segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ontem, foi noite de óscares...

Prémio para o melhor actor secundário
Pedro Passos Coelho em “O bom alemão a quem o medo consome a alma"... 

Na Figueira têm sido décadas de carnaval!..

notícia jornal AS BEIRAS

A “barrinha do sul”... (II)

para ler melhor clicar na imagem

Atenção ao mar de hoje até quarta-feira, pois são esperadas ondas que podem atingir os 10 metros.
Dez distritos do continente vão estar sob aviso laranja a partir das 00:00 desta terça-feira devido à previsão de agitação marítima, com ondas até 10 metros, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). 
De acordo com o IPMA, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro vão estar sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, entre as 00.00 de terça-feira e as 6.00 de quarta-feira devido à previsão de ondas com 5 a 7 metros, podendo atingir os 10 metros. 
Estes mesmos dez distritos vão estar sob aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, entre as 21.00 e as 23.59 desta segunda-feira, prevendo-se ondas com 4 a 5 metros. 

Tributo a José Afonso - 23/02/1987 - 23/02/2015

Onde quer que estejas...nós estaremos contigo!
Obrigado pelas tuas canções!


Aproxima-se Abril e a generosidade que tantas vezes salta fronteiras e se aproxima dos que combatem pela liberdade ou, apenas, por um futuro digno, começa a ser mais assiduamente evocada. 
Pode haver gente ignorante ou miserável que despreza a história ou os outros - mas, a esses devemos ter a sabedoria de desprezar...
Estamos quase em Abril, o mês do generoso laço da Fraternidade e da Liberdade que nunca deveremos calar no nosso peito.
A vida de um País é naturalmente cheia de períodos bons e de outros para esquecer. O período que estamos a atravessar é destes últimos: para esquecer.
Abril, para mim, todos os anos é um bom mês para renascer. 
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, que nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929, morreu em Setúbal, no dia 23 de Fevereiro de 1987.
Foi um cantor e compositor português, também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, que para muitos continua a ser sinal de esperança no futuro. 
Portanto, neste dia que fica aqui superiormente assinalado com o texto inédito do meu Amigo Luís Pena, fica a esperança que a esperança renasça, que a vontade de lutar renasça, que a força renasça - até porque, nossos, são possíveis todos os caminhos.  

O texto de Luís Pena:
"Hoje, tal como defendia o Zeca, já em 1963, é preciso enfrentar os Vampiros que “comem tudo e não deixam nada”, opormo-nos a um modelo de sociedade que nos oprime e que “é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro” por uma Troika sem qualquer legitimidade democrática, cuja politica cega de austeridade empobreceu o país e que foi, pasme-se, recentemente criticada pelo presidente da Comissão Europeia, o senhor Junkers.
José Afonso defendeu dois ideais fundamentais: a liberdade e a justiça social.
O primeiro ele pôde realizá-lo ao cantar sem ter a Pide à espreita…
O segundo, infelizmente, está por alcançar e daí as suas canções continuarem actuais.   
- Que canção cantaria Ele hoje, se fosse vivo, sobre a corrupção e as gritantes desigualdades sociais que assolam este país?
- Que canção cantaria Ele hoje, se fosse vivo, sobre o patobravismo e chico-espertismo que destruiu a paisagem do litoral português?
-Que canção cantaria Ele hoje, se fosse vivo, sobre a emigração dos jovens?
-Que canção cantaria Ele, se fosse vivo, sobre a Troika e a servil submissão de Portugal à Alemanha?
- Tantos temas e canções que tinhas para nos cantar…
O Zeca está entre nós, com os seus sonhos e denúncias, com a sua imensa autenticidade e generosidade.
Obrigado, Zeca, pelas tuas canções, pelas tuas mensagens e, sobretudo, pela tua Dignidade! 
Um abraço,
Luís Pena"

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Um calendário - já!..

Na sua habitual crónica dos sábados no jornal AS Beiras, o engº. João Vaz deu conta do óbvio.
"A maior parte das estradas do concelho está degradada. Sabemos todos que não há manutenção preventiva nem planeamento na sua conservação. Além disso, o excesso de vias asfaltadas (mais de 900 km), devido à dispersão urbanística, exige meios financeiros consideráveis. Principalmente os “rasgos” e remendos sucessivos estragaram as vias. As várias entidades que abrem buracos (águas, electricidade, comunicações, gás) não comunicam entre si. Logo, abrem buracos a mais. Muitas vezes, a rua é asfaltada e na semana seguinte já alguém decidiu meter “um tubo” e criar um “rasgão”, ou seja, um “buraco”. Esta ineficiência do abre e fecha buraco é agravada por um regime legal que não obriga a quem abre “buraco” a repor o piso por completo. A lei fomenta o remendo. Pouco se houve ou vê que demonstre empenho das entidades em coordenar esforços e evitar os agora “inevitáveis” buracos. A câmara, ao tapar buracos, não o faz de forma eficiente."
No sentido de dar ideias para a resolução de tão cadente problema, fica o seguinte.
Que tal, todos os membros do executivo camarário - incluindo a oposição - e da assembleia municipal despirem-se para um calendário a vender no concelho e além-concelho...
Neste momento, não vejo outra solução para a ajuda de que tanto necessitamos para colocar minimamente aceitável, por exemplo, a circulação nas estradas da Serra da Boa Viagem.
Além do mais, sempre seria um gesto solidário, visto que há muitos anos não sabem fazer-nos mais nada...

"Nada há de mais ruidoso - e que mais vivamente se saracoteie com um brilho de lantejoulas - do que a política."

Será que, alguém com capacidade e talento, um dia, aparece nesta cidade, e consegue escrever sobre as putas, os putos, os chulos, os cabrões e os proxenetas que têm passado pelos meandros da política figueirense nos últimos 35 anos, dando nome aos animais?..

Será que a candidatura presidencial de Santana foi de carrinho empurrada pelo “lambretas”?..

O “Ministério da Segurança Social abriu uma auditoria à Santa Casa no primeiro mandato de Santana”.
Segundo o Observador (que cita o Expresso), “o lançamento da auditoria deu-se escassos dias antes de Santana Lopes mudar de ideias sobre a data ideal para o lançamento de uma candidatura às eleições presidenciais”...


Recorde-se que o mandato de Santana Lopes à frente da Santa Casada Misericórdia de Lisboa tem enfrentado diversos casos polémicos. Em agosto, o Público noticiou que, nos últimos cinco anos, o conselho de auditoria interna emitiu pareceres sucessivos em que alertava para o facto de a “sustentabilidade futura” da instituição não estar garantida. Seguiram-se depois notícias sobre contratos suspeitos na área da saúde (que um inquérito interno desvalorizou) e ainda sobre alegadas preferências de Santana por militantes do PSD e do CDS para cargos de gestão.
Santana Lopes é o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 2011. 
Segundo o Diário de Notícias, o Gabinete de Mota Soares já respondeu oficialmente dizendo que fiscalização à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa faz parte da gestão "corrente"

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Gala, um olhar sobre a antiga borda do rio...

imagem  COVA GALA...entre o rio e o mar...
Em 25 de junho de 2007, sobre a antiga borda do rio da minha Aldeia, escrevi aqui.

É bom ter boa memória.
A nostalgia não é boa se não for acompanhada de lucidez. Sem lucidez a nostalgia é perigosa. A lucidez é que permite que a memória esteja no sítio que deve ocupar. 
A memória nostálgica é perigosa, é mesmo muito perigosa, porque significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor. Enquanto que a lucidez permite-nos assumir a memória voltando a dar-lhe vida como período do nosso passado que é útil e bom recordar.
Vamos então olhar para este quadro com lucidez."

A imagem que desenterrei da minha memória ao olhar para este quadro, já desapareceu há anos.
A variante levou este postal magnifico da nossa Terra. 
Ainda bem que o artista, em boa hora, pintou esta obra...
Era tão bonita a antiga borda do rio da minha Aldeia.


Uma informação final.
O autor do quadro é Carlos Camarão.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A “barrinha do sul”...

Tal como alertámos em 11 de dezembro de 2006,  o processo de erosão costeira da orla costeira da nossa freguesia, a sul do quinto molhe, a nosso ver, era já então uma prioridade. 
Continua a ser... Até porque, entretanto, e já passaram quase 9 anos, nada se fez.
As dunas continuam a ser devastadas e quem de direito nada faz...
Hoje, cerca das 16 horas, como as fotos documentam, o mar continuava a invadir a freguesia de S. Pedro.
O povo já baptizou o local por onde o mar entra com facilidade como a “barrinha do sul”...
fotos de António Agostinho. Mais fotos aqui.

Quem não se sente, não é filho de boa gente...

Portanto, sobre a postura adotada pela rapaziada que ocupa o poder apenas tenho a pedir ao senhor Passos que fale por ele...
Posso ser um fulano muito susceptível, mas a minha dignidade de cada vez que lia coisas como estas, ficava francamente afectada.
Passos Coelho, não tem o direito de confundir "a dignidade dos portugueses" - por conseguinte, também a minha... -  com a falta de coluna vertebral dele próprio, Pedro Passos Coelho... 
Como li aqui, “a passagem da Troika pelo nosso País, é um período negro na história de Portugal, não por causa da crise, não por causa do empréstimo, não por causa das organizações internacionais. Mas sim por causa de gente quase iletrada, ambiciosa e com uma ideologia de discoteca que sujeitou o país  a uma experiência económica, com base num livro cheiro de erros técnicos e com pressupostos como o do ideólogo agora arrependido Vítor Bento, de que os portugueses eram culpados do pecado do consumo acima das suas possibilidades.  
Não foi a Troika que ofendeu a dignidade dos portugueses, foi a direita mais idiota deste país, gente sem dimensão humana e sem grande currículo, com ministros doutores de diplomas aldrabados que humilharam Portugal e os Portugueses.”
E para terminar e para que conste...

Na Figueira é sempre Carnaval – rescaldo de 2015...

Pelo jornal AS BEIRAS, ficámos a saber que “vários milhares de pessoas assistiram na passada terça feira ao último Carnaval Figueira da Foz/Buarcos."
Mais ainda: "já o desfile ia a meio, ainda havia longas filas nas bilheteiras.”
Em declarações aos jornalistas, o presidente da câmara, João Ataíde, admitiu o óbvio: no próximo ano, “terá de ser melhorado o sistema de entradas no recinto do corso.”
Falta referir a parte da notícia que, presumo, irá ser desmentida no Carnaval do próximo ano...
“Esta foi a última edição com a organização da autarquia”...
Vejamos o que ficou desde já garantido pela autarquia: “um apoio de 50 mil euros...”
E no precioso e valioso pormenor: “a autarquia vai continuar «atenta» à organização do evento...”

A vida, por vezes, tem destas coisas: pormenores e descobertas deliciosas...


"Os deputados não são todos iguais"... 
Depois de, um dia destes, Paulo Sá ter ensinado Maria Albuquerque a brincar com legos, mais uma jovem deputada, de esquerda, explica ao tipo das bjécas agora ministro, que viragem económica só no fundo da garrafa quando acaba de as beber... 
Gostava de ter ainda o optimismo suficiente que me permitisse ver em "Mariana Mortágua a garantia de que este país tem futuro, e a esquerda, devagarinho, vai encontrando quem nos tire deste buraco"...

A dignidade e os partidos de que eu conheço o funcionamento – naturalmente, os da Figueira...

Numa cidade que pouco depois do 25 de Abril - o de 74 - sempre teve no poder gente lá colocada democraticamente, por um povo  que se habituou a viver numa sociedade amorfa e acrítica, a elite dominante aproveitou para sobreviver estes cerca de 40 anos no meio da indiferença quase geral...
Dignidade não enche barriga. Ponto.
Dignidade não existe, não se quer ter e existe raiva de quem a tenha ou alguma vez teve, como alguns desses pacóvios dos nossos antepassados (a história os varra e o passado os descarregue numa qualquer lixeira da memória...)
Hoje em dia o que vale e conta é a falta de dignidade. E, quanto mais indigna e infame, melhor.
A indignidade, é que dá lugares, tachos, euros  e garante carreiras e ascenções na vida política local.
A dignidade é para os palermas, os tolos, os tristes ou os otários....
Armar ao digno, na vida política, é meio caminho andado a nunca passar de um miserável passa fome... 

Covagalenses (e não só): hoje pelas, pelas 18h30, todos ao Clube Mocidade Covense....


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A dignidade dos portugueses não foi "beliscada", foi tratada com chicote...

"A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor"

Passos pede aos portugueses para serem "menos piegas"


Crianças chegam ao hospital doentes por terem fome


Portugueses mais pobres e a ganhar menos do que em 1974


Um em cada cinco suicídios tem a ver com o desemprego

Se temos de pagar os sacos de plástico aos merceeiros, porque é que os merceeiros podem continuar a publicitar o seu nome nos sacos?..


"Quem é amigo dos gregos?..."


Pronto. Fora estes dois suspeitos de serem pelo menos lacaios da senhora Merkel, multiplicam-se como cogumelos os amigos dos gregos. 
E ninguém tenha dúvidas que mesmo Passos e Cavaco ainda vão virar o bico ao prego. Basta que Tsipras e Varoufakis consigam cortar a dívida, baixar os juros e sacarem mais uns milhões para aumentarem a despesa pública, para os dois passarões inimigos dos gregos passarem a ser os mais fervorosos amigos dos gregos do Syriza, dos Gregos Independentes, da Aurora Dourada, da Nova Democracia e dos desgraçados dos socialistas. 
Vá lá, também serão amigos dos comunistas para não os acusarem de discriminações. E viva a Grécia e quem a apoiar.

Há cada artista!...

Disse, entre outras coisas,  Juncker, que criticou Durão Barroso:
"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda. Eu era presidente do Eurogrupo e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar lições da história e não repetir os erros"... 

 "A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade democrática e devemos rever essa questão quando chegar o momento..."

A propósito de reuniões camarárias à porta fechada...

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Ontem, via internet, acompanhei a reunião camarária...
Foi uma reunião que teve muita participação popular no período a esse fim destinado.
Foi essa a melhor memória que registei da reunião camarária de ontem à tarde... 
Mas, por quanto tempo pode essa imagem persistir na minha memória?
Na próxima reunião de câmara, mesmo que queira, não posso acompanhar o que, presumo, de mais importante se passa no meu concelho.
Deverei concluir que a persistência dessa futura nova imagem na minha memória, se ficará a dever ao facto de a porta daquela casa se encontrar fechada durante as horas que durar a próxima reunião camarária?
A meu ver não deverei. 
A persistência da perturbação que essa futura memória causa em mim e, estou certo, em muitos figueirenses, ficará a dever-se mais ao facto de perdurar em nós a imagem da porta fechada.
Mas, sobretudo, em mim e, presumo, que em milhares de figueirenses, vai perdurar a imaginação daquilo que, para além da porta fechada, não pude observar...
Nessa futura próxima memória, o elemento mais forte pode muito bem consistir numa imagem daquilo que não pude assistir, mas posso imaginar que, eventualmente, possa vir a acontecer...
Imaginações vagas e férteis todos temos... E, sobretudo, persistentes.  

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Senhor Doutor Nobre:

 A malta tem memória curta, mas assim tanto também não...
Fernando Nobre, o Senhor Doutor, andou meses a fazer campanha eleitoral para a presidência da república, jurando aos portugueses que estava acima dos partidos. 
Em 2011, foi o cabeça de lista do PSD por Lisboa e candidato a presidente da AR se o PSD vencesse as eleições, como aconteceu.
Não precisávamos de Fernando Nobre, o Senhor Doutor, para nos confirmar que a política em Portugal, hoje em dia, é uma obscenidade, um jogo de interesses obscuros, onde está aberto o campo a todo o tipo de oportunismos.
Senhor Doutor Nobre:
Assim se foi tirando credibilidade à  política e desacreditando  a democracia!..
Embora não tenha votado em si, sinceramente, ainda hoje tenho pena...
Isto, depois de Fernando Nobre, o Senhor Doutor, ter sido candidato pelo BE ao Parlamento Europeu!..
Sempre coerente, portanto...
Para a democracia portuguesa ficar completa só faltava Fernando Nobre, o Senhor Doutor!..

Presidenciável...

António Vitorino, será sempre um nome a ter em conta: a opinião dele pesa no PS. Poucos ainda se lembram que António Vitorino entrou no partido pela ala esquerda, vindo da UEDS de Lopes Cardoso: hoje, é um dos expoentes da ala direita...

Prós - Tem um discurso fluente, embora fale com excessiva rapidez para o entendimento de alguns, que não lhe acompanham o raciocínio. 

Contras - Nas "fotos de família" da União Europeia corria o risco de não ser visto se alguém cometesse a maldade de o colocar na segunda fila. (daqui)

Em tempo.
"Num golpe de génio, Santana Lopes enunciou ontem uma verdadeira novidade teórica que fará tremer os fundamentos do pensamento político e, digo mesmo, filosófico. Segundo ele, a prova de boa governação e a permanente relegitimação do governo, emerge do número de grandes manifestações que não se fazem. Quer dizer: não havendo manifestações, o povo está com o governo. É feliz
Estivesse do outro lado da mesa qualquer cândido cidadão que não o sabido do Vitorino, não deixaria de lhe perguntar se o governo, quando há grandes manifestações, se deveria demitir
Mas parece que, no seu tempo, ambos faltaram às aulas de lógica." (daqui)

A propósito de «gajos porreiros» que apoiam reuniões camarárias à porta fechada...

Hoje de manhã - ironicamente, eu sei... - um amigo meu de longa data, alertou-me para algo que, confesso, me estava a passar completamente ao lado.
Pela conversa, fiquei a perceber que, na Figueira, devo ser o único tolinho a achar - como sabem, o figueirense gosta de «achar»... - obscenas as manifestações públicas de um dos «gajos mais porreiros» da política e da cultura local - «quando convém, está sempre estrategicamente ausente, faz de conta que discorda, para, depois, de forma hipócrita e sagaz, através de palavrinhas mansas, manipuladas e ensaiadas, aparecer a salvar a face do poder que assume e exerce com unhas e dentes».

É pá, mas o que querem?.. Eu sou assim, inquieto e rebelde...
Não é que eu tenha nada contra os «gajos porreiros» que gostam de apoiar e ser apoiados. E é sabido que o figueirense gosta muito de «apoiar». Principalmente quem está conjunturalmente no poder. É uma coisa que lhe está no sangue: «apoiar».
O que, reconheço, é sinal de inteligência: a tendência é «apoiar-se» o poder, não vá a solidão e o ostracismo tecê-las...

Não querendo pôr em causa nada e, muito menos, ninguém, ingenuamente pergunto: que é feito do homem de cultura, anti-sistema, revoltado com o populismo, entregue à discreta solidão criadora?
Finou-se? Faleceu? Bateu as botas?
Agora é só alegria, confraternização, pancadinhas nas costas: no fundo o culto do «lambe-botismo».
O que prova, que pela Figueira, o pudor é qualidade em avançado estado de rarefacção.

Bom, mas tudo tem os seus pontos positivos: por exemplo, podermos observar o lado cómico-trágico do exercício.
Contudo, a conclusão é trágica: a aritmética não quer nada com a Cultura.

"Burlão" que engana "burlão" merece cem anos de perdão!..

Via jornal Público

Assessores...

Cada um faz o que quer.
Porém, quando alguém faz uma coisa muito estúpida, só com muito custo aceitamos que seja capaz de um acto inteligente.
O anonimato não é motivo para desqualificar argumentos. O cerne do problema é que ao longo dos anos o anonimato tem servido para se saltar do argumento para o insulto vil e cobarde.
Por aqui, há muito que apertámos a malha ao fartar vilanagem que são as caixas de comentários abertas aos anónimos.
Consequência: milhares de “comentários” foram para o lixo.
Curiosamente, apesar de não ser esse o nosso objectivo primacial, disparou o contador...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Diz-me, espelho meu, quem é mais democrata do que eu?..

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Cá pela Figueira, continuamos com “o mesmo ar bafiento”, e a porta continua por abrir...
Em termos futebolísticos, não temos um Sporting- Benfica, mas temos um Sporting-Belenenses...
Tentando elevar a polémica e passando para o ramo cultural, o teatro avant-garde, ou mesmo uma opereta, têm uma coisa em comum: o conteúdo significava nada, a mascarada tudo...

No País do carnaval...

"Estado fica com dívida de patrões 
Crédito bancário de 33 milhões de euros do centro de congressos do Europarque passa para a esfera pública."

Lá por ser Carnaval, ninguém leva a mal?..

Os números ainda não estão fechados, mas presumo que a edição do carnaval deste ano, mais uma vez, volte a não cobrir os gastos.
Tudo por causa das condições do tempo, que não permitem que o corso decorra com a normalidade desejada.
Daí, continuar a pensar que mudar o carnaval lá mais para o verão, talvez não seja assim tão má ideia...
Na Figueira, e em outros locais do nosso País, pode haver  sempre carnaval, pois existem sempre soluções...
Essa de mudar a data do carnaval mais para o verão, é uma delas...
Mas, há mais. Por exemplo, retomar uma comissão para organizar o carnaval. Depois, face ao prejuízo, poderá recorrer-se a um peditório público.
Não será nada de espantar. Será apenas mais um...
Num país de pedintes,  contribui quem quer...
Assim, como isto está contribuímos todos,  via Câmara Municipal, através dos impostos que somos obrigados a pagar.
Eu sei que esta coisa de tudo tentar resolver pelo recurso à caridade, é assim uma espécie de  menoridade intelectual, mas é o país e o povo que temos (o dos peditórios para amenizar a  pobreza, para proporcionar alguns cuidados de saúde e  assistência na velhice, para realizar festas com artistas que vêm actuar a peso de ouro, etc...  Por conseguinte, porque não  um peditório para organizar os carnavais?)
Um país com as dificuldades  financeiras que todos conhecemos, por experiência própria, ferozmente escrutinado pelas mais diversas instituições financeira internacionais, continuar a organizar  carnavais com dinheiro emprestado, isso tenham santa paciência, é que não pode continuar a acontecer!..
Tudo menos isso.
Eu não quero acreditar que vivo numa cidade - que tal como o País - é governada por irresponsáveis e alienados políticos.  
Hoje, é um dia à imagem deste governo: "dois terços do país não trabalha e um terço finge que está a trabalhar. Os privados, enquanto gozam a folga, aproveitam para dizer que é muito bem feito que os funcionários públicos (praticamente só os da administração central, porque dois terços das autarquias marimbaram-se para as ordens do governo) estejam a trabalhar, porque são uns calaceiros, pouco produtivos e têm salários exorbitantes.
A Terça feira de Carnaval deveria passar a ser o Dia Nacional da Inveja. 
Ou da estupidez tuga."

Carnaval e dia dos namorados...

Este ano, carnaval e dia dos namorados ocorreram  no mesmo fim de semana.
Nada contra.
Para quem está de fora, é tudo mais ou menos a mesma palhaçada...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ontem, foi o dia dos namorados...


- Pedrito, apetece-me algo...
- Claro, senhora, os vossos desejos são ordens para mim... 
- Traz-me um copo de água!.. 
- Sim, senhora, vou já privatizar!


daqui

E foi assim que, de porreirismo em porreirismo, caímos neste atoleiro cheio de gajos porreiros...


"Os homens do aparelho fazem sempre as mesmas perguntas: quem é que eu devo apoiar para manter o lugar que tenho (deputado, vereador, assessor, gestor, etc.); quem é que devo apoiar para ter o lugar que quero (no partido, na administração, na autarquia, no governo, etc.), quem é meu “amigo”, quem é o meu “inimigo”, quem é que parece mais capaz para defender os interesses do meu grupo, da minha estrutura, A mim e aos “meus”, amigos, amantes, família, companheiros fiéis, parceiros de negócio. Quem perturba esta lógica, é atirado para as trevas exteriores, seja qual for a sua mais-valia social. Quem não a põe em causa, mesmo que seja um absoluto medíocre, está em casa. Uma vez entrado no sistema, fica lá sempre se se comportar como se espera, se for “confiável”, se não fizer ondas, se mostrar a camisola, se reagir pavlovianamente a tudo o que afecte os interesses do aparelho. 
É assim que se fazem as carreiras, é assim que tudo se move. É assim que estamos."
Isto tem nome: é a "A PARTIDOCRACIA NO SEU ESPLENDOR"…

... o Mar continua a invadir a freguesia de S. Pedro

A protecção da Orla Costeira Portuguesa continua a ser uma necessidade de primeira ordem...
Como escrevemos em 11 de dezembro de 2006,  o processo de erosão costeira, a nosso ver, era uma prioridade.
Como, entretanto, quem de direito nada fez, a duna a  Sul do 5º. Molhe da praia da Cova está devastada...

Na Figueira é sempre carnaval...

foto de Pedro Agostinho Cruz 
Ontem, domingo, o Carnaval de Buarcos saiu à rua.
Porém, a chuva acabou por obrigar ao fim antecipado do desfile na Avenida do Brasil.
Uma escola de samba e o carro dos reis não desfilaram.
Merche Romero e o figueirense Fernando Maltez, porém, não privaram os seus súbditos do convívio e, a meio do corso, decidiram abdicar do trono para se juntarem ao povo.
Na Cova-Gala o Carnaval  trapalhão decorreu com alegria e animação.

Em tempo.
Se o samba veio para ficar no carnaval de Buarcos, porque não alteram o dia de entrudo para meados de Agosto, quando a temperatura atinge os valores do Carnaval do Rio? 
Além do mais, evitava que a Câmara tenha de conceder tolerância de ponto. 
Em Agosto, Portugal está de férias.  

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A LEVEZA DO SER...

... a ler, aqui.

Miguel Almeida, um dos figueirenses mais porreiros que conheço...

foto sacada daqui
Conforme comunicado publicado aqui, a Concelhia da Figueira da Foz do PCP recebeu com “espanto” a notícia que os deputados do PSD e do CDS haviam apresentado, na Assembleia da República, uma proposta para a alteração do nome da Freguesia de Buarcos, passando a designar- se Freguesia de Buarcos e São Julião. O PCP acusa que o PSD “rompeu oportunisticamente o consenso gerado” na Assembleia de Freguesia de Buarcos, ao não esperar que a deliberação aprovada neste órgão chegasse primeiro ao Parlamento. “Este chico- espertismo do PSD” local, “ao que consta protagonizado por Miguel Almeida, visa branquear as responsabilidades que teve na extinção das freguesias”, acusa o PCP. 
Confrontado pelo jornal AS BEIRAS com esta tomada de posição pública do PCP, Miguel Almeida limitou-se a responder: “Não respondo a disparates”.
Cá está o Miguel Almeida que eu conheci: o Miguel Almeida, o figueirense, antes de ser o Miguel Almeida, o político
O peso da identidade, desde a década de 90 do século passado, sempre afectou o seu percurso individual na política e ajudou a degradar o espaço público da política figueirense. 
O excesso de identidade conforta – mas, imobiliza... 
Somos o que somos e isso desculpa-nos, exime-nos do debate, protege-nos do conflito e empurra-nos para o queixume. 
A liberdade colocou problemas de identidade, que levaram a que os portugueses - e isso vê-se a olho nu na Figueira - se refugiem em “antigos moldes que forneciam segurança e paz interior”
Décadas de salazarismo não só afastaram os portugueses do espaço público de debate mas, também, criaram uma identidade avessa ao conflito e à discussão. 
Somos quase todos porreiros aqui pela Figueira. E o Miguel, em abono da verdade, é um dos figueirenses mais porreiros que conheço. 
Na Figueira, prefere-se um tratamento de cosmética a encarar a realidade. 
Daí, à institucionalização do chico-espertismo é um pequeno passo. 
As tácticas de sobrevivência quotidiana que constam do manual do chico-esperto foram consagradas pelo próprio Estado Novo e continuam em Portugal mais de 40 anos depois do 25 de Abril. Reconhece-se o direito à liberdade de expressão e manifestação, mas retira-se-lhe qualquer significado político... 
“Assim começa a interiorização da obediência” no país do respeitinho, onde, na opinião do professor José Gil, “estamos ainda longe de praticar a democracia”.
E a Figueira, neste campo, é uma das cidades mais portuguesas que conheço.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Os alemãezinhos (de calcinhas na mão), ou o país dos aldrabões...

Afinal, segundo o jornal Público, "Portugal está entre os países da zona euro que concederam até agora um menor volume de empréstimos à Grécia, quer em percentagem do PIB, quer levando em conta a dimensão da sua população. Isso acontece pelo facto de Portugal, a partir do momento em que lhe foi aplicado também um programa da troika, ter ficado dispensado dos custos associados à ajuda financeira à Grécia. Os números disponíveis parecem, assim, contrariar a ideia defendida por Pedro Passos Coelho esta quinta-feira de que Portugal é “de longe o país dentro da União Europeia que, em percentagem do seu produto, maior esforço fez de apoio e solidariedade em relação à Grécia”.

Via O país do Burro