"... a palavra Páscoa já tem um sentido diferente do inicial ...
De facto a palavra começa por ter no hebraico - p'hesachh - o significado de passagem, trânsito (cf. Morais). E a festa da p'hesachh comemorava jubilosamente a travessia do Mar Vermelho pelos Hebreus.
A coisa porém não principia aqui. Vem já de trás, dos pagãos que celebravam nos ágapes em que imolavam o carneiro, não a passagem do Mar Vermelho, mas a passagem do Inverno para a Primavera que se realiza no signo de Áries: trata-se pois inicialmente duma festa astrológica e é neste signo do Áries=Carneiro, que deve principiar a nossa história ..."
(Américo Cortez Pinto, in Meditações Filológicas em Volta do Termo «Páscoa», sep., 1965)
domingo, 5 de abril de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
Da série, as palavras que hei-de recordar um dia....
Qual a diferença entre o Super-Homem e
o vereador Tavares?
Apenas um se aguentou em cima do
cavalo...
O salvador
“O menos que se pode dizer da
operação que levou António Costa a secretário-geral do PS e a
candidato a primeiro-ministro é que não foi “elegante”.
Nessa altura, muita gente desculpou ou
justificou a grosseria e a brutalidade da coisa, porque esperava de
António Costa uma nova oposição ao governo lúcida e compreensível
e, sobretudo, com princípio, meio e fim. A discrição e as
meias-frases na Quadratura do Círculo davam a impressão de esconder
um pensamento sólido e um plano político original, que nos tirasse
do lugar-comum e da pura irrelevância do debate instituído.
Infelizmente, não aconteceu nada disso. Nem nos rituais do Congresso
Socialista, nem a seguir em meia dúzia de entrevistas de uma
“prudência” claramente exagerada e de uma ambiguidade extrema,
António Costa saiu da mastigação das velhas lamúrias da esquerda
e da extrema-esquerda.
Esperança não trouxe nenhuma; e
extinguiu depressa o entusiasmo das “primárias” do PS, em que
não se sabe ao certo quem votou. Apareceu então um putativo
salvador que se calava ou, quando se mexia, era como se andasse a
pisar ovos. O que, de resto, não o salvou de erros sem desculpa.
Prometeu baixar o IVA da restauração para 13% (como se os 23% não
tivessem também o objectivo de melhorar a qualidade dos serviços
prestados); prometeu a “reposição total” dos salários (do
Estado, claro) e das pensões, sem explicar onde iria buscar o
dinheiro para essa extravagância; prometeu que os municípios
passariam a reter uma indeterminada percentagem do IVA, gerado
localmente; e prometeu um “programa nacional” de “requalificação
urbana”, aparentemente financiado pela “Europa”. Ora isto por
um lado é muito, e por outro lado muito pouco. Meia dúzia de
medidas não faz um plano estratégico; e um plano estratégico
precisa de uma inspiração unificadora, capaz de ser adoptada e
compreendida pelo cidadão comum.
Mas, para nossa desgraça, António
Costa, talvez por falta de inspiração própria, não mostrou até
agora capacidade para inspirar ninguém. No governo foi um razoável
ministro; na câmara um administrador sofrível; e no partido um
ambicioso hábil. O que não chega para um país sem futuro certo ou
destino visível. Tropeçando de papel em papel e de comissão em
comissão, António Costa vai fatalmente desaparecer, já
desapareceu, no cansaço e no desespero dos portugueses.”
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Cavaco Silva - e bem - foi ao funeral de Manoel de Oliveira...
Estou a ver em directo na televisão a
chegada de Cavaco Silva ao funeral de Manuel de Oliveira...
No facebook tenho vindo a deparar-me
com indignações várias ao facto de Cavaco ter ignorado a morte de
Saramago...
Por uma vez, vou tomar partido pro
Cavaco!..
Já imaginaram: “se ele
tivesse de ir ao funeral de todos os portugueses que ganharam um
Nobel não tinha feito mais nada na vida.”
E, para além do mais, “Saramago era
comunista. E ateu”...
Zé - 15 anos depois continuas vivo na memória de alguns...
Morreu em 28 de Abril de 2000.
Tinha nascido a 17 de Fevereiro de 1941.
Nome completo: José Alberto de Castro Fernandes Martins.
Para os Amigos, continua a ser simplesmente o ZÉ.
Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto. Não a visível, mas a essencial.
Andarilho e contador de histórias vividas, o Zé Martins passou em palavras escritas pelo Notícias da Figueira, Diário de Coimbra, Diário Popular, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, República, Opinião, Vértice, Mar Alto (de que foi co-fundador), Barca Nova (de que foi fundador e Director) e Linha do Oeste.
Como escreveu Hamlet, “o mundo está fora dos eixos. Oh! ... Maldita sorte! ... Porque nasci para colocá-lo em ordem! ...”.
D. Quixote considerou que “era o seu ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, desfazendo agravos”.
O Zé considerava essa também a sua principal missão: “também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!”
Hoje, António Augusto Menano, na sua crónica habitual das sextas-feiras no jornal AS BEIRAS, ao escrever “Sobre o esquecimento” lembra a determinado passo o ZÉ: “Os deveres, sim, isso é coisa de somenos. E quase fico a pensar que tudo é esquecível. Mas há coisas que não se esquecem. Recordarei pessoas, a maior parte delas humildes: o sr. Santos, que na biblioteca, à época situada por cima de onde hoje estão os Bombeiros Municipais, me ia “recomendando” livros, muitos dos quais eram mesmo maus, mas a verdade era que se interessava por mim. Recordarei os meus amigos Sousa Cardoso e António Jorge da Silva, obreiros, com outros, do Mar Alto, do Zé Martins, um grande esquecido (embora não pareça) desta terra; do Catitinha, que alguns “terrores” me provocou; do Mário, que me salvou de ser levado pelo temporal arrastado por cima do muro da Santa Casa da Misericórdia, democrata, antifascista, para mim, por essa altura, um amigo da família que era carteiro.”
Meu caro e irreverente Zé - Amigo e Mestre: confesso que por vezes me assola a maldita sensação de que se a pena é uma arma – e é, também é pouco para o combate desigual contra quem, sem pudores ou escrúpulos de qualquer espécie, nos combate com as mãos enfiadas nos nossos bolsos agredindo-nos até às entranhas.
Com a sua morte, a Figueira perdeu uma parte do seu rosto. Não a visível, mas a essencial.
Andarilho e contador de histórias vividas, o Zé Martins passou em palavras escritas pelo Notícias da Figueira, Diário de Coimbra, Diário Popular, Jornal de Notícias, Diário de Lisboa, República, Opinião, Vértice, Mar Alto (de que foi co-fundador), Barca Nova (de que foi fundador e Director) e Linha do Oeste.
Como escreveu Hamlet, “o mundo está fora dos eixos. Oh! ... Maldita sorte! ... Porque nasci para colocá-lo em ordem! ...”.
D. Quixote considerou que “era o seu ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, desfazendo agravos”.
O Zé considerava essa também a sua principal missão: “também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!”
Hoje, António Augusto Menano, na sua crónica habitual das sextas-feiras no jornal AS BEIRAS, ao escrever “Sobre o esquecimento” lembra a determinado passo o ZÉ: “Os deveres, sim, isso é coisa de somenos. E quase fico a pensar que tudo é esquecível. Mas há coisas que não se esquecem. Recordarei pessoas, a maior parte delas humildes: o sr. Santos, que na biblioteca, à época situada por cima de onde hoje estão os Bombeiros Municipais, me ia “recomendando” livros, muitos dos quais eram mesmo maus, mas a verdade era que se interessava por mim. Recordarei os meus amigos Sousa Cardoso e António Jorge da Silva, obreiros, com outros, do Mar Alto, do Zé Martins, um grande esquecido (embora não pareça) desta terra; do Catitinha, que alguns “terrores” me provocou; do Mário, que me salvou de ser levado pelo temporal arrastado por cima do muro da Santa Casa da Misericórdia, democrata, antifascista, para mim, por essa altura, um amigo da família que era carteiro.”
Meu caro e irreverente Zé - Amigo e Mestre: confesso que por vezes me assola a maldita sensação de que se a pena é uma arma – e é, também é pouco para o combate desigual contra quem, sem pudores ou escrúpulos de qualquer espécie, nos combate com as mãos enfiadas nos nossos bolsos agredindo-nos até às entranhas.
Brincadeira do 1 de abril
Estive para não escrever nada.
Porém, pensando melhor, por rigor, fica o registo: a nossa brincadeira do 1 de Abril,
este ano, foi esta.
Como isto vai neste cantinho à beira
mar plantado, nada adianta a explicação, pois a “postagem em
causa” poderia perfeitamente ser verdadeira.
Quase 41 anos depois do 25 de Abril, conquistámos direito a um novo lema, graças aos sucessivos governos dos últimos anos – mas, por uma questão de justiça democrática, convém sublinhá-lo bem: sobretudo, graças à actuação decisiva e determinada deste.
Quase 41 anos depois do 25 de Abril, conquistámos direito a um novo lema, graças aos sucessivos governos dos últimos anos – mas, por uma questão de justiça democrática, convém sublinhá-lo bem: sobretudo, graças à actuação decisiva e determinada deste.
- Um de Abril sempre, verdade nunca
mais.
Manuel Luís Pata e Alfredo Pinheiro Marques novos sócios honorários do CEMAR
Por
deliberação datada de 29.03.2015, por ocasião da celebração dos vinte
anos da fundação (Janeiro de 1995), foi feita a atribuição dos
títulos de "Associados Honorários" do Centro de Estudos
do Mar (CEMAR) a Manuel Luís Pata (autor dos livros sobre a Figueira
da Foz e a Pesca do Bacalhau) e a Alfredo Pinheiro Marques
(presidente, coordenador científico, mecenas, etc., desta
associação, desde a sua fundação).
quinta-feira, 2 de abril de 2015
O pais está tão melhor... não está?..
Reproduzo um texto de Sofia Covas:
Queridas pessoas que mandam,
Acabo de ver uma velhinha a apanhar comida do chão. Uma velhinha assim como as avós que nós temos na aldeia, ou como aquelas que imaginamos.
Dei-lhe um litro de leite. Era a única coisa que tinha comigo. E foi como se lhe tivesse dado uma fortuna, ou o mundo dentro de um pacote.
E tudo - desde vê-la a agarrar um quarto de palmier que alguém deixou cair até ao olhar de gratidão quando lhe estendi o leite - fez deste um dos momentos mais tristes que me lembro de ter vivido.
Queridas pessoas que mandam,
Acabo de ver uma velhinha a apanhar comida do chão. Uma velhinha assim como as avós que nós temos na aldeia, ou como aquelas que imaginamos.
Dei-lhe um litro de leite. Era a única coisa que tinha comigo. E foi como se lhe tivesse dado uma fortuna, ou o mundo dentro de um pacote.
E tudo - desde vê-la a agarrar um quarto de palmier que alguém deixou cair até ao olhar de gratidão quando lhe estendi o leite - fez deste um dos momentos mais tristes que me lembro de ter vivido.
O legado de Manoel de Oliveira
Morreu Manoel de Oliveira e está instalado o drama nacional.
Do meu ponto de vista, o drama não foi ter morrido Manoel de Oliveira: o drama foi ter morrido um jovem de 106
anos, chamado Manoel, filho de alguém, neto de alguém, amigo de
alguém.
Do meu ponto de vista, o drama foi ter-se constatado o óbvio - há pessoas que julgamos imortais: tal como disse um dia Manoel de Oliveira, "a vida é uma derrota".
Foi o que ensinou a vida a um homem
centenário, que atravessou quase todo o século XX e os primeiros 14
anos do século XXI: nascemos contra vontade e não somos senhores
do nosso destino.
Era um homem solidário.
Em 2010, num artigo para o PÚBLICO, em
"defesa do cinema português", mostrou que pensava nas
condições cada vez mais difíceis dessa coisa de fazer filmes em
Portugal. Que pensava nos seus colegas.
"Eles, como eu, sempre viveram na
precariedade e na insegurança, sem reforma nem subsídio de
desemprego, e sem nunca sabermos se não estaremos a fazer o nosso
último filme. Eles, como eu, só temos um desejo: todos ambicionamos
morrer a fazer filmes."
A poucos dias da comemoração dos 41 anos do 25 de Abril de 1974...
Um documento cuja leitura recomendo vivamente...
Recurso da Candidatura da CDU referente às Eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira de 29 de Março de 2015.
Para os mais preguiçosos fica um extracto:
«(...) Apontam-se como exemplos que não podem deixar de ser verificados, por terem repercussão direta na atribuição de mandatos, os casos seguintes: - Na Secção L da freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, o PSD obteve 48 votos, como consta da respetiva ata. Porém, do edital constam 218 votos no PSD. Na assembleia de apuramento geral, solicitada a recontagem dos votos pelo mandatário da CDU, procedeu-se à abertura da urna, mas foi indeferida essa recontagem, tendo sido inserido como resultado final os 218 votos sem qualquer verificação.(...)»
Recurso da Candidatura da CDU referente às Eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira de 29 de Março de 2015.
Para os mais preguiçosos fica um extracto:
«(...) Apontam-se como exemplos que não podem deixar de ser verificados, por terem repercussão direta na atribuição de mandatos, os casos seguintes: - Na Secção L da freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, o PSD obteve 48 votos, como consta da respetiva ata. Porém, do edital constam 218 votos no PSD. Na assembleia de apuramento geral, solicitada a recontagem dos votos pelo mandatário da CDU, procedeu-se à abertura da urna, mas foi indeferida essa recontagem, tendo sido inserido como resultado final os 218 votos sem qualquer verificação.(...)»
O jardim "bizarro"...
Alberto João Jardim não está morto...
Perante a possibilidade do Tribunal Constitucional promover uma recontagem (apoiada, agora, por quase todos os partidos), proferiu declarações absolutamente lamentáveis, abrindo guerra à CNE...
Os objectivo são claros:
1) tentar desacreditar e fazer da CNE o “bode expiatório”;
2) tentar uma "manobra de diversão" para desviar as atenções do verdadeiro problema - que é o das chapeladas que acontecem em certos locais (diga-se, em abono da verdade, não só na Madeira...).
Perante a possibilidade do Tribunal Constitucional promover uma recontagem (apoiada, agora, por quase todos os partidos), proferiu declarações absolutamente lamentáveis, abrindo guerra à CNE...
Os objectivo são claros:
1) tentar desacreditar e fazer da CNE o “bode expiatório”;
2) tentar uma "manobra de diversão" para desviar as atenções do verdadeiro problema - que é o das chapeladas que acontecem em certos locais (diga-se, em abono da verdade, não só na Madeira...).
História e Cultura Marítima da Foz do Mondego (Buarcos) disponível em formato digital...
O Curso de História e Cultura Marítima de Portugal, da Beira Litoral e da Região da Foz do Mondego (Buarcos) publicado por Alfredo Pinheiro Marques, director do Centro de Estudos do Mar, no âmbito da celebração dos Vinte Anos da Fundação do CEMAR (Figueira da Foz - Montemor-o-Velho - Praia de Mira, 1995-2015), foi disponibilizado para o público, em memória magnética(formato PDF). Para o efeito clicar aqui.
Esta publicação do Centro de Estudos do Mar inclui, como anexo, o texto "Síntese da História de Buarcos, Foz do Mondego, nos Séculos XIV-XVIII", um texto escrito no ano de 2011 a pedido da Junta de Freguesia de Buarcos (Figueira da Foz).
O trabalho é uma síntese sobre a História Local dessa antiga póvoa marítima portuguesa, e sobre a importância que nessa História tiveram, desde o século XV, as figuras históricas do Infante Dom Pedro (1392-1449) e do seu neto, herdeiro pessoal (também Senhor de Buarcos), e herdeiro político, o "Príncipe Perfeito" de Portugal, Rei Dom João II (1445-1495), "próprio e verdadeiro coração da República".
Neste Curso de História e Cultura Marítima, fica expressa a posição do seu autor, absolutamente diferente, contraditória, e radical, na Historiografia Portuguesa, acerca da importância e verdadeira dimensão - absolutamente determinante, decisiva, e esmagadora (mas, sempre, silenciada, censurada, menorizada e diminuída…) -, do Norte e Centro de Portugal (e, nomeadamente, da Beira Litoral, com as regiões da Foz do Mondego/Buarcos/Montemor, e as regiões de Aveiro/Ílhavo/Sá…) no cômputo geral da História Marítima, da História dos Descobrimentos Geográficos, das Navegações, Comércios e Pescas, da Etnografia e Cultura Naval, do Património Cultural Marítimo, deste país que é Portugal.
Esta publicação do Centro de Estudos do Mar inclui, como anexo, o texto "Síntese da História de Buarcos, Foz do Mondego, nos Séculos XIV-XVIII", um texto escrito no ano de 2011 a pedido da Junta de Freguesia de Buarcos (Figueira da Foz).
O trabalho é uma síntese sobre a História Local dessa antiga póvoa marítima portuguesa, e sobre a importância que nessa História tiveram, desde o século XV, as figuras históricas do Infante Dom Pedro (1392-1449) e do seu neto, herdeiro pessoal (também Senhor de Buarcos), e herdeiro político, o "Príncipe Perfeito" de Portugal, Rei Dom João II (1445-1495), "próprio e verdadeiro coração da República".
Neste Curso de História e Cultura Marítima, fica expressa a posição do seu autor, absolutamente diferente, contraditória, e radical, na Historiografia Portuguesa, acerca da importância e verdadeira dimensão - absolutamente determinante, decisiva, e esmagadora (mas, sempre, silenciada, censurada, menorizada e diminuída…) -, do Norte e Centro de Portugal (e, nomeadamente, da Beira Litoral, com as regiões da Foz do Mondego/Buarcos/Montemor, e as regiões de Aveiro/Ílhavo/Sá…) no cômputo geral da História Marítima, da História dos Descobrimentos Geográficos, das Navegações, Comércios e Pescas, da Etnografia e Cultura Naval, do Património Cultural Marítimo, deste país que é Portugal.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
O sol
O sol não nasce para todos ao mesmo tempo...
Mas, como o dia de hoje na Aldeia provou, acaba por nascer para todos.
Mas, como o dia de hoje na Aldeia provou, acaba por nascer para todos.
Politiquice "simples!" (II)
Os políticos, ao contrário do que aconteceu há muito a nível nacional, chegaram aos jornais na Figueira!... Chegaram como se o facto de serem políticos os tornassem cronistas de especial categoria e como se viessem cobertos por um manto de credibilidade, que não têm enquanto políticos.
Ora, como a realidade rapidamente confirmou, isto não é verdade:
1) nos jornais a legitimidade e a credibilidade estão sujeitas a outros parâmetros de validação;
2) o que os politicos escrevem nos jornais raramente são crónicas jornalísticas, o que evidentemente nada tem de grave ou negativo;
3) nos jornais, ao contrário do que deveria acontecer na politica, os cronistas políticos a que se refere o eng. Daniel Santos na sua oportuna crónica de hoje no jornal AS BEIRAS (O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo e O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente, como escrevi aqui), não são obrigados a nenhum dos procedimentos que a deontologia jornalística exige aos profissionais que fazem os jornais.
4) Sendo assim, isto é, sendo as coisas como são, um politico cronista não deveria representar, para o jornal e para o leitor, mais do que um escriturário, um agricultor, um médico, um pescador, um engenheiro, um actor, um professor, ou um pedreiro a escrever sobre o que conhece.
O que não seria pouco - seria muito.
Mas, se assim acontecesse, seria outro o jogo – e com outras regras.
Ora, como a realidade rapidamente confirmou, isto não é verdade:
1) nos jornais a legitimidade e a credibilidade estão sujeitas a outros parâmetros de validação;
2) o que os politicos escrevem nos jornais raramente são crónicas jornalísticas, o que evidentemente nada tem de grave ou negativo;
3) nos jornais, ao contrário do que deveria acontecer na politica, os cronistas políticos a que se refere o eng. Daniel Santos na sua oportuna crónica de hoje no jornal AS BEIRAS (O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo e O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente, como escrevi aqui), não são obrigados a nenhum dos procedimentos que a deontologia jornalística exige aos profissionais que fazem os jornais.
4) Sendo assim, isto é, sendo as coisas como são, um politico cronista não deveria representar, para o jornal e para o leitor, mais do que um escriturário, um agricultor, um médico, um pescador, um engenheiro, um actor, um professor, ou um pedreiro a escrever sobre o que conhece.
O que não seria pouco - seria muito.
Mas, se assim acontecesse, seria outro o jogo – e com outras regras.
Houve um que também usou a Figueira e trocou-a por outra...
"Todos juraram.
Todos usaram.
Todos a trocaram por uma mais nova.
E ninguém cuidou" da puta chamada Lisboa...
Todos usaram.
Todos a trocaram por uma mais nova.
E ninguém cuidou" da puta chamada Lisboa...
ÚLTIMA HORA: ONU vai enviar observadores internacionais para a recontagem dos votos na Madeira
Acabámos de obter, em rigoroso exclusivo mundial, a seguinte informação: a ONU vai enviar observadores internacionais para acompanhar a recontagem de votos das eleições do arco da velha que ocorreram na Madeira no passado fim de semana.
Ao que apurámos, existe ainda outro problema: não foram tidos em conta pelo programa informático da CNE os votos das Ilhas Selvagens, o que pode também contribuir para reforçar ainda mais a maioria absoluta do PSD obtida no passado domingo.
Neste momento, existe ainda a esperança de que após a recontagem supervisionada pela ONU, sejam finalmente apurados resultados que permitam nomear com carácter definitivo e absoluto um vencedor para o acto eleitoral que se realizou na Madeira, o que permitirá ao PSD refazer-se do susto que apanhou ontem durante 2 horas...
Ao que apurámos, existe ainda outro problema: não foram tidos em conta pelo programa informático da CNE os votos das Ilhas Selvagens, o que pode também contribuir para reforçar ainda mais a maioria absoluta do PSD obtida no passado domingo.
Neste momento, existe ainda a esperança de que após a recontagem supervisionada pela ONU, sejam finalmente apurados resultados que permitam nomear com carácter definitivo e absoluto um vencedor para o acto eleitoral que se realizou na Madeira, o que permitirá ao PSD refazer-se do susto que apanhou ontem durante 2 horas...
Já que hoje é dia 1 de abril, recuemos a 1 de abril de 2011...
Ei-lo a mentir com quantos dentes tem na boca. Passam hoje 4 anos.
Lembremo-nos de quem nos governa.
terça-feira, 31 de março de 2015
O rei do twiter!..
“Rui Tavares é o político mais influente no Twitter”, revela estudo publicado pelo jornal Público.
Em tempo.
No que à incapacidade de mobilizar diz respeito, conheço e, portanto, só posso falar da minha experiência pessoal...
Em tempo.
No que à incapacidade de mobilizar diz respeito, conheço e, portanto, só posso falar da minha experiência pessoal...
Politiquice "simples!"
A crónica de hoje no jornal AS BEIRAS do vereador PS, António Tavares, mostra que já estamos noutro patamar da política figueirense. Agora, a conversa evoluiu: chegámos ao terreno puro e duro da politiquice "simples!".
Mas esta conversa já me cansou há muito tempo. Um concelho não anda para a frente, nem dá alegrias aos seus habitantes, com políticos como O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo ou O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente - e tudo o que uma pessoa possa dizer mais é chover no molhado.
O concelho precisa mesmo é de alternativas sérias à politiquice com que nos têm vindo a distrair desde 1997...
A opinião de O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo é intrigante: “o executivo, para além de reuniões parcelares, encontra-se mensalmente com todos os presidentes de junta e estabelece, de forma sistemática, contactos com outras entidades do concelho, está presente nas sessões solenes das colectividades e noutras cerimónias, e, em cada mês, presidente e vereadores recebem perto de uma centena de pessoas que vêm à câmara expor os seus problemas.”
Reaproximar os eleitos dos eleitores, a nível concelhio, com uma reunião mensal com os presidentes das juntas de freguesia?
Ou há politiquice rasteira nisto, ou a coisa é totalmente irreflectida.
Que eu saiba, a maioria dos eleitos para as freguesias do nosso concelho é constituída pelo merceeiro do bairro, o dono do café da esquina, o dono da agência do totoloto, o administrativo do posto médico, o funcionário dos CTT, o enfermeiro, o contabilista que nos ajuda a preencher o IRS, e por aí adiante - que mais não são do que pessoas iguaizinhas a todos nós eleitores, vizinhos muitas vezes.
Estaremos uns e outros assim tão separados?
Sem politiquice, eu, confesso, gostava era de poder morar num concelho onde, se me apetecesse, pudesse ter acesso às reuniões camarárias – mas, para isso, era necessário, que as reuniões continuassem a ter lugar à porta aberta.
Já agora: também gostava de ter livre acesso a um equipamento básico como é o Hospital da Figueira – mas, para isso, era necessário que não tivessem tido a brilhante ideia de colocar um Hospital dentro de um parque de estacionamento.
E já agora para que tudo fique clarinho: a responsabilidade disto senhor O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo é sua, pois o seu voto foi decisivo para que as duas coisas acontecessem.
Por isso, O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente tem o dever de continuar a denunciar isto e muito mais.
Deixe-se de politiquice "simples!" senhor O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo: isto é, dentro da vereação assuma, proceda e cumpra de harmonia com o que diz cá fora.
É difícil, eu sei. Para mais para quem lá está porque teve de agarrar um lugar na Vereação a todo do custo.
Mas esta conversa já me cansou há muito tempo. Um concelho não anda para a frente, nem dá alegrias aos seus habitantes, com políticos como O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo ou O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente - e tudo o que uma pessoa possa dizer mais é chover no molhado.
O concelho precisa mesmo é de alternativas sérias à politiquice com que nos têm vindo a distrair desde 1997...
A opinião de O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo é intrigante: “o executivo, para além de reuniões parcelares, encontra-se mensalmente com todos os presidentes de junta e estabelece, de forma sistemática, contactos com outras entidades do concelho, está presente nas sessões solenes das colectividades e noutras cerimónias, e, em cada mês, presidente e vereadores recebem perto de uma centena de pessoas que vêm à câmara expor os seus problemas.”
Reaproximar os eleitos dos eleitores, a nível concelhio, com uma reunião mensal com os presidentes das juntas de freguesia?
Ou há politiquice rasteira nisto, ou a coisa é totalmente irreflectida.
Que eu saiba, a maioria dos eleitos para as freguesias do nosso concelho é constituída pelo merceeiro do bairro, o dono do café da esquina, o dono da agência do totoloto, o administrativo do posto médico, o funcionário dos CTT, o enfermeiro, o contabilista que nos ajuda a preencher o IRS, e por aí adiante - que mais não são do que pessoas iguaizinhas a todos nós eleitores, vizinhos muitas vezes.
Estaremos uns e outros assim tão separados?
Sem politiquice, eu, confesso, gostava era de poder morar num concelho onde, se me apetecesse, pudesse ter acesso às reuniões camarárias – mas, para isso, era necessário, que as reuniões continuassem a ter lugar à porta aberta.
Já agora: também gostava de ter livre acesso a um equipamento básico como é o Hospital da Figueira – mas, para isso, era necessário que não tivessem tido a brilhante ideia de colocar um Hospital dentro de um parque de estacionamento.
E já agora para que tudo fique clarinho: a responsabilidade disto senhor O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo é sua, pois o seu voto foi decisivo para que as duas coisas acontecessem.
Por isso, O Agarrem-me se não eu candidato-me novamente a Presidente tem o dever de continuar a denunciar isto e muito mais.
Deixe-se de politiquice "simples!" senhor O Agarra um lugar na Vereação a todo do custo: isto é, dentro da vereação assuma, proceda e cumpra de harmonia com o que diz cá fora.
É difícil, eu sei. Para mais para quem lá está porque teve de agarrar um lugar na Vereação a todo do custo.
No Prós e Contras sobre o BES
"Estou pasmada a ouvir pela primeira vez que a PwC, no seu relatório de 2001 às contas do BES, diz que o Banco de Portugal deu ordens ao BES para que cessasse a exposição à ESI e à ES Resources. A administração do BES não cumpriu, porque acha que essa orientação não deve ser cumprida, diz o mesmo relatório. Sem mais. A consequência foi a Price deixar de fazer a auditoria do BES, ficou apenas com a auditoria das empresas não financeiras. Que país este!
O Banco de Portugal está refém da sua própria missão, que é dar confiança ao sistema financeiro. Diz e bem Miguel Tiago."
Via Farpas
segunda-feira, 30 de março de 2015
Taxas e taxinhas...
"A Taxa Municipal Turística de Lisboa, que prevê a cobrança de um euro a quem chegue ao aeroporto ou ao porto da capital e sobre as dormidas, foi aprovada a 11 de dezembro em reunião de Câmara, com os votos contra do PSD, PCP e CDS-PP e os votos favoráveis do PS e do movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas).
Entre os vários operadores que poderiam cobrar a Taxa Municipal Turística - anunciada em dezembro passado pela Câmara de Lisboa para começar em abril - nenhum admitiu estar pronto para arrancar com o processo." (DN)
Em tempo.
Lisboa tem 189 "taxas e taxinhas" - conheça-as todas.
Certidões, atestados, reprodução de documentos, obras, inspeções de ascensores, tapetes rolantes, ocupação do espaço, publicidade, ruído, feiras, incineração de animais, inumação, exumação ou cremação. Câmara liderada por António Costa tem 189 taxas em vigor. São muitas? Já foram 2270.
Entre os vários operadores que poderiam cobrar a Taxa Municipal Turística - anunciada em dezembro passado pela Câmara de Lisboa para começar em abril - nenhum admitiu estar pronto para arrancar com o processo." (DN)
Em tempo.
Lisboa tem 189 "taxas e taxinhas" - conheça-as todas.
Certidões, atestados, reprodução de documentos, obras, inspeções de ascensores, tapetes rolantes, ocupação do espaço, publicidade, ruído, feiras, incineração de animais, inumação, exumação ou cremação. Câmara liderada por António Costa tem 189 taxas em vigor. São muitas? Já foram 2270.
Tudo como dantes, quartel general em Abrantes...
"Taxa de desemprego volta a subir e ultrapassa os 14% em Fevereiro"...
Em tempo.
Entretanto, a agitação e propaganda da malta escolhida pelo bom povo continua a promover a governação rigorosa – a tal que diminui a despesa e aumenta a receita.
Entretanto, a agitação e propaganda da malta escolhida pelo bom povo continua a promover o tal milagre económico que fez de Portugal um país paradisíaco que tem um único problema - tem pessoas a viver cada vez pior.
O povo gosta de ir no embrulho - presumo que seja fetiche nacional, incluindo as ilhas adjacentes.
Contra factos não há argumentos.
Entretanto, o tal que ontem levou um bailinho, revelou sofrer de "acidez e maus fígados"!..
![]() |
| António Costa, no passado dia 15 de Março, em campanha no Funchal, onde ontem averbou a primeira derrota. |
Em tempo.
Entretanto, a agitação e propaganda da malta escolhida pelo bom povo continua a promover a governação rigorosa – a tal que diminui a despesa e aumenta a receita.
Entretanto, a agitação e propaganda da malta escolhida pelo bom povo continua a promover o tal milagre económico que fez de Portugal um país paradisíaco que tem um único problema - tem pessoas a viver cada vez pior.
O povo gosta de ir no embrulho - presumo que seja fetiche nacional, incluindo as ilhas adjacentes.
Contra factos não há argumentos.
Entretanto, o tal que ontem levou um bailinho, revelou sofrer de "acidez e maus fígados"!..
Há penhoras estúpidas, mas outras abusam...
A petição, a vereadora e ai de mim que vivo na outra margem...
![]() |
| imagem sacada daqui |
A petição visa sensibilizar a Câmara Municipal da Figueira da Foz para que esta entidade retome de novo os serviços de limpeza já no próximo Verão.
A vereadora Ana Carvalho reagiu, através de nota de imprensa, à petição que decorre nas redes sociais em defesa da limpeza do areal urbano, que o executivo camarário deixou de limpar para dar espaço à vegetação. Segundo a vereadora, a naturalização deste espaço poderá mudar o estatuto da ante praia, abrindo caminho para a sua municipalização e instalação de equipamentos de lazer.
Eu, como morador numa freguesia cuja orla costeira continua a ser destruída também por actos cometidos por responsáveis políticos e agentes económicos sem responsabilidade ambiental, solicito que haja cuidado redobrado na utilização dos fundos públicos, para não se desperdiçarem os poucos recursos disponíveis em iniciativas de eficácia duvidosa.
Madeira: Jardim ou Albuquerque, é indiferente...
O PS-M coligado (com PTP, PAN e MPT) valeu menos do que alguma vez conseguiu sozinho, ficando-se pelos 11,4%, a que corresponderam 6 deputados na Assembleia Legislativa regional da Madeira. O número é igual ao de 2011, mas o número de votos caiu de quase 17 mil para pouco mais de 14 500. A culpa deve ser ainda do Seguro.
A maior revelação foi o movimento
Juntos Pelo Povo, nascido de um grupo de cidadãos eleitores do
município de Santa Cruz. O partido liderado por Élvio Sousa elegeu
5 deputados (10,34%) e passou a ser a quarta força política no
parlamento regional.
O CDS mantém-se como segunda força, apesar de ter descido em percentagem (teve 13,69%) e número de votos (menos 8 460).
O PCP teve mais mil votos do que em 2011 (ficou com 5,54%) e conseguiu eleger mais um deputado (passa a ter dois).
As legislativas regionais foram também positivas para o Bloco de Esquerda que conseguiu voltar ao parlamento regional (de onde saiu depois das eleições de 2011), elegendo dois deputados.
A abstenção foi a mais elevada de sempre, tendo ultrapassado os 50% pela primeira vez desde 1976.
Em tempo.
Seguro, antes de ser apeado, ganhou duas eleições nacionais - as chamadas "vitórias de pirro".
Costa, estreou-se com uma derrota numa eleição regional.
O resto, lá para outubro, irá ser com os portugueses, em geral.
A maior revelação foi o movimento
Juntos Pelo Povo, nascido de um grupo de cidadãos eleitores do
município de Santa Cruz. O partido liderado por Élvio Sousa elegeu
5 deputados (10,34%) e passou a ser a quarta força política no
parlamento regional. O CDS mantém-se como segunda força, apesar de ter descido em percentagem (teve 13,69%) e número de votos (menos 8 460).
O PCP teve mais mil votos do que em 2011 (ficou com 5,54%) e conseguiu eleger mais um deputado (passa a ter dois).
As legislativas regionais foram também positivas para o Bloco de Esquerda que conseguiu voltar ao parlamento regional (de onde saiu depois das eleições de 2011), elegendo dois deputados.
A abstenção foi a mais elevada de sempre, tendo ultrapassado os 50% pela primeira vez desde 1976.
Em tempo.
Seguro, antes de ser apeado, ganhou duas eleições nacionais - as chamadas "vitórias de pirro".
Costa, estreou-se com uma derrota numa eleição regional.
O resto, lá para outubro, irá ser com os portugueses, em geral.
domingo, 29 de março de 2015
Ser livre: tão simples e tão difícil!
Ser livre, é conseguir dizer não ao
que nos aprisiona, libertando-nos!
Ser livre, é conseguir dizer não - e
resistir à dor.
Ser livre, no fundo é tão simples e tão difícil:
conseguir continuar a sorrir com o coração!
Isto, é mau de mais, mas é verdade...
Passos Coelho disse que «agências esperam pelas eleições para subir "rating"»...
Este é o Passos Coelho de sempre, um
homem cujo sentido de dignidade navega por níveis baixos.
Como português, acho uma vergonha ter
um primeiro-ministro que inventa uma chantagem das agências de
notação para sugerir que votam nele.
Chegou ao poder à custa destas
agências e agora, passados 4 anos, não evoluiu nada: vai tentar manter-se aplicando precisamente os mesmos truques.
Quase quarenta e um anos passados sobre o 25 de Abril, a tal madrugada libertadora que nos acenou com os 3 D`s (Democracia com Desenvolvimento e com Descolonização), que País é este em que vivemos?
Quase quarenta e um anos passados sobre o 25 de Abril, a tal madrugada libertadora que nos acenou com os 3 D`s (Democracia com Desenvolvimento e com Descolonização), que País é este em que vivemos?
O debate em torno da desigualdade
crescente e da sua urgente ultrapassagem é o debate necessário e urgente ao povo de esquerda.
Como é que vamos conseguir sair do
flagelo da desigualdade?
É essa a resposta que a esquerda
deveria ser capaz de dar resposta de forma clara. sábado, 28 de março de 2015
Porque também é acima da minha capacidade de entendimento...
...faço também minhas, com a devida vénia, as palavras do Fernando Campos:
"O jornalista e activista dos direitos humanos Rafael Marques (sobre quem já me pronunciei aqui) está a ser julgado em Angola. Acusado, pelos generais, de “denúncia caluniosa”. Exigem-lhe novecentos mil euros de indemnização.
.
“No decorrer do processo, foi chamado a prestar declarações sem um mandato judicial, não teve direito à presença de um advogado durante o interrogatório e não teve acesso atempado ao teor da acusação, o que viola os mais elementares princípios internacionais que caracterizam um processo legal justo e a própria letra de lei angolana.”
.
O Bloco de Esquerda apresentou no parlamento um voto de protesto contra o julgamento manifestando solidariedade ao jornalista angolano Rafael Marques.
O documento teve os votos favoráveis do Bloco, de 5 deputados do PS e a abstenção de um deputado do PS, mas foi chumbado pelos votos de PSD, CDS, PS, PCP e Verdes.
.
Eu até compreendo o sentido de voto do pêpêdê, do cêdêésse e da maior parte dos deputadinhos do pêésse.
.
Bem sei que tudo tem explicação, até o absurdo e a estupidez. Agradeço por isso que alguém mo explique como se eu fosse muito estúpido.
.
Gostaria que me explicassem com que parte deste voto de protesto e de solidariedade com Rafael Marques não concordam, e porquê.
Podem, se quiserem tornar a coisa pública e o esclarecimento mais universal, usar a caixa de comentários deste blogue. Se não, podem sempre usar o meu endereço de e-mail, que está na barra lateral. Estou em pulgas."
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















