O mundo que temos é este em que vivemos. Portanto: «não importa para onde tentamos fugir, as injustiças existem em todo o lado, o melhor é encarar essa realidade de frente e tentar mudar alguma coisa.» Por pouco que seja, sempre há-de contribuir para aliviar...
Atenção ao mar de hoje até quarta-feira, pois são esperadas ondas que podem atingir os 10 metros.
Dez distritos do continente vão estar sob aviso laranja a partir das 00:00 desta terça-feira devido à previsão de agitação marítima, com ondas até 10 metros, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com o IPMA, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro vão estar sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, entre as 00.00 de terça-feira e as 6.00 de quarta-feira devido à previsão de ondas com 5 a 7 metros, podendo atingir os 10 metros.
Estes mesmos dez distritos vão estar sob aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, entre as 21.00 e as 23.59 desta segunda-feira, prevendo-se ondas com 4 a 5 metros.
Onde quer que estejas...nós estaremos
contigo! Obrigado pelas tuas canções!
Aproxima-se Abril e a generosidade que
tantas vezes salta fronteiras e se aproxima dos que combatem pela
liberdade ou, apenas, por um futuro digno, começa a ser mais
assiduamente evocada.
Pode haver gente ignorante ou miserável
que despreza a história ou os outros - mas, a esses devemos ter a
sabedoria de desprezar...
Estamos quase em Abril, o mês do
generoso laço da Fraternidade e da Liberdade que nunca deveremos
calar no nosso peito.
A vida de um País é naturalmente
cheia de períodos bons e de outros para esquecer. O período que
estamos a atravessar é destes últimos: para esquecer.
Abril, para mim, todos os anos é um
bom mês para renascer.
José Manuel Cerqueira Afonso dos
Santos, que nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929,
morreu em Setúbal, no dia 23 de Fevereiro de 1987.
Foi um cantor e compositor português,
também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, que para muitos
continua a ser sinal de esperança no futuro.
Portanto, neste dia
que fica aqui superiormente assinalado com o texto inédito do meu Amigo Luís Pena, fica a esperança que a esperança renasça, que a vontade de
lutar renasça, que a força renasça - até porque, nossos, são possíveis todos
os caminhos.
O texto de Luís Pena: "Hoje, tal como defendia o Zeca, já em
1963, é preciso enfrentar os Vampiros que “comem tudo e não
deixam nada”, opormo-nos a um modelo de sociedade que nos oprime e
que “é imposta aos jovens de hoje, teleguiada de longe por
qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro” por uma Troika sem
qualquer legitimidade democrática, cuja politica cega de austeridade
empobreceu o país e que foi, pasme-se, recentemente criticada
pelo presidente da Comissão Europeia, o senhor Junkers.
José Afonso defendeu dois ideais
fundamentais: a liberdade e a justiça social.
O primeiro ele pôde realizá-lo ao
cantar sem ter a Pide à espreita…
O segundo, infelizmente, está por
alcançar e daí as suas canções continuarem actuais.
- Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre a corrupção e as gritantes desigualdades sociais
que assolam este país?
- Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre o patobravismo e chico-espertismo que destruiu a
paisagem do litoral português?
-Que canção cantaria Ele hoje, se
fosse vivo, sobre a emigração dos jovens?
-Que canção cantaria Ele, se fosse
vivo, sobre a Troika e a servil submissão de Portugal à Alemanha?
- Tantos temas e canções que tinhas
para nos cantar…
O Zeca está entre nós, com os seus
sonhos e denúncias, com a sua imensa autenticidade e generosidade.
Obrigado, Zeca, pelas tuas
canções, pelas tuas mensagens e, sobretudo, pela tua
Dignidade!
Na sua habitual crónica dos sábados no jornal AS Beiras, o engº. João Vaz deu conta do óbvio. "A maior parte das estradas
do concelho
está degradada.
Sabemos todos que não
há manutenção preventiva
nem planeamento na
sua conservação. Além
disso, o excesso de vias
asfaltadas (mais de 900
km), devido à dispersão
urbanística, exige meios
financeiros consideráveis.
Principalmente os “rasgos”
e remendos sucessivos
estragaram as vias.
As várias entidades que
abrem buracos (águas,
electricidade, comunicações,
gás) não comunicam
entre si. Logo, abrem
buracos a mais. Muitas
vezes, a rua é asfaltada
e na semana seguinte já
alguém decidiu meter “um
tubo” e criar um “rasgão”,
ou seja, um “buraco”. Esta
ineficiência do abre e fecha
buraco é agravada por um
regime legal que não obriga
a quem abre “buraco” a
repor o piso por completo.
A lei fomenta o remendo.
Pouco se houve ou vê que
demonstre empenho das
entidades em coordenar
esforços e evitar os agora
“inevitáveis” buracos.
A câmara, ao tapar buracos,
não o faz de forma
eficiente." No sentido de dar ideias para a resolução de tão cadente problema, fica o seguinte.
Que tal, todos os membros do executivo camarário - incluindo a oposição - e da assembleia municipal despirem-se para um calendário a vender no concelho e além-concelho...
Neste momento, não
vejo outra solução para a ajuda de que tanto necessitamos para colocar minimamente aceitável, por exemplo, a circulação nas estradas da Serra da Boa Viagem.
Além do mais, sempre
seria um gesto solidário, visto que há muitos anos não sabem fazer-nos mais nada...
Será que, alguém com capacidade e talento, um dia, aparece nesta cidade, e consegue escrever sobre as putas, os putos, os chulos, os cabrões e os proxenetas que têm passado pelos meandros da política figueirense nos últimos 35 anos, dando nome aos animais?..
O “Ministério da Segurança Social
abriu uma auditoria à Santa Casa no primeiro mandato de Santana”.
Segundo o Observador (que cita o
Expresso), “o lançamento da auditoria deu-se escassos dias antes de
Santana Lopes mudar de ideias sobre a data ideal para o lançamento
de uma candidatura às eleições presidenciais”...
Recorde-se
que o mandato de Santana Lopes à frente da Santa Casada Misericórdia de Lisboa tem
enfrentado diversos casos polémicos. Em agosto, o
Público noticiouque,
nos últimos cinco anos, o conselho de auditoria interna emitiu
pareceres sucessivos em que alertava para o facto de a
“sustentabilidade futura” da instituição não estar garantida.
Seguiram-se depois notícias sobrecontratos
suspeitosna
área da saúde (que um inquérito interno desvalorizou) e ainda
sobre alegadas
preferênciasde
Santana por militantes do PSD e do CDS para cargos de gestão.
Santana Lopes é o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 2011. Segundo o Diário de Notícias, o Gabinete de Mota Soares já respondeu oficialmente dizendo que fiscalização à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa faz parte da gestão "corrente".
Em 25 de junho de 2007, sobre a antiga
borda do rio da minha Aldeia, escrevi aqui.
“É
bom ter boa memória.
A
nostalgia não é boa se não for acompanhada de lucidez. Sem lucidez
a nostalgia é perigosa. A lucidez é que permite que a memória
esteja no sítio que deve ocupar. A
memória nostálgica é perigosa, é mesmo muito perigosa, porque
significa imobilismo, significa amargura, significa sempre dor.
Enquanto que a lucidez permite-nos assumir a memória voltando a
dar-lhe vida como período do nosso passado que é útil e bom
recordar. Vamos
então olhar para este quadro com lucidez."
A imagem que desenterrei da minha memória ao olhar para este quadro, já desapareceu há anos. A
variante levou este postal magnifico da nossa Terra. Ainda bem que o artista, em boa hora, pintou esta obra... Era
tão bonita a antiga borda do rio da minha Aldeia.
Tal como alertámos em 11 de dezembro de 2006, o processo de erosão costeira da orla
costeira da nossa freguesia, a sul do quinto molhe, a nosso ver, era
já então uma prioridade.
Continua a ser... Até porque,
entretanto, e já passaram quase 9 anos, nada se fez.
As dunas continuam a ser devastadas e
quem de direito nada faz...
Portanto,
sobre a postura adotada pela rapaziada que ocupa o poder apenas tenho
a pedir ao senhor Passos que fale por ele...
Posso
ser um fulano muito susceptível, mas a minha dignidade de cada vez
que lia coisas
como estas, ficava francamente afectada.
Passos Coelho, não tem o direito de confundir "a dignidade dos portugueses" - por conseguinte, também a minha... - com a falta de coluna vertebral dele próprio, Pedro Passos Coelho...
Como
li aqui, “a passagem da Troika pelo nosso País, é um período
negro na história de Portugal, não por causa da crise, não por
causa do empréstimo, não por causa das organizações
internacionais. Mas sim por causa de gente quase iletrada, ambiciosa
e com uma ideologia de discoteca que sujeitou o país a uma
experiência económica, com base num livro cheiro de erros técnicos
e com pressupostos como o do ideólogo agora arrependido Vítor
Bento, de que os portugueses eram culpados do pecado do consumo acima
das suas possibilidades.
Não
foi a Troika que ofendeu a dignidade dos portugueses, foi a direita
mais idiota deste país, gente sem dimensão humana e sem grande
currículo, com ministros doutores de diplomas aldrabados que
humilharam Portugal e os Portugueses.”
Pelo jornal AS BEIRAS, ficámos a saber
que “vários milhares de pessoas assistiram na passada
terça feira ao último Carnaval Figueira
da Foz/Buarcos."
Mais ainda: "já o desfile ia a meio, ainda havia longas filas nas
bilheteiras.”
Em declarações aos jornalistas, o
presidente da câmara, João Ataíde, admitiu o óbvio: no próximo ano,
“terá de ser melhorado o sistema de entradas no recinto do corso.”
Falta referir a parte da notícia que,
presumo, irá ser desmentida no Carnaval do próximo ano...
“Esta foi a última edição com a
organização da autarquia”...
Vejamos o que ficou desde já garantido
pela autarquia: “um apoio de 50 mil euros...”
E no precioso e valioso pormenor: “a autarquia vai
continuar «atenta» à organização do evento...”
"Os deputados não são todos iguais"... Depois de, um dia destes, Paulo Sá ter ensinado Maria Albuquerque a brincar com legos, mais uma jovem deputada, de esquerda, explica ao tipo das bjécas agora ministro, que viragem económica só no fundo da garrafa quando acaba de as beber... Gostava de ter ainda o optimismo suficiente que me permitisse ver em "Mariana Mortágua a garantia de que este país tem futuro, e a esquerda, devagarinho, vai encontrando quem nos tire deste buraco"...
Numa cidade que pouco depois do 25 de Abril - o de 74 - sempre teve no poder gente lá colocada democraticamente, por um povo que se habituou a viver numa sociedade amorfa e acrítica, a elite dominante aproveitou para sobreviver estes cerca de 40 anos no meio da indiferença quase geral...
Pronto. Fora estes dois suspeitos de serem pelo menos lacaios da senhora Merkel, multiplicam-se como cogumelos os amigos dos gregos. E ninguém tenha dúvidas que mesmo Passos e Cavaco ainda vão virar o bico ao prego. Basta que Tsipras e Varoufakis consigam cortar a dívida, baixar os juros e sacarem mais uns milhões para aumentarem a despesa pública, para os dois passarões inimigos dos gregos passarem a ser os mais fervorosos amigos dos gregos do Syriza, dos Gregos Independentes, da Aurora Dourada, da Nova Democracia e dos desgraçados dos socialistas. Vá lá, também serão amigos dos comunistas para não os acusarem de discriminações. E viva a Grécia e quem a apoiar.
Disse, entre outras coisas, Juncker,que criticou Durão Barroso: "Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda. Eu era presidente do Eurogrupo e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar lições da história e não repetir os erros"... "A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade democrática e devemos rever essa questão quando chegar o momento..."
Ontem, via internet, acompanhei a
reunião camarária...
Foi uma reunião que teve muita participação popular no período a esse fim destinado.
Foi essa a melhor memória que registei da reunião camarária de ontem à tarde...
Mas, por quanto tempo pode essa imagem
persistir na minha memória? Na próxima reunião de câmara, mesmo que queira,
não posso acompanhar o que, presumo, de mais importante se passa no
meu concelho.
Deverei concluir que a persistência
dessa futura nova imagem na minha memória, se ficará a dever ao
facto de a porta daquela casa se encontrar fechada durante as horas
que durar a próxima reunião camarária? A meu ver não deverei.
A
persistência da perturbação que essa futura memória causa em mim e,
estou certo, em muitos figueirenses, ficará a dever-se mais ao
facto de perdurar em nós a imagem da porta fechada.
Mas, sobretudo, em mim e, presumo, que em
milhares de figueirenses, vai perdurar a imaginação daquilo que, para além
da porta fechada, não pude observar...
Nessa futura próxima memória, o elemento mais
forte pode muito bem consistir numa imagem daquilo que não pude assistir, mas posso
imaginar que, eventualmente, possa vir a acontecer...
Imaginações vagas e férteis todos temos... E, sobretudo, persistentes.
Fernando Nobre, o Senhor Doutor, andou meses a fazer campanha eleitoral para a presidência da república, jurando aos portugueses que estava acima dos partidos.
Não precisávamos de Fernando Nobre, o Senhor Doutor, para nos confirmar que a política em Portugal, hoje em dia, é uma obscenidade, um jogo de interesses obscuros, onde está aberto o campoa todo o tipo de oportunismos. Senhor Doutor Nobre:
Assim se foi tirando credibilidade à política e desacreditando a democracia!.. Embora não tenha votado em si, sinceramente, ainda hoje tenho pena...
Isto, depois de Fernando Nobre, o Senhor Doutor, ter sido candidato pelo BE ao Parlamento Europeu!.. Sempre coerente, portanto...
Para a democracia portuguesa ficar completa só faltava Fernando Nobre, o Senhor Doutor!..
António Vitorino, será sempre um nome
a ter em conta: a opinião dele pesa no PS. Poucos ainda se lembram
que António Vitorino entrou no partido pela ala esquerda, vindo da
UEDS de Lopes Cardoso: hoje, é um dos expoentes da ala direita...
Prós - Tem um discurso fluente, embora fale com excessiva rapidez para o entendimento de alguns, que não lhe acompanham o raciocínio. Contras - Nas "fotos de família" da União Europeia corria o risco de não ser visto se alguém cometesse a maldade de o colocar na segunda fila. (daqui) Em tempo. "Num golpe de génio, Santana Lopes enunciou ontem uma verdadeira novidade teórica que fará tremer os fundamentos do pensamento político e, digo mesmo, filosófico. Segundo ele, a prova de boa governação e a permanente relegitimação do governo, emerge do número de grandes manifestações que não se fazem. Quer dizer: não havendo manifestações, o povo está com o governo. É feliz. Estivesse do outro lado da mesa qualquer cândido cidadão que não o sabido do Vitorino, não deixaria de lhe perguntar se o governo, quando há grandes manifestações, se deveria demitir. Mas parece que, no seu tempo, ambos faltaram às aulas de lógica." (daqui)
É pá, mas o que querem?.. Eu sou
assim, inquieto e rebelde...
Não é que eu tenha nada contra os
«gajos porreiros» que gostam de apoiar e ser apoiados. E é sabido que
o figueirense gosta muito de «apoiar». Principalmente quem está conjunturalmente no poder. É uma coisa que lhe está no sangue: «apoiar».
O que, reconheço, é sinal de
inteligência: a tendência é «apoiar-se» o poder, não vá a
solidão e o ostracismo tecê-las...
Não querendo pôr em causa nada e,
muito menos, ninguém, ingenuamente pergunto: que é feito do homem de cultura, anti-sistema, revoltado com o populismo, entregue à discreta solidão criadora?
Finou-se? Faleceu? Bateu as botas?
Agora é só alegria, confraternização,
pancadinhas nas costas: no fundo o culto do «lambe-botismo».
O que prova, que pela Figueira, o
pudor é qualidade em avançado estado de rarefacção.
Bom, mas tudo tem os seus pontos
positivos: por exemplo, podermos observar o lado cómico-trágico do
exercício.
Contudo, a conclusão é trágica: a
aritmética não quer nada com a Cultura.
Porém, quando alguém faz uma coisa muito
estúpida, só com muito custo aceitamos que seja capaz de um acto
inteligente.
O anonimato não é motivo para
desqualificar argumentos. O cerne do problema é que ao longo dos
anos o anonimato tem servido para se saltar do argumento para o
insulto vil e cobarde.
Por aqui, há muito que apertámos a
malha ao fartar vilanagem que são as caixas de comentários abertas
aos anónimos.
Consequência: milhares de
“comentários” foram para o lixo.
Curiosamente, apesar de não
ser esse o nosso objectivo primacial, disparou o contador...
Cá pela Figueira, continuamos com “o mesmo ar bafiento”,e a porta continua por abrir... Em termos futebolísticos, não temos um
Sporting- Benfica, mas temos um Sporting-Belenenses...
Tentando elevar a polémica e passando
para o ramo cultural, o teatro avant-garde, ou mesmo uma
opereta, têm uma coisa em comum: o conteúdo significava nada, a
mascarada tudo...
Na Figueira, e em outros locais do
nosso País, pode haver sempre carnaval, pois existem sempre
soluções...
Essa de mudar a data do carnaval mais
para o verão, é uma delas...
Mas, há mais. Por exemplo, retomar uma comissão para organizar o carnaval. Depois, face ao
prejuízo, poderá recorrer-se a um peditório público.
Não será nada de espantar. Será
apenas mais um...
Num país de pedintes, contribui
quem quer...
Assim, como isto está contribuímos
todos, via Câmara Municipal, através dos impostos que somos
obrigados a pagar.
Eu sei que esta coisa de tudo tentar
resolver pelo recurso à caridade, é assim uma espécie
de menoridade intelectual, mas é o país e o povo que temos (o dos peditórios para amenizar a pobreza, para
proporcionar alguns cuidados de saúde e assistência na
velhice, para realizar festas com artistas que vêm actuar a peso de
ouro, etc... Por conseguinte, porque não um peditório
para organizar os carnavais?)
Um país com as dificuldades
financeiras que todos conhecemos, por experiência própria,
ferozmente escrutinado pelas mais diversas instituições financeira
internacionais, continuar a organizar carnavais com dinheiro
emprestado, isso tenham santa paciência, é que não pode continuar a acontecer!..
Tudo menos isso.
Eu não quero acreditar que vivo numa
cidade - que tal como o País - é governada por irresponsáveis e alienados políticos. Hoje, é um dia à imagem deste governo: "dois terços
do país não trabalha e um terço finge que está a trabalhar. Os privados, enquanto gozam a folga, aproveitam para dizer que é muito bem feito que os funcionários públicos (praticamente só os da administração central, porque dois terços das autarquias marimbaram-se para as ordens do governo)estejam a trabalhar, porque são uns calaceiros, pouco produtivos e têm salários exorbitantes.
A Terça feira de Carnaval deveria passar a ser o Dia Nacional da Inveja. Ou da estupidez tuga."
Este ano, carnaval e dia dos namorados ocorreram no mesmo fim de semana. Nada contra. Para quem está de fora, é tudo mais ou menos a mesma palhaçada...
- Pedrito, apetece-me algo... - Claro, senhora, os vossos desejos são ordens para mim... - Traz-me um copo de água!.. - Sim, senhora, vou já privatizar! daqui
"Os homens do aparelho fazem sempre as mesmas perguntas: quem é que eu devo apoiar para manter o lugar que tenho (deputado, vereador, assessor, gestor, etc.); quem é que devo apoiar para ter o lugar que quero (no partido, na administração, na autarquia, no governo, etc.), quem é meu “amigo”, quem é o meu “inimigo”, quem é que parece mais capaz para defender os interesses do meu grupo, da minha estrutura, A mim e aos “meus”, amigos, amantes, família, companheiros fiéis, parceiros de negócio. Quem perturba esta lógica, é atirado para as trevas exteriores, seja qual for a sua mais-valia social. Quem não a põe em causa, mesmo que seja um absoluto medíocre, está em casa. Uma vez entrado no sistema, fica lá sempre se se comportar como se espera, se for “confiável”, se não fizer ondas, se mostrar a camisola, se reagir pavlovianamente a tudo o que afecte os interesses do aparelho. É assim que se fazem as carreiras, é assim que tudo se move. É assim que estamos." Isto tem nome: é a "A PARTIDOCRACIA NO SEU ESPLENDOR"…
Ontem, domingo, o Carnaval de Buarcos saiu à rua.
Porém, a chuva acabou por obrigar ao fim antecipado do desfile na Avenida do Brasil.
Uma escola de samba e
o carro dos reis não desfilaram.
Merche Romero
e o figueirense Fernando
Maltez, porém, não
privaram os seus súbditos
do convívio e, a meio
do corso, decidiram abdicar
do trono para se juntarem
ao povo.
Na Cova-Gala o Carnaval trapalhão decorreu com alegria e animação.
Em tempo.
Se o samba veio para ficar no carnaval de Buarcos, porque não alteram o dia de entrudo para meados de
Agosto, quando a temperatura atinge os valores do Carnaval do Rio?
Além do mais, evitava que a Câmara tenha de conceder tolerância de
ponto.
Conforme comunicado publicado aqui, a Concelhia da Figueira
da Foz do PCP recebeu
com “espanto” a notícia que
os deputados do PSD e do
CDS haviam apresentado,
na Assembleia da República,
uma proposta para a alteração
do nome da Freguesia de
Buarcos, passando a designar-
se Freguesia de Buarcos e
São Julião. O PCP acusa que o
PSD “rompeu oportunisticamente
o consenso gerado”
na Assembleia de Freguesia
de Buarcos, ao não esperar
que a deliberação aprovada
neste órgão chegasse primeiro
ao Parlamento. “Este chico-
espertismo do PSD” local,
“ao que consta protagonizado
por Miguel Almeida, visa
branquear as responsabilidades
que teve na extinção
das freguesias”, acusa o PCP. Confrontado pelo jornal AS BEIRAS com esta tomada de posição pública do PCP, Miguel Almeida limitou-se a responder: “Não
respondo a disparates”. Cá está o Miguel Almeida que eu conheci: o Miguel Almeida, o figueirense, antes de ser o Miguel Almeida, o político. O peso da identidade, desde a década de 90 do século passado, sempre afectou o seu percurso individual na política e ajudou a degradar o espaço público da política figueirense. O excesso de identidade conforta – mas, imobiliza... Somos o que somos e isso desculpa-nos, exime-nos do debate, protege-nos do conflito e empurra-nos para o queixume. A liberdade colocou problemas de identidade, que levaram a que os portugueses - e isso vê-se a olho nu na Figueira - se refugiem em “antigos moldes que forneciam segurança e paz interior”. Décadas de salazarismo não só afastaram os portugueses do espaço público de debate mas, também, criaram uma identidade avessa ao conflito e à discussão. Somos quase todos porreiros aqui pela Figueira. E o Miguel, em abono da verdade, é um dos figueirenses mais porreiros que conheço. Na Figueira, prefere-se um tratamento de cosmética a encarar a realidade. Daí, à institucionalização do chico-espertismo é um pequeno passo. As tácticas de sobrevivência quotidiana que constam do manual do chico-esperto foram consagradas pelo próprio Estado Novo e continuam em Portugal mais de 40 anos depois do 25 de Abril. Reconhece-se o direito à liberdade de expressão e manifestação, mas retira-se-lhe qualquer significado político... “Assim começa a interiorização da obediência” no país do respeitinho, onde, na opinião do professor José Gil, “estamos ainda longe de praticar a democracia”.
E a Figueira, neste campo, é uma das cidades mais portuguesas que conheço.
Afinal, segundo o jornal Público, "Portugal está entre os países da zona euro que concederam até agora um menor volume de empréstimos à Grécia, quer em percentagem do PIB, quer levando em conta a dimensão da sua população. Isso acontece pelo facto de Portugal, a partir do momento em que lhe foi aplicado também um programa da troika, ter ficado dispensado dos custos associados à ajuda financeira à Grécia.
Os números disponíveis parecem, assim, contrariar a ideia defendida por Pedro Passos Coelho esta quinta-feira de que Portugal é “de longe o país dentro da União Europeia que, em percentagem do seu produto, maior esforço fez de apoio e solidariedade em relação à Grécia”. Via O país do Burro