No seu discurso, na Universidade de Verão do PSD, Leonor Beleza não quis falar de política no seu discurso, na Universidade de Verão do PSD, nem de questões ligadas à actual governação, mas fez questão de sublinhar
um aspecto fundamental ligado à génese do PSD, para além da liberdade e democracia.
«Outro aspecto que importa lembrar é que o PSD nasceu como um partido justiça social. É importante lembrar isso».
sábado, 6 de setembro de 2014
A 109 entre a Figueira e a Marinha das Ondas...
"A estrada mais movimentada do concelho entre a Figueira e a Marinha das Ondas, a EN109, é também a mais degradada, mal sinalizada e perigosa.
Quem é responsável pela ausência de manutenção? Que medidas foram tomadas para diminuir a sinistralidade? Há um “Plano”? Ali quase ao lado uma autoestrada (A17 ) nova e sem trânsito: quilómetros e quilómetros de investimento absolutamente improdutivo.
As Parcerias Público Privadas não funcionam a bem da comunidade. Os preços são exorbitantes, de carro, Figueira a Leiria custa 216 euros por mês, 2 592 euros por ano, só em portagens!
Neste cenário, a maioria das pessoas, e empresas de transporte, opta por circular as perigosas estradas locais, em prejuízo das populações. Os “passes de circulação nas AE” com um valor fixo anual levariam a um aumento do tráfego. Este sistema é comum a vários países europeus (Áustria 76 €/ano e Rep. Checa, 50 €/ano). É insensato construir as AE e depois não as utilizar.
As alternativas às rodovias continuam a ser ineficazes. A ligação ferroviária entre o porto comercial e as principais indústrias do concelho seria um bom investimento a longo prazo, potenciando reduções no consumo de combustíveis fósseis (importados) e usando a nossa energia (electricidade), para além das óbvias vantagens ambientais e de saúde pública.
Poder-se-ia fazer muito melhor com os mesmos recursos, caso “as políticas fossem outras”."
João Vaz, consultor de ambiente e sustentabilidade no jornal AS BEIRAS.
Quem é responsável pela ausência de manutenção? Que medidas foram tomadas para diminuir a sinistralidade? Há um “Plano”? Ali quase ao lado uma autoestrada (A17 ) nova e sem trânsito: quilómetros e quilómetros de investimento absolutamente improdutivo.
As Parcerias Público Privadas não funcionam a bem da comunidade. Os preços são exorbitantes, de carro, Figueira a Leiria custa 216 euros por mês, 2 592 euros por ano, só em portagens!
Neste cenário, a maioria das pessoas, e empresas de transporte, opta por circular as perigosas estradas locais, em prejuízo das populações. Os “passes de circulação nas AE” com um valor fixo anual levariam a um aumento do tráfego. Este sistema é comum a vários países europeus (Áustria 76 €/ano e Rep. Checa, 50 €/ano). É insensato construir as AE e depois não as utilizar.
As alternativas às rodovias continuam a ser ineficazes. A ligação ferroviária entre o porto comercial e as principais indústrias do concelho seria um bom investimento a longo prazo, potenciando reduções no consumo de combustíveis fósseis (importados) e usando a nossa energia (electricidade), para além das óbvias vantagens ambientais e de saúde pública.
Poder-se-ia fazer muito melhor com os mesmos recursos, caso “as políticas fossem outras”."
João Vaz, consultor de ambiente e sustentabilidade no jornal AS BEIRAS.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Face oculta
Armando Vara e José Penedos foram condenados a cinco anos de prisão efectiva no processo Face Oculta, de acordo com leitura de sentença no Tribunal de Aveiro.
O filho de José Penedos, Paulo Penedos, foi sentenciado a quatro anos de prisão.
Manuel Godinho, foi condenado a uma pena efectiva de 17 anos e meio de prisão.
daqui
Os intelectuais figueirenses "das esquerdas" que depois do 25 de Abril de 1974 passaram por executivos eleitos democraticamente (2)
Walt
Whitman escreveu em “Folhas de Erva”: “De nada, nem o tempo nem
lugar – de nada vale a distância, talvez pouco evidente que a vida
poderá ser. Assim será, mas nem sempre”. Quando o autor procura,
na memória, nos acontecimentos, nas sensações, reinventando,
reorganizando o caos, e reergue uma realidade, com o seu tempo
próprio, tudo é diferente.
António
Tavares, que conheci como director de “Linha do Oeste”, finalista
do Leya com "As palavras que me deverão guiar um dia", editado
pela Teorema na passado mês de Agosto, criou um universo no qual
participaram alguns dos maiores escritores contemporâneos.
Steinbeck, Carson Mac Cullers, Italo Calvino, Camus, Lautréamont, Tolstoi,
Dostóievski, Virgínia Wolfe, Kafka, Proust e Joyce, Clarisse
Linspector e muitos outros,
filósofos como Kirkegaard ou Kant.
Não
é erudição pura e dura, berloques a enfeitarem, mas fazem parte da
vida do autor.
Estão
no seu sangue, na sua procura de mudar a mundo (embora não pareça).
Livro de alguma tristeza, muito amor, quase um breviário escrito, na
cabeça, de como viver e sobreviver, em Angola, entre uma biblioteca
itinerante e uma sucata.Com sumo de limão vivificador, sexo de
atingir o caminho da maturidade. Em liberdade livre e desejo de
embrulhar a entropia em palavras escritas com amor.
"Um desastre", ou o desastre?..
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| imagem sacada daqui |
Luís Menezes Leitão, via Delito de Opinião
As "nojices" do costume... (8)
Federação do PS/Coimbra
Candidato Mário Ruivo vai impugnar eleições do próximo sábado
"Tudo foi feito para falsear por completo o resultado eleitoral do sufrágio do próximo sábado, dia 6 de setembro".
É com base nesta afirmação que o socialista Mário Ruivo, candidato às próximas eleições para a Federação do PS/Coimbra, anuncia que irá impugnar o acto.
Mário Ruivo e Pedro Coimbra (actual presidente) são os dois candidatos ao lugar.
Via Figueira na Hora
Candidato Mário Ruivo vai impugnar eleições do próximo sábado
"Tudo foi feito para falsear por completo o resultado eleitoral do sufrágio do próximo sábado, dia 6 de setembro".
É com base nesta afirmação que o socialista Mário Ruivo, candidato às próximas eleições para a Federação do PS/Coimbra, anuncia que irá impugnar o acto.
Mário Ruivo e Pedro Coimbra (actual presidente) são os dois candidatos ao lugar.
Via Figueira na Hora
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Na Aldeia... (XI) (the "signs of the times"- and ways to serve in various ministries and to act for justice and peace in the village)
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| foto sacada daqui |
Meu, sabes o que isso quer dizer?..”, gritou no meio da discussão alguém.
Mesmo que não quisesse ouvir, não tinha como evitar...
“O que separa o PS dos outros partidos, é uma contradição insanável,” continuou esse alguém...
“O quê?..” abriu a boca, entre o espanto e escandalizado, o outro.
“Já te disse. É uma contradição insanável e, portanto, não se pode sanar”, continuou esse tal alguém...
Foi aí que comecei a perceber o alarido: o tema era a discussão sobre o cabeça de lista do PS nas intercalares da freguesia de S. Pedro, em 19 de outubro próximo.
A conversa não era comigo, nem tão pouco me interessava, mas não tinha como evitar ouvir...
Aliás, sobre esta matéria, eu sou daqueles que têm alguma dificuldade em fazer a exegese, pois não gosto de perder tempo com retóricas ocas...
Neste caso, e para fim de crónica, parece-me que não há qualquer contradição, nem nada há de insanável. O PS é isto. A política da Aldeia, também é isto. Portanto, tudo está bem, quando acaba bem...
Como vai ser o caso, em 19 de outubro próximo...
IX ENCONTRO ANUAL DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA. Figueira da Foz – Hotel Eurostars Oásis Plaza...
O
IX Encontro Anual do Conselho Superior da Magistratura, terá lugar
nos dias 12 e 13 de Setembro, no Hotel Oásis Plaza, na Figueira da
Foz.
Esta
edição será subordinada ao tema "A nova organização
judiciária: desafios e dificuldades".
Para
ficar a conhecer o programa (provisório), clicar aqui.
Está
de parabéns a organização do evento: dificilmente encontraria um local tão apropriado como o Oásis Plaza para debater "A nova organização
judiciária: desafios e dificuldades".
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Maduro, foi tinto ou branco?..
"Ministro diz que Governo é campeão das preocupações sociais na Europa".
E que tal deixarem-se de merdas!..
O país precisa que lhe mostrem a realidade - tal qual ela é.
Sem disfarce - para perceber que o enganaram e aceitar com frieza o remédio ardente...
Hipocrisia
Enquanto os extremistas iam destruindo a Síria eram tratados como democratas libertadores, durante meses tiveram o apoio do Ocidente para destruir e massacrar livremente na Síria. Mesmo quando estiveram nas imediações de Bagdad ninguém ficou muito preocupado. Mas quando um inglês cortou o pescoço a um jornalista americano os EUA e a Europa perceberam o monstro que ajudaram a criar...
Para continuar a ler clicar aqui.
Para continuar a ler clicar aqui.
Um Violinista no Telhado e um dia de megalomania do blogger!
Como
facilmente imaginam, depois de ler a crónica do eng. Daniel dos Santos,
hoje está a ser um dia feliz de megalomania...
Pelo
menos, metade dos figuerenses, imagino, já deve ter lido este meu post!..
Gostava
era de saber o que anda a fazer a outra metade, para andar assim tão
distraída?
Agradeço, obviamente, ao eng. Daniel Santos a deferência.
Como
blogger vou continuar sempre a
pensar também na outra metade.
A vida é o que é: não apenas o
escritor, igualmente o cineasta, o músico, o artista plástico e até
o blogger... Todos somos a tragi-comédia do desejo de reconhecimento.
O post a que se refere o eng. Daniel Santos, na crónica de hoje do jornal AS BEIRAS, pode ser lido clicando aqui.
Figueira FilmArt - Festival de Cinema da Figueira da Foz
A primeira edição do festival de cinema Figueira Film Art, que decorre de 8 a 14 de Setembro, na Figueira da Foz, terá 118 filmes a concurso, provenientes de oito países.
Conheça a programação clicando aqui.
ACTUALIZAÇÃO.
Merkel sabe clolocar os peões no sítio...
"Quem diria, digamos há 20 anos atrás, que era possível um polaco estar à frente do Conselho Europeu?".
Estas palavras foram proferidas no domingo por Durão Barroso, para enaltecer a escolha de Donald Tusk para a presidência do Conselho Europeu.
O que não disse, mas certamente não desconhece, é que Donald Tusk demonstrou um profundo apreço e admiração por Pinochet e Salazar.
Estas palavras foram proferidas no domingo por Durão Barroso, para enaltecer a escolha de Donald Tusk para a presidência do Conselho Europeu.
O que não disse, mas certamente não desconhece, é que Donald Tusk demonstrou um profundo apreço e admiração por Pinochet e Salazar.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
A “moderna esquerda figueirense”...
| imagem sacada daqui |
“Passava
a vida a espreitar para contentores do lixo”, “mas nunca foi
sem-abrigo”.
“Ao
longo dos seus 54 anos, António Tavares já vestiu muitas peles:
professor do ensino secundário, advogado, jornalista, vereador da
oposição e, nos últimos anos, do poder.
Se
«passava a vida a espreitar para os contentores do lixo», era
porque, no início das suas funções executivas na Câmara Municipal
da Figueira da Foz, queria «mudar o mundo» e, sob o peso dessa responsabilidade auto-imposta, cedia à obsessão pelos
pormenores. O tempo, garante, curou-o. Os livros, e a escrita,
libertaram-no.”
Resumindo,
concluindo e moral desta «estória» - se esta «estória», que
tive oportunidade de ler no Diário de Coimbra de sábado passado, porventura, tivesse moral!..
Ontem,
António Tavares como homem inteligente que sempre foi, queria “mudar
o mundo”.
Hoje,
António Tavares, como homem sábio e político que passou a ser, “mudou-se a ele
mesmo”.
Já
tinha dado por isso, como escrevi em 8 de julho de 2013, aqui.
Aprendeu
a saber jogar, de igual para igual, com os que se movem num terreno partidário armadilhado e movediço, como é, e
sempre foi, desde que me conheço, o PS figueirense.
Em
2013, António Tavares é um político feito e assumido, pois
melhorou muito no saber lidar com as relações políticas dentro do
partido socialista e continua com a visão estratégica e o sangue
frio que sempre lhe reconheci.
Entretanto, porém, perdeu uma qualidade que sempre
lhe tinha reconhecido até hoje: deixou de ser um mestre no
saber gerir os silêncios.
Contudo,
como jogador nato e refinado, que efectivamente é, evoluiu
e tornou-se num político profissional..
Compreende-se,
por conseguinte, que em consonância, tenha feito novos amigos, tenha
mudado de emprego, comprado roupa nova, etc., etc. etc..
Para
mim, porém, foi
uma trabalheira entender o óbvio.
O
defeito é meu, eu sei.
Pior
do que escovar um cão, custa-me imenso aceitar a mudança...
Em
tempo.
Friederich
Nietzsche, escreveu isto:“A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde. O homem do rebanho chama de verdade aquilo que o conserva no rebanho e chama de mentira aquilo que o ameaça ou exclui do rebanho. [...] Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho.”
A reforma, no fundo, resume-se a isto:
Obras de defesa da orla costeira a sul do estuário do Mondego vão arrancar
Como
certamente nos recordamos, o inverno passado foi severo. Causou
estragos – e que estragos – na orla marítima a sul do estuário
do Mondego.
Daqui
a pouco estaremos outras vez no inverno, o que está a causar alguns
receios à população da margem sul da barra da Figueira da Foz.
Neste
espaço, tal como ainda aconteceu em Agosto passado, andamos a
alertar há
anos para o perigo que corre a Aldeia.
Citando o jornal Diário de Coimbra de hoje, informamos que “foi
ontem assinado o auto de consignação da empreitada de reabilitação
dos esporões e das estruturas longitudinais da Cova-Gala, Lavos e
Leirosa e do cordão dunar entre a Leirosa e a Ribeira do Estremal.
Os trabalhos, com um custo estimado de perto de 2,5 milhões de
euros, com comparticipação de verbas de fundos comunitários, terão
um prazo de execução de nove meses e serão efectuados pela empresa
«Irmãos Cavaco».”
Todavia,
as preocupações permanecem.
A ocupação desordenada do litoral do nosso concelho é a realidade que conhecemos, o que vai continuar a contribuir para agravar as situações de desequilíbrio e fenómenos de erosão costeira que têm vindo a pôr em causa a segurança de pessoas e bens.
A ocupação desordenada do litoral do nosso concelho é a realidade que conhecemos, o que vai continuar a contribuir para agravar as situações de desequilíbrio e fenómenos de erosão costeira que têm vindo a pôr em causa a segurança de pessoas e bens.
Infelizmente,
todos sabemos que este cenário só irá piorar nos tempos
vindouros. A
sul do porto da Figueira da Foz, os efeitos erosivos vão continuar
bem patentes. Cova, Gala, Costa de Lavos e Leirosa são apenas
algumas localidades na lista negra.
Citando desta vez AS BEIRAS, registo “a satisfação por este auto de consignação" do presidente da Câmara. "É o resultado dos apelos que, sucessivamente, apresentámos junto da tutela”, disse aos jornalistas o presidente da autarquia figueirense, à margem da reunião de trabalhos, admitindo, porém, que as medidas não serão suficientes.
Segundo o autarca, um governante (secretário de Estado ou ministro) deslocar-se-á à Figueira da Foz, oportunamente, para acompanhar as obras.
O inverno aproxima-se. Mais
cedo do que tarde, irá soar novamente o alarme.
Entretanto, aguardemos que o início das obras não demore.
Haja boa disposição
Um dia destes, um António tocou ferrinhos.
O outro, enfiou o barrete.
As primárias do PS estão a ser uma campanha alegre e bem disposta.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
O Centenário de Joaquim Namorado chega à 38º Edição da Festa do Avante...
A decoração do Pavilhão de Coimbra contará com a presença das palavras do poeta, nos versos de "Liberdade", "Legenda para a vida de um vagabundo", "Sonambulismo", "Aviso à Navegação", "Poeta" e "Cantar de Amigo".
daqui
daqui
Os intelectuais figueirenses "das esquerdas" que depois do 25 de Abril de 1974 passaram por executivos eleitos democraticamente
| foto sacada daqui |
Que fazem eles nos executivos camarários, por exemplo, mais do que a sua promoçãozinha pessoal?..
Que fazem eles nos executivos camarários, senão enredarem-se em minhoquices e darem-nos uma tristíssima figura deles próprios?..
Como querem ser levados a sério, por serem homens "das esquerdas", se a sua presença em questões essenciais (o património da esquerda é inseparável da liberdade...) foi tão inócua como a presença dos homens das direitas?
domingo, 31 de agosto de 2014
Artur Morais, de bestial a besta...
Artur
Morais, guarda-redes do Benfica, há uns dias, não muitos ainda, foi o
herói ao defender os penaltis no jogo que terminou empatado frente
ao Rio Ave.
Hoje,
foi infeliz no golo do Sporting, e é unanimemente responsabilizado
pelo empate do Benfica, o que vai facilitar a vida ao Jorge Jesus...
Se o treinador tivesse colocado em jogo Júlio César e as coisas tivessem corrido mal, ficava sem dois guarda-redes...
Artur facilitou-lhe a vida e, neste momento, já é uma carta fora do baralho...
Pulhice
![]() |
| Novo modelo de banco |
"No afã da austeridade, o Governo ditou cortes sobre cortes nos ordenados dos funcionários públicos e nas pensões. Também não escaparam as prestações sociais, mesmo aquelas que são do regime contributivo, no caso os subsídios de desemprego e de doença. Os primeiros vieram no Orçamento do Estado para 2013, na ordem dos 5% no primeiro caso e de 6% no segundo. A oposição pediu a inconstitucionalidade da medida e, em abril desse ano, o Tribunal Constitucional decretava-a. O Executivo devolveu aos beneficiários o que já tinha arrecadado e insistiu na medida em sede de Orçamento Retificativo, limitando-se a alterar a fasquia dos cortes para valores acima dos 419 euros. A maioria aprovou a medida na Assembleia da República e ela entrou em vigor a 25 de julho, mas só foi processada em setembro pelos serviços da Segurança Social que, implacavelmente, exigiram aos beneficiários abrangidos a devolução dos montantes das duas prestações já recebidas.
No Orçamento do Estado de 2014 lá ficou inscrito o mesmo corte, com brado da oposição que enviou mais um pedido de inconstitucionalidade para o Palácio Ratton, sem se lembrar de pedir que a decisão abrangesse o retificativo. Os juízes voltaram a chumbar esses cortes para 2014. Pela segunda vez! Por uma questão de ética e de respeito pelos desempregados e doentes, já que pela Constituição parece não haver muito, o Governo devia ter devolvido aquilo que foi cortado nesses subsídios desde 25 de julho a dezembro de 2013. Não o fez. Aproveitando a brecha deixada pela "falha" da oposição, o Governo guardou uns "trocos" de cinco meses que faziam muita falta aos que se encontravam (e encontram) em situação de debilidade."
EDITORIAL do dn
Merecido sucesso dos Amadores do Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense ontem no Cae
Ontem
à noite, o Cae encheu para ver “Um Violinista no Telhado”. As
cerca de 800 pessoas que se deslocaram, tiveram oportunidade de ver
uma magnífica interpretação dos Amadores Grupo de Teatro Sociedade
de Instrução Tavaredense de uma peça teatral baseada nas histórias
de Sholom Aleichem, escrita no início do século XX.
Tevye
é o leiteiro e judeu que vive na aldeia de Anatevka na Rússia em
1905. Trabalha arduamente, quase de sol a sol, para que nada
falte à mulher e às suas cinco filhas. No entanto, no país,
começam a soprar ventos pré-revolucionários que, mais tarde ou
mais cedo, irão chegar à aldeia e alterar radicalmente as vidas e
também os costumes e tradições dos seus habitantes.
“O
Violinista no Telhado”, porém, acaba por ser uma situação que nos afecta a todos, apesar de se passar numa comunidade judaica. Fala de
famílias e de crenças. Portanto, “O
Violinista no Telhado” não é só uma obra que pode ser entendida
pela comunidade judaica. É uma peça que tem emocionado muita gente pelo mundo inteiro.
Tevye
é um pobre judeu. Pai de cinco filhas, mora numa pequena Aldeia,
onde a maioria das pessoas são simples e, tal como ele, vivem acima
de tudo condicionados pela tradição.
Todavia,
à medida que suas filhas se vão apaixonando, Tevye começa a sentir
na pele as mudanças ideológicas que começam a “minar” a nova
geração. Como homem de bom coração, deseja em primeiro lugar o bem de suas filhas. Porém,
mesmo para ele, tudo tem limites.
No fundo, o que Tevye teria desejado que tivesse mudado, é que as mudanças lhe tivessem proporcionado
um pouco de mais bem estar económico. As cenas em que se dirige a
Deus, como que a dizer “porque temos de sofrer assim"?, são
de uma subtileza arrepiante.
Os
Amadores do
Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense, com esta
representação de “O
Violinista no Telhado”, uma obra escrita no início do século passado, mas
cuja mensagem está mais actual do que nunca, levaram-me a olhar e
reflectir para o papel das "velhas" e "novas" tradições no nosso dia a dia –
por exemplo, que influência tem a religião, a música, o futebol, a
televisão, a internet, a forma como está organizado o trabalho e os
costumes, na maneira como nos conseguimos relacionar e interagir com os que nos rodeiam no quotidiano.
Na peça, Perchik é aquele que contesta quase tudo. É certo que não vai ao ponto de colocar em causa Deus, mas contesta outros valores vigentes na
sociedade da época: por exemplo, os homens e as mulheres não se
poderem tocar, ficarem separados no casamento por uma corda no meio,
ser o pai a decidir sobre o casamento das filhas.
Esta,
a personagem contestatária, foi a que deixou a mensagem que mais me impressionou nesta obra teatral com mais de 100 anos: para construirmos o
futuro temos de saber olhar de frente para a tradição.
Sem desprimor para ninguém, permitam que, felicitando todos, destaque o trabalho de João Miguel Amorim, que adaptou, encenou e protagonizou "O Violinista no Telhado", ao que julgo saber ainda um jovem, que a continuar com esta competência e talento vai certamente contribuir para manter no futuro o Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense no patamar a que foi elevado por Mestre José da Silva Ribeiro.
Obrigado
Amadores
do
Grupo de Teatro Sociedade de Instrução Tavaredense.
Foram mais de duas horas que passaram a voar.
sábado, 30 de agosto de 2014
Em directo para o sítio dos desenhos
"A imprensa figueirinhas – a temática e a problemática"
Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.
Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa.
Lisboa: Estampa, 1993.
Que bom é viver em Portugal!..
A
sorte que um cidadão exemplar, que não tem dinheiro nem poder,
tem por viver em Portugal, quando tem o azar de ter um problema
com a justiça:
“Prescrição salva Jardim Gonçalves de condenação em tribunal”...
Para manter o prestígio... (III)
Porque
este blogue não pode ser só larachas políticas, patos mortos,
futebol e fotos de mulheres nuas, fica uma notícia cultural, tal como a foto, sacada daqui...
“De médico e de louco, diz-se, todos nós temos um pouco.
Já a combinação de professor, advogado, jornalista, político, ensaísta e romancista é menos comum.
Este sábado, a seguir ao bloco informativo das 10h00, damos-lhe a conhecer o novo romance de António Tavares, «As palavras que me deverão guiar um dia», finalista do cobiçado Prémio Leya, mas também o seu autor, o homem que garante ter feito sempre o que queria, de consciência tranquila e que está, admite, cada vez mais «despojado», a caminho de uma misantropia sorridente: «mais natureza, mais pessoas e menos sociedade».
O livro - uma homenagem à literatura e aos autores e obras que lhe alimentaram a alma e a imaginação, com «qualquer coisa de autobiográfico» -, estará nas livrarias, com a chancela da Teorema, a partir de 2 de Setembro.
A entrevista, essa, pode ouvi-la já hoje, em 99.1 fm".
“De médico e de louco, diz-se, todos nós temos um pouco.
Já a combinação de professor, advogado, jornalista, político, ensaísta e romancista é menos comum.
Este sábado, a seguir ao bloco informativo das 10h00, damos-lhe a conhecer o novo romance de António Tavares, «As palavras que me deverão guiar um dia», finalista do cobiçado Prémio Leya, mas também o seu autor, o homem que garante ter feito sempre o que queria, de consciência tranquila e que está, admite, cada vez mais «despojado», a caminho de uma misantropia sorridente: «mais natureza, mais pessoas e menos sociedade».
O livro - uma homenagem à literatura e aos autores e obras que lhe alimentaram a alma e a imaginação, com «qualquer coisa de autobiográfico» -, estará nas livrarias, com a chancela da Teorema, a partir de 2 de Setembro.
A entrevista, essa, pode ouvi-la já hoje, em 99.1 fm".
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Na Figueira, a partir daqui, só se fizer comunicação social sem jornalistas! Portanto, só podemos estar optimistas...
A propósito duma polémica da treta, um dia destes, no facebook, li algures por aqui um comentário que dizia mais ou menos
isto.
“Quanto à comunicação social da Figueira, seria bom que as pessoas soubessem quantos jornalistas existem. Por muito bons que sejam, não conseguem acompanhar tudo. É fácil falar estando de fora, mas é difícil fazer melhor.
Sabem o que é estar 24h/24h em serviço? A Foz do Mondego, o Figueira na Hora e a Voz da Figueira têm UM JORNALISTA! Sabem quanto tempo demora editar, confirmar dados/fontes e divulgar uma notícia?“
Para quem acompanha de perto as fragilidades da comunicação social figueirense nos últimos 40 anos, isto não é novidade. Eu próprio sabia que a coisa funciona assim. E a situação tem vindo a piorar, ano após ano. Fecho de jornais, despedimento de jornalistas, falta de estabilidade profissional, falta de liberdade, essa foi uma realidade que o próprio autor deste blogue foi acompanhando ao longo dos tempos...
“Quanto à comunicação social da Figueira, seria bom que as pessoas soubessem quantos jornalistas existem. Por muito bons que sejam, não conseguem acompanhar tudo. É fácil falar estando de fora, mas é difícil fazer melhor.
Sabem o que é estar 24h/24h em serviço? A Foz do Mondego, o Figueira na Hora e a Voz da Figueira têm UM JORNALISTA! Sabem quanto tempo demora editar, confirmar dados/fontes e divulgar uma notícia?“
Para quem acompanha de perto as fragilidades da comunicação social figueirense nos últimos 40 anos, isto não é novidade. Eu próprio sabia que a coisa funciona assim. E a situação tem vindo a piorar, ano após ano. Fecho de jornais, despedimento de jornalistas, falta de estabilidade profissional, falta de liberdade, essa foi uma realidade que o próprio autor deste blogue foi acompanhando ao longo dos tempos...
Neste
momento, os órgãos de comunicação figueirenses sobrevivem com as
redacções mais "magras", "leves" e "baratas",
que é possível. A partir daqui, só se fizer comunicação social
sem jornalistas. Crê-se, por isso, que "o pior já tenha
passado".
Além
da dimensão humana deste problema, também aqui na Figueira, a
questão principal tem a ver com a falta de enquadramento em termos
de paradigma com que estas alterações e despedimentos são feitos.
Ou seja, está-se perante meras operações contabilísticas, sem
qualquer sustentação naquilo que deveria ser o modelo do jornalismo
no futuro e do negócio que o sustenta. Isso acontece, em parte,
porque ainda não se sabe bem qual o caminho que o jornalismo pode seguir e, muito menos, que esquema de financiamento o pode
viabilizar.
Como
alguém ligado ao sector me disse recentemente, fazer depender hoje em dia um
projecto jornalístico de receitas de publicidade e de vendas em
banca (ou por assinatura) é a receita para o desastre...
Como, aliás,
se viu com projectos editoriais recentes em Portugal, que foram
lançados cheios de pujança, mas alicerçados em modelos obsoletos e
que, rapidamente, se viram confrontados com a dura realidade dos
números.
Então,
que novas
formas de negócio existem neste sector que possam viabilizar os
jornais e o jornalismo num futuro próximo?
Um
desses modelos já foi testado no Figueirense, depois de ser propriedade
do Casino, e continua em vigor na Foz do Mondego Rádio do empresário e político Fernando Cardoso: passa, digamos assim, por uma espécie de mecenato.
No
fundo, para abreviar, acredita-se que se parte do princípio de que o investimento
financeiro é feito sem uma lógica de lucro inerente (e até mesmo a "fundo
perdido")...
Então,
qual seria o interesse?
Em causa, poderia estar outro tipo de "retorno", que pode
ser prestígio cultural, social, “poder” pelo controle da
informação, controle político, etc.
Este,
é apenas um caminho que o jornalismo e os jornais poderão vir a
seguir nos próximos anos.
Para
já, ainda não foi encontrada a fórmula que garanta a sua
viabilidade saudável para o futuro. Como o exemplo do Figueirense
provou.
Para já, continua a funcionar a Foz do Mondego Rádio...
Desde que me conheço, que me considero um observador atento da dura
realidade dos meios de comunicação social figueirense.
Na Figueira, do meu ponto de vista, a comunicação social continua a ter os pecadilhos de sempre: falta de ideias próprias; e continua presa a velhas rotinas, que impedem a sua renovação.
Basta ver os conteúdos. O grosso da coluna das notícias veiculadas pelos órgão de comunicação locais, provem das fontes oficiais ou institucionais.
Na Figueira, do meu ponto de vista, a comunicação social continua a ter os pecadilhos de sempre: falta de ideias próprias; e continua presa a velhas rotinas, que impedem a sua renovação.
Basta ver os conteúdos. O grosso da coluna das notícias veiculadas pelos órgão de comunicação locais, provem das fontes oficiais ou institucionais.
Não falam das pessoas normais - as que no fundo lêem jornais e ouvem rádio.
Os jornais – e os jornalistas - gravitam em torno dos poderes, como mosquitos à volta duma lâmpada acesa numa noite escura, numa zona de águas estagnadas e mal cheirosas.
Culpa dos jornalistas?
Também, mas não só.
Os interesses – não só os económicos – é que determinam as regras do jogo.
Mas quais são os grandes pecados?
Na minha óptica, os grandes pecados dos media figueirenses são o comodismo, a desatenção, o respeitinho pelo poder, o alheamento da sua tarefa histórica de vigilância democrática.
Só que o público está cada vez mais atento e a ganhar uma postura cada vez mais pensada e interveniente.
Os tempos dos leitores e dos ouvintes se deixarem reduzir a simples consumidores de conteúdos, sem qualquer postura crítica relativamente ao menu mediático que lhe é proposto, estão a acabar.
Algo está a mudar.
Lenta, mas progressivamente, a influência dos media na sociedade está a impor leitores, ouvintes e telespectadores cada mais críticos e atentos à comunicação social e à sua mensagem.
No País em geral. E também na Figueira.
Os jornais – e os jornalistas - gravitam em torno dos poderes, como mosquitos à volta duma lâmpada acesa numa noite escura, numa zona de águas estagnadas e mal cheirosas.
Culpa dos jornalistas?
Também, mas não só.
Os interesses – não só os económicos – é que determinam as regras do jogo.
Mas quais são os grandes pecados?
Na minha óptica, os grandes pecados dos media figueirenses são o comodismo, a desatenção, o respeitinho pelo poder, o alheamento da sua tarefa histórica de vigilância democrática.
Só que o público está cada vez mais atento e a ganhar uma postura cada vez mais pensada e interveniente.
Os tempos dos leitores e dos ouvintes se deixarem reduzir a simples consumidores de conteúdos, sem qualquer postura crítica relativamente ao menu mediático que lhe é proposto, estão a acabar.
Algo está a mudar.
Lenta, mas progressivamente, a influência dos media na sociedade está a impor leitores, ouvintes e telespectadores cada mais críticos e atentos à comunicação social e à sua mensagem.
No País em geral. E também na Figueira.
O Professor Cavaco voltou a falar!
O
Prof. Cavaco está de novo na agenda mediática, por ter felicitado Ronaldo...
Alguns portugueses elegeram o chefe do Estado para ser o garante do normal funcionamento das instituições.
Por essa razão, o presidente da República não tinha o direito ao silêncio nesta importante questão.
Desde já, registe-se que o chefe do Estado esteve à altura da sua responsabilidade democrática, ao sair a terreiro e deixar uma palavra serena sobre a necessidade de respeito pela valorização do desporto em Portugal e para a projecção internacional do país.
O professor Cavaco Silva teve, nesta importante questão, uma oportunidade quase única para redimir o seu mandato.
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