.

"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos" na Figueira.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A política e as famílias figueirenses

A política figueirense, “é, desde sempre, assunto de umas quantas famílias e a respública uma espécie de “cosa nostra”.
Ao deparar com esta postagem do “o sítio dos desenhos” não pude deixar de me lembrar deste post, publicado pelo Aldeia Olímpica em 7 de Agosto passado: Adalberto Carvalho e Augusto Alberto, duas grandes referências do desporto figueirense, são candidatos pela CDU à Câmara Municipal.”
Esta postageu, mereceu este destemperado comentário de um anónimo:
“São sempre os mesmos... A grande família Carvalho (irmãos, irmãs, sobrinhos e cunhados) tem elementos que dão para formar umas 3 listas ! O Batista leninista não podia estar ausente ! Não está o Francisco Guerreiro mas lá está, inevitavelmente, a sua mulher. Estará, também, o Quim João Monteiro ? Quantos da familia Vaco de Vila Verde ? Não dá para pensar o porquê de tão pouca capacidade de renovação e de atracção de novos quadros ????? Não vos salta à vista o enconchamento sectário ?”
O meu Amigo Alexandre Campos, igualmente de forma destemperada, respondeu:
“Palhacito, dá a cara.Ou o ps paga-te bem?”
Até hoje, o anónimo (pensa ele), permaneceu no anonimato.
Mas, pensando bem, em parte, o anónimo tem alguma razão, pois “a política figueirense, “é, desde sempre, assunto de umas quantas famílias e a respública uma espécie de “cosa nostra”.
Apesar de “algo ir mudando, isto é visível na entrada de novos nomes sem quaisquer pergaminhos para as listas de candidatos à Assembleia Municipal pelos partidos do poder, segundo a velha máxima siciliana enunciada por Giuseppe Tomasi di Lampedusa, o que muda é apenas o bastante para que tudo permaneça igual”, a
tente-se no PS, onde “ainda não foi desta que o mais discreto de todos, aquele a quem chamam “o senador”; a eterna promessa adiada do “socialismo empresarial“ figueirinhas; a “eminência parda”, enfim, o verdadeiro “cappo dei tutti cappi”, Fernando Cardoso, avançou.”
Mas, nesta vida, nada acontece por acaso. “Talvez este facto se explique porque a esposa, (de quem, à semelhança de Joana Aguiar de Carvalho, ninguém conhece qualquer tomada de posição política pública) já conquistou, à outrance, um invejável lugar elegível, na mesma lista.”
Não está lá o “senador”, mas está a mulher…
Aguardam-se comentários do anónimo do Aldeia Olímpica… Só que aqui, terá que assinar com nome. Isto, não é local para anónimos asilados.

2 comentários:

alex campos disse...

Agostinho:
Primeiro devo dizer que não respondi de forma destemperada, pois o anonimato é o esgoto da blogosfera. Não há destempero possível para tal gente.
Segundo, o Adalberto Carvalho e o Augusto Alberto não são familiares, embora os nomes até rimassem.
Terceiro, o Baptista, goste-se ou não da pessoa, é um dos militantes comunistas históricos da Figueira da Foz e o Quim João Monteiro, goste-se ou não da pessoa, esteve na fundação da CGTP.
São meus camaradas e não têm nada a provar a ninguém.
É necessário e urgente começarmos a respeitar quem é digno de respeito.
Portanto não é qualquer cobardolas, a coberto do anonimato, que me faz destemperar.
Continuo temperadinho.

Um grande abraço
de amizade, respeito e admiração

o cu de judas disse...

bem não sei quem foi o anónimo, mas infelizmente tem toda a razão.
Há familias em que o Pai é PSD, a mãe CDS, o filho PS, e a Filha PCP.
Vença quem vencer está tudo bem, temos sempre lá alguém. Aliás determinadas personagens estão a trabalhar na Câmara pela sua competência ou por pertencerem a esta élite? A verdade neste país passou a calúnia? ou eles são detentores de outraas verdades? Isto é complicado.