sábado, 24 de junho de 2017

Este muro...

Escreveu António Durão, candidato pelo Partido da Terra, nas eleições de Outubro próximo, sobre este muro o seguinte. Passo a citar:
"Visão de quem vai dentro da viatura em sentido Sul-Norte... Toda a vista de mar se perdeu. Não entendo como não continuaram a linha do muro que já vem desde o relógio, da Figueira e continua até ao Cabo Mondego. Questões de segurança? Se assim for deveria ser explicado, pois a nível paisagístico é uma nulidade!!!"
Esta vista, para quem gosta de ver sempre mais além aborrece-me. 
A minha sede de conhecimento foi sempre imensa.  E, precisamente, foi essa minha sede de saber, essa busca, que me tem mantido interessado e atento ao que nos rodeia. 
A insatisfação, pelo menos para mim, é vital e tem alimentado  a minha capacidade interventiva e  inventiva. 
O seu inverso levar-me-ia à desistência e ao conformaismo. 
Por isso, sempre que passar por este local vou olhar para além do muro que nos puseram à frente.
Apesar da minha já venerável idade, mulher feia é o que sempre foi: ao princípio é como um  muro como este. 
Começa por meter medo. Contudo, como as dificuldades sempre foram para ser para ser ultrapassdas, lá se acaba por ir trepando...

Já sabemos o que vai aconterer: a culpa vai continuar a morrer solteira? De uma vez por todas, a altura é de parar para pensar!..

O desejo, é das pulsões mais fortes duma pessoa...

Via Maria Gama

Estamos num País onde se continua a brincar com o fogo! Só que ele não sabe brincar... (II)

Via o sítio dos desenhos

Estamos num País onde se continua a brincar com o fogo! Só que ele não sabe brincar...

Foto sacada daqui
"A cena passou-se no Saltadouro, zona arborizada de Tavarede, durante o último grande incêndio florestal no concelho da Figueira, foi em 2005. As chamas aproximavam se de uma casa cercada de mato e pinheiros. À volta da casa, uma infinidade de materiais combustíveis (plásticos, veículos) e botijas de gás. Os habitantes da casa estavam de “cabeça perdida”, sem saber o que fazer. Felizmente, os bombeiros chegaram a tempo de apagar as chamas que se aproximavam. 
Nessa altura, apercebi-me que as pessoas que moram nesta situação, rodeadas de floresta, não estão informadas nem preparadas para uma situação de incêndio. Nunca ninguém lhes ensinou o que fazer em caso de incêndio, não têm um plano básico de emergência. Será que hoje estamos mais bem preparados e as populações mais vulneráveis tiveram formação? Ou continua tudo na mesma? 
O professor Xavier Viegas (Universidade de Coimbra) faz investigação sobre incêndios florestais. Escreveu o livro “Cercados pelo fogo”, que conta a trágica “história” das pessoas, entre bombeiros e populares, que sucumbiram durante incêndios florestais. 
Impressiona a quantidade de gente que morreu por não saber o que fazer em caso de incêndio. “Permanecer dentro de casa é sempre a melhor opção. Janelas e portas fechadas.” 
Termino com uma nota positiva: “As alterações propostas pelos munícipes para as zonas abrangidas pela Carta de Incêndios foram todas rejeitadas”, na revisão do PDM. Haja bom senso!"
Cercados pelo fogo, uma crónica de João Vaz, consultor de sustentabilidade, publicada no jornal AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
Repito um pedido, ao mesmo tempo um grito de impotência e de revolta, feito aqui.
Não brinquem com fogo...
E a razão é simples: ele não sabe brincar!