próximo espectáculo do Emanuel, poderia contratar-se três ou quatro chefes nacionais para promover um concurso, um livro de gastronomia ou um festival dedicado ao carapau. 
É apenas uma ideia e deverão existir por aí outras bem melhores."

Em tempo.
A ideia é de Rui Curado da Silva
Foi exposta na sua habitual crónica das quintas-feiras no jornal AS Beiras.
Para ler melhor a crónica basta clicar em cima da imagem. 

As tragédias no mar

Se há coisa com que lido mal é com acidentes no mar
Sou filho, neto e bisneto de pescadores, e estas tragédias tocam-me profundamente, até porque tenho antepassados que tiveram o mar como sepultura eterna.